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| Epístolas gerais |
EPÍSTOLAS GERAIS
As
Epístolas de Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas, pertence
àquela classe de epístolas do Novo Testamento chamadas " Gerais ou
Católicas ( no sentido de universais ). Tal designação foi dada a estas
sete cartas nos primórdios da história da igreja, pelo fato de cada uma
ser endereçada à igreja em geral, e não a uma única congregação.
A igreja primitiva incluiu 2 e 3 João como epístolas gerais. Essas, contudo, são epístolas pessoais dirigidas a indivíduos.
EPISTOLA GERAL DE SÃO TIAGO
I - Introdução
A
primeira menção nominal à epístola de Tiago aparece no início do
terceiro século. Entre os primeiros textos cristãos não-canônicos, o
Pastor de Hermas é o que mais apresenta paralelos com Tiago, encontra-se
vários temas característicos de Tiago; estímulos à oração com fé. Entre
o quarto e quinto século a influência de Jerônimo foi importante na
aceitação final pela igreja da epístola de Tiago. Em um documento que
devia possuir uma certa importância, Jerônimo identificou o autor como o
"irmão" do Senhor. Por volta desta época, Agostinho acrescentou a força
de sua autoridade e nenhuma outra dúvida foi levantada até o período da
Reforma. Assim Tiago passou a ser reconhecida como canônica em todos os
segmentos da igreja primitiva. Mas é importante enfatizar que Tiago não
foi rejeitada, mas negligenciada. Como se explica tal negligência ?
Pode ter sido a incerteza da origem apostólica do livro, uma vez que o
autor se identifica apenas pelo nome de Tiago. Outro fator pode ter sido
o caráter tradicional do ensino de Tiago, contendo pouca doutrina,
portanto pouco combustível para os ardentes debates teológicos na igreja
primitiva. Talvez, a natureza e o destino da epístola. A epístola tem
forte orientação judaica, e provavelmente foi escrita para os judeus.
II - Autoria
O
autor da carta simplesmente se identifica como "TIAGO" Quem é este
indivíduo ? Sabemos que no Novo Testamento há pelo menos três pessoas
com esse nome no Novo Testamento: Tiago, filho de Zebedeu; Tiago, filho
de Alfeu; e Tiago, irmão de nosso Senhor Jesus Cristo. Embora as
escrituras não sejam precisas sobre esta questão, a maioria dos eruditos
concorda em identificar o autor desta epístola com Tiago, irmão de
Jesus. Tiago filho de Zebedeu foi morto por Herodes (Atos 12:2). Tiago
filho de Alfeu só vem mencionado na lista dos apóstolos e talves Mar.
15:40 se refere a ele. Resta o Tiago; irmão do Senhor, homem que ocupava
uma posição de grande autoridade na igreja em Jerusalém, presidindo as
assembléia e pronunciando palavras de autoridades. O tom de autoridade
desta epístola condiz bem com a posição de primazia atribuída a ele. (
Atos 15 : 6 - 29; 21 : 18 ) Ficamos, então, com Tiago, o irmão do
Senhor, como o mais provável autor desta epístola.
III - Autor
Forte
antagonista do Senhor, durante seu ministério terreno. João 7:5 Tiago
veio a se converter após a ressurreição de Cristo, ( I Cor.15:7 ) em um
encontro especial, com Cristo já ressuscitado. Tornou-se Bispo da igreja
em Jerusalém (Atos 15:13) e foi reconhecido como superior até mesmo
pelos apóstolos. Atos 12:17. Tinha grande preocupação com os Judeus
(Tiago 1:1) e dava apoio a evangelização dos gentios. Atos 15:19 O
Apóstolo Paulo aconselhava-se com Tiago. Atos 21:18 Diz-se que orava
intensamente. Foi assassinado pelos Judeus no ano 62 A.D.
IV - Data
Sendo
Tiago, o irmão do Senhor, quem escreveu a carta, conforme argumentos,
ela deve ser datada em algum tempo antes de 62 AD. Ano em que Tiago foi
martirizado. Algumas autoridades apresentam argumentos na defesa de uma
data entre os anos de 45 a 53 AD, pelo fato da epístola omitir alguns
fatos ocorridos na época como o Concílio de Jerusalém e a resolução que
lá fora tomada.
COMENTÁRIOS
I - PROPÓSITO
-
Os cristãos Judeus atravessaram um período de provas e tentações
terríveis, e Tiago escreve para anima-los e para conforta-los. -
Sucediam-se grandes desordens nas assembléias cristãs, judaicas e ele
escreve para instruir as mesmas. - Havia a tendência de divorciarem a fé
das obras.
II - CONTEUDO
Há pouca doutrina.
nesta epístola, mas muito de prática e de moral. Tiago, soube ser muito
prático, vivia o que pregava. Este é o livro do viver santo. Seu verso
chave é 2:26, na verdade, um tratado muito prático, sobre a fé, sua
natureza e obras.
III - ANALISE
a - Saudação
Notemos sua humildade não fazendo referência a sua relação com Jesus. Quando se refere a Jesus, o faz com reverência (Família)
b - A Fé e Provações
-
Tiago 1 : 2 - 21 Tentações no grego ( pairasmos ) significa provações
com um propósito e efeito benéfico, divinamente permitida ou enviada. (
Para aperfeiçoar o cristão ). Devemos ter em conta que as Tentações
(Provações) é uma gloriosa oportunidade para por à prova a nossa fé. 2 -
4
Pedir a Deus a sabedoria afim de enfrentar as tentações, 5 - 11 Observar o verso 12 ( Bem aventurado )
Tentações
com efeito maléfico não vem de Deus. 13 - 18 Sob a provação sede
paciente. 19 - 21 2 Timóteo 3 12 - as provações são constantes. Romanos
8:18 não se compara com a glória futura.
c - Fé e Obras
- Tiago 1 : 22 - 26
Este tema é ponto principal desta epístola e contém declarações
que
tem dado lugar a infindáveis debates na igreja. Foi este tema que levou
Lutero a proferir sua famosa critica, quando chamou esta carta de
palha.
Tiago 2 : 24 Vede então que o homem é justificado pelas
obras, e não somente pelas ... Romanos 3 : 28 Concluímos pois que o
homem é justificado pela Fé sem as obras da lei.
Para interpretarmos corretamente estes dois versos, devemos observar o propósito de cada autor.
TIAGO PAULO Pastor Missionário Se preocupa com a santificação Se preocupa com a salvação
Fala da vida após a conversão Fala da vida do novo con- vertido
A FÉ e as obras se completam, Efésios 2 :8-10
Este tema tem mostrado que, a fé, quando viva e real, se evidencia pelos seus frutos, ou seja, através das obras.
d - A Fé e as Palavras
- Tiago 3 : 1 - 12
Tiago
já demonstrou sua preocupação com os pecados da língua. Em 1 : 19, ele
encorajou seus leitores a serem tardios para falar. Aqui, ele revela que
uma das provas de sermos justificados é nas nossas - palavras - essas
dirão quem somos. Vejamos os efeitos nocivos de uma língua sem controle:
Lucas 6:45 - O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem;
e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em
abundância no coração, disso fala a boca.
Filipenses 2:14 - Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;
Apocalipse
22:15 - Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os
homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira. Mateus
12:36 - Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens
disserem, hão de dar conta no dia do juízo.
e - A Fé e a Sabedoria
- Tiago 3 : 13 - 18 Há uma distinção entre conhecimento e sabedoria.
O sábio é aquele que tem fé, é submisso a Deus e ensinado por Ele.
É
possível alguém conhecer muita coisa e ter pouca sabedoria. Há
entretanto uma sabedoria falsa, simulada, que produz invejas e
rivalidades. Tal espécie de sabedoria não é divina, e pode ser:
Tiago 3 : 15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
Terrena,
sabedoria do mundo I Coríntios 1: 20-21 Animal, sabedoria natural sem
relação espiritual, Demoníaca, sabedoria de proveniência satânica.
A
sabedoria verdadeira é de origem lá do alto verso 15, sua natureza não é
terrena, sensual ou demoníaca; antes é sobrenatural, sua excelência é
setupla:
- Pura, Pacifica, Meiga, Conciliadora, Misericórdia, Bons frutos,
Simples, Sincera.
f- Fé e Oração
- Tiago 4 : 1 - 17; 5 : 7 - 20
Este
parágrafo final da epístola contém uma de suas notas características.
Desde o principio Tiago vem insistindo na necessidade de orar e no valor
da oração.
Tiago cultivava o habito de orar. Uma tradição a seu
respeito diz terem-se calejado os seus joelhos, ficando como os de
camelo, devido as constantes orações. Por conseguinte, seu conselho aos
que sofrem é que orem pois dai vem o auxílio e conforto.
- A falta de oração 4 : 2
... Nada tendes porque não pedis. Nunca dizem se o Senhor quiser. Ver 13 - 15 Não prosperam e nada perduram. Jeremias 10 : 21
- Orações não respondidas. 4 : 3
Pedis,
e não recebeis, por que pedis mal... Pedem para seu deleite próprio
Isaías 59:2 Por causa do pecado Hebreus 2:2 Por causa da desobediência
Tiago 1:5-7 Por causa das dúvidas II Cor. 12:9 Contra a vontade de Deus
Mateus 21;22 Sem fé Jonas 4:3 Sem sentido
I EPÍSTOLA GERAL DE SÃO PEDRO
I - Introdução
Esta
epístola nos oferece uma ilustração esplêndida de como Pedro cumpriu a
missão que lhe foi dada pelo Senhor: "tu, pois, quando te converteres,
fortalece os teus irmãos" Lucas 22:32
Purificado
e confirmado por meio do sofrimento e amadurecido pela experiência,
Pedro podia pronunciar palavras de encorajamento a grupos de cristãos
que estavam passando por duras provas.
Muitas
das lições que ele aprendeu do Senhor, ele fez saber aos seus leitores.
Aqueles a quem esta epístola se dirige, estavam passando por tempos de
prova. Assim, Pedro os anima demonstrando-lhes que tudo quanto era
necessário para Ter força, caráter e coragem havia sido provido na graça
de Deus. Ele é o Deus de toda a graça( 5:10 ), cuja mensagem ao seu
povo é: " A minha graça é suficiente ". O tema desta epístola pode ser: a
suficiência da graça divina e a sua aplicação prática com relação à
vida cristã e para suportar a prova e o sofrimento.
II - Autoria
Aparentemente,
a questão da autoria de I Pedro é simples. Logo no início da carta,
lemos o seguinte: Pedro, apóstolo de Jesus Cristo... Conforme o costume
da época, começava-se uma carta dizendo-se o nome e a quem se estava
escrevendo.
I
Pedro, então, apresenta-se como tendo sido escrita pelo conhecido
apóstolo Pedro. Alguns argumentos contra a autoria petrina, vejamos :
1.
I Pedro foi escrita num grego bastante culto, revelando por parte de
quem a escreveu um bom domínio dessa língua. Pedro era um homem pescador
da Galiléia, das margens do, judeu: como poderia ele conhecer tão bem o
grego? Ademais, em Atos 4:13, ele, junto com João, é chamado de "Homem
Iletrado e inculto". Poderia esse Pedro ser o mesmo que aqui está
escrevendo uma carta em bom e fluente grego, mostrando aqui e ali
detalhes retóricos que indicam alguém bastante capaz no uso dessa língua
?
Foi
utilizado, na escrita, um grego polido, culto de alta sociedade, 36
termos utilizados não se acha em nenhum autor clássico da época. 2. I
Pedro estaria pressupondo a "teologia paulina". Ou seja parece mais que o
autor é um discípulo de Paulo do que o apóstolo Pedro, homem de uma
tradição independente, que não precisaria estar modelando o seu ensino
pelo de Paulo ( por exemplo no que Gálatas 2 nos fala de certas
diferenças de pontos de vista, ou prática, entre os dois).
Tais
dificuldades se dissipam a vista de I Pedro 5:12. Por Silvano, nosso
fiel irmão, como o considero, escravo abreviadamente, exortando e
testificando que esta é a verdadeira graça de Deus; nela permanecei
firmes.
Silvano,
de I Tes. 1:1 e II Tes. 1:1 Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos
tessalonicenses,... e Silas de Atos 15:18 é o mesmo que auxiliou Pedro
na elaboração desta epístola.
III - Autor
Pedro no grego pedra o
equivalente em aramáico é Cefas. Tinha um irmão também discípulo, André
e eram pescadores de profissão. Mateus 4:18 E Jesus, andando ao longo
do mar da Galiléia, viu dois irmãos Simão, chamado Pedro, e seu irmão
André, os quais lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores.
Casado,
porém não sabemos quem era sua esposa. Mateus 8:14 Ora, tendo Jesus
entrado na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama; e com febre.
Resisdia em Cafarnaum. Marco 1:21-29 Era impulsivo. Mateus 14:28
Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as
águas. Indouto ( Não doutor). Atos 4:13 Então eles, vendo a intrepidez
de Pedro e João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos,
se admiravam; e reconheciam que haviam estado com Jesus. Sincero.
Mateus 18:21 Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor,
até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até
sete? ( Ver a vida de Pedro e André ) Demonstrava lealdade. João 6:68
Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as
palavras da vida eterna. Corajoso. João 18:10 Então Simão Pedro, que
tinha uma espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Falava muitas
coisas sem pensar. João 13:6-10 Foi martirizado na época de Nero.
Segundo a tradição ele fora crucificado de cabeça para baixo por opção
própria pois achava que não era digno de ser crucificado como Cristo
IV - Data
Provavelmente esta carta tenha sido escrita por volta de 62 a 64 AD, devido as grandes perseguições da época.
Em
62 ocorreu o martírio de Tiago causando assim a separação entre o
cristianismo e o judaísmo , abrindo caminho à tempestade de
perseguições. Dois anos depois em 64 AD o cristianismo foi considerado
ilegal, nesta época Nero os acusa de incendiários.
COMENTÁRIOS
I - PROPÓSITO
Evidentemente
foi escrita com duplo propósito: A - Muitos crentes primitivo chegaram a
pensar que Paulo e Pedro esboçavam diferentes idéias sobre os
fundamentos da Fé cristã, para destruir estes maus pensamento é que
Pedro a escreveu e a remeteu, justamente, por um companheiro de Paulo ás
igreja Asiáticas. B - Outro propósito do escritor, foi o de animar e
fortalecer os judeus convertidos, os quais, a essa altura, passavam por
duas provações e enfrentevam amargas perseguições, assim fazendo, Pedro
cumpria o ministério que impusera o nosso Senhor. Lucas 22:31-32 Simão,
Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu
roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te
converteres, fortalece teus irmãos.
II - CONTEÚDO
Esta é
essencialmente a epístola da esperança, esperança viva, fundada na
ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. É portadora da certeza de
uma herança gloriosa, descrita como incorruptível, incontaminada. Pedro
coloca estes pensamentos, acerca da viva esperança e da herança
gloriosa, no princípio de sua carta, para encorajar seus companheiros de
fé com as consolações do evangelho, a fim de que permaneçam firmes no
dia da prova de fogo, suportando pacientemente sobre as perseguições,
aflições e tentações.
III - ANÁLISE
a - A Grande Salvação
- I Pedro 1 : 3 - 13
A
Salvação não somente é uma bênção presente, por meio da qual recebemos
perdão, justificação, santificação e outros dons divinos; atingirá sua
plenitude somente quando formos apresentados sem defeito diante do
Trono, feitos semelhantes a Cristo. Tal Salvação, em seu sentido mais
amplo, está preparado agora e aguarda sua manifestação no último Tempo.
Ver 5. Esta salvação gloriosa que, pela graça, é nossa através de
sofrimento e provas nos leva ao gozo inefável e glorioso eternamente.
b - O Convite a Santidade
-
I Pedro 1 : 4; 2 : 10 O convite para a santidade é necessariamente um
convite para a obediência. Pedro emprega muito nesta epístola a palavra
obediência. O primeiro dever do homem sempre foi obedecer a Deus,
guardando-lhe os mandamentos e fazendo-lhe a vontade. Cristo em seus
ensinos deu enfase a isto constantemente.
Esta exortação vem
reforçada por uma citação em Levítico 11:44, livro cuja palavra chave é
Santidade. O sentido fundamental da Palavra SANTO é separado, retirado
do uso ordinário e posto a parte para uso sagrado.
c - Deveres Cristãos
Havendo
tratado dos privilégios especiais que lhes pertenciam como novo
cristão, o apóstolo passa a esboçar alguns princípios que devem governar
a vida deles como membros da comunidade de que agora fazem parte.
Devem
manifestar este comportamento conveniente submetendo-se ás autoridades.
Surge a questão; até onde o cristão está obrigado a obedecer as ordens
das autoridades ?
- Submissão as autoridades I Pedro 2:11-25
Civis Ver. 14; Superiores Ver. 18
- Boa Conduta no Lar I Pedro 3:1-7
O porte da esposa. Ver 1
- Amor Fraternal I Pedro 3:8-22
Até para com os inimigos. Ver. 16
- Ofício Pastoral I Pedro 5:1-9
Dedicação ao rebanho. Ver. 2
II EPÍSTOLA GERAL DE SÃO PEDRO
I - Introdução
A
primeira epístola de Pedro trata do perigo fora da igreja:
perseguições. A Segunda epístola, do perigo dentro dela: a falsa
doutrina. A primeira foi escrita para animar, a Segunda, para advertir.
O
tema pode-se resumir da seguinte maneira: um conhecimento completo de
Cristo é uma fortaleza contra a falsa doutrina e uma vida impura.
II - Autoria
A
epístola declara, explicitamente, ser a obra de Simão Pedro, 1: 1 . O
autor apresenta-se como tendo presenciado a transfiguração de Cristo
1:16-18, e sido avisado por Cristo de sua morte próxima, 1: 14.
Significa que a epístola é um escrito autêntico de Pedro, ou de alguém
que se declara ser Pedro. Se bem que demorasse a ser recebida no Cânon
do NT.
Não há, no Novo Testamento, um livro que suscite tanta questão como esta epístola, no que diz respeito a sua autoria.
Esta
epístola tem passado pelos séculos em meio a tempestades. Sua entrada
no Cânon foi extremamente precária. Na Reforma, foi considerada por
Lutero como Escritura de Segunda classe, foi rejeitada por Erasmo e
olhada com hesitação por Calvino. As perguntas críticas que levanta são
muito desconcertantes.
Vejamos algumas objeções sobre esta autoria, porém essas objeções podem ser resolvidas de maneira satisfatória;
1. Não podia Ter sido escrito o ver. 16 do capítulo 3 durante a vida de Pedro ( 66-67 )
2. O Cap. 2 igual a Epístola de Judas
( Não se admite que Pedro fosse um plagiador de Judas )
Leiamos e vejamos a diferença 2 Pedro 2:1; Judas 4, 12, 16, e 19
3. O contraste com I Pedro
A
linguagem é bem diferente ( e isto de modo marcante no original ) e o
pensamento também é muito diferente. O Grego de I Pedro é polido, culto
de alta sociedade ( dos melhores da Bíblia ), dignificado.
O grego de II Pedro e rude, fraco e limitado com frases desajeitadas.
Obs. II Pedro 1:17-18 A experiência no monte da transfiguração.
III - Data
Se
I Pedro foi escrita durante as perseguições desencadeadas por Nero, e
se Pedro foi martirizado nela, então esta epístola deve Ter sido escrita
pouco antes de sua morte, provavelmente, por volta de 67AD.
COMENTÁRIOS
I - PROPÓSITO
A
Segunda epístola de Pedro foi escrita com um propósito bem diferente da
primeira. A primeira foi delineada para animar e fortalecer os cristãos
sob as provações.
II
Pedro foi escrito para advertir contra a apostasia vindoura, quando
líderes na igreja, por interesses pecuniários, permitiriam
licenciosidade e toda má ação; apostasia em que a igreja deixaria de
aguardar a vinda do Senhor, e para dar a entender que essa vinda podia
demorar longo tempo.
II - CONTEÚDO
Esta
carta contém referências sobre a Exortação na graça e no conhecimento
divino, as advertências contra os falsos mestres as promessas da vinda
do senhor.
III - ANÁLISE
É feita em três divisões, como segue:
1. O Progresso dos Cristãos 1:3-21
Deus
é a fonte de todo crescimento espiritual, Ele tem feito tudo quanto é
necessário implantando a natureza divina mas o cultivo da nova vida,
assim recebida, deve ser providenciado por quem a recebeu, na
dependência do Espírito Santo.
II Pedro 1:5 E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai a vossa fé a virtude, e à virtude a ciência.
Cada qualidade é considerada uma espécie da camada em que nutre a qualidade seguinte.
A
existência abundante desta coisas, levam o crente a frutuosa atividade
em Cristo, porém a ausência destas coisas leva a cegueira espiritual. II
Pedro 1:8-9
Josué 1:8b ... porque então farás prosperar o teu caminho e então prudentemente te conduzirás
2. Os Falsos Mestres 2:1-22
Em
volta deste capítulo tem-se travado a controvérsia denominada de
Pedro-Judas. A semelhança entre os dois documentos é muitíssimo
impressionante, especialmente 2:2,4,6,11,17; Judas 4-18
Começa
este capítulo lembrando Que na história de Israel muitos falsos mestres
surgiram. Nosso Senhor também advertiu contra falsos mestres. Pedro
confirma agora tais advertências
Da parte final deste capítulo colhe-se que esse falsos mestres já haviam aparecido e estavam agindo na Igreja.
3. A Esperança dos Cristãos
O
capítulo final da epístola começa referindo o propósito que o apóstolo
teve em escrever, a saber, " despertar com lembrança a vossa mente
esclarecida" recordar-lhes o ensino dos profetas e dos apóstolos,
especialmente os avisos de que nos últimos dias se levantariam homens
que ridicularizariam a idéia da Segunda vinda do Senhor. Ver. 4
Por que a Segunda vinda do Senhor era ridicularizada? Leiamos II Pedro 3:8-9
A esperança do cristão sempre foi a vinda do Senhor e a demora foi motivo de desanimo para alguns.
Esta
demora tem sua razão de ser no caráter e no propósito de Deus. Qualquer
aparente demora deve-se antes interpretar como oriunda de compaixão
misericordiosa.
Sua demora é mais uma oportunidade de salvação, e não é sinal de esquecimento
I EPÍSTOLA DE SÃO JOÃO
I - Introdução
O
Evangelho de São João expõe os atos e palavras que provam que Jesus é o
Cristo, o Filho de Deus; A primeira epístola de São João expõe os atos e
palavras obrigatórios àqueles que crêem nesta verdade. O Evangelho
trata dos fundamentos da fé cristã, a epístola, dos fundamentos da vida
cristã. O Evangelho foi escrito para dar um fundamento de fé; a epístola
para dar um fundamento de segurança.
A
epístola é uma carta afetuosa de um pai espiritual a seus filhos na fé,
na qual ele os exorta a cultivar a piedade prática que produz a união
perfeita com Deus, e a evitar a forma de religião em que a vida não
corresponde à profissão.
II - Autoria
Esta epístola foi escrita pelo velho apóstolo João, mais ou menos no ano 90 AD., provavélmente de Èfeso.
Não foi endereçada a uma igreja, em particular, nem a um indivíduo, mas, a todos os cristãos.
As
epístolas que trazem o nome de João são anonimas. A primeira não tem
dedicatória nem assinatura. Há porém, afinidade tão íntimas entre ela e o
quarto evangélho, no tocante ao estilo e a matéria versada, que a
maioria dos eruditos concordam que os quatro escritos tiveram um só
autor.
III - O Autor
Pescador, irmão de Tiago e filho de Zebedeu. Mateus 4:21
Conhecido
como apóstolo do amor, um dos discípulos mais íntimos de Jesus. De
acordo com a antiga tradição, João fez de Jerusalém seu centro de
operações, cuidando da mãe de Jesus enquanto ela viveu, e, depois da
destruição, fixou residência em Éfeso, que, no fim da geração
apostólica, tornara-se o centro da população cristã, tanto em número
como pela posição geográfica. Aí viveu e chegou à idade avançada. Seu
cuidado especial era pelas igreja da Asia.
Entre
seus discípulos, contavam-se Policarpo, Papias e Inácio, que vieram a
ser, respectivamente, bispos de Esmirna, Hierápolis e Antioquia.
Escreveu o Evangelho, três epístolas e o Apocalipse, perto do fim do século.
Responsável para cuidar de Maria . João 19:27
São
João não morreu mártir porém fora exilado na Ilha de Pátmos para que
ali morresse e então O Senhor deu-lhe a visão descrita no livro do
Apocalipse. Segundo tradição João foi jogado em um tacho de óleo
fervente e mesmo assim o Senhor o preservou com vida.
IV - Data
Provavelmente por volta do ano 90 AD em Éfeso, onde João vivia.
COMENTÁRIOS
I - PROPÓSITO
A
epístola foi escrita num tempo em que a falsa doutrina, do tipo
gnóstico, havia surgido e até levado alguns a se afastar da igreja 2:19
Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos
nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se
manifestasse que não são dos nossos.
Sem dúvida, ao escrever esta epístola, João tinha em mente combater o gnosticismo.
Nota: GNOSTICISMO ( Conhecimento ) filosofia falsa que se propagou nos dois primeiros séculos do cristianismo.
A
matéria é má, só o espírito é bom porém somente através do saber o
espírito do homem pode libertar-se desta prisão e ergue-se para Deus.
Negava a encarnação de Cristo, porque, sendo Deus bom não lhe era possível entrar em uma matéria má.
Não aceitava a salvação pelo sacrifício da cruz, se a salvação vinha pelo saber.
III - CONTEÚDO
Não
tem saudações ou quaisquer alusões pessoais. Tem mais a natureza de uma
dissertação sobre a crença e deveres dos crentes, do que a de uma certa
igreja. O livro é uma carta íntima do Pai aos Seus filhinhos.
A frequente repetição da palavra "Amor" e a expressão "filhinho", faz com que a carta tenha uma atmosfera de ternura
IV- ANÁLISE
a - As Condições para Comunhão com Deus
I João 1 : 1 - 10; 2 : 17
A
mensagem desta epístola fora proclamada afim de que possam gozar de
comunhão com aqueles que proclamam. João passa a deduzir da natureza de
Deus as condições dessa comunhão.
Veremos dois obstáculos à comunhão:
1. Alegação de estarmos em comunhão com Ele, enquanto andamos em trevas. I João 1:6-7
2. Sustentar que não temos pecado nenhum. I João 1:8
O
termo pecado significa mais que pecar, e inclui a idéia de
responsabilidade pelos pecados cometidos, contrariando aqueles que dizem
que o pecado é apenas uma fraqueza e que é destino do homem e portanto
não falta sua.
Tais pessoas só fazem enganar-se a si mesmas.
b - O Cristão e o Anti-Cristo
João 2 : 18 - 29
O termo Anti-Cristo significa um rival, um que é contra o nome e as prerrogativas de Cristo.
I João 2:18 ... muitos se tem feito anti-cristos...
Conforme o verso 19, observamos que essas pessoas pertenciam a igreja.
Isto nos adverte que se quisermos ser membros do corpo de Cristo, é necessário que sejamos membros da igreja invisível.
c - Os Filhos de Deus
I João 3 : 1 - 24
Filhos de Deus são aqueles que demonstram qualidades de caráter iguais as Dele, estes demonstram que nasceram do céu.
I João 3:1 Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados de filhos de Deus.
Somos considerados filhos de Deus pelo próprio Deus não como adotados mas como nascidos do Espírito.
II e III SÃO JOÃO
I - Introdução
A Segunda e a Terceira epístolas de São João são os documentos mais curtos do Novo Testamento.
A
Segunda epístola é uma carta a um membro particular da igreja,
especificamente a uma senhora, escrita com propósito de instruí-la
quanto à atitude correta para com os falsos mestres. Não devia dar-lhe
hospitalidade.
João
não ensinava o mau tratamento aos cristãos que doutrinariamente diferem
de nós ou que se encontram nos laços do erro. Alguns comentadores
afirmam ser uma igreja.
A terceira epístola dá uma idéia de certas condições que existiam numa igreja local no tempo de João.
João
tinha enviado um grupo de mestres itinerantes, com cartas de
recomendação, a diferentes igrejas, uma das quais, era assembléia a que
pertenciam Gaio e Diótrefes.
Esta
foi escrita para elogiar Gaio por Ter recebido os obreiros cristãos que
dependiam inteiramente da hospitalidade dos crentes e para denunciar a
falta de hospitalidade de Diótrefes.
II - Autoria
As
epístolas de II e III João, não trazem o nome do seu autor, que se
apresenta simplesmente debaixo do nome de presbítero, e da a entender
que os destinatários dela sabem quem ele é.
No
estilo e na matéria que versa muito se assemelham a primeira epístola,
de sorte que a maioria dos eruditos estão convencidos de que todas as
três tiveram um mesmo autor.
COMENTÁRIOS – II João
I - PROPÓSITO
Prevenir uma bondosa senhora a respeito da hospedagem de alguns falsos mestres.
II - ANÁLISE
"O Presbítero"
O
título descrevia, não simplesmente a idade, mas a posição de ofício. É
evidente que ele era conhecido desse modo. Ele não tinha dúvida de que
eles o identificariam imediatamente por esse título, que dá testemunho
da sua autoridade reconhecida
"A Senhora Eleita"
Não
meio de saber se a palavra Cyria traduzida por senhora, se refere a uma
pessoa, ou a igreja. Onde os seus filhos seriam os membros da igreja.
Se era uma pessoa então era muito conhecida e residia próximo a cidade
de Éfeso em cuja casa a igreja se reunia.
"A Verdade"
A palavra favorita de João verdade aparece cinco vezes nesta epístola. Esta palavra é usada em três sentidos:
- Como base do ensino cristão
- Como próprio Cristo
- Sinceramente
Temos, assim um ensino maravilhoso
Verso 1 - A Verdade : como fonte de Amor, Natureza do Amor, Razão para o Amor
Verso 2 - A Verdade: Cristo é a Verdade, Em nós, Conosco
Verso 3 - A Verdade: A graça, A Misericórdia, Paz, Fruto da verdade
Verso 4 - A Verdade : Como caminho, Como mandamento divino
COMENTÁRIOS – III João
I - PROPÓSITO
Agradecer ao simpático e generoso Gaio pelos benefícios prestados.
II - ANÁLISE
É
uma carta pessoal do Presbítero a seu amigo Gaio, a quem saúda
calorosamente e com quem se congratula por sua bem conhecida
hospitalidade.
Muitos
dos cristãos dedicavam suas vidas na evangelização itinerante, sem
salário ou recompensa, e dependiam da hospitalidade dos cristãos.
Analisemos os três personagens mencionados nesta epístola :
1. Gaio Ver. 1
Havia um Gaio em Corinto, I Cor. 1: 14, que, depois de batizado por Paulo tornou-se hospedeiro do apóstolo e de toda a igreja.
Segundo uma tradição de que ele mais tarde veio a ser escriba de João.
Homem de bom testemunho. Verso 3
Homem bondoso, cheio de caridade. Verso 6
Homem hospitaleiro. Verso 10, Comparar com Romanos 16:23
Provável filho na fé de João. Verso 4
2. Diótrefes Ver. 9
Diótrefes
era, provavelmente, um dos falsos mestres arrogantes referidos em I
João. No caráter e na conduta ele era inteiramente diferente de Gaio.
Diótrefes é visto como alguém que se ama a si próprio mais que os
outros, e que recusa a acolher os evangelistas em viagem
Queria ser o principal. Verso 9
Não hospitaleiro. Verso 9
Homem de mal testemunho. Verso 10
Homem de palavras maliciosas. Verso 10
Homem que influenciam os outros. Verso 10
Provavelmente escondeu uma carta de João. Verso 9
3. Demétrio
Nada sabemos ao certo, deste Demétrio, fora o que nos é dito neste
único versículo. Tem-se feito a conjetura de que João o recomendou desse modo porque foi ele o mensageiro da epístola.
Homem de bom testemunho. Verso 12
Um homem cristão
EPÍSTOLA DE JUDAS
I - Introdução
Há
certa semelhança entre a Segunda epístola de Pedro e a de Judas; ambas
tratam da apostasia na igreja. Pedro descreve a apostasia como futuro e
judas, como presente. Pedro expõe os falsos mestres como perigosos;
Judas descreve-os em extrema depravação e na maior desordem.
II - Autoria
O autor desta epístola descreve-se como "Judas", servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago.
Sabemos que no Novo Testamento há vários homens com este nome.
Como identificar o autor desta carta?
1. Judas Iscariotes, o traidor. Mateus 26:14
2. Judas ( Tadeu ) filho de Tiago. Lucas 6:16
Alguns
estudiosos tem atribuído a este Judas a autoria da epístola, pois
segundo a ARA aparece "irmão de Tiago" Leiamos o verso 17.
3. Judas irmão de Jesus. Mateus 13:55
Este tem recebido o apoio da grande maioria dos eruditos da Bíblia.
Não pode haver dúvida quanto a sua autoria. Devemos observar a expressão de Judas quando diz " irmão de Tiago".
Fica caracterizado de modo suficientemente claro, que havia um só Tiago eminente e bem conhecido, o irmão do Senhor.
III - Autor
Conforme vimos acima Judas era irmão do Senhor, fora disto, nada sabemos a seu respeito.
Podemos aprender muita coisa de Judas ao escutar o que tem a dizer de si mesmo.
- Era homem humilde( se identificava como servo de Cristo ) Devemos observar Romanos 1:1, I Pedro 1:1
Era reconhecido como irmão do Senhor. I cor. 9:5
IV – Data
Devia
Ter sido escrita, provavelmente no ano 70 AD, visto que faz referência à
profecia de II Pedro que por sua vêz, não foi escrita antes do ano 66
COMENTÁRIOS
I - PROPÓSITO
Pelo
verso 3 deduz-se que, Judas pretendia escrever um tratado sobre
salvação, quando, foi constrangido pelo Espírito a mudar o tema.
Judas então passou a escrever uma defesa veemente do padrão moral da fé cristã.
II - ANÁLISE
Dividiremos o estudo em seis partes:
1. Guardados por Deus para o Senhor Jesus. Verso 1,2
- Foi escrito aos que são: Chamados, Amados, Conservados em cristo e Conservados por Cristo.
2. Guardar a fé. Verso 3,4
- O Espírito constrange a mudar o tema
- Salvação comum( esta ao alcance de todos )
3. Guardados para o juízo. Verso 5-7
- Como solene aviso
- Deve-se guardar os mandamentos
4. Não guardar a fé. Verso 8,19
- Abandonando a Fé, segue-se uma terrível deterioração do caráter.
Sensualidade, Pensamentos corruptos, Incontinentes, Espírito Zombeteiro
5. Guardados no Amor de Deus. Verso 20-23
- O Amor é tudo.
- Como devemos proceder.
Edificando, Orando, Conservando, Olhando, Compaixão, Salvando Etc..
6. Guardados de tropeçar. Verso 24,25
- Tropeçar precede cair
- Ele nos livra dos tropeços
BIBLIOGRAFIA
Manual Bíblico
H.H.Halley
Vida Nova
Pequena Enciclopédia Bíblica
Orlando Boyer
IBAD
Novo Comentário da Bíblia
F. Davidson
E. Vida Nova
Tiago
Douglas J. Moo
Mundo Cristão
I Pedro
Enio R. Mueller
Mundo cristão
II Pedro e Judas
Michael Green
Mundo Cristão
I,II,III João
John R. W. Stott
Mundo Cristão
Os Amigos de Jesus
E. Percy Ellis
CPAD
Apostila
IBB
Bíblia Sagrada
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