A Bíblia O Período Entre os Testamentos e O Novo Testamento
Terminamos o Velho Testamento com a palavra "maldição".
Sem as profecias cumpridas, maldição seria o melhor que poderíamos
esperar. Até aqui Cristo foi prometido, mas não visto. A Esperança
era prevista, mas não obtida.
Por quase quatrocentos anos, Deus não chamou nenhum profeta para
dizer "assim diz o Senhor". Em todo este tempo nenhum escritor inspirado
apareceu. Por isso este tempo é chamado "Os Anos Silenciosos" ou
"O Período Negro".
O período intertestamentário, 397 - 6 a.C., provocou muitas
mudanças no mundo em geral e entre os Judeus em particular. Se pudermos
entender, um pouco, o que aconteceu neste período que a Bíblia
não nos revela, poderemos compreender melhor o povo que existiu no
Novo Testamento e o porquê de muitas palavras de Jesus no Novo Testamento.
I. O Período Intertestamentário
Podemos dividir esta seção, neste período, entre os
acontecimentos políticos e religiosos ou os externos ou os internos.
A. Externo (Político)
Os povos que controlavam o mundo sempre deixaram traços da sua civilização
entre o povo que conquistavam. Arquitetura, língua, educação,
maneiras de comer e vestir, formas e estilos de governo, etc., são
só algumas das maneiras que uma nação influenciava
uma outra.
1. Controle Mundial
a. Babilônia
Os Babilônicos levaram o reinado do Sul, Israel, cativo em 587 a.C.
b. Medo-Persa
Os Medo-Persas tomaram o controle do mundo dos Babilônicos em 537
a.C.
c. Grego
Os gregos tomaram o controle do mundo dos Medo- Persas em 333 a.C.
Alexandre o Grande, que era o "bode que tinha um chifre insigne entre os
olhos" de Daniel 8.1-7, conquistou o mundo antigo. Pelo domínio grego,
a linguagem e civilização grega foram espalhadas em todo a
parte do mundo conhecido naquele tempo. Este controle do mundo continuou
através dos seus quatro generais que dividiram o poder na morte de
Alexandre, o Grande, em 323 a.C., até que os Romanos vieram em 63
a.C.
d. Romano
Os Romanos estabeleceram o Império Romano em 27 a.C. com Octavianus,
tomando o poder sobre o nome de Augustos. Quando começa o Novo Testamento,
os Romanos estão reinando sobre Jerusalém e o mundo.
2. Controle de Jerusalém
Apesar das nações que conquistaram o mundo, Jerusalém
foi dominada por outras nações em tempos curtos, mas significativos.
Os que exerceram controle sobre Jerusalém e os anos que estes dominaram
são:
a. Período Pérsico: 536 -333 a.C.
b. Período Grego: 333 - 323 a.C.
c. Período Egípcio: 323 - 204 a.C.
d. Período Sírio: 204 - 165 a.C.
e. Período dos Macabeus: 165 a.C. - 63 a.C.
f. Período Romano: 63 a.C. - Novo Testamento
B. Interno (Religioso)
Muitas coisas citadas no Novo Testamento, não são mencionadas
no Velho Testamento. Desde que o Velho Testamento não fala nada destas
coisas, e o Novo Testamento as menciona, devemos entender que foi durante
o período intertestamentário que estas foram introduzidas.
Por causa do tempo tumultuoso em que Jerusalém viveu nestes quatrocentos
anos varias seitas, instituições e práticas entre os
judeus foram desenvolvidas. A história humana nos relata muitos fatos
que pode nos ajudar entender várias referências de Jesus e
os Apóstolos à estas seitas, instituições e
a estes grupos.
1. Sinagoga
Durante o cativeiro, os judeus foram espalhados por todos os cantos. Eles
continuaram seus costumes, apesar de quem os dominava. Por Jerusalém
ser longe, foi desenvolvido um lugar de reuniões aonde quer que os
judeus existissem. Quando os judeus voltaram para Israel, continuaram com
estas maneiras de se reunirem. Estruturas começaram a ser erguidas,
mesmo no cativeiro, onde os judeus podiam se reunir e ouvir da lei. Pelo
decorrer do tempo estas assembléias religiosas tinham uma finalidade
estabelecida e ofícios distintos. Esta reunião religiosa,
junto com a estrutura, é conhecida como sinagoga.
2. Escribas
Com o cativeiro, os sacerdotes não foram sempre espalhados na forma
de instruir todos os judeus na maneira que desejavam. Os escribas eram profissionais
no Velho Testamento cujo trabalho era de colocar, por escrito, o que os
profetas disseram. No tempo do exílio (cativeiro) estes começaram
a ser chamados para "interpretar" o que a Lei dizia. Eles eram formados
na linguagem original do Velho Testamento, então o povo pedia que
estes não só lessem a Lei, mas que as ensinassem também.
Os Escribas, gradualmente, perderam o aspecto de serem profissionais de
escrever e passaram a ser mais como uma classe religiosa, ou seita, com
autoridade para interpretar a Lei. Para o Judeu, os Escribas tinham autoridade
da Lei Oral.
3. Fariseus
No cativeiro, os Judeus não tinham um líder político
só para eles. Eles eram sobre o domínio dos outros. Mas muitas
vezes, os líderes das nações que dominavam o mundo
deram autoridade limitada aos que tinham uma forma de autoridade entre os
Judeus. Os sacerdotes tinham autoridade pela Lei Escrita, e estes sacerdotes,
muitas vezes, eram colocados em posições oficiais pela nação
que os dominavam. Nessa posição de autoridade, os sacerdotes
ficaram conhecidos como Fariseus. Os Fariseus começaram a ser vistos
como tendo autoridade religiosa e política entre os judeus. Quando
o Novo Testamento se inicia, temos esta seita, Fariseu, já existindo.
4. Saduceus
Entre a seita dos Fariseus nasceu a seita dos Saduceus. Os Saduceus eram
um ramo menos rígido entre os Fariseus. Os pensamentos dos Saduceus
eram mais liberais que os Fariseus, mas as suas ações eram
muito mais rígidas. A Lei Escrita era a sua autoridade.
5. Herodianos
Os Herodianos (Mt 22.16; Mc 3.6; 12.13) eram um grupo entre os Judeus que
era mais político do que religioso. Tinham o objetivo de ajudar o
governo de Roma a prosseguir e favorecer os judeus.
6. Zelotes
Os Zelotes eram nacionalistas puros. Estão mencionados em Lucas
6.15 e Atos 1.13. A palavra "zelador", nestes casos, é o mesmo de
Zelote. O pouco de tempo que os Judeus, com os Macabeus, exerceram controle
de si mesmos foram suficientes para inflamar uma atitude de nacionalistas.
Quiseram uma nação Judaica e lutaram para isso.
Podemos aproveitar mais um fato para nos ajudar a entender o Novo Testamento.
Seria a Mishna e o Talmude
A Mishna é a Lei Oral dos Judeus que foi passada de geração
a geração, verbalmente, de pai para filho. Quando esta foi
colocada por escrito, tomou o nome "Talmude". A lei Oral foi colocada na
forma escrita pelo Rabino Jehuda no fim do segundo século depois
de Cristo.
O Talmude consistia em duas partes: a) A Mishna, ou Lei Oral e b) a Gemara,
ou comentários sobre a Mishna.
No tempo de Cristo, a Lei Oral era ainda oral e não escrita na forma
do Talmude. Era esta Lei Oral, que Jesus apontava quando no Sermão
da Montanha falava: "Ouvistes que foi dito" (Mt 5). Quando Jesus mencionava
o Velho Testamento, usava: "Está escrito" (Mt 4.4, 7, 10) e "não
foi dito". Veja também Jesus referindo-se à Lei Oral em Mt
15.1-9; 23.16-18 23 (Baxter).
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento é o Velho Testamento revelado bem como o Velho
Testamento é o Novo Testamento escondido. Conhecer o Velho Testamento
ajuda o aluno, da Bíblia, a entender muitas alusões e referências
feitas no Novo Testamento (Veja Lucas 24.27-45 e as comparações
do livro de Levítico com Hebreus). O primeiro versículo do
Novo Testamento refere-se a Cristo na sua relação com o Velho
Testamento. O Velho Testamento mostra a necessidade humana, o Novo Testamento
mostra o suprimento divino. No Velho Testamento, o coração
humano está visto, no Novo Testamento, o coração de
Deus é visto suprindo, em Cristo Jesus, todas as necessidades humanas.
Há uma idéia que domina no Novo Testamento. Essa idéia
é "cumprir". Mt 1.22, "Tudo isto aconteceu para que se cumprisse
o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz"; e, assim, mais
onze vezes Mateus mostra como Cristo cumpriu o Velho Testamento (Mt 2.15,17,
23; 4.14; 8.17; 12.17; 13.35; 21.4; 26.56; 27.9, 35). Os outros evangelistas
também concordam com Mateus neste aspecto. As primeiras palavras
do ministério público de Cristo contém "cumprir" (Mt
3.15; Mc 1.15; Lc 4.21 e, em João 1.41, 45 a palavra é "achamos").
Nisso podemos ver que o Novo Testamento é a "resposta" do Velho Testamento.
No Novo Testamento, Cristo é revelado diferentemente do que no Velho
Testamento. O Novo Testamento não usa tipos nem símbolos,
mas mostra Cristo, a pessoa atual.
VELHO TESTAMENTO
O Cristo da profecia
Cristo - A Esperança
Cristo - O Esperado
Cristo - O Previsto
Cristo - O Predito |
NOVO TESTAMENTO
O Cristo da história
Cristo - O Fato
Cristo - O Experimentado
Cristo - A Provisão
Cristo - O Apresentado |
O Novo Testamento consiste de vinte e sete livros, divididos em: quatro
livros da vida de Cristo, um livro histórico, vinte e uma epístolas
apostólicas e um livro profético.
Cristo veio inicialmente aos Judeus (Mt 10.5-6; Jo 1.11; nascido sob a
lei, Gl 4.4; Rm 15.8) e as doutrinas sobre a graça, baseadas na vida
de Cristo, são tratadas profundamente e desenvolvidas só nas
epístolas.
I. Os Evangelhos
Mateus, Marcos, Lucas, João
Introdução:
Os quatro evangelhos não têm a intenção de dar
uma biografia completa de Cristo. O propósito deles é o de
mostrar Cristo, "para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de
Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".(Jo 20.31)
Mesmo que os quatro se complementassem, um ao outro, mostrando partes da
vida de Cristo que o outro não relatou, os quatro testemunham, juntamente,
em pelo menos dez áreas, assim revelando a ênfase dos escritos
dos evangelhos que é a vida de Cristo e a Sua obra salvadora completa
para o homem pecador. Estas dez áreas são:
1. Cristo visto
2. Ministério de João Batista
3. Alimentação dos cinco mil |
4. Cristo como Rei - Zc 9.9
5. Traição de Judas
6. Negação de Pedro |
7. Julgamento e crucificação
8. A ressurreição corporal
9. 40 dias após a ressurreição
10. Segunda vinda predita |
Cada evangelista narra a vida, deste Filho de Deus, de uma maneira diferente
assim complementando um ao outro. Três, dos quatro, são parecidos
e juntos fazem como um resumo da vida de Cristo. Mateus, Marcos e Lucas,
por este resumo, são chamadas os evangelhos sinópticos.
Os sinópticos diferem, do Evangelho de João, nas seguintes
maneiras:
Mateus, Marcos e Lucas
Os fatos da vida exterior de Cristo
Os aspectos da sua vida humana
Os seus discursos públicos
O ministério na Galiléia |
João
A vida intima de Cristo
A vida divina de Cristo
Os discursos pessoais
O ministério na Judéia |
Mateus mostra Cristo como Rei, o soberano que veio ordenar e reinar.
Marcos mostra Cristo como Servo, aquele que veio servir e sofrer.
Lucas mostra Cristo como Filho de Homem, o homem que veio repartir
e compadecer-se. João mostra Cristo como Filho de Deus, aquele
que veio revelar e redimir. Assim, os quatro relatam os tipos mostrados
em Ezequiel 1.10 e João em Apocalipse 4.6-8 ilustrando os quatro
animais "no meio do trono, e ao redor do trono" com a semelhança
de leão (Mateus - rei), bezerro (Marcos ! servo), rosto como de homem
(Lucas - filho de homem) e semelhante a uma águia voando (João
- filho de Deus).
A base do Velho Testamento era profética, agora no Novo Testamento
tudo se focaliza nas doutrinas que se baseiam nos fatos descritos nos quatro
evangelhos. Mudamos agora, do que era em maior parte ao Judeu, para o que
é para o cristão. Trocamos marchas nos quatro evangelhos:
Moisés para Cristo, da lei para graça. Os quatro combinam,
harmoniosamente, as características de cada um para ser uma testemunha
única de Cristo.
A. Mateus
Tema: Cristo, O Rei
"como a semelhança de leão", Ap 4.6-8.
Tempo: 50 d.C.
Autor: Mateus, também chamado Levi (compare Mt 9.9 com Mc
2.13; Lc 5.27). Mateus era um publicano, um servidor público, um
empregado do governo. Israel, nesta época, era dominada pelos Romanos.
Mateus era, então, um Judeu que trabalhava para uma nação
gentia. Seu trabalho era receber os impostos do povo na "alfândega"
ou "recebedoria" (Mt 2.14; Mc 2.14; Lc 5.27). Por Mateus trabalhar para
os Romanos ele era desprezado pelos judeus ortodoxos que ensinavam a separação
explícita dos gentios. Geralmente os publicanos estão associados
com as pessoas de baixa moral (Mt 9.10; 21.31).
O Livro:
O livro de Mateus mostra Cristo como rei. Sua genealogia é traçada
desde o Rei Davi; e o lugar do Seu nascimento, Belém, o lar de Davi,
é enfatizado. Sete vezes, neste Evangelho, Cristo é chamado
de "o filho de Davi" (1.1; 9.27; 12.23; 15.22; 20.30; 21.9; 22.42). Só
em Mateus Cristo fala do "trono da sua glória" (19.28; 25.31). Além
disto, apenas neste Evangelho Jerusalém é chamada de "cidade
santa" (4.5) e de "a cidade do grande Rei" (5.35). Sendo o Evangelho do
Rei, Mateus também é o Evangelho do reino; a palavra "reino"
aprece mais de cinqüenta vezes e a expressão "o reino dos céus",
que não foi usada em nenhum outro lugar no N.T., aparece aqui cerca
de trinta vezes. (Scofield)
Mateus, mais do que qualquer dos escritores dos Evangelhos identifica acontecimentos
e pronunciamentos na vida do nosso Senhor com predições do
V.T., como, por exemplo, 1.22; 2.15, 17, 23; 4.14; 12.17; 13.14; 21.4; 26.54,
56; 27.9, 35. (Scofield)
Conquanto que Mateus mostra Cristo como Rei, Ele é primeiramente
o Rei espiritual do Seu povo. O povo Judeu, junto com os discípulos,
esperava o Messias que vinha derrubar os reinos em oposição
e estabelecer o Seu reino na terra. Como isso não veio a acontecer
(Mt 12.18-21), muitos deixaram-nO (Mt 26.56). Antes que alguém possa
entrar no Seu reino na terra, Cristo deve reinar no seu coração.
Mateus relata a vida de Cristo sem os detalhes que Marcos e Lucas dão.
(Baxter):
Estão agrupados os preparativos para o Seu ministério:
Cap. 1 - 4.12 - Genealogia, nascimento, Batismo e Tentação
Estão agrupadas as obras e ações de Cristo no Seu
ministério na Galiléia:
Cap. 5, 6, 7 - Os Ensinamentos de Cristo
Cap. 8, 9,10 - Os milagres de Cristo
Cap. 11 - 18 - As reações ao ministério de Cristo.
Estão agrupados também o Seu curto ministério em Judéia:
Cap. 19 - 25 - Sua Apresentação - Rei
Cap. 26, 27 - Sua Crucificação - O Malfeitor
Cap. 28 - Sua Ressurreição - O Salvador
Para ver a base que os detalhes dos outros três Evangelistas apoiavam,
leia Mateus várias vezes. Assim terá uma visão geral
da vida de Cristo.
B. Marcos
Tema: Cristo, O Servo
"com a semelhança de bezerro", Ap 4.6-8.
Tempo: 68 d.C.
Autor João Marcos
O nome de Marcos, João Marcos ou João (em relação
a Marcos) aparece só nove vezes na Bíblia e nenhuma destas
nos evangelhos (At 12.12, 25; 13.13; 15.37, 39; Cl 4.10; 2 Tm 4.11; Fl 24;
1 Pe 5.13).
Na a primeira vez que Marcos aparece na Bíblia aprendemos que o
nome de sua mãe era Maria. É bem provável que sua mãe
fosse Judia e quem deu o nome de João, e o pai, que não conhecemos
talvez fosse Romano devido ao nome de Marcos que deu a seu filho.
João Marcos era sobrinho de Barnabé (Cl 4.10), chamando "meu
filho" por Pedro (1 Pe 5.13) e era cooperador a Paulo (Fl 24) e assim, muito
útil para o ministério dele (2Tm 4.11). Contudo, Marcos foi
uma pedra no caminho entre Paulo e Barnabé por começar uma
viagem missionária com Paulo e Barnabé, mas não a completando,
saindo logo depois de começar (At 12.25; 13.13; 15.37-41). Quando
Paulo estava na prisão referiu-se a Marcos (Cl 4.10) que estava ainda
no ministério (a tradição diz que ele era muito ativo
no Egito, organizando uma igreja em Alexandrina - Baxter). A primeira falha
de ter deixado os missionários, no começo do ministério
de Paulo e Barnabé era uma falha que Paulo evidentemente tinha perdoado,
pois é dito uns vinte anos depois que ele achava Marcos útil
para o ministério.
A tradição diz que Marcos foi um mártir no Egito.
Ele foi arrastado pela rua, jogado e deixado ferido numa prisão e
depois queimado vivo (Baxter).
Livro:
Que Marcos mostra Cristo, o servo, é evidente no livro que relata
na maior parte - as ações de Cristo. Como não
é importante saber a genealogia de um servo, Marcos não tem
registro da linhagem de Cristo nem nenhuma menção do nascimento
ou dos primeiros anos dele. Como não é importante o que um
servo diz e sim o que o servo faz, os discursos e as parábolas de
Cristo não estão relatados com tanto destaque quanto os milagres
que ele se preocupou em fazer. Em comparação com o livro de
Mateus, Marcos é o mais curto dos quatro evangelistas. Mas se comparar
só os relatórios que Cristo fez, Marcos inclui duas vez mais
que Mateus. Tudo indicando que Marcos mostra Cristo, o Servo.
Marcos é considerado como o fotógrafo dos evangelistas. Ele
relata com mais destaque os detalhes dos nomes (3.17; 10.46; 15.21), horários
(1.35; 6.35; 11.19; 15.25), números (2.3; 5.13; 6.7, 40; 14.30, 72),
lugares (2.13; 11.4; 12.41; 15.39; 16.5) e muitos acontecimentos 1.13; 2.3,4;
4.36-38; 6.48, 53-56; 9.36; 10.17,32; 12.42; 16.4). Se não fosse
por Marcos, muitos detalhes que dão vida aos acontecimentos de Cristo,
seriam deixado só à imaginação. Para dar mais
um exemplo, compare o relatório de Marcos da Transfiguração
de Cristo como o relatório dos outros evangelistas (Mc 9.2-13; Mt
17:1-8; Lc 9.28-36).
Para ter uma lição em como servir estude o exemplo de Cristo
em Marcos. Sua posição com Deus, e o Seu trabalho como Salvador
não foi em nada prejudicado na atitude d?Ele ser um Servo mas foi
vista a grandeza da Sua posição com Deus ao se humilhar para
servir e a importância de obediência no Seu trabalho. Todos
os que querem adorar o Senhor Deus em espírito e em verdade tomem
nota da vida de Cristo, o Servo.
C. Lucas
Tema: Cristo, O Homem
"rosto como de homem", Ap 4.6-8.
Tempo: 60 A.D.
Autor:
Lucas é o escritor do Evangelho de Lucas e do livro de Atos dos
Apóstolos (1.1-5; At 1.1-4). Lucas era médico (Cl 4.14). Talvez
por isso há mais referências às curas no livro de Lucas
do que em Mateus ou Marcos ((4.18, 23; 5.17) e as descrições
de doenças (5.12,18; 7.2; 13.11)).
Lucas foi companheiro de Paulo em muitas das suas viagens (note em Atos
o pronome "nós" quando fala de quem estava com Paulo. Parece que
Lucas era um companheiro muito fiel a Paulo, pois no fim da vida de Paulo
ele diz que "só Lucas está comigo" (2 Tm 4.9-11).
O Livro:
Em Mateus temos agrupados os acontecimentos de Cristo, O Rei; em Marcos
temos as fotos das ações de Cristo, O Servo; em Lucas temos
a história linda de Cristo, O Homem.
Lucas foi endereçado a Teófilo, um romano de importância
e um convertido ao Senhor Jesus Cristo "para que conheças a certeza
das coisas de que já estás informado" (1.1-5). Ver também
Atos 1.1-4.
A genealogia é traçada até Adão, seno o objetivo
de Lucas mostrar Cristo, O Homem. A narrativa de Lucas sobre o nascimento
e a infância do Senhor é do ponto de vista da mãe virgem
(Scofield) e nos dá mais detalhes da sua vida de criança e
menino que os outros Evangélicos (Baxter).
Este livro é o mais longo dos quatro Evangelhos em relação
ao número de versículos. O que sabemos da infância de
Cristo devemos a este livro. Lucas também diferencia dos outros sinópticos
em que só neste livro tem as parábolas do Bom Samaritano (10.25-37),
do homem rico e louco (12.13-21), da figueira infrutífera (13.6-9),
da ovelha perdida, da moeda perdida e do filho pródigo (15,3-32),
da viúva persistente (18,1-8), do fariseu e o publicano (18,9-14),
e a parábola das minas (19,11-27). Também só aqui tem
a missão dos Setenta relatada (10,1-24). Imagine que falta de conhecimento
da vida de Cristo teríamos se não fosse por Lucas.
Note, também, os acontecimentos que Lucas relata sobre a sensibilidade
de Cristo em repreender Marta (10.38-42), curar uma enferma (13.10-16),
um hidrópico (14.1-6), dos dez leprosos (17.11-19), a conversão
de Zaqueu (19.1-10) e o choro por Jerusalém (19.41-44); tudo isso
só temos porque Lucas nos relatou mostrando assim a atenção
de Cristo pela humanidade e a humanidade perdida à qual Ele veio
salvar.
O nascimento, vida de criança, menino e de homem (1.5-4.13)
Ministério em Galiléia (4.14-9:50)
A jornada à Jerusalém (9.51-19:44)
Crucificação e Vitória (19.45-24.53)
D. João
Tema: Cristo - O Filho de Deus ou Cristo em Sua Divindade
"uma águia voando", Ap 4.6-8.
Tempo: cerca de 85 - 90 d.C.
Autor:
Sabemos que o pai de João era Zebedeu (Mt 4.21) e era seu irmão
Tiago (Mt 26.37; Mc 14.33; Lc 5.10).
João fazia parte do circulo dos três discípulos íntimos
de Cristo. Os outros eram Pedro e Tiago. Cristo não amava mais estes
três, mas estes três estiveram presentes durante ocasiões
especiais de Cristo: Transfiguração (Mt 17.1-9), oração
no jardim antes da traição e da crucificação
(Mt 26.36-46). Os três foram chamados por Paulo "colunas" da igreja
(Gl 2.9).
A João, um dos poucos discípulos presente na sua morte, Cristo
confiou o cuidado de sua mãe (Jo 19.26,27) e ele é apresentado
no seu evangelho como o discípulo "a quem Jesus amava" (13.23; 19.26;
20.2; 21.7, 20-24).
Além deste evangelho, João é autor dos outros três
livros que levem o seu nome (1, 2, 3 João) e Apocalipse.
O Livro:
A razão de este livro ser escrito é "para que creias que
Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida
em seu nome." (Jô 20.21) e esta idéia se repete pelo livro
várias vezes.
Os versículos chaves, 1.11,12 também fornecem a estrutura
do livro, como João faz no livro de Apocalipse em Ap 1.19. O Evangelho
de João pode ser dividido em 1) "Os seus não o receberam",
2) "Mas, a todos quanto o receberam", 3) "Deu-lhes o poder de serem feitos
filhos de Deus" .
Este livro não faz parte dos evangelhos sinópticos. Os sinópticos
mostram os fatos da vida exterior de Cristo, em João temos a vida
íntima de Cristo. Os sinópticos mostram a sua vida humana,
João mostra a sua vida divina. Os discursos públicos de Cristo
estão relacionados em maior parte pelos sinópticos, João
relata os discursos pessoais de Cristo. O ministério na Galiléia
é mostrado nos sinópticos, mas em João o ministério
na Judéia se vê. Os sinópticos importam fatos, João
doutrina. Os sinópticos apresentam Cristo pelo que ele diz e faz,
João o interpreta pelo quem ele é. (Baxter)
Para se concentrar no quem Cristo é João só
conta oito dos milagres de Cristo (Mateus e Lucas mostram vinte, Marcos
dezoito) e só uma parábola (10.6). Das parábolas Mateus
relata dezesseis, Marcos cinco e Lucas vinte. Em contrapartida, João
nos relata os discursos de Cristo que os sinópticos não revelam
com tanto destaque (Pedro e Natanael, a:35-51; Nicodemos, 3.1-15; mulher
Samaritana, 4.4-38; o homem nascido cego, 9.35-41; Marta e Maria, 11; os
onze discípulos, 13-16; Maria Madalena, 20.1-18 e o Apostolo Pedro,
21.15-23) tudo para nos mostrar doutrina.
As palavras usadas mais neste livro que nos dos sinópticos são:
"crer", "vida" e os títulos "Filho" e "Filho de Deus" , estes mostrando
o tema do livro de Cristo - O Filho de Deus. Outras palavras características
de João são "verdadeiro", verdade",. "amor", "testemunho"
e "mundo" (gr. kosmos). Apenas João registra as grandes declarações
"Eu sou" de Cristo (6.35 "pão da vida"; 8.12 "a luz do mundo"; 10.7
"porta das ovelhas", 11 "o bom Pastor"; 11.25 "a ressurreição
e a vida"; 14.6 "cominho, verdade e a vida"; 15 "videira verdadeira") e
apresenta as declarações de Cristo introduzidas pelo solene
"Em verdade, em verdade" (1.51; 5.19,24,25, etc.). (Scofield).
Conclusão:
Mateus O Prometido está - veja as Suas qualificações
Marcos Assim Ele trabalhou - veja o Seu poder
Lucas Assim Ele era - veja a Sua natureza
João Assim Ele é - veja a Sua divindade
II. O Histórico
Atos
1. Atos
Tema: As Ações dos Apóstolos
Tempo: Terminado em 63 A.D. em Roma
Autor: Lucas (Lucas 1.3; Atos 1.1)
Lucas, com o evangelho que mostra a vida detalhada de Cristo e com este
livro que mostra a historia da igreja que Cristo estabeleceu, é o
autor que escreveu mais das ações no Novo Testamento do que
qualquer outro indivíduo.
Lucas escreve não só para informar o leitor com a organização
dos acontecimentos, mas também para exortar o leitor pelos exemplos
dos apóstolos.
Livro:
O livro de Atos é uma historia de um dos primeiros historiadores
inspirados nos primeiros anos da época cristã. Mais do que
trinta anos são tratados neste livro, desde a ascensão de
Cristo à prisão de Paulo em Roma.
Atos é uma ponte que estenda dos Evangelhos até as Epistolas.
Os Evangelhos relata o tratamento do evangelho diante dos judeus, as Epistolas
trata do evangelhos diante dos gentios. Atos relata como o reino de Deus
começou com os judeus e os acontecimentos da rejeição
destes do mesmo e a abertura total do evangelho para com os gentios (Atos
1.8; 28.28).
Aqui se tem o começo e os princípios que as primeiras igrejas
e seus missionários seguiam. É um manual completa de teoria
(doutrina) e pratica para a igreja verdadeira obedecer a comissão
dada por Cristo em Mateus 28.19,20.
A evangelização dos judeus e depois para os gentios, a pessoa
e obra do Espirito Santo, a perseguição que seguiu os que
quiseram obedecer Cristo está para a nossa edificação
no livro de Atos.
A missão da igreja com destaque ao Pedro, Jerusalém o centro
de operações aos israelitas. Este seção termina
com Pedro livre de prisão. A igreja evangeliza "Jerusalém,
Judéia e Samaria"
A missão da igreja com destaque ao Paulo; Antioquia é o centro
de operações ao mundo inteiro. Este seção termina
com Paulo na prisão. A igreja evangeliza os "confins da terra".
Versículo chave é Atos 1.8 que envolve o dever divina, o
equipamento espiritual e a comissão geográfica da missão
da igreja.
Para entender como a mensagem do Velho Testamento entrelaça com
o Novo Testamento, leia a mensagem de Pedro em Atos 2.14-40.
III. As Epístolas
Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, I e 2 Timóteo, Tito, Filemom,
Hebreus, Tiago, I e 2 Pedro, I e 2 e 3 João, Judas e Apocalipse
Introdução
As Epístolas, diferente que os Evangelhos ou que Atos, nos dão
na maior parte, doutrina. Os Evangelhos relatem a pessoa de Cristo aqui
na terra. Atos nos relata os acontecimentos durante os trinta anos depois
de Cristo. As Epístolas, especialmente as Paulinas e as Gerais, tratam
de doutrina para todos desde o fim de Atos até a segunda vinda de
Cristo, quer dizer, os desde o tempo de Atos e nós hoje.
Os Evangelhos e Atos são escritos para nós,
mas as Epístolas são sobre nós.
As Epístolas nos dão a maneira doutrinária de aplicar
os primeiros cinco livros do Novo Testamento às nossas vidas.
Pelo livro dos Atos dos Apóstolos, podemos ver o número de
igrejas em expansão em varias áreas. Foi pela palavra oral
dos apóstolos que as pessoas foram ajuntadas em grupos conforme o
modelo deixado por Cristo, a Cabeça da Igreja. Pelos sinais dos apóstolos,
as suas posições e mensagens foram aceitas. Agora com igrejas
formadas, a necessidade de ter algo permanente foi necessário. As
Epístolas preenchem esta necessidade dando em forma escrita os ensinamentos
inspirados que estas igrejas creram para entrar em Cristo e o que era necessário
para continuar sendo conformes à imagem de Cristo. O que foi escrito
por Paulo e os seus colegas serviu bem esta necessidade naquele primeiro
século e por ser inspirado nos sirva de igual modo hoje mesmo sendo
uns vinte séculos depois.
As vinte e duas epístolas podem ser classificadas em quatro categorias:
I. As Epístolas às Igrejas
Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses
II. As Epístolas Pastorais
1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom
III. As Epístolas Gerais e Pessoais
Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 2 João, Judas
IV. Epístola Profética
Apocalipse
A. As Epístolas às Igrejas
Romanos, I e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, I e 2 Tessalonicenses
A ordem destas Epístolas na nossa Bíblia é a mesma
ordem que todos os manuscritos velhos achados em qualquer parte do mundo
têm. A ordem cronológica seria diferente que a ordem que elas
aparecem na Bíblia. A ordem cronológica que refere a data
aproximada que elas foram escritas seria nesta ordem (Baxter):
| Livro |
Lugar |
Tempo |
| 1 Tessalonicenses |
Corinto |
52-53 d.C. |
| 2 Tessalonicenses |
Corinto |
53 d.C. |
| 1 Coríntios |
Éfeso |
57 d.C. |
| 2 Coríntios |
Macedônia |
57 d.C. |
| Gálatas |
Corinto |
57-58 d.C. |
| Romanos |
Corinto |
58 d.C. |
| Colossenses |
Roma |
63 d.C. |
| Efésios |
Roma |
63 d.C. |
| Filipenses |
Roma |
64 d.C. |
1. Romanos
Tema: A Justificação pela Fé
Tempo: escrito em Corinto, 58 d.C. (16.1,2)
Autor: O Evangelho tem sido pregado por um meio século quando
Paulo escreveu este livro e muitas igrejas foram organizadas até
este tempo. Era inevitável que duvidas e perguntas surgiam por causa
da pregação de graça e a plena justificação
de qualquer pessoa pela fé em Cristo. Perguntas sobre a lei de Moisés,
o concerto de Deus com Abraão, a aceitação dos gentios
diante de Deus, e as ramificações da pregação
da graça de Deus foram levantadas. Paulo, por causa do seu treinamento
como um Fariseu e por causa da sua rígida mas delicada consciência
foi especialmente preparado para esta tarefa (Fl 3.4-6).
Ensinamento:
O primeiro livro entre as Epístolas talvez porque "é a exposição
mais completa do N.T. sobre as verdades centrais do Cristianismo." (Scofield).
A igreja em Roma parece de ser feita de membros tanto Judeu (2.17-29) quanto
Gentio (11.14-32). Então podemos aprender como o Evangelho é
interpretado tanto aos Judeus quanto aos Gentios. Parece que Paulo está
escrevendo esta carta à uma igreja que ele, até aquele momento,
nunca tinha visitado (1.10-15).
Nota como Paulo trata do problema do pecado. Ele mostra como por Cristo
o pecador pode ser justificado diante de Deus (3.21-5:11) e depois ele mostra
como o pecador pode viver para a glória de Deus mesmo tendo o pecado
tão perto dele quanto a sua carne (7.7-8:39). O segredo de viver
a vida cristã mesmo tendo o pecado na carne é visto no fato
que em Romanos capitulo oito o Espírito de Deus é mencionado
não menos do que dezoito vezes. Antes deste capitulo o Espírito
de Deus é mencionado só uma vez (1.4). Isso nos mostra que
por Cristo o pecador tem a redenção (3.21-26), mas é
pelo Espírito que ele pode viver para agradar Deus (8.11).
Cuidando de doutrina pode levantar muitas duvidas na mente de quem estudo
ou de quem recebe tal estudo. Por isso os capítulos 6-8 respondem
às dificuldades que uma mente normal pode ter com doutrina. Paulo
ressalta a soberania de Deus nas Suas ações pela graça.
Os capítulos 12-26 impõem a todos os cristãos a obrigação
de terem vidas consagradas no serviço a Ele que os tem mostrado misericórdia.
A vida do crente deve refletir o que diz a sua boca.
O livro de Romanos pode ser dividido em três partes (Baxter):
I. Doutrinal: Como o Evangelho salva o pecador - Cap. 1-8
II. Nacional: Como o Evangelho aplica à Israel - Cap. 9-11
II. Prático: Como o Evangelho aplica à nossa vida - Cap.
12-26
2. 1 Coríntios
Tema: Conduta Cristã
Tempo: 57 d.C.
Autor: Paulo veio à Corinto primeiro de Atenas (Atos 18.1,11)
e permaneceu aí por dezoito meses quando a igreja em Corinto foi
organizada. De Corinto Paulo foi à Éfeso (Atos 18.18,19) e
desta cidade, depois uns dois ou três anos de ministério aí
(Atos 19.1,10), Paulo escreve esta primeira carta à Corinto. (Matthew
Poole)
Ensinamento: Desde que as Epístolas cuidem de doutrina temos
uma variedade de assuntos neste livro. Nos primeiros seis capítulos
ele mostra a burrice de gloriar em homem algum.
Cap. 1.18-31 - Salvação é pela cruz, não pelo
homem
Cap. 2 - Sabedoria vem do Espírito de Deus e não do homem
Cap. 3,4 - Homens chamados por Deus são mero despenseiros
Cap. 5,6 - Homens que aceitam a glória do homem vão permitir
pecados piores.
Nos capítulos restantes Paulo trata os problemas que estavam perseguindo
os irmãos da igreja em Coríntio. Parece que a igreja tinha
pedido de Paulo uma ajuda na solução de vários problemas
(7.1).
Estes problemas eram cuidado um por um nas seguintes capítulos:
Cap. 7 - Casamento e o celibato
Cap. 8-10 - O comer de carne; liberdade cristã
Cap. 11 - O lugar das mulheres na igreja; a ceia do Senhor
Cap. 12-14 - Os dons espirituais
Cap. 15 - A ressurreição dos santos
Cap. 16 - Um resumo (Baxter)
3. 2 Coríntios
Tema: A Autoridade de Paulo Defendida Amorosamente
Tempo: 57 A.D.
Autor: Paulo está escrevendo esta segunda carta aos em Corinto
dentro de um ano depois a primeira carta. Muitos falsos profetas e ensinadores
invadiram Corinto depois de Paulo estabelecê-los numa igreja. Para
sustentar as suas crenças falsas, estes profetas falsos tinham de
primeira desacreditar a autoridade apostólica de Paulo diante do
povo pois foram os ensinamentos dele de doutrinas, quais eram barreiras
para a igreja aceitar as crenças " novas" . Paulo, na defesa da sua
autoridade apostólica, nos dá uma espécie de autobiografia.
Não há outro livro de Paulo que nos evidencia tanto a sua
profunda emoção de agonia de espírito em lutar para
a verdade entre o povo de Deus.
Ensinamento:
O livro de Romanos, quanto todas as Epistolas, tratava de doutrina. As
cartas aos Coríntios tem a doutrina ensinada para reprovar os crentes
de uma prática perigosa. Em Romanos a doutrina era didática,
em Coríntios, é dada incidentemente com a censura.
Desanimo, doença física, oposição doutrinário
e perseguição traz para Paulo uma necessidade de olhar ao
"Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação"
(1.3 - o versículo chave) para atravessar esta época do seu
ministério. Podemos ver a sinceridade que o Evangelho deve ser ministrada
(1.12-24), e o cuidado que um pastor/missionário deve ter para ministrar
ao povo de Deus.
Relatando a sua vida aos de Corinto, podemos aprender com Paulo que mesmo
que temos "aflição", "angústia", "lutas", "trabalhos",
"perseguições", "tristezas", e "fraquezas" (palavras comuns
nesta carta) podemos conhecer o "conforto", "regozijo", "triunfo" e a "alegria"
e "graça" (palavras também muito comum nesta carta) de Deus
na mesma medida e até sobre medida das aflições que
possamos ter (12.7-10).
Cristo: O Centro da Teologia Paulina
2 Cor 5.14-17
Não é somente o Cristo da história em quem devemos
focalizar a atenção na adoração divina. Tudo
isso é preciosa mas incompleta, pois só concerne o que podemos
ver ou traçar pelos acontecimentos dEle.
É Cristo da ressurreição que nos dá o ímpeto
da adoração verdadeira. Na ressurreição, Cristo
está com poder, vitória, com glória. Adorar Cristo
ressurgido leva fé e é pela fé que agradamos o Pai
(Hb 11.6). Tendo esta fé no Cristo ressuscito é que somos
feitos novas criaturas.
O livro pode ser organizado nesta maneira:
Cap. 1-5 Motivo e mensagem do Ministério de Paulo
Cap. 6-9 Apelo Espiritual e Material para apoio ao Ministério
Cap. 10-13 Resposta aos Falsos Profetas
Neste livro achamos a oração apostólica mais famosa
na cristianismo; "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus,
e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós.
Amém." (13.14)
4. Gálatas
Tema: A Liberdade Cristã
Tempo: 57-58 A.D. de Corinto
Autor: Paulo visitou Galácia (que hoje conhece como sendo
Ásia Menor ou Turquia) na sua primeira viagem missionária
(At 13.51; 14.8,20 sendo que Icônio, Listra e Derbe faziam parte do
sul da Galácia), em sua segunda viagem (At 16.1-5) e em sua terceira
viagem (At 18.23).
As igrejas em Galácia eram muito hospitaleiras a Paulo recebendo
o até "como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo" (4.14,15).
Mas, num tempo depois quando ele visitou aí outra vez parece que
eles mudaram de opinião (4.16). O que causou esta mudança
de pensamento dos Gálatas para Paulo é o assunto do livro.
Ensinamento: Depois de Paulo passar em Galácia, na primeira
vez, pregou o Evangelho de Cristo que foi bem recebido. Entre a primeira
visita e antes da segunda, veio Judeus dizendo que os Gentios, para serem
salvos ou para continuarem salvos tinham que observar a lei de Moisés.
Muitos dos crentes caíram nessa armadilha que Paulo chama "outro
evangelho" (1.6).
Paulo mostra, minuciosamente, que a salvação é somente
por Cristo. Por Ele o pecador é justificado (3.6-9), adotado (4.4-7),
renovados (4.6; 6:15), e herdeiros de Deus (3.15-18).
Gálatas é o livro para entender bem o propósito da
lei (mostrar Cristo o Salvador dos pecados - 3.19-25), as limitações
da lei (impossível de justificar alguém - 2.16; só
condena o pecador - 3.10-12) e o fim da lei (escravidão - 4.21-31)
Os crentes que voltem a seguir a lei não estão dependendo
mais na graça de Deus para servir Deus livremente (5.4), mas na sua
própria carne que leva para escravidão (5.1).
Paulo reafirma neste livro que pela fé em Cristo somos salvos completamente
(2.16) e sempre livres (5.13-18) da necessidade de procurar um complemento
da nossa salvação. Vendo que a salvação por
Cristo é tão completa devemos então com uma fé
pura amar Ele, os que estão salvos por Ele e os que precisam ser
salvos (2.20; 5.15).
5. Efésios
Tema: A Comunhão com Cristo
Tempo: 63 d. C.
Autor: Parece que Paulo escreveu este livro enquanto era encarcerado
em Roma quando também escreveu para Filemom e aos Colossenses e foi
entregue por Tíquico (6.21,22; Cl 4.7).
Ensinamento: O livro de Efésios divide em duas partes:
Cap. 1-3 - O Que Temos em Cristo
Cap. 4-6 - Como Andar Como Cristão
Na primeira parte Paulo desenvolve com detalhes a riqueza que temos em
Cristo (1.3-14), a nossa condição com Cristo (2.1-10) e a
grandeza da salvação de Cristo para com os gentios (3.1-13).
Na segunda parte Paulo mostra como o andar em Cristo deve ser na igreja
(4.1-16), com a sociedade moral (4.17- 5.2), com a sociedade pecaminosa
(5.3-21), diante os de relacionamentos especiais (5.22-6:9) e como andar
espiritualmente preparado (6.10-20).
Por um tempo Timóteo ficou em Eféso "para advertires a alguns,
que não ensinem outra doutrina" (1Tim 1.3-5).
6. Filipenses
Tema: A Experiência Cristã
Tempo: Roma (prisão) em 64 d.C
Autor: Paulo visitou Filipos na sua segunda viagem missionaria,
e isso por causa de uma visão, "em que se apresentou um homem da
Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e
ajuda-nos." (At 16.6-10). Filipos é a primeira cidade, uma colônia,
na Macedônia de quando entra por ela da Ásia (At 16.12). Hoje,
esta região faz parte da Grécia, Bulgária, Albânia
e Iugoslávia.
Foi em Filipos que Lídia foi convertida e também o carcereiro
(At 16.14,15,30-34) junto com outros irmão (v.40).
Paulo, nesta carta, fala muito pessoal. O pronome da primeira pessoa, "eu"
está bem empregado nesta carta dirigida à igreja em Filipos,
a qual Paulo amava profundamente (Bíblia Vida).
A razão da carta ser escrita não é doutrinária,
nem para corrigir qualquer problema na igreja. Os Filipenses tinham enviado
uma oferta à Paulo, outra vez, e ele quis acusar o recebimento (1.5;4.10,14-16,18).
O Autor, mesmo escrevendo da prisão, mostra muita alegria com o
povo de Filipos junto "os bispos e diáconos" e o "regozijo" que ele
tem pela graça de Deus.
Ensinamento:
Mesmo que esta carta não seja necessariamente doutrinária,
podemos aprender muito nela.
Os que obedecem a Palavra de Deus não são isentos de problemas
nesta vida (1.12-16; 2.25-27; 3.8; 4.12). Só a graça de Deus
tem o poder de regozijar junto os problemas (1.18-21; 2.28-30; 4.13).
Os Filipenses eram obedientes para com Paulo e participaram com ele "da
minha graça, tanto nas minhas prisões (e aflições
4.14) como na minha defesa e confirmação do evangelho" (1.7)
pelas ofertas e orações. Mesmo assim, precisavam de exortações
para serem firmes ainda na fé (1.27; 2.3-8,14; 3.2; 4.6). Isso nos
ensina que a carne está sempre fraca e não podemos confiar
nela mesmo depois que houvermos obedecido o Senhor no Espírito.
Há bênçãos especiais para o povo que emprega
bem as suas vidas e bens no serviço à Deus. Servir
o Senhor é mais difícil do que só falar de Deus.
Talvez por isso existem bênçãos especiais (4.9,19).
Paulo está confiante que , mesmo aparentemente, o céu seja
negro com aflições, Deus está por cima das nuvens e
dirigindo tudo para sua glória (1.16-18,28; 3.7-11, 18-21; 4.19).
7. Colossenses
Tema: A Plenitude de Cristo
Tempo: 63 d.C.
Autor: Paulo estava na prisão (4.18) em Roma quando escreveu
esta epístola (também escreveu Filipenses e Efésios
do mesmo lugar). Não podemos achar nenhuma vez que Paulo visitou
esta cidade. Esta igreja, talvez, foi organizada por Epafras (1.7) um companheiro
de Paulo (Fl 23).
Ensinamento: O erro contra o qual Paulo advertiu os Colossenses
mais tarde desenvolveu-se em uma heresia chamada Gnosticismo (do gr. gnosis,
significando conhecimento). Esta falsa doutrina dava a Cristo uma
posição subordinada à verdadeira Divindade, e desvalorizava
a singularidade e perfeição de Sua obra redentora. Ela insistia
que entre um Deus santo e esta terra havia uma hoste de seres, anjos, etc.,
que formavam uma ponte, da qual Cristo era um membro. Este sistema incluía
a adoração de anjos (2.18) e um falso ascetismo (2.20-22).
Para todos estes erros, o apóstolo tinha um só remédio,
um conhecimento(epignosis, isto é, pleno conhecimentos,
1.9-10; 3.10) da plenitude de Deus em Jesus Cristo. Sua resposta devastadora
a estas falsas doutrinas está em 1.19 e 2.9, na qual o Senhor está
revelado como a plenitude física da divindade. A palavra "plenitude"
(gr. pleroma) é a mesma palavra que o Gnosticismo usava para
toda a hoste de seres intermediários entre Deus e o homem. O Senhor
encarnado, crucificado, ressuscitado e que subiu ao céu é
o único Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). - Scofield
8. 1 Tessalonicenses
Tema: Mantenha-se Puro pois Cristo Volta
Tempo: em 52,53 d.C de Corinto
Autor: Na segunda viagem missionária Paulo visitou a Tessalônica
(At17.1-10) onde Deus abençoou sobre maneira (1 Ts 1.5,9,10). Em
três semanas vários Judeus "e também uma grande multidão
de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais" (At 17.4)
creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas. Por causa da perseguição
que parece sempre acompanha a verdade (At 17.5-8; 1 Ts 2.15), Paulo e Silas
foram enviados de noite para Beréia logo depois.
Paulo, junto com Silvano e Timóteo, escrevem à igreja dos
Tessalonicenses (v.1), sendo esta a primeira carta escrito por Paulo às
igrejas.
Ensinamento: A segunda vinda de Cristo está mencionada em
cada capítulo (1.10; 2.19; 3.13; 4.13-18; 5.2,4,23). A volta de Cristo
é mencionada para animar os irmãos amados em Tessalônica
a continuarem servindo o Senhor na face das aflições provocados
pelos inimigos do Evangelho (2.14-16) e pelas tentações que
vem de Satanás (3.5) usando a fraqueza da nossa carne (4.5).
Paulo, com amor e pela inspiração, instrui os Tessalonicenses
que, mesmo que somos seguros em Cristo, somos ordenados à tribulações
(3.3), e nunca devemos deixar nos de sermos vencidos pelo pecado. Podemos
vencer o pecado pela uma vida que progride cada vez mais no andar que agrada
a Deus (4.1-12). Paulo relembra os irmãos que eles são diferentes
dos demais no mundo e por isso vão agir de maneira melhor (5.4-11).
Paulo encerra a sua carta dando umas regras que podem ajudar qualquer crente
serio a andar mais abençoado na fé (5.12-23) não esquecendo
que a força de obedecer vem mesmo de Deus (5.24).
9. II Tessalonicenses
Tema: Mantenha-se Ocupado até Cristo Voltar
Tempo: em 53 d.C. de Corinto
Autor: Paulo está escrevendo outra vez à igreja dos
Tessalonicenses junto com Silvano e Timóteo (1.1) talvez só
alguns meses depois da primeira (Bíblia, Editora Vida). É
evidente que a possibilidade de uma carta falsa foi passada às igrejas
dizendo que Cristo já veio a segunda vez e as tribulações
que estão tendo já é porque ficaram atrás como
não estivessem salvos. Paulo escreve para acalmá-los (2.1-3).
Não pensa que as suas tribulações indicam já
os sete anos da tribulação pois essa será introduzida
só com acontecimentos específicos primeiro (2.3-12; I Tess
4.13-5:10).
Ensinamento: A segunda vinda está mencionada em cada capitulo
nesta carta tanto quanto na primeira (1.7-10; 2.1-4; 3.5). Enquanto a segunda
vinda não venha a igreja está ensinada a sofrer tentação
(1.4-6) pois na segunda vinda, os ímpios "padecerão eterna
perdição" (1.9) por qual razão os santos devem viver
"dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade,
e a obra da fé com poder" (1.11).
Também, enquanto esperam por Cristo, não devem ser movidos
"facilmente" do entendimento que foi ensinado por Paulo (2.2-5) pois Deus,
pelo Espírito Santo, "detém" até o tempo certo para
Satanás ser manifestado e o Espírito Santo ser tirado (2.6,7).
Para não serem movidos diante das circunstâncias diversas que
acompanharão a segunda vinda, Paulo anima os irmãos de continuarem
firmes nos fatos que ele tem os ensinado (2.13-17) que realmente trará
consolo aos corações.
Enquanto Cristo não vir, os irmãos devem pacientemente esperar
Cristo orando (3.1) e obedecendo o que Paulo tinha os mandado (3.4) tendo
uma vida separada e pura (3.6-7) e ocupada com trabalho digno (3.7-12).
Há os que pensam que se Cristo voltará porque nos ocupar em
algo, pois tudo não vai ficar para sempre mesmo. A estes Paulo mostra
que ocupação é honrosa e uma boa cura para não
andar desordenadamente ou vivendo enquanto esperam Cristo. Se alguém
não quer se preocupar a obedecer Cristo nesta vida usando a segunda
vinda de Cristo como desculpa, este deve ser cortado da comunhão
da igreja (3.14-15) mas não deve, por isso, ser tratado como um inimigo
(3.15). Mas em tudo, procurai a paz (3.16).
B. As Epistolas Pastorais
1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito e Filemom
Estas epístolas se chamam pastorais por serem endereçadas
aos pastores. Como o livro de Atos veio entre os Evangelhos e os livros
de doutrina das epístolas às igrejas estes quatro livros vem
entre os livros de doutrina e a natureza das epístolas gerais.
1. 1 Timóteo
Tema: O Comportamento na Igreja
Tempo: 63 A.D.
Autor: Paulo, o apóstolo, escreveu esta carta a Timóteo,
seu filho na fé (1.1,2). Escreve a Timóteo dando-lhe instruções
particulares para se comportar como ministrante do Evangelho na igreja em
Éfeso.
Ensinamento: Os ensinamentos dados são de particular interesse
pois se envolvem detalhes sobre o governo da igreja e o comportamento pastoral
"para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é
a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." (3.15)
A vida pastoral deve ser de fé e de boa consciência (1.19),
de oração (2.1-4), piedade (4.7-10; 6.11), um bom exemplo
(4.12), de estudo (4.13-16; 6.13) e do ministério (1.18,19; 4.14-16;
6.20). Um pastor não deve aceitar acusação contra um
outro sem provas claras (5.19) mas pastores pecaminosos devem ser corrigidos
e isso publicamente (5.20).
Sobre o governo da igreja vem os assuntos da posição de mulher
(2:9-15), os deveres dos bispos e dos diáconos (3.1-13), a reação
necessária diante de heresias (4.1-8), o andar com os velhos na fé
(5.1:1,2), as viúvas (5.3-16), o cuidado financeiro dos pastores
(5.17,18; 6.8-10), a relação dos que são empregados
com seus empregadores - escravos (6.1,2) e a posição dos ricos
na sociedade e na igreja (6.17-19).
Estes cuidados à Timóteo, em particular, e a igreja em geral
são necessários pois a tendência da carne leva alguns
de "desviar-se" de uma boa consciência (1.6), de rejeitar a fé
(1.19; 6.21) seguindo Satanás (5.15) para serem traspassados com
muitas dores (6.10).
2. II Timóteo
Tema: A Vida Pastoral em Aflição
Tempo: 64 d. C.
Autor: Paulo, o Apostolo ao Timóteo, "meu amado filho" (1.2)
Esta carta foi escrito depois de 1 Timóteo e de Tito sendo Paulo
preso já "sendo oferecido" (4.6 - Bíblia Vida). Foi escrita
provavelmente em Roma (1.16,17) e sendo assim foi cronologicamente a última
carta de Paulo - Scofield.
Ensinamento: A 2 Timóteo é como a 1 Timóteo,
só que enfatiza mais apressadamente os ensinamentos que foram dados
em 1 Timóteo.
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de uma boa consciência
(1.19). 2 Timóteo fala de não entrar em contendas (2.14) e
de apresentar-se aprovado (2.15).
1Timóteo fala da vida pastoral sendo de oração (2.1-4).
2 Timóteo fala que nos últimos tempos virão dias piores
e assim é preciso orar ainda mais (3:1-13).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de piedade (4:7-10).
2 Timóteo fala da necessidade de militar para a obediência
até a morte (2.3-13); de evitar falatórios (2.16-18) e de
fugir das paixões da mocidade (2.22).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo um bom exemplo (4.12).
2 Timóteo fala que não convém contender (2.24-26)
e que se deve ser sóbrio em tudo (4.5).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo de estudo e de confiar a Palavra
aos outros (4.13-16).
2 Timóteo fala de manejar bem a Palavra (2.15), de lembrar o que
aprendeu para ser forte no dia mau (3.13-17) e de pregar a Palavra (4.1-4).
1 Timóteo fala da vida pastoral sendo do ministério (1.18,19;
4.14-16; 6.20).
2 Timóteo fala que despertes para o ministério (1.6-10),
que fortifiques na graça (2.1,2) e que cumpres o teu ministério
(4:5).
O que em I Timóteo era de "desviar se" (I Tm 1:6) em II Timóteo
estes já "apartaram" da obra ( 2 Tm 1.15) e já encontrava
Paulo sem assistência (4.16).
3. Tito
Tema: A Ordem na Igreja
Tempo: 64 d.C.
Autor: O apostolo Paulo escreveu esta carta entre a 1 Timóteo
e a 2 Timóteo sendo então a penúltima escrita da sua
vida. Escreveu a Tito seu filho na fé (1.4) quem tinha deixado em
Creta para fazer o trabalho de um missionário (1.5) colocar em ordem
as coisas faltando (os irmãos fracos e corruptos) e de estabelecer
pastores em cada cidade.
Tito talvez era irmão de Lucas, o evangelista (Bíblia Vida)
e é mencionado em Gálatas 2 quem talvez foi convertido naquele
tempo da confusão sobre a circuncisão (48 d.C.). Tito foi
um consolo ao Paulo (2 Co 7.6,7) e tinha uma vida exemplar. Tendo assim
uma vida exemplar foi encarregado de cuidar das ofertas feitas para os santos
em Jerusalém (2 Co 8.6,16).
Ensinamento: A carta a Tito é comparada às de 1e 2
Timóteo e achamos alguns dos mesmos ensinamentos. Por Creta ter má
fama de mentira, cruéis e preguiçosos ((1.12) os ensinamentos
do livro vem ao encontro de colocar ordem neste tipo de vida dentro da igreja
(1.9-16).
Vem os ensinamentos para corrigir os problemas sérios nas igrejas
em Creta e assim sendo é um manual prático para o crente hoje
saber tratar a lei do homem (3.1) os vizinhos (3.2) e os servos (2.9-10).
O alvo é para viver como devem: trabalhadores do bem (3.14).
Há duas passagens maravilhosas que destaca as belezas do Evangelho
(2.11-15; 3.3-7).
4. Filemom
Tema: Amor Acima de Direito
Tempo: 63 d. C. no mesmo tempo de Colossenses (Col. 4:7-17; Fil.
2,23,24)
Autor: Este livro foi escrito pelo Apóstolo Paulo (v.19)
em prisão tendo Timóteo junto com ele (v.1) a Filemon para
interceder a respeito de Onésimo, recém convertido pelo ministério
de Paulo mesmo na prisão (v.10).
Filemom é considerado uma epístola pastoral por ele ser um
ancião com responsabilidades pastorais tendo uma igreja "em tua casa"
(1.2). (Baxter)
Neste livro temos um exemplo das verdades que Gálatas e Colossenses
ensinam sobre a unidade que há em Cristo - Gl 5.6; Cl 3.11. Por isso
este escravo deve ser aceito "como irmão amado" (v. 16) (Baxter).
Ensinamento: O nome Onésimo significa "proveitoso" - Scofield
Podemos aprender aqui que o passado de um novo crente não deve ser
lembrado a não ser para edificação ou exortação
no bem.
Há ocasião de sofrer dano físico ou financeiro para
ter paz entre irmãos (v. 18).
Há uma impressionante analogia da história da redenção
- Bíblia Vida.
C. As Epistolas Gerais e Pessoais
Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3
João, Judas
Paulo e Barnabé foram aos gentios (todas as epístolas até
aqui) e Tiago, Pedro e João foram aos judeus (todas as epístolas
daqui para frente (Gl 2.9).
Estes Epístolas Gerais e Pessoais são distintivamente aos
Judeus e não mencionam a certeza da salvação quanto
as epístolas às igrejas (Romanos - 2 Tessalonicenses) ou as
pastorais (1 Timóteo - Filemon) que são escritas aos salvos,
Gentio e/ou Judeu (Baxter). A falta dos Judeus de se manterem firme às
promessas é tratada como se fosse a aceitação por Deus,
era de inteira responsabilidade do homem, que numa certa maneira é.
Cristo é apresentado como o meio de ser aperfeiçoado diante
de Deus (Hb 10.8-18) junto a necessidade de continuar obediente nEle nem
na ordem do Velho Testamento pois a fé é morta sem as obras
(Tg 2.21-26).
O Evangelho apresentado nestas Epístolas é o mesmo apresentado
nas anteriores só com a diferença do ponto de vista dado.
As anteriores são dadas aos Gentios e explicado como os Gentios podem
entender, estas aos Judeus e explicado como os Judeus podem identificar.
1. Hebreus
Tema: Cristo é Superior de Moisés e da Lei
Tempo: 62 d.C. (Matthew Henry)
Autor: Paulo é aceito como o autor na maior parte dos manuscritos
antigos (Poole). Há características comuns de Paulo (2 Ts
3.17,18; Hb 13.25). Obs.: Anote quais epístolas terminem com tal
saudação.
Paulo escreve às tribos dispersas que confiam em Cristo como Salvador.
São chamados "Hebreus" pois este foi um título de Deus (Ex
3.18) e de Abraão o progenitor dos judeus (Gn 14.13).
Foi escrito num tempo que os Judeus crentes eram tentados a voltarem à
lei e estavam vacilando na sua fé.
Ensinamento: Paulo mostra aos Hebreus que eles não ficaram
menos Judeus por crerem em Cristo pois tudo que Moisés representava
era para mostrar Cristo como o meio a ser aperfeiçoado. Cristo é
a verdade que os tipos e símbolos apontavam.
Paulo mostra que os tipos e símbolos da lei eram fracos para purificar
a consciência ou trazer alguém a Deus. Cristo é quem
é firme e imutável até o fim.
Para mostrar Cristo superior à lei e os tipos e símbolos
da lei Paulo sistematicamente mostra Cristo superior.
Cap. 1 - A Divindade de Cristo
Cap. 2 - A Humanidade de Cristo
Cap. 3 - 4.13 - Profeta superior de Moisés
Cap. 4.14-5:9 - Sacerdote superior de Arão
Cap. 5.10-7:28 - Rei e Sacerdote superior de Melquisedeque
Cap. 8 - Aliança melhor que a de Moisés
Cap. 9-10.18 - Cristo é além dos sacrifícios, ordenanças
e administrações de Leví
Cap. 10.19-13.20 - Os deveres devem ser levados a sério para glorificar
Deus em Cristo
Cap. 13:20,21 - Oração solene para terem força obedecer
Cap. 13:22-25 - Saudação usual de Paulo
Para entender melhor este livro compara ele com o Levítico no Velho
Testamento.
2. Tiago
Tema: A Manifestação da Fé Verdadeira
Tempo: 61 d.C. A data exata é difícil determinar.
Uns dizem que foi o primeiro de todos os escritos do N.T. e outros o colocam
pouco antes de Hebreus.
Autor: Tiago - Há três Tiago no N.T.: Lucas 6.14-16.
Tiago, filho de Zebedeu e irmão de João (morto em Atos 13.2);
Tiago, filho de Alfeu; Tiago irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3) também
chamado, Tiago, o menor (Mc 14.40). O escritor desta epístola é
o irmão de Jesus, de grande estatura na primeira igreja em Jerusalém
(Gl 2.9). Os historiadores do primeiro século escrevem que Tiago
foi um mártir no ano 62 d. C. (Baxter, pg. 283,285).
Tiago está escrevendo "às doze tribos que andam dispersas"
(1.1) que eram "irmãos" e ensinou estes como cumprir a lei e serem
Judeus completos. Levou tempo para amadurecimento nos Judeus, uma vez que
eram Cristãos, a deixarem os traços da obediência da
lei como uma obra e viverem só na graça. Tiago os exorta,
não de deixar a lei e fazer nada, mas de completar a lei cumprindo
o espírito da lei que é aquela obediência que traz louvor
a Deus e não opera o aperfeiçoamento do homem diante de Deus.
Ensinamento: Como Paulo, na maior parte das vezes, escreveu às
pessoas que deram maior ênfases às obras do que a fé,
Tiago escreve às pessoas que dão mais ênfase à
fé que as obras. Os escritos dos dois mostram o ensinamento necessário
para equilibrar a obediência de cada um. Paulo ensinou fé como
o meio à salvação. Tiago ensina que as obras são
produtos daquela fé salvadora (Matthew Henry). A fé justifica
o pecador; as obras justificam a fé (Baxter).
As obras boas de uma fé certa são vistas:
Cap. 1 - Reação positiva às provações
- Cap. 2 - Aceitação de todas as classes de povo
Cap. 3 - A importância de uma língua santa
Cap. 4-5.6 - Santidade nas emoções
Cap. 5.7-20 - O fim está vindo, portanto obedeça já!
3. 1 Pedro
Tema: Sofrimento e Glória
Tempo: 60 d.C. Logo a ira do imperador Nero será realidade
contra os crentes, judeu e gentio.
Autor: Pedro, o Apóstolo, esta escrevendo aos "estrangeiros
dispersos", os judeus dispersos desde que os Assírios e Babilônios
tomaram controle (Assíria 721 a.C. Israel, norte; Babilônia
586 a.C. Judá, sul). Pedro "confirma teus irmãos" que passarão
aflição dando os explicações e exortações
que fiquem firmes nas verdades de Deus (Lc 22.31,32).
Ensinamento:
Cap. 1-2.10 A ESPERANÇA VIVA - O Que É.
Esperança Viva 1.3 e a nossa reação com ela
Palavra Viva 1.23 e a nossa reação com ela
Pedra Viva 2.4 e a nossa relação com ela
Cap. 2.11-4:10 A VIDA DE PEREGRINO E FORASTEIRO - Como Viver Ela
Cidadãos 2.12-17
Empregados 2.18-25
Casados 3.1-7
Diante dos outros e sofrimentos 3.8-4.6
Com os outros crentes 4.7-11
Porque? 4:11 - A Glória de Deus.
Cap. 4.12-5.8 A ARDENTE PROVA - Como Vencer
4.13 - a glória vem depois da tribulação
5.1-4 - Pastores, sejam fieis
5.5-7 - Jovens, sejam puros
5.7 - Ele tem cuidado de vós
5.8,9 - Lembrança: Seja Fiel
5.10-14 Saudação
4. 2 Pedro
Tema: Lembre Bem para não Cair
Tempo: 66 d.C.
Autor: O Apóstolo Pedro está escrevendo esta segunda
epístola uns seis anos depois da primeira. Pedro está sabendo
que logo virá a sua morte (1.14) que aconteceu mesmo uns dois anos
depois em 66 d.C. (Baxter)
Ensinamento: Pedro ensina aos crentes que é necessário
lembrar o que tem aprendido para não cair da fé e ser achado
seguindo outras doutrinas que estavam sendo e que serão expostas.
A primeira epístola anima os irmão a serem fiéis quando
tem aflições físicas, essa segunda quando tiver aflições
espirituais.
Lembre-se da verdade (1.12-15; 2:4-9; 3.1,2,5-9) pois o perigo é
presente. Não sejam esquecidas (1.12-15) e não sejam enganados
(2.1-3,12-22; 3.3,4).
O tempo do último juízo virá mesmo (3.9,10). Não
sejam enganados pela heresia a ser infiel à doutrina verdadeira (3.17).
.Em vez de esquecer-se da verdade, seja ocupado:
obedecendo enquanto espera o cumprimento das promessas (3.11, 12-14)
aprendendo ainda mais da verdade (1.2,3-7; 3.18)
na afirmação da fé (1.10-11)
na lembrança do que já a tem passado (2.4-9; 3.5-9,15,16)
Pedro continua dando esperança aos crentes mesmo na presença
da aflição. Serve isso para o nosso dia tanto quanto o seu.
A esperança vem na firmeza do conhecimento da verdade (1.2; 3.18)
e na obediência da verdade (1.5-8; 3.11,12).
5. 1 João
Tema: O Gozo de Filho (1.4)
Tempo: 90 d. C.
Autor: João, o amado apóstolo, é o autor. Compara
1 João 5.13 com João 20.31 e estes com João 21.20 (João
13.25).
João, no tempo em que foi escrita esta carta, é o último
apóstolo ainda vivendo, e de idade avançada.
Lembre-se época em que o mundo está vivendo pois há
muita heresia espalhado, mestres falsos, e aflições por fora.
João escreve, já velho, para tirar a confusão das mentes
dos crentes, confortar e firmar todos no andar verdadeiro.
Ensinamento: Comunhão com Deus é baseada em FATOS
(1.1-3,5,7; 2.24; 3.10, 19-24; 4.14):
Fato de Deus - "sabemos" 2.3; 3.4,5; 4.13;
5.19,20
Fato de Obediência - 2.3-5
Fato do Futuro - 2.18-20; 3.2,3
Fato do Andar Certo - 2.29 |
Fato da Natureza Nova - 3.6,9; 5.18
Fato de Confissão - 4.1-3,5-6,15
Fato do Espírito - 4.1-3,13; 5.6-8,20
Fato de Cristo - 5.5-6,13
Fato de Oração - 5.14-16 |
Comunhão com Deus é baseada num ANDAR PURO: (1.5-10;
3.7; 5.17-21)
Por Cristo - 2.1,2; 5.5,6,20
Pela Perdão - 1.9
Pela Obediência - 4.2-5
Comunhão com Deus é baseada no AMOR VERDADEIRO:
Com os Outros - 2.7-11 (João 12.34,35; 15.12); 3.11,12,18; 4.7-12
Com Deus (não o mundo) - 2.15-17; 4.16-21
Verifique se você pode achar as correntes de verdade existente no
livro:
- AMOR CRISTÃO MÚTUO
- VIVENDO EM CRISTO E EM DEUS
- DISTINGUINDO A VERDADE DO ERRO
- CARACTERÍSTICOS DO NOVO NASCIMENTO
- A RELAÇÃO DO CRENTE COM O MUNDO
6. 2 João
Tema: Continuar na Verdade
Tempo: 90 a. C.
Autor: João, O Ancião
Ensinamento: Há uma relação entre o amor e
a verdade nesta segunda epístola geral de João. "As idéias
principais da epístola são o amor, a verdade e a obediência,
que em parte se complementam entre si. A obediência sem amor é
servil; o amor sem obediência é irreal; nenhum dos dois elementos
pode florescer fora do ambiente da verdade." (Bíblia Vida)
O livro pode ser dividido em duas partes:
- - equilibra o amor pela verdade, e vice-versa
- - vigiai pela verdade em si própria
Veja na primeira parte em cada versículo menciona o equilíbrio
necessário para andar na vida Cristã. Lembra muito de João
4.24, "em espírito e em verdade."
Na segunda parte há um equilíbrio entre a preservação
de deus dos Santos e a perseverança dos santos. Há uma necessidade
dos santos de "Olhai por vós mesmos, para que não percamos
o que temos ganho" (v. 8). Mas a capacidade de perseverar na fé vem
mesmo de Deus (Fp 2.13) Quem nos preserva (Jo 10.28-29). Se há os
que não perseveram na fé, segundo 2 Jo 9, este não
tem a Deus.
É uma grande verdade que há muitos que aparecem e até
agem como "crentes" que só tem uma experiência religiosa ou
outra substituição da verdade de salvação só
em Cristo (Mt 7.15-29).
Há muita especulação de quem é "a senhora eleita".
Alguns dizem que é a igreja, e os filhos são as igrejas que
foram organizadas por ela. Outros dizem que é uma senhora na casa
da qual a igreja reúne. Mas pode ser só uma mãe cristã
a quem João está escrevendo. Cada leitor precisa chegar à
sua própria conclusão. Sendo uma epistola à uma mãe
cristã parece o mais conveniente.
7. 3 João
Tema: Praticando a Verdade
Tempo: 90 a. C. + ou -
Autor: João, O Presbítero
Ensinamento: Há três homens mencionados nesta epístola
que podem nos exortar muito:
Gaio - (At 19.29; 20.4; Rm 16.23; 1 Co 1.14) um nome comum no mundo Romano
tanto quanto José é um nome comum na América latina
hoje. Por isso, não sabemos com exatidão se este Caio em 3
João é o mesmo que Paulo e Lucas mencionaram.
De Gaio, podemos saber que é amado pelo João (v. 1), "andas
na verdade" (v. 2), cuidava dos "estranhos" (v. 5) [que eram servos do Senhor,
viajando e pregando (v. 7), que depois deram testemunho nas igrejas do "seu
amor" (v. 6)], e era preocupado com o mal que estava andando na igreja ao
ponto de precisar de ser animado de focalizar continuamente o seu esforço
à sua obediência e deixar os que praticavam o mal receber de
Deus o fruto das suas ações (v. 11).
De Gaio aprendemos que praticar a verdade pode ser cansativo (v. 2), e
que servindo o Senhor em amor com tudo que tem alegra muito os servos de
Deus. Devemos proceder "fielmente em tudo o que fazes" (v. 5) fazendo
tudo pelo "seu Nome" (v. 7). Amando o Senhor com o que temos, e sendo fiel
nisso pelo seu Nome, tornamos ser "cooperadores da verdade" (v. 8).
Diótrefes - não mencionado por nome em nenhuma outro lugar.
Deste homem podemos saber que ele "procura ter entre eles o primado" (v.
9), proferiu contra João "palavras maliciosas" (v. 10) e não
quis participar no cuidado dos "estranhos" (v. 5) que eram "irmãos
(v. 10), e até quis proibir os outros de cuidar dos irmãos
lançando estes "fora da igreja" (v. 10). Das ações
deste homem na igreja podemos aprender que entre a igreja pode existir os
que amam mais a si (incrédulos - "não tem visto a Deus" v.
11; Mt 7.23). Quando existe estes devemos aprender de não seguir
"o mal, mas o bem" (v. 11). Não desvie de fazer o bem por causa
dos que fazem o mal. Deus cuidará destes.
Demétrio - Um homem do mesmo nome é mencionado também
em Atos 19.24, 38. Não sabemos se é o mesmo ou não.
Se foi o mesmo podemos dar graças a Deus pela a sua salvação
pois agora este anda segunda "a mesma verdade" (v. 12). Podemos aprender
de Demétrio que mesmo as nossas obras na igreja não destaquem
tanto quanto os outros o praticar da verdade nos marca como um verdadeiro
testemunho e este testemunho alegra os outros que estão si esforçando
de praticar a verdade. Sempre convém praticar a verdade.
8. Judas
Tema: Batalhando pela Fé
Tempo: 65-68 a. D. (?) - Huckabee
Autor: Judas foi um nome muito comum no Novo Testamento: (1) Judas
Iscariotes. (2) Judas, "não o Iscariotes" João 14.22, talvez
o mesmo de Lebeu Mt 10.3 (Tadeu e Judas sendo um nome por igual) que foi
um apóstolo e irmão de Tiago, Lc 6.16; At 1.13. (3) Judas
o irmão de Jesus, Mt 13.55; Mc 6.3. (4) Judas, o galileu, At 5.37.
(5) Judas de Damasco, At 9.11. (6) Judas, chamado Barsabás, At 15.22,27.
É muito provável que o autor deste livro é o terceiro
na lista. Jesus tinha outro irmãos, mas ele foi o primogênito
Sl 68.9; Mt 13.55; Mc 6.3
Ensinamento: Há muito comum entre a escritura de Pedro, especialmente
( Pedro 2) e este de Judas. Pedro fala que "haverá também
falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição,
e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina
perdição" (2 Pd 2.1). Judas fala destes "homens ímpios,
que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam
a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo." (V.4).
Retrato do falso:
v. 4 desprezam a graça de Deus e negam a Deus na pessoa de Jesus
Cristo
v. 8 contaminam a sua carne e rejeitam qualquer superioridade
v. 10 dizem mal do que não sabem e usam o que sabem para proveito
do pecado
v.11-13 tem aparência sem efeito
v. 16 operam as obras da carne (Gl 5.19-21)
v. 18 crentes na confissão mas sem o Espírito
Como Deus cuida dos falsos:
v. 5 destruiu os que não creram no deserto (Moisés)
v. 6 reservou na escuridão e em prisões eternos até
ao juízo os anjos que caíram
v. 7 deu os de Sodoma e Gomorra para sofrerem a pena do fogo eterno (Gn
19.24-25)
Nossa reação diante dos falsos: v. 3
batalhar pela fé na vida:
v 21 vive a verdade
v. 9 não entra na carne
v. 22 não esquece da compaixão
batalhar pela fé esperando que o Senhor faz a justiça:
v. 9 O Senhor te repreenda
v. 14,15 Deus fará juízo contra todos os ímpios
v. 24,25 Deus é poderoso
Portanto: mantenha-se firme na fé e não siga os que serão
destruídos por Deus. Temos a palavra de Deus e não há
razão de desviarmos da verdade por qual vem a severidade do juízo
de Deus.
D. A Epístola Profética
Apocalipse
1. Apocalipse
Tema: A Revelação de Jesus Cristo ou Cristo Tomando
o que É dEle
Tempo: 95 d. C.
Autor: João, O Teólogo (titulo e 1.4) escreveu este
enquanto estava exilado na ilha de Patmos (1.9)
Este é o mesmo que escreveu o Evangelho de João e as três
epistolas (1, 2 e 3 João). Ele escreveu às sete igrejas na
Ásia (1.4,11)
Ensinamento:
O resumo do livro (1.7) mostra:
- Cristo vem com as nuvens
- Todo olho o Verá
- Todos da terra se lamentarão sobre Ele
alguns em temor e desespero - Ap 6.16-17
alguns em arrependimento - Rm 11:26; Zac 12:10
- Os crentes são seguros, "Sim. Amém" (Ap 22:20)
O plano do livro se vê em 1:19:
1. As que tens visto (passado) capítulo 1
2. As que são (presente) capítulos 2,3
3. As que depois hão de acontecer (futuro) capítulos 4-22
Os sinais e visões que têm no livro são símbolos
que expressam realidades e verdades reais.
O Tempo presente 2.1-3:22
O Arrebatamento - 4.1
A Tribulação - 4.2-18.24
A Segunda Vinda -19.1-21
O Milênio -20.1-6
A Guerra de Gog e Magogue - 20.7-10
O Julgamento Final - 20.11-15
O Porvir Eterno - 21,22
Até a vinda de Cristo, há esperança de misericórdia.
Depois disso, há uma finalidade (22.11). A mensagem final do livro
é "quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água
da vida." (22.18). Cristo é a mensagem da Bíblia do começo
até o fim. Se perder Cristo, perde esperança. Se tiver Cristo,
tem tudo para agora e para o porvir. "A graça de nosso Senhor Jesus
Cristo seja com todos vós. Amém." (22.21).
BIBLIOGRAFIA
A Bíblia Sagrada, Sociedade Bíblica Trinitariana do
Brasil, São Paulo, 1994.
BAXTER, J Sidlow. Explore the Book
CUNNINGHAM, Bob. Things Hereafter
HENRY, Matthew. Matthew Henry's Commentary on the Whole Bible. Guardian
Press, Grand Rapids, 1976.
HOLMAN, A. J. Bíblia Sagrada com esboços e sínteses.
Editora Vida, 1981.
HUCKABEE, D.W. Studies in Jude
POOLE, Matthew. Matthew Poole's Commentary on the Holy Bible, MACDONALD
PUBLISHING COMPANY, MCLEAN,
Red Family Bible, USA
SCOFIELD, C.I. A Bíblia Sagrada com referências e anotações,
Spanish Publicators, Inc., 1987
White Family Bible, USA
World Book Encyclopedia, EUA |