A Lei da Revelação
ESTUDOS
EM
HERMENÊUTICA BÍBLICA
Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia
Pr. Davis W.
Huckabee
A correta interpretação da Bíblia deve
começar com a verdade básica de que Deus deu uma revelação de Si mesmo e Sua
vontade. Sem isso, o homem estaria no mar sem estrelas ou sem bússola, e todos
os seus pensamentos do que é a vontade de Deus não seriam nada senão a
imaginação de seu próprio coração e mente depravados.
Pela natureza ninguém entende a verdade de Deus, pois ela está numa esfera
estranha ao pensamento do homem. Assim lemos em 1 Coríntios 2.14. O pecado perverteu de tal forma o
pensamento humano que o homem não pensa como Deus pensa,
Isaías 55.7-9. Daí, a verdade de Jeremias 10.23.
Os primeiros versículos da Bíblia,
Gênesis 1.1-6, sugerem essa revelação que Deus fez de Si mesmo, pois embora os
versículos 3-5 estejam relacionados à luz literal, é certo
porém que há um simbolismo aí que é explicado mais tarde como tendo a
ver com iluminação espiritual, 2 Coríntios 4.3-6. Observe aqui o versículo 6 em
particular: "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz,
[referindo-se a Gênesis 1.3-5] é quem resplandeceu em nossos corações, para
iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo." Aqui
está a revelação de Deus de Si mesmo, e essa revelação foi feita com a maior
plenitude e conclusão com a vinda do Filho de Deus numa natureza humana,
conforme lemos em João 1.18: "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho
unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer". Muitas vezes
as Escrituras mostram que as coisas literais têm um sentido simbólico e típico
que não é evidente à primeira vista.
Essa primeira e importantíssima Lei de
Interpretação da Bíblia " A Lei da Revelação " é tal que se não formos
sólidos nela, não poderemos ser sólidos em nada mais, por mais sinceros ou
zelosos ou instruídos que possamos fora disso ser. É isso o que mostra Isaías 8.20.
"À lei e ao testemunho" Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque
não há nenhuma luz neles". Isso é suficientemente claro, não é" Toda luz
espiritual = verdade " corresponderá à Lei e ao Testemunho de Deus.
Essa Lei é que Deus revelou tudo o que
alguém precisa saber sobre todas as coisas espirituais. Ele não falou
extensivamente nas esferas da ciência, matemática, genética e muitas outras
esferas, mas onde Ele falou nessas áreas Ele falou em verdade. Lemos em
Deuteronômio 29.29 acerca do dever humano com relação à revelação de Deus dos
assuntos espirituais. "As coisas encobertas são para o SENHOR,
nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para
nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras
desta lei". Deus reservou muitas coisas secretas para Si, e o homem não tem nem
a capacidade de conhecê-las nem lhe compete sondá-las, mas ele está sob a
obrigação de saber e fazer o que foi revelado. E ele está pela natureza sob
maldição por negligenciar saber e fazer o que foi revelado, Gálatas 3.10.
Essa Lei da Revelação terá relação
com quatro verdades básicas, a primeira sendo A Revelação do próprio Deus,
da qual já falamos brevemente. Embora a própria criação testifique da
existência de Deus, e o Salmo 19.1-4 deixe toda a humanidade sem desculpa por
não se submeter a Ele, Romanos 1.18-20, contudo há muitas coisas sobre Deus que
o homem não poderia saber se não fosse pelo fato de que Ele as revelou nas
Escrituras.
O primeiro versículo da Bíblia é um
testemunho da natureza triúna da Divindade, pois a
palavra "Deus" traduz o substantivo hebraico Elohim.
A palavra raiz "Eloh" significa literalmente "o
Forte", e isso é evidenciado em que esse Forte criou o mundo, e tudo o que está
nele, de modo que todos pertencem a Ele por direito de criação, 1 Coríntios 10.26.
Essa verdade acusa todo ser humano que não está
vivendo em submissão à vontade de Deus. A terminação "-im"
é a terminação plural das palavras hebraicas. E aqui é necessária uma
explicação. Em português temos substantivos no singular, referindo-se a um, e
no plural, referindo-se a dois ou mais. Mas a língua hebraica é diferente, pois
tem três números: singular " um; dual " dois; e plural " três ou mais.
Daí, a terminação plural desse substantivo se refere a Deus "
o Forte " como um Ser uniplural consistindo de
três ou mais Personalidades. O restante das Escrituras limita essa pluralidade
só a três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito. Mas ao contrário dos tão
chamados unitaristas (os trinitaristas são mais
verdadeiramente unitaristas, pois cremos na Unidade de Deus, que não é
incoerente com o Trinitarianismo, que sustentamos), as Escrituras começam com
um testemunho da doutrina da Trindade, que é explicada posteriormente na
Bíblia.
Imediatamente no começo das Escrituras
vemos a soberania de Deus, Sua personalidade triúna,
Seu direito de posse e Senhorio de toda a criação, Sua benevolência, e muitas
outras coisas. Mais tarde Elohim é
revelado como Jeová, que é Seu nome pessoal, e esse
nome significa que Ele é o Deus que guarda alianças e se preocupa com
Seu povo.
Todas as atitudes subseqüentes de Deus
para com os homens manifestam Sua santidade imaculada, e conseqüentemente Sua
justiça incontestável que deve e punirá todas as violações de Sua santa
vontade. "Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem
contigo habitará o mal. Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os
que praticam a maldade. Destruirás aqueles que falam a mentira [quer dizer os
que falem contrário à Sua revelação]; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e
fraudulento". (Salmos 5.4-6)
A revelação que Deus faz de Si mesmo não
só revela que Ele é Criador e Senhor, e que portanto
todos os homens devem fidelidade e adoração a Ele, mas também revela Sua
direção providencial de todas as coisas para o bem da criatura quando ela se
submete à vontade de Deus. A falha do homem em fazer isso é o que constitui a
depravação humana, e conseqüentemente a condição perdida do homem, e assegura a todos os que assim agem que um dia eles serão julgados e
condenados. Nenhum texto revela melhor as operações providenciais de Deus para
o bem de sua criatura mais elevada do que Romanos 8.28: "E sabemos que todas as
coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles
que são chamados por seu decreto".
Mesmo que não houvesse outros fatores, só
esse bastaria para condenar o homem à perdição eterna, não houvesse uma
redenção feita para ele, pois sua descrença é apesar da " e contrária à "
contínua bondade de Deus para com ele. Uma das principais, se não a principal,
ênfase das Escrituras é que o Deus Triúno que guarda a aliança que Ele fez com
o Seu povo realizou uma redenção por eles. A primeira comunicação disso foi
dada enquanto o homem caído estava ainda no Jardim do Éden quando Deus predisse
que a Semente da mulher derrotaria a semente da serpente, Gênesis 3.15. Esse
foi o propósito declarado da encarnação do Filho de Deus. "E dará à luz um
filho, e chamarás o nome de JESUS [do hebraico Jehoshua
significando Jeová é Salvador], porque ele salvará o seu povo dos seus
pecados". (Mateus 1.21) "Bem como o Filho do Homem não veio para ser
servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos".
(Mateus 20.28)
Todas as coisas revelam a personalidade
graciosa de Deus, e devem ser reconhecidas como a revelação que Deus faz de Si
mesmo, de outra maneira não podemos interpretar corretamente a Palavra de Deus.
Mas há ainda outra coisa que é parte da revelação que Deus deu, e que é, segundo,
a revelação da impiedade, ou depravação humana. Esse é o ensino claro das
Escrituras acerca do estado natural do homem desde o momento do nascimento. O
primeiro homem, que representava todos os que descenderiam dele, pecou, e assim
trouxe um estado natural de pecaminosidade sobre todos, Romanos 5.12. Daí, a
verdade de Romanos 3.23: "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de
Deus". Isso é inegável, pois todos provam isso continuamente, como o salmista
foi movido a escrever no Salmo 10.4-11. O versículo 4 dessa passagem explica a
aversão universal do homem a Deus até que ele tenha graciosamente se
convertido: "Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas
cogitações são: Não há Deus". Aqui está, incidentalmente, a definição de
Deus para a maldade. Não necessariamente a imoralidade, mas simplesmente uma
aversão inata que move o homem natural a ter tão pouco a ver com Deus quanto
possível. Portanto, ninguém pode com justiça interpretar as Escrituras enquanto
nega a depravação total do homem.
Embora o homem continuamente negue sua
impiedade, e tente justificá-la, sua vida porém é uma
prova viva dessa impiedade. Um leigo cristão certa vez disse que as pessoas que
afirmarem não crer na depravação total, com certeza a praticam abertamente. Mas
quer o homem a reconheça ou não, as Escrituras continuamente revelam a
pecaminosidade do homem. O homem natural ama o que Deus
odeia, e odeia o que Deus ama, e não quer nada a ver com Deus, e isso é devido
em grande parte ao fato de que Deus revela o que o homem não quer, em
seu total egocentrismo, reconhecer " sua impiedade inata. Tragicamente, muitos
professores aprovam os pecados dos pecadores quando tentam remover a doutrina
da depravação total mediante suas interpretações da Bíblia.
Uma das verdades mais fundamentais é que
a impiedade humana consiste na recusa do homem de conformar-se à Verdade de
Deus. 1 João 3.4s declara que o "pecado é iniquidade". A Lei de Deus " que abrange muito mais
do que os Dez Mandamentos, pois realmente inclui todas as Escrituras " é o
padrão de tudo o que é certo e errado. As declarações de Romanos 4.15s deixam claro a abrangência dessa Lei: "Onde não há lei também não
há transgressão". E Romanos 5.13s: "O pecado não é imputado não havendo
lei". Isso está bem claro. O pecado é só imputado ou declarado contra uma
pessoa se ela violou a Lei Divina e se ela não a violou, não
importa o que mais ela tenha feito, nenhum pecado é declarado contra ela.
O padrão para o que é certo e o que é errado é a Palavra de
Deus, um padrão objetivo (fora do homem), e não as próprias idéias de
uma pessoa do que é certo e errado, um padrão subjetivo (dentro
do homem), como tantos falsamente o interpretam hoje. O pecado é pecado quer o
pecador pense que é pecado ou não. E o que os pecadores pensam que é bom não é
bom a menos que esteja à altura das exigências de Deus conforme mostram as
Escrituras. Essa é uma verdade tremendamente libertadora, pois elimina toda a
falsa culpa, e uma verdade que honra maravilhosamente a Deus, pois revela a
necessidade de um total conhecimento, e obediência, das Escrituras como o único
fator determinante nesse assunto.
Muitos pregadores falsos violam Romanos 4.15
e 5.13 colocando falsa culpa, mediante pregações legalistas, sobre as pessoas
às quais eles ministram. Isto é, eles formulam leis eclesiásticas para
controlar os membros quanto o que podem crer e fazer quando essas leis não têm
base na Palavra de Deus. Esse tipo de pregação é bem popular entre pregadores e
até mesmo entre o povo comum, pois agrada à soberba da vida em nos fazer pensar
que temos guardado certas leis religiosas, e por isso merecemos a aprovação de
Deus. Mas é baseado em princípios errados de interpretação da Bíblia. E essa
pregação legalista geralmente ignora o ensino de que somos aceitos totalmente
pela graça, ou então o interpreta de modo incorreto. Mas isso é totalmente
contrário ao sistema da graça que ensina que se não somos aceitos totalmente
pela graça, não somos então de modo algum aceitos diante de Deus.
E, em seqüência, em terceiro
lugar, a revelação de Deus é pela graça sendo o único princípio sobre o
qual o pecador se achega a Deus sem ser condenado. É somente nessa base que o
homem tem alguma esperança, pois sem a graça de Deus o homem está sem esperança
e destinado à perdição eterna. As Escrituras revelam o seguinte sobre a graça:
(1) Ela vem só de Deus, 1 Pedro 5.10. (2) Ela é totalmente aparte das obras
humanas, Romanos 11.6. Não se pode misturar um com o outro, e a confiança num
dos dois automaticamente elimina o outro. (3) Ela foi trazida ao homem através
da encarnação do Senhor, João 1.14. (4) Ela começou na eternidade, tendo sido
depositada em Cristo Jesus para todos os eleitos, 2 Timóteo 1.9-10; Efésios
1.3-6, e a sua aplicação é suficiente para sempre. (5)
Ela tanto salva quanto santifica, Tito 2.11-12, de
modo que a partir do momento em que Deus começa a aplicá-la, aquele que a
recebe jamais fica fora de seu poder que a tudo supera, Romanos 5.20-21. (6)
Ela realmente entra em toda área da vida humana, 2 Coríntios 9.8, com exceção
do juízo final. Não haverá graça ali, mas só pura justiça condenatória.
Precisamos observar, e louvar a graça que é evidente em toda parte em nossas vidas.
(7) As vitórias da graça triunfante terão um replay por toda a eternidade à
medida que o estilo de vida de cada santo for mostrado a todos os outros para o
louvor da gloriosa graça de Deus, Efésios 2.7; 1.3-6. Ninguém pode ser um
obreiro aprovado e manejar bem a interpretação da Palavra de Deus sem manejar
bem a graça de Deus.
Vemos Deus revelando a graça no fato de
que Ele fez da fé o único meio de agradar a Ele, Hebreus 11.6, mas a fé é
sempre uma manifestação da graça operacional, conforme nos diz Romanos 4.16.
Onde há a fé genuína, vemos uma evidência da graça, pois só cremos pela graça,
Atos 18.27s. As Escrituras declaram que a fé não é uma capacidade natural de
alguém, mas em vez disso é obtida de Deus, Efésios 2.8-9, sendo uma das muitas
coisas que fazem parte da vida e piedade que Deus deu a Seu povo, 2 Pedro
1.1-4. Em todo lugar em que o novo nascimento e a fé são mencionados juntos, os
tempos dos verbos gregos mostram que o novo nascimento, que é obra exclusiva de
Deus, vem antes da fé, e é realmente a causa dela, João 1.12-13; 1 Pedro
1.21-23; 1 João 5.1, e outros. E isso é lógico bem como bíblico, pois
logicamente a vida vem antes das atividades da vida. Um homem morto, quer morto física ou espiritualmente, só consegue fazer
uma coisa, que é se decompor mais.
Pelo fato de que a graça não existe na
natureza no homem, mas é um dom divino, Deus deve revelá-la ao homem antes que
ele a veja e entenda. Sendo a graça de Deus um favor que não é
merecido e é imerecido, é uma verdade que é diametralmente oposta ao
orgulho e auto-suficiência inatos do homem, e por esse motivo ele resistirá a
essa verdade até que a graça crucifique a carne. As Escrituras muitas vezes
mostram que a redenção graciosa de Deus não deixa espaço para glorificar a
carne, Romanos 3.27; Efésios 2.9, mas dá toda glória a Deus, Efésios 1.6-7.
Portanto, ninguém pode com justiça
interpretar a Palavra de Deus a menos que ele entenda o princípio da graça
sobre o qual se baseia toda a bondade de Deus ao homem. Em vez disso, ele enganará
aqueles sobre os quais ele tem alguma influência espiritual, e esse é o motivo
por que é tão importante entender e interpretar com justiça a graça de Deus.
E isso nos leva ainda a
outra revelação que Deus deu, que é a quarta, a revelação da
bondade de Deus aos homens. Todas as atitudes de Deus para com o homem "
até que o homem as rejeite mediante rebelião " são caracterizadas por bondade.
Toda a criação foi estabelecida para manifestar bondade para a humanidade, e só
experimentamos coisas ruins porque o homem faz muitas invenções nas obras de
Deus. Nada de ruim vem de Deus, exceto aquilo que a pecaminosidade e a rebelião humana compelem Deus a enviar.
A evidência mais inicial da bondade spiritual
de Deus para com o homem será totalmente mal compreendida, por causa da
cegueira espiritual do homem que o pecado operou nele. "A benignidade de Deus
te leva ao arrependimento". (Romanos 2.4) Mas o homem interpreta mal isso como
tentativa de Deus de tirar os prazeres da vida, e torná-lo infeliz. Quando o
homem rejeita a bondade de Deus, então a ira de Deus é revelada contra toda
impiedade, versículos 4-6, pois é uma cegueira proposital às evidências
universais da bondade de Deus, Romanos 1.18-20.
As Escrituras muitas vezes enfatizam a
bondade de Deus que nos cerca completamente, Salmo 33.5: "A terra está cheia da
bondade do SENHOR". Salmo 52.1: "A bondade de Deus permanece
continuamente". Nem é toda essa bondade apresentada como algo que é frustrantemente
fora de nosso alcance, ou proibida para o nosso gozo, pois Deus "nos dá todasas coisas para delas gozarmos". (1 Timóteo 6.17) É uma
paródia diabólica fazer de Deus um grande estraga-prazeres cósmico que está
fazendo tudo em Seu poder para tornar o homem tão infeliz quanto possível. Sim,
às vezes pregadores ignorantes mediante sua pregação legalista dão a mesma
impressão. Nada poderia ser mais longe da verdade. Não há nada
verdadeiramente bom que o mundo goze que Deus não tenha
permitido a Seu povo também gozar, contanto que eles o façam dentro dos limites
de segurança que Ele colocou ao redor deles. Deus só proíbe aquilo que é
espiritualmente mortal, que só um imbecil completo poderia desejar.
Deus revelou Sua bondade para Sua criação
de modo que pudéssemos ver o valor que Ele dá ao nosso amor, adoração e louvor.
Ai de nós" Somos muitas vezes como animais vorazes que rosnam contra seus donos
até mesmo enquanto comem daquilo que os seus donos lhes dão. Ao mesmo tempo em
que Deus derrama Sua bondade com tal abundância, muitas pessoas, inclusive
santos professos, rosnam contra Ele, e O criticam dizendo que não têm mais e
melhores coisas. A ingratidão é uma evidência de depravação, Romanos 1.21-22:
"Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe
deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração
insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos".
Deus revelou muitas coisas em Sua Palavra,
e essas foram reveladas "para que cumpramos todas as palavras desta
lei". (Deuteronômio 29.29) Então a Palavra de Deus é lei, não uma mera
opinião ou sugestão, e ninguém pode manejar bem a interpretação das
Escrituras se não começar reconhecendo e se submetendo à Palavra de Deus que é
tanto completa quanto inerrante.
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