Outros quatro nomes de Jesus Cristo que chamam a nossa atenção
em João o primeiro capítulo. 1. O Cordeiro de Deus. (18) 2.
O Messias. (41) 3. O Rei. (49) 4. O Filho do Homem. (51)
O livro começa logo dizendo que Jesus Cristo é o eterno Deus
(Jeová), o Filho de Deus. Vamos observar algumas verdades ensinadas
nos versículos 1-5.
Estes versículos falam sobre o ministério de João
o Batista, que era o precursor do Messias Jesus. Nota algumas verdades ensinadas
nestes versículos.
"A Luz Verdadeira" alumia (ilumina) a todo o homem que vem ao mundo. Em
qual sentido esta é a verdade? Todo homem tem recebido a luz do Evangelho
desde o princípio do mundo ou desde os dias do Senhor Jesus Cristo?
Claro que não é assim! Muitos tem nascido e morrido sem ouvir
a pregação do Evangelho e/ou nem tem visto uma Bíblia.
Então a verdade ensinada neste versículo é mal-entendido
pela maioria dos cristãos. A palavra iluminar (alumiar) significa
iluminar como uma lâmpada ilumina um quarto. Iluminar é a mesma
palavra "iluminado" em Ap. 21:23-24. O homem cego que está assentado
neste quarto iluminado por uma lâmpada bem forte não vê
a luz, porque está cego. Mas a culpa não é da lâmpada,
é do homem que está cego. Mas, a lâmpada que o homem
cego não vê, está revelando ele em todos os seus defeitos
e falhas. Jesus Cristo, a Luz Verdadeira, está iluminando todo o
homem neste sentido. O pecador não vê a luz maravilhosa de
Cristo, mas a Luz Verdadeira está revelando seu pecado em toda a
sua perversidade.
Jesus Cristo se fez carne para habitar no mundo que Ele mesmo criou. Mas,
os habitantes deste mundo não O conheceram como sendo o Filho eterno
de Deus. Nota que a palavra "mundo" é usado em três maneiras
diferentes neste versículo (10). Primeiramente é o mundo habitado,
segundamente é o universo que Ele criou, e terceiramente é
os habitantes da terra. Muitos dizem que a palavra "mundo" sempre significa
toda pessoa da terra, ou que tem sempre o mesmo significado na Bíblia,
mas não é. Tem que determinar o significado pelo contexto
bíblico. A palavra "mundo" sempre não significa "todos" nem
"todo o mundo", as vezes tem um significado limitado. Veja Lc. 2:1, At.
17:6, Rm. 1:8, I João 5:19, Ap. 12:9, 13:3. Como também no
versículo 29 deste capítulo. A palavra "mundo" no v. 29 não
pode significar todas as pessoas de todos os tempos do mundo, porque Jesus
mesmo disse que ele deu "a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11),
e que o seu sangue foi "derramado por muitos", nem todos (Mt. 26:28). O
mundo no v. 29 fala sobre todo tipo de pessoa que há no mundo como
diz em Ap. 5:9.
Versículo 11 diz que Jesus veio para o seu próprio povo,
os judeus que foram prometidos o Messias, mas nem eles receberam-O como
o Salvador e Filho de Deus. Mas, eram algumas pessoas que receberam o Senhor
Jesus Cristo como o seu Salvador (v. 12). Eles são aqueles que se
tornaram os seus filhos pela fé. Somente os salvos são os
filhos de Deus verdadeiramente. Pela autoridade de Deus (poder significa
no versículo 12 autoridade), os salvos são os filhos de Deus.
Estes eleitos de Deus nascem na família de Deus pela fé no
Salvador Jesus Cristo. Versículo 13 diz como é que estes eleitos
nascem na família de Deus espiritualmente. Não nascem do sangue
que é da descendência familiar, nem da vontade que o homem
pode criar em si mesmo, nem da vontade que o homem pode criar nos outros.
Porque o homem está morto espiritualmente em ofensas e pecado e não
pode dar esta vida espiritual para nascer na família de Deus. Este
nascimento espiritual vem de Deus. Deus dá a vida espiritual para
nascer na família dEle e se tornar filho dEle. "A salvação
vem do Senhor". O Verbo se fez carne e habitou entre os homens para que
pudesse ser o Salvador do seu povo (v. 14). Este Deus-Homem foi visto pelos
homens. Os homens viram a sua vida que estava cheia de graça e verdade.
V. 15. João o Batista disse que Jesus veio depois dele porque João
nasceu seis meses antes do Senhor Jesus Cristo (Lc. 1:36) e começou
o seu ministério de anunciar (ser o precursor de Jesus Cristo) o
Messias antes que Jesus começou o seu ministério público.
João qualificou isto dizendo que Jesus era maior do que ele e foi
primeiro do que ele. Isto fala do fato que Jesus é preeminente e
eterno.
V. 16. João falou que ele e os outros convertidos tinham recebidos
da plenitude de Deus a vida eterna pela sua graça. Nota que diz em
Col. 1:19 e 2:9 que toda a plenitude da divindade habita nele corporalmente.
A salvação que temos em Cristo é pela graça.
João falou graça por graça que significa muita graça.
Para salvar um pecador precisa de muita graça da parte de Deus.
V. 17. Jesus Cristo fez uma coisa que a lei de Deus dada a Moisés
não podia fazer, salvar do pecado. A lei de Deus não pode
mostrar graça, só pode condenar o pecador justamente. Mas
Jesus Cristo cumpriu a lei e por isso pode salvar pela graça. Esta
é uma grande verdade que Jesus revelou para nós.
V. 18. Ninguém tem visto Deus o Pai. Mas não é necessário,
porque Jesus Cristo tem um conhecimento íntimo do Pai, e Ele revelou
o Pai para nós. "Eu e o Pai somos um", João 10:30. "Quem me
vê a mim vê o Pai", João 14:9.
Pela terceira vez nos v. 30-31 João diz que Jesus é maior
que ele. João disse porque batizou, para que Jesus "fosse manifestado
a Israel" (v. 31); e pela autoridade que batizou, "Deus o mandou batizar"
(v. 33). Mostra a razão porque o salvo se batiza, para pregar que
Cristo é o Salvador e a sua fé nele. João disse que
batizou Jesus e que Deus deu para ele um sinal que Jesus era o Filho de
Deus. Qual foi? O Espírito que desceu e repousou sobre ele. Jesus
Cristo começou seu ministério público com batismo e
o Espírito Santo sobre ele para autorizar e dar poder no seu trabalho.
É Jesus também que batiza no Espírito Santo. Esta é
outra prova da sua divindade, quem batiza no Espírito Santo senão
Deus? Quando foi que Jesus fez isto? Foi no dia de Pentecostes quando ele
batizou a sua igreja verdadeira no Espírito Santo dando poder e autenticidade
para fazer a sua obra. Veja Mt. 3:11 e At. 2:4. De verdade "este é
o Filho de Deus" (v. 34).
A SEGUNDA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 1:35-12:50
O MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS CRISTO AOS JUDEUS
Jesus começa chamar alguns discípulos. 1:35-51.
1. João o Batista de novo chamou atenção para Jesus,
o Cordeiro de Deus. 1:35-36. Dois dos discípulos de João
foram seguir Jesus. Estes dois eram João e André (v. 40).
João o Apóstolo não falou seu nome como sendo um dos
dois, mas obviamente é um deles. João o Apóstolo sempre
se refere a si mesmo humildemente neste livro. É coisa boa ser humilde.
2. Estes dois deixaram João o Batista para seguir Jesus. 1:37.
João o Batista não reclamou, nem ficou chateado. Porque é
o propósito do ministério, chamar o povo de Deus para seguir
Jesus, não nós mesmos. Um pastor que quer para o povo de Deus
seguí-lo em vez de Cristo, está muito errado.
3. Observa a pergunta que Jesus fez para os dois. 1:38-39. "Que
buscais"? Boa pergunta! O que estamos buscando mesmo como os discípulos
de Cristo? Se for menos do que Cristo, é errado. Se nosso coração
está ávido para seguir qualquer coisa além do Senhor
Jesus Cristo, está errado. Qualquer coisa além de Cristo,
não é Cristo.
Eles responderam a pergunta de Jesus com outra pergunta. "Onde moras"?
Nota que não tinham que perguntar onde morava Caifás ou Pilatos,
todos souberam. Mas, Jesus não teve onde reclinar a cabeça
(Mt. 8:20). Nota também o que eles queriam. Eles não pediram
bênção, nem riqueza, nem coisa semelhante. Eles preferiam
o abençoador em vez da bênção. Eles queriam estar
com Jesus. Este é o coração verdadeiro, puro e sincero,
desejar estar perto do Salvador sempre! Jesus conheceu os corações
deles, e disse a eles, "Vinde, e vede". Queremos mesmo estar perto dEle?
Então, Jesus diz para nós, vinde, e vede. Os discípulos
foram ficar com Jesus. O salvo que quer mesmo estar perto de Jesus sinceramente,
vai, porque não há nada impedindo menos do que o coração
insincero. Quer comunhão com Jesus? Ele dará!
4. André buscou seu irmão Pedro. 1:40-42. Logo André
quis para Pedro, seu irmão, conhecer o Messias, e foi falar com ele.
É coisa natural para o salvo desejar para os outros ouvir sobre Jesus,
e primeiramente os da sua própria família. É um grande
privilégio poder falar sobre nosso Salvador. Também é
uma grande responsabilidade. E esta responsabilidade começa em casa.
Nota que quando Pedro veio para ver Jesus, que Jesus já sabia tudo
sobre ele. O Soberano e Onisciente Jesus conhece as suas ovelhas, não
só sobre a pessoa e o passado delas, mas também seu futuro.
Jesus deu outro nome para Simão (Pedro), Cefas, que significa pedra.
Mas porque este nome? Porque logo Pedro não ficou sólido como
uma pedra. Ele sempre estava falhando e depois negou Jesus três vezes.
O nome dado por Jesus a Pedro mostra a presciência de Jesus e a graça
que habilita o salvo ser sólido no serviço de Deus. Era uma
promessa de Jesus para Pedro sobre seu futuro. É só olhar
para Pedro depois da ressurreição no livro dos Atos dos Apóstolos
para ver esta verdade.
5. Jesus foi procurar Filipe. 1:43-46. Jesus foi para achar Filipe,
mais uma ovelha dEle (eleito). Sempre é assim, Jesus Cristo busca
e salva os seus eleitos pela graça maravilhosa e soberana (I João
4:19).
O que foi que Filipe fez? Foi falar com um amigo dele que tinha achado
o Messias prometido no Velho Testamento. Sempre é o efeito que Cristo
tem na vida do salvo, desejo para falar sobre Jesus com os outros. Cristo
enche o coração de alegria, e não pode ficar calado.
Nota que Filipe encontrou oposição quando Natanael disse:
"Pode vir alguma coisa boa de Nazaré"? Encontramos oposição
também, mas vamos fazer que Filipe fez, falar de Cristo e confiar
em Deus pelo resto.
6.Natanael e Cristo. 1:47-51. A pergunta de Natanael era honesta,
não contenciosa. Podemos ver isto nas palavras que Jesus falou com
ele. Devemos lembrar isto quando falamos com os outros sobre Jesus. De novo
Jesus mostrou a sua divindade e onisciência. Jesus soube tudo sobre
Natanael. Podemos esconder nada do Salvador. Natanael ficou chocado (v.
48) e convencido que Jesus era o Filho de Deus e o Rei de Israel. Como é
que isso aconteceu? O Salvador si revelou para mais uma ovelha.
Jesus sabia que Natanael ficou impressionado demais. Por isso, disse que
ia ver coisas maiores do que estas. Natanael viu com toda certeza depois
quando andou com Jesus. Observa que Jesus mostrou que Ele é o cumprimento
da escada que Jacó viu posta na terra cujo topo tocou no céu
(Gên. 28:12). Jesus Cristo é o único Mediador entre
Deus e os homens (I Tim. 2:5). Os anjos são os seus servos que O
adoram e servem para as suas necessidades (Mt. 4:11).
O Milagre de fazer água vinho em Caná. 2:1-12.
1.O Vinho. Qual tipo de vinho a gente estava bebendo primeiramente
e que Jesus fez quando o primeiro se acabou? A gente estava embriagada segundo
v. 10? É difícil aceitar que Jesus aprovou o beber de vinho
fermentado pela sua presença neste casamento sendo que a Bíblia
condena-o severamente em todo lugar. Além disto o v. 10 não
diz que o povo que veio ao casamento estava embriagado. Somente diz que
tinha bebido bem, ou que tinha bebido bastante para saciar a sede. A Bíblia
fala claramente que há dois tipos de vinho. Um que não é
fermentado ou inebriante e outro que é. O tipo de vinho que não
é fermentado é falado em Sal. 104:14-15. Este é o vinho
falado em Jer. 40:10 e 48:33, que é o suco da uva que sai do lagar
e é chamado vinho. Ninguém tem visto este tipo de vinho saindo
do lagar já fermentado. Tem que ser o suco da uva que é chamado
também na Bíblia vinho. O vinho fermentado não dá
alegria ao coração do homem, mas sim sempre tristeza e castigo.
O vinho não fermentado não faz mal a ninguém, mas sim
bem. Se fosse que Jesus fez entre 400 e 600 litros de vinho fermentado (um
almude é 34 litros, cada talha coube 2 a 3 almudes, e eram seis talhas),
Ele seria desobedecendo o mandamento claro de Deus em Hab. 2:15. O vinho
fermentado é severamente condenado por Deus na Bíblia (Prov.
20:1 23:29-31). Jesus não fez uma coisa condenada por Deus para a
gente beber.
2. O que este milagre nos ensina. Podemos ver em João 1 que
a religião judaica e os judeus não aceitaram Jesus como sendo
o Messias, nem o Filho de Deus. Observa isto nos versículos 11, 18
e 26. Também em 2:18 vemos que depois que Jesus fez um grande milagre
e purificou o templo, ainda os judeus estavam duvidando e negando que Jesus
era o Messias e o Filho de Deus. Então, este milagre mostra que a
religião judaica não tinha mais o gozo (o vinho divino que
alegra o coração do homem verdadeiramente) que o Senhor dá
através do seu Filho, do Espírito Santo e da Palavra de Deus.
A religião judaica estava completamente vazia e morta. É uma
descrição verdadeira de todo pecador sem Cristo também.
Ó como é terrível ser perdido e sem Cristo aqui neste
mundo!
As seis talhas. O número 6 é o número do homem
(Ap. 13:18). O número 7 é o número de Deus e da perfeição.
Tudo que estava restando da religião judaica era da carne, não
tinha nada haver com Deus. É a verdade de toda religião humana
e do homem pecador sem Cristo.
As talhas de pedra. Eram talhas feitas de uma coisa tão morta.
Toda religião falsa e todo pecador sem Cristo são completamente
mortos em ofensas e pecados.
As talhas vazias. A religião falsa e o pecador sem Cristo
estão completamente vazios das coisas de Deus e do gozo divino que
Deus dá no seu Filho Jesus Cristo na salvação.
O vinho velho se acabou. Tudo que o mundo e a religião falsa
tem para oferecer ao pecador sem Cristo, se acaba não dando o que
está faltando no pecador.
Cristo mudou a situação. Foi só Ele que podia.
É somente Jesus Cristo que pode mudar o coração do
pecador perdido.
As talhas cheias de água. Jesus mandou encher as talhas de
água. Água representa muitas vezes a Palavra de Deus na Bíblia
(Ef. 5:26, João 15:3, 17:17). Deus manda o seu povo pregar a Palavra
aos perdidos para que possam nascer de novo. Os servos completaram as talhas
de água, mas foi Jesus que fez a água vinho. Nós pregamos
a Palavra de Deus, mas é Jesus que vivifica o pecador pelo Espírito
Santo através da sua Palavra (II Tess. 2:13).
A água se tornou o vinho bom. O que Jesus faz nas vidas dos
seus eleitos através da Palavra e do Espírito Santo é
uma coisa tão boa. Faz o que o pecador não pode fazer sem
a graça de Deus operando na vida.
Antes de deixar este milagre, devemos pensar um pouco na repreensão
que Jesus deu para sua mãe, e também na presença de
Jesus neste casamento. Como Maria, o povo de Deus esquece as vezes que nós
somos os servos de Cristo, e que Ele não é o nosso servo.
Devemos deixar Jesus cumprir a sua vontade do jeito que Ele quer sem a nossa
interferência. Devemos nos sujeitar a Ele, não Ele a nós.
Também, Jesus aprovou o castamente pela sua presença neste
(Heb. 13:4). Também mostra que a presença de Jesus num casamento
é essencial para a sua felicidade.
A Purificação do Templo. 2:13-25.
O milagre em Caná mostrou claramente a divindade de Jesus, e também
que a purificação do templo por Jesus mostra esta verdade,
não resta dúvida. Nota que a purificação do
templo mostra a perversidade da religião judaica, e também
a de toda religião que o homem faz. A religião humana está
faltando a coisa principal, Jesus Cristo. Vamos observar algumas verdades
ensinadas pela purificação do templo por Jesus Cristo.
1. A páscoa dos judeus. No versículo 13 Jesus disse
que era a "páscoa dos judeus". Em Êx. 12:11 era chamada a páscoa
do Senhor. Mas, em João o Senhor não tinha mais nada haver
com esta religião corrupta. É assim com toda religião
corrupta, ou que se corrompe depois. Pode acontecer com uma igreja batista?
2. O zelo de Cristo. Jesus Cristo não agüentou ver a
casa do seu Pai dessa maneira. O zelo de Jesus Cristo pela verdade e mandamentos
do seu Pai tomou a conta da sua vida. Jesus Cristo é justo e a justiça
dele é inflexível. A verdade que Jesus aceita e pratica é
rígida e radical.
3. A casa de venda. Mt. 12:13 diz que Jesus disse que os judeus
tinham feito a casa de Deus um covil de ladrões. O que estava acontecendo
no templo? Estavam vendendo os animais dos sacrifícios por um preço
absurdo e por dentro do templo. Estavam roubando o povo. Também o
templo não aceitou o dinheiro comum da rua (com a imagem de um rei),
mas tinha que trocar o dinheiro estranho pelo dinheiro do templo para pagar
a taxa anual do templo. Os cambiadores estavam cobrando mais do que necessário
por este serviço. O templo ficou como uma feira livre vendendo e
negociando egoistamente. É impossível adorar e orar a Deus
num ambiente assim. O templo não foi mais uma casa de oração,
mas uma casa de venda e um covil de ladrões. Por isso, o zelo de
Cristo por Deus O consumiu e ele purificou o templo.
4. A ira de Cristo. Este é um atributo de Cristo que a religião
humana não quer admitir. O mesmo Cristo que ama é o mesmo
Cristo que se ira por causa da injustiça. É ele que lançará
os perdidos no inferno afinal.
5. A divindade de Cristo. O Filho de Deus sozinho fez um azorrague
de cordéis e lançou todos (pessoas e animais) fora do templo
e espalhou o dinheiro no chão, e ninguém fez nada. Quem pode
impedir a ira do Deus Todo-Poderoso?
6. Um sinal pedido. Ó que homens insensatos e cegos que pedem
um sinal do Senhor Jesus Cristo querendo saber por qual autoridade que ele
fez tudo isto. Ele é Deus, a casa era do seu Pai e ele mesmo tem
toda autoridade para purificar o que era dele. Jesus deu depois o melhor
sinal que prova a sua divindade; sua morte, sepultamento e ressurreição.
A ressurreição de Jesus prova que ele é o Filho eterno
de Deus. Ainda o mundo não crê. Ó que depravação.
7. Jesus não confiava neles. Jesus conheceu os corações
deles tão perversos e depravados. Cristo conhece o coração
de todo homem e que a perversidade dele é demais. Ninguém
pode enganar o Onisciente. Observa também que tudo que brilha não
é ouro. A aparência pode enganar. Como estes, todos que dão
aparência que são de Deus, não são.
Jesus e Nicodemos. 3:1-21.
Nicodemos era um fariseu e príncipe dos judeus. Ser príncipe
dos judeus provavelmente signifique que ele era membro do sinédrio
(o conselho judaico que governava a religião judaica, foi feito de
70 judeus e o sumo sacerdote que deu o total de 71 homens). Nota que Nicodemos
era homem muito religioso, mas muito perdido espiritualmente. Nicodemos
precisava nascer de novo porque estava morto em ofensas e pecados, e destituído
de discernimento e entendimento das coisas de Deus. O fato que Nicodemos
foi ter de noite com Jesus mostra que ele ainda estava andando nas trevas
espiritualmente apesar de ser religioso. Também mostra que Nicodemos
tinha vergonha de ser visto falando com Jesus. Por isso foi ter de noite
com Jesus, para que pudesse ser escondido (7:50-51, 19:39). Ó que
depravação! Mas depois vemos que Deus operou a salvação
nele pela sua graça. O homem que foi ter de noite com Jesus tímida
e envergonhadamente, foi salvo pela graça de Deus depois. Ó
como é a graça de Deus maravilhosa.
Nota que quando Nicodemos foi falar com Jesus primeiramente que tinha confusão
na cabeça sobre Jesus o Salvador. Nicodemos mostrou que aceitou Jesus
como sendo somente um doutor (mestre significa professor, instrutor ou doutor)
da lei que veio de Deus. Jesus era muito mais, era o Messias de Israel e
o Deus-Homem que veio para salvar o pecador dos seus pecados. Toda religião
falsa só aceita Jesus como sendo um bom homem e professor-profeta,
mas não como sendo Deus que se fez carne para morrer na cruz e ser
o Salvador. Nicodemos falou certamente sobre os milagres de Jesus provando
que era de Deus, mas também Jesus Cristo é muito mais do que
só de Deus, Ele é Deus. Nicodemos não viu esta verdade,
só depois quando Deus revelou-a a ele no novo nascimento pela graça.
1. Jesus começou logo dizer que Nicodemos precisou nascer de
novo. Jesus não disse que Nicodemos podia se nascer a si mesmo
de novo espiritualmente, nem que podia criar este novo nascimento em se
mesmo. Porque não é uma coisa que o homem faz, é totalmente
a obra de Deus. Vamos ver o que Jesus disse a Nicodemos.
1. A Importância do Novo Nascimento, v. 3. O que o pecador
morto em ofensas e pecados precisa é vida espiritual. Isto ensina
que o pecador está morto espiritualmente e para viver espiritualmente,
ele tem que nascer de novo (Ef. 2:1-10). Jesus deu ênfase a importância
suprema do novo nascimento quando disse; "Na verdade, na verdade". Nem nós
devemos negligenciar uma doutrina tanta importante quanta esta na nossa
pregação. Porque sem nascer de novo o pecador não pode
ver nem entender as coisas espirituais do reino de Deus (I Cor. 2:10-14).
Podemos ver a necessidade do novo nascimento na vida de um pecador pela
resposta de Nicodemos no v. 4. Como é que o homem está espiritualmente
morto e nas trevas!
2. O Instrumento e Gerador do Novo Nascimento, v.5. Depois da pergunta
que Nicodemos fez, Jesus respondeu dando uma comparação entre
o nascimento físico e espiritual. Como a pessoa não tem nada
a ver com o seu nascimento físico, também o eleito não
tem nada a ver com o seu nascimento espiritual. Uma pessoa fisicamente não
produz sua concepção, nem vida, nem nascimento; e é
do mesmo jeito no nascimento espiritual. O Espírito Santo usa a Palavra
de Deus (água) para gerar e produzir a vida espiritual no pecador.
Leia os seguintes versículos: Sl. 119:9, João 15:3, Ef. 5:26,
Rm. 10:17, I Pe. 1:23, Tiago 1:18, I Cor. 4:15.
3. A Necessidade do Novo Nascimento, v. 5. Jesus falou que é
impossível para um pecador entrar na presença de Deus lá
no céu sem nascer de novo.
4. A Natureza do Novo Nascimento, v. 6. O novo nascimento não
é o que o pecador pode fazer para ajeitar a sua vida, nem ganhar
pelas boas obras, nem ser religioso. Não é o pecador se transformando
de ser perdido e descrente para ser salvo e crente. Porque o homem que nasceu
somente fisicamente é carne perdida (totalmente morta espiritualmente)
e não pode fazer nada para mudar isto. É só o poder
de Deus operando nele pela Palavra de Deus e o Espírito que faz isto.
É Deus criando vida onde só tem morte. É ser uma nova
criatura (criação) pelo poder do Criador Divino da vida eterna.
Ser nascido de novo é receber a natureza divina (II Pe. 1:4). Ser
nascido de novo é ser vivificado espiritualmente (Ef. 2:1) e passar
da morte para a vida (João 5:24). É ser regenerado pelo Espírito
Santo por meio da Palavra de Deus (II Ts. 2:13). O novo nascimento é
a obra de Deus e nenhum pastor deve tentar criá-lo no pecador pela
sua manipulação malvada, porque é Deus que somente
pode fazer pela graça.
5. Uma Coisa Inevitável, v. 7. Jesus falou expressivamente
que o novo nascimento é necessário para entrar no reino de
Deus. Quer dizer que a entrada do pecador no reino de Deus é somente
pelo novo nascimento. Para entrar no mundo espiritual, o homem tem que ter
a natureza espiritual ou divina e só pode receber esta natureza espiritual
e divina pelo novo nascimento. "Não te maravilhes.....necessário
vos é nascer de novo".
6. O Ato do Novo Nascimento, v. 8. Jesus deu uma comparação
entre o vento e o Espírito Santo no Novo Nascimento.
1. A obra do Espírito Santo é soberana porque faz a sua obra
onde e quando quer nos eleitos.
2. A obra do Espírito Santo é irresistível. O vento
tem força para vencer tudo que fica na sua frente. Não é
nada nem ninguém que pode resistir prosperadamente o Espírito
Santo na obra do novo nascimento.
3. A obra do Espírito Santo é irregular. As vezes o vento
assopra suavemente, outras vezes fortemente. As vezes o Espírito
Santo opera numa pessoa só, outras vezes numa multidão. Assim
é a obra do Espírito Santo e quem pode prever isto?
4. A obra do Espírito Santo é invisível. Não
pode ver o vento, mas pode ver o que o vento faz. A obra do Espírito
Santo no novo nascimento fica no coração do homem, e isto
não pode ver, mas pode ver o efeito na vida desta obra regeneradora.
5. A obra do Espírito Santo é misteriosa. Como o vento, ninguém
pode dizer a quem o Espírito Santo dará a vida eterna.
6. A obra do Espírito Santo é indispensável. Sem o
vento assoprando, tudo morreria. Sem o Espírito mexendo no homem,
nenhum teria vida eterna.
7. A obra do Espírito Santo é vivificante e animador. Como
o vento o Espírito Santo vivifica e anima maravilhosamente.
No v. 9 Nicodemos perguntou: "Como pode ser isso"? Nos versículos
seguintes Jesus explicou mais sobre o caminho da salvação
para Nicodemos. Para o pecador receber a vida eterna, Jesus Cristo tinha
que ser levantado ou crucificado. A vida eterna e espiritual pode ser somente
através da morte de Jesus Cristo. A obra sacrificial de Jesus na
cruz é a base da obra do Espírito Santo na regeneração.
Jesus morreu para que nós possamos viver. Jesus (v. 14) fez uma comparação
entre a serpente levantada na haste por Moisés no deserto e o Filho
do homem levantado por Deus no Calvário (Nú. 21:5-9). A serpente
levantada na haste prefigurou Jesus Cristo levantado na cruz para nos salvar
da morte espiritual e eterna que é a conseqüência do nosso
pecado.
1. A Serpente Ardente. Ela fala do poder mortal e destruidor que
o pecado, e que tem a sua origem em "A Antiga Serpente". O veneno do pecado
já tem corrompido e invadido o homem todo e todo homem; como os Israelitas,
todos estavam picados pelas serpentes ardentes.
2. A Serpente de Metal. Simbolicamente fala do Senhor Jesus Cristo,
mas como? A serpente de metal não simboliza Jesus no seu caráter
e santidade. Porque Jesus Cristo é santo (perfeito em todas as maneiras).
A serpente de metal simboliza Cristo levantado na cruz como o substituto
pelo pecado. A haste é a cruz e a serpente de metal é Jesus
Cristo que foi levantado na cruz. Jesus levou em si a maldição
da lei de Deus para nos salvar desta maldição da lei (Gl.
3:13, I Pe. 3:18). Outro versículo no Novo Testamento que fala esta
verdade bem claramente para nós é II Cor. 5:21. Jesus, o Filho
do homem perfeito em todas as maneiras, levou a maldição e
castigo da lei no nosso lugar para salvar todo aquele que crê. Porque
serpente de "metal"? A palavra "metal" é a mesma palavra traduzida
em Êx. 25:3 como cobre. Então, porque serpente de "cobre"?
Porque cobre é um metal que pode agüentar muito calor sem se
estragar. Se lembra do altar de cobre cheio de fogo onde foi feito o sacrifício
no Tabernáculo? A serpente de cobre mostrou que Jesus agüentou
a ira de Deus na cruz para nos salvar do castigo e da maldição
da lei. Só Jesus podia ter feito!
3. Olhar para a Serpente de Cobre. O povo na época de Moisés
não foi mandado para fazer um remédio e medicar um ao outro,
nem para lutar contra as serpentes e matá-las, nem oferecer uma coisa
à serpente na haste, nem orar para a serpente na haste, nem olhar
para as suas picadas para ser curado do resultado do seu pecado. Somos salvos
pela fé em Jesus Cristo. Uma olhada de fé para Jesus Cristo
que morreu na cruz dá para salvar o pecador do castigo e da maldição
do pecado para sempre. Uma olhada deu para salvar tanto a pessoa mordida
poucas vezes quanto a pessoa mordida muitas vezes pelas serpentes ardentes.
Jesus Cristo pode salvar os piores dos pecadores, e a salvação
é instantânea.
4. Por Amor. Porque Deus fez esta grande salvação
para todo aquele que crê? Por amor (v. 16). Esta salvação
é para quem? É para todo aquele que nele crê (v. 16).
Temos que entender a palavra mundo neste sentido. É o mundo daqueles
que nEle crêem que Deus amou (o mundo dos eleitos).
5. Não Seja Enganado! Somente "os crentes em Jesus Cristo"
não são condenados pela maldição da lei. Mas
aquele que não crê (descrente) já está condenado
pela maldição da lei. É olhar para Jesus Cristo e a
obra que Ele fez para ser salvo pela fé ou está condenado
agora e para sempre. OLHE PARA O SALVADOR!
O Último Testemunho de João o Batista. 3:22-36.
Parece que este é o último testemunho de João o Batista
antes de ser jogado na prisão. Jesus e seus discípulos foram
para Judéia e lá os discípulos dele estavam batizando.
Observa que diz em 4:2 que Jesus mesmo não batizava, mas foi os seus
discípulos que batizavam. Eles estavam batizando pela autoridade
de Cristo, então foi a mesma coisa se fosse Jesus mesmo batizando.
Tudo que fazemos pela autoridade de Cristo é como Jesus mesmo faz.
A igreja de Cristo tem esta autoridade. Nota que João o Batista estava
batizando no mesmo local. Porque neste local? Prova que foi pela imersão,
porque ali havia muitas águas. Para imergir precisa de muita água.
Observa os característicos piedosos de João o Batista.
1. A Resistência de João Contra Inveja 3:25-26. Houve
uma conversa entre os discípulos de João e os judeus que vieram
de Jerusalém. São os de 1:19 que estavam tentando criar dissensão
e inveja entre João e Jesus, porque eles disseram que Jesus estava
mais popular e ganhando mais discípulos do que João. O motivo
deles era maligno. Era a armadilha de Satanás, mas João não
caiu nela. Cuidado irmãos com este ardil de Satanás, porque
ainda ele usa.
2. A Humildade de João. 3:27-28. João o Batista deu
toda a glória e louvor a Jesus Cristo. E certamente, porque tudo
que somos e sabemos sobre Jesus Cristo e sua Palavra é por causa
da graça de Deus. Leia estes versículos: I Cor. 2:14, 4:7,
15:10, Mt. 11:25-26, 16:18, At. 16:14.
3. O Gozo de João. 3:29. João ficou cheio de gratidão
e gozo porque era servo de Jesus Cristo. Ele aceitou o lugar de serviço
dado por Deus com muita alegria. Observa que João ensinou aqui que
Jesus Cristo o noivo tem uma noiva, e João era o amigo do noivo,
mas não fez parte da noiva. A noiva de Jesus Cristo é a sua
igreja (Ef. 5:21-33), e João não fez parte da igreja.
4. A Preeminência de Jesus Cristo. 3:30-35. João afirmou
que Jesus deve ter o primeiro lugar na vida de todos os crentes, porque
Ele merece. Jesus Cristo deve crescer em nossas vidas cada vez mais, e a
nossa vontade diminuir cada vez mais. Porque Jesus é Deus e sobre
todos. Jesus Cristo tem perfeito conhecimento e sabedoria porque Ele é
de cima (Deus). Apesar do fato que Jesus é tudo isto, o mundo não
quer Jesus o maravilhoso Salvador. Mas, algumas pessoas aceitam Cristo como
o Salvador e dão testemunho que Ele é verdadeiro em tudo.
Sabemos porque alguns aceitam Jesus e a maioria não aceitam-O. Não
muda o fato que Jesus é Deus, falou só verdade puramente e
andou no mundo sempre cheio do Espírito Santo sem limite. Deus o
Pai ama o seu Filho, entregou tudo na mão dele, porque o Pai e o
Filho são um.
5. Conclusão. 3:36. Só há uma maneira de ser
salvo da ira de Deus e receber a vida eterna. É JESUS CRISTO!
Jesus e a mulher samaritana, a volta para a Galiléia e a cura
do filho do nobre. 4:1-54.
1. A Samaritana. 4:1-42. Jesus deixou a Judéia e foi outra
vez para a Galiléia. Diz que Jesus era da Galiléia. Ele foi
criado em Nazaré da Galiléia. Jesus passou pela Samaria no
caminho para a Galiléia e parou na cidade chamada Sicar, que era
perto da herdade que Jacó deu a seu filho José (Gn. 33:19).
A Bíblia diz que era necessário para Jesus passar por Samaria,
mas porque? Este foi o único caminho de ir da Judéia para
a Galiléia? Não, tinha outro caminho também. Jesus
podia ter atravessado o rio Jordão e passado pela Peréia e
Decápolis para chegar na Galiléia. Muitos fariseus radicais
viajaram da Judéia para a Galiléia pela Peréia por
causa do seu desprezo e ódio dos samaritanos, apesar de ser o caminho
mais longo. Mas, Jesus não fez isto. Ele viajou pela Samaria, porque
lá na cidade de Sicar estava uma mulher samaritana eleita que ia
buscar e salvar. A samaritana não sabia a sua eleição
para a salvação, mas Jesus sabia e foi buscá-la pela
graça. Esta é a verdade de todo eleito de Deus. O eleito de
Deus pode fugir, mas não pode escapar do Salvador.
Porque o judeu desprezou e odiou tanto assim o samaritano? Vamos ver. Logo
depois dos dias de Salomão, o reino judaico dividiu em dois reinos,
Judá e Israel. O templo ficou em Jerusalém de Judá
e por isso Israel em geral cessou de ir e adorar Deus no templo em Jerusalém.
O primeiro rei de Israel (Jeroboão, do reino do norte que era chamado
Israel e as vezes Samaria) começou logo introduzir idolatria em Israel
(I Reis 12:25-33). Israel continuou piorar na idolatria até que foi
levado cativo para Assíria. Isto deixou muitos poucos habitantes
judaicos em Israel e por isso o rei assírio colonizou Israel com
muitos Assírios (II Reis 17:24-25). Estes Assírios trouxeram
a sua religião falsa e pagã para Israel (Samaria), e foi misturada
com a religião judaica. Podemos ver o resultado desta mistura das
duas religiões em II Reis 17:26-41. Os judeus que ficaram em Israel
(Samaria) casaram também os Assírios e tiveram filhos que
deixou tudo pior. Este povo de uma raça misturada e de uma religião
misturada era chamada os samaritanos. Os samaritanos também edificaram
o seu próprio templo em Samaria no Monte de Gerizim, que ficou perto
da cidade de Sicar. É por isso que a mulher samaritana falou com
Jesus assim em João 4:19-20. Nota a resposta de Jesus nos versículos
21-24. Agora podemos entender porque os fariseus desprezaram e odiaram os
samaritanos. Os fariseus acharam que eram os filhos de Deus verdadeiros
e os samaritanos eram os pecadores dos gentios e cães. Leia; Mt.
15:26, João 8:48, Gl. 2:15. É por isso que a samaritana ficou
chocada e espantada quando Jesus falou com ela (4:7-9), e os discípulos
de Jesus ficaram também do mesmo jeito (4:27). Graças a Deus
que Jesus fala com pecadores!
Porque era necessário para Jesus passar por Samaria? Para
buscar e salvar mais uma pessoa eleita desde a fundação do
mundo. Observa algumas coisas preciosas sobre esta história da salvação
da samaritana e também da salvação de todo eleito de
Deus.
- Jesus foi buscar ela e estava esperando para ela chegar com a palavra
d'água da vida. v. 4-6.
- Foi um encontro predestinado e marcado por Deus, mas ela não
sabia. v. 7, 9.
- Jesus falou com compaixão e amor com ela primeiramente. Não
foi ela que iniciou a conversa. v. 7.
- Jesus pregou a ela sobre a salvação, revelou a ela
o seu pecado, mostrou a ela a necessidade da salvação,
manifestou a sua onisciência, a verdade sobre a religião
verdadeira, e se identificou como sendo o Salvador e Messias. Nota que
Jesus se revelou a ela. v. 10-26.
- Jesus respondeu as perguntas todas dela.
- Graça e verdade vão juntas. Esta é a única
maneira para os olhos de um pecador ser abertos, pela graça de
Deus operando nele pelo poder do Espírito Santo. João
1:14, 4:24.
- O resultado disto tudo foi a conversão de mais uma ovelha,
que era uma adúltera, pagã, idólatra e gentia.
Mas pela graça se tornou serva e testemunha de Cristo. v. 28-29.
- Através da palavra dela muitos se converteram. v. 30-39.
- Deus usou a Palavra pregada para salvar mais ovelhas. Este é
o resultado também da graça de Deus no coração,
desejo para evangelizar e falar de Cristo.
- Outro resultado novo nascimento é saber com certeza que Jesus
é o Cristo e o Salvador. v. 42.
2. A volta para a Galiléia e a cura do filho do nobre. 4:43-54.
Jesus deixou a Samaria e voltou para a Galiléia depois de
dois dias, v. 43. Jesus voltou para a sua terra, onde ele mesmo disse "que
um profeta não tem honra na sua própria pátria", v.
44. Mas, porque era assim? Porque ficou assim a primeira vez na Galiléia
para Jesus? Porque Jesus era conhecido somente como o filho de um carpinteiro
e não como alguém de importância entre eles. Nem eles
reconheceram Jesus como sendo o Filho de Deus e o Salvador. Ó como
é a cegueira do homem muito grande. Por isso quando Jesus começou
a pregar e falar de Deus a da Palavra dele, todo mundo O desprezou. Além
disto, Jesus pregou coisas que eles não aceitaram (a eleição
da graça) e os condenou severamente pela sua Palavra, Lc. 4:24-30.
Eles queriam matar Jesus a primeira vez. Ó que depravação.
Porque ficou diferente quando Jesus voltou para a sua terra? Os galileus
receberam Jesus com muito prazer depois de tentar matá-lO na primeira
vez. v. 45. Isto mostra a inconstância, leviandade, egoísmo
e perversidade do coração humano. Jesus tinha feito milagres
na Judéia e ficou famoso e muito conhecido. Todos depois queriam
ser o amigo do filho do carpinteiro que ficou famoso. Ó que coisa
superficial e insincera! Irmãos não sejam enganados pelo aplauso
do mundo, porque é insincero, inconstante, perverso e enganoso. Logo
depois crucificaram-O!
Jesus voltou para Caná da Galiléia onde tinha feito da
água vinho. v. 46. Lá encontrou Jesus um nobre cujo filho
estava doente à morte. v. 46-47. No versículo 48 Jesus mostrou
a diferença entre os galileus e os samaritanos. Os samaritanos creram
sem milagres e sinais, mas os galileus estavam precisando deles continuamente.
A Palavra de Deus deve ser bastante para nós, mas as vezes na fraqueza
humana pedimos mais. O nobre estava sincero no seu pedido, só que
ele achou que Jesus tinha que ir estar com seu filho para curá-lo.
v. 49. Jesus sabia que o nobre não estava pensando certamente, mas
não o mandou embora. Em vez disto, Jesus abriu o coração
dele e também revelou o erro do seu pensamento. Agora o nobre creu
em Jesus e partiu confiando na Palavra dele. Nota que Deus nem sempre cumpre
nossos pedidos na maneira que queremos. Jesus curou o seu filho, mas não
na maneira que o nobre esperava. Está certo para fazer nossos pedidos
a Deus, mas devemos deixar Deus resolvê-los na maneira que ele acha
certa e melhor. v. 50. Jesus curou o filho e foi curado mesmo na hora que
Jesus falou. v. 51-53. Quem falou para Jesus a doença que o filho
teve? Ninguém que saibamos, Jesus é onisciente. A doença
e quase morte de um rapaz foi o meio de trazer uma família toda a
Cristo. Deus opera a sua vontade de uma maneira que é misteriosa
para nós. v. 53. O mesmo Jesus que curou de longe um rapaz, pode
salvar os pecadores na terra de lá no céu. Este foi o segundo
milagre que Jesus fez na Galiléia. v. 54.
A cura do enfermo, a Igualdade do Filho com o Pai e as Testemunhas da
identidade de Jesus. 5:1-47.
1. A cura do enfermo no tanque de Betesda. 5:1-15. Jesus voltou
a Jerusalém por causa de uma festa religiosa dos judeus (páscoa?).
Parece que este tanque ficou próximo à porta das ovelhas do
templo (Ne. 3:1). Através desta porta os animais para ser sacrificados
entraram no templo.
A multidão dos enfermos. v. 2-4. É uma boa descrição
da religião judaica e os judeus e de todo pecador sem Cristo. Nota!
1. Enfermos; significa ser impotente para fazer alguma coisa fisicamente
para mudar a situação porque estava sem força. É
o pecador que não pode mudar a sua condição perdida
espiritual, porque não tem força espiritual.
2. Cegos; para ver a sua própria doença, maldade e o Salvador
que estava no meio deles. É o pecador que está cego e não
pode ver a sua perdição terrível nem as coisas de Deus.
3. Mancos; significa ser aleijado. Sem poder para se levantar e andar.
O pecador perdido está sem poder para ir a Deus e andar no caminho
dEle.
4. Ressecados; significa ser retraído ou puxado para trás
como o braço aleijado. O pecador perdido retirou-se de Deus totalmente
e está sem vontade e poder para estender a mão a Deus.
5. Esperando; para uma coisa que não aconteceu. O mundo espera na
sua religião em vão.
Uma pessoa certa. v. 5-9. Mais uma vez vemos a graça de Deus
operando soberanamente. Jesus foi para salvar uma certa pessoa entre a multidão
toda. Este enfermo não clamou a Jesus para ser curado, mas só
ficou esperando para uma coisa que nunca ia realizar. Até quando
Jesus falou com ele, continuou esperar na coisa errada. O que ele precisou
só Jesus podia dar, poder para se levantar e andar. É isto
que o pecador perdido precisa, poder para se levantar e ir a Jesus se arrependendo
e crendo nEle. Este poder vem somente pela Palavra e poder do Salvador na
graça. Logo quando o enfermo ouviu a Palavra de Jesus ele se levantou
para andar. Logo quando o eleito de Deus ouve a Palavra de Deus em poder
se levanta para aceitar Jesus e andar no seu caminho.
Os inimigos não gostaram. v. 10-15. O mundo e a religião
do mundo nunca aceitaram e jamais aceitarão a conversão de
um eleito de Deus. Porque o mundo religioso tem as suas leis e regras (como
os judeus e o sábado), e todos que não obedecem as suas leis
humanas e satânicas vão sofrer a sua perseguição
e ira. O que o perseguido deve fazer? A mesma coisa que Jesus e seu eleito
fizeram, foram servir o Senhor em fidelidade.
2. Jesus Cristo se identificou como sendo igual a Deus. 5:16-30.
Vemos aqui a manifestação sétupla da divindade de Jesus
Cristo. Logo depois da cura do enfermo por Jesus, os judeus (o mundo religioso)
começaram reclamar e procurar matar Jesus. v. 16. Porque Jesus tinha
desobedecido a lei religioso judaica e isto era para os judeus um pecado
gravíssimo. Para piorar tudo, Jesus disse que era o Filho de Deus,
e os judeus entenderam bem que se fez igual a Deus. Jesus falou a plena
verdade, mas a verdade deixou os religiosos da religião judaica horrorizados
e furiosos e com mais vontade ainda para matá-lo. Por isso Jesus
deu esta manifestação sétupla da sua divindade. Jesus
Cristo é igual ao Pai em tudo.
1. No serviço. v. 16-18. Deus o Pai tem trabalhado desde
o princípio da criação cuidando, mantendo, guiando
e providenciando tudo para ela todo dia da semana, até no dia de
sábado. Por isso, tem que ser certo para o Filho dEle trabalhar no
sábado fazendo a obra de Deus. Nisto, Jesus se fez igual ao Pai,
e o judeu não gostou.
2. Na vontade. v. 19. Jesus afirmou a sua divindade dizendo que
a vontade do Pai e do Filho é uma só. Não é
blasfêmia dizer isto (como os judeus pensaram) porque o Pai e o Filho
são um, até na sua vontade.
3. Na sabedoria. v. 20. É outra verdade que mostrou que o
Pai e o Filho são iguais, porque são um na sabedoria. São
oniscientes igualmente.
4. Na soberania. v. 21. Jesus é tanto soberano quanto o Pai
na sua obra. O Pai e o Filho são um na soberania.
5. Na honra. v. 22-23. Para mostrar que é certo honrar tanto
o Filho quanto o Pai, o Pai entregou na mão do seu Filho o juízo
de todo homem. Os dois são um no juízo, por isso julgam igualmente.
6. Na vida eterna. v. 24-26. Como o Pai tem vida em si, também
o Filho tem. Jesus Cristo é vida e a fonte de toda vida, como o Pai
é. Jesus dá a vida eterna para quem quiser. Jesus é
o Deus eterno.
7. No poder para executar o juízo em justiça. v. 27-30.
Jesus Cristo é co-igual com o Pai no poder e autoridade para julgar
em justiça. Jesus tem poder para chamar os mortos para ser julgados
e a autoridade para executar a sua justiça sobre eles. Nisto o Pai
e o Filho são iguais.
3. Quatro Testemunhas da identidade de Jesus Cristo. 5:31-47. Jesus
deu uma verificação da sua afirmação da sua
identidade de ser o Filho de Deus e por isso igual a Deus. Ele honrou a
lei do Velho Testemunho para estabelecer a verdade com testemunhas (Nú.
35:30, Dt. 17:6, João 8:17). A lei só exigiu duas testemunhas,
Jesus deu quatro.
1. A primeira é João o Batista, seu precursor. v.
33-35. João anunciou e mostrou claramente que Jesus era o Messias
e o Filho de Deus.
2. A segunda são as suas obras. v. 36. A quantia, grandeza,
publicidade, caráter e franqueza dos milagres e obras dele mostraram
sem dúvida a sua identidade.
3. A terceira é Deus o Pai mesmo. v. 37-38. Foi quando Deus
falou no batismo do seu Filho. Deus nunca tinha falado assim antes no Velho
Testamento. Que grande testemunha é esta.
4. A quarta são as Escrituras. v. 39-47. Em todo lugar elas
testificam que Jesus é o Cristo, Salvador e Filho de Deus.
A culpa da incredulidade humana em Jesus Cristo como o Filho de Deus e
o Salvador não é a falta de testemunha. É o coração
humano depravado que tem inimizade contra Deus e seu Filho. Veja v. 40.
A multiplicação dos pães, Jesus anda sobre o mar,
o grande discurso sobre o pão da vida e Jesus ensina na sinagoga
em Capernaum. 6:1-71.
1. A multiplicação dos pães. 6:1-14. Este é
o único milagre que Jesus fez que é falado em todos os quatro
Evangelhos. Este fato nos ensina que é muito significante e importante.
Por isso merece o nosso estudo bem diligente. Sendo que já estudamos
este discurso em Mateus, vamos observar algumas outras coisas sobre este
milagre.
1. Este milagre de Jesus mostrou o seu poder numa maneira tão
especial. Neste milagre Jesus não estava só restaurando
ou modificando uma coisa como: vida depois de morrer, saúde depois
de adoecer, visão depois de cegar, braço aleijado curado,
audição depois de ficar surdo e etc. Aqui foi uma criação
de coisa nova. Jesus criou uma coisa do nada. Jesus criou uma coisa que
antes não existiu. Este é o poder criador de Jesus Cristo
o Filho de Deus e de Deus o Filho.
2. Este milagre foi feito muito publicamente. Pode ser até
vinte mil pessoas viram o que Jesus fez. Foi feito numa maneira que não
deixou nenhuma dúvida que foi que ele fez de verdade.
3. Este milagre foi feito para mostrar que Jesus é o pão
da vida. Observa que logo depois Jesus deu o discurso (no próximo
dia em Capernaum, v. 22 e 59) sobre ser o pão da vida. É só
Jesus que é o pão verdadeiro do céu que possa dar a
vida espiritual e eterna.
4. Jesus usou esta ocasião para experimentar (provar) os seus
discípulos, v. 6-9. Jesus soube o que ia fazer antes de fazer.
Devemos aplicar isto para nós. Reagimos nas dificuldades e provas
mandadas por Cristo como Filipe e André? Com falta de fé,
dúvida e pessimismo? "Duzentos dinheiros de pão não
lhes bastarão, para que cada um deles tome "um pouco". Cristo
tem poder "para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo
que pedimos ou pensamos"?, Ef. 3:20. Pensamos em pouco quando Deus pode
fazer muito? "Mas que é isto para tantos"? Pensamos como André?
A falta de fé num crente pode pegar e passar para os outros, é
infecciosa! André, como Filipe, avaliou a situação
sem considerar Cristo e seu poder. Como é que isto condena cada um
de nós. Em vez de orar a Deus e confiar nele para resolver, ficamos
olhando só para as coisas físicas e humanas. Graças
a Deus que nosso Salvador supre as nossas necessidades (na salvação
e na vida cristã) segundo as suas riquezas em glória e não
segundo as riquezas da nossa fidelidade. Nosso Salvador não só
dá um pouco, mas até sobrar. O suprimento somente cessou quando
não tinha mais necessidade.
5. Jesus mandou recolher os pedaços que sobraram. Não
devemos desperdiçar nenhum pedaço da bênção
que Cristo nos dá. Principalmente os pedaços das bênçãos
espirituais como: talentos, conhecimento da Palavra, tempo, amor, deveres,
oportunidades e etc. Todo pedaço deve ser usado no serviço
de Deus. Deus não nos abençoou com as coisas físicas
e espirituais para ser desperdiçado.
2. Jesus anda sobre o mar.6:15-21. Jesus soube que o povo ia fazer
dele um rei, e por isso retirou-se deles para um monte. Jesus não
foi enganado pelas palavras bonitas, mas insinceras deles. Podemos ver depois
disto que a maioria deste povo tornou para trás, e não andou
mais com ele, v. 66. Porque? Porque não gostou da palavra falada
por Cristo, v. 60. Eles gostaram do pão físico, mas não
gostaram do pão espiritual. Jesus soube a insinceridade deles e por
isso retirou-se deles, v. 64. Jesus Cristo não aceita hipocrisia,
falsidade e insinceridade.
Falamos em Mateus sobre Jesus andar sobre o mar, então vamos notar
só umas coisas sobre este acontecimento.
1. Jesus mandou seus discípulos para o mar e a tempestade de
propósito, Mt. 14:22. Jesus ia provar seus discípulos
outra vez. Eles já tinham visto o seu poder para resolver as coisas,
como ficaram a sua fé esta vez? Jesus deixa o seu povo passar pelas
provas para o provar e mostrar seu poder nas suas vidas. "Todo" crente tem
que passar pelas provas de Deus na sua vida. Como é que reagimos
no meio delas?
2. As vezes Jesus nos deixa no sofrimento um tempo antes de nos socorrer,
v. 17. Porque? Para que possamos sentir a sua presença no meio
da tempestade, v. 19. Também para que possamos sentir a nossa fraqueza
para resolver as coisas e por isso apreciar melhor a sua ajuda graciosa.
Deus quer para nós sabermos com certeza que é só ele
que possa resolver os problemas de vida. Sabendo isto o crente é
bem mais capaz de entregá-los na sua mão divina para ser resolvidos.
Isto dá para nós um motivo para louvar e amar mais o nosso
Salvador.
3. Eles continuaram navegando até Jesus veio para socorrê-los.
A perseverança na obra e nas coisas de Deus, até quando for
difícil, agrada o Salvador. Leia e decore Is. 30:18. Na hora certa
ele virá para resolver e será logo resolvido.
3. O grande discurso sobre o pão da vida.6:22-40. No dia
seguinte na outra banda do mar da Galiléia (chamado também
o mar de Tiberíades) na cidade de Capernaum o povo procurou Jesus
até o achou. É quando Jesus começou falar que era o
pão da vida, v. 25-26. O fato que Jesus disse n. v. 26 que este povo
estava somente interessado nas coisas físicas e não na palavra
de Deus (como a igreja universal?) mostra a natureza humana egoísta.
Jesus soube isto e por isso falou no pão verdadeiro do céu,
que é Jesus Cristo mesmo.
1. Porque Jesus mandou este povo trabalhar pela comida que permanece
para a vida eterna?, v. 27. A salvação é pela graça
e não pelas boas obras? Claro que sim! Porque falou isto? O pecador
tem obrigação para procurar e buscar a salvação
pela graça apesar do fato que sua depravação e morte
espiritual não deixam. O pecador é mandado fazer isto. O pecador
que está morto em ofensas e pecados tem a responsabilidade para buscar
Jesus Cristo e a sua salvação pela graça de todo coração.
O incrédulo deve se arrepender dos seus pecados e crer no Evangelho.
Ele não faz porque não quer nem pode, mas é isto mesmo
que ele deve fazer. Jesus Cristo dará (indica pela graça)
a todo aquele que crê. Sabemos que o pecador faz pela graça
divina operando nele, mas que o pecador deve fazer isto é claro!
O pecador deve fazer isto porque Deus o Pai selou (atestou, identificou
e confirmou) seu Filho como sendo o único Salvador pelos seus milagres
e vida.
2. Pelas perguntas feitas por eles é evidente que estavam nas
trevas sobre o caminho da vida eterna, v. 28-34. O que o pecador pode
fazer para ser salvo?, v. 28. Crer no Senhor Jesus Cristo, v. 29. As boas
obras não alcançam a salvação, só pela
fé em Jesus Cristo! Confiar na obra que Jesus fez salva, mas confiar
na obra que o homem faz não salva. O pedido de um sinal por eles
provou a cegueira e depravação deles, v. 30-31. Queriam uma
prova que Jesus era maior do que Moisés. Jesus disse que através
do seu servo Moisés, Deus mandou descer do céu o pão
maná, que deu a vida física, e depois mandou descer do céu
o verdadeiro pão (que é seu Filho Jesus Cristo) que dá
a vida eterna, v. 32-33.
3. Este povo disse que queria este pão verdadeiro da vida (Jesus
Cristo) no v. 34. Mas, a resposta de Jesus no v. 36 mostra o mal-entendimento,
confusão, insinceridade e incredulidade deles. Todo mundo que diz
que quer, não quer de verdade nem entende direito a verdade sobre
a salvação.
4. Nota algumas coisas sobre o verdadeiro pão da vida (Jesus
Cristo) e o que dá ao pecador na salvação, v. 35.
1. Pão é um tipo de comida que é necessário
para a vida de todo mundo. Cristo é necessário para a vida
de todos.
2. Pão é uma comida que serve para todos. Pão é
a comida que satisfaz a fome do rei e do escravo , do rico e do pobre, de
todo tipo de pessoa. Jesus Cristo pode satisfazer todos espiritualmente.
3. Pão é uma comida que a gente come todo dia. Jesus Cristo
é a comida diária do seu povo.
4. Outra comida pode aborrecer, mas o pão não faz isto. Comemos
pão todo dia sem ficar cansado dele. Jesus Cristo é o pão
espiritual que sempre fica delicioso para o povo de Deus.
5. O crente em Cristo terá sempre a sua fome e sede espirituais
satisfeitas em Jesus Cristo que é uma fonte de satisfação
espiritual inesgotável.
5. Jesus disse que com tudo que fez (sua pessoa e seus milagres) não
foi bastante para estes crer nele, v. 36. Mostra a desesperança
da depravação humana sem a graça de Deus operando no
pecador.
6. Jesus não ficou desanimado por causa da incredulidade da multidão,
v. 37. Porque ele soube que "o determinado conselho e presciência
de Deus ficam firmes". Toda pessoa eleita e dada pelo Pai ao Filho virá
para Jesus e a salvação. A multidão rejeita Jesus,
mas os eleitos do Pai virão a Jesus para ser salvos. Jesus prometeu
para salvar estes e os guardar na salvação eternamente.
7. Nos v. 38-40 Jesus fala sobre a vontade de Deus e que veio para cumprí-la.
A vontade do Pai é para salvar "todos" os seus eleitos para sempre.
A predestinação eterna do Pai garante a preservação
eterna dos eleitos pelo Filho. Esta é a garantia absoluta e eterna
da salvação dos eleitos do Pai pelo Filho de Deus Jesus Cristo.
Os eleitos do Pai crerão em Cristo como o seu Salvador e serão
ressuscitados no último dia para a vida eterna. Ó que promessa
gloriosa é esta!
4. O grande discurso sobre o pão da vida continuado. 6:41-59.
Agora parece que tenha outro grupo de pessoas que começou falar com
Jesus, os judeus, v. 41. Eles começaram murmurar contra Jesus porque
tinha dito que desceu do céu e que era Deus. Eles ficaram criticando
e zombando e dizendo que era somente o filho de José e Maria e isto
era um fato conhecido por todos. Observa a resposta de Jesus Cristo a eles.
1. Primeiramente Jesus revelou a verdade sobre a depravação
humana e que a conversão do pecador é de Deus. v. 44-46.
Deus tem que trazer o pecador a Cristo para ser salvo, se Deus não
o trouxer, o pecador não vem. O pecador ensinado a verdade da salvação
e que ouve de verdade esta verdade pelo poder do Espírito Santo virá
a Jesus para ser salvo. Jesus ensinou a depravação total humana,
a eleição da graça, a chamada eficaz, a graça
irresistível e a preservação eterna dos salvos. Jesus
soube estas verdades porque veio do Pai, e para dar o conhecimento pessoal
que tem dele, v. 46. Além disto, Jesus mostrou que este ouvir do
v. 45 é espiritual e não literal. At. 13:48. Rm. 10:17. Fl.
1:6. II Ts. 2:13.
2. O resultado das coisas que o Pai opera no pecador (v. 44-46) é
a vida eterna, v. 47-51. Jesus Cristo é o pão celestial
que dá vida eterna. Sem comer deste pão ninguém tem
vida eterna. O pecador só pode ter a vida eterna pela fé (o
comer espiritual) em Jesus Cristo (o pão da vida). O pão literal
e físico (maná) não dá esta vida eterna, mas
o pão vivo e celestial (Jesus Cristo) é o pão que o
pecador come (espiritualmente pela fé) e não morre porque
tem vida eterna. A vida eterna pode ser do pecador porque Jesus se deu para
morrer, sofrer e ressuscitar para salvar o pecador, v. 51.
3. Os judeus ficaram disputando entre si sobre a palavra que Jesus falou,
v. 52-59. Porque? Porque não tinham o discernimento espiritual
que vem do Espírito Santo para entendê-la. Jesus explicou mais
perfeitamente a verdade a eles. O comer da carne e o beber do sangue de
Jesus dão vida eterna! É literalmente? Claro que não!
Jesus mesmo disse que não é assim, v. 63. A vida eterna vem
por Jesus Cristo que se entregou para dar a sua vida (carne) e derramar
o seu sangue para salvar o pecador eternamente. O comer da sua carne e o
beber do seu sangue são simbólicos da fé em Jesus Cristo
para a salvação. "Quem comer este pão viverá
para sempre".
5. O abandono de Jesus por muitos e a confissão de Pedro. 6:60-71.
Na Galiléia Jesus fez uns milagres maravilhosos e falou muita verdade
preciosa. Qual foi o resultado? Um abandono em geral dele do povo e uma
rejeição em geral da sua Palavra, v. 60 e 66. O povo achou
a sua Palavra muito dura e por isso não aceitou e o abandonou. O
povo não aceitou a sua doutrina e palavra porque não concordou
com a palavra e doutrina dele. Jesus chamou eles discípulos, v. 60,
61, 66. Há discípulos falsos e verdadeiros. Qual é
a diferença entre eles? A maneira que aceita a verdade pregada. Jesus
não foi enganado por eles (nem por Judas) naquela época, nem
hoje em dia. A rejeição do povo não deixou Jesus mudo.
1. Jesus afirmou a sua ascensão ao céu de novo de onde
veio, v. 62. Esta afirmação tem que incluir também
a sua encarnação, crucificação, ressurreição.
Ele não podia subir ao céu antes de fazer tudo isto. Ele subiu
mesmo ao céu e está entronizado lá. "Esse Jesus, a
quem o mundo crucificou, Deus o fez Senhor e Cristo", At 2:36.
2. Jesus falou a necessidade do novo nascimento para o pecador se converter,
e que Jesus conhece quais são e quais não são os seus
eleitos. v. 63-65. Jesus falou no v. 65 a inabilidade do homem vir a
Cristo sem a graça de Deus concedendo o poder. Em 5:40 falou que
nem tem vontade para fazer. Obrigado Senhor pela graça poderosa na
salvação!
Jesus Cristo assiste a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém.
7:1-53. Esta festa foi observada para comemorar o Êxodo do Egito.
Os judeus fizeram tendas pequenas e habitaram nelas durante uma semana,
Lv. 23:33-44.
1. Os irmãos de Jesus solicitaram-O com insistência para
assistir a festa em Jerusalém. 7:1-13. O ministério de
Jesus na Galiléia tinha terminado, mas ainda Jesus ficou andando
lá porque os judeus da Judéia estavam procurando matá-lo,
v. 1. Os irmãos de Jesus solicitaram-o para ir e assistir a festa
dos Tabernáculos em Jerusalém, mas Jesus respondeu que o seu
tempo não estava cumprido ainda para si manifestar para morrer, v.8.
Jesus disse para seus irmãos subir à festa e ele continuou
na Galiléia ainda. Quando seus irmãos tinham subido à
festa, depois Jesus também subiu à festa em Jerusalém,
mas como em oculto, v. 10.
1. Quem são os irmãos de Jesus falados nos v. 3 e 5, os
quais não creram nele? São os filhos que nasceram a José
e Maria depois do nascimento de Jesus. Eram os irmãos de Jesus segundo
a carne. Isto destrói a doutrina católica da Virgindade Perpétua
de Maria. Prova que José e Maria tiveram filhos depois do nascimento
milagroso de Jesus.
2. Estes irmãos de Jesus não creram nele nem o reconheceram
como sendo o messias nem o Filho de Deus, v. 5. Eles creram nele só
depois da sua ressurreição, At. 1:14.
3. Os irmãos de Jesus estavam pensando puramente e somente através
da carne. Mas, isto é normal, porque eram descrentes e perdidos,
v. 3-4. Eles pensaram assim: Porque Jesus foi rejeitado pelas massas na
Galiléia, ele podia pelo menos dar uma tentativa para ser um sucesso
aproveitando a oportunidade e a multidão de pessoas que estaria lá
em Jerusalém. Era uma coisa todo carnal, mundana e egoísta.
A palavra "se" no v. 4 diz que eles duvidaram e desconfiaram em Jesus, na
obra e nos milagres dele. Queriam para Jesus chegar na Jerusalém
e se manifestar grande e orgulhosamente fazendo um milagre espetacular para
chamar a atenção do povo para si mesmo. Porque? Para que Jesus
pudesse ser famoso, popular, poderoso e provavelmente próspero e
seus irmãos pudessem participar na sua honra, glória, fama
e prosperidade.
4. Jesus não veio a primeira vez para si manifestar na sua glória,
mas para morrer como o Salvador, v. 6 e 8. Ele virá a segunda
vez para isto. Há tempo para isto, mas não foi naquela época.
Jesus não veio a primeira vez para receber o aplauso dos homens,
isto nem passou na mente dele, mas para ser o Salvador. Mas, foi isto que
seus irmãos queriam.
5. O mundo odiou Jesus Cristo, v. 7. Mas, o mundo não odiou
os irmãos dEle. Porque a diferença? Porque eles gostaram do
mundo e aprovaram-o e as suas vidas se conformaram ao mundo. Mas Jesus expôs
o mundo e seu pecado e condenou-o pela Palavra de Deus e pela sua vida perfeita
e santa.
6. Jesus não foi à festa em Jerusalém com seus
irmãos, mas só depois, v. 8-13. Eles deixaram Jesus para
assistir uma festa religiosa dos judeus. Ó que coisa terrível!
O povo tinha várias opiniões sobre Jesus, e quase todas delas
eram erradas. Nota o que o medo do homem faz, faz covardes dos homens, v.
13. (Pr. 29:25).
2. Jesus ensinando no templo em Jerusalém durante a Festa dos
Tabernáculos. 7:14-36.
1. Jesus foi à festa em Jerusalém e no meio dela começou
ensinar publicamente no templo. Jesus não ficou intimidado nem
assustado por seus inimigos, mas também usou bom senso em chegar
lá ocultamente. Jesus pregou perfeita e divinamente bem (como sempre)
naquele dia, porque até os seus inimigos maravilharam-se com ele,
v. 15. Mas porque? Não era o Filho de Deus falando a verdade do seu
Pai? Ó que povo ignorante e na escuridão!
2. A doutrina de Jesus Cristo veio do Pai, v. 16-18. Nenhum pregador
de Deus tem direito para pregar uma coisa que não vem da Palavra
de Deus. Jesus deu toda a glória ao Pai, como também nós
devemos. Jesus também falou que a pessoa que queira sinceramente
agradar Deus e fazer a sua vontade, a esta pessoa Deus revelará a
verdade numa maneira que não deixa a pessoa na dúvida. Porque
Deus revelaria a verdade da sua Palavra para a pessoa insincera para com
ele? Entendimento das coisas de Deus não vem através do intelecto
humano, mas pela fé na Palavra de Deus e pelo poder do Espírito
Santo que dá discernimento espiritual. Jesus mostrou esta verdade
pessoalmente na sua vida. Jesus veio do Pai e confiou na Palavra toda dele
de um coração sinceríssimo, v. 18. Toda palavra que
Jesus falou veio do Pai, porque o propósito do seu falar era glorificar
seu Pai e não si mesmo, nem chamar atenção para si
mesmo. A pessoa que tem este alvo em falar as coisas de Deus sempre tem
um cuidado para buscar e falar só a Palavra de Deus, porque seu propósito
de falar é glorificar a Deus e não a si mesmo, nem chamar
a atenção para si, II Cor. 4:5.
3. A condenação dos judeus por Jesus Cristo segundo a
Palavra de Deus, v. 19-24. Jesus fez agora exatamente o que tinha falado
nos versículos anteriores, condenou os judeus pela Palavra de Deus
e para a glória do Pai. Jesus virou a palavra deles contra eles.
Disseram que Jesus era homem sem letras, e Jesus disse a eles que tinham
a letra da lei de Moisés mas não prestaram a ela obediência
nenhuma. Eles afirmaram que eram discípulos e seguidores de Moisés,
mas tinham assassinato no coração contra Jesus que é
contra o sexto mandamento da lei dada a Moisés.
Como sempre, o povo negou que estava contra Jesus e a Palavra de Deus.
Até o povo insultou Jesus e sugeriu que estava fora de si e só
imaginando que o povo queria matá-lo. Nota que Jesus completamente
ignorou este insulto e acusação e continuou pregando. Ó
que exemplo bom para o povo de Deus, I Pd. 2:21-23. Há coisa que
nem merece resposta. Em vez disto Jesus pregou mais da Palavra de Deus.
Sempre é uma resposta boa!
O que Jesus pregou? Ele justificou a cura do enfermo de 5:1-16 pelo fato
que a "obra" da circuncisão era feita no sábado o isso não
quebrantou a lei de Deus dada a Moisés. Para circuncidar, tem que
trabalhar no sábado, mas era a "obra de Deus". Do mesmo jeito curar
um enfermo no sábado era a "obra de Deus" e por isso permitido. É
necessário julgar as coisas com um conhecimento certo e espiritual,
não segundo o preconceito religioso, teimosia perversa nem obstinação
(mente fechada) satânica, v. 24.
4. A reação do povo e a resposta de Jesus, v. 25-36.
O povo afirmou que Jesus era o Cristo, v. 26, mas não sinceramente,
v. 27. O povo disse que "O Cristo" ia nascer sobrenaturalmente (Is. 7:4),
mas Jesus era conhecido e aceitado como só outro filho de José
e Maria que nasceu naturalmente. Mostrou a insinceridade, hostilidade, cegueira
e desconfiança em Cristo. Jesus nasceu mesmo sobrenaturalmente e
o povo nem reconheceu isto. Jesus respondeu afirmando que o povo só
pensava que sabia de onde ele veio, porque Jesus veio do Pai e era o Filho
dele. Jesus disse claramente que Ele conheceu o Pai e que este povo não
o conheceu de maneira nenhuma, v. 28-29. (Mt.11:27). A Palavra de Jesus
Cristo deixou este povo desejando mais do que nunca prender e matá-lo,
v. 30. Sempre é o efeito que a Palavra de Deus tem no rebelde. Mas,
ninguém lançou mão nele, porque Deus não deixou,
ele reteu o ódio do povo por enquanto, porque a hora certa para Jesus
morrer não tinha chegada. Era uma hora predestinada e marcada e ninguém
podia mudar isto. Esta é uma segurança muito grande para o
servo de Deus.
Vemos mais no v. 31 sobre a incredulidade deste povo. Eles indicaram que
não acreditaram que Jesus era o messias mesmo. Os fariseus e os principais
dos sacerdotes foram desafiados pela verdade que Jesus falou, estavam perdendo
a sua popularidade entre o povo e por isso planejaram acabar com Jesus de
uma vez para sempre. Esta é a única maneira que o mundo tem
para cuidar da Palavra de Deus, acabar com a pessoa que a fala, v. 32. Pode
acabar com o povo de Deus, mas a Palavra de Deus permanece para sempre.
Jesus anunciou que ia continuar no mundo pouco tempo, porque ia voltar ao
Pai que o enviou, v. 33-34. A decisão para deixar o mundo foi dele,
ninguém podia tirar a vida dele se ele mesmo não deixasse,
v. 33-34. Para onde Jesus ia, eles não podiam ir, porque não
creram nele (João 3:3). Jesus morreu, foi sepultado, ressuscitou
e subiu ao céu para ficar à destra do Pai. Só os crentes
em Jesus Cristo ficarão com ele lá, os outros enfrentarão
Cristo no Grande Trono Branco para ser julgados, condenados e lançados
no lago de fogo para sempre.
3. O último dia da Grande Festa dos Tabernáculos. 7:37-53.
Esta festa durou uma semana e no último dia da festa Jesus falou
ao povo no templo, porque neste dia o templo estava muito cheio de pessoas.
1. Jesus disse: "Se alguém tem sede", v. 37. Esta não
é uma sede física, mas sim espiritual. Ao pecador que está
convicto dos seus pecados e desejando a salvação, perdão,
paz e certeza da salvação, Jesus diz: "Venha a mim". Se buscar
uma coisa além do Senhor Jesus Cristo para saciar a sede espiritual,
Jesus diz: "Qualquer que beber desta água tornará a ter sede",
4:13. Mas, aquele que tem sede espiritual que beber da água que Cristo
dá, "Nunca terá sede", 4:14, porque esta água é
a da vida eterna que sacia a sede espiritual eternamente. Esta pessoa que
tem esta sede é abençoada, porque esta sede vem do Senhor,
Mt. 5:6.
2. Jesus também disse: "Venha a mim", v. 37. Fala do pecador
se aproximando a Jesus em fé para receber a vida eterna. Jesus disse:
"Venha a "mim"". Para nada aproveita chegar ao batismo, a santa ceia, a
religião, a fazer parte de uma igreja, a fazer boas obras para saciar
a sede espiritual, porque é só Cristo que pode saciar esta
sede. Confiar em Cristo significa abandonar tudo para confiar nele somente
para ser salvo.
3. Jesus disse mais: "E beba", v. 37. Só o pecador é
salvo mesmo que aproveita pela fé Cristo como seu Salvador genuinamente.
Os salvos são as pessoas que conhecem a necessidade da salvação
(a sede), vem ao Salvador (o vir), e crêem nele pela fé (o
beber).
4. A sede do crente em Cristo será satisfeita perpetuamente em
Cristo, v. 38-39. A sede espiritual é satisfeita na salvação
pela graça, mas também continua sendo satisfeita durante a
vida toda. Também a alma satisfeita por Cristo jorrará esta
água viva para abençoar os outros. Isto aconteceu mais perfeitamente
quando o Espírito Santo se manifestou depois da ressurreição
e glorificação de Cristo no dia de pentecostes e adiante.
5. A divisão e confusão do povo sobre Cristo, v. 40-53.
O povo teve várias opiniões sobre Jesus que criou confusão
e mais ódio para Jesus. Os principais dos sacerdotes e os fariseus
mandaram prender Jesus, mas os servidores deles não lançaram
mão nele por causa da proteção do Pai sobre ele. Os
servidores perdidos dos fariseus ficaram impressionados com "a Palavra"
do Salvador e não o prenderam. Os fariseus zombaram dizendo que eram
enganados, mas eles mesmos de jeito nenhum. Nicodemos defendeu Jesus, mas
parece que não foi crente ainda, só mais tarde (19:38-40).
Eles zombaram e insultaram Nicodemos e foram para casa abandonando e rejeitando
Jesus vergonhosamente. Esta é a história do mundo em todas
as épocas até hoje em dia.
A mulher adúltera e Jesus é a luz do mundo. 8:1-59.
1. Jesus Cristo e a mulher adúltera. 8:1-11.
1. Jesus foi para o Monte das Oliveiras, passou a noite, e cedo de manhã
foi ao templo para ensinar mais, v. 1-2.
2. Nota a hipocrisia, ousadia, má-educação e rudeza
dos fariseus, v. 3-5. Não estavam interessados na mulher, entristecidos
pelo pecado dela, nem indignados pela desobediência da lei de Deus
por ela. O único alvo deles era derrotar Cristo e a sua Palavra.
Eles interromperam Cristo no meio da pregação com uma rudeza
e arrogância incrível. Porque? Desafiar Cristo com uma coisa
que eles acharam que não podia responder. Ó como é
que o pecador rebelde é uma coisa chata!
3. A lei dada a Moisés ensinou que a pena de adultério
era apedrejar à morte, Lv. 20:10 e Dt. 22:22. Os fariseus trouxeram
esta mulher citando a lei de Moisés a Jesus para ver o que ia fazer
com ela. Os fariseus acharam que tinham deixado Jesus sem jeito. Porque
se fosse que Jesus dizia para deixá-la ir; os fariseus acusariam
Jesus de anular a lei de Deus e por isso ser contra Deus e um impostor.
Se fosse que Jesus dizia para apedrejá-la à morte; os fariseus
zombariam Jesus por não perdoá-la como já tinha feito
com muitos dos publicanos e pecadores. Porque Jesus era conhecido com o
amigo dos publicanos e pecadores. Os fariseus acharam que era para Jesus
desprezar a lei e aprovar pecado ou era para negar a sua própria
palavra que disse que veio "ao mundo, não para que condenasse o mundo,
mas para que o mundo fosse salvo por ele", 3:17. Assim ficou o dilema. Jesus
ficou sem jeito e embaraçado por eles? Ó que grandes insensatos
são estes!
4. O que foi que Jesus respondeu? Nada, somente inclinou-se e escreveu
com o dedo na terra, v. 6. Porque fez Jesus isto? Para mostrar aos seus
acusadores que estavam falando com a pessoa cujo dedo escreveu a lei dada
a Moisés, Êx. 31:18. Eles estavam tentando causar o autor da
lei de Moisés errar!? Jesus Cristo é a Palavra de Deus e quando
escreveu na terra com seu dedo ele estava verificando este fato e que veio
mesmo para cumprí-la, Mt. 3:17. Os fariseus sendo tão ignorantes
insistiram para Jesus responder.
5. E a Palavra (Jesus Cristo) de Deus mesma respondeu, v. 7. E foi
muito mais do que eles queriam ouvir. Só uma palavra da Palavra de
Deus (Jesus Cristo) foi bastante para mandar todos embora calados e condenados
e embaraçados. Porque? Porque todos eles estavam culpados do mesmo
pecado que estavam acusando ela, e talvez eles tinham feito com ela mesmo.
Quando uma pessoa briga contra a Palavra de Deus (Jesus Cristo) é
Jesus que vencerá toda vez.
6. Jesus tornou a inclinar-se, e escrevia na terra, v. 8. Porque
a segunda vez? É porque as primeiras tábuas da lei dadas a
Moisés foram quebradas por Moisés e Jesus Cristo escreveu
a lei a segunda vez noutras tábuas com o seu dedo onisciente e infalível.
As tábuas que Jesus deu a segunda vez foram colocadas na Arca da
Aliança no Tabernáculo e no Templo. As primeiras foram quebradas
simbolizando que o homem que é pecador quebrou a lei de Deus terrivelmente.
As segundas colocadas na Arca da Aliança simbolizam que Jesus, o
Cordeiro de Deus imaculado e incontaminado, derramou o seu sangue para perdoar
o pecador de todo pecado. Porque o sangue do cordeiro foi espargido sobre
a Arca da Aliança onde estavam as tábuas da lei de Deus. Jesus
Cristo pode perdoar o pecador porque ganhou a nossa justiça pela
sua obediência perfeita à lei de Deus e derramou o seu sangue
para nos salvar da pena da lei de Deus. Ele é nosso substituto que
morreu para nos salvar de todo pecado. Aleluia!!
7. Todos os fariseus saíram um por um deixando só Jesus
e a mulher adúltera, v. 9-11. O que Jesus fez com ela? Ele disse:
"Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais", v.
11. São umas das palavras mais preciosas da Palavra de Deus. Jesus
anulou a lei de Deus para salvar esta mulher adúltera? Jesus mostrou
graça a ela à custa da justiça de Deus? Não,
não, mil vezes não!! Ele satisfez a lei de Deus por ela e
derramou seu sangue para salvá-la da pena condenatória da
lei para sempre. E não somente por ela, por todos os eleitos de Deus.
BENDITO SEJA NOSSO SALVADOR! Ele fez por nós o que ao homem é
impossível!
2. O Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo. 8:12-59.
Os fariseus e os escribas tinham tentado derrotar e embaraçar Jesus
publicamente na frente do povo no templo. Eles queriam achar uma coisa para
que pudessem acusar Jesus de heresia e de anular a lei de Moisés.
Mas, não deu para achar uma coisa dessa no dador mesmo da lei de
Moisés. Isto mostrou claramente a depravação e cegueira
dos seus acusadores. A história sobre Jesus Cristo e a mulher adúltera
é uma boa introdução do assunto seguinte que Jesus
Cristo é "a luz do mundo". Porque Jesus Cristo mesmo é a Palavra
de Deus e a sua Palavra dá a luz de Deus aos homens. "Jesus Cristo
é a luz do mundo". Sem Jesus Cristo e a sua Palavra não há
luz.
No v. 12 indica que Jesus recomeçou ensinar o povo no templo depois
da interrupção rude, descortês, grosseira e insolente
dos fariseus e escribas. Parece que o povo ficou assistindo tudo que aconteceu
entre Jesus e os fariseus e escribas e a mulher adúltera, e depois
da saída deles e dela Jesus retornou a ensinar o povo. Pode imaginar
o embaraço e a malignidade contra Jesus que os fariseus e escribas
sentiram? Além deles tinham os fariseus que ficaram assistindo de
longe tudo que não saíram mas ficaram para ouvir a Palavra
de Jesus e mostrar a sua animosidade contra Ele, v. 13. Estes também
tinham raiva contra Jesus. O ódio e desejo para matá-lo aumentaram
bastante. Mas isto não tirou Jesus do seu trabalho, ele continuou
logo e fielmente falando a Palavra de Deus.
1. "Eu sou a luz do mundo", v. 12-18. Jesus usou pela segunda vez
neste livro o nome de Deus "Eu sou" quando disse "Eu sou a luz do mundo".
Esta é uma das três coisas que a Bíblia diz que "Deus"
é. A Bíblia diz que Deus é Espírito (João
4:24), é luz (I João 1:5) e é amor (I João 4:8).
Deus e Jesus são muito mais do que isto, mas diz que Deus é
estas três coisas enfaticamente. Deus é tudo isto pela natureza,
é o que é em si. Quando Jesus falou "Eu sou a luz do mundo",
ele si fez absolutamente igual Deus.
É claro que fala da luz espiritual nesta passagem. Jesus é
a luz de todas as pessoas em todas as épocas? Claro que não!
Porque falou então "do mundo"? O resto do v. 12 explica o sentido.
Jesus é a luz daquele que o segue. Sabemos quais são que seguem
Jesus, 10:27. Então, Jesus Cristo é a luz espiritual das suas
ovelhas. A luz do Senhor Jesus Cristo está brilhando no mundo e qualquer
pecador pode aproveitar esta luz pela fé nele. Porque nada impede
o pecador aproveitar esta luz espiritual menos do que a sua própria
natureza depravada e cega. A luz dele está brilhando, é só
que o pecador não a vê. O pecador chamado e iluminado pelo
Espírito Santo segue Cristo, anda na luz dEle e tem a luz dele na
vida.
Há um exemplo desta cegueira espiritual no v. 13. Os fariseus não
podiam ver a luz Jesus Cristo e por isso rejeitaram a Palavra dele. Acusaram
Jesus de dar testemunho de si mesmo sem nenhuma base para o seu testemunho.
Mas isto não foi a verdade. Ele deu quatro testemunhas da sua identidade
em 5:33-47. Jesus mostrou que ele obedeceu a lei de Moisés em dar
testemunhas para estabelecer a verdade; o seu Pai e Ele mesmo. Não
pode ser duas testemunhas maiores do que estas duas! Os fariseus julgaram
tudo pela carne e aparência. O problema era que eles estavam cegos
acerca da verdade. A glória de Jesus Cristo ficou velada a eles por
causa da sua cegueira espiritual. O juízo de Jesus Cristo estava
certo porque ele julgou as coisas pelos princípios divinos e espirituais
da Palavra de Deus. O juízo de Jesus Cristo acerca de si mesmo era
certo porque combinou com o do Pai.
2. A segunda vez os fariseus responderam, v. 19-24. Responderam
com uma pergunta ignorante e zombadora, v. 19. "Onde está teu Pai"?
Jesus tinha explicado isto muitas vezes que seu Pai era Deus. Jesus respondeu
que eles não conheceram o Filho nem o Pai, porque a única
maneira de conhecer o Pai é conhecer o Filho. Jesus falou isto no
próprio templo dos judeus para os judeus mesmos. O fato que a Bíblia
diz que ninguém o prendeu, mostra que ficaram com raiva depois de
ouvir a Palavra dele e queriam acabar com ele, mas Deus o Pai não
permitiu, porque a sua hora certa para morrer não tinha chegada.
Jesus anunciou a eles nos v. 21-24 que Ele ia para o Pai e eles não
podiam ir ficar na presença do Pai, mas iam morrer nos seus pecados.
Porque não creram em Jesus Cristo como o Messias, o Filho de Deus
nem o Salvador. Entre o pecador e o Salvador há um grande abismo
separando o Salvador do pecador, porque Ele é de cima e o pecador
é de baixo v. 23, e é só Deus que pode resolver isto
pela sua graça poderosa. Como é que é grande a cegueira
humana!
3. A terceira vez os fariseus responderam, v. 25-32. Fizeram uma
pergunta que mostrou a sua cegueira, "Quem és tu"? Jesus respondeu
que era tudo que já tinha falado; Deus eterno, Filho de Deus, Criador,
Deus que se fez carne, a luz, a verdade, o Messias, o Salvador, o Pão
da vida e muito mais para se identificar. Sem falar nos seus milagres. Os
fariseus estavam blasfemando Jesus Cristo e ele sabia, mas segurou a sua
ira contra eles por enquanto e continuou afirmando a verdade sobre si e
a sua obra que recebeu do seu Pai. Mas eles não entenderam o que
Jesus falou, v. 26-27. A cegueira espiritual do pecador não só
deixa o pecador sem capacidade de ver as coisas de Deus, mas também
sem vontade para ver. Jesus afirmou que não ia continuar assim (v.
28) sempre, mas depois da sua crucificação muitos iam crer
nele. Pode ser Pentecostes e até algumas pessoas no meio dele naquele
dia, e todas as ovelhas inclusive nós? A Bíblia diz que muitos
presentes naquele dia creram nele ouvindo estas coisas. Obviamente nem todos
nem a maioria dos seus ouvintes creram nele (v. 44). Jesus deu uma Palavra
a eles nos v. 31-32. Jesus aqui deu uma marca dos seus discípulos
verdadeiros, a continuação na doutrina de Cristo. Não
é uma condição da salvação, mas é
uma manifestação da salvação (I João
2:19). Muitos falsos crentes tem seguido Jesus para somente depois abandonar
a doutrina de Cristo totalmente. Observa que o conhecimento da verdade verdadeiramente
pelo poder do Espírito Santo faz três coisas: continuação
na doutrina de Cristo, conhecimento verdadeiro da verdade, e liberdade espiritual
para servir Cristo de verdade. Pela graça o pecador recebe uma liberdade
da escravidão do pecado, liberdade da cegueira espiritual, e poder
espiritual para seguir Jesus Cristo como o Senhor, Salvador e Mestre.
4. A quarta vez os fariseus responderam, v. 33-38. "Somos descendência
de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis
livres"? Os fariseus estavam pensando humana, orgulhosa, e erradamente.
Primeiro, pensaram somente fisicamente. Segundo, mostraram seu orgulho de
ser superiores aos outros. Terceiro, ignoraram os fatos da sua própria
história. Porque a nação israelita ficou escravizada
algumas vezes no seu passado. Por exemplo; no Egito, várias vezes
no livro de Juízes, na Assíria, na Babilônia, e mesmo
quando os judeus falaram isto os romanos eram seus mestres. Mostra mesmo
o que o homem faz para evitar a verdade, inventa coisas que não são
a verdade como se fossem a verdade para ignorar a verdade. Um exemplo que
cabe bem aqui é sobre a escravidão da natureza pecaminosa.
Os judeus negaram a verdade sobre a escravidão do seu passado para
evitar a verdade que Jesus falou sobre a liberdade em Cristo do pecado e
cegueira espiritual. É a mesma coisa que muitos fazem hoje em dia
sobre a vontade escravizada do pecador. Eles dizem que a vontade humana
é totalmente "livre" para aceitar Jesus se quiser, e que Deus está
fazendo tudo que pode para salvar o pecador e agora "só" depende
da decisão do homem. Dizem eles que a salvação agora
depende da decisão do pecador porque a vontade dele é livre
para aceitar ou não aceitar a salvação, porque a sua
vontade não é totalmente presa da sua natureza depravada e
quando o homem caiu no pecado não perdeu esta capacidade de aceitar
Jesus se quiser. Ou ainda pior que o homem perdido pode fazer boas obras
para merecer a salvação. É só mais uma maneira
de evitar a verdade da "DEPRAVAÇÃO TOTAL" do homem e que a
salvação é absoluta e totalmente pela "GRAÇA"!
Jesus explicou nestes versículos bem demais que o homem natural é
o escravo do pecado que significa que é o escravo da sua natureza
pecaminosa e é só o Filho que pode libertar o pecador desta
escravidão horrível. A liberdade que ele dá é
uma verdadeira liberdade do pecado. Somos livres da escravidão pecaminosa
porque Jesus Cristo nos libertou pelo poder da sua graça.
5. A quinta vez os fariseus responderam, v. 39-41. "Responderam,
e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão". Porque eles disseram
isto? Porque Jesus falou nos v. 37-38 que ele mesmo falou o que viu junto
de seu Pai, mas a Palavra de Cristo não entrou neles porque eles
fizeram o que viram junto de seu pai o diabo. A prova desta verdade era
que queriam matar Jesus. Porque se fossem de Abraão mesmo faziam
o que Abraão fez; crer em Deus e seu Messias. Mas, queriam fazer
o contrário, matá-lo. Assassinar é o que Satanás
faz, eles eram mesmo dele.
6. A sexta vez os fariseus responderam, v. 41-47. "Disseram-lhe
pois: Nós não somos nascidos de prostituição;
temos um pai, que é Deus". Esta mentira ainda fica nas mentes de
muitas pessoas hoje em dia. O mundo diz que uma pessoa pode negar a Bíblia,
Jesus Cristo revelado na Bíblia, a verdade sobre a salvação;
e ainda ser um filho de Deus Pai. Ó como este povo ficou enganado
e ainda fica hoje em dia! Porque não eram filhos de Deus verdadeiros
e ainda não são! Jesus disse o filho verdadeiro de Deus o
Pai ama o seu Filho de verdade. Toda pessoa que nega o Filho de Deus não
tem Deus como seu Pai. O pecador não entende isto porque não
"pode" ouvir a Palavra de Cristo, v. 43. Porque não? Porque o pecador
é do diabo e quer satisfazer os desejos do seu pai; ficar contra
o Filho de Deus, querer acabar com Ele, não se firmar na verdade,
preferir a mentira em vez da verdade, v. 44. Jesus fez uma pergunta ao pecador
que ainda vale fazer hoje em dia; "E se vos digo a verdade, porque não
credes"? Porque o pecador não crê em Jesus mesmo e na sua Palavra?
PORQUE É DEPRAVADO E PRESO DA SUA NATUREZA PECAMINOSA E DO DIABO!
A prova disto é o que Jesus falou no v. 47: "Quem é de Deus
escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais,
porque não sois de Deus". Compare 10:26-30.
7. A sétima vez os fariseus responderam, v. 48-51. "Não
dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio"?
Isto mostra que os fariseus não podiam mais responder a Palavra de
Jesus. Jesus tinha pregado deixando eles sem uma saída. Sempre isto
acontece quando o pecador está enfrentado com a verdade e não
tem como evitá-la. Não pode aceitar a verdade, mas também
não tem como provar que tem razão pela Palavra de Deus. O
único recurso que resta é zombar e insultar. Deve notar a
severidade dos insultos deles contra Jesus: samaritano, uma pessoa muito
desprezada por eles, e de Satanás. Isto veio de onde? Do diabo, o
pai deles! Isto mostra mesmo a verdade que Jesus tinha falado. A luz estava
brilhando, mas os cegos não a viram. Graças a Deus que ele
nos deu a visão para ver a verdade!
Jesus ignorou a parte sobre ser Samaritano e respondeu a segunda parte
da resposta deles. Disse que não tinha demônio, ao contrário
ele honrou o Pai e buscou a sua glória. Não como eles que
desonraram o Pai e buscaram a sua própria glória. Jesus também
disse que "se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a
morte". Porque isto evidencia que tem vida eterna, v. 31.
8. A oitava vez os fariseus responderam, v. 52-56. "Agora conhecemos
que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes:
Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte.
És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também
os profetas morreram. Quem te fazes tu ser"? Jesus disse algumas coisas
agora bem claras a eles; que o Pai glorificou-o, eles disseram que o Pai
era seu Deus mas não era a verdade, nem conheceram o Pai, mas o Filho
conhece o Pai, para negar isto Jesus seria mentiroso como eles, que ele
guardou a sua Palavra, e que Abraão exultou por ver o seu dia, e
viu-o, e alegrou-se. Jesus pregou aqui claramente sua divindade e existência
eterna. Se fez igual a Deus.
9. A nona vez os fariseus responderam, v. 57-58. "Ainda não
tens cinqüenta anos, e viste Abraão"? Jesus respondeu clara,
aberta e honestamente a verdade. Ele afirmou que Ele é Jeová,
o Deus eterno. Os fariseus entenderam mesmo.
10. A décima vez os fariseus responderam, v. 59. Esta vez
responderam sem palavras. Eles não podiam agüentar mais da verdade
que ficou contra o seu sistema de doutrina diabólica. Eles responderam
na maneira que o mundo sempre responde afinal, matar! Nota que aqueles que
tentaram apedrejar Jesus eram pessoas "religiosas" demais e "devotadas"
a sua religião. Muitas vezes o ódio do descrente não
se manifesta até está enfrentado com a luz inevitável
e clara da Palavra de Deus. Se Jesus pregasse esta mensagem hoje em dia
nas igrejas falsas que pregou naquele dia, Ele encontraria a mesma reação
que encontrou naquele dia, ódio, hostilidade e desejo para matá-lo.
Mas Jesus se escondeu deles, e ainda se esconde dos hipócritas e
dos religiosos farisaicos. Graças a Deus ele se revelou a nós
pela graça maravilhosa.
A cura do homem cego de nascença. 9:1-41. É bom observar
onde fica esta história da cura do homem cego de nascença
no livro de João. Fica logo depois da verdade que Jesus é
a luz do mundo. Jesus deu a visão para o homem cego de nascença
mostrando mesmo a verdade que ensinou. Jesus Cristo é luz e a fonte
de toda luz.
1. O homem cego de nascença. 9:1-7.
1. Jesus viu o homem cego de nascença, v.1. Mais uma vez
vemos a verdade que Jesus na sua graça soberana alcançou mais
uma pessoa. Jesus viu ele, mas ele não viu Jesus passando. Este homem
nasceu cego, nunca tinha visto alguma coisa. Este cego viveu sempre nas
trevas tão escuras toda hora da sua vida, nem sabia o que era a luz.
O sol estava brilhando, é só que não podia vê-lo.
Era uma coisa que o cego mesmo não podia mudar. Era uma coisa muito
triste. É um grande retrato do pecador na sua depravação
terrível. O homem natural nasceu cego espiritualmente, nunca tem
visto alguma coisa espiritualmente. O pecador na sua natureza vive sempre
nas trevas tão escuras que ele nem sabe o que é a luz do Evangelho
nem de Cristo mesmo. Como o cego que nem viu Jesus o Salvador tão
maravilhoso passando, o pecador cego espiritualmente não vê
que Jesus é o Salvador cheio de glória e de verdade. O pecador
é tão cego que nem pode ver a sua condição tão
perdida. O pecador não pode fazer alguma coisa para mudar a sua cegueira
espiritual. O pecador cego não pode ver que está brincando
na beira do inferno e qualquer momento pode cair nas chamas dele. Sem o
discernimento que vem do Senhor nunca vai entender que não vê
as coisas de Deus de maneira nenhuma. O pecador precisa mais do que só
a luz da verdade da Palavra de Deus brilhando, ele precisa a capacidade
para ver a luz. Jesus Cristo é a luz do mundo, mas o mundo não
a vê, porque precisa da visão espiritual para ver a luz do
Evangelho. I Cor. 2:14.
2. A pergunta dos discípulos, v. 2. Eram três idéias
filosóficas populares naquela época sobre a questão
da culpa de uma pessoa que nasce com um defeito assim. Os gregos acreditaram
na reencarnação. Os doutores da lei judaica acreditaram que
era a culpa dos pais. Os fariseus acreditaram que era a culpa da pessoa
mesma. Observa que os discípulos estavam confusos e sendo influenciados
pelas doutrinas das várias opiniões do mundo. Precisamos ter
muito cuidado com este tipo de coisa, porque pode nos efetuar muito. Cuidado
para não julgar injustamente. Observa a resposta de Jesus.
3. A resposta de Jesus, v. 3-5. Jesus disse que era nenhuma destas
coisas, "mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus". Deus
deixou este homem nascer cego para manifestar as obras gloriosas do Salvador
que é a luz do mundo. Dar visão para o pecador cego espiritualmente
dá glória a Deus. Mostra que Jesus é a luz do mundo.
Jesus falou sobre aproveitar as oportunidades para fazer a sua obra. Jesus
aproveitou esta oportunidade predestinada por Deus. Jesus é a luz
do mundo, e logo ele mostrou esta verdade publicamente quando deu visão
ao cego de nascença.
4. Jesus untou os olhos do cego, v. 6-7. Foi necessário para
Jesus curar este homem do jeito que curou-o? Não podia ter falado
só para curá-lo? Claro que sim, porque fez isto antes. Jesus
fez desta maneira para nos ensinar uma verdade. O lodo representa Cristo
como os homens perdidos estão o vendo. O homem cego espiritualmente
só vê Jesus como homem mesmo, da terra mesma, mas não
divino nem do céu. Sem a visão espiritual o homem cego espiritualmente
não vê Cristo claramente como está revelado na Bíblia.
A única maneira para o pecador cego ver Cristo mesmo espiritualmente
é para seus olhos ser lavados na água do Enviado, v.7. O que
é? Os olhos cegos do pecador perdido tem que ser lavados na Palavra
do Enviado (Jesus Cristo) pelo poder do Espírito Santo para receber
a visão espiritual e ver o Salvador glorioso de verdade. Só
Jesus Cristo pode dar a visão espiritual ao homem cego espiritual,
porque ELE É A LUZ DO MUNDO!
2. A dúvida, zombaria e ridículo do mundo. 9:8-23.
1. A incerteza dos vizinhos. v. 8-10. A reação do
mundo ao trabalho de Deus na vida de uma pessoa é variada. Vemos
aqui as experiências do cego depois de receber a sua visão.
Podemos ver que a reação dos outros que o cego enfrentou depois
de receber a sua visão é a mesma reação que
o perdido enfrenta pelo mundo depois de receber a salvação
pela graça. Aqui vemos a reação dos vizinhos à
cura feita por Jesus Cristo. Os vizinhos ficaram na dúvida e incerteza
sobre o que tinha acontecido ao homem cego de nascença. Nota que
a salvação operada no perdido pela graça de Deus não
pode ficar escondida. Os vizinhos e conhecidos verão a diferença
feita pela graça de Deus no pecador, como os vizinhos notaram a diferença
no cego de nascença depois de receber a sua visão, porque
a diferença que a salvação faz no pecador depois é
notável. Eles vão discutir que foi que aconteceu e porque,
porque a diferença é inegável. Mas a curiosidade e
a especulação deles não podem explicar que aconteceu.
Porque a gente está duvidosa sobre a obra de Deus tão maravilhosa,
radical e transformadora da salvação no pecador. Não
podem negar que houve diferença, mas não podem explicá-la,
nem sabe dizer a natureza da mudança feita pela graça. Eles
não podem entender que houve a diferença porque Jesus Cristo
e o Espírito Santo efetuaram no pecador uma grande obra de graça
e agora estão habitando no pecador salvo pela graça. Porque?
Porque eles ainda estão na perdição, escravidão
e cegueira do pecado. Para o salvo esta ignorância deles sobre a graça
de Deus na vida é uma boa oportunidade para pregar o Evangelho.
2. A resposta do cego. v. 11-12. No . 10 Os seus amigos perguntaram:
"Como se te abriram os olhos"? Ele não sabia dizer muito, mas o que
sabia dizer, ele disse. A resposta foi bem simples e honesta, ele não
tinha muito conhecimento, mas falou o que sabia dizer. O que Deus quer mais
do que isto crente em Jesus? O homem curado falou que foi "Jesus" que fez,
não "ele" mesmo; e foi a "obra" de Cristo, não uma coisa que
"ele tinha feito". Isto ele confessou abertamente até na frente daqueles
que odiaram Jesus. O novo convertido não sabe muita coisa e isto
admite logo (v. 12); mas pelo menos sabe que foi Jesus que o salvou pela
obra que fez na cruz, e isto não tem medo para confessar. Como este
homem que foi aprendendo mais depois sobre Jesus, também o novo convertido
vai aprendendo mais sempre sobre o Salvador.
3. Os fariseus e o sábado. v. 13-17. O novo convertido em
Cristo enfrentará a incredulidade dos religiosos. Os religiosos (fariseus)
queriam negar e desacreditar a obra de Deus na vida dele. Em vez de procurar
Jesus, eles zombaram a obra feita por Ele e Ele mesmo. Porque Jesus tinha
desobedecido a lei dos fariseus. Os religiosos não são sempre
assim quando estão enfrentados pela salvação de um
pecador?? Os religiosos não podem aceitar uma coisa que não
é segundo a sua lei religiosa. Para eles é só bobagem
e ridicularia. O novo convertido tem que enfrentar estes religiosos farisaicos
ainda hoje em dia. A sua raça não se acabou! Eles vão
zombar, negar, dizer que não é preciso ser salvo pela graça
porque já são salvos pela sua lei religiosa, e intimidar o
convertido. Eles vão desafiar e tentar vencer a fé do novo
convertido (v. 15-16). O diabo e seus servos querem confundir o novo convertido.
O homem curado ficou respondendo fielmente o que sabia. Este homem já
cresceu, agora aumentou que Jesus era profeta, que falou a Palavra verdadeira
de Deus v. 17.
4. O cepticismo dos fariseus. v. 18. Mostra a sua falta total de
fé em Jesus Cristo e a Palavra dele. Eram homens não regenerados
e por isso sem nenhum discernimento espiritual. Era um cepticismo depravado.
Nota que isto ficou até na cara do milagre de Jesus inegável.
Não é nada que pode mudar o coração humano menos
do que a graça divina.
5. Os pais do mendigo curado interrogados. v. 19-23. Porque os fariseus
interrogaram os pais dele? Porque não podiam responder o que tinha
acontecido nem intimidar o mendigo, então desesperadamente eles queriam
para os pais dele dizer que não nasceu cego, e assim anular o milagre.
Os fariseus estavam usando a família para testificar contra o mendigo.
Ainda Satanás faz isto? E como! Satanás usa até a própria
família para tentar desacreditar e ruinar a conversão e a
credulidade da profissão do novo convertido. Observa que os pais
dele não tinham discernimento espiritual, nem fé em Cristo,
mas sim medo depravado dos fariseus. Mas, os pais tinham que dizer que nasceu
cego e agora viu. Observa a lição para o novo convertido;
não adianta olhar aos homens para nos ajudar, olha para Jesus, Ele
é nossa ajuda.
3. O mendigo desafiado. 9:24-41. Temos aqui o tentativo persistente
e forte dos Fariseus para tentar vencer a fé e o testemunho dele.
Satanás é constante e persistente em tentar vencer e derrubar
a fé dos salvos.
1. O desafio dos fariseus e a resposta do mendigo. v. 24-25. Os
fariseus fingiram saber uma prova que Jesus era pecador para enganá-lo.
Satanás é o grande enganador. Ele tenta enganar o novo convertido.
O mendigo disse que ele achou que Jesus não era pecador. Mas o mendigo
disse o que sabia; "havendo eu sido cego, agora vejo".
2. Persistência dos fariseus. v. 26-27. Satanás é
persistente na sua obra de vencer e destruir o crente dizendo a mesma coisa
muitas vezes. O mendigo revelou o ódio deles por Cristo. O mundo
religioso continua do mesmo jeito.
3. O mendigo injuriado e insultado. v. 27-28. Quando o mundo não
sabe dizer mais, sempre vem injúria e insulto. Nota que eles disseram
que já tinham a verdade, mas que o mendigo serviu alguém incerto.
4. O mendigo derrotou os seus inimigos. v. 29-33. Pouca fé
e conhecimento dão para responder aos inimigos de Jesus. Porque era
evidente que Jesus veio de Deus pelos milagres que fez. Na história
toda do Velho Testamento ninguém tinha dado a visão a um cego,
pelo menos um cego de nascença. Só Cristo fez isto. A incredulidade
humana é cega.
5. O mendigo expulsado pelos fariseus. v. 34-35. O mundo acha os
crentes tão ignorantes e incapazes de ensiná-lo nas coisas
de Deus. Quem mais pode senão aqueles ensinados pelo Senhor? Sempre
foi e ainda continua sendo que o mundo somente dá para o crente em
Jesus perseguição, censura, prisão, tortura, e morte
por causa de Cristo. O mundo fez isto com o mendigo, mas Jesus Cristo não
fez com ele. Jesus foi a ele para confortar e encorajá-lo. Que coisa
preciosa.
6. O mendigo adorou Cristo. v. 36-38. Jesus se revelou mais perfeitamente
a este homem. O salvo pela graça de Deus vai aprendendo cada vez
mais enquanto segue Cristo fielmente. Jesus não se revela assim para
os crentes que não estão sendo fiéis na sua obra e
aproveitando fazer o que podem. Este homem recebeu mais quanto se afastou
da religião falsa.
7. A condenação de Cristo dos fariseus. v. 39-41.
A pessoa, a vida, a pregação, a sua morte na cruz, tudo que
Jesus fez condena o pecador terrivelmente. O incrédulo que acha que
vê a verdade se condena porque está cego para as coisas de
Deus e rejeita Jesus Cristo por isso. Mas, o pecador que pela fé
crê em Jesus Cristo como seu Salvador está vendo mais e mais
as coisas de Deus perfeitamente. Os fariseus estavam cegos espiritualmente,
mas acharam que viram as coisas de Deus claramente, v. 40. Jesus disse no
v. 41 que eles não estavam cegos física nem mentalmente, mas
sim espiritualmente.
Jesus Cristo, o bom pastor. 10:1-42. Este capítulo revela
Cristo como o bom Pastor das suas ovelhas.
1. Jesus Cristo, a porta das ovelhas. 10:1-10. Nesta passagem temos
um contraste entre Jesus o verdadeiro messias e os fariseus, entre a religião
verdadeira e falsa. Para entender melhor o contraste, temos que entender
como foi naqueles dias o curral, os pastores e as ovelhas. A Palestina estava
cheia de animais ferozes e ladrões. Por isso toda aldeia tinha um
curral onde os pastores botaram as suas ovelhas para passar a noite com
segurança. Todos os rebanhos ficaram juntos no mesmo curral a noite
toda. O curral tinha muros de 3 a 4 metros de altura. O curral só
tinha uma porta, que serviu de entrada e saída. O porteiro passou
a noite toda na porta do curral para garantir a segurança das ovelhas.
Pela manhã o porteiro só deixou entrar no curral os pastores
das ovelhas. Cada pastor começou chamar as suas ovelhas, e as suas
ovelhas se separaram das outras para seguir o seu pastor. As ovelhas de
cada rebanho seguiram só o seu pastor, porque conheceram a voz dele.
As ovelhas não seguiram a voz do pastor estranho, mas só a
do seu pastor. O pastor foi na frente do seu rebanho chamando as suas ovelhas
e as suas ovelhas foram seguindo seu pastor. Versículo 6 diz que
o que Jesus falou nesta passagem é uma parábola, então
é para nos ensinar sobre as coisas de Deus.
1. A porta do curral. v. 1-2. Tinha duas maneiras para entrar no
curral; pela porta ou pelo subir do muro. O ladrão e salteador fez
o último. Mas, o verdadeiro pastor entrou pela porta. O curral simboliza
a religião judaica que tinha muitos pastores. Os fariseus eram os
pastores dos judeus, mas eram pastores falsos, enganadores e mercenários.
Estes são os pastores que entraram no curral pelo subir do muro,
eram ladrões e salteadores. Aquele que entrou pela porta é
Jesus Cristo o verdadeiro pastor. Jesus entrou certamente (pela porta, segundo
as Escrituras) no curral (judaísmo) para chamar as suas ovelhas (eleitos)
para seguí-lo. Nem toda pessoa do judaísmo era a ovelha dele,
estas pessoas não seguiram o Bom Pastor, porque não conheceram
a sua voz, porque não eram as ovelhas dele, mas seguiram os pastores
estranhos.
2. O Bom Pastor concebido acesso as suas ovelhas pelo porteiro. v. 3.
O porteiro tem que ser o Espírito Santo que abre a porta para dar
o Bom Pastor acesso para as suas ovelhas. Por isso as ovelhas do Bom Pastor
ouvem a sua voz quando ele chama-as. O Bom Pastor chama as suas ovelhas
e elas vão saindo com ele do curral para seguí-lo.
3. O Bom Pastor guia as suas ovelhas. v. 3-5. O Bom pastor guia
as suas ovelhas para fora e vai na frente delas, e as ovelhas vão
seguindo-o porque conhecem a sua voz. Observa que o Bom Pastor chama as
suas ovelhas "pelo nome", porque ele conhece as suas, e também elas
conhecem a sua voz quando chama-as. Nota também que as ovelhas dele
não seguirão a voz do estranho, mas fugirão dele, porque
não conhecem a voz do estranho. Veja as doutrinas que tem aqui: eleição,
chamada eficaz, graça irresistível e a perseverança
e preservação dos eleitos.
4. A parábola não entendida por eles. v. 6. Mostra
a verdade mesma explicada aqui. Nota v. 26. Depravação Total.
5. O Bom Pastor e os falsos pastores comparados. v. 7-10. Aqui Jesus
disse que ele é a porta das ovelhas, não do curral. Aqui revela
que ele é a porta ao Pai e à salvação. Os pastores
falsos nem sabem o caminho da salvação, nem que Jesus Cristo
é a porta do céu. Os pastores falsos são egoístas,
mentirosos e impostores. Jesus Cristo é única porta do céu!
2. Jesus Cristo, o Bom Pastor. 10:11-21. Jesus Cristo é muito
mais do que só outro pastor qualquer. Vamos ver.
1. O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. v. 11. Veja
o ensino da "Expiação particular". Morreu pelas ovelhas.
2. O caráter e procedimento dos mercenários. v. 12-13.
Não estão interessados nas suas ovelhas. O instante que o
lobo vem para devorar as ovelhas, ele vai correndo. Porque? Está
interessado só no seu cuidado. Jesus não é assim.
3. A intimidade e amor entre o Bom Pastor e as suas ovelhas, e o Filho
e o Pai. v. 14-15. A intimidade e o amor entre as ovelhas e o Bom Pastor
é como a intimidade e o amor entre o Filho e o Pai. Ele é
o substituto delas.
4. As outras ovelhas que não são deste aprisco. v. 16.
São os eleitos gentios. Diz que os trarão com certeza.
5. O Bom Pastor cumpriu a vontade do Pai. v. 17-18. Para cumprir
a vontade do Pai em eleger um povo para o Filho salvar. Jesus cumpriu voluntariamente,
Ele se humilhou, morreu, e ressuscitou pela sua própria vontade para
salvá-las.
6. A divisão entre os judeus. v. 19-21. Estas doutrinas sempre
criam divisão entre o povo de toda época.
3. Jesus Cristo e o Pai são um. 10:22-42.
1. Jesus no alpendre de Salmão na festa da dedicação
no inverno. v. 22-23. Esta festa começou entre o Velho e o Novo
Testamentos na época dos Macabeus.
2. Os judeus exigem saber se és o Cristo. v. 24-26. Jesus
respondeu que já tinha dito, mas eles não aceitaram. Porque?
Veja v. 26.
3. A Preservação e Perseverança Eterna das ovelhas
proclamada. v. 27-30. Ela são protegidas e guardadas pelo poder
de Deus.
4. Os judeus desejaram apedrejá-lo. v. 31-33. Porque? Porque
si fez igual a Deus. Acusaram-o de blasfêmia.
5. Jesus defendeu a sua divindade. v. 34-38. Mas, os religiosos
não queriam ouvir a verdade.
6. Jesus retirou-se de Jerusalém para além do Jordão.
. 39-41. Jesus foi lá para escapar da mão deles e não
apareceu de novo em Jerusalém até os últimos dias da
sua vida.
Jesus Cristo Ressuscitou Lázaro. 11:1-57. Este capítulo
fala que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, v.
25.
1. Jesus Cristo ressuscitou Lázaro. 11:1-10.
1. Lázaro e suas irmãs, Marta e Maria. v. 1-2. Estes
irmãos eram da cidade (uma aldeia) chamada Betânia, que significa
"Casa de Figos" ou "Casa de Aflição". Marta era a irmã
em Lucas 10:38-42 que ficou distraída em muitos serviços e
reclamou a Jesus para que ele falasse a Maria para ajudá-la servir.
Porque Maria ficou assentada aos pés de Jesus ouvindo a sua palavra.
Jesus disse a ela que Maria escolheu a boa parte, a qual não seria
tirada. Vamos ver aqui que Marta ainda continuou ansiosa e com pouco entendimento
porque não gastou tempo assentada aos pés de Jesus aprendendo
como a sua irmã Maria. O que Marta podia ter aprendida antes que
precisou nesta hora da morte do irmão dela, não aprendeu porque
não se deu para ficar assentada aos pés de Jesus, e por isso
ficou a mais fraca das duas irmãs. Maria tinha o costume de ficar
aos pés de Jesus e por isso ficou a mais forte das duas irmãs,
Lc. 10:39, João 11:2 e 32. O que aprendemos hoje, vamos precisar
futuramente para os problemas da vida. Aquele que não ficar aos pés
de Jesus agora, não vai agüentar bem os problemas da vida nem
ter entendimento bem na hora precisa. Aproveite o agora!
2. O apelo das duas irmãs. v. 3. Elas mandaram para dizer
a Jesus que Lázaro (aquele que tu amas) estava doente. Isto mostrou
a fé delas em Jesus. Elas não mandaram Jesus fazer alguma
coisa, só informaram-o do fato e deixaram para ele decidir o que
era para fazer. Elas chamaram Jesus o Senhor mostrando a sua humildade e
a divindade e autoridade dele. Elas reconheceram o amor dele constante e
perfeito por seus. Jesus ama até os seus filhos doentes, e isto nega
a doutrina pentecostal que diz que doença é resultado de pecado
e/ou do diabo. As vezes é para a glória de Deus.
3. O propósito de Deus na doença de Lázaro. v.
4-6. Quando Jesus recebeu a notícia da doença dele disse
que não era para a morte, mas para a glória de Deus. Mostra
que Jesus já sabia sobre a doença dele e até o fim
da doença dele não era para a morte. Mas, alguém diz
que Lázaro morreu. E certamente ele morreu. Mas depois também
ele viveu, porque Jesus o ressuscitou, então a doença dele
não foi para a morte, mas para vida. Esta doença era para
a glória de Deus, e mesmo serviu para este fim, porque Jesus recebeu
mais glória através dela do que se fosse que Lázaro
não teria morrido. É por isso que Jesus demorou quatro dias
em chegar lá, porque ele sabia que ia acontecer e que foi a vontade
de Deus para Lázaro morrer e ser ressuscitado e mostrar a sua glória
por ela. As vezes a doença do crente é para mostrar a glória
de Deus. (cadê o pentecostal?). A demora de Jesus em chegar lá
era demora de amor, v. 5. Jesus estava ensinando seus filhos.
4. Cristo provou seus discípulos e a reação alarmante
deles. v. 7-8. Jesus anunciou para seus discípulos "Vamos outra
vez para a Judéia". Ele anunciou isto para provar seus discípulos.
Observa que o caminho do crente não é sempre fácil
e cômodo. O Senhor nos dirige para estes caminhos para nos ensinar
que precisamos para o futuro, como ele fez aqui com seus discípulos,
Marta, Maria e Lázaro. A carne humana recua disto, mas é para
nosso bem, e o Senhor sabe disto. Veja a reação alarmante
dos discípulos no v. 8. Voltar para onde a gente quer nos matar?
Sim, porque o Senhor Jesus disse "vamos". Muitas vezes temos que seguir
o Senhor pela fé confiando só na sua palavra e provisão.
Veja Pr. 3:5-6.
5. A confiança e certeza restabelecidas do Senhor para seus discípulos.
v. 9-10. Porque Jesus falou sobre haver doze horas no dia e etc." Como
todo dia tem uma certa quantia de horas, Jesus ensinou seus discípulos
que tudo tem o seu tempo certo, e que este tempo fica na mão de Deus.
A nossa vida fica na mão de Deus e tudo que acontece nela, por isso
não há nada para temer. Porque o Senhor está no controle,
e tudo tem a sua hora certa e nada pode mudar isto. Quando estamos andando
com o Senhor pela fé, estamos sob o controle dele. Porque vamos andar
na luz do seu conselho e proteção. Veja Lc. 13:32. Até
a hora que Deus quer, ninguém pode tocar em nós. Mas, aquele
que deixa o caminho de Deus para andar no "seu caminho" não tem esta
promessa nem garantia, v. 10. Assim tropeçar é inevitável.
2. Jesus anunciou a morte de Lázaro. 11:11-27.
1. Lázaro dorme. v. 11-13. Quem disse para Jesus que Lázaro
morreu? Ninguém, Ele soube porque é Deus. Veja também
que Jesus disse que estava dormindo em vez de morrer. Porque? Porque o crente
não morre como os perdidos, o corpo dele está deitado no chão
esperando se levantar no tocar da última trombeta, mas o espírito
dele está com o Senhor já. O corpo está somente dormindo
até a hora certa. Veja I Ts. 4:13-18, 5:10. O dormir do crente é
o seguinte.
1. Dormir não faz mal, não é inimigo, é amigo
do cansado.
2. Dormir é alívio depois da tristeza e trabalho do dia.
3. No dormir deitamos para nos levantar de novo.
4. Dormir é um descanso doce no fim do dia.
5. No dormir toda tristeza, sofrimento, angústia e aflição
é esquecido.
6. Para o Senhor ressuscitar seus filhos da morte é mais fácil
do que acordar a pessoa que dorme.
7. No dormir o corpo está preparado para o próximo dia, como
o crente morto vai se acordar com o corpo glorificado para a vida eterna.
Nota que os discípulos mal-entenderam que Jesus tinha falado. Como
é que somos devagar para aprender.
2. Jesus folgou porque não estava presente quando Lázaro
morreu. v. 14-15. Porque? Para que os discípulos, Marta e Maria
pudessem ver uma manifestação maravilhosa da sua glória
que não poderiam ver noutra maneira. Não foi isto que Maria
e Marta queriam, mas foi a vontade de Deus para as ensinar mais perfeitamente.
Jesus disse: "Vamos ter com ele", v. 15. "Nem a morta, nem a vida, podem
nos separar do amor de Cristo", Rm. 8:35-39.
3. A palavra de Tomé. v. 16. Tomé era homem pessimista
e desanimado, mas fiel a Jesus. Ele preferiu morrer com Jesus do que deixá-lo.
Podemos ver que todo crente é diferente e tem a sua própria
personalidade e fraquezas. Pedro, João, Marta e Maria eram todos
diferentes, mas todos eles tinham uma coisa em comum, amaram Jesus muito.
4. Lázaro estava morto há quatro dias. v. 17. Lázaro
estava morto e depois de quatro dias uma massa de corrupção
mal cheirosa. É um retrato do pecador morto em ofensas e pecados,
sem vida espiritual e corrupto terrivelmente.
5. Betânia ficou pertinho de Jerusalém. v. 18-19. Somente
ficou mais ou menos 3 quilômetros de Jerusalém. Por isso muitos
judeus foram consolar Maria e Marta. A morte de Lázaro era bem conhecida
e que Jesus tinha chegado lá até em Jerusalém. Veja
o que uns judeus disseram no v. 37. Então este milagre de ressuscitar
Lázaro dos mortos chegou até lá em Jerusalém
e deixou os fariseus com mais raiva e com menos desculpa pela incredulidade.
6. A conversa entre Marta e Jesus. v. 20-27. Veja a diferença
entre Marta e Maria. Marta nem esperou para Jesus chegar à aldeia
de Betânia (v. 20 e 30), mas foi para encontrar Jesus no caminho.
Mas Maria ficou assentada em casa. Marta continuou ser impaciente, distraída,
impulsiva e inquieta. Maria continuou ser quieta, paciente, pensativa, mansa
e concentrada. Marta foi encontrar Jesus sem Jesus mandar chamá-la,
mas Maria esperou até Jesus chamou-a. Marta disse (v.20) a mesma
coisa que Maria depois disse (v. 32) com esta diferença, quando Jesus
ia ressuscitar Lázaro, ela não entendeu o que estava fazendo.
Depois quando Maria foi encontrar Jesus, Jesus nem explicou nada para ela.
Porque a diferença? Porque Maria já tinha ficado assentada
aos pés de Jesus e por isso não precisou instrução,
porque tinha um entendimento. Marta não tinha feito, por isso não
entendeu. Ó com é importante ficar aos pés dele agora,
para entender depois na hora precisa. Jesus explicou para Marta que era
a ressurreição e a vida, e que todo aquele que crê nele,
ainda que esteja morto, viverá. Marta confessou a sua fé em
Cristo, somente era uma crente que não cresceu bem nesta fé.
Veja que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, não
só para o morto fisicamente, mas para o morto espiritualmente. A
salvação é uma ressurreição espiritual
para a vida eterna. Marta era crente em Jesus Cristo com certeza (v. 27),
mas não entendeu que Jesus estava falando sobre não só
ser o Salvador que dá vida eterna aos crentes, mas também
ressuscitar Lázaro dos mortos, veja v. 39. Nota que quando Jesus
mandou tirar a pedra do sepulcro que Maria não disse nada, ela entendeu.
3. Jesus Cristo e Maria. 11:28-44.
1. Maria foi falar com Jesus depois de ser chamada. v. 28-32. Quando
soube que Jesus estava a chamando para falar com ela, ela foi correndo para
Jesus. Nota o que Maria fez quando encontrou Jesus, "lançou-se aos
seus pés". Sempre Maria ficou aos pés de Jesus. Por isso ela
tinha um entendimento, comunhão e paz que Marta não tinha.
Era entre os dois uma comunhão especial. Onde estava Marta quando
Maria estava aos pés dele? Ainda correndo para lá e para cá,
distraída. Veja as três vezes que a Bíblia diz que Maria
ficou aos pés de Jesus: 1. Lc.10:38-42 para aprender; 2. João
11:32 para receber consolação; 3. João 12:3 para adorar.
Mas nota que em João 12:2 Marta ainda estava distraída.
2. Jesus chorou. v. 33-35. Porque foi que Jesus se moveu e chorou.
Porque viu Maria e os outros chorando por causa do resultado de pecado -
morte. Mostra a verdade falada em Mt. 8:17 e Hb. 4:15. Até perguntou:
"Onde o pusestes?" Porque? Não sabia já? Claro que sim. Estava
mostrando a sua compaixão para o seu povo na sua tristeza. Veja Is.
53:3. Graças a Deus que nosso Salvador entende a tristeza do seu
povo. Também sentiu a falta da fé de Marta?
3. O comentário dos judeus. v. 36-38. As lágrimas
de Cristo mostraram para todos o quanto que amou os seus discípulos.
Jesus pode consolar o seu povo como nenhuma outra pessoa, porque ele entende.
Vamos ficar aos pés dele para receber o conforto dele? Observa no
v. 37 a incredulidade dos judeus que vieram para ficar com as duas irmãs.
Eles continuaram do mesmo jeito, zombando e duvidando. Jesus se moveu outra
vez muito em si mesmo no v. 38. Mas esta vez foi por causa da incredulidade
perversa dos judeus. Ele sentiu a hostilidade e oposição dos
judeus. Por isso ele entende o que nós sofremos pelas mãos
dos inimigos do Evangelho. Ó que Salvador perfeito!
4. A falta de fé de Marta e a repreensão dela por Jesus.
v. 39-40. Jesus mandou tirar a pedra do sepulcro. Nota que ele usou
o auxílio humano para cumprir a sua vontade, o poder para ressuscitar
veio dele, mas mandou os homens tirar a pedra. Jesus Cristo dá a
vida eterna aos pecadores pelo seu poder, mas ele mandou a sua igreja pregar
o Evangelho. Observa a falta de fé e mal entendimento de Maria no
v. 39, disse que já cheira mal, como se fosse tarde demais para fazer
uma coisa. Ó como é ignorante o crente que não fica
aos pés de Jesus. Ela nem aprendeu pelo recado que Jesus mandou a
elas só poucos dias atrás no v. 4. E por isso Jesus a repreendeu.
5. Jesus Cristo ressuscitou Lázaro. v. 41-44. Tiraram a pedra
de onde Lázaro estava deitado morto. Jesus levantou os seus olhos
para cima e orou ao seu Pai, e deu graças pelo fato que o Pai sempre
ouve o Filho. Jesus era acusado de fazer seus milagres pelo poder do diabo,
agora deixou bem claro que foi pelo poder do Pai eterno. Agora na frente
de muitos Ele fez o milagre mais significante até aquele dia. ele
"clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu".
É isso mesmo que acontecerá na ressurreição
dos mortos em Cristo à última trombeta. Mostra também
a salvação do eleito de Deus morto em ofensas e pecados pelo
poder do Salvador na sua graça maravilhosa. Ele chama os seus eleitos
pelo nome para a vida eterna. Esta é a regeneração
do eleito de Deus para a vida espiritual. Nota que isto aconteceu pela "Palavra
de Cristo". Veja I Pd. 1:23. Pela chamada eficaz de Cristo o defunto viveu.
Mas, observa que Lázaro saiu com as mãos e os pés ligados
com faixas e o seu rosto envolto num lenço, e Jesus mandou para desligar
e deixá-lo ir. O eleito de Deus novo nascido ainda tem a natureza
velha e os sinais da sua morte sobre ele. Mas, o eleito vai tirando tudo
isto para servir Cristo mais e mais até o dia que será santificado
e glorificado perfeitamente com Cristo na sua vinda. Rm. 7:15-25.
4. Cristo temido pelos fariseus. 11:45-57.
Esta passagem dá os efeitos do milagre de Jesus em ressuscitar Lázaro.
1. Alguns creram e outros não. v. 45-46. Nem todos crerão
em Cristo Jesus.
2. O conselho e seu medo de perder a sua popularidade. v. 47-48.
Era egoísmo puro da parte dos fariseus.
3. O sumo sacerdote Caifás e a solução dele. v.
49-50. Qual foi? Matar Jesus Cristo em sangue frio. Esta solução
já deixou um Rasto de Sangue desde os dias de Cristo até agora
dos crentes em Cristo.
4. A profecia feita por Caifás inconscientemente. v. 51-52.
Deus pode usar o inimigo para cumprir a sua vontade se quiser. Nota que
foi que Caifás profetizou. A morte de Jesus era um crime e a vontade
de Deus.
5. A decisão dos judeus e a resposta de Jesus. v. 53-54.
Jesus não andou mais no meio deles, porque foi planejado por Deus
para Jesus morrer na Páscoa. Jesus morreu na hora e na maneira certa,
graças a Deus.
6. A páscoa perto e a determinação dos judeus para
matá-lO. v. 55-57. A morte de Jesus Cristo estava se aproximando.
Mas não até o dia certo.
Jesus foi a Betânia. 12:1-50. No v. 1 diz que Jesus foi a
Betânia seis dias antes da páscoa. Daqui para seis dias ia
morrer na cruz. Podemos ver duas coisas sobre Jesus Cristo neste capítulo.
1. O amor dos discípulos por Jesus Cristo tornando-se mais profundo.
2. O endurecer constante da incredulidade e o aumentar da hostilidade para
Jesus Cristo dos seus inimigos.
No primeiro caso, o amor dos discípulos por Jesus Cristo os inflamou
para servir e mostrar seu amor por ele, v. 1-3.
No segundo caso o ódio dos seus inimigos os inflamou para matá-lo.
Este ódio até penetrou no meio dos seus discípulos
(Judas Iscariotes). Este ódio chegou para tocar até nos escolhidos
de Jesus Cristo (Lázaro), v. 10-11. Foi assim: um quis dar o melhor
que tinha para Jesus e assim honrá-lo (Maria); outro quis roubar
o melhor e guardar para si mesmo e traí-lo (Judas Iscariotes). Ainda
continua do mesmo jeito: os eleitos o amam mais, e o mundo o odeia mais.
1. Jesus Cristo ungido em Betânia. 12:1-11. Brevemente Jesus
ia ser o "Cordeiro" da páscoa.
1. Jesus Cristo chegou em Betânia. v. 1. Esta é a maravilha
da graça de Deus. Porque Jesus chegou em Betânia sabendo que
ia dar a sua vida pelas ovelhas (10:11, 17-18). Jesus não chegou
em Betânia assustado, nervoso nem procurando uma maneira de evitar
isto. Mas ele veio a Betânia pronto para dar a sua vida pelas ovelhas.
2. A ceia feita para Jesus. v. 2. Os outros Evangelhos dizem que
a ceia aconteceu na casa de Simão, o leproso (Mt. 26:6). A ceia foi
feita na honra de Jesus Cristo para mostrar o seu gratidão pela ressurreição
de Lázaro. Nesta ceia a gente gozou na comunhão do Salvador.
Marta ainda estava servindo e Maria ainda estava aos pés de Jesus.
Mas parece que agora Marta tinha melhorado, porque não diz que estava
distraída esta vez. Servir é coisa boa, mas tem que ser na
hora certa e na maneira certa.
O fato que Lázaro ficou à mesa com Jesus nos ensina uma coisa
preciosa. A ressurreição de Lázaro dos mortos fala
sobre a salvação do eleito de Deus figurativamente. Na salvação
o eleito de Deus passa da morte para a vida. A salvação é
uma ressurreição espiritual para a vida espiritual e eterna.
O resultado de receber esta vida espiritual é Lázaro que ficou
à mesa com Jesus em plena comunhão simbolicamente. Leia Ef.
2:13 para ver esta verdade mostrada. Este é o resultado da graça
de Deus (Ef. 2:1-10) operando no pecador eleito para a salvação.
Temos comunhão com Jesus Cristo "agora nesta vida" e "depois no reino
celestial" perfeitamente. Esta é a maravilha da graça de Deus
que dá vida espiritual. O pecador que ficou longe de Deus pela sua
culpa, inimizade e hostilidade, depois de receber a salvação
e vida espiritual pelo sangue de Cristo chega perto de Cristo em comunhão
como amigo, perdoado, salvo e adorador verdadeiro.
3. A devoção de Maria. v. 3. Maria deu o melhor que
tinha para Jesus Cristo. Se fosse que tinha melhor, ela daria a Jesus Cristo.
O valor do ungüento que ela usou para ungir os pés de Jesus
era de trezentos dinheiros (12:5). Para melhor entender isto, Mateus diz
(20:2) que um dinheiro era o salário de um dia de serviço
para um trabalhador. Então, o que Maria fez tinha o valor do salário
de um ano de serviço para um trabalhador. Nota que diz no v. 7 que
Maria guardou reservado este tesouro para isto mesmo. Não foi uma
coisa que Maria fez só impulsivamente na hora, mas ela tinha guardado
e reservado este ungüento para Jesus Cristo mesmo. Assim Maria expressou
seu muito amor por Jesus Cristo e seu inestimável valor. Jesus disse
que ela fez isto para o dia do seu sepultamento (v. 7). Ela ungiu Jesus
para ser sepultado. Maria não só entendeu que Jesus ia morrer,
mas também sabia porque ia morrer, para salvar o seu povo. Como é
que ela soube? Porque ficou aos pés dele para ouvir. A Bíblia
diz que ela enxugou-lhe os pés dele com os seus cabelos; ela enxugou-lhe
os seus pés com a glória dela (I Cor. 11:15) para a glória
dele. Também a Bíblia diz que encheu-se a casa do cheiro do
ungüento. Tudo feito para a glória de Cristo dá um cheiro
suave para todos os crentes e Deus.
4. A censura de Judas. v. 4-6. O que Maria achou digno de Cristo,
o traidor achou uma perda total. Judas fingiu ser interessado nos pobres,
mas era uma mentira total, porque era ladrão e tinha o costume de
tirar da bolsa dinheiro, ele estava puramente só interessado em si.
Veja o contraste; o amor e devoção de Maria, e o ódio
e desprezo de Judas. Judas falou de um coração depravado,
perverso, cobiçoso e vazio de amor por Jesus Cristo. Porque o amor,
generosidade e adoração dados a Jesus Cristo nunca ficam desperdiçados.
Além disto o amor verdadeiro por Jesus Cristo dá de boa vontade,
não de má vontade. Mt. 26:8 diz que os outros discípulos
concordaram com Judas, sabemos quem foi que iniciou isto e porque. Irmãos,
muito cuidado com ser influenciados com a rebelião e pecado dos descrentes
e maldizentes.
5. Aceitação de Jesus Cristo da adoração
de Maria. v. 7-8. Judas condenou Maria, mas Jesus aprovou Maria. É
o Bom Pastor defendendo a sua ovelha, é o Bom Pastor contra o lobo.
O mundo não aceita nem entende o que os crentes fazem por Cristo,
mas o Salvador aprova, aceita e conhece o motivo deles e por isso dá
seu louvor. Versículo 8 fala sobre as oportunidades que temos para
servir Cristo nesta vida. Maria tinha uma oportunidade e aproveitou-a. Ó
como é importante aproveitá-las enquanto temos, porque elas
vão passando e não podemos chamá-las de volta. Sempre
temos as oportunidades para servir os pobres do mundo, porque sempre estão
presentes, mas uma vez que a oportunidade se apresenta para mostrar nosso
amor por Cristo numa maneira especial e não a aproveitamos, está
perdido para sempre.
6. A curiosidade do povo. v. 9. O povo veio não para ver
Jesus principalmente, mas Lázaro que foi ressuscitado por Jesus Cristo.
O homem quer ver uma coisa diferente e sensacional. Curiosidade é
um motivo humano muito forte.
7. A inimizade dos sacerdotes. v. 10-11. Porque os príncipes
dos judeus ficaram contra Jesus e até Lázaro muito assim?
Muitos dos príncipes dos sacerdotes eram saduceus e rejeitaram a
ressurreição (At. 23:8). Quando Jesus ressuscitou Lázaro
era um grande testemunho contra eles. Outro motivo era inveja. Porque muitos
deixaram judaísmo para seguir Jesus Cristo. Fica do mesmo jeito hoje
em dia. Muita igreja falsa não pode aceitar que o seu povo sai para
seguir Jesus Cristo e a verdade. A igreja católica reclama muito
por isso. Este povo fica com muita raiva até para matar os crentes.
Veja o Rasto de Sangue. Não é maravilha, porque matou o Senhor
Jesus Cristo!
2. A Entrada Triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém. 12:12-19.
Este acontecimento na vida de Jesus Cristo era um cumprimento da profecia
do Velho Testamento (Sl. 118:25-26). Jesus Cristo se apresentou como o Rei
de Israel que foi rejeitado por eles. Porque daqui para poucos dias a mesma
multidão crucificou o Rei da glória. Ó que povo instável.
1. Observe a aceitação superficial e falsa da multidão
do Senhor Jesus Cristo. v. 12-13. O mundo religioso quer aceitar Jesus
Cristo como alguém espetacular e que dá uma aparência
religiosa, mas como o Salvador que condena pecado, expôs a religião
falsa e que exige santidade na vida nunca! Veja isto depois em 19:14-15.
2. O Rei se assentou sobre um jumentinho. v. 14-15. Foi o costume
para o rei no Velho Testamento andar sobre o jumento no tempo de paz, e
sobre cavalo no tempo de guerra. Jesus Cristo veio a primeira vez para fazer
paz, na segunda vez sobre um cavalo para fazer guerra (Ap. 19:11-21). Marcos
e Lucas dizem que foi um jumento em que nenhum homem ainda montou Mc. 11:2,
Lc. 19:30). No Velho Testamento somente o animal que nunca tinha sido posto
jugo foi usado para sacrifício (Nm. 19:2, Dt. 21:3). Jesus Cristo
nasceu como ninguém nasceu, duma virgem, Mt. 1:23; Jesus foi sepultado
num sepulcro novo em que ainda ninguém havia sido posto, João
19:41; e quando ele manifestou a sua majestade como o Rei, ele escolheu
um jumentinho em que nenhum homem ainda tinha montado. Isto mostra a sua
majestade e dignidade.
3. A falta de entendimento dos discípulos. v. 16. Não
diz que não creram nestas coisas, só que não entenderam.
Há uma grande diferença nos dois. Eles entenderam só
depois da glorificação dele. Por causa do seu preconceito
sobre o reino de Jesus, eles não podiam entender que antes da glória
do Rei, tinha que vir o sofrimento do Salvador. Como é que os crentes
muitas vezes estão devagar para entender a Palavra de Deus até
na cara das profecias dela.
4. A razão verdadeira porque a multidão buscou Jesus Cristo.
v. 17-18. Só por causa de uma coisa que impressionou o povo.
Por causa da espectaculosidade, egoísmo, fanatismo religioso, e paixão
passageira e louca. É o mundo religioso ainda?
5. A atitude dos fariseus. v. 19. É um retrato bom da atitude
do mundo religioso sobre Jesus Cristo. Este mundo religioso está
contra Jesus Cristo, só dá para ele a forma religiosa, mas
o coração continua longe e contra ele. O mundo religioso aceitaria-o
se fosse de maneira que não tinha que deixar a sua religião
falsa. Mas, seguir Cristo de verdade, nunca!
3. Os Gregos Buscaram Jesus Cristo. 12:20-36.
1. Os gregos buscaram Jesus Cristo. v. 20-23. É interessante
que esta passagem fica aqui em João. Os judeus rejeitaram Jesus como
o Messias, mas os gregos vieram buscar Jesus. Mostra que Deus deixou ao
lado Israel por enquanto para trabalhar com os gentios agora. Os gregos
procuraram Filipe para chegar a Jesus, porque Filipe era duma cidade perto
da terra deles. Filipe falou com André, e os dois foram falar com
Jesus. Jesus falou com os gregos? Não sabemos com certeza. Jesus
falou que a sua hora tinha chegada para ser glorificado (crucificado). Mas,
para quem falou isto?
2. O grão de trigo. v. 24-26. Jesus falou estas palavras
para quem, os discípulos só, ou também os gregos? O
grão de trigo que caiu no chão e morreu, mas que brotou e
deu vida fala sobre Jesus que morreu, mas ressuscitou dos mortos dando e
garantindo a vida eterna aos eleitos. Esta verdade pode ser aplicada para
a evangelização da Palavra de Deus (a semente) que produz
vida no pecador. Também esta verdade mostra que Jesus mostrou pela
sua vida totalmente dada a Deus; "Quem ama a sua vida perdê-la-á,
e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida
eterna".
3. A oração do Filho e a resposta do Pai. v. 27-28.
Jesus Cristo sofreu pensando no sofrimento que ia levar para nos salvar,
mas não procurou evitá-lo, aceitou o sofrimento da cruz sem
vacilar e querer fugir. Ele soube que era por isso que veio ao mundo e o
propósito de Deus na sua vida não ficou indeciso. Quis glorificar
o Pai e o Pai aceitou-o de alta voz.
4. O povo não entendeu a voz do Pai. v. 29-30. Mostra a natureza
humana morta para as coisas espirituais. Compare At. 9:4. Jesus disse que
a voz do Pai veio não por causa dele, mas por causa do povo. Para
fortificar a fé dos discípulos e deixar os incrédulos
sem desculpa. O Pai falou três vezes de alta voz: no princípio
do seu ministério (batismo, a voz ouvida só por João
Batista); no meio do seu ministério (transfiguração,
a voz ouvida só por três discípulos); no fim do seu
ministério (a voz ouvida pela gente congregada no templo).
5. A predição de Cristo e a resposta do povo. v. 31-34.
Jesus falou aqui sobre a sua morte na cruz e que seria vencido Satanás
por ela. Identificou a maneira da sua morte antemão (ser levantado
significa ser crucificado). Jesus Cristo saiu do sepulcro vitorioso sobre
o sepulcro, morte, pecado e o diabo. Por isso ele atrairá a ele todos
os eleitos. Compare João 6:37, 44. O povo no v. 34 não entendeu
bem as profecias do Velho Testamento (Is. 53, Dn. 9:26, Zc. 13:7).
6. O aviso de Jesus Cristo para este povo. v. 35-36. A resposta
de Jesus para este povo mostrou que não quis a verdade e ele sabia.
Que aviso aos perdidos; aproveite enquanto pode! Jesus se escondeu deles,
eles sentiram a sua falta?
4. Uma revisão do seu ministério do Senhor Jesus Cristo.
12:37-50.
1. A reação de Israel para o ministério de Jesus
Cristo. v. 37. Era negativa e rebelde.
2. A profecia de Isaías sobre Israel a respeito do Messias Jesus
Cristo. v. 38-41. Is. 6:1, 10.
3. A atitude de alguns judeus sobre Jesus Cristo. v. 42-43. Estes
não ficaram tão duros contra Jesus como os outros, mas impressionados
com ele, mas perdidos ainda. Porque quiseram o aplauso dos homens mais do
que o Senhor Jesus Cristo de verdade. Tem muitos ainda hoje em dia do mesmo
jeito.
4. O relacionamento entre o Pai e o Filho. v. 44-45. João
deu uma recapitulação sobre os ensinos de Cristo até
o fim deste capítulo. Jesus ensinou que aceitar o Filho significa
aceitar o Pai e vice versa. Os dois são um.
5. O propósito do ministério de Jesus Cristo. v. 46-47.
A primeira vez Jesus veio para ser o servo de Deus e o Salvador do seu povo,
a segunda vez ele virá para ser o Soberano e Juiz.
6. A condenação de todos os incrédulos. v. 48-49.
Tem que ser um fim de tudo, há um juízo afinal, e será
a Palavra dele que julga todos.
7. A vida eterna. v. 50. Deus manda os pecadores crer no seu Filho
para ter vida eterna. Esta é a coisa certa. Já creu em Jesus
Cristo como seu Salvador. I João 3:23.
A TERCEIRA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 13:1 - 17:26
O MINISTÉRIO PESSOAL DE JESUS CRISTO PARA OS SEUS DISCÍPULOS
Jesus Cristo no Meio dos Seus Discípulos. 13:1-38.
Estudaremos agora uma das passagens mais preciosas da Bíblia para
o crente. Muitos crentes em Jesus Cristo dizem que esta passagem é
a mais preciosa do livro de João. Em João 13-17 Jesus Cristo
ficou bem perto da sua morte, e por isso ele ficou mais separado dos outros
e mais perto dos seus para os ensinar e preparar para os eventos futuros.
Em 12:36 diz que Jesus se escondeu dos outros, mas em 13-17 Jesus ficou
na comunhão íntima dos seus. Logo depois Jesus viajou para
o céu, mas não deixou os seus sem se sentir a sua presença,
saber que o seu amor por eles era eterno e que a obra dele continuaria.
Ele está no céu, mas a sua presença com seus, seu amor
por eles e a sua obra continuam.
1. Jesus lavou os pés dos seus discípulos. 13:1-11.
Note um contraste. Em João 12 vemos os pés de Jesus e em João
13 vemos os pés dos discípulos. Os pés de Jesus foram
ungidos, os pés dos discípulos foram lavados. O Salvador andou
neste mundo pecaminoso sem se sujar com o pecado dele. Ele saiu do mundo
do mesmo jeito que entrou; santo, inocente, imaculado e separado dos pecadores.
Os pés dEle ungidos com o ungüento bem cheiroso mostram que
a vida dele sempre foi um cheiro suave ao Senhor Deus. Mas, os seus discípulos
ficaram sujos com o pecado e as coisas do mundo e precisaram lavar os seus
pés da sujeira do mundo (I João 1:3-2:1).
1. O amor imutável de Jesus Cristo para os seus. v. 1. A
páscoa estava perto, quando Jesus ia morrer pelos seus. Jesus sabia
que ia morrer para salvar os seus eleitos, e por isto mesmo morreu, por
amor deles. Note como é que fica o amor de Jesus por seus, ETERNO.
Nisto podemos ver as seguintes doutrinas: a eleição do Pai,
os eleitos de Deus são amados eternamente, Jesus morreu por amor
deles para os salvar dos seus pecados, o Espírito Santo chama os
eleitos para conhecer este amor eterno de Deus. A Palavra de Deus diz que
"amou-os até o fim". O que significa o fim?: até o fim da
eternidade, até o limite da nossa necessidade espiritual (salvação,
perdão, purificação, provisão, cuidado), apesar
das nossas falhas. Ó que grande amor inestimável, inefável
e incomparável!
2. O ódio fixado e terrível de Judas Iscariotes o traidor.
v. 2. Ó que contraste; o amor maravilhoso do Salvador para com
os seus e o ódio traidor de Judas Iscariotes para com Jesus Cristo.
3. A volta do Salvador para o seu Pai. v.3. Jesus veio do Pai e
voltou para o Pai depois de consumir a obra da Salvação para
os seus. O falar da sua origem, autoridade, e glória vindoura; mostra
como é que Jesus se humilhou para fazer depois a obra do escravo
em lavar os pés dos seus discípulos.
4. Jesus Cristo fazendo a obra do escravo. v. 4-5. Fazer o que Jesus
fez naquele dia era a obra de um escravo naquela época. Vamos ver
o que isto nos ensina. 1. Jesus deixou a sua glória celestial para
vir ao mundo para ser um servo. 2. Não seria uma grande coisa para
um pescador fazer isto, mas para o Rei dos reis, Senhor dos senhores, o
Filho eterno de Deus, o Soberano do universo, era uma condescendência
sem igual.
5. Pedro discutiu com o Senhor. v. 6-9. Jesus chegou para lavar
os pés de Pedro e Pedro não quis deixar. Em vez de discutir
e duvidar que o Salvador fez, Pedro devia ter aceitado pela fé sem
dizer nada, porque o Salvador sempre faz tudo perfeito. Ó crente
em Cristo, está ouvindo? Não é necessário saber
tudo e porque nosso Salvador faz as coisas que faz, só aceitar e
confiar nele, porque sabemos que ele faz tudo certo sempre. Os pensamentos
e feitos de Deus não são segundo os nossos. Jesus explicou
para Pedro dizendo que foi simbolicamente que ia fazer depois da sua ressurreição
e ascensão lá no céu como nosso Intercessor e Advogado
(I João 1:9-2:1). Ainda Pedro não quis deixar. Jesus disse
a ele: "Se eu te não lavar, não tens parte comigo". O assunto
aqui não é salvação, mas sim comunhão,
a comunhão que o salvo tem com seu Salvador agora nesta vida. Sem
ser lavado dos nossos pecados diários, a comunhão do crente
com o Salvador fica interrompida e/ou suspendida. Agora Pedro correu para
o outro extremo, disse para Jesus lavar a cabeça e as mãos.
6. Tomar banho e lavar. v. 10. Quando Jesus falou "aquele que está
lavado", Ele disse aquele que tomou "banho" na língua grega. Tomar
banho e lavar os pés só, não são iguais. Então,
Jesus disse, "aquele que tomou banho não necessita lavar senão
os pés, pois no mais todo está limpo". A pessoa que tomou
um banho no corpo todo, se sujar os pés, só precisa lavar
os pés. O salvo por Jesus Cristo já está totalmente
limpo dos seus pecados eternamente, só precisa ser depois purificado
da sujeira diária do mundo pecaminoso.
7. O traidor conhecido. v. 10-11. Jesus disse que nem todos os discípulos
eram limpos no sentido de ser salvo. Jesus conheceu o traidor e que nunca
foi salvo dos seus pecados e transformado. Judas Iscariotes sabia que Jesus
falava dele?
2. Jesus Cristo, nosso exemplo. 13:12-20. Jesus Cristo lavou os
pés dos discípulos para os ensinar uma coisa em particular.
Veja a pergunta que fez a eles no v. 12: "Entendeis o que vos tenho feito?"
Você entende o que fez?
1. Jesus é o Mestre e Senhor. v.13. Ele afirmou isto mesmo.
Porque neste versículo agora? Porque o Mestre e Senhor tinha feito
uma coisa tão humilde. Nenhum dos discípulos nem ofereceu
ajudá-lo neste feito. Jesus falou esta verdade porque os discípulos
acharam que alguém de posição não pôde
fazer isto? Observe que a contenda entre eles sobre qual deles parecia o
maior tinha acontecido logo antes disto (Lc 22:24). "O maior dentre vós
será vosso servo", Mt.23:11.
2. O exemplo do Senhor Jesus para nós. v. 14-15. Jesus Cristo
falou para eles fazer o que ele tinha feito. Literalmente lavar os pés
um ao outro? Obviamente não é isto, porque depois no Novo
Testamento não vemos nenhuma vez que eles fizeram isto. Jesus ensinou-os
para assumir a posição de servo, não de fariseu. Mostra
também que quando os irmãos se sujam de pecado, devemos ajudá-los
resolver, não tratá-los com indiferença e desinteresse
farisaicos.
3. O aviso contra orgulho. v. 16. O maior líder entre o povo
de Deus, é aquele que assume a posição de servo. Este
assunto é importante demais, porque introduziu-o com as palavras
"na verdade, na verdade". As igrejas não precisam dos "Diótrefes",
mas dos "Gaios" e "Demétrios", (III João). "Nem como tendo
domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao
rebanho", I Pd. 5:3. Orgulho não tem lugar na obra de Deus, mas a
humildade sim.
4. O fazer disto é louvado. v. 17. A bem-aventurança
vem através do fazer, não do saber (Mt. 7:24). Só saber
sem fazer não é bem-aventurado. Jesus nem disse que a bem-aventurança
vem através de "deixar alguém fazer" isto a nós, mas
através do "fazer aos outros". Nenhum homem "sabe" mais do que o
diabo, mas ninguém faz mais mal do que ele.
5. O Senhor Jesus fala do traidor. v. 18-19. Judas Iscariotes é
o exemplo disto mesmo. Ele "soube" o que Jesus tinha feito, mas não
"fez". Jesus Cristo escolheu Judas ao apostolado (não para a salvação)
e soube que era do diabo. Porque? Para que se cumpra a Escritura (Sl. 41:9).
Jesus Cristo deixou Judas cumprir as Escrituras e depois mandou embora (v.
27). Jesus Cristo anunciou que isto ia acontecer para os discípulos
não tropeçar depois por isso. As vezes tem traidores entre
os crentes. Jesus Cristo já mostrou isto para nós, cuidado
para não tropeçar quando eles se manifestam.
6. Encorajamento de Jesus Cristo aos seus discípulos. v. 20.
Jesus Cristo tinha exortado os discípulos para seguir o seu exemplo
com a promessa que é uma coisa bem-aventurada. Depois anunciou a
traição de Judas Iscariotes. Agora ele falou para eles que
a sua vocação e fidelidade não foram efetuadas pela
defecção e deserção do traidor. O Senhor Jesus
aqui confirmou os fiéis na sua salvação e eleição.
A nossa confiança deve estar no Senhor Jesus Cristo e não
nos homens. Se olharmos aos homens a nossa fé vai vacilar. Vamos
olhar para nosso Salvador e aceitar os enviados por ele, porque vem trazendo
a Palavra dele. Rejeitar os enviados pelo Salvador é rejeitar o Salvador.
Cuidado com extremismo!
3. O aviso dado do traidor pelo Salvador. 13:21-35.
1. O aviso do Salvador aos discípulos da presença de um
traidor entre eles. v. 21-26.
Jesus turbou-se pela presença do traidor entre seus filhos amados,
v. 21. O traidor ficou entre seus amigos e seguidores. A presença
do traidor entre os crentes deve nos turbar. Notem três coisas sobre
o anúncio do Salvador da presença de um traidor entre eles,
v. 22. Primeiro, todos os discípulos duvidaram de quem ele falava.
Até suspeitou-se a si mesmo. Segundo, Judas Iscariotes tinha conseguido
esconder a sua hipocrisia. Judas Iscariotes era um hipócrita perfeito
e nem suspeitado de traição. Terceiro, mostra a longanimidade
do Salvador com que Jesus agüentou o filho da perdição.
Jesus tratou Judas Iscariotes do mesmo jeito que tratou os outros, porque
ninguém suspeitou-o.
Pedro fez um sinal para João, que estava inclinado no seio de Jesus,
para perguntá-lo quem era o traidor, e por isso João fez a
pergunta a Jesus, v. 23-26. Porque Pedro não perguntou o Senhor?
Já estava se afastando um pouco? João tinha uma comunhão
com o Senhor que deixou-o fazer qualquer pergunta a ele. Ó para ter
esta intimidade com ele! Jesus respondeu que era aquele a quem deu o bocado
molhado. Jesus agora identificou claramente o traidor que ele sabia que
era traidor desde o princípio, mas que os outros nem suspeitaram.
Não pode esconder nem mascarar o coração do Senhor.
2. A partida de Judas Iscariotes. v. 27-30. Judas recebeu o sinal
de amizade, mas não se arrependeu, mas ficou confirmado na sua traição.
Foi nesta hora que Satanás entrou nele para tomar a possessão
total da sua vítima que se entregou a ele. Agora veio as Palavras
do Senhor, "O que fazes, faze-o depressa". O fim eterno de Judas foi anunciado.
Para Jesus, foi o anúncio de se entregar para ser traído,
mal tratado, condenado, crucificado e morto. Ó como é grande
a graça de Deus! Os discípulos não entenderam o significado
das palavras de Jesus. Pode bem ser que eles soubessem que Judas era o traidor,
mas sem entender como seria a natureza da sua traição e a
hora. Os discípulos acharam que Jesus tinha mandado Judas comprar
as coisas para a páscoa ou dar uma coisa aos pobres que era costume
da páscoa para os judeus. Judas saiu logo para trair Jesus. Note
que Judas saiu antes da instituição da Ceia pelo Salvador,
Mt. 26:20-26 com João 13:30. Note também que era noite. Esta
é a noite antes da crucificação do Salvador.
3. O anúncio da sua morte e o novo mandamento. v. 31-35.
O Salvador chamou a sua morte a sua glorificação, v. 31-32.
Como é que fica isto? Jesus disse que o Filho do homem foi glorificado.
Jesus Cristo como Deus que se fez carne morreu para salvar o pecador. O
homem Jesus desfez e ganhou o que o primeiro homem fez e perdeu. Como é
que fez? Pelo sacrifício de se mesmo pelo pecado. Não é
só a base da nossa salvação e a glorificação
do Filho do homem mesmo, mas também é a glorificação
da glória de Deus o Pai. Porque os atributos de Deus foram glorificados
na cruz; seu poder (João 10:18), sua justiça (I Pd. 3:18,
Ez. 18:4 e I Cor. 15:1-3), sua santidade (Hab. 1:13 e Mt. 27:46), e seu
amor (João 3:16).
O novo mandamento que Jesus deu foi para os salvos amar uns aos outros
como Cristo nos amou. Este é o sinal supremo (não é
conhecimento nem ortodoxia) que somos de Deus. A falta deste amor mostra
que não é de Cristo.
4. O aviso dado a Pedro pelo Salvador. 13:36-38. Pedro perguntou
para onde Jesus ia e porque ele não podia ir com ele também
(note v. 33). Pedro era salvo e amava o Senhor muito, isto não é
duvidoso. Mas, Pedro era homem de pouca paciência e compaixão
para com os outros. Pedro tinha uma idéia exagerada e errada da sua
própria fidelidade, v. 37. Ele tinha uma confiança orgulhosa
em si que o deixou no perigo muito grande de cair, e caiu. O crente assim
cai no pecado mais vezes do que os outros crentes, porque é convencido
da sua fidelidade e da impossibilidade de cair, e por isso não aceita
o aviso do perigo de cair e cai mesmo, como Pedro caiu. O crente duro demais
com os outros e sem paciência e compaixão para os irmãos
que caem no pecado, e com uma confiança orgulhosa em si cai mais
no pecado do que os outros. Leia Lc. 22:31-34. Jesus Cristo deixou Satanás
tocar em Pedro para que ele pudesse aprender a sua própria fraqueza,
confiar no Senhor, ter compaixão dos outros e deixar o seu orgulho.
Jesus orou para que a sua fé não faltasse, mas deixou Satanás
tocar nele para o seu bem. Tem crente que só pode aprender assim.
Quem tem ouvidos, ouça!
Jesus Cristo no Cenáculo da Páscoa com os Seus Discípulos.
14:1-31.
Jesus Cristo e seus discípulos continuaram no mesmo lugar depois
de comer a Páscoa, lavar os seus pés e instituir a Ceia, e
depois ele começou ensiná-los. Veja Mt. 26:17-29. Note que
em João 14:31 diz que Jesus disse: "Levantai-vos, vamo-nos daqui".
Isto combina com Mt. 26:30. Jesus Cristo ensinou os seus discípulos
a palavra de João 14 antes de sair do cenáculo para o Monte
de Oliveiras. Ele deu um conforto aos seus discípulos antes da sua
morte. Judas Iscariotes já tinha saído para trair o Senhor
Jesus Cristo e os discípulos ficaram com Jesus para ouvir a sua Palavra.
Esta é a noite antes da morte do Senhor Jesus Cristo. Diz em João
13:30 que já era noite. Jesus deu estas palavras para seus discípulos
depois de ouvir pela boca mesma dele que Judas Iscariotes ia traí-lo
e que Pedro ia negá-lo. Jesus tinha anunciado também que ia
morrer em breve e por isso ia continuar com eles pessoalmente pouco tempo,
e seu sofrimento estava bem na sua frente. O mundo e os judeus estavam contra
ele e queriam matá-lo. O Senhor Jesus Cristo sabia o que estava passando
na mente dos seus discípulos e que eles estavam turbados pelas coisas
que ele tinha falado e anunciado a eles. Apesar do fato que Jesus sabia
que no dia seguinte ia sofrer e morrer de uma maneira que ninguém
pode entender nem fazer como Ele fez, Jesus Cristo ainda estava pensando
nos seus discípulos e nas suas necessidades. Por isso entendemos
que temos um Salvador que "pode compadecer-se das nossas fraquezas".
1. Jesus Cristo Confortando Seus Discípulos. 14:1-11.
1. Jesus Cristo chamou-os para confiar em Deus. v. 1. Apesar da
aparência das coisas Deus sabe o que faz e devemos confiar nele. Deus
tinha falado no Velho Testamento que o Messias ia sofrer e morrer, Jesus
Cristo o Messias tinha anunciado a mesma coisa, mas os discípulos
estavam tendo dificuldade em aceitar que Jesus Cristo ia deixá-los
assim. Todos os crentes as vezes tem dificuldade em confiar no Senhor pelo
futuro. Creia irmãos, porque Deus sabe que faz.
2. Jesus Cristo ensinou sobre o céu. v. 2. Na casa do Pai
do Senhor Jesus Cristo (onde Deus habita numa maneira especial, lá
no céu) há muitas moradas, estas moradas serão o lar
celestial e eterno dos santos de Deus. É o lugar onde ficaremos com
nosso Pai e família quem nos ama eternamente, não no meio
de estranhos e inimigos como aqui na terra. Podemos confiar nesta promessa,
porque Jesus nunca mentiu para nós, sempre falou a verdade. O Salvador
subiu lá para preparar lugar para nós. É um lugar reservado
e garantido, pronto para nos receber, e perfeito em todas as maneiras.
3. A promessa da sua vinda. v. 3-4. Jesus foi lá para preparar
lugar para nós e depois vem para nos buscar para ficar lá
com ele para sempre. Ele prometeu voltar e nos buscar e nos levar para ficar
com ele. Ó que promessa boa para os discípulos preocupados
com a sua partida em breve. E para nós também. João
13:36 diz; "depois me seguirás". Encoraja??
4. A pergunta de Tomé. v. 5. Jesus tinha explicado isto mesmo
agora e ainda Tomé não pegou. Até os discípulos
estão devagar para aprender. Isto mostra para nós a fraqueza
do homem para entender as coisas de Deus.
5. Jesus Cristo É o Salvador Suficiente. v. 6-7. No Jardim
do Éden o homem perdeu o direito de estar na presença de Deus,
a capacidade de entender a verdade, e a vida espiritual. Agora pelo pecado
humano, o homem está separado de Deus, cego acerca da verdade, e
morto nas suas ofensas e pecados. Mas Jesus Cristo pela graça de
Deus abriu o caminho para o céu, dá a habilidade para entender
a verdade pelo poder do Espírito Santo, e a vida espiritual na regeneração.
Jesus Cristo fez isto pela sua morte, sepultamento e ressurreição.
A salvação desta morte espiritual é por Jesus só.
6. A pergunta de Filipe. v. 8. Outra vez vemos que até o
salvo não entende muita coisa óbvia. Porque? Falta de confiança
na sabedoria divina em vez da humana. Preconceitos. Falta de atenção.
Pode ser muita coisa.
7. A repreensão de Cristo. v. 9-11. Jesus falou diretamente
com ele para repreendê-lo. Jesus falou o seguinte: Ele é Deus,
Ele é igual ao Pai, Ele e o Pai são um, Jesus era Deus que
se fez carne, Jesus e o Pai tem uma união, harmonia e comunhão
perfeita em tudo, as Palavras de Cristo são as palavras do Pai, as
suas obras provaram a sua divindade.
2. Jesus Cristo Voltou para o Pai. 14:12-20. Jesus Cristo começou
ensinar os seus discípulos sobre a sua volta para o Pai e da vida
deles depois da volta dele para o Pai. Jesus continuou dar para os seus
discípulos mais razões para não deixar os seus corações
ficar turbados. Vamos examinar estas outras razões de encorajamento
por Cristo.
1. A sua obra continuou depois da sua volta para o Pai. v. 12. Jesus
disse que "aquele que crê em mim fará as obras que eu faço,
e as fará maiores do que estas". Jesus falou estas palavras com os
seus apóstolos em particular. Alguns dizem que esta promessa foi
dada para todos os crentes genuínos de todas as épocas. Mas,
hoje em dia não há ninguém que faz os mesmos milagres
e obras que Jesus fez, nem mesmo desde os dias dos apóstolos algum
crente tem feito, sem mesmo dizer que fizeram obras maiores que ele. Quem
tem curado as lepras, dado visão aos cegos desde a nascença,
feito o coxo andar, e ressuscitado os mortos? Quem tem feito obras maiores
do que estas? É óbvio que Jesus falou estas coisas com as
pessoas daquele século e principalmente as da sua igreja do primeiro
século. Observe uns versículos: Mc, 16:17-18, At.2:1-13, 3:1-11,
9:32-43, 16:16-18, 19:11-12, 28:1-10. Veja que Paulo disse em I Cor. 13:8-10.
Jesus prometeu estas obras especiais para os crentes da sua primeira igreja
até o Novo Testamento foi completo. Veja João 16:12-15. Cristo
prometeu para eles a inspiração do Novo Testamento de antemão.
Estas obras especiais por isso cessaram. Grande encorajamento!
2. O conforto de oração. v. 13-14. Jesus tinha anunciado
a sua viagem para o Pai e por isso a distância entre eles ia ser grande,
mas só fisicamente. Este conhecimento dá confiança
para o seu povo. Pela oração a distância desaparece,
porque o crente em Cristo pode entrar na sua presença a qualquer
hora. O que significa pedir no nome de Cristo? Só aumentar o nome
dele no fim da oração? Claro que não! Tem que ser o
seguinte: pessoa salva (identificada com Cristo), que pedimos pelos méritos
do Filho ao Pai, pedimos tudo conforme a vontade dele (conforme a Bíblia
e a vontade dele para nossa vida individual, e para a glória dele).
Assim ele diz: "Eu o farei". Ó que grande encorajamento.
3. O amor evidenciado pela obediência. v. 15. Jesus Cristo
ia deixar os seus discípulos em breve e por isso falou da maneira
de mostrar e evidenciar seu amor por ele na sua ausência. Muitas vezes
no mundo quando a pessoa não está presente, o amor enfraquece
e a gente acha que a ausência da outra pessoa dá licença
para infidelidade. Porque? Porque o amor mundano é egoísta,
falso e muitas vezes insincero. O amor sem obediência e fidelidade
é hipocrisia. Cristo disse aos seus discípulos provar o seu
amor por ele pela obediência na sua ausência. Esta é
a grande prova do amor por ele.
4. A promessa do Consolador. v. 16-18. Nestes versículos
Jesus Cristo revelou o seu amor por seus discípulos. Jesus deixou
os seus discípulos, mas não os deixou sem um Consolador. O
Espírito Santo vai com o povo de Deus numa maneira especial aqui
no mundo. O Espírito Santo é chamado o Espírito de
verdade, porque é ele que revela a verdade para os eleitos de Deus.
Note que Jesus disse que o mundo "não pode receber" o Espírito
Santo. Isto mostra a depravação total do homem, não
tem a capacidade espiritual para receber o Espírito Santo, isto vem
pela graça poderosa de Deus. O mundo não crê porque
não vê nem o conhece, isto mostra a cegueira espiritual do
mundo. Mas, os salvos tem tudo isto pela graça de Deus, porque o
Espírito Santo habita em nós, e estará conosco para
sempre. Jesus Cristo disse que (no v. 18) não deixou o seu povo aqui
no mundo órfãos (abandonados ou desamparados, Hb. 13:5-6),
mas o Espírito Santo está conosco e até "Jesus Cristo
mesmo está conosco". Jesus disse para os seus discípulos,
"voltarei para vós", v. 18. Jesus voltou para andar com os seus espiritualmente
depois, e um dia voltará visível e fisicamente para estar
com os seus. Mais encorajamento!
5. A promessa da vida eterna. v. 19. Jesus subiu ao céu e
o mundo não está o vendo mais agora. Mas, os salvos estão
vendo Jesus Cristo pela graça de Deus através da Palavra de
Deus pela fé, Hb.2:9; e um dia veremos nosso Salvador face a face,
I João 3:1-2, Ap. 22:4. Este é um grande encorajamento que
deve nos sustentar e confortar toda a hora!
5. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
14:21-31. Jesus Cristo aumentou mais para encorajar e confortar os seus
discípulos. É evidente pelo v. 27 que os discípulos
estavam preocupados e apreensivos pelos eventos futuros.
1. Cristo manifestado aos salvos. v. 21. Jesus Cristo prometeu se
manifestar aos crentes. Como é que Cristo faz isto agora na sua ausência?
Corporalmente? Pelas visões? Não, o significado tem que ser
espiritualmente. Jesus Cristo se revela agora aos crentes através
da sua Palavra pelo poder do Espírito Santo. Jesus deu neste versículo
a maneira certa de receber mais da manifestação de Cristo
através da Bíblia; pela obediência a sua Palavra. O
salvo que vive guardando os mandamentos de Deus, receberá do Senhor
mais e mais da manifestação de Cristo através da Bíblia.
2. A pergunta de Judas (não o traidor). v. 22. Judas queria
saber como é que Jesus podia se revelar a eles e não ao mundo,
porque estavam no mundo no meio do povo. Ele estava pensando fisicamente.
Jesus falou sobre uma manifestação espiritual. Há uma
grande diferença. Nós entendemos que estamos vendo muita coisa
que o mundo nunca viu ainda, e nunca verá por causa
da sua cegueira espiritual sem a graça de Deus operando no seu coração
a visão espiritual.
3. Jesus respondeu. v. 23-25. O que Jesus falou deve ser para nós
óbvio. O mundo não obedece a Palavra de Deus, nem pode vê-la,
nem ama Jesus Cristo, e por isso não entende nada sobre Jesus Cristo
de verdade. Mas, o amor verdadeiro por Cristo se manifesta pela obediência,
e pelo arrependimento pelas ofensas que cometemos. Veja a resposta de Pedro
em 21:17. O amor verdadeiro por Cristo não fica perguntando se puder
fazer uma coisa errada ou se for necessário para fazer mesmo o que
Deus manda, mas tem prazer em obedecer e deixar a desobediência. Este
é o desejo do convertido que se manifesta na sua vida. Jesus disse
que nesta pessoa o Pai e o Filho farão morada. Isto fala de comunhão
com Deus, não de salvação. O mais que o crente anda
segundo a Bíblia, a mais comunhão que tem com Deus. Jesus
falou isto com eles para que pudessem lembrar isto depois da sua partida.
Note a diferença entre o mundo e o salvo.
4. A obra do Espírito Santo. v. 26. Jesus deu esta promessa
a eles de ser ensinados e lembrados de tudo quanto que os ensinou. Exemplos
disto: 12:16 e 22:22. Os discípulos precisaram da promessa? E como!
Porque tinham muita coisa ainda que não entenderam, e que iam precisar
aprender. Jesus Cristo cumpriu a sua promessa na hora certa com a verdade
certa da sua Palavra. Ó irmãos, como é que esta promessa
é uma grande bênção para os salvos até
na ausência do Salvador. Jesus Cristo não estar aqui para responder
as nossas perguntas, mas não se preocupe, porque na hora certa ele
vai nos ensinar a verdade certa que precisamos, e/ou nos fazer lembrar da
verdade que já aprendemos para nos ajudar na hora exata. Veja que
precisamos estar sempre na sua Palavra para isto acontecer. Porque não
pode nos ensinar alguma coisa da sua Palavra sem ouvir e ler a sua Palavra,
nem fazer nos lembrar de uma coisa que não aprendemos já.
5. A paz perfeita de Jesus Cristo. v. 27. Esta paz que Jesus Cristo
nos dá é inefável. Como é que os discípulos
precisaram e os salvos de todas as épocas precisam dessa promessa.
No mundo temos aflições, 16:33; mas em Cristo temos a paz
que excede todo entendimento, Fl 4:7. Nota do jeito que Jesus falou isto:
"deixo-vos a paz, e dou a paz". É uma coisa dada que continua dando.
Primeiro, temos "paz com Deus" por causa da expiação de Cristo
na cruz por nós, Rm 5:1. Segundo, temos a "paz de Deus" em nós
pelo Espírito Santo que habita em nós, Fl. 4:7.
6. A prova do amor dos discípulos. v. 28-29. Cristo falou
do amor deles revelando que não era perfeito ainda. Ainda estava
faltando para ser perfeito. Irmãos em Cristo, amamos Jesus Cristo
com toda certeza, mas nosso amor ainda não está perfeito.
Jesus nos ama perfeitamente, e Ele merece ser amado perfeitamente também.
Versículo 29 é um preferido para as testemunhas falsas de
Jeová. Jesus negou que falou noutros lugares, 14:3-12, 17:1-5? Fala
de sujeição, do Filho ao Pai.
7. Satanás e Jesus Cristo. v. 30-31. Vemos nestas palavras
Gn. 3:15. Satanás feriu o alcanhar de Cristo, mas Cristo feriu a
sua cabeça mortalmente. Satanás procurou em Jesus uma coisa
errada, tentou causar Jesus pecar, tentou matar Jesus, mas nada teve em
Jesus Cristo. Era palavras de conforto aos discípulos também.
Não teve dúvida sobre a vitória da cruz do Calvário.
Jesus é o Salvador perfeito em todas as maneiras. Ele deixou Satanás
tocar nele para nos salvar eternamente. Por isso, a vitória é
nossa! Logo ele disse, "Levantai-vos, vamo-nos daqui". Saiu ao encontra
e venceu!
Jesus Cristo, A Videira Verdadeira. 15:1-27.
Jesus Cristo falou estas palavras com os seus discípulos, os onze
apóstolos. Estas palavras não foram faladas para os perdidos,
nem para uma multidão misturada de pessoas perdidas e salvas, mas
aos crentes só. O assunto deste capítulo é comunhão
com Cristo e dar fruto. A palavra "fruto" é falada oito vezes neste
capítulo. As palavras "estar em mim" e "permanecer" aparecem algumas
quinzes vezes nos primeiros dez versículos. Jesus Cristo é
a videira (v. 1 e 5), e nós somos as varas (v. 5). Jesus Cristo é
a nossa vida espiritual (a videira), somos ligados a videira como as varas
estão ligadas a videira para receber a vida. O propósito disto
é dar fruto, se não der, o lavrador (Deus o Pai, v. 1) tem
que ajeitar isto.
1. A Videira Verdadeira e o Lavrador. 15:1-6.
1. A videira verdadeira e o lavrador identificados. v. 1. Jesus
já falou que é a luz verdadeira (1:9), o verdadeiro pão
(6:32), e agora diz que é a videira verdadeira. Como Jesus é
a luz verdadeira do seu povo que ilumina o seu caminho e nos revela a verdade,
e o verdadeiro pão que dá vida eterna e que é a alimentação
diária que nos dá força para a obra dele, ele é
a videira verdadeira que faz o seu povo frutificar na obra dele ricamente.
Esta palavra "verdadeira" mostra que Cristo é a videira perfeita,
essencial e uma realidade permanente na vida do salvo que produz fruto nas
varas.
Jesus disse que Deus o Pai é o lavrador. Com certeza isto fala do
cuidado que Deus o Pai tem da videira e das varas da videira. Veja o que
diz em de Isaías 53:2; "Porque foi subindo como renovo perante ele,
e como raiz de uma terra seca". Deus o Pai cuidou o seu Filho amado desde
o seu nascimento até o fim da sua vida terrestre maravilhosamente.
É uma prova muito bonita do cuidado do lavrador (o Pai) da videira
verdadeira (Seu Filho Jesus Cristo). Deus o Pai tem o mesmo cuidado maravilhoso
também das varas. Ele sempre fica de olho nas varas para as cuidar
e tratar numa maneira especial. Ele observa tudo na vida dos seus para cuidá-los
certamente para que possam dar fruto no seu serviço.
2. As varas frutíferas e as varas infrutíferas. v. 2-3.
É óbvio que Jesus não está falando sobre a salvação,
porque se fosse, estaria dizendo que o crente tinha a salvação
e a perdeu. Mas, a Palavra de Deus toda ensina que isto é uma impossibilidade.
Não diz que as varas infrutíferas nunca deram fruto nem que
estão mortas, mas literalmente diz que não estão dando
fruto. Isto é uma possibilidade sempre nas vidas dos salvos, que
podem se tornar infrutíferos depois de dar fruto para Cristo mesmo.
Veja estes versículos; II Pd. 1:5-8, Tto 3:14. O salvo mesmo pode
se tornar infrutífero depois de dar até muito fruto para Cristo
na sua vida. Como? Pela negligência das coisas de Deus na vida (I
Pd. 1:8). Neste caso, o lavrador (Deus o Pai) levanta a vara para que não
fique no chão e possa ser tratada para dar fruto de novo. A palavra
"tira" significa "levanta" na língua grega. Veja João 11:41
e Ap. 10:5 para ver a mesma palavra tirar traduzida levantar.
Também fala que "limpa toda aquela que dá fruto, para que
dê mais fruto". O lavrador cuida bem também as varas (salvos)
que estão frutificando. Como? Limpando os insetos, folhas velhas,
doença e etc. É isto mesmo que Deus o Pai faz com os crentes
que estão frutificando para que eles dêem mais e mais fruto.
Os salvos estão limpos pelo sangue de Jesus Cristo derramado na
cruz. Versículo 3 fala sobre a salvação que temos em
Cristo e o perdão de todo pecado por ele. Isto aconteceu pela pregação
da Palavra de Deus que nos anunciou a salvação em Cristo Jesus
e que recebemos pelo poder do Espírito Santo. Veja I Pd. 1:22-23.
Somos limpos pelo sangue do Senhor Jesus Cristo eternamente, mas não
estamos ainda limpos perfeitamente na prática, e é por isso
que Jesus falou isto aqui. Para mostrar que os crentes são salvos
por Cristo, e que temos que nos purificar para dar mais e mais fruto para
a glória de Deus. Se o salvo não fizer, o lavrador vai ajeitar
isto com certeza.
3. As condições de frutificar. v. 4. Estar em Cristo,
e Cristo estar em nós. Este versículo fala sobre a necessidade
de manter a nossa comunhão com Cristo para continuar sempre frutificando
bem na obra dele. É fazer isto com toda fidelidade e diligência
para que demos fruto continuamente. Porque sem esta comunhão intata
é impossível dar fruto.
4. A dependência absoluta do salvo. v. 5. Como a videira dá
a força para as varas frutificarem, a Videira Verdadeira (Jesus Cristo)
dá a força para as varas (os salvos) frutificar. Vemos a necessidade
de manter a comunhão com Cristo boa e certa, porque nós somos
as varas e ele é a videira, recebemos a força para dar fruto
da videira. Sem esta força que vem da videira não podemos
fazer nada, quer dizer nenhum fruto podemos produzir. A nossa capacidade
de produzir fruto depende da videira (Jesus Cristo) absolutamente. Este
aviso é preciso entre os salvos, porque há uma necessidade
de manter a comunhão certa, porque sem Cristo nada podemos fazer.
5. As conseqüências de não manter a comunhão
certa com Cristo. v. 6. Aquele que lança fora a vara (o salvo
infrutífero) é o lavrador (Deus o Pai). Isto fala sobre o
fato que Deus o Pai pode deixar para não usar mais no seu serviço.
Veja I Cor. 9:27. Ló é exemplo disto. Por isso as obras todas
de alguns crentes serão queimadas. I Cor. 3:15. II João 8.
2. Jesus Cristo A Videira Verdadeira.15:7-16.
1.Comunhão e Oração. v. 7. Jesus deu o aviso
da conseqüência de não manter a comunhão com Cristo
no v. 6. Agora ele começa falar sobre os resultados de manter a comunhão
com Cristo Jesus certa e fielmente. Jesus deu três resultados: a oração
respondida, a glorificação do Pai, e um testemunho bom e claro
de ser os filhos de Deus. Jesus deu duas condições para oração
ser respondida por Deus.
1. Estar nele que significa manter a condição do nosso coração
para com Cristo puro e doce. Quer dizer que o coração tem
que estar ocupado com Jesus Cristo mesmo.
2. A Palavra dele estar em nós. Isto quer dizer que a nossa vida
tem que ser governada e controlada pela Palavra de Deus. O crente que acha
que estar mantendo comunhão com Cristo fielmente sem deixar a Palavra
de Deus controlar a vida, está se enganando, e por isso a sua oração
será impedida. Mas, quando tudo isto é a verdade da vida,
o crente tem esta promessa de pedir tudo o que quiser, e vos será
feito. Veja que temos que lembrar também de I João 5:14.
2. O Pai é glorificado pelo dar de muito fruto. v. 8. Jesus
nos mostra o valor de dar muito fruto, a glorificação do Pai.
Então, devemos nos ocupar com a glorificação do Pai.
Para glorificar o Pai, temos que manter a nossa comunhão com o Filho
e deixar a sua Palavra governar a nossa vida. Porque uma vara infrutífera
não glorifica o Pai. É um grande motivo para manter comunhão
com Cristo e a sua Palavra na vida. Podemos ver este fruto mais perfeitamente
na vida do Senhor Jesus Cristo, porque ele sempre glorificou o Pai. Porque
ele tinha uma comunhão perfeitíssima com o seu Pai, e por
isso muitíssimo fruto que glorificou o seu Pai perfeitamente. Observa
o fruto do Espírito Santo em Gl. 5:22-24. Veja no v. 24 desta passagem
que isto é o resultado de "crucificar a carne com suas paixões
e concupiscências". Porque é só assim que Cristo dará
ao seu povo a força para produzir muito fruto e por isso glorificar
o Pai. A capacidade depende da força de Cristo, não da nossa,
porque não podemos produzir fruto da nossa própria força.
Jesus disse: "sem mim nada podeis fazer". A vara produz fruto por causa
da força da videira.
3. O gozo ou a alegria do seu amor. v. 9-10. João continua
falando sobre a mesma coisa, o resultado da comunhão com Cristo.
Agora o que é? O gozo ou a alegria do amor dele. O amor do Senhor
Jesus Cristo para o seu povo é imutável para sempre. Não
é uma questão do amor dele por nós, porque este amor
não muda, mas é o gozo ou alegria que temos no amor dele.
O gozo e alegria que temos no amor dele depende da maneira que obedecemos
os seus mandamentos. Sem obedecer os seus mandamentos não estamos
mantendo a nossa comunhão com ele, e por isso o gozo e alegria que
temos no seu amor vai sofrer. Observa o que Davi o rei disse no Sl. 51:12.
Jesus Cristo gozou e alegrou no amor do seu Pai perfeitamente porque obedeceu
os seus mandamentos perfeitamente. O prazer da vida dele foi fazer sempre
a vontade do seu Pai. Esta é a única maneira de ter sempre
o gozo e alegria do seu amor.
4. O gozo completo. v. 11. Note que Jesus falou que o resultado
de tudo que tinha falado nos v. 1-10 é que o crente vai permanecer
no gozo e alegria do seu amor e que este gozo será completo. A base
do nosso gozo e alegria não está em nós, mas no nosso
Salvador. Irmãos, queremos deixar o canal do gozo do seu amor sempre
aberto para nós, somente podemos manter aberto por uma comunhão
certa para com o Salvador. Foi por isso que Jesus falou estas coisas para
o seu povo, para que possamos gozar e alegrar sempre no seu amor imutável.
Queremos só um pouquinho deste gozo e alegria, ou completo? Assim
podemos gozar e alegrar no seu amor em qualquer circunstância, até
na prisão, At. 16:25.
5. Amar um ao outro. v. 12. Jesus Cristo ama o seu povo perfeita
e eternamente. O amor dele por nós é imutável. Este
amor deve se mostrar nas vidas dos filhos de Deus uns aos outros. O amor
verdadeiro fica sem egoísmo e malignidade para com os irmãos
em Cristo. I Cor. 13. É claro que está falando de todo irmão
que dá evidência de ser o filho de Deus. Jesus nos mandou amar
os nossos irmãos em Cristo. Mas, temos que lembrar também
que o grau do gozo deste amor pode depender da comunhão que temos
um ao outro.
6. As provas do amor de Jesus Cristo pelo seu povo. v. 13-15. Primeiramente,
ele mostrou o seu amor pelos eleitos quando deu a sua vida para os salvar,
v. 13. Jesus fez isto voluntariamente por amor deles. Note que ele chamou
os eleitos, os seus amigos. Esta é a graça de Deus, porque
éramos os inimigos de Deus. Segundamente, Jesus tratou os seus como
os seus amigos mais íntimos. Podemos gozar na comunhão mais
íntima dele. Esta é uma maravilha. Hb. 2:11. Ele é
nosso amigo, mas nós somos os amigos dele? Observe bem o v. 14. Terceiramente,
Jesus nos chamou os seus amigos, v. 15. Neste versículo ele mostrou
que somos os amigos dele pelo fato que nos revela a vontade do Pai. Ele
não faz isto com todos, mas só com os seus amigos.
7. O propósito do amor de Cristo por nós. v. 16. Note
que somos os amigos dele pelo propósito dele. Foi ele que nos escolheu
para ser os seus amigos, e não vice versa. Esta é a eleição
da graça de Deus em fazer de nós os seus amigos. O propósito
desta escolha dele é para que possamos dar fruto, que o nosso fruto
permaneça, e que todo pedido de oração seja concedida.
Tudo isto é o resultado da graça de Deus.
3. Jesus Cristo Fortificando os Seus Discípulos. 15:17-27.
1. Amar um ao outro. v. 17. Jesus mandou para os seus discípulos
amar uns aos outros. Porque é coisa que é contra a natureza
do mundo e da carne humana. Sabia que os crentes teriam problema com isto?
Esta qualidade nos identifica como os seus.
2. Aviso contra o ódio do mundo. v. 18. Jesus avisou os discípulos
que iam sofrer o ódio deste mundo do mesmo jeito que ele o sofreu.
Irmãos faz parte de ser filhos dEle, Ele sofreu este ódio,
e vamos também. Não sejam espantados.
3. A razão do ódio do mundo por nós. v. 19-21.
Não somos mais do mundo, Deus nos separou dele pela graça.
Este fato condena o mundo e o mundo por isso nos odeia. Somos os escolhidos
de Deus. Não há nada que enfurece o mundo mais do que ouvir
que Deus escolheu alguns para ser seus filhos e deixou os outros para perecer.
Por isso nos odeia. O mundo não odeia os religiosos assim, mas sim
os escolhidos e separados pela graça de Deus. O servo de Cristo não
é maior do que seu Senhor, o mundo perseguiu Jesus, perseguirá
os seus servos também. Mas alguns ouvirão pela graça
também.
4. A grandeza da culpa do mundo. v. 22-24. A culpa do mundo é
grande porque Cristo veio para falar e revelar a Palavra do Pai , expor
pecado, mostrar o Pai e providenciar a salvação, mas o mundo
viu e ouviu e ainda rejeitou tudo, inclusivo o Filho e o Pai. O mundo daquela
época recebeu muito e rejeitou tudo, por isso a culpa é grande
demais. Leia Lc. 10:12, 12:48. Hb. 10:28-29. Esta é a verdade do
povo de todo tempo.
5. O cumprimento da Palavra. v. 25. Ó como é que fica
a abominação deste pecado. Cristo não fez nada para
provocar este ódio, e esta é a grande condenação
do mundo. Deus já tinha profetizado isto, Sl. 35:19, 69:4.
6. O crente e o Espírito Santo. v. 26-27. Jesus deu uma promessa
da testemunha do Espírito Santo através dos eleitos de Deus
do Filho de Deus Jesus Cristo. A obra do Espírito Santo neste mundo
que odeia o Salvador e os servos dele é dar testemunho do Filho de
Deus através dos escolhidos de Deus. Este testemunho é um
só; o Espírito Santo testemunhando pelos eleitos. Esta é
a graça de Deus que opera nos filhos da ira para testemunhar de Cristo!!
Jesus Cristo e o Espírito Santo 16:1-33.
Os v. 1-11 deste capítulo são a continuação
do assunto que Jesus começou falar em 15:18 sobre o ódio do
mundo por Jesus Cristo e os seus filhos. Em 15:26-27 Jesus deu uma consolação
aos seus discípulos quando falou sobre o Espírito Santo estar
com eles para dar a força para cumprir a vontade de Deus aqui no
mundo. Jesus falou isto a eles por causa do fato que o mundo odeia os salvos
e era um grande encorajamento saber que o Espírito Santo está
com os filhos de Deus para consolar, ajudar e fortalecer na obra de Deus.
Agora Jesus explicou mais perfeitamente o que o mundo ia fazer contra os
seus filhos no mundo. Jesus fez uma coisa que os falsos profetas não
fazem, ele falou que os "seus filhos" iam sofrer por causa de Cristo, em
vez de prometer sempre ter na vida a falta de problemas, dificuldades, aflições
e perseguição. Devemos observar também que quando Jesus
falou do mundo, ele falou de uma coisa muito maior do que muita gente pensa
hoje em dia. Quando Jesus falou do mundo, ele falou de tudo que não
é dele, da sua Palavra, do seu povo verdadeiramente salvo, e que
não é da sua religião verdadeira. Isto é muito
mais evidente no mundo religioso do que em qualquer outro lugar, porque
a religião falsa toda odeia as coisas "de Cristo" mesmo.
1. A Inimizade do Mundo Contra Deus Explicada. 16:1-11.
1. A razão pelo aviso. v. 1. Jesus avisou os seus discípulos
do ódio do mundo para que eles não ficassem ofendidos, chocados,
tropeçando e escandalizados depois. Porque ser avisado de antemão,
é ser preparado e armado de antemão. Jesus estava preparando
os seus para o futuro que ia trazer a perseguição e o ódio
do mundo sobre eles.
2. O sofrimento deles detalhado por Jesus Cristo. v.2. Observe que
esta perseguição vem do mundo religioso. Não há
nenhum tipo de ódio pior do que o ódio religioso. Veja que
esta perseguição é da mente (expulsar das sinagogas),
e do corpo (matar). Jesus claramente identificou os religiosos com "o mundo",
que é de Satanás. Ser expulsado da sinagoga era muito mais
do que só estar proibido assistir o templo e as sinagogas. Era ser
evitado e desprezado pelo seu próprio povo e até família.
Era ser marcado como alguém para ser denunciado e por isso evitado
completamente. Esta pessoa se tornou rejeitada e banida pelo seu próprio
povo e família. Ó irmãos, como é que isto pode
mexer com a mente e o coração do filho de Deus. Não
é só isso, há mais ainda, a morta física. Veja
este ódio no livro de Atos, 23:12-13. Esta é a história
dos batistas desde os dias do Senhor Jesus Cristo até hoje em dia.
A nossa história está escrita de sangue. Se lembra de Saulo
de Tarso? At. 26:9-10. Os inimigos de Cristo inventaram as maneiras mais
cruéis para matar os remidos de Deus.
3. A razão da hostilidade do mundo para os remidos de Deus. v.
3. Jesus descobriu a fonte deste ódio, inimizade e hostilidade
do mundo para os salvos. Porque é? Porque não conhece Deus
o Pai, nem o seu Filho Jesus Cristo. Isto mostra a depravação
e cegueira espiritual do mundo. O mundo diz que tem Deus e seu Filho, mas
a prova mostra que não é!
4. Uma palavra de conforto e segurança. v. 4. Não
houve necessidade para Jesus dizer isto para eles antes, porque ele estava
com eles. Mas, agora ia viajar e deixar eles só, e eles precisaram
saber tudo isto para que eles pudessem ser preparados para o futuro. Jesus
revela para nós que precisamos na hora certa para a coisa certa.
5. Os discípulos entristecidos. v. 5-6. Veja que os discípulos
estavam tão entristecidos com estas palavras de Jesus que eles somente
pensaram em si mesmo e nem pensaram em perguntar para onde ele ia. Ó
irmãos, como é fácil para o salvo deixar este tipo
de coisa tomar a conta da vida e impedir a nossa visão espiritual!
Só pensando nas coisas assim, deixa o salvo perder a bênção
que estas coisas podem trazer. Mas, isto não continuou assim, porque
depois da ressurreição, eles andaram na comunhão de
Jesus durante quarenta dias e depois ficaram encorajados e fortes. Leia
Lc. 24:49-53. Veja o que a comunhão com Cristo faz na vida. Se lembra
de João 15 e a comunhão com Cristo?
6. A promessa do Espírito Santo, que é o Consolador. v.
7. Jesus disse: "convém que eu vá", mas porque? Era para
o bem deles que Jesus ia para o Pai, porque o caminho dele para chegar lá,
era pela cruz. Como é que era necessário para eles e para
nós que Jesus morreu na cruz para nos salvar dos nossos pecados.
A morte, sepultamento e ressurreição de Cristo era tão
importante, que sem fazer, nada estaria feito acerca da nossa salvação
e vida cristã. Tudo dependeu da obra de Jesus Cristo na cruz para
a bênção de Deus sobre nós. Além disto,
quando Jesus subiu ao Pai de novo o Espírito Santo veio numa maneira
especial para dar poder ao povo de Deus, e especialmente a igreja (At. 2),
para fazer a obra de Deus.
7. A vindicação (justificação) de Jesus
Cristo pelo Espírito Santo. v. 8-11. Estes versículos
são uns dos versículos mais mal-entendidos e mal-interpretados
da Bíblia toda. Muitos dizem que o Espírito Santo dá
convicção de pecado e a chamada eficaz para todos os pecadores
e eles tem que aceitar ou rejeitar segundo a sua própria vontade.
Mas, isto não combina com o que Jesus ensinou antes em João
(3:20, 5:40, 14:17). O que significa então?
A presença do Espírito Santo no mundo mostra a condição
depravada e perdida dele. Porque o mundo rejeitou o Salvador e sem a operação
do Espírito Santo no homem é impossível para o homem
entender, se arrepender, crer, e viver pela Palavra de Deus. Este fato é
uma grande condenação do mundo que mostra a sua culpa terrível.
Jesus disse que o Espírito Santo mostra isto em três coisas
que são as conseqüências da presença dele no mundo.
1. "Do pecado, porque não crêem em mim". O Espírito
Santo dá testemunho do Senhor Jesus, mas o mundo mostra o seu ódio
por ele, e por isso seu pecado, porque não crê nele. 2. "Da
justiça, porque vou para o meu Pai, e não me vereis mais".
O Espírito Santo mostra que Jesus Cristo é santo, puro, perfeito,
justo, imaculado e incontaminado pelo fato que Jesus foi recebido lá
no céu pelo Pai depois de fazer a salvação. 3. "Do
juízo, porque já o príncipe deste mundo está
julgado". Agora a única coisa que está esperando para o mundo
é juízo afinal. A prova disto é o fato que Satanás
foi vencido e julgado pela obra do Senhor Jesus Cristo na cruz. Graças
a Deus não somos do mundo, mas dos eleitos do Pai, remidos do Filho
e chamados do Espírito Santo.
2. Cristo Glorificado pelo Espírito Santo. 16:12-22. (ou
a Pré-Autenticação do Novo Testamento).
1. A Necessidade da obra do Espírito Santo. v. 12. Jesus
não falou tudo que os seus discípulos precisaram ouvir, mas
deu a promessa de dar depois pelo Espírito Santo. Jesus não
falou estas coisas porque os discípulos não estavam prontos
para ouvir e receber até depois. Mas o Espírito Santo ia revelar
tudo isto a eles depois.
2. A promessa de receber toda a verdade. v. 13. Como é que
o Espírito Santo fez isto? Pela inspiração do Novo
Testamento. O Espírito Santo deu aos homens santos daquela época
toda a verdade que o povo de Deus precisa saber para fazer a obra dele pela
inspiração do Novo Testamento. II Tm. 3:16-17. II Pd. 1:19-21.
A Palavra de Deus está completa, santa e infalível, e por
isso tudo que precisamos saber agora na obra dele. Não há
revelação dada agora. Judas 3.
3. O Espírito Santo glorifica O Senhor Jesus Cristo. v. 14.
É o que o Espírito Santo faz no mundo, glorifica Jesus Cristo.
Qualquer espírito que diz que é de Deus, mas não glorifica
Jesus Cristo na sua santidade, é mentiroso e não de Deus nem
da verdade. Veja alguns versículos. I João 2:21-23, 4:1-3.
II João 7-11. II Cor. 4:6.
4. A harmonia da Trindade. v. 15. Jesus Cristo veio para glorificar
o seu Pai e fez isto sempre. O Pai glorificou o seu Filho na terra pela
sua morte, sepultamento e ressurreição e depois recebeu o
seu Filho lá no céu para a mesma glória que tinha antes
que o mundo existisse, João 17:1-5. O Espírito Santo está
glorificando Jesus Cristo na terra através do seu testemunho pela
pregação da Palavra de Deus.
5. Os discípulos desejaram entender. v. 16-19. Quando Jesus
falou "um pouco e não me vereis", ele significou que em pouco tempo
ia ser traído e prendido para ser condenado e crucificado. Era uma
questão de poucas horas (talvez duas ou três). Agora os discípulos
começaram pegar o que Jesus falou e começaram fazer perguntas.
Note a onisciência do Senhor Jesus pela maneira tão maravilhosa
que ele explicou tudo com uma paciência divina.
6. A tristeza transformou-se em alegria. 20-22. Esta é uma
verdade de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Porque os discípulos
ficaram com tristeza quando Jesus foi crucificado, mas o mundo ficou com
alegria. Leia Mc. 16:10 e Lc. 24:17. Enquanto os discípulos estavam
lamentando, o mundo estava se alegrando porque achou que tinha ganho a vitória
sobre Jesus Cristo. Mas observa que esta tristeza se transformou em alegria
muito grande depois da ressurreição. Leia Mt. 28:8, Lc. 24:22,
João 20:22. Mas a alegria do mundo acerca da crucificação
de Cristo não se transformou e tristeza, mas continua no mesmo ódio
do Salvador. Jesus morreu, foi sepultado e ressuscitou por nós irmãos,
ó que grande alegria!
Depois Jesus deu um exemplo da coisa que falou, v. 21-22. O exemplo da
mulher que dá à luz a um filho, ela sente dor e tristeza,
mas depois muita alegria por causa do filho que nasceu. A alegria que os
crentes tem na salvação que Cristo ganhou para nós
passa todo entendimento, e também não se acaba por causa de
nenhuma razão eternamente.
3. As Consolações Últimas de Cristo. 16:23-33.
(as Bênçãos e Privilégios dos Salvos).
1. Pedir ao Pai no nome do Filho. v. 23-24. Jesus ia morrer e subir
ao Pai, e depois Jesus não ia estar fisicamente com eles para perguntar
nem pedir nada pessoalmente dele. Parece que os discípulos oraram
a Deus sim, mas não no nome de Jesus, porque ele ainda estava presente
com eles. Mas depois da sua ascensão eles oraram ao Pai no nome do
Filho, porque tinha subido ao Pai. Jesus encorajou os seus discípulos
orar e pedir ao Pai no nome do Filho com a esperança e confiança
de receber, para que o gozo se cumpra. Veja que oração e gozo
vão juntos. Gozo sem oração é impossível.
2. A promessa de revelar o Pai claramente. v. 25. Podemos procurar
uma parábola nas Epístolas sem achar. Leia II Cor. 3:12. Veja
que Jesus começou fazer (revelar claramente) isto em Lc. 24:27 e
45. Mas o cumprimento desta promessa foi mais claramente feito quando o
Espírito Santo deu o Novo Testamento. Depois da ascensão de
Cristo ao Pai, o Espírito Santo revelou mais perfeitamente os mistérios
do Evangelho. É grande privilégio e bênção
que temos.
3. O amor do Pai para os remidos do Filho. v. 26-28. De novo Jesus
fala que os salvos pedem no nome do Filho ao Pai. Temos este direito porque
somos do Filho, ele nos lavou de todo pecado e por isso podemos aproximar-nos
ao Pai por causa do Filho. Ó que grande motivo para orar ao Pai!
Temos a segurança e certeza que o Pai nos ama, porque somos do seu
Filho amado, e que amamos o seu Filho e cremos nele como seu Filho e Salvador.
O amor do Pai por nós é seguro.
4. A confissão dos Apóstolos. v. 29-30. As palavras
de Cristo consolaram os discípulos. Porque? Porque responderam as
suas perguntas sem eles perguntar (onisciência). Jesus deu a eles
a certeza do amor do Pai por eles, e falou que sabia que eles amaram e creram
no Salvador com certeza. É uma consolação sem igual
para crente saber que Jesus sabe que amamos ele e que o Pai nos ama eternamente.
5. Jesus provou a fé deles. v. 31. Jesus Cristo sabia que
a fé deles era genuína, sincera e verdadeira, mas provou esta
fé deles. A fé deles ia ser provada severamente em poucas
horas pela sua crucificação. Mas Jesus sabia que a fé
deles não ia falhar, e não falhou mesmo. Jesus sabia o que
estava no futuro deles, que a fé deles ia ser provada mesmo. A fé
deles enfraqueceu, mas não falhou. A fé deles estava mais
fraca do que eles pensavam, e Jesus sabia. Todos iam ser ofendidos e espalhados
em poucas horas. Ó irmãos devemos orar a Deus: "Sustenta-me,
e serei salvo", Sl. 119:17.
6. O aviso de Jesus Cristo. v. 32. Jesus deu aviso da prova que
vinha e também da fraqueza deles. Em poucas horas eles iam fugir
para se proteger e deixar Jesus só, Mt. 26:31, Zc. 13:7. Mas, Jesus
Cristo enfrentou o sofrimento da ira de Deus para salvar os seus eleitos.
E o Pai ficou com ele apesar do fato que todos deixaram o Salvador. Leia
Is. 50:7.
7. A vitória afinal. v. 33. Jesus falou que a hora tinha
chegada para sofrer e salvar os eleitos da sua condenação
para sempre e que os seus discípulos iam ser ofendidos e espalhados.
Também falou que o seu povo terá sempre aflições
no mundo. A vida toda do salvo está cheia de tentação,
prova, problema, dificuldade, perseguição, fraqueza, fadiga,
sofrimento e zombaria. Mas, no meio de tudo isto temos paz com o nosso Salvador
que o mundo nem entende. É uma paz maravilhosa que o mundo não
pode tirar. Jesus falou isto para que eles pudessem gozar na paz dele que
temos com Jesus pela comunhão íntima com ele feita pelo sangue.
O mundo é horrivelmente contra Jesus e seu povo, mas em Cristo temos
a vitória! Como? Pela vitória da cruz que ele ganhou em poucas
horas depois destas palavras. Ó que grande vitória!
A Oração Intercessora do Senhor Jesus Cristo. 17:1-26.
Este capítulo tem a oração mais cumprida do ministério
do Senhor Jesus Cristo e também do Novo Testamento todo. É
um exemplo do Intercessor Eterno orando. Esta oração tem sido
chamada a oração do Grande Sumo Sacerdote. Jesus Cristo fez
esta oração na presença dos seus discípulos
logo depois da instituição da Ceia do Senhor e do discurso
dado em João 14-16. Para nós que somos eleitos e salvos é
uma coisa muito preciosa.
1. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. 17:1-5. É bom observar
como é que ficou a postura física do Senhor Jesus Cristo quando
ele fez esta oração, v. 1. Não diz se fosse em pé
ou sentado. Mas diz sim que levantou os olhos ao céu e orou a Deus.
Ele fechou os olhos ou ficou com os olhos abertos? Esta postura física
mostrou que tirou os pensamentos das coisas da terra para falar com Deus,
seu amor pelo Pai, adoração profunda e a sua confiança
santa no Pai. Devemos lembrar que Jesus as vezes pregou sentado, e outras
vezes em pé. Jesus orou a Deus sentado, deitado e em pé. Jesus
orou a Deus também com a cabeça e os olhos levantados ao céu
e os olhos abertos. Não quer dizer que orar a Deus com a cabeça
baixa e os olhos fechados é errado, mas também fazer como
Jesus fez não é errado. Temos que ficar em pé para
respeitar a Palavra de Deus? Podemos ficar sentados e respeitar a Palavra
de Deus? Os fariseus que ficaram em pé para orar e ensinar respeitaram
a Palavra de Deus? É bom fazer as coisas de Deus segundo a norma
da nossa época, mas também não deixar isto se tornar
uma tradição exigida, nem julgar a reverência da pessoa
pela sua postura física.
1. A oração do Filho pela sua glória e a glória
do seu Pai. v. 1. No fim do ensino que deu aos seus discípulos
Jesus falou que a sua hora de morrer, ser sepultado e ressuscitar tinha
chegada. O Intercessor Eterno começou a sua oração
falando na sua hora de ser crucificado porque isto é a base de tudo
que o Salvador pediu ao Pai. Ele pediu para o Pai glorificar o seu Filho,
e o Pai fez isto pela morte, sepultamento, ressurreição e
ascensão depois. E por esta glorificação do Filho,
o Pai foi glorificado eternamente. Porque o Filho fez tudo que o Pai o mandou
fazer para salvar os seus eleitos.
2. O propósito da glorificação do Filho. v. 2.
Primeiramente a glorificação do Filho era para glorificar
o Pai, mas também era para dar a vida eterna aos eleitos do Pai.
Nisto o Pai é glorificado também, porque mandou o seu Filho
para dar esta vida eterna aos seus eleitos. O Pai na eternidade passada
(antes da fundação do mundo) elegeu alguns homens da humanidade
toda para receber a vida eterna pela graça, e a obra de dá-los
a vida eterna o Filho de Deus veio fazer. Para dar aos eleitos do Pai a
vida eterna, o Filho foi glorificado pela expiação dos eleitos
do Pai na cruz, pela ressurreição dos mortos, pela ascensão
para ficar à destra do Pai na sua glória e poder todo. Sem
o Pai glorificar o seu Filho assim, o Filho não poderia ser o Salvador
dos eleitos dele. Porque o Pai tinha dado ao Filho os eleitos para glorificar
também, e na glorificação dos eleitos o Pai é
glorificado. O Pai é glorificado pela redenção dos
eleitos pelo Filho.
3. Vida Eterna. v.3. A única maneira para os eleitos de Deus
receber a vida eterna era pela glorificação do Filho. Sem
isto, não há vida eterna para ninguém. Jesus Cristo
morreu, foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu para
ficar à destra do Pai na sua glória e poder todo, e por isso
os eleitos recebem a vida eterna. Esta vida eterna resulta em conhecer o
Pai de verdade. Este conhecimento é mais que intelectual, é
espiritual, do Espírito Santo. Esta vida eterna dá o conhecimento
que Deus é o único Deus verdadeiro e exclui a idolatria toda.
Esta vida eterna dá o conhecimento que só tem uma maneira
de ser salvo, pela obra que Jesus fez. Nota a palavra "e" entre o Deus verdadeiro
e Jesus Cristo. Não pode conhecer Deus sem conhecer Jesus Cristo
como o Filho dele e o Salvador. Esta é a única vez no Novo
Testamento que Jesus se chamou "Jesus Cristo". Sem aceitar Jesus como o
Deus-Homem e o Messias, não há vida eterna.
4. A perfeição do Filho. v. 4. Jesus Cristo fez tudo
que o Pai o mandou fazer, glorificou o Pai pela sua vida de obediência
na terra, pelos milagres, e pelas palavras. Leia: Hb. 10:7, Lc. 2:49, João
4:34, 19:30. O Filho pediu ao Pai para receber a sua glória lá
no céu, e o Pai mesmo honrou seu pedido porque era seu Filho perfeitíssimo.
5. A sua glória restaurada. v. 5. Jesus Cristo se humilhou
quando se fez carne e deixou a sua glória lá no céu
para fazer a obra da salvação. Sua glória ficou escondida
aos homens, mas depois voltou para o Pai e a sua glória sem igual.
2. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. (continuação).
17:6-12.
1. O propósito de Deus cumprido nos eleitos. v. 6. Jesus
falou claramente que manifestou o Pai aos eleitos todos daquela época.
Disse que os eleitos eram do Pai e o Pai os deu ao Filho para salvar e ser
seus, e o Filho cumpriu. Não há dúvida nenhuma que
todo eleito do Pai receberá a manifestação da verdade
e a salvação do pecado. Estes eleitos guardaram a Palavra
de Deus. Isto inclui a chamada para a salvação, e depois a
sua fé mostrada na vida.
2. A resposta dos eleitos. v. 6-7. Jesus falou com o Pai que os
eleitos tinham aceitado e guardado a sua Palavra. Mas Jesus não disse
que os eleitos fizeram isto perfeitamente. Eles tinham fé em Jesus
e sua Palavra, mas as vezes ficaram fracas e mal-entendidas. Mas, apesar
de tudo eram homens de fé e confiança nele. Eles conheceram
o Pai e o Filho de verdade. Esta é a verdade dos eleitos de todas
as épocas, eles conhecem a verdade, o Pai e o Filho e guardam a Palavra.
3. A segurança dos eleitos. v. 8. Este versículo explica
o "tudo" quanto me deste provém de ti do v. 7. Jesus entregou aos
eleitos a Palavra do seu Pai e eles a receberam e creram nele como o Salvador
mandado pelo Pai. Note a ordem disto: a Palavra dada, ouvida, recebida e
crida. É isto que diz em Rm. 10:17. É a verdade de todo eleito
de toda época. Ó que segurança que os eleitos de Deus
tem de ouvir a Palavra mandada por Deus e ser convertidos pela graça
de Deus.
4. O Intercessor Eterno orou pelos eleitos. v. 9-12. Aqui temos
a garantia da salvação dos eleitos de Deus e que eles não
são todas as pessoas do mundo. Porque Jesus falou claramente que
não orou pelo mundo, isto mostra que os eleitos são um grupo
de pessoas escolhidas do mundo pelo Pai para salvar pela graça. Jesus
orou por estes e por isso sabemos que a salvação deles é
garantida. Leia João 11:41-42. No v. 10 vemos que a vontade do Pai
e do Filho é uma só. Os eleitos são os filhos do Pai,
os remidos do Filho e os templos do Espírito Santo. Por isso Jesus
Cristo é glorificado nos eleitos. Por isso também Jesus pediu
ao Pai para guardar os eleitos na fé, porque Jesus ia deixá-los
na terra e por isso orou pela sua preservação espiritual.
Mostra também o valor que o Filho dá para "os seus". Jesus
guardou todos os seus durante a sua jornada terrestre, mas agora ia deixá-los
e por isso orou pela preservação deles. Esta oração
deu a garantia da preservação dos eleitos eternamente. Observe
que Jesus disse que Judas Iscariotes foi perdido, que era o filho da perdição
e não um eleito de Deus. Porque nenhum eleito do Pai dado para o
Filho pode ser perdido. Veja v. 24.
3. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. (continuação).
17:13-19.
1. O Intercessor Eterno orou pela alegria dos eleitos. v. 13. O
Salvador não somente orou pela preservação dos eleitos
até chegar lá no céu, mas também pelo gozo deles
aqui na terra. Note que orou isto publicamente de voz alta na frente dos
seus discípulos para que eles pudessem ouvir o amor que ele tem pelos
seus. Entendam irmãos que o Salvador ama os eleitos e quer o melhor
para eles em tudo. Qual alegria é essa que o Salvador pediu ao Pai
pelos eleitos? Deve ser a alegria de conhecer o Salvador que se deu para
salvar os eleitos pela sua redenção, ressurreição,
ascensão e intercessão.
2. O ódio do mundo pelos eleitos e a causa deste ódio.
v. 14. É importante observar que logo depois de orar pelo gozo
do seu povo, Jesus falou este versículo com o Pai. O mundo não
dá gozo para o eleito de Deus, o gozo dele está no Senhor
Jesus Cristo. A razão deste ódio é que os eleitos não
são deste mundo nem do maligno. O mundo tem inimizade contra eles
porque é do seu pai o diabo que odeia nosso Salvador e todos que
são dele.
3. O Intercessor Eterno orou pela perseverança dos eleitos. v.
15. Jesus não orou para o Pai tirá-los do mundo, mas para
que possam ficar livres do mal no mundo. É a vontade de Deus para
os eleitos estar no mundo para fazer a sua obra. Observe que Jesus orou
pela preservação dos eleitos do poder do pecado na vida (perseverança).
Ele já orou pela salvação da pena do pecado, depois
pela salvação da presença do pecado (v. 24), e aqui
pela salvação do poder do pecado.
4. Os discípulos identificados com Cristo na sua separação
do mundo. v. 16. Esta é a razão de Cristo pela preservação
dos seus deste mundo, porque não são do mundo como ele não
foi do mundo. Não é só que não devemos ser do
mundo, não somos do mundo, porque Cristo nos separou dele para ser
seus e usados no seu serviço. Ele fez isto quando nos comprou pelo
seu sangue, pela santificação do Espírito Santo e da
Palavra de Deus. I Cor. 19-20, II Ts. 2:13. I Pd. 1:23.
5. O Intercessor Eterno orou pela santificação dos eleitos.
v. 17. A palavra santificar significa separar. Jesus orou pela separação
do seu povo do mal deste mundo pela santificação da Palavra
de Deus. O instrumento de Deus para santificar o seu povo neste mundo é
a verdade da Palavra de Deus. Jesus chamou esta Palavra a verdade.
6. Os salvos enviados ao mundo como Jesus foi enviado ao mundo. v. 18.
Deus o Pai enviou o seu Pai a este mundo para fazer a sua vontade. Jesus
foi comissionado para representar o Pai neste mundo vil e estranho. Do mesmo
jeito Jesus mandou os seus para representá-lo no mundo. Somos separados
do mundo para ser enviados ao mundo para mostrar a verdade pela boca e pela
vida. Como Cristo glorificou o Pai no mundo, também os eleitos estão
enviados para isto.
7. A provisão de Cristo pela santificação dos seus.
v. 19. A única maneira que os eleitos de Deus podiam ser separados
do mundo para ser os servos de Deus no mundo foi pela separação
de Jesus Cristo. Jesus se santificou para ser o Salvador deles e os fazer
dignos pelo seu sangue de ser os servos de Deus. Os eleitos de Deus somente
podem ser separados deste mundo para ser os filhos de Deus porque Jesus
se separou para ser o Salvador deles.
4. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. (continuação).
17:20-26.
1. O Intercessor Eterno orou pelos eleitos não salvos. v. 20.
Jesus Cristo revelou para nós que orou pelos eleitos todos de todas
as épocas que serão salvos depois (inclusive nós).
Primeiro, isto dá a garantia da salvação de todos os
eleitos de todos os tempos. Segundo, veja que Jesus disse estes eleitos
crerão nele. Esta é a marca dos eleitos de Deus, eles crêem
em Cristo. Terceiro note que eles crerão através da pregação
da Palavra de Deus. Quarto, Jesus não orou pela salvação
de todos os homens, mas pelos eleitos.
2. Cristo orou pela glorificação dos eleitos. v. 21-24.
A santificação dos eleitos de Deus começou na eternidade
passada, continua no presente, e continuará até chegarmos
lá no céu para ser glorificados perfeitamente com Cristo nosso
Salvador eternamente. Os eleitos são de Cristo porque o Pai os deu
a ele antes da fundação do mundo, porque Cristo nos salvou
pela sua obra de expiação, porque o Espírito Santo
nos chamou pela pregação da Palavra de Deus, porque Deus preserva
a nossa salvação segura, porque Deus opera a sua vontade nas
vidas dos salvos, porque o amor de Deus pelos eleitos é imutável,
e porque prometeu que os eleitos serão glorificados com Cristo no
fim. Sabemos isto porque Deus honrou a oração do seu Filho
acerca dos eleitos em tudo isto. A glorificação dos eleitos
é garantida porque Jesus Cristo orou por ela. Os eleitos de Deus
são predestinados para ver a glória do Filho eterno de Deus.
"Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão
alta que não a posso atingir", Sl. 139:6.
3. A segurança do amor de Deus pelos eleitos. v. 25-26. Jesus
Cristo tinha feito o seu testamento e agora deu a certeza do cumprimento
dele. Porque a maneira para os eleitos conhecer o amor de Deus e do Salvador
foi providenciada, executada, garantida, prometida, e alcançada pelo
Deus Triúno eternamente.
5. Conclusão. Há sete coisas que o Senhor Jesus Cristo
pediu ao Pai neste capítulo.
Primeiro. Pela salvação e preservação
dos eleitos de Deus. v. 11.
Segundo. Pela alegria ou gozo dos eleitos. v. 13.
Terceiro. Pela libertação do mal dos eleitos. v. 15.
Quarto. Pela santificação dos eleitos. v. 17.
Quinto. Pela união dos eleitos. v. 21.
Sexto. Pela reunião dos eleitos com Cristo. v. 24.
Sétimo. Pela glorificação dos eleitos. v. 24.
A QUARTA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 18:1 - 20:31.
O CLÍMAX SOFREDOR E TRIUNFAL DO SENHOR JESUS CRISTO
O Senhor Jesus Cristo Prendido. 18:1-40
1. O Senhor Jesus Cristo no Jardim de Getsêmani. 18:1-11.
1. Jesus Cristo e seus discípulos saíram para além
do ribeiro de Cedrom e lá entraram no Jardim de Getsêmani.
Foi aqui onde Jesus orou a Deus três vezes em Mt. 26:36-46. O livro
de João não relata esta parte, nem o nome do jardim, somente
que foi aqui que Jesus foi prendido e levado para ser crucificado. Mt. 26:46
e João 18:4 indicam que Jesus se entregou para ser prendido na hora
certa, porque foi para o lugar certo no jardim de Getsêmani onde ele
sabia Judas Iscariotes ia trazer os outros para prendê-lo. Os discípulos
estavam presentes para assistir tudo que aconteceu nesta hora, e era de
propósito para isto acontecer. Porque assim os discípulos
souberam que Jesus se entregou e não foi levado a força.
2. O lugar conhecido pelo traidor. v. 2. Jesus Cristo soube que
Judas Iscariotes ia trazer os seus inimigos para prendê-lo e que era
o lugar certo e a hora certa, predestinados pelo Pai eterno. Por isso Jesus
foi ao encontro como um valente do Senhor e não como um covarde do
diabo. Ó como é o Salvador que temos maravilhoso. Mas, isto
não diminui a culpa da traição de Judas Iscariotes.
Porque ele trouxe os inimigos de Jesus para o lugar onde Jesus e os discípulos
sempre retiraram-se para relaxar e orar. Judas Iscariotes era um traidor
sem vergonha.
3. O traidor veio com os inimigos. v. 3. Judas Iscariotes veio com
uma banda de soldados romanos mandados pelos oficiais dos principais sacerdotes
e fariseus. Uma coorte era mais ou menos a décima parte de uma legião
(mil) de soldados romanos, então é mais ou menos 400 a 600
soldados que Judas Iscariotes trouxe para prender Jesus Cristo. Mt. 26:47
diz que era uma grande multidão. Também vieram com lanternas,
archotes e armas. Então era a noite do dia que Jesus foi crucificado.
Ó que coisa que mostra a depravação humana, veio com
armas "contra" o Salvador que veio salvar, e com lanternas e archotes para
iluminar a "Luz do Mundo"? As armas carnais e a luz do homem contra o Senhor
Jesus Cristo?
4. A pergunta de Jesus e a resposta deles. v. 4-5. Jesus falou primeiro
e não esperou para eles agir. Isto mostra a sua prontidão
para cumprir a vontade de Deus em salvar os eleitos dele. Jesus sabia exatamente
porque eles vieram e para quem. Quando o mundo queria fazer dele um rei
(6:15), Jesus fugiu deles porque sabia a insinceridade deles, mas agora
Jesus se entregou voluntariamente na mão deles para ser o Salvador.
Note que a Bíblia diz que Judas Iscariotes estava no meio dos inimigos
de Jesus, o mesmo homem que ficou no meio de Jesus e seus discípulos
só poucas horas atrás. Nos outros Evangelhos diz que Judas
Iscariotes beijou Jesus identificando-o como o sinal da pessoa certa para
prender. Todo sinal de amizade não é verdadeiro, as vezes
é o beijo da morte. Ó que traição!
5. Jesus Cristo mostrou a sua supremacia e exigiu a sujeição
deles. v. 6-7. Quando Jesus se identificou como sendo Jeová (Sou
eu ou "Eu Sou", que é o nome de Deus, Jeová, Êx. 3:14),
todos recuaram e caíram por terra. Isto significa que eles caíram
para atrás no chão. Eles vieram para avançar e levar
Jesus, em vez disto eles recuaram e caíram por terra. Note que não
caíram para frente em adoração, mas para atrás
em pavor. O Deus-Homem deu uma pequena manifestação da sua
glória, poder e majestade, e isto foi bastante para dominá-los
completamente. Isto mostrou que ele era muito mais do que só o homem
Jesus de Nazaré, Ele é Deus que se fez carne. Jesus não
foi prendido por eles, ele se sujeitou a eles. Jesus perguntou a segunda
vez, "A quem buscais?" Eles continuaram chamar Jesus o homem Jesus de Nazaré,
não o Salvador, nem o Cristo e Deus. Ó homens depravados e
cegos! Nem isto deu para convertê-los, só graça mesmo
faz.
6. Jesus Cristo cuidando os seus. v. 8-9. Jesus disse de novo que
era o homem a quem eles buscaram e pediu para deixar ir os seus discípulos.
Este é o Bom Pastor dando a sua vida pelas ovelhas. Jesus se entregou
na mão dos seus inimigos para salvar os seus eleitos. O fato que
ele deixou os seus ir para não fazer parte disso mostra que deu a
promessa aos eleitos de Deus para ser salvos da pena da lei. Foi Jesus Cristo
que sofreu no lugar dos eleitos para salvá-los da pena da lei de
Deus. Versículo 9 confirma esta interpretação.
7. A imprudência e interferência de Pedro e a repreensão
dele por Cristo. v. 10-11. Pedro mostrou um zelo não acertado
pelo conhecimento. Por isso Pedro foi repreendido por Cristo. Pedro agiu
e assim tentou impedir mesmo o propósito de Deus, mas não
deu porque ninguém pode fazer isto. Cuidado para não interferir
nas coisas de Deus. Pedro cortou a orelha deste homem e Jesus tocou-lhe
a orelha, e o curou (Lc. 22:51). O fato que Jesus curou este homem deixou
seus inimigos mais culpados ainda, porque deixou pior seu pecado. Este é
o último milagre que Jesus fez antes de morrer. Depois falou que
era a vontade de Deus para ele beber o cálice da ira de Deus no lugar
das suas ovelhas.
2. O Senhor Jesus Cristo perante Anás e Caifás. 18:12
27.
1. Jesus Cristo prendido e conduzido a Anás. v. 12-14. Em
João diz que Jesus foi levado a Anás, mas nos outros Evangelhos
diz que Jesus foi levado a Caifás. Porque a diferença? Isto
acontece muito nos Evangelhos, um conta uma coisa e outro conta o complemento
da história, mas ajuntando todos os Evangelhos podemos ver a história
completa da vida de Cristo. Então, neste caso podemos ver que Jesus
foi levado a Anás primeiro, e depois Anás mandou Jesus maniatado
a Caifás (v. 24). Anás era o sogro de Caifás, e Caifás
era o sumo sacerdote daquele ano.
Observe que os inimigos do Salvador prenderam e maniataram Jesus para conduzir
a Anás. Porque maniataram-no? Eles tinham visto o milagre que fez
com a orelha do homem e a manifestação da sua glória,
poder e majestade. Tudo isto não deu para a gente ver que prender
e maniatá-lo era inútil? Jesus foi com eles voluntariamente.
A maldade, depravação e cegueira do coração
humano são horríveis demais. Além disto Judas Iscariotes
deu ordem para prendê-lo, Mt. 26:48. Porque Judas mandou fazer isto?
Ele lembrou das vezes que o povo queria matar Jesus, mas Jesus passou pelo
meio do povo para escapar, Lc. 4:29-30 e João 8:59? Também
mostra que o povo achou Jesus nada mais do que um criminoso e por isso tratou-o
assim. Se lembra do fato que foi crucificado entre dois criminosos? Nisto
tem uma lição espiritual para nós os salvos e eleitos.
Para nos salvar da escravidão do nosso pecado, Jesus foi levado preso
para sofrer e morrer no lugar dos eleitos que eram os presos do pecado.
Jesus ficou preso para que nós possamos ser livres do pecado eternamente.
"Como um cordeiro foi levado ao matadouro", Is. 53:7. Aleluia!
2. Pedro e um outro seguiram Jesus, entraram na sala com Jesus, e Pedro
negou Jesus pela primeira vez. v. 15-18. Quem foi este outro discípulo?
João o apóstolo, Nicodemos, ou José de Arimatéia?
Não sabemos com toda certeza. Mas, este outro discípulo falou
com a porteira para deixar Pedro entrar. Pedro entrou e a moça sabia
logo que Pedro era galileu e um dos discípulos de Jesus e perguntou
mesmo isto. O fato que era uma moça deixou claro a fraqueza de Pedro,
e isto era a providência de Deus. Pedro negou o Salvador mentindo
pela primeira vez. Note aonde Pedro ficou no v. 18. A Bíblia diz
também que Judas ficou com eles, agora Pedro estava no meio deles.
Ó irmãos crentes aprendam o perigo disto.
3. A interrogação de Anás e a resposta de Jesus.
v. 19-21. Anás mostrou a sua injustiça e ódio por
Jesus pela maneira que interrogou-o. Em vez de dizer a acusação
contra Jesus e produzir testemunhas para prová-la, e deixar alguém
dar testemunho em favor dele, ele agiu como um padre da inquisição.
Esta é a maneira que um covarde agiu contra o Filho de Deus. Anás
interrogou Jesus sobre seus discípulos. Porque? Era uma maneira de
zombá-lo, porque eles fugiram e deixaram-o, e apareceu que tudo que
Jesus fez caiu e falhou. Mas, graças a Deus tudo estava correndo
perfeitamente bem! Anás interrogou Jesus sobre a sua doutrina também.
Mas Anás não mostrou que a doutrina de Jesus estava errada,
porque isso era uma impossibilidade. Tudo isto mostrou que eles estavam
sem nenhuma maneira de acusar e condenar Jesus justamente. Por isso depois
acusaram Jesus de ser culpado de revolta contra o reino romano e blasfêmia
contra a religião judaica, Lc. 23:1-5. Jesus respondeu que tudo que
fez e ensinou foi feito publicamente e não ocultamente e por isso
muito conhecido. Era só necessário perguntar o povo, e além
disto Anás estava fingindo ser ignorante das coisas e dos ensinos
que Jesus fez, porque era conhecido por todos. Jesus sabia que Anás
mesmo tinha muitas oportunidades para ouvir os ensinos dele e era responsável
pelo expulso de Jesus e seus do templo por causa da verdade que pregou.
Jesus expôs assim a hipocrisia de Anás e deixou-o sem jeito.
4. Jesus Cristo repreendido e batido. v. 22-23. A inimizade do homem
contra Jesus Cristo e a sua Palavra está mostrado nisto. Sempre é
assim, a Palavra de Deus falada sincera e puramente recebeu uma pancada
cruel e covarde. Parece que recebeu uma pancada no rosto de uma vara, Mq.
5:1. Foi a primeira de muitas que Jesus sofreu por nós.
5. Anás mandou Jesus a Caifás. v. 24. Anás
ficou sem jeito e por isso mandou Jesus a Caifás ainda maniatado.
6. Pedro negou Jesus pela segunda e terceira vez. v. 25-27. Um tempo
tinha passado e Pedro estava no meio dos inimigos do Salvador e alguém
perguntou: "Não és também tu um dos seus discípulos?"
Note o perigo de estar no meio dos inimigos de Cristo, I Cor. 15:33. E Pedro
negou Jesus pela segunda vez. Depois um parente do rapais que Pedro cortou
a orelha que estava presente quando Pedro fez, o reconheceu e perguntou:
"Não ti vi eu no horto com ele?" Pedro negou pela terceira vez. Mt.
26:74 diz que negou com palavrão e juramento. Logo o galo cantou.
Veja que diz em Lc. 22:61.
3. O Senhor Jesus Cristo perante Pilatos. 18:28-40.
1. Jesus levado a Pilatos. v. 28. Depois de aparecer perante Caifás,
Jesus foi levado maniatado a Pilatos, Mt. 27:2.
2. Pilatos exigiu saber a acusação contra Jesus. v. 29-30.
O preso, segundo a lei romana, tinha o direito para três coisas: ser
acusado especificamente, ver os seus acusadores face a face, e defender-se
da acusação. Por isso Pilatos exigiu saber logo qual foi o
crime que Jesus foi acusado. Nisto Pilatos agiu segundo a lei romana. Mas
os judeus ficaram irritados por esta pergunta, porque eles não tinham
um crime com que acusar Jesus que podiam provar. Os judeus disseram com
muita arrogância que se Jesus não fosse culpado, não
teriam trazido Jesus perante ele, mas não ofereceram nenhuma prova.
Os judeus foram forçados por Pilatos, por isso acusaram Jesus erradamente.
3. Pilatos tentou evitar a sua responsabilidade. v. 31-32. A responsabilidade
de condenar ou livrar Jesus ficou na mão de Pilatos. Pilatos tentou
evitar isto mandando os judeus resolver isto entre eles, porque ele sabia
que era uma coisa inventada pelos judeus, mas ele não teve coragem
para soltar Jesus segundo a justiça. Pilatos era homem covarde e
interessado só em si. Agora os judeus mostraram seu motivo verdadeiro,
queriam para Jesus morrer. Pilatos tinha que fazer alguma coisa, porque
só ele teve a autoridade para condenar Jesus a morte segundo a lei
romana.
4. Pilatos interrogou Jesus. v. 33-37. Porque Pilatos não
tinha maneira para evitar isto, ele chamou Jesus para responder a acusação
de ser um rei. Jesus enfrentou a consciência de Pilatos para mostrar
a sua insinceridade no v. 34. Pilatos mostrou mais uma vez a sua covardia
e hipocrisia com a pergunta: "Porventura sou eu judeu?" Esta pergunta mostrou
a sua arrogância, desdém e desprezo. E disse mais que os judeus
trouxeram-o para ele e perguntou: "Que fizeste?" Pilatos ficou impaciente
e queria resolver isto logo para livrar-se da situação. Jesus
respondeu que seu reino não era deste mundo. Observe que Jesus não
disse que não era um rei, mas que seu reino "agora" não é
daqui. Agora seu reino é espiritual, mas um dia será visível
e literal. Jesus disse mais que nasceu para ser rei e todo aquele que é
da verdade ouve a voz dele.
5. "Não acho nele crime algum. v. 38-40. O Evangelho de João
não relata que Pilatos mandou Jesus a Herodes quando ele ouviu que
Jesus era Galileu, porque Herodes era tetrarca de Galiléia, Lc. 23:6-12.
Quando Pilatos ouviu Jesus falar sobre "verdade", ele fez uma pergunta que
mostrou que ele achou que era impossível saber verdade e que não
é verdade absoluta, como muitos ainda. Logo depois Pilatos saiu para
dizer aos judeus que "não achou em Jesus crime algum". E até
hoje em dia ninguém tem achado, porque não há nele.
Tinham costume de soltar um criminoso na páscoa, e Pilatos achou
que podia escapar desta situação oferecendo soltar Jesus ou
Barrabás, mas o mundo aceitou um assassino e rejeitou o Salvador
perfeito.
O Senhor Jesus Cristo Crucificado. 19:1-42.
1. O Senhor Jesus Cristo perante Pilatos continuado. 19:1-15. Neste
capítulo a história continua com Jesus perante Pilatos. Pilatos
estava convencido da inocência de Jesus Cristo, porque ele disse algumas
sete vezes, "não acho nele crime algum". Também diz que Pilatos
queria e procurava soltar Jesus, Lc. 23:20, João 19:12, At. 3:13.
Pilatos foi aconselhado pela sua esposa soltar Jesus também, Mt.
27:19. Pilatos tentou soltar e se livrar desta situação quando
mandou Jesus para Herodes, Lc. 23:7, não deu porque Herodes mandou
de volta; quando recomendou para os judeus resolver isto entre eles, João
18:31; quando tentou incitar os judeus escolher Jesus para soltar em vez
de Barrabás; mas apesar de tudo isto no fim Pilatos deu a ordem para
Jesus ser crucificado, João 19:13-16. Podemos ver duas razões
porque ficou assim; primeiro porque Pilatos era covarde e queria agradar
o povo em vez de fazer a justiça, segundo porque era o determinado
conselho e presciência de Deus, At. 2:23, 4:27-28. O mundo está
culpado de assassinar o Senhor Jesus Cristo e é um grande crime e
pecado, mas também Deus cumpriu a sua vontade em providenciar a salvação
dos eleitos dele.
1. Jesus Cristo açoitado, coroado, e zombado. v. 1-3. A maneira
romana de açoitar um criminoso era muito cruel. Muitos vezes a pessoa
morreu pelo açoite antes de ser crucificado. As vezes o açoite
foi com cordas e outras vezes com varas. A pessoa ficou amarrada e estendida
numa armação e depois açoitada sem pena, e também
torturada. Depois de ser açoitado a gente fez uma coroa de espinhos
e pôs na cabeça de Jesus. Também colocou nele uma roupa
de púrpura (escarlate, cor real) e ficou zombando Jesus como um rei.
O povo bateu em Jesus ainda piorando a indignidade e a dor. Pode imaginar
ser batido depois de ser açoitado desta maneira? Ó que grande
Salvador é nosso que sofreu por nós assim! Assim é
o Evangelho da nossa salvação: Jesus foi açoitado para
que possamos ser livres; Jesus foi coroado de espinhos para que possamos
ser reis e coroados de bênção e glória; Jesus
foi vestido da roupa de vergonha, desdém, desprezo e desonra para
que possamos ser vestidos da roupa da sua justiça perfeita imputada;
Jesus foi rejeitado como o rei para que possamos ser os reis do Deus vivo;
Jesus sofreu para que possamos ser salvos da ira e da pena da justiça
da lei de Deus.
2. A inocência de Jesus Cristo falada novamente por Pilatos. v.
4. "Não acho nele crime algum". Como é que Pilatos falou
a verdade sem mesmo saber que estava dizendo. Jesus Cristo é o Cordeiro
de Deus imaculado e incontaminado que morreu para salvar-nos eternamente.
Observe as pessoas que testificaram que Jesus estava sem crime algum: Judas
Iscariotes, Mt. 27:4; Pilatos, João 18:4; Herodes, Lc. 23:15; a esposa
de Pilatos, Mt. 27:19; o ladrão da cruz, Lc. 23;41; o centurião,
Lc. 23:47; e os que estavam com o centurião, Mt. 27:54. "Verdadeiramente
este era o Filho de Deus".
3. "Eis aqui o homem". v. 5. Ó que grande coisa para fazer!
Está vendo ele? Quem é? O que está fazendo? Porque
faz? Como é que fica a sua aparência? Como é que fica
o povo que está contemplando ele? Pilatos achou que o povo vendo
ele ia ter pena dele e dizer para deixá-lo ir. Por isso ele disse:
"Eis aqui o homem"! Este povo zombador, insultador, sanguinolento, cruel,
e quem odiou-o sem causa, não teve pena do Filho de Deus de maneira
nenhuma e somente estava satisfeito quando Jesus estava morto. Verdadeiramente
este amor passa todo entendimento!!
4. O povo respondeu. v. 6-7. O povo não ficou satisfeito
com nada menos do que a morte do Senhor Jesus Cristo. Este povo como animais
que não tem sentimentos quis Jesus morto. Este era o povo religioso.
Durante os séculos tem ficado do mesmo jeito, os piores perseguidores
e assassinos do povo do Cordeiro de Deus tem sido os religiosos (o papa,
cardinais, bispos, jesuítas, franciscanos, beneditinos, dominicanos)
da igreja católica. Note que v. 7 diz que este povo queria Jesus
morto por causa da lei da sua "religião". Eles aceitaram a "sua lei"
e rejeitaram a "lei de Deus". Não é assim com a religião
do mundo? Note as acusações feitas contra Jesus por eles:
derrubar e reedificar o templo, Mt. 26:61; perverteu a nação,
Lc. 23:2; proibiu dar tributo a César, Lc. 23:2; disse que é
rei, Lc. 23:2; alvoroçou o povo, Lc. 23:5; ser malfeitor, João
18:30; se fez Filho de Deus, João 19:7.
5. O medo de Pilatos e sua jactância. v. 8-11. Veja que a
Bíblia diz que Pilatos ficou "mais" atemorizado. Já estava
atemorizado, mas porque ficou mais ainda? Porque Pilatos tinha visto que
Jesus era diferente do que todos os presos que já ficou perante ele,
a esposa tinha avisado, e depois ouviu que Jesus disse que era o Filho de
Deus. Por isso Pilatos interrogou Jesus mais. Pilatos ficou pensando, será
que Jesus é mais do que só um homem. Ele estava querendo saber
de verdade alguma coisa de Deus? Claro que não! Porque a resposta
de Pilatos mostra que não foi assim no v. 10. Era a culpa da consciência
acusando-o e deixou-o nervoso. O fato que Jesus respondeu nada mostra a
insinceridade dele. Pilatos não mereceu uma resposta por causa da
covardia e injustiça que já tinha mostrado. Depois Pilatos
repreendeu Jesus dizendo que tinha poder para crucificá-lo ou soltá-lo.
Mas Jesus falou que era fraco demais para fazer isto sem Deus deixar. Jesus
foi crucificado porque Deus o Pai deixou acontecer para salvar os seus,
não porque Pilatos autorizou a morte dele.
6. Pilatos condenou Jesus para a morte. v. 12-14. Pilatos procurou
soltar Jesus, mas os judeus insistiram e disseram que se Pilatos fizesse,
não seria amigo de César, por isso Pilatos entregou Jesus
nas mãos deles para ser crucificado. Mostra que ele quis agradar
o povo e César, mas que Jesus Cristo era nada para ele. No v. 14
diz que era a preparação da páscoa e a hora sexta quando
Jesus foi entregue para ser crucificado. Mc. 15:25 diz que era a hora terceira.
Porque a diferença? Parece que Marcos deu a hora exata da crucificação
de Jesus, a hora judaica que era a hora terceira da manhã ou as nove
horas. Parece que João deu a hora romana que Pilatos entregou Jesus
para ser crucificado. Porque tinha que preparar as coisas e chegar para
onde Jesus foi crucificado que ficou um pouco distante e fora da cidade,
por isso levou um tempo para Jesus chegar lá para ser crucificado.
Veja v. 31 que diz que era grande o dia de sábado.
7. A rejeição do Senhor Jesus Cristo. v. 15. Pilatos
perguntou pela última vez sobre Jesus ser morto e falou sobre a maneira
muito cruel da morte dele, e o povo aceitou totalmente dizendo que não
tinha rei senão César. A religião do mundo entregou
Jesus para ser crucificado numa maneira muito cruel. O mundo não
tem lugar para Jesus.
2. O Senhor Jesus Cristo crucificado. 19:16- 30.
1. A crucificação. v. 16-18. Note que diz que "tomaram"
e "levaram" Jesus para ser crucificado, Jesus não foi forçado
nem contra a vontade dele, Jesus foi com eles voluntariamente para ser crucificado,
Is. 53:7. Jesus levou a sua própria cruz, como Isaque levou a madeira
da sua morte muitos anos atrás no mesmo lugar, e lá fora da
cidade morreu para salvar os seus escolhidos, Hb. 13:12. O fato que um homem
cireneu foi "constrangido" a levar a cruz, Simão Mt. 27:32, mostra
que ninguém teve compaixão nem pena de Jesus. Lá no
Gólgota (nome hebraico para Calvário ou Caveira que é
o nome gentio) foi crucificado entre dois criminosos como outro criminoso
no meio deles. Veja as profecias em Sl. 22:16, Is. 53:7 e 53:12. Jesus foi
crucificado entre dois ladrões que mostrou que Jesus era considerado
como nada mais do que a escuma da terra.
2. A inscrição da cruz. v. 19-22. Os judeus não
gostaram e pediram para Pilatos tirá-la porque eles consideram a
inscrição um insulto deles. Mas, Pilatos não fez, porque
Deus não permitiu, Jesus é o Rei dos reis apesar de tudo.
3. Os soldados e a roupa de Cristo. v. 23-24. A roupa do Senhor
Jesus Cristo era dividida entre quatro soldados e pela túnica lançaram
sortes. Veja Sl. 22:18. Dá para ver que Jesus foi crucificado completamente
nu. Ó que coisa horrível que o Salvador sofreu por nós.
Ele sofreu a vergonha da cruz para que possamos ser salvos da vergonha do
pecado.
4. A mãe de Jesus e o discípulo amado. v. 25-27. Jesus
falou para João o Apóstolo cuidar a sua mãe, e João
levou-a para sua casa desde aquele dia. Cinco pessoas estavam junto à
cruz para assistir tudo que Jesus sofreu. A mãe de Jesus Maria; a
irmã da mãe de Jesus chamada Maria também, Maria Madalena
de quem Jesus expulsou sete demônios; outra mulher estava segundo
Mt. 27:56, a mãe dos filhos de Zebedeu; e João o Apóstolo.
Veja que há sete vezes que Jesus falou enquanto estava na cruz.
1. Lc. 23:34. 2. Lc. 23:42-43. 3. João 19:25-26. 4. Mt. 27:46. 5.
João 19:28. 6. João 19:30. 7. Lc. 23:46.
5. "Tenho sede". v. 28-29. Por esta expressão podemos ver
a humanidade de Cristo, mas também podemos ver a sua divindade porque
ele soube que estava na hora para dizer, "Tenho sede". Temos que lembrar
que Jesus já tinha estado na cruz seis horas e três horas destas
seis foram de trevas, Mc. 15:24-37. Jesus já tinha sofrido a indignação
da ira derramada de Deus sobre Ele. Esta exclamação nos diz
a intensidade, severidade e violência do sofrimento do Senhor Jesus
Cristo para salvar os eleitos de Deus dos seus pecados. Ó como é
que Jesus sofreu para salvar-nos, os seus por amor. Mas, até nesta
hora ele estava interessado em cumprir as Escrituras. Ó que lição
para nós!
Temos que distinguir entre as duas vezes que Jesus foi oferecido vinagre
na cruz. A primeira vez o Evangelho de João não fala. A primeira
vez é falada em Mt. 27:34. Esta primeira vez o vinagre foi misturado
com fel, e este vinagre Jesus rejeitou. Este tipo de vinagre era dado para
os criminosos crucificados para drogá-los e por isso diminuir a dor
e sofrimento da crucificação. Jesus rejeitou este, porque
era para Jesus sofrer a ira de Deus pelos eleitos ao máximo. A segunda
vez que o vinagre foi oferecido a ele, ele aceitou. Mas este vinagre não
era o mesmo vinagre da primeira vez, era um tipo de vinho amargo. Esta vez
Jesus aceitou para cumprir a profecia em Sl. 69:21. Também era para
mostrar que tinha bebido o vinho da ira de Deus no lugar dos eleitos.
6. "Está consumado". v. 30. Quando Jesus tinha bebido este
vinagre disse: "Está consumado". Note que foi depois de beber o vinho
da ira de Deus no lugar dos seus que disse, "Está consumado". Porque?
Porque Jesus tinha cumprido, terminado, feito, executado ou consumado tudo
necessário para pagar os nossos pecados eternamente. A expiação
pelo pecado está consumada para sempre. Depois disto Jesus inclinou
a sua cabeça de propósito e entregou o seu espírito
na mão de Deus pela sua própria vontade. De verdade Jesus
"deu" a sua vida para salvar os escolhidos. Veja João 10:17-18.
3. O Senhor Jesus Cristo tirado da cruz e colocado no sepulcro. 19:31-42.
1. "Nenhum dos seus ossos será quebrado". v. 31-33. Porque
era proibido pela lei judaica cuidar um corpo morto na páscoa, "era
um grande dia de sábado", os judeus pediram Pilatos mandar quebrar
os ossos dos crucificados e por isso adiantar a morte deles. Pilatos mandou
os soldados fazer, mas não foi necessário quebrar os ossos
de Jesus, porque já tinha morrido. Assim a profecia foi cumprida,
Sl. 34:20. Os soldados são testemunhas que Jesus Cristo morreu de
verdade, Ele não somente desmaiou, Ele morreu de verdade para ressuscitar
depois de verdade.
2. O lado de Jesus Cristo furado. v. 34-37. Isto mostra que foi
pecado que feriu o Salvador. Mostra a inimizade do homem contra Jesus, até
depois da morte dele a animosidade e ódio do homem se mostraram com
mais um maltratamento. Isto mostra, para os eleitos de Deus, a grandeza
da graça de Deus. Podemos até nisto ver a fonte carmesim que
tira todo pecado e a água da vida eterna correndo para nós.
Também é outra prova que Jesus morreu de verdade.
3. José de Arimatéia e Nicodemos. v. 38-42. Dois salvos
vieram para pedir o corpo de Jesus. José de Arimatéia que
era um discípulo oculto por causa do medo dos judeus, não
ficou com medo deles mais, mas foi pedir o corpo do Salvador com ousadia.
O outro era Nicodemos que foi ter com Jesus a noite e não entendeu
nada que Jesus falou, mas agora era um discípulo de Cristo porque
a graça de Deus o alcançou e foi nascido de novo e agora não
mais andou nas trevas. Os dois tiraram o corpo de Jesus da cruz e o prepararam
para o sepulcro. Mt. 27:60 diz que era o sepulcro que José de Arimatéia
tinha feito para si mesmo e em que ainda ninguém havia sido posto.
Aquele que nasceu de uma virgem, foi colocado num sepulcro virgem também.
Não tem dúvida que foi Jesus que ressuscitou dos mortos, porque
ninguém mais havia sido posto neste, e quando deixou o sepulcro vazio
só pode ser Jesus que saiu dele. José de Arimatéia
era homem rico e por isso mais uma profecia ficou cumprida, Is. 53:9. Colocaram
uma rocha na entrada do sepulcro com o selo do Império Romano. Os
judeus pediram para Pilatos deixar seguro o sepulcro para que ninguém
pudesse tirar seu corpo, porque souberam que disse que ia ressuscitar no
terceiro dia. Tudo foi feito para não deixar acontecer, mas ELE RESSUSCITOU!
O Senhor Jesus Cristo Ressuscitou! 20:1-31.
A ressurreição do Senhor Jesus Cristo é uma das doutrinas
principais da fé dos salvos. O Apóstolo Paulo disse que o
Evangelho é que "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras",
I Cor. 15:1-4. Também o Apóstolo Paulo disse que "se Cristo
não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação,
e também é vã a vossa fé", I Cor. 5:14. A verdade
que Deus ressuscitou Jesus Cristo era a verdade central da pregação
do Apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, At. 2:24-36. Os apóstolos
pregaram a ressurreição no templo, At. 3:15, e também
perante o sinédrio em At. 4:10 e 5:30. Depois pregaram aos gentios
em At. 10:40 e 13:34. Podemos ver a ressurreição falada muitas
vezes também nas Epístolas do Novo Testamento.
Capítulo 20 de João relata os aparecimentos que Jesus Cristo
fez aos seus discípulos depois da sua ressurreição.
Note que dizemos depois da sua ressurreição, porque ninguém
viu mesmo Jesus Cristo ressuscitar dos mortos, senão Deus o Pai.
Os discípulos viram Jesus Cristo depois da ressurreição,
por isso temos muitas provas infalíveis da ressurreição,
At. 1:3. Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e isso é um fato indiscutível,
porque não aconteceu ocultamente, At. 26:26.
A ressurreição de Jesus Cristo foi realizada pelo poder do
Deus Triúno. A Trindade criou o mundo, Gn. 1:1, 1:3, e João
1:3. A Trindade participou na encarnação de Jesus Cristo:
o Pai, Hb. 10:5; o Filho, Fl. 2:7; o Espírito Santo, Lc. 1:35. A
Trindade traz a salvação ao homem: o Pai, Ef. 1:3-6; o Filho,
João 10:11; o Espírito Santo, II Ts. 2:13. Do mesmo jeito
foi o Deus Triúno que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos: o Pai,
Rm. 6:4; o Filho, João 10:17; o Espírito Santo, Rm. 8:11.
1. O Senhor Jesus Cristo Ressuscitado dos Mortos. 20:1-10.
1. A pedra tirada do sepulcro. v. 1. Maria Madalena no primeiro
dia da semana foi ao sepulcro cedo de madrugada e ainda estava escuro. Observa
que Jesus não estava mais no sepulcro quando ela chegou e viu a pedra
tirada, porque Jesus já tinha ressuscitado antes deixando o sepulcro
vazio. Quando foi que Jesus ressuscitou? Mateus diz: "No fim do sábado
quando despontava o primeiro dia da semana", 28:1. O dia judaico termina
as seis horas da noite, então Jesus ressuscitou quando o sábado
estava terminando e o primeiro dia estava começando. Marcos 16:1-6
indica que quando as irmãs chegaram no sepulcro cedo ao nascer do
sol Jesus não estava no sepulcro, porque já tinha ressuscitado.
Lc. 24:1-6 também diz a mesma coisa. Um anjo de Deus tirou a pedra
do sepulcro e Jesus ressuscitou pelo poder do Deus Triúno. É
por isso que agora adoramos nosso Deus no primeiro dia da semana. No Velho
Testamento o dia de sábado era o dia dado por Deus para descansar
e adorar Deus por causa da sua obra terminada da criação,
Gn. 2:3 e Êx. 20:11. Deus tinha falado sobre outro dia de adorar Deus
futuramente no Velho Testamento. "Este é o dia que fez o Senhor;
regozijemo-nos, e alegremo-nos nele", Sl. 118:22-24. Era uma profecia do
primeiro dia da semana do Novo Testamento. Adoramos Deus agora no primeiro
dia da semana porque Jesus terminou a obra da salvação neste
dia, e esta obra é maior do que a da criação. Desta
obra de Cristo vem a nova criação. Veja Hb. 4:1-9.
2. Maria Madalena correu para contar a Pedro e João. v. 2.
Maria Madalena viu a pedra tirada e correu para falar que viu aos outros.
Ela encontrou Pedro e João e disse a eles: "Levaram o Senhor do sepulcro,
e não sabemos onde o puseram". Maria Madalena amou Jesus muito, mas
a sua fé e entendimento estavam fracos.
3. A corrida ao sepulcro. v. 3-7. Quando Pedro e João ouviram
o que Maria Madalena contou, eles foram correndo ao sepulcro para ver por
se mesmos. Parece que Maria Madalena não olhou no sepulcro para ver
se o corpo de Jesus estivesse ainda, por isso Pedro e João foram
correndo para lá. Os dois correram juntos, mas João correu
mais rápido do que Pedro e chegou primeiro. João se abaixou
e viu no chão os lençóis, todavia não entrou
no sepulcro. Nisto podemos ver a diferença nestes dois discípulos,
João era tímido, mas Pedro de jeito nenhum. Pedro chegou depois
e entrou logo para ver tudo. Depois que Pedro entrou, João também
entrou. O que viram? Viram os lençóis no chão e o lenço,
que estava sobre a cabeça, não estava com os lençóis,
mas enrolado num lugar à parte. O que eles viram não foi o
resultado da obra de um ladrão, nem de um amigo, mas a evidência
da obra de Deus. Tudo foi feito decentemente e com ordem. Eles não
viram o corpo de Jesus, só a evidência da vitória dele
sobre a morte. Mostra que Jesus fez tudo isto com muita tranqüilidade,
confiança e propósito, não com pressa, nem agitação
e preocupação, porque estava sob o controle de Deus. A língua
grega indica que Jesus ressuscitou deixando os lençóis no
seu lugar original. Até o lenço estava enrolado e colocado
num lugar à parte com toda deliberação. Jesus tinha
entrado no reino de Satanás e morte, mas saiu vencedor eternamente.
Era impossível para ele ficar preso da morte. Note que quando Lázaro
saiu do sepulcro que saiu com os lençóis ainda sobre ele,
porque ia precisar outra vez depois para morrer. Mas, Jesus saiu deixando
os lençóis no sepulcro, porque saiu vencendo a morte para
sempre. Ele ressuscitou para jamais morrer.
4. João viu e creu, Pedro viu e admirou consigo aquele caso.
v. 8-9. João 20:8 diz que foi o que João fez, e Lc. 24:12
diz que foi o que Pedro fez. Quando João viu tudo isto, ele creu
logo que Jesus tinha ressuscitado. Parece que quando Pedro viu tudo isto
ele ficou querendo saber o que tinha acontecido. João percebeu com
entendimento que tinha acontecido, Pedro só viu os fatos sem perceber
que tinha acontecido. João creu que Jesus tinha ressuscitado e Pedro
viu tudo sem perceber, mas os dois não sabiam a Escritura que falou
da ressurreição dele. João creu porque "viu", não
pela Escritura.
5. Os dois tornaram para casa. v. 10. Porque? Falar com Maria a
mãe de Jesus? Ou não sabiam fazer outra coisa?
2. O Senhor Jesus Cristo começou aparecer aos seus. 20:11-23.
Jesus Cristo foi ferido no calcanhar por Satanás, mas ele feriu
a cabeça dele quando ressuscitou dos mortos. "Para que pela morte
aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo",
Hb. 2:14. Os lençóis são testemunhas desta grande verdade.
O Senhor Jesus apareceu aos seus depois se mostrando e depois subiu ao céu
perante eles.
1. Maria Madalena. v. 11-18. Jesus apareceu primeiramente a Maria
Madalena depois da sua ressurreição. Note isto, não
foi para Pedro, nem João, nem homem qualquer, mas para Maria Madalena.
Porque? Pelas palavras dela podemos ver que ela não tinha entendimento
perfeito, nem uma fé tão forte, mas ela amou o Salvador tanto,
e foi ela e algumas outras irmãs que foram primeiro ao sepulcro,
e foi só Maria Madalena que voltou depois de avisar os outros que
a pedra foi tirada. O amor de Maria Madalena a causou ficar perto do lugar
dele. O chorar dela mostrou o seu muito amor, mas também a sua falta
de fé. "Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão",
Prov. 8:17.
O chorar de Maria Madalena impediu a sua visão espiritual. Ela nem
ligou com os dois anjos no sepulcro, nem com Jesus quando ele falou com
ela depois. O fato que o sepulcro estava vazio era razão de alegria,
mas não entendeu isto. Se fosse que o corpo de Jesus ainda estava
no sepulcro, isso daria uma grande razão para chorar. Infelizmente
é isso mesmo que acontece com os crentes em Cristo muitas vezes.
Nosso chorar nos deixa sem poder ver as coisas claramente e abatido. No
caso de Maria Madalena, Jesus estava bem ao lado dela e ela nem percebeu
que era ele. Ó como é que isso acontece muito com os crentes.
A tristeza da vida nos mergulha e toma a conta nos deixando do mesmo jeito.
Jesus falou com ela e note do jeito que falou com ela. "Mulher, porque
choras?" Jesus veio para limpar dos olhos dela toda lágrima, não
deixar tudo pior. Veja a compaixão dele por ela. Nosso Salvador entende
porque choramos. Também podemos ver nas palavras dele uma suave repreensão.
Jesus disse mais, "Quem buscas?" Podemos ver nestas palavras uma verdade
mais penetrante. Porque busca o vivo entre os mortos? Ela não se
lembrou da promessa dEle nem percebeu que era ele falando com ela por causa
da sua aflição e tristeza. Até ela pensou que Jesus
era o jardineiro. Veja a sinceridade do amor dela por Jesus, ela queria
saber onde ele estava para levá-lo. Agora Jesus se revelou a ela
só falando o nome dela. O Salvador falou com a sua ovelha numa maneira
muito íntima e especial. Com uma palavra só do Salvador a
tristeza, aflição e angústia fugiram, e a paz do Salvador
inundou o coração dela e a confiança e alegria voltaram.
Quem pode duvidar que as ovelhas ouvem a voz do Bom Pastor? Maria Madalena
era a primeira testemunha do Salvador ressuscitado. Parece que ela era mais
dedicada a Jesus do que os doze. Jesus disse para ela ir e avisar os outros
que ia subir ao Pai. O fato que ele ressuscitou dos mortos implicou na ascensão,
porque a obra da salvação estava terminada e ia assumir novamente
a sua glória lá nos céus. Veja que Jesus chamou-os
"meus irmãos" pela primeira vez. Jesus Cristo é "o primogênito
entre muitos irmãos", Rm. 8:29. "Não se envergonhe de lhes
chamar irmãos", Hb. 2:11. Cristo disse que o Pai dele é nosso
Pai, e o Deus dele é nosso Deus. Jesus deu uma palavra de grande
conforto, alegria e segurança.
2. Jesus Cristo apareceu aos discípulos. v. 19-23. O Senhor
Jesus Cristo apareceu aos discípulos naquele mesmo dia à tarde,
o primeiro dia da semana, que apareceu a Maria Madalena. Começando
neste dia e sempre depois no Novo Testamento Jesus Cristo se reuniu com
o seu povo no primeiro dia da semana. Depois de oito dias ele mostrou esta
verdade novamente, v. 26. Leia também I Cor. 16:2. Note que quando
os discípulos estavam reunidos no primeiro dia da semana que Jesus
apareceu no meio deles. Ele ainda faz isso porque é o dia aprovado
pelo Senhor para o povo de Deus reunir-se para adorar. Veja que Jesus ficou
no meio deles apesar de estar cerradas as portas. O corpo ressuscitado e
glorificado não tem as mesmas limitações que o corpo
mortal tem. Como ficou a saudação de Cristo para eles? Uma
repreensão porque todos abandonaram-o e Pedro negou-o? Ou que daqui
para frente não eram mais os amigos dEle? Não!! "Paz seja
convosco". Porque? Porque ele ganhou esta paz pela sua morte, sepultamento
e ressurreição. João 16:33.
Depois destas palavras maravilhosas de amizade, ele mostrou-lhes as suas
mãos e o seu lado. A prova que era de verdade o Salvador; que era
um corpo literal que ressuscitou, não um espírito (veja Lc.
24:39); e que ele fez tudo isto por eles. A base da paz dos salvos é
a morte, sepultamento e ressurreição. "Paz seja convosco".
Veja a paz nas mãos e no lado. "Os discípulos se alegraram
vendo o Senhor". Jesus tinha cumprido a sua promessa em 16:22 a eles.
Jesus Cristo mandou os seus discípulos (os apóstolos) ao
mundo como o Pai mandou ele ao mundo. Para fazer a obra especial de apóstolos
depois, Jesus deu para eles o poder especial do Espírito Santo. Os
apóstolos tinham dons especiais que cessaram com a morte deles. Isto
não fala de perdoar pecado, porque é Deus só que faz
isto, Mc 2:3-12. Isto fala do poder de perceber quem tem seus pecados perdoados
por Deus, e quem não tem. Note alguns dons especiais dos apóstolos.
1. Tinham o poder de dar a Palavra de Deus sem erro (inspiração).
2. Tinham o poder de confirmar a Palavra com milagres. 3. Tinham o poder
de discernir entre os espíritos. At. 8:23.
3. O Senhor Jesus Cristo apareceu oito dias depois a eles novamente.
20:24-29.
1. Tomé ausente. v. 24-25. A primeira vez que Jesus apareceu
aos apóstolos reunidos Tomé não estava presente. Ó
grande bênção que ele perdeu por não estar presente,
Hb. 10:25. Os outros disseram-lhe que viram o Senhor. Os outros não
ficaram pensando que a culpa é totalmente dele, se estivesse presente
isso não teria acontecido. Não! Os outros foram falar com
ele, porque estavam interessados no seu irmão. Veja Gl. 6:1. Tomé
ficou duvidoso e disse que somente cria se tocasse em Jesus pessoalmente.
Ó como é que a fé dos crentes fica fraca as vezes.
2. A confissão de Tomé. v. 26-28. Oito dias depois
(no próximo domingo) Jesus apareceu novamente aos seus discípulos
e esta vez Tomé estava presente. De novo as portas estavam cerradas
e era o mesmo lugar do primeiro. Jesus falou novamente "Paz seja convosco".
Jesus apareceu esta vez especialmente para falar com Tomé, v. 27.
Porque Jesus falou logo com ele, "Põe aqui o teu dedo, e vê
as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu
lado; e não sejas incrédulo, mas crente". Jesus fez por Tomé
o que tinha feito pelos outros. O Senhor tratou Tomé com compaixão,
consideração e amor, apesar do fato que sua fé estava
fraca e seu amor frio. Devemos aprender disto. Veja que quando Tomé
viu as mãos e o lado do seu Salvador, ele afirmou logo que Jesus
era seu Senhor e seu Deus. Quando um crente em Cristo fica frio, afastado
e fraco, só tem uma coisa que possa causar o crente voltar a Cristo.
O que é? A mesma coisa que nos ganhou primeiramente, Jesus morreu
por mim (as mãos, os pés e o seu lado), Ele é o meu
Salvador, meu Senhor e meu Deus. Jesus aceitou a sua confissão, mas
disse que é ainda mais abençoado crer sem as provas físicas.
A Palavra de Deus é bastante.
4. A Conclusão. 20:30-31.
1. Os outros sinais. v. 30. Quando foram feitos estes outros sinais,
durante o ministério todo de Jesus, ou só depois da sua ressurreição?
A frase "em presença de seus discípulos" significa que são
os sinais feitos depois da sua ressurreição, porque a maioria
dos outros foram feitos publicamente perante muitos? Alguns sinais que Jesus
fez estão escritos nos outros Evangelhos que João não
escreveu, e outros nunca foram escritos em livro nenhum (João 21:25).
2. O propósito deste Evangelho. v. 31. o Apóstolo
João escreveu tudo isto não somente para ser uma história
da vida do Senhor Jesus Cristo, mas para que os homens possam crer em Jesus
Cristo como o Cristo (messias) mandado pelo Pai para ser o Salvador, como
o Filho de Deus, e crendo nele tenha vida eterna no seu nome. Já
creu em Jesus Cristo como seu Salvador? Não só uma aceitação
dos fatos relatados neste livro, mas em Cristo Jesus como aquele que morreu,
foi sepultado e ressuscitou para salvá-lo dos seus pecados eternamente?
Se é a verdade. Ó que grande salvação é
sua!
A QUINTA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 21:1-25.
EPÍLOGO: OS ÚLTIMOS CONSELHOS DE JESUS CRISTO ATÉ
QUE VENHA.
O Senhor Jesus Cristo Apareceu Junto ao Mar de Tiberíades. 21:1-25.
1. A Terceira vez que o Senhor Jesus Cristo apareceu aos seus discípulos.
21:1-14.
Versículo 14 diz que esta é a terceira vez que Jesus apareceu
aos seus discípulos depois da sua ressurreição. Isto
não quer dizer que Jesus só apareceu três vezes aos
seus discípulos entre a ressurreição e a ascensão,
porque At. 1:3 diz que "se apresentou vivo, com muitas e infalíveis
provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias". Em João
21 há o último milagre que Jesus Cristo fez antes da sua ascensão.
O último milagre, como o primeiro, foi feito na Galiléia.
1. O mar de Tiberíades. v. 1-3. Este é o mar da Galiléia,
em João 6:1 diz que é o mesmo mar. Galiléia é
o nome judaico deste mar, e Tiberíades é o nome romano deste
mar. Jesus tinha falado em Mt. 28:10 às mulheres para ir e contar
aos discípulos para ir e ver Jesus na Galiléia. Isto explica
porque os discípulos estavam na Galiléia. Mt. 28:16 diz que
Jesus mandou-os encontrá-lo no monte que tinha designado. Veja que
segundo João 21:2 foram sete dos 11 discípulos na Galiléia
esperando os outros chegar. Estes sete discípulos enquanto estavam
esperando os outros chegarem, decidiram ir pescar. Veja no v. 3 que Pedro
disse: "Vou pescar", e os outros disseram "Também nós vamos
contigo". Pelo v. 12 parece que estavam tentando providenciar alguma coisa
para comer. Com certeza Jesus criou esta circunstância para os ensinar
uma verdade sobre a obra de Deus. Porque naquela noite toda pegaram nenhum
peixe. Vamos ver que Jesus fez.
2. Jesus apareceu depois da noite de pescar sem pegar nada. v. 4-6.
Pela manhã Jesus Cristo se apresentou na praia e os discípulos
ainda estavam no barco mais ou menos 90 metros (duzentos côvados,
v. 8) da praia. Os discípulos não conheceram que era Jesus
na praia. Isto mostra que eles estavam ainda fracos de fé e de entendimento
espiritual? E que talvez estivessem fazendo uma coisa pela carne só?
É bem provável. Foi a mesma coisa que aconteceu com Maria
Madalena, 20:14. Eles amaram Jesus muito, mas estavam ainda fracos e confusos
sobre tudo que tinha acontecido. Devemos aprender destas coisas, porque
a mesma coisa pode acontecer nas nossas vidas também.
Jesus perguntou-lhes: "Filhos, tendes alguma coisa de comer?" Eles responderam:
"Não". Jesus já sabia que não pegaram peixe nenhum.
Porque então perguntou-lhes assim? Note algumas coisas sobre este
acontecimento.
1. Jesus estava na praia, e eles estavam no barco no meio do mar. Isto
aconteceu depois da ressurreição e era um retrato da obra
de Deus agora no presente, Jesus está lá no céu e seus
servos estão na terra pescando pelos homens. Jesus ia subir ao Pai
e deixar os seus no meio do mundo por enquanto para fazer a sua obra.
2. Ele está lá no céu agora um pouco distante de nós
guiando a sua obra de lá, mas vendo tudo que acontece e falando de
longe conosco pela sua Palavra. Ele está longe de nós, mas
podemos ouvir a sua voz claramente através da sua Palavra.
3. É ele que dá a ceifa, nós pregamos (pescar pelos
homens) o Evangelho, mas é ele que nos guia na obra dele (até
onde pregar) e dá a ceifa (os peixes).
4. Isto mostra a soberania do Salvador na obra dele, ele faz a sua vontade
onde quer e quando quer.
5. O povo de Deus tem que conhecer que sem ele nada podemos fazer.
6. O Salvador dá a ceifa na hora certa e com certeza.
7. A obra de Deus não é fácil, mas abençoada
sim.
8. Mostra que devemos obedecê-lO, até quando não entendemos,
como os discípulos obedeceram-O e lançaram a rede "onde ele
mandou".
3. Jesus Cristo reconhecido. v. 7-8. O primeiro discípulo
para saber que era Jesus lá na praia era João. Porque ele?
Porque foi ele que teve o discernimento espiritual melhor deles. João
estava o mais perto do Salvador. Podemos ver isto nos fatos que ele chegou
até a cruz, que Jesus entregou Maria na mão dele, e ele foi
o primeiro para perceber que Jesus tinha ressuscitado. O mais perto do Salvador
que fica, o mais perfeito conhecimento dele que tem. Também devemos
fazer o que João fez depois de ter sucesso na obra dele; "É
o Senhor". É o Senhor que nos dá sucesso na obra dele!
Note que o único discípulo que lançou-se ao mar para
ir ao encontro de Jesus era Pedro. Nisto podemos ver de novo a diferença
nas personalidades dos discípulos. Pedro não fez isto sem
pensar, porque diz que cingiu-se com a túnica de propósito
de ir ao encontro de Jesus. Pedro amou Jesus muito e era devotado a ele
e ansioso para falar com ele novamente. Apesar do fato que tinha negado
Jesus três vezes, também tinha ouvido seu Salvador dizer: "Paz
seja convosco". Logo os outros discípulos foram ao encontro de Jesus,
mas eles foram de barco. Eles amaram Jesus também, mas nem todo discípulo
de Cristo é igual no seu temperamento.
4. As boas-vindas do Salvador. v. 9-13. É o mesmo Jesus que
andou com eles durante 3 anos e meio que agora é ressuscitado e glorificado.
"Ele é o mesmo, ontem, hoje e eternamente". Ele supriu a necessidade
deles sempre no passado, naquele dia e sempre depois. Ainda ele supre as
necessidades do seu povo ainda sendo que está lá no céu.
Os discípulos se lembraram da alimentação da multidão
com os pães e os peixes? Sem dúvida! Ele é o dono de
tudo, pode suprir as nossas necessidades. Como será quando chegamos
onde ele está, lá na praia celestial?
Jesus mandou-os trazer do peixe que pegaram. Porque? Já tinha peixe
na brasa e pão para comer. Era pouco? É duvidoso que era pouco.
Pode ser que Jesus queria para eles entender e lembrar sempre que era ele
que deu a ceifa e que o sucesso na obra dele depende dele. Queremos sucesso
na obra de Deus? O segredo do sucesso na obra de Deus é fazer tudo
conforme a Palavra dele como os discípulos fizeram naquele dia. Jesus
mandou-os puxar a rede cheia de peixe dando uma lembrança da bênção
de obedecer a Palavra do Salvador. Este é o sucesso divino, obedecer
e esperar nele.
Observe que a rede não se rompeu apesar da quantidade do peixe.
Nenhum que o Senhor chama para se mesmo será perdido. A salvação
deles é garantida pelo Salvador Soberano.
Podemos ver no v. 12 que há no mundo presente uma comunhão
especial com o Salvador na obra dele. Jesus convidou os seus discípulos
chegar perto dele e gozar na comunhão dele. Ele nos convida também
irmãos. Heb. 10:22. Nosso Salvador tem o maior prazer em ter comunhão
conosco, como naquele dia que comeram peixe com eles.
2. O Senhor Jesus Cristo e seu filho Pedro. 21:15-23.
Depois de ter tomado o café da manhã (era de manhã
e é isto que a palavra jantado significa) Jesus iniciou uma conversa
com Pedro. Agora ele ia terminar o assunto que antes falou com ele, João
13:36-38 e Lc. 22:31-34.
1. A pergunta e resposta tripla. v. 15-17. Jesus perguntou três
vezes: "Amas-me?" Note que cada vez que Jesus perguntou-o assim era um pouco
diferente. Veja também que Jesus chamou Pedro não pelo nome
Pedro, mas pelo nome Simão, filho de Jonas, seu nome humano. Jesus
fez para que lembre-se da sua falha como "um homem fraco e dependente".
Primeira pergunta. "Amas-me mais do que estes?" Jesus perguntou Pedro:
amas-me mais do que estes outros discípulos? Porque Pedro tinha dito:
"ainda que todos se escandalizarem em ti, eu nunca me escandalizarei", Mt.
26:33. Agora Jesus fez Pedro lembrar-se da coisa imprudente que falou e
da realidade da sua fraqueza espiritual. Pedro tinha uma idéia de
si muito errado e agora Jesus trouxe este fato perante Pedro. Pedro respondeu:
"Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Mas, esta vez não disse "mais
do que eles". Pedro tinha aprendido esta verdade pela sua queda. Também
disse: "tu sabes". Ele deixou o Senhor examinar o coração
dele honestamente. Além disto Pedro não falou a mesma palavra
para amar que Jesus falou. Jesus falou a palavra "ágape", e Pedro
falou a palavra "fileo". Qual é a diferença nestas duas palavras?
"Ágape" fala do amor de grau melhor e mais forte, como o amor divino.
"Fileo" fala do amor entre dois amigos, o amor humano, quer dizer "tenho
afeição por você, ou eu gosto de você". Pedro
reconheceu seu erro, que seu amor era menos do que pensava e que Jesus mereceu,
a sua fraqueza, mas sim de verdade amou Jesus e que ele sabia. Mas, Pedro
teve muito cuidado para não jactar-se de novo da sua fidelidade e
de seu grande amor por ele.
Segunda pergunta. "Amas-me?" Esta vez Jesus deixou a parte "mais do que
estes", mas continuou falando a palavra "ágape". Agora Jesus limitou
a pergunta para o amor dele mesmo. Não porque Jesus duvidou-o, porque
ele sabe o que todo coração tem, mas para mostrar a Pedro
que estava mais fraco do que pensava, Jesus colocou em questão até
seu amor. Pedro respondeu novamente: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo
(fileo)". Pedro disse o que dizemos mais ou menos hoje em dia: Eu gosto
de ti. Pedro não amou (ágape) Jesus não? Sim com certeza,
mas não ia errar mas como errou no passado. Pedro aprendeu pela disciplina
que Jesus deu para ele. Agora era homem e servo dele diferente.
Terceira pergunta. "Amas-me?" Esta vez Jesus falou (fileo), a mesma palavra
que Pedro falou. Jesus perguntou: "Simão, gosta de mim?" Ó
como é que isto doeu no coração de Pedro! Jesus perguntou
três vezes porque Pedro tinha negado Jesus três vezes. O Salvador
disciplinou e repreendeu a sua ovelha e doeu, mas era necessário
para Pedro enfrentar o seu erro e ser restaurado. Pedro falou de novo: "Sim,
Senhor, tu sabes que eu te amo (fileo)". Pedro aprendeu! Pedro amou seu
Salvador com certeza, mas agora reconheceu a fraqueza deste amor por ele.
Nós reconhecemos isto?
Cada vez Jesus disse a Pedro: "Apascenta os meus cordeiros", a primeira
vez; ou "Apascenta as minhas ovelhas", a segunda e terceira vez. Porque?
Só o servo de Deus humilde, dependente e que conhece a fraqueza do
seu amor por Cristo, é capaz de apascentar os cordeiros (os crentes
novos e fracos na fé), e as ovelhas (os crentes mais crescidos na
fé). Veja o que Pedro depois escreveu em I Pd. 5:1-11.
2. O Salvador anunciou o cumprimento da palavra de Pedro em Lc. 22:33.
v. 18-19. Jesus deu a promessa a ele de ser fiel até a morte.
Pedro estava pronto para isto, porque se humilhou para servir o Senhor dependente
dele. Como é que Pedro morreu? Crucificado de cabeça para
baixo pelo pedido dele, porque não achou digno de ser crucificado
como Jesus.
3. Pedro, voltando-se. v. 20-23. Pedro ficou restaurado e em comunhão
com seu Salvador e pronto para serví-lo fielmente. Mas, veja o perigo
de tirar os olhos do Salvador e olhar para os homens (neste caso João).
Isto mostra para nós, irmãos, que a nossa carne sempre está
presente conosco para tirar os nossos olhos do Salvador. A última
palavra do Salvador a Pedro era: "Segue-me", não olhar para os outros
e ficar preocupado com a obra que o Senhor deu a eles para cumprir. Jesus
falou a Pedro, não é seu negócio o que eu tenho para
João fazer, "SEGUE-ME, TU".
3. As outras coisas que Jesus fez. 21:24-25.
João testificou que o seu testemunho é verdadeiro. Sabemos
que é, porque veio de Senhor. Mas, não é tudo que Jesus
fez e falou. Porque seria impossível contar tudo que Jesus fez, nem
necessário. Deus nos deu na sua Palavra tudo que precisamos saber
sobre ele e a sua obra. Jesus é mais maravilhoso do que a língua
pode dizer!!!