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ESTUDOS EM JOÃO

Introdução ao Evangelho de João

1. Autor. João o Apóstolo. Observa os versículos 21:20 e 24 deste livro que indica que foi João o Apóstolo que escreveu este Evangelho. Também leia (13:23. 19:26. 20:2. 21:7, 20, 24) para ver que João fala de si mesmo quando diz "aquele discípulo a quem Jesus amava" e que "reclinou no seio de Jesus".

2. Data do Livro. 90 d. C. O último Evangelho para ser escrito.

3. O pai e a mãe de João. O nome do pai de João era Zebedeu (Mt. 4:21). Parece que o nome da mãe de João era Salomé (Mt. 27:56. Mc. 15:40). Comparando estes dois versículos podemos ver que Marcos dá o nome dela e Mateus só diz que ela é a mãe dos filhos de Zebedeu.

4. A Profissão de João. João era pescador. Ele trabalhava junto com seu irmão Tiago e seu pai Zebedeu. Eles tinham jornaleiros (empregados) no seu serviço e um barco de pescar. Moravam em Capernaum perto do Mar da Galiléia onde pescava (Mc. 1:16-21). Tudo isto mostra que João era homem de condição e que trabalhava e não homem parado nem preguiçoso. Também João era conhecido do sumo sacerdote em Jerusalém (João 18:15-16). João tinha uma casa em Jerusalém? (João 19:26-27). É bem provável. Depois da ascensão do Senhor Jesus Cristo João continuou em Jerusalém durante alguns anos (Atos 1:14. 3:1. 4:13. 8:14). Durante este tempo que ficou em Jerusalém, parece que ficou cuidando a mãe de Jesus na sua própria casa. Muitos antigos disseram que João ficou em Jerusalém quinze anos depois da ascensão de Jesus Cristo, até que Maria morreu.

5. O Apelido dele. O apelido dele era Boanerges que significa filho do trovão (Mc. 3:17). Porque este apelido? Porque João era homem de um temperamento forte, duro, valente e severo (Lc. 9:49-54). Tiago e João (todos dois) eram apelidos os filhos do trovão porque os dois tinham o mesmo temperamento bravo.

6. Discípulo de João o Batista. João o Apóstolo era discípulo de João o Batista primeiramente (João 1:35-40). João o Batista guiou André e João, dois dos seus discípulos, para seguir Jesus, e eles foram seguí-lO.

7. Círculo Interno. João era um dos discípulos mais perto de Jesus. Até é provável que estivesse o mais perto de Jesus. (João 13:23. 19:26. 20:2. 21:7, 20, 24).

8. O Tema do Livro. Jesus Cristo o Filho de Deus, que Jesus Cristo é Deus mesmo. O versículo chave do livro é 20:31.

9. O Esboço do livro.

1. Prólogo. 1:1-34. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ensina a preexistência de Jesus Cristo e sua eternidade. Nos versículos 15-34 dá o testemunho de João o Batista sobre Jesus Cristo.

2. O Ministério Público de Jesus Cristo para os judeus. 1:35 - 12:50.

3. O Ministério Pessoal de Jesus Cristo para os Seus Discípulos. 13:1 - 17:26.

4. O Clímax Sofredor e Triunfal de Jesus Cristo. A crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo. 18:1 - 20:31.

5. Epílogo. Os últimos conselhos de Jesus Cristo para o Seu povo "até que venha" (v. 23). 21:1-25.

10. Genealogia. O Evangelho de João começa dizendo e mostrando que Jesus é o Deus eterno (Jeová). O tema do livro é "Jesus Cristo o Filho eterno de Deus", e por isso começa dizendo esta verdade bem no princípio do livro. No livro de João, Jesus diz muitas vezes "Eu sou". Nota o que diz em Êxodo 3:14.

11. Milagres. Jesus fez oito milagres neste livro. 1. A água feita vinho. (2) 2. A cura do filho do régulo (4). 3. A cura do paralítico de Betesda. (5) 4. A multiplicação dos pães. (6) 5. Jesus andou sobre o mar. (6) 6. A cura do cego de nascença. (9) 7. A ressurreição de Lázaro. (11) 8. A pesca milagrosa. (21) Estes oito milagres mostram que Jesus Cristo é o Deus Todo-Poderoso que tem poder de transformar (converter) uma coisa má para boa. Observa como é que isto é ensinado nos milagres deste livro.

1. A água feita vinho. Transformar de tristeza para alegria.

2. A cura do filho do régulo. Transformar de doença para saúde.

3. A cura do paralítico de Betesda. Transformar de paralisia para energia.

4. A multiplicação dos pães. Transformar de fome para abundância.

5. Jesus andou sobre o mar. Transformar de inquietação para tranqüilidade.

6. A cura do cego de nascença. Transformar de trevas para a luz.

7. A ressurreição de Lázaro. Transformar de morte para a vida.

8. A pesca milagrosa. Transformar de falha para vitória.

Estes milagres dão a prova absoluta da divindade de Jesus Cristo e também mostram o poder transformador que o Filho eterno de Deus opera "naqueles que crêem no seu nome" (1:12). O poder do Filho de Deus que opera nos eleitos transforma as suas vidas maravilhosamente. Nota também que João 1:13 diz exatamente isto, que o poder para a salvação não vem da vontade humana, mas de Deus.

12. Uma Comparação Notável. Esta comparação é entre Jesus Cristo e o Tabernáculo do Velho Testamento. No princípio do livro de João, diz no primeiro capítulo e versículo 14 que Jesus Cristo "se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade". A palavra "habitou" significa acampar em tenda como Deus fez no tabernáculo em Israel. A presença de Deus habitou no tabernáculo do Velho Testamento no meio do povo aqui na terra. O tabernáculo simbolicamente mostrou Jesus Cristo visivelmente ao mundo. Do mesmo jeito Jesus Cristo (Jeová, Deus Eterno) se fez carne e habitou pessoalmente aqui na terra no meio do povo. Para mostrar esta verdade ensinada em João 1:14 mais claramente, vamos inventar uma palavra que realmente não existe na língua portuguesa. A palavra inventada seria o verbo tabernacular, que significaria acampar em tenda como Deus fez no Velho Testamento. Assim este versículo seria assim: "E o verbo se fez carne e tabernaculou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade". Então, Jesus Cristo era o cumprimento de tudo que foi simbolizado no tabernáculo. Mas, como o tabernáculo era uma coisa temporária no mundo para simbolizar Cristo, também Cristo tabernaculou no mundo temporariamente, agora está no céu à destra do Pai.

No livro de João Jesus Cristo é apresentado no versículo 1:14 como o cumprimento do tabernáculo e depois é mostrado como é que fica o cumprimento dele. Vamos ver ! Observa que João começa na entrada do tabernáculo indo para o interior dele, até ficar na presença santa de Deus, mostrando como é que um pecador possa entrar na presença do Deus Santíssimo.

1. O Altar de Holocaustos. (1:29 e 36) "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".

2. A Pia de Cobre. (3) Jesus Cristo limpa de todo pecado.

3. A Mesa de Pão. (4-6) Jesus Cristo é o pão da vida.

4. O Castiçal de ouro puro. (8-9) Jesus Cristo é a luz do mundo.

5. O Altar de Incenso. (14-16) Jesus Cristo é O Grande Intercessor (Mediador) do seu povo que ensina seu povo orar.

6. A Arca da Aliança. (17) Aqui Deus nos deixou olhar pelo véu por dentro do lugar santíssimo e ver Jesus Cristo, O Grande Sumo Sacerdote, intercedendo pelo seu povo.

7. O Propiciatório. (18-19) O sangue do cordeiro derramado para fazer propiciação. Podemos ver que depois que o Sumo Sacerdote espargiu o sangue do cordeiro no propiciatório que ele saiu para abençoar o povo dizendo que era feito o derramamento de sangue. Foi isto que Jesus fez em João 20-21 quando Ele ressuscitou dos mortos se mostrando que a salvação era feita eternamente.
 

A PRIMEIRA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO 1:1-34

O PRÓLOGO

Primeiramente vamos notar quatro nomes do Senhor Jesus Cristo que João deu no Prólogo que chamam a nossa atenção. 1. O Verbo. (1-3) 2. A Vida. (4) 3. A Luz. (4-10) 4. O Filho. (34) Dois destes nomes (o Verbo e o Filho) falam do relacionamento que Jesus tem para com seu Pai. Os outros dois (A Vida e a Luz) falam do relacionamento que Jesus tem para com os homens.

Jesus Cristo é o Verbo. Ele é a Palavra de Deus ou Quem fala expressando e revelando Deus para os homens eternamente. Antes da criação do universo e do homem e tudo que há Jesus Cristo era e é o Verbo (a palavra de Deus). Não diz desde o princípio, mas no princípio, mostrando a sua preexistência e eternidade. Ele estava com Deus no princípio, mas também era Deus no princípio. Jesus Cristo é essencial, eterna e verdadeiramente Deus.

Jesus Cristo é o Filho de Deus. O Pai Eterno somente pode ter Filho Eterno. Como o Pai não tem princípio nem fim de dias, também o Filho não tem princípio nem fim. A Paternidade Eterna de Deus significa a Filiação Eterna do Filho de Deus.

Jesus Cristo é a Vida. Toda vida vem dEle, procede dEle. A vida física, espiritual e eternal. Se lembra da criação do universo em Gênesis 1?

Jesus Cristo é a Luz. Sem Jesus Cristo não há luz, mas somente trevas. É só Jesus Cristo que pode dar a luz do Evangelho e nos tirar das trevas para a luz maravilhosa de Deus. De novo, se lembra da criação em Gênesis 1?

Outros quatro nomes de Jesus Cristo que chamam a nossa atenção em João o primeiro capítulo. 1. O Cordeiro de Deus. (18) 2. O Messias. (41) 3. O Rei. (49) 4. O Filho do Homem. (51)

Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus imaculado e incontaminado que deu a sua vida para salvar o seu povo dos seus pecados.

Jesus Cristo é o Messias prometido por Deus do Velho Testamento que nasceu de uma virgem para ser o Salvador. Ele é "Deus conosco".

Jesus Cristo é o Rei de Israel que um dia reinará como o Rei dos reis aqui na terra com Israel durante mil anos pessoal, literal e visivelmente.

Jesus Cristo é o Filho do homem que é o único mediador entre Deus e os homens. Jesus Cristo era tanto homem quanto Deus, e tanto Deus quanto homem. Só assim podia ser o Salvador.

O Prólogo do Livro de João. 1:1-18.

1. A Divindade e a Encarnação de Jesus Cristo.1:1-4.

O livro começa logo dizendo que Jesus Cristo é o eterno Deus (Jeová), o Filho de Deus. Vamos observar algumas verdades ensinadas nos versículos 1-5.

O nome Verbo. "Verbo" significa Palavra. Jesus Cristo é a Palavra de Deus. Ele é o comunicador e/ou o revelador da verdade divina, ou a Palavra de Deus. Jesus Cristo é a Palavra de Deus personificada. Observa João 14:6, I João 5:7 e Ap. 19:13. Os judeus antigos do Velho Testamento usaram este termo (Verbo ou Palavra) para referir ao Messias. Por isso, os judeus entenderam o que foi falado com este termo "Verbo".

O Verbo era no princípio. Quando a Bíblia fala "o princípio" no versículo 1, fala sobre o princípio da criação do universo por Deus (Gn. 1:1). Isto mostra a existência de Jesus Cristo antes da sua encarnação, a existência eterna dele.

O Verbo estava com Deus. O Filho e O Pai são duas pessoas distintas, diferentes, e inconfundíveis. Eles estavam juntos, mas separados.

O Verbo era Deus. Jesus Cristo é Deus em todas as maneiras. Deus o Pai e Deus o Filho são iguais e um só Deus. É a verdade porque a Bíblia diz que é, mas é uma verdade que ao homem é impossível entender.

O versículo dois reforça a verdade ensinada no primeiro versículo. Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus, não só uma idéia ou pensamento na mente de Pai que existiu na eternidade toda junto ao Pai.

Jesus Cristo é criador de tudo que há (v. 3). Não pela evolução nem chance, mas pela Palavra (Verbo eterno) de Deus. Este versículo identifica Jesus como sendo Deus (Gn. 1:1-3). Nota que o Deus Triúno é quem criou o universo. É só Deus que pode criar.

Nele estava a vida. Jesus Cristo tem vida em Si. Ele não recebeu-a de outro. Ele é a fonte e doador e sustentador de toda vida. Jesus Cristo é a fonte, doador e sustentador de todo tipo de vida; física (humana, vegetal e animal), espiritual e eterna.

A vida era a luz dos homens. "A vida" é outro nome para Jesus Cristo. Então diz que Jesus Cristo é a luz do mundo. Sem Ele não há luz. A luz de Jesus Cristo está brilhando no mundo, é só que o homem natural não tem a capacidade de vê-la.

A luz resplandece nas trevas. "A luz" é outro nome para Jesus Cristo também. Em I João 1:5 diz que Deus é luz. Então é outra prova que Jesus é Deus. Esta luz resplandeceu nas trevas, mas as trevas não perceberam a luz. Fala do mundo que não pode ver "O Sol da justiça" (Jesus Cristo, Mal. 4:2) apesar do fato que está brilhando fortemente, porque o mundo está cego espiritualmente. O problema não é com a luz, mas sim com o homem que está cego total e espiritualmente. A luz faz duas coisas: mostra a cegueira espiritual humana porque o homem não vê a luz; e revela todo defeito, falha e pecado que o pecador tem. A luz é boa, é o homem que é ruim.

2. João o Batista. 1:6-14.

Estes versículos falam sobre o ministério de João o Batista, que era o precursor do Messias Jesus. Nota algumas verdades ensinadas nestes versículos.

João foi enviado para ser o precursor de Cristo (Messias). Foi profetizado no Velho Testamento que João ia fazer isto (Isa. 40:3, Mal. 3:1). João o Batista veio para ser testemunha, para testificar da "luz Jesus Cristo". João não era a luz, mas somente a testemunha da luz. João veio para preparar um povo para o Senhor Jesus Cristo usar para estabelecer e organizar a sua primeira igreja em Jerusalém (Lc. 1:17). João fez isto pregando o Evangelho e batizando os convertidos. Foi por isso que Deus enviou João. Deus autorizou João para anunciar o Messias e batizar os convertidos. Jesus honrou esta autoridade quando foi batizado por João, e também quando usou os convertidos e batizados de João para formar a sua primeira igreja. Todos os Apóstolos e Jesus Cristo mesmo foram batizados por João, e Jesus Cristo fundou a sua igreja com o batismo e os batizados de João. É só este batismo que é autorizado por Deus, e é só uma igreja batista novo testamentária que pode administrá-lo, porque é só ela que tem o batismo autorizado por Deus. Nota também o nome de João no versículo 6. Deus deu para ele o nome de João (Lc. 1:13). João foi chamado "o batista" porque ele foi um batista e o primeiro batista. Na língua grega o nome dele tem o artigo definido "o". Ele foi reconhecido não somente como João Batista, mas como João o Batista.

João o Batista não foi "a luz" nem o Messias, mas ele foi enviado para anunciar e testificar da luz e do Messias. Ele era a "voz do que clama no deserto". Mt. 3:3.

Versículos 9-14 dão algumas verdades sobre "a Luz Verdadeira" (Jesus Cristo) que João o Batista veio para anunciar. Vamos observá-las.

"A Luz Verdadeira" alumia (ilumina) a todo o homem que vem ao mundo. Em qual sentido esta é a verdade? Todo homem tem recebido a luz do Evangelho desde o princípio do mundo ou desde os dias do Senhor Jesus Cristo? Claro que não é assim! Muitos tem nascido e morrido sem ouvir a pregação do Evangelho e/ou nem tem visto uma Bíblia. Então a verdade ensinada neste versículo é mal-entendido pela maioria dos cristãos. A palavra iluminar (alumiar) significa iluminar como uma lâmpada ilumina um quarto. Iluminar é a mesma palavra "iluminado" em Ap. 21:23-24. O homem cego que está assentado neste quarto iluminado por uma lâmpada bem forte não vê a luz, porque está cego. Mas a culpa não é da lâmpada, é do homem que está cego. Mas, a lâmpada que o homem cego não vê, está revelando ele em todos os seus defeitos e falhas. Jesus Cristo, a Luz Verdadeira, está iluminando todo o homem neste sentido. O pecador não vê a luz maravilhosa de Cristo, mas a Luz Verdadeira está revelando seu pecado em toda a sua perversidade.

Jesus Cristo se fez carne para habitar no mundo que Ele mesmo criou. Mas, os habitantes deste mundo não O conheceram como sendo o Filho eterno de Deus. Nota que a palavra "mundo" é usado em três maneiras diferentes neste versículo (10). Primeiramente é o mundo habitado, segundamente é o universo que Ele criou, e terceiramente é os habitantes da terra. Muitos dizem que a palavra "mundo" sempre significa toda pessoa da terra, ou que tem sempre o mesmo significado na Bíblia, mas não é. Tem que determinar o significado pelo contexto bíblico. A palavra "mundo" sempre não significa "todos" nem "todo o mundo", as vezes tem um significado limitado. Veja Lc. 2:1, At. 17:6, Rm. 1:8, I João 5:19, Ap. 12:9, 13:3. Como também no versículo 29 deste capítulo. A palavra "mundo" no v. 29 não pode significar todas as pessoas de todos os tempos do mundo, porque Jesus mesmo disse que ele deu "a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11), e que o seu sangue foi "derramado por muitos", nem todos (Mt. 26:28). O mundo no v. 29 fala sobre todo tipo de pessoa que há no mundo como diz em Ap. 5:9.

Versículo 11 diz que Jesus veio para o seu próprio povo, os judeus que foram prometidos o Messias, mas nem eles receberam-O como o Salvador e Filho de Deus. Mas, eram algumas pessoas que receberam o Senhor Jesus Cristo como o seu Salvador (v. 12). Eles são aqueles que se tornaram os seus filhos pela fé. Somente os salvos são os filhos de Deus verdadeiramente. Pela autoridade de Deus (poder significa no versículo 12 autoridade), os salvos são os filhos de Deus. Estes eleitos de Deus nascem na família de Deus pela fé no Salvador Jesus Cristo. Versículo 13 diz como é que estes eleitos nascem na família de Deus espiritualmente. Não nascem do sangue que é da descendência familiar, nem da vontade que o homem pode criar em si mesmo, nem da vontade que o homem pode criar nos outros. Porque o homem está morto espiritualmente em ofensas e pecado e não pode dar esta vida espiritual para nascer na família de Deus. Este nascimento espiritual vem de Deus. Deus dá a vida espiritual para nascer na família dEle e se tornar filho dEle. "A salvação vem do Senhor". O Verbo se fez carne e habitou entre os homens para que pudesse ser o Salvador do seu povo (v. 14). Este Deus-Homem foi visto pelos homens. Os homens viram a sua vida que estava cheia de graça e verdade.

3. O Testemunho de João o Batista. 1:15-34.

O Testemunho de João o Batista sobre Jesus Cristo. v. 15-18.

V. 15. João o Batista disse que Jesus veio depois dele porque João nasceu seis meses antes do Senhor Jesus Cristo (Lc. 1:36) e começou o seu ministério de anunciar (ser o precursor de Jesus Cristo) o Messias antes que Jesus começou o seu ministério público. João qualificou isto dizendo que Jesus era maior do que ele e foi primeiro do que ele. Isto fala do fato que Jesus é preeminente e eterno.

V. 16. João falou que ele e os outros convertidos tinham recebidos da plenitude de Deus a vida eterna pela sua graça. Nota que diz em Col. 1:19 e 2:9 que toda a plenitude da divindade habita nele corporalmente. A salvação que temos em Cristo é pela graça. João falou graça por graça que significa muita graça. Para salvar um pecador precisa de muita graça da parte de Deus.

V. 17. Jesus Cristo fez uma coisa que a lei de Deus dada a Moisés não podia fazer, salvar do pecado. A lei de Deus não pode mostrar graça, só pode condenar o pecador justamente. Mas Jesus Cristo cumpriu a lei e por isso pode salvar pela graça. Esta é uma grande verdade que Jesus revelou para nós.

V. 18. Ninguém tem visto Deus o Pai. Mas não é necessário, porque Jesus Cristo tem um conhecimento íntimo do Pai, e Ele revelou o Pai para nós. "Eu e o Pai somos um", João 10:30. "Quem me vê a mim vê o Pai", João 14:9.

O Testemunho de João o Batista sobre si. v. 19-28. Quando os judeus perguntaram João a sua identidade, ele falou logo e bem claro que não era o Cristo, mas somente o servo dele. Os judeus fizeram ainda mais perguntas sobre a sua identidade. Eles perguntaram, "És tu Elias"? Veja Mal. 4:5-6, Mt. 17:11-13, Lc. 1:17. João o Batista não era Elias, somente veio no poder e espírito dele, cumprindo em parte esta profecia. Os judeus também perguntaram se fosse um profeta. Mas, qual profeta? Parece estavam perguntando sobre o profeta profetizado por Moisés. Veja Dt. 18:15. João disse que não era aquele profeta. Os judeus então perguntaram de novo, "Quem é"? João respondeu imediatamente que era aquele que foi profetizado por Isaías (40:3). João era o precursor do Senhor Jesus Cristo. Ainda outra vez os judeus enviados de Jerusalém fizeram uma pergunta. Porque João batizou sendo que não foi Elias nem aquele profeta profetizado por Moisés. João agora pregou Cristo Jesus a eles (v. 26-29). João falou que Jesus Cristo é maior do que todos (inclusive ele) e o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Nota que João assumiu a sua posição certa de ser um servo de Cristo indigno, mas com uma voz para anunciar as grandezas da salvação em Cristo Jesus.

João o Batista fala sobre a identidade do Senhor Jesus Cristo. v. 29-34. No dia seguinte, depois do dia que falou com os judeus, João chamou a atenção do povo para Jesus Cristo que ia passando e disse, "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Os judeus estavam esperando e querendo um Grande Profeta e Rei que ia livrá-los de todos os seus inimigos terrestres. Mas, eles precisavam mesmo um sacrifício pelo pecado, um salvador. Foi isto mesmo que João pregou. Foi por isso que Jesus veio a primeira vez, para ser o cordeiro de Deus imaculado, incontaminado, voluntário, manso e o cumprimento de toda a lei do tabernáculo e do templo. É só este sacrifício (Jesus Cristo sacrificado) que pode tirar o pecado do homem.

Pela terceira vez nos v. 30-31 João diz que Jesus é maior que ele. João disse porque batizou, para que Jesus "fosse manifestado a Israel" (v. 31); e pela autoridade que batizou, "Deus o mandou batizar" (v. 33). Mostra a razão porque o salvo se batiza, para pregar que Cristo é o Salvador e a sua fé nele. João disse que batizou Jesus e que Deus deu para ele um sinal que Jesus era o Filho de Deus. Qual foi? O Espírito que desceu e repousou sobre ele. Jesus Cristo começou seu ministério público com batismo e o Espírito Santo sobre ele para autorizar e dar poder no seu trabalho. É Jesus também que batiza no Espírito Santo. Esta é outra prova da sua divindade, quem batiza no Espírito Santo senão Deus? Quando foi que Jesus fez isto? Foi no dia de Pentecostes quando ele batizou a sua igreja verdadeira no Espírito Santo dando poder e autenticidade para fazer a sua obra. Veja Mt. 3:11 e At. 2:4. De verdade "este é o Filho de Deus" (v. 34).
 

A SEGUNDA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 1:35-12:50

O MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS CRISTO AOS JUDEUS

Jesus começa chamar alguns discípulos. 1:35-51.

1. João o Batista de novo chamou atenção para Jesus, o Cordeiro de Deus. 1:35-36. Dois dos discípulos de João foram seguir Jesus. Estes dois eram João e André (v. 40). João o Apóstolo não falou seu nome como sendo um dos dois, mas obviamente é um deles. João o Apóstolo sempre se refere a si mesmo humildemente neste livro. É coisa boa ser humilde.

2. Estes dois deixaram João o Batista para seguir Jesus. 1:37. João o Batista não reclamou, nem ficou chateado. Porque é o propósito do ministério, chamar o povo de Deus para seguir Jesus, não nós mesmos. Um pastor que quer para o povo de Deus seguí-lo em vez de Cristo, está muito errado.

3. Observa a pergunta que Jesus fez para os dois. 1:38-39. "Que buscais"? Boa pergunta! O que estamos buscando mesmo como os discípulos de Cristo? Se for menos do que Cristo, é errado. Se nosso coração está ávido para seguir qualquer coisa além do Senhor Jesus Cristo, está errado. Qualquer coisa além de Cristo, não é Cristo.

Eles responderam a pergunta de Jesus com outra pergunta. "Onde moras"? Nota que não tinham que perguntar onde morava Caifás ou Pilatos, todos souberam. Mas, Jesus não teve onde reclinar a cabeça (Mt. 8:20). Nota também o que eles queriam. Eles não pediram bênção, nem riqueza, nem coisa semelhante. Eles preferiam o abençoador em vez da bênção. Eles queriam estar com Jesus. Este é o coração verdadeiro, puro e sincero, desejar estar perto do Salvador sempre! Jesus conheceu os corações deles, e disse a eles, "Vinde, e vede". Queremos mesmo estar perto dEle? Então, Jesus diz para nós, vinde, e vede. Os discípulos foram ficar com Jesus. O salvo que quer mesmo estar perto de Jesus sinceramente, vai, porque não há nada impedindo menos do que o coração insincero. Quer comunhão com Jesus? Ele dará!

4. André buscou seu irmão Pedro. 1:40-42. Logo André quis para Pedro, seu irmão, conhecer o Messias, e foi falar com ele. É coisa natural para o salvo desejar para os outros ouvir sobre Jesus, e primeiramente os da sua própria família. É um grande privilégio poder falar sobre nosso Salvador. Também é uma grande responsabilidade. E esta responsabilidade começa em casa.

Nota que quando Pedro veio para ver Jesus, que Jesus já sabia tudo sobre ele. O Soberano e Onisciente Jesus conhece as suas ovelhas, não só sobre a pessoa e o passado delas, mas também seu futuro. Jesus deu outro nome para Simão (Pedro), Cefas, que significa pedra. Mas porque este nome? Porque logo Pedro não ficou sólido como uma pedra. Ele sempre estava falhando e depois negou Jesus três vezes. O nome dado por Jesus a Pedro mostra a presciência de Jesus e a graça que habilita o salvo ser sólido no serviço de Deus. Era uma promessa de Jesus para Pedro sobre seu futuro. É só olhar para Pedro depois da ressurreição no livro dos Atos dos Apóstolos para ver esta verdade.

5. Jesus foi procurar Filipe. 1:43-46. Jesus foi para achar Filipe, mais uma ovelha dEle (eleito). Sempre é assim, Jesus Cristo busca e salva os seus eleitos pela graça maravilhosa e soberana (I João 4:19).

O que foi que Filipe fez? Foi falar com um amigo dele que tinha achado o Messias prometido no Velho Testamento. Sempre é o efeito que Cristo tem na vida do salvo, desejo para falar sobre Jesus com os outros. Cristo enche o coração de alegria, e não pode ficar calado. Nota que Filipe encontrou oposição quando Natanael disse: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré"? Encontramos oposição também, mas vamos fazer que Filipe fez, falar de Cristo e confiar em Deus pelo resto.

6.Natanael e Cristo. 1:47-51. A pergunta de Natanael era honesta, não contenciosa. Podemos ver isto nas palavras que Jesus falou com ele. Devemos lembrar isto quando falamos com os outros sobre Jesus. De novo Jesus mostrou a sua divindade e onisciência. Jesus soube tudo sobre Natanael. Podemos esconder nada do Salvador. Natanael ficou chocado (v. 48) e convencido que Jesus era o Filho de Deus e o Rei de Israel. Como é que isso aconteceu? O Salvador si revelou para mais uma ovelha.

Jesus sabia que Natanael ficou impressionado demais. Por isso, disse que ia ver coisas maiores do que estas. Natanael viu com toda certeza depois quando andou com Jesus. Observa que Jesus mostrou que Ele é o cumprimento da escada que Jacó viu posta na terra cujo topo tocou no céu (Gên. 28:12). Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens (I Tim. 2:5). Os anjos são os seus servos que O adoram e servem para as suas necessidades (Mt. 4:11).

O Milagre de fazer água vinho em Caná. 2:1-12.

1.O Vinho. Qual tipo de vinho a gente estava bebendo primeiramente e que Jesus fez quando o primeiro se acabou? A gente estava embriagada segundo v. 10? É difícil aceitar que Jesus aprovou o beber de vinho fermentado pela sua presença neste casamento sendo que a Bíblia condena-o severamente em todo lugar. Além disto o v. 10 não diz que o povo que veio ao casamento estava embriagado. Somente diz que tinha bebido bem, ou que tinha bebido bastante para saciar a sede. A Bíblia fala claramente que há dois tipos de vinho. Um que não é fermentado ou inebriante e outro que é. O tipo de vinho que não é fermentado é falado em Sal. 104:14-15. Este é o vinho falado em Jer. 40:10 e 48:33, que é o suco da uva que sai do lagar e é chamado vinho. Ninguém tem visto este tipo de vinho saindo do lagar já fermentado. Tem que ser o suco da uva que é chamado também na Bíblia vinho. O vinho fermentado não dá alegria ao coração do homem, mas sim sempre tristeza e castigo. O vinho não fermentado não faz mal a ninguém, mas sim bem. Se fosse que Jesus fez entre 400 e 600 litros de vinho fermentado (um almude é 34 litros, cada talha coube 2 a 3 almudes, e eram seis talhas), Ele seria desobedecendo o mandamento claro de Deus em Hab. 2:15. O vinho fermentado é severamente condenado por Deus na Bíblia (Prov. 20:1 23:29-31). Jesus não fez uma coisa condenada por Deus para a gente beber.

2. O que este milagre nos ensina. Podemos ver em João 1 que a religião judaica e os judeus não aceitaram Jesus como sendo o Messias, nem o Filho de Deus. Observa isto nos versículos 11, 18 e 26. Também em 2:18 vemos que depois que Jesus fez um grande milagre e purificou o templo, ainda os judeus estavam duvidando e negando que Jesus era o Messias e o Filho de Deus. Então, este milagre mostra que a religião judaica não tinha mais o gozo (o vinho divino que alegra o coração do homem verdadeiramente) que o Senhor dá através do seu Filho, do Espírito Santo e da Palavra de Deus. A religião judaica estava completamente vazia e morta. É uma descrição verdadeira de todo pecador sem Cristo também. Ó como é terrível ser perdido e sem Cristo aqui neste mundo!

As seis talhas. O número 6 é o número do homem (Ap. 13:18). O número 7 é o número de Deus e da perfeição. Tudo que estava restando da religião judaica era da carne, não tinha nada haver com Deus. É a verdade de toda religião humana e do homem pecador sem Cristo.

As talhas de pedra. Eram talhas feitas de uma coisa tão morta. Toda religião falsa e todo pecador sem Cristo são completamente mortos em ofensas e pecados.

As talhas vazias. A religião falsa e o pecador sem Cristo estão completamente vazios das coisas de Deus e do gozo divino que Deus dá no seu Filho Jesus Cristo na salvação.

O vinho velho se acabou. Tudo que o mundo e a religião falsa tem para oferecer ao pecador sem Cristo, se acaba não dando o que está faltando no pecador.

Cristo mudou a situação. Foi só Ele que podia. É somente Jesus Cristo que pode mudar o coração do pecador perdido.

As talhas cheias de água. Jesus mandou encher as talhas de água. Água representa muitas vezes a Palavra de Deus na Bíblia (Ef. 5:26, João 15:3, 17:17). Deus manda o seu povo pregar a Palavra aos perdidos para que possam nascer de novo. Os servos completaram as talhas de água, mas foi Jesus que fez a água vinho. Nós pregamos a Palavra de Deus, mas é Jesus que vivifica o pecador pelo Espírito Santo através da sua Palavra (II Tess. 2:13).

A água se tornou o vinho bom. O que Jesus faz nas vidas dos seus eleitos através da Palavra e do Espírito Santo é uma coisa tão boa. Faz o que o pecador não pode fazer sem a graça de Deus operando na vida.

Antes de deixar este milagre, devemos pensar um pouco na repreensão que Jesus deu para sua mãe, e também na presença de Jesus neste casamento. Como Maria, o povo de Deus esquece as vezes que nós somos os servos de Cristo, e que Ele não é o nosso servo. Devemos deixar Jesus cumprir a sua vontade do jeito que Ele quer sem a nossa interferência. Devemos nos sujeitar a Ele, não Ele a nós. Também, Jesus aprovou o castamente pela sua presença neste (Heb. 13:4). Também mostra que a presença de Jesus num casamento é essencial para a sua felicidade.

A Purificação do Templo. 2:13-25.

O milagre em Caná mostrou claramente a divindade de Jesus, e também que a purificação do templo por Jesus mostra esta verdade, não resta dúvida. Nota que a purificação do templo mostra a perversidade da religião judaica, e também a de toda religião que o homem faz. A religião humana está faltando a coisa principal, Jesus Cristo. Vamos observar algumas verdades ensinadas pela purificação do templo por Jesus Cristo.

1. A páscoa dos judeus. No versículo 13 Jesus disse que era a "páscoa dos judeus". Em Êx. 12:11 era chamada a páscoa do Senhor. Mas, em João o Senhor não tinha mais nada haver com esta religião corrupta. É assim com toda religião corrupta, ou que se corrompe depois. Pode acontecer com uma igreja batista?

2. O zelo de Cristo. Jesus Cristo não agüentou ver a casa do seu Pai dessa maneira. O zelo de Jesus Cristo pela verdade e mandamentos do seu Pai tomou a conta da sua vida. Jesus Cristo é justo e a justiça dele é inflexível. A verdade que Jesus aceita e pratica é rígida e radical.

3. A casa de venda. Mt. 12:13 diz que Jesus disse que os judeus tinham feito a casa de Deus um covil de ladrões. O que estava acontecendo no templo? Estavam vendendo os animais dos sacrifícios por um preço absurdo e por dentro do templo. Estavam roubando o povo. Também o templo não aceitou o dinheiro comum da rua (com a imagem de um rei), mas tinha que trocar o dinheiro estranho pelo dinheiro do templo para pagar a taxa anual do templo. Os cambiadores estavam cobrando mais do que necessário por este serviço. O templo ficou como uma feira livre vendendo e negociando egoistamente. É impossível adorar e orar a Deus num ambiente assim. O templo não foi mais uma casa de oração, mas uma casa de venda e um covil de ladrões. Por isso, o zelo de Cristo por Deus O consumiu e ele purificou o templo.

4. A ira de Cristo. Este é um atributo de Cristo que a religião humana não quer admitir. O mesmo Cristo que ama é o mesmo Cristo que se ira por causa da injustiça. É ele que lançará os perdidos no inferno afinal.

5. A divindade de Cristo. O Filho de Deus sozinho fez um azorrague de cordéis e lançou todos (pessoas e animais) fora do templo e espalhou o dinheiro no chão, e ninguém fez nada. Quem pode impedir a ira do Deus Todo-Poderoso?

6. Um sinal pedido. Ó que homens insensatos e cegos que pedem um sinal do Senhor Jesus Cristo querendo saber por qual autoridade que ele fez tudo isto. Ele é Deus, a casa era do seu Pai e ele mesmo tem toda autoridade para purificar o que era dele. Jesus deu depois o melhor sinal que prova a sua divindade; sua morte, sepultamento e ressurreição. A ressurreição de Jesus prova que ele é o Filho eterno de Deus. Ainda o mundo não crê. Ó que depravação.

7. Jesus não confiava neles. Jesus conheceu os corações deles tão perversos e depravados. Cristo conhece o coração de todo homem e que a perversidade dele é demais. Ninguém pode enganar o Onisciente. Observa também que tudo que brilha não é ouro. A aparência pode enganar. Como estes, todos que dão aparência que são de Deus, não são.

Jesus e Nicodemos. 3:1-21.

Nicodemos era um fariseu e príncipe dos judeus. Ser príncipe dos judeus provavelmente signifique que ele era membro do sinédrio (o conselho judaico que governava a religião judaica, foi feito de 70 judeus e o sumo sacerdote que deu o total de 71 homens). Nota que Nicodemos era homem muito religioso, mas muito perdido espiritualmente. Nicodemos precisava nascer de novo porque estava morto em ofensas e pecados, e destituído de discernimento e entendimento das coisas de Deus. O fato que Nicodemos foi ter de noite com Jesus mostra que ele ainda estava andando nas trevas espiritualmente apesar de ser religioso. Também mostra que Nicodemos tinha vergonha de ser visto falando com Jesus. Por isso foi ter de noite com Jesus, para que pudesse ser escondido (7:50-51, 19:39). Ó que depravação! Mas depois vemos que Deus operou a salvação nele pela sua graça. O homem que foi ter de noite com Jesus tímida e envergonhadamente, foi salvo pela graça de Deus depois. Ó como é a graça de Deus maravilhosa.

Nota que quando Nicodemos foi falar com Jesus primeiramente que tinha confusão na cabeça sobre Jesus o Salvador. Nicodemos mostrou que aceitou Jesus como sendo somente um doutor (mestre significa professor, instrutor ou doutor) da lei que veio de Deus. Jesus era muito mais, era o Messias de Israel e o Deus-Homem que veio para salvar o pecador dos seus pecados. Toda religião falsa só aceita Jesus como sendo um bom homem e professor-profeta, mas não como sendo Deus que se fez carne para morrer na cruz e ser o Salvador. Nicodemos falou certamente sobre os milagres de Jesus provando que era de Deus, mas também Jesus Cristo é muito mais do que só de Deus, Ele é Deus. Nicodemos não viu esta verdade, só depois quando Deus revelou-a a ele no novo nascimento pela graça.

1. Jesus começou logo dizer que Nicodemos precisou nascer de novo. Jesus não disse que Nicodemos podia se nascer a si mesmo de novo espiritualmente, nem que podia criar este novo nascimento em se mesmo. Porque não é uma coisa que o homem faz, é totalmente a obra de Deus. Vamos ver o que Jesus disse a Nicodemos.

1. A Importância do Novo Nascimento, v. 3. O que o pecador morto em ofensas e pecados precisa é vida espiritual. Isto ensina que o pecador está morto espiritualmente e para viver espiritualmente, ele tem que nascer de novo (Ef. 2:1-10). Jesus deu ênfase a importância suprema do novo nascimento quando disse; "Na verdade, na verdade". Nem nós devemos negligenciar uma doutrina tanta importante quanta esta na nossa pregação. Porque sem nascer de novo o pecador não pode ver nem entender as coisas espirituais do reino de Deus (I Cor. 2:10-14). Podemos ver a necessidade do novo nascimento na vida de um pecador pela resposta de Nicodemos no v. 4. Como é que o homem está espiritualmente morto e nas trevas!

2. O Instrumento e Gerador do Novo Nascimento, v.5. Depois da pergunta que Nicodemos fez, Jesus respondeu dando uma comparação entre o nascimento físico e espiritual. Como a pessoa não tem nada a ver com o seu nascimento físico, também o eleito não tem nada a ver com o seu nascimento espiritual. Uma pessoa fisicamente não produz sua concepção, nem vida, nem nascimento; e é do mesmo jeito no nascimento espiritual. O Espírito Santo usa a Palavra de Deus (água) para gerar e produzir a vida espiritual no pecador. Leia os seguintes versículos: Sl. 119:9, João 15:3, Ef. 5:26, Rm. 10:17, I Pe. 1:23, Tiago 1:18, I Cor. 4:15.

3. A Necessidade do Novo Nascimento, v. 5. Jesus falou que é impossível para um pecador entrar na presença de Deus lá no céu sem nascer de novo.

4. A Natureza do Novo Nascimento, v. 6. O novo nascimento não é o que o pecador pode fazer para ajeitar a sua vida, nem ganhar pelas boas obras, nem ser religioso. Não é o pecador se transformando de ser perdido e descrente para ser salvo e crente. Porque o homem que nasceu somente fisicamente é carne perdida (totalmente morta espiritualmente) e não pode fazer nada para mudar isto. É só o poder de Deus operando nele pela Palavra de Deus e o Espírito que faz isto. É Deus criando vida onde só tem morte. É ser uma nova criatura (criação) pelo poder do Criador Divino da vida eterna. Ser nascido de novo é receber a natureza divina (II Pe. 1:4). Ser nascido de novo é ser vivificado espiritualmente (Ef. 2:1) e passar da morte para a vida (João 5:24). É ser regenerado pelo Espírito Santo por meio da Palavra de Deus (II Ts. 2:13). O novo nascimento é a obra de Deus e nenhum pastor deve tentar criá-lo no pecador pela sua manipulação malvada, porque é Deus que somente pode fazer pela graça.

5. Uma Coisa Inevitável, v. 7. Jesus falou expressivamente que o novo nascimento é necessário para entrar no reino de Deus. Quer dizer que a entrada do pecador no reino de Deus é somente pelo novo nascimento. Para entrar no mundo espiritual, o homem tem que ter a natureza espiritual ou divina e só pode receber esta natureza espiritual e divina pelo novo nascimento. "Não te maravilhes.....necessário vos é nascer de novo".

6. O Ato do Novo Nascimento, v. 8. Jesus deu uma comparação entre o vento e o Espírito Santo no Novo Nascimento.

1. A obra do Espírito Santo é soberana porque faz a sua obra onde e quando quer nos eleitos.

2. A obra do Espírito Santo é irresistível. O vento tem força para vencer tudo que fica na sua frente. Não é nada nem ninguém que pode resistir prosperadamente o Espírito Santo na obra do novo nascimento.

3. A obra do Espírito Santo é irregular. As vezes o vento assopra suavemente, outras vezes fortemente. As vezes o Espírito Santo opera numa pessoa só, outras vezes numa multidão. Assim é a obra do Espírito Santo e quem pode prever isto?

4. A obra do Espírito Santo é invisível. Não pode ver o vento, mas pode ver o que o vento faz. A obra do Espírito Santo no novo nascimento fica no coração do homem, e isto não pode ver, mas pode ver o efeito na vida desta obra regeneradora.

5. A obra do Espírito Santo é misteriosa. Como o vento, ninguém pode dizer a quem o Espírito Santo dará a vida eterna.

6. A obra do Espírito Santo é indispensável. Sem o vento assoprando, tudo morreria. Sem o Espírito mexendo no homem, nenhum teria vida eterna.

7. A obra do Espírito Santo é vivificante e animador. Como o vento o Espírito Santo vivifica e anima maravilhosamente.

No v. 9 Nicodemos perguntou: "Como pode ser isso"? Nos versículos seguintes Jesus explicou mais sobre o caminho da salvação para Nicodemos. Para o pecador receber a vida eterna, Jesus Cristo tinha que ser levantado ou crucificado. A vida eterna e espiritual pode ser somente através da morte de Jesus Cristo. A obra sacrificial de Jesus na cruz é a base da obra do Espírito Santo na regeneração. Jesus morreu para que nós possamos viver. Jesus (v. 14) fez uma comparação entre a serpente levantada na haste por Moisés no deserto e o Filho do homem levantado por Deus no Calvário (Nú. 21:5-9). A serpente levantada na haste prefigurou Jesus Cristo levantado na cruz para nos salvar da morte espiritual e eterna que é a conseqüência do nosso pecado.

1. A Serpente Ardente. Ela fala do poder mortal e destruidor que o pecado, e que tem a sua origem em "A Antiga Serpente". O veneno do pecado já tem corrompido e invadido o homem todo e todo homem; como os Israelitas, todos estavam picados pelas serpentes ardentes.

2. A Serpente de Metal. Simbolicamente fala do Senhor Jesus Cristo, mas como? A serpente de metal não simboliza Jesus no seu caráter e santidade. Porque Jesus Cristo é santo (perfeito em todas as maneiras). A serpente de metal simboliza Cristo levantado na cruz como o substituto pelo pecado. A haste é a cruz e a serpente de metal é Jesus Cristo que foi levantado na cruz. Jesus levou em si a maldição da lei de Deus para nos salvar desta maldição da lei (Gl. 3:13, I Pe. 3:18). Outro versículo no Novo Testamento que fala esta verdade bem claramente para nós é II Cor. 5:21. Jesus, o Filho do homem perfeito em todas as maneiras, levou a maldição e castigo da lei no nosso lugar para salvar todo aquele que crê. Porque serpente de "metal"? A palavra "metal" é a mesma palavra traduzida em Êx. 25:3 como cobre. Então, porque serpente de "cobre"? Porque cobre é um metal que pode agüentar muito calor sem se estragar. Se lembra do altar de cobre cheio de fogo onde foi feito o sacrifício no Tabernáculo? A serpente de cobre mostrou que Jesus agüentou a ira de Deus na cruz para nos salvar do castigo e da maldição da lei. Só Jesus podia ter feito!

3. Olhar para a Serpente de Cobre. O povo na época de Moisés não foi mandado para fazer um remédio e medicar um ao outro, nem para lutar contra as serpentes e matá-las, nem oferecer uma coisa à serpente na haste, nem orar para a serpente na haste, nem olhar para as suas picadas para ser curado do resultado do seu pecado. Somos salvos pela fé em Jesus Cristo. Uma olhada de fé para Jesus Cristo que morreu na cruz dá para salvar o pecador do castigo e da maldição do pecado para sempre. Uma olhada deu para salvar tanto a pessoa mordida poucas vezes quanto a pessoa mordida muitas vezes pelas serpentes ardentes. Jesus Cristo pode salvar os piores dos pecadores, e a salvação é instantânea.

4. Por Amor. Porque Deus fez esta grande salvação para todo aquele que crê? Por amor (v. 16). Esta salvação é para quem? É para todo aquele que nele crê (v. 16). Temos que entender a palavra mundo neste sentido. É o mundo daqueles que nEle crêem que Deus amou (o mundo dos eleitos).

5. Não Seja Enganado! Somente "os crentes em Jesus Cristo" não são condenados pela maldição da lei. Mas aquele que não crê (descrente) já está condenado pela maldição da lei. É olhar para Jesus Cristo e a obra que Ele fez para ser salvo pela fé ou está condenado agora e para sempre. OLHE PARA O SALVADOR!

O Último Testemunho de João o Batista. 3:22-36.

Parece que este é o último testemunho de João o Batista antes de ser jogado na prisão. Jesus e seus discípulos foram para Judéia e lá os discípulos dele estavam batizando. Observa que diz em 4:2 que Jesus mesmo não batizava, mas foi os seus discípulos que batizavam. Eles estavam batizando pela autoridade de Cristo, então foi a mesma coisa se fosse Jesus mesmo batizando. Tudo que fazemos pela autoridade de Cristo é como Jesus mesmo faz. A igreja de Cristo tem esta autoridade. Nota que João o Batista estava batizando no mesmo local. Porque neste local? Prova que foi pela imersão, porque ali havia muitas águas. Para imergir precisa de muita água. Observa os característicos piedosos de João o Batista.

1. A Resistência de João Contra Inveja 3:25-26. Houve uma conversa entre os discípulos de João e os judeus que vieram de Jerusalém. São os de 1:19 que estavam tentando criar dissensão e inveja entre João e Jesus, porque eles disseram que Jesus estava mais popular e ganhando mais discípulos do que João. O motivo deles era maligno. Era a armadilha de Satanás, mas João não caiu nela. Cuidado irmãos com este ardil de Satanás, porque ainda ele usa.

2. A Humildade de João. 3:27-28. João o Batista deu toda a glória e louvor a Jesus Cristo. E certamente, porque tudo que somos e sabemos sobre Jesus Cristo e sua Palavra é por causa da graça de Deus. Leia estes versículos: I Cor. 2:14, 4:7, 15:10, Mt. 11:25-26, 16:18, At. 16:14.

3. O Gozo de João. 3:29. João ficou cheio de gratidão e gozo porque era servo de Jesus Cristo. Ele aceitou o lugar de serviço dado por Deus com muita alegria. Observa que João ensinou aqui que Jesus Cristo o noivo tem uma noiva, e João era o amigo do noivo, mas não fez parte da noiva. A noiva de Jesus Cristo é a sua igreja (Ef. 5:21-33), e João não fez parte da igreja.

4. A Preeminência de Jesus Cristo. 3:30-35. João afirmou que Jesus deve ter o primeiro lugar na vida de todos os crentes, porque Ele merece. Jesus Cristo deve crescer em nossas vidas cada vez mais, e a nossa vontade diminuir cada vez mais. Porque Jesus é Deus e sobre todos. Jesus Cristo tem perfeito conhecimento e sabedoria porque Ele é de cima (Deus). Apesar do fato que Jesus é tudo isto, o mundo não quer Jesus o maravilhoso Salvador. Mas, algumas pessoas aceitam Cristo como o Salvador e dão testemunho que Ele é verdadeiro em tudo. Sabemos porque alguns aceitam Jesus e a maioria não aceitam-O. Não muda o fato que Jesus é Deus, falou só verdade puramente e andou no mundo sempre cheio do Espírito Santo sem limite. Deus o Pai ama o seu Filho, entregou tudo na mão dele, porque o Pai e o Filho são um.

5. Conclusão. 3:36. Só há uma maneira de ser salvo da ira de Deus e receber a vida eterna. É JESUS CRISTO!

Jesus e a mulher samaritana, a volta para a Galiléia e a cura do filho do nobre. 4:1-54.

1. A Samaritana. 4:1-42. Jesus deixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia. Diz que Jesus era da Galiléia. Ele foi criado em Nazaré da Galiléia. Jesus passou pela Samaria no caminho para a Galiléia e parou na cidade chamada Sicar, que era perto da herdade que Jacó deu a seu filho José (Gn. 33:19). A Bíblia diz que era necessário para Jesus passar por Samaria, mas porque? Este foi o único caminho de ir da Judéia para a Galiléia? Não, tinha outro caminho também. Jesus podia ter atravessado o rio Jordão e passado pela Peréia e Decápolis para chegar na Galiléia. Muitos fariseus radicais viajaram da Judéia para a Galiléia pela Peréia por causa do seu desprezo e ódio dos samaritanos, apesar de ser o caminho mais longo. Mas, Jesus não fez isto. Ele viajou pela Samaria, porque lá na cidade de Sicar estava uma mulher samaritana eleita que ia buscar e salvar. A samaritana não sabia a sua eleição para a salvação, mas Jesus sabia e foi buscá-la pela graça. Esta é a verdade de todo eleito de Deus. O eleito de Deus pode fugir, mas não pode escapar do Salvador.

Porque o judeu desprezou e odiou tanto assim o samaritano? Vamos ver. Logo depois dos dias de Salomão, o reino judaico dividiu em dois reinos, Judá e Israel. O templo ficou em Jerusalém de Judá e por isso Israel em geral cessou de ir e adorar Deus no templo em Jerusalém. O primeiro rei de Israel (Jeroboão, do reino do norte que era chamado Israel e as vezes Samaria) começou logo introduzir idolatria em Israel (I Reis 12:25-33). Israel continuou piorar na idolatria até que foi levado cativo para Assíria. Isto deixou muitos poucos habitantes judaicos em Israel e por isso o rei assírio colonizou Israel com muitos Assírios (II Reis 17:24-25). Estes Assírios trouxeram a sua religião falsa e pagã para Israel (Samaria), e foi misturada com a religião judaica. Podemos ver o resultado desta mistura das duas religiões em II Reis 17:26-41. Os judeus que ficaram em Israel (Samaria) casaram também os Assírios e tiveram filhos que deixou tudo pior. Este povo de uma raça misturada e de uma religião misturada era chamada os samaritanos. Os samaritanos também edificaram o seu próprio templo em Samaria no Monte de Gerizim, que ficou perto da cidade de Sicar. É por isso que a mulher samaritana falou com Jesus assim em João 4:19-20. Nota a resposta de Jesus nos versículos 21-24. Agora podemos entender porque os fariseus desprezaram e odiaram os samaritanos. Os fariseus acharam que eram os filhos de Deus verdadeiros e os samaritanos eram os pecadores dos gentios e cães. Leia; Mt. 15:26, João 8:48, Gl. 2:15. É por isso que a samaritana ficou chocada e espantada quando Jesus falou com ela (4:7-9), e os discípulos de Jesus ficaram também do mesmo jeito (4:27). Graças a Deus que Jesus fala com pecadores!

Porque era necessário para Jesus passar por Samaria? Para buscar e salvar mais uma pessoa eleita desde a fundação do mundo. Observa algumas coisas preciosas sobre esta história da salvação da samaritana e também da salvação de todo eleito de Deus.

    1. Jesus foi buscar ela e estava esperando para ela chegar com a palavra d'água da vida. v. 4-6.
    2. Foi um encontro predestinado e marcado por Deus, mas ela não sabia. v. 7, 9.
    3. Jesus falou com compaixão e amor com ela primeiramente. Não foi ela que iniciou a conversa. v. 7.
    4. Jesus pregou a ela sobre a salvação, revelou a ela o seu pecado, mostrou a ela a necessidade da salvação, manifestou a sua onisciência, a verdade sobre a religião verdadeira, e se identificou como sendo o Salvador e Messias. Nota que Jesus se revelou a ela. v. 10-26.
    5. Jesus respondeu as perguntas todas dela.
    6. Graça e verdade vão juntas. Esta é a única maneira para os olhos de um pecador ser abertos, pela graça de Deus operando nele pelo poder do Espírito Santo. João 1:14, 4:24.
    7. O resultado disto tudo foi a conversão de mais uma ovelha, que era uma adúltera, pagã, idólatra e gentia. Mas pela graça se tornou serva e testemunha de Cristo. v. 28-29.
    8. Através da palavra dela muitos se converteram. v. 30-39.
    9. Deus usou a Palavra pregada para salvar mais ovelhas. Este é o resultado também da graça de Deus no coração, desejo para evangelizar e falar de Cristo.
    10. Outro resultado novo nascimento é saber com certeza que Jesus é o Cristo e o Salvador. v. 42.
2. A volta para a Galiléia e a cura do filho do nobre. 4:43-54.

Jesus deixou a Samaria e voltou para a Galiléia depois de dois dias, v. 43. Jesus voltou para a sua terra, onde ele mesmo disse "que um profeta não tem honra na sua própria pátria", v. 44. Mas, porque era assim? Porque ficou assim a primeira vez na Galiléia para Jesus? Porque Jesus era conhecido somente como o filho de um carpinteiro e não como alguém de importância entre eles. Nem eles reconheceram Jesus como sendo o Filho de Deus e o Salvador. Ó como é a cegueira do homem muito grande. Por isso quando Jesus começou a pregar e falar de Deus a da Palavra dele, todo mundo O desprezou. Além disto, Jesus pregou coisas que eles não aceitaram (a eleição da graça) e os condenou severamente pela sua Palavra, Lc. 4:24-30. Eles queriam matar Jesus a primeira vez. Ó que depravação.

Porque ficou diferente quando Jesus voltou para a sua terra? Os galileus receberam Jesus com muito prazer depois de tentar matá-lO na primeira vez. v. 45. Isto mostra a inconstância, leviandade, egoísmo e perversidade do coração humano. Jesus tinha feito milagres na Judéia e ficou famoso e muito conhecido. Todos depois queriam ser o amigo do filho do carpinteiro que ficou famoso. Ó que coisa superficial e insincera! Irmãos não sejam enganados pelo aplauso do mundo, porque é insincero, inconstante, perverso e enganoso. Logo depois crucificaram-O!

Jesus voltou para Caná da Galiléia onde tinha feito da água vinho. v. 46. Lá encontrou Jesus um nobre cujo filho estava doente à morte. v. 46-47. No versículo 48 Jesus mostrou a diferença entre os galileus e os samaritanos. Os samaritanos creram sem milagres e sinais, mas os galileus estavam precisando deles continuamente. A Palavra de Deus deve ser bastante para nós, mas as vezes na fraqueza humana pedimos mais. O nobre estava sincero no seu pedido, só que ele achou que Jesus tinha que ir estar com seu filho para curá-lo. v. 49. Jesus sabia que o nobre não estava pensando certamente, mas não o mandou embora. Em vez disto, Jesus abriu o coração dele e também revelou o erro do seu pensamento. Agora o nobre creu em Jesus e partiu confiando na Palavra dele. Nota que Deus nem sempre cumpre nossos pedidos na maneira que queremos. Jesus curou o seu filho, mas não na maneira que o nobre esperava. Está certo para fazer nossos pedidos a Deus, mas devemos deixar Deus resolvê-los na maneira que ele acha certa e melhor. v. 50. Jesus curou o filho e foi curado mesmo na hora que Jesus falou. v. 51-53. Quem falou para Jesus a doença que o filho teve? Ninguém que saibamos, Jesus é onisciente. A doença e quase morte de um rapaz foi o meio de trazer uma família toda a Cristo. Deus opera a sua vontade de uma maneira que é misteriosa para nós. v. 53. O mesmo Jesus que curou de longe um rapaz, pode salvar os pecadores na terra de lá no céu. Este foi o segundo milagre que Jesus fez na Galiléia. v. 54.

A cura do enfermo, a Igualdade do Filho com o Pai e as Testemunhas da identidade de Jesus. 5:1-47.

1. A cura do enfermo no tanque de Betesda. 5:1-15. Jesus voltou a Jerusalém por causa de uma festa religiosa dos judeus (páscoa?). Parece que este tanque ficou próximo à porta das ovelhas do templo (Ne. 3:1). Através desta porta os animais para ser sacrificados entraram no templo.

A multidão dos enfermos. v. 2-4. É uma boa descrição da religião judaica e os judeus e de todo pecador sem Cristo. Nota!

1. Enfermos; significa ser impotente para fazer alguma coisa fisicamente para mudar a situação porque estava sem força. É o pecador que não pode mudar a sua condição perdida espiritual, porque não tem força espiritual.

2. Cegos; para ver a sua própria doença, maldade e o Salvador que estava no meio deles. É o pecador que está cego e não pode ver a sua perdição terrível nem as coisas de Deus.

3. Mancos; significa ser aleijado. Sem poder para se levantar e andar. O pecador perdido está sem poder para ir a Deus e andar no caminho dEle.

4. Ressecados; significa ser retraído ou puxado para trás como o braço aleijado. O pecador perdido retirou-se de Deus totalmente e está sem vontade e poder para estender a mão a Deus.

5. Esperando; para uma coisa que não aconteceu. O mundo espera na sua religião em vão.

Uma pessoa certa. v. 5-9. Mais uma vez vemos a graça de Deus operando soberanamente. Jesus foi para salvar uma certa pessoa entre a multidão toda. Este enfermo não clamou a Jesus para ser curado, mas só ficou esperando para uma coisa que nunca ia realizar. Até quando Jesus falou com ele, continuou esperar na coisa errada. O que ele precisou só Jesus podia dar, poder para se levantar e andar. É isto que o pecador perdido precisa, poder para se levantar e ir a Jesus se arrependendo e crendo nEle. Este poder vem somente pela Palavra e poder do Salvador na graça. Logo quando o enfermo ouviu a Palavra de Jesus ele se levantou para andar. Logo quando o eleito de Deus ouve a Palavra de Deus em poder se levanta para aceitar Jesus e andar no seu caminho.

Os inimigos não gostaram. v. 10-15. O mundo e a religião do mundo nunca aceitaram e jamais aceitarão a conversão de um eleito de Deus. Porque o mundo religioso tem as suas leis e regras (como os judeus e o sábado), e todos que não obedecem as suas leis humanas e satânicas vão sofrer a sua perseguição e ira. O que o perseguido deve fazer? A mesma coisa que Jesus e seu eleito fizeram, foram servir o Senhor em fidelidade.

2. Jesus Cristo se identificou como sendo igual a Deus. 5:16-30. Vemos aqui a manifestação sétupla da divindade de Jesus Cristo. Logo depois da cura do enfermo por Jesus, os judeus (o mundo religioso) começaram reclamar e procurar matar Jesus. v. 16. Porque Jesus tinha desobedecido a lei religioso judaica e isto era para os judeus um pecado gravíssimo. Para piorar tudo, Jesus disse que era o Filho de Deus, e os judeus entenderam bem que se fez igual a Deus. Jesus falou a plena verdade, mas a verdade deixou os religiosos da religião judaica horrorizados e furiosos e com mais vontade ainda para matá-lo. Por isso Jesus deu esta manifestação sétupla da sua divindade. Jesus Cristo é igual ao Pai em tudo.

1. No serviço. v. 16-18. Deus o Pai tem trabalhado desde o princípio da criação cuidando, mantendo, guiando e providenciando tudo para ela todo dia da semana, até no dia de sábado. Por isso, tem que ser certo para o Filho dEle trabalhar no sábado fazendo a obra de Deus. Nisto, Jesus se fez igual ao Pai, e o judeu não gostou.

2. Na vontade. v. 19. Jesus afirmou a sua divindade dizendo que a vontade do Pai e do Filho é uma só. Não é blasfêmia dizer isto (como os judeus pensaram) porque o Pai e o Filho são um, até na sua vontade.

3. Na sabedoria. v. 20. É outra verdade que mostrou que o Pai e o Filho são iguais, porque são um na sabedoria. São oniscientes igualmente.

4. Na soberania. v. 21. Jesus é tanto soberano quanto o Pai na sua obra. O Pai e o Filho são um na soberania.

5. Na honra. v. 22-23. Para mostrar que é certo honrar tanto o Filho quanto o Pai, o Pai entregou na mão do seu Filho o juízo de todo homem. Os dois são um no juízo, por isso julgam igualmente.

6. Na vida eterna. v. 24-26. Como o Pai tem vida em si, também o Filho tem. Jesus Cristo é vida e a fonte de toda vida, como o Pai é. Jesus dá a vida eterna para quem quiser. Jesus é o Deus eterno.

7. No poder para executar o juízo em justiça. v. 27-30. Jesus Cristo é co-igual com o Pai no poder e autoridade para julgar em justiça. Jesus tem poder para chamar os mortos para ser julgados e a autoridade para executar a sua justiça sobre eles. Nisto o Pai e o Filho são iguais.

3. Quatro Testemunhas da identidade de Jesus Cristo. 5:31-47. Jesus deu uma verificação da sua afirmação da sua identidade de ser o Filho de Deus e por isso igual a Deus. Ele honrou a lei do Velho Testemunho para estabelecer a verdade com testemunhas (Nú. 35:30, Dt. 17:6, João 8:17). A lei só exigiu duas testemunhas, Jesus deu quatro.

1. A primeira é João o Batista, seu precursor. v. 33-35. João anunciou e mostrou claramente que Jesus era o Messias e o Filho de Deus.

2. A segunda são as suas obras. v. 36. A quantia, grandeza, publicidade, caráter e franqueza dos milagres e obras dele mostraram sem dúvida a sua identidade.

3. A terceira é Deus o Pai mesmo. v. 37-38. Foi quando Deus falou no batismo do seu Filho. Deus nunca tinha falado assim antes no Velho Testamento. Que grande testemunha é esta.

4. A quarta são as Escrituras. v. 39-47. Em todo lugar elas testificam que Jesus é o Cristo, Salvador e Filho de Deus.

A culpa da incredulidade humana em Jesus Cristo como o Filho de Deus e o Salvador não é a falta de testemunha. É o coração humano depravado que tem inimizade contra Deus e seu Filho. Veja v. 40.

A multiplicação dos pães, Jesus anda sobre o mar, o grande discurso sobre o pão da vida e Jesus ensina na sinagoga em Capernaum. 6:1-71.

1. A multiplicação dos pães. 6:1-14. Este é o único milagre que Jesus fez que é falado em todos os quatro Evangelhos. Este fato nos ensina que é muito significante e importante. Por isso merece o nosso estudo bem diligente. Sendo que já estudamos este discurso em Mateus, vamos observar algumas outras coisas sobre este milagre.

1. Este milagre de Jesus mostrou o seu poder numa maneira tão especial. Neste milagre Jesus não estava só restaurando ou modificando uma coisa como: vida depois de morrer, saúde depois de adoecer, visão depois de cegar, braço aleijado curado, audição depois de ficar surdo e etc. Aqui foi uma criação de coisa nova. Jesus criou uma coisa do nada. Jesus criou uma coisa que antes não existiu. Este é o poder criador de Jesus Cristo o Filho de Deus e de Deus o Filho.

2. Este milagre foi feito muito publicamente. Pode ser até vinte mil pessoas viram o que Jesus fez. Foi feito numa maneira que não deixou nenhuma dúvida que foi que ele fez de verdade.

3. Este milagre foi feito para mostrar que Jesus é o pão da vida. Observa que logo depois Jesus deu o discurso (no próximo dia em Capernaum, v. 22 e 59) sobre ser o pão da vida. É só Jesus que é o pão verdadeiro do céu que possa dar a vida espiritual e eterna.

4. Jesus usou esta ocasião para experimentar (provar) os seus discípulos, v. 6-9. Jesus soube o que ia fazer antes de fazer. Devemos aplicar isto para nós. Reagimos nas dificuldades e provas mandadas por Cristo como Filipe e André? Com falta de fé, dúvida e pessimismo? "Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome "um pouco". Cristo tem poder "para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos"?, Ef. 3:20. Pensamos em pouco quando Deus pode fazer muito? "Mas que é isto para tantos"? Pensamos como André? A falta de fé num crente pode pegar e passar para os outros, é infecciosa! André, como Filipe, avaliou a situação sem considerar Cristo e seu poder. Como é que isto condena cada um de nós. Em vez de orar a Deus e confiar nele para resolver, ficamos olhando só para as coisas físicas e humanas. Graças a Deus que nosso Salvador supre as nossas necessidades (na salvação e na vida cristã) segundo as suas riquezas em glória e não segundo as riquezas da nossa fidelidade. Nosso Salvador não só dá um pouco, mas até sobrar. O suprimento somente cessou quando não tinha mais necessidade.

5. Jesus mandou recolher os pedaços que sobraram. Não devemos desperdiçar nenhum pedaço da bênção que Cristo nos dá. Principalmente os pedaços das bênçãos espirituais como: talentos, conhecimento da Palavra, tempo, amor, deveres, oportunidades e etc. Todo pedaço deve ser usado no serviço de Deus. Deus não nos abençoou com as coisas físicas e espirituais para ser desperdiçado.

2. Jesus anda sobre o mar.6:15-21. Jesus soube que o povo ia fazer dele um rei, e por isso retirou-se deles para um monte. Jesus não foi enganado pelas palavras bonitas, mas insinceras deles. Podemos ver depois disto que a maioria deste povo tornou para trás, e não andou mais com ele, v. 66. Porque? Porque não gostou da palavra falada por Cristo, v. 60. Eles gostaram do pão físico, mas não gostaram do pão espiritual. Jesus soube a insinceridade deles e por isso retirou-se deles, v. 64. Jesus Cristo não aceita hipocrisia, falsidade e insinceridade.

Falamos em Mateus sobre Jesus andar sobre o mar, então vamos notar só umas coisas sobre este acontecimento.

1. Jesus mandou seus discípulos para o mar e a tempestade de propósito, Mt. 14:22. Jesus ia provar seus discípulos outra vez. Eles já tinham visto o seu poder para resolver as coisas, como ficaram a sua fé esta vez? Jesus deixa o seu povo passar pelas provas para o provar e mostrar seu poder nas suas vidas. "Todo" crente tem que passar pelas provas de Deus na sua vida. Como é que reagimos no meio delas?

2. As vezes Jesus nos deixa no sofrimento um tempo antes de nos socorrer, v. 17. Porque? Para que possamos sentir a sua presença no meio da tempestade, v. 19. Também para que possamos sentir a nossa fraqueza para resolver as coisas e por isso apreciar melhor a sua ajuda graciosa. Deus quer para nós sabermos com certeza que é só ele que possa resolver os problemas de vida. Sabendo isto o crente é bem mais capaz de entregá-los na sua mão divina para ser resolvidos. Isto dá para nós um motivo para louvar e amar mais o nosso Salvador.

3. Eles continuaram navegando até Jesus veio para socorrê-los. A perseverança na obra e nas coisas de Deus, até quando for difícil, agrada o Salvador. Leia e decore Is. 30:18. Na hora certa ele virá para resolver e será logo resolvido.

3. O grande discurso sobre o pão da vida.6:22-40. No dia seguinte na outra banda do mar da Galiléia (chamado também o mar de Tiberíades) na cidade de Capernaum o povo procurou Jesus até o achou. É quando Jesus começou falar que era o pão da vida, v. 25-26. O fato que Jesus disse n. v. 26 que este povo estava somente interessado nas coisas físicas e não na palavra de Deus (como a igreja universal?) mostra a natureza humana egoísta. Jesus soube isto e por isso falou no pão verdadeiro do céu, que é Jesus Cristo mesmo.

1. Porque Jesus mandou este povo trabalhar pela comida que permanece para a vida eterna?, v. 27. A salvação é pela graça e não pelas boas obras? Claro que sim! Porque falou isto? O pecador tem obrigação para procurar e buscar a salvação pela graça apesar do fato que sua depravação e morte espiritual não deixam. O pecador é mandado fazer isto. O pecador que está morto em ofensas e pecados tem a responsabilidade para buscar Jesus Cristo e a sua salvação pela graça de todo coração. O incrédulo deve se arrepender dos seus pecados e crer no Evangelho. Ele não faz porque não quer nem pode, mas é isto mesmo que ele deve fazer. Jesus Cristo dará (indica pela graça) a todo aquele que crê. Sabemos que o pecador faz pela graça divina operando nele, mas que o pecador deve fazer isto é claro! O pecador deve fazer isto porque Deus o Pai selou (atestou, identificou e confirmou) seu Filho como sendo o único Salvador pelos seus milagres e vida.

2. Pelas perguntas feitas por eles é evidente que estavam nas trevas sobre o caminho da vida eterna, v. 28-34. O que o pecador pode fazer para ser salvo?, v. 28. Crer no Senhor Jesus Cristo, v. 29. As boas obras não alcançam a salvação, só pela fé em Jesus Cristo! Confiar na obra que Jesus fez salva, mas confiar na obra que o homem faz não salva. O pedido de um sinal por eles provou a cegueira e depravação deles, v. 30-31. Queriam uma prova que Jesus era maior do que Moisés. Jesus disse que através do seu servo Moisés, Deus mandou descer do céu o pão maná, que deu a vida física, e depois mandou descer do céu o verdadeiro pão (que é seu Filho Jesus Cristo) que dá a vida eterna, v. 32-33.

3. Este povo disse que queria este pão verdadeiro da vida (Jesus Cristo) no v. 34. Mas, a resposta de Jesus no v. 36 mostra o mal-entendimento, confusão, insinceridade e incredulidade deles. Todo mundo que diz que quer, não quer de verdade nem entende direito a verdade sobre a salvação.

4. Nota algumas coisas sobre o verdadeiro pão da vida (Jesus Cristo) e o que dá ao pecador na salvação, v. 35.

1. Pão é um tipo de comida que é necessário para a vida de todo mundo. Cristo é necessário para a vida de todos.

2. Pão é uma comida que serve para todos. Pão é a comida que satisfaz a fome do rei e do escravo , do rico e do pobre, de todo tipo de pessoa. Jesus Cristo pode satisfazer todos espiritualmente.

3. Pão é uma comida que a gente come todo dia. Jesus Cristo é a comida diária do seu povo.

4. Outra comida pode aborrecer, mas o pão não faz isto. Comemos pão todo dia sem ficar cansado dele. Jesus Cristo é o pão espiritual que sempre fica delicioso para o povo de Deus.

5. O crente em Cristo terá sempre a sua fome e sede espirituais satisfeitas em Jesus Cristo que é uma fonte de satisfação espiritual inesgotável.

5. Jesus disse que com tudo que fez (sua pessoa e seus milagres) não foi bastante para estes crer nele, v. 36. Mostra a desesperança da depravação humana sem a graça de Deus operando no pecador.

6. Jesus não ficou desanimado por causa da incredulidade da multidão, v. 37. Porque ele soube que "o determinado conselho e presciência de Deus ficam firmes". Toda pessoa eleita e dada pelo Pai ao Filho virá para Jesus e a salvação. A multidão rejeita Jesus, mas os eleitos do Pai virão a Jesus para ser salvos. Jesus prometeu para salvar estes e os guardar na salvação eternamente.

7. Nos v. 38-40 Jesus fala sobre a vontade de Deus e que veio para cumprí-la. A vontade do Pai é para salvar "todos" os seus eleitos para sempre. A predestinação eterna do Pai garante a preservação eterna dos eleitos pelo Filho. Esta é a garantia absoluta e eterna da salvação dos eleitos do Pai pelo Filho de Deus Jesus Cristo. Os eleitos do Pai crerão em Cristo como o seu Salvador e serão ressuscitados no último dia para a vida eterna. Ó que promessa gloriosa é esta!

4. O grande discurso sobre o pão da vida continuado. 6:41-59. Agora parece que tenha outro grupo de pessoas que começou falar com Jesus, os judeus, v. 41. Eles começaram murmurar contra Jesus porque tinha dito que desceu do céu e que era Deus. Eles ficaram criticando e zombando e dizendo que era somente o filho de José e Maria e isto era um fato conhecido por todos. Observa a resposta de Jesus Cristo a eles.

1. Primeiramente Jesus revelou a verdade sobre a depravação humana e que a conversão do pecador é de Deus. v. 44-46. Deus tem que trazer o pecador a Cristo para ser salvo, se Deus não o trouxer, o pecador não vem. O pecador ensinado a verdade da salvação e que ouve de verdade esta verdade pelo poder do Espírito Santo virá a Jesus para ser salvo. Jesus ensinou a depravação total humana, a eleição da graça, a chamada eficaz, a graça irresistível e a preservação eterna dos salvos. Jesus soube estas verdades porque veio do Pai, e para dar o conhecimento pessoal que tem dele, v. 46. Além disto, Jesus mostrou que este ouvir do v. 45 é espiritual e não literal. At. 13:48. Rm. 10:17. Fl. 1:6. II Ts. 2:13.

2. O resultado das coisas que o Pai opera no pecador (v. 44-46) é a vida eterna, v. 47-51. Jesus Cristo é o pão celestial que dá vida eterna. Sem comer deste pão ninguém tem vida eterna. O pecador só pode ter a vida eterna pela fé (o comer espiritual) em Jesus Cristo (o pão da vida). O pão literal e físico (maná) não dá esta vida eterna, mas o pão vivo e celestial (Jesus Cristo) é o pão que o pecador come (espiritualmente pela fé) e não morre porque tem vida eterna. A vida eterna pode ser do pecador porque Jesus se deu para morrer, sofrer e ressuscitar para salvar o pecador, v. 51.

3. Os judeus ficaram disputando entre si sobre a palavra que Jesus falou, v. 52-59. Porque? Porque não tinham o discernimento espiritual que vem do Espírito Santo para entendê-la. Jesus explicou mais perfeitamente a verdade a eles. O comer da carne e o beber do sangue de Jesus dão vida eterna! É literalmente? Claro que não! Jesus mesmo disse que não é assim, v. 63. A vida eterna vem por Jesus Cristo que se entregou para dar a sua vida (carne) e derramar o seu sangue para salvar o pecador eternamente. O comer da sua carne e o beber do seu sangue são simbólicos da fé em Jesus Cristo para a salvação. "Quem comer este pão viverá para sempre".

5. O abandono de Jesus por muitos e a confissão de Pedro. 6:60-71. Na Galiléia Jesus fez uns milagres maravilhosos e falou muita verdade preciosa. Qual foi o resultado? Um abandono em geral dele do povo e uma rejeição em geral da sua Palavra, v. 60 e 66. O povo achou a sua Palavra muito dura e por isso não aceitou e o abandonou. O povo não aceitou a sua doutrina e palavra porque não concordou com a palavra e doutrina dele. Jesus chamou eles discípulos, v. 60, 61, 66. Há discípulos falsos e verdadeiros. Qual é a diferença entre eles? A maneira que aceita a verdade pregada. Jesus não foi enganado por eles (nem por Judas) naquela época, nem hoje em dia. A rejeição do povo não deixou Jesus mudo.

1. Jesus afirmou a sua ascensão ao céu de novo de onde veio, v. 62. Esta afirmação tem que incluir também a sua encarnação, crucificação, ressurreição. Ele não podia subir ao céu antes de fazer tudo isto. Ele subiu mesmo ao céu e está entronizado lá. "Esse Jesus, a quem o mundo crucificou, Deus o fez Senhor e Cristo", At 2:36.

2. Jesus falou a necessidade do novo nascimento para o pecador se converter, e que Jesus conhece quais são e quais não são os seus eleitos. v. 63-65. Jesus falou no v. 65 a inabilidade do homem vir a Cristo sem a graça de Deus concedendo o poder. Em 5:40 falou que nem tem vontade para fazer. Obrigado Senhor pela graça poderosa na salvação!

Jesus Cristo assiste a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. 7:1-53. Esta festa foi observada para comemorar o Êxodo do Egito. Os judeus fizeram tendas pequenas e habitaram nelas durante uma semana, Lv. 23:33-44.

1. Os irmãos de Jesus solicitaram-O com insistência para assistir a festa em Jerusalém. 7:1-13. O ministério de Jesus na Galiléia tinha terminado, mas ainda Jesus ficou andando lá porque os judeus da Judéia estavam procurando matá-lo, v. 1. Os irmãos de Jesus solicitaram-o para ir e assistir a festa dos Tabernáculos em Jerusalém, mas Jesus respondeu que o seu tempo não estava cumprido ainda para si manifestar para morrer, v.8. Jesus disse para seus irmãos subir à festa e ele continuou na Galiléia ainda. Quando seus irmãos tinham subido à festa, depois Jesus também subiu à festa em Jerusalém, mas como em oculto, v. 10.

1. Quem são os irmãos de Jesus falados nos v. 3 e 5, os quais não creram nele? São os filhos que nasceram a José e Maria depois do nascimento de Jesus. Eram os irmãos de Jesus segundo a carne. Isto destrói a doutrina católica da Virgindade Perpétua de Maria. Prova que José e Maria tiveram filhos depois do nascimento milagroso de Jesus.

2. Estes irmãos de Jesus não creram nele nem o reconheceram como sendo o messias nem o Filho de Deus, v. 5. Eles creram nele só depois da sua ressurreição, At. 1:14.

3. Os irmãos de Jesus estavam pensando puramente e somente através da carne. Mas, isto é normal, porque eram descrentes e perdidos, v. 3-4. Eles pensaram assim: Porque Jesus foi rejeitado pelas massas na Galiléia, ele podia pelo menos dar uma tentativa para ser um sucesso aproveitando a oportunidade e a multidão de pessoas que estaria lá em Jerusalém. Era uma coisa todo carnal, mundana e egoísta. A palavra "se" no v. 4 diz que eles duvidaram e desconfiaram em Jesus, na obra e nos milagres dele. Queriam para Jesus chegar na Jerusalém e se manifestar grande e orgulhosamente fazendo um milagre espetacular para chamar a atenção do povo para si mesmo. Porque? Para que Jesus pudesse ser famoso, popular, poderoso e provavelmente próspero e seus irmãos pudessem participar na sua honra, glória, fama e prosperidade.

4. Jesus não veio a primeira vez para si manifestar na sua glória, mas para morrer como o Salvador, v. 6 e 8. Ele virá a segunda vez para isto. Há tempo para isto, mas não foi naquela época. Jesus não veio a primeira vez para receber o aplauso dos homens, isto nem passou na mente dele, mas para ser o Salvador. Mas, foi isto que seus irmãos queriam.

5. O mundo odiou Jesus Cristo, v. 7. Mas, o mundo não odiou os irmãos dEle. Porque a diferença? Porque eles gostaram do mundo e aprovaram-o e as suas vidas se conformaram ao mundo. Mas Jesus expôs o mundo e seu pecado e condenou-o pela Palavra de Deus e pela sua vida perfeita e santa.

6. Jesus não foi à festa em Jerusalém com seus irmãos, mas só depois, v. 8-13. Eles deixaram Jesus para assistir uma festa religiosa dos judeus. Ó que coisa terrível! O povo tinha várias opiniões sobre Jesus, e quase todas delas eram erradas. Nota o que o medo do homem faz, faz covardes dos homens, v. 13. (Pr. 29:25).

2. Jesus ensinando no templo em Jerusalém durante a Festa dos Tabernáculos. 7:14-36.

1. Jesus foi à festa em Jerusalém e no meio dela começou ensinar publicamente no templo. Jesus não ficou intimidado nem assustado por seus inimigos, mas também usou bom senso em chegar lá ocultamente. Jesus pregou perfeita e divinamente bem (como sempre) naquele dia, porque até os seus inimigos maravilharam-se com ele, v. 15. Mas porque? Não era o Filho de Deus falando a verdade do seu Pai? Ó que povo ignorante e na escuridão!

2. A doutrina de Jesus Cristo veio do Pai, v. 16-18. Nenhum pregador de Deus tem direito para pregar uma coisa que não vem da Palavra de Deus. Jesus deu toda a glória ao Pai, como também nós devemos. Jesus também falou que a pessoa que queira sinceramente agradar Deus e fazer a sua vontade, a esta pessoa Deus revelará a verdade numa maneira que não deixa a pessoa na dúvida. Porque Deus revelaria a verdade da sua Palavra para a pessoa insincera para com ele? Entendimento das coisas de Deus não vem através do intelecto humano, mas pela fé na Palavra de Deus e pelo poder do Espírito Santo que dá discernimento espiritual. Jesus mostrou esta verdade pessoalmente na sua vida. Jesus veio do Pai e confiou na Palavra toda dele de um coração sinceríssimo, v. 18. Toda palavra que Jesus falou veio do Pai, porque o propósito do seu falar era glorificar seu Pai e não si mesmo, nem chamar atenção para si mesmo. A pessoa que tem este alvo em falar as coisas de Deus sempre tem um cuidado para buscar e falar só a Palavra de Deus, porque seu propósito de falar é glorificar a Deus e não a si mesmo, nem chamar a atenção para si, II Cor. 4:5.

3. A condenação dos judeus por Jesus Cristo segundo a Palavra de Deus, v. 19-24. Jesus fez agora exatamente o que tinha falado nos versículos anteriores, condenou os judeus pela Palavra de Deus e para a glória do Pai. Jesus virou a palavra deles contra eles. Disseram que Jesus era homem sem letras, e Jesus disse a eles que tinham a letra da lei de Moisés mas não prestaram a ela obediência nenhuma. Eles afirmaram que eram discípulos e seguidores de Moisés, mas tinham assassinato no coração contra Jesus que é contra o sexto mandamento da lei dada a Moisés.

Como sempre, o povo negou que estava contra Jesus e a Palavra de Deus. Até o povo insultou Jesus e sugeriu que estava fora de si e só imaginando que o povo queria matá-lo. Nota que Jesus completamente ignorou este insulto e acusação e continuou pregando. Ó que exemplo bom para o povo de Deus, I Pd. 2:21-23. Há coisa que nem merece resposta. Em vez disto Jesus pregou mais da Palavra de Deus. Sempre é uma resposta boa!

O que Jesus pregou? Ele justificou a cura do enfermo de 5:1-16 pelo fato que a "obra" da circuncisão era feita no sábado o isso não quebrantou a lei de Deus dada a Moisés. Para circuncidar, tem que trabalhar no sábado, mas era a "obra de Deus". Do mesmo jeito curar um enfermo no sábado era a "obra de Deus" e por isso permitido. É necessário julgar as coisas com um conhecimento certo e espiritual, não segundo o preconceito religioso, teimosia perversa nem obstinação (mente fechada) satânica, v. 24.

4. A reação do povo e a resposta de Jesus, v. 25-36. O povo afirmou que Jesus era o Cristo, v. 26, mas não sinceramente, v. 27. O povo disse que "O Cristo" ia nascer sobrenaturalmente (Is. 7:4), mas Jesus era conhecido e aceitado como só outro filho de José e Maria que nasceu naturalmente. Mostrou a insinceridade, hostilidade, cegueira e desconfiança em Cristo. Jesus nasceu mesmo sobrenaturalmente e o povo nem reconheceu isto. Jesus respondeu afirmando que o povo só pensava que sabia de onde ele veio, porque Jesus veio do Pai e era o Filho dele. Jesus disse claramente que Ele conheceu o Pai e que este povo não o conheceu de maneira nenhuma, v. 28-29. (Mt.11:27). A Palavra de Jesus Cristo deixou este povo desejando mais do que nunca prender e matá-lo, v. 30. Sempre é o efeito que a Palavra de Deus tem no rebelde. Mas, ninguém lançou mão nele, porque Deus não deixou, ele reteu o ódio do povo por enquanto, porque a hora certa para Jesus morrer não tinha chegada. Era uma hora predestinada e marcada e ninguém podia mudar isto. Esta é uma segurança muito grande para o servo de Deus.

Vemos mais no v. 31 sobre a incredulidade deste povo. Eles indicaram que não acreditaram que Jesus era o messias mesmo. Os fariseus e os principais dos sacerdotes foram desafiados pela verdade que Jesus falou, estavam perdendo a sua popularidade entre o povo e por isso planejaram acabar com Jesus de uma vez para sempre. Esta é a única maneira que o mundo tem para cuidar da Palavra de Deus, acabar com a pessoa que a fala, v. 32. Pode acabar com o povo de Deus, mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Jesus anunciou que ia continuar no mundo pouco tempo, porque ia voltar ao Pai que o enviou, v. 33-34. A decisão para deixar o mundo foi dele, ninguém podia tirar a vida dele se ele mesmo não deixasse, v. 33-34. Para onde Jesus ia, eles não podiam ir, porque não creram nele (João 3:3). Jesus morreu, foi sepultado, ressuscitou e subiu ao céu para ficar à destra do Pai. Só os crentes em Jesus Cristo ficarão com ele lá, os outros enfrentarão Cristo no Grande Trono Branco para ser julgados, condenados e lançados no lago de fogo para sempre.

3. O último dia da Grande Festa dos Tabernáculos. 7:37-53. Esta festa durou uma semana e no último dia da festa Jesus falou ao povo no templo, porque neste dia o templo estava muito cheio de pessoas.

1. Jesus disse: "Se alguém tem sede", v. 37. Esta não é uma sede física, mas sim espiritual. Ao pecador que está convicto dos seus pecados e desejando a salvação, perdão, paz e certeza da salvação, Jesus diz: "Venha a mim". Se buscar uma coisa além do Senhor Jesus Cristo para saciar a sede espiritual, Jesus diz: "Qualquer que beber desta água tornará a ter sede", 4:13. Mas, aquele que tem sede espiritual que beber da água que Cristo dá, "Nunca terá sede", 4:14, porque esta água é a da vida eterna que sacia a sede espiritual eternamente. Esta pessoa que tem esta sede é abençoada, porque esta sede vem do Senhor, Mt. 5:6.

2. Jesus também disse: "Venha a mim", v. 37. Fala do pecador se aproximando a Jesus em fé para receber a vida eterna. Jesus disse: "Venha a "mim"". Para nada aproveita chegar ao batismo, a santa ceia, a religião, a fazer parte de uma igreja, a fazer boas obras para saciar a sede espiritual, porque é só Cristo que pode saciar esta sede. Confiar em Cristo significa abandonar tudo para confiar nele somente para ser salvo.

3. Jesus disse mais: "E beba", v. 37. Só o pecador é salvo mesmo que aproveita pela fé Cristo como seu Salvador genuinamente. Os salvos são as pessoas que conhecem a necessidade da salvação (a sede), vem ao Salvador (o vir), e crêem nele pela fé (o beber).

4. A sede do crente em Cristo será satisfeita perpetuamente em Cristo, v. 38-39. A sede espiritual é satisfeita na salvação pela graça, mas também continua sendo satisfeita durante a vida toda. Também a alma satisfeita por Cristo jorrará esta água viva para abençoar os outros. Isto aconteceu mais perfeitamente quando o Espírito Santo se manifestou depois da ressurreição e glorificação de Cristo no dia de pentecostes e adiante.

5. A divisão e confusão do povo sobre Cristo, v. 40-53. O povo teve várias opiniões sobre Jesus que criou confusão e mais ódio para Jesus. Os principais dos sacerdotes e os fariseus mandaram prender Jesus, mas os servidores deles não lançaram mão nele por causa da proteção do Pai sobre ele. Os servidores perdidos dos fariseus ficaram impressionados com "a Palavra" do Salvador e não o prenderam. Os fariseus zombaram dizendo que eram enganados, mas eles mesmos de jeito nenhum. Nicodemos defendeu Jesus, mas parece que não foi crente ainda, só mais tarde (19:38-40). Eles zombaram e insultaram Nicodemos e foram para casa abandonando e rejeitando Jesus vergonhosamente. Esta é a história do mundo em todas as épocas até hoje em dia.

A mulher adúltera e Jesus é a luz do mundo. 8:1-59.

1. Jesus Cristo e a mulher adúltera. 8:1-11.

1. Jesus foi para o Monte das Oliveiras, passou a noite, e cedo de manhã foi ao templo para ensinar mais, v. 1-2.

2. Nota a hipocrisia, ousadia, má-educação e rudeza dos fariseus, v. 3-5. Não estavam interessados na mulher, entristecidos pelo pecado dela, nem indignados pela desobediência da lei de Deus por ela. O único alvo deles era derrotar Cristo e a sua Palavra. Eles interromperam Cristo no meio da pregação com uma rudeza e arrogância incrível. Porque? Desafiar Cristo com uma coisa que eles acharam que não podia responder. Ó como é que o pecador rebelde é uma coisa chata!

3. A lei dada a Moisés ensinou que a pena de adultério era apedrejar à morte, Lv. 20:10 e Dt. 22:22. Os fariseus trouxeram esta mulher citando a lei de Moisés a Jesus para ver o que ia fazer com ela. Os fariseus acharam que tinham deixado Jesus sem jeito. Porque se fosse que Jesus dizia para deixá-la ir; os fariseus acusariam Jesus de anular a lei de Deus e por isso ser contra Deus e um impostor. Se fosse que Jesus dizia para apedrejá-la à morte; os fariseus zombariam Jesus por não perdoá-la como já tinha feito com muitos dos publicanos e pecadores. Porque Jesus era conhecido com o amigo dos publicanos e pecadores. Os fariseus acharam que era para Jesus desprezar a lei e aprovar pecado ou era para negar a sua própria palavra que disse que veio "ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele", 3:17. Assim ficou o dilema. Jesus ficou sem jeito e embaraçado por eles? Ó que grandes insensatos são estes!

4. O que foi que Jesus respondeu? Nada, somente inclinou-se e escreveu com o dedo na terra, v. 6. Porque fez Jesus isto? Para mostrar aos seus acusadores que estavam falando com a pessoa cujo dedo escreveu a lei dada a Moisés, Êx. 31:18. Eles estavam tentando causar o autor da lei de Moisés errar!? Jesus Cristo é a Palavra de Deus e quando escreveu na terra com seu dedo ele estava verificando este fato e que veio mesmo para cumprí-la, Mt. 3:17. Os fariseus sendo tão ignorantes insistiram para Jesus responder.

5. E a Palavra (Jesus Cristo) de Deus mesma respondeu, v. 7. E foi muito mais do que eles queriam ouvir. Só uma palavra da Palavra de Deus (Jesus Cristo) foi bastante para mandar todos embora calados e condenados e embaraçados. Porque? Porque todos eles estavam culpados do mesmo pecado que estavam acusando ela, e talvez eles tinham feito com ela mesmo. Quando uma pessoa briga contra a Palavra de Deus (Jesus Cristo) é Jesus que vencerá toda vez.

6. Jesus tornou a inclinar-se, e escrevia na terra, v. 8. Porque a segunda vez? É porque as primeiras tábuas da lei dadas a Moisés foram quebradas por Moisés e Jesus Cristo escreveu a lei a segunda vez noutras tábuas com o seu dedo onisciente e infalível. As tábuas que Jesus deu a segunda vez foram colocadas na Arca da Aliança no Tabernáculo e no Templo. As primeiras foram quebradas simbolizando que o homem que é pecador quebrou a lei de Deus terrivelmente. As segundas colocadas na Arca da Aliança simbolizam que Jesus, o Cordeiro de Deus imaculado e incontaminado, derramou o seu sangue para perdoar o pecador de todo pecado. Porque o sangue do cordeiro foi espargido sobre a Arca da Aliança onde estavam as tábuas da lei de Deus. Jesus Cristo pode perdoar o pecador porque ganhou a nossa justiça pela sua obediência perfeita à lei de Deus e derramou o seu sangue para nos salvar da pena da lei de Deus. Ele é nosso substituto que morreu para nos salvar de todo pecado. Aleluia!!

7. Todos os fariseus saíram um por um deixando só Jesus e a mulher adúltera, v. 9-11. O que Jesus fez com ela? Ele disse: "Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais", v. 11. São umas das palavras mais preciosas da Palavra de Deus. Jesus anulou a lei de Deus para salvar esta mulher adúltera? Jesus mostrou graça a ela à custa da justiça de Deus? Não, não, mil vezes não!! Ele satisfez a lei de Deus por ela e derramou seu sangue para salvá-la da pena condenatória da lei para sempre. E não somente por ela, por todos os eleitos de Deus. BENDITO SEJA NOSSO SALVADOR! Ele fez por nós o que ao homem é impossível!

2. O Senhor Jesus Cristo é a luz do mundo. 8:12-59.

Os fariseus e os escribas tinham tentado derrotar e embaraçar Jesus publicamente na frente do povo no templo. Eles queriam achar uma coisa para que pudessem acusar Jesus de heresia e de anular a lei de Moisés. Mas, não deu para achar uma coisa dessa no dador mesmo da lei de Moisés. Isto mostrou claramente a depravação e cegueira dos seus acusadores. A história sobre Jesus Cristo e a mulher adúltera é uma boa introdução do assunto seguinte que Jesus Cristo é "a luz do mundo". Porque Jesus Cristo mesmo é a Palavra de Deus e a sua Palavra dá a luz de Deus aos homens. "Jesus Cristo é a luz do mundo". Sem Jesus Cristo e a sua Palavra não há luz.

No v. 12 indica que Jesus recomeçou ensinar o povo no templo depois da interrupção rude, descortês, grosseira e insolente dos fariseus e escribas. Parece que o povo ficou assistindo tudo que aconteceu entre Jesus e os fariseus e escribas e a mulher adúltera, e depois da saída deles e dela Jesus retornou a ensinar o povo. Pode imaginar o embaraço e a malignidade contra Jesus que os fariseus e escribas sentiram? Além deles tinham os fariseus que ficaram assistindo de longe tudo que não saíram mas ficaram para ouvir a Palavra de Jesus e mostrar a sua animosidade contra Ele, v. 13. Estes também tinham raiva contra Jesus. O ódio e desejo para matá-lo aumentaram bastante. Mas isto não tirou Jesus do seu trabalho, ele continuou logo e fielmente falando a Palavra de Deus.

1. "Eu sou a luz do mundo", v. 12-18. Jesus usou pela segunda vez neste livro o nome de Deus "Eu sou" quando disse "Eu sou a luz do mundo". Esta é uma das três coisas que a Bíblia diz que "Deus" é. A Bíblia diz que Deus é Espírito (João 4:24), é luz (I João 1:5) e é amor (I João 4:8). Deus e Jesus são muito mais do que isto, mas diz que Deus é estas três coisas enfaticamente. Deus é tudo isto pela natureza, é o que é em si. Quando Jesus falou "Eu sou a luz do mundo", ele si fez absolutamente igual Deus.

É claro que fala da luz espiritual nesta passagem. Jesus é a luz de todas as pessoas em todas as épocas? Claro que não! Porque falou então "do mundo"? O resto do v. 12 explica o sentido. Jesus é a luz daquele que o segue. Sabemos quais são que seguem Jesus, 10:27. Então, Jesus Cristo é a luz espiritual das suas ovelhas. A luz do Senhor Jesus Cristo está brilhando no mundo e qualquer pecador pode aproveitar esta luz pela fé nele. Porque nada impede o pecador aproveitar esta luz espiritual menos do que a sua própria natureza depravada e cega. A luz dele está brilhando, é só que o pecador não a vê. O pecador chamado e iluminado pelo Espírito Santo segue Cristo, anda na luz dEle e tem a luz dele na vida.

Há um exemplo desta cegueira espiritual no v. 13. Os fariseus não podiam ver a luz Jesus Cristo e por isso rejeitaram a Palavra dele. Acusaram Jesus de dar testemunho de si mesmo sem nenhuma base para o seu testemunho. Mas isto não foi a verdade. Ele deu quatro testemunhas da sua identidade em 5:33-47. Jesus mostrou que ele obedeceu a lei de Moisés em dar testemunhas para estabelecer a verdade; o seu Pai e Ele mesmo. Não pode ser duas testemunhas maiores do que estas duas! Os fariseus julgaram tudo pela carne e aparência. O problema era que eles estavam cegos acerca da verdade. A glória de Jesus Cristo ficou velada a eles por causa da sua cegueira espiritual. O juízo de Jesus Cristo estava certo porque ele julgou as coisas pelos princípios divinos e espirituais da Palavra de Deus. O juízo de Jesus Cristo acerca de si mesmo era certo porque combinou com o do Pai.

2. A segunda vez os fariseus responderam, v. 19-24. Responderam com uma pergunta ignorante e zombadora, v. 19. "Onde está teu Pai"? Jesus tinha explicado isto muitas vezes que seu Pai era Deus. Jesus respondeu que eles não conheceram o Filho nem o Pai, porque a única maneira de conhecer o Pai é conhecer o Filho. Jesus falou isto no próprio templo dos judeus para os judeus mesmos. O fato que a Bíblia diz que ninguém o prendeu, mostra que ficaram com raiva depois de ouvir a Palavra dele e queriam acabar com ele, mas Deus o Pai não permitiu, porque a sua hora certa para morrer não tinha chegada.

Jesus anunciou a eles nos v. 21-24 que Ele ia para o Pai e eles não podiam ir ficar na presença do Pai, mas iam morrer nos seus pecados. Porque não creram em Jesus Cristo como o Messias, o Filho de Deus nem o Salvador. Entre o pecador e o Salvador há um grande abismo separando o Salvador do pecador, porque Ele é de cima e o pecador é de baixo v. 23, e é só Deus que pode resolver isto pela sua graça poderosa. Como é que é grande a cegueira humana!

3. A terceira vez os fariseus responderam, v. 25-32. Fizeram uma pergunta que mostrou a sua cegueira, "Quem és tu"? Jesus respondeu que era tudo que já tinha falado; Deus eterno, Filho de Deus, Criador, Deus que se fez carne, a luz, a verdade, o Messias, o Salvador, o Pão da vida e muito mais para se identificar. Sem falar nos seus milagres. Os fariseus estavam blasfemando Jesus Cristo e ele sabia, mas segurou a sua ira contra eles por enquanto e continuou afirmando a verdade sobre si e a sua obra que recebeu do seu Pai. Mas eles não entenderam o que Jesus falou, v. 26-27. A cegueira espiritual do pecador não só deixa o pecador sem capacidade de ver as coisas de Deus, mas também sem vontade para ver. Jesus afirmou que não ia continuar assim (v. 28) sempre, mas depois da sua crucificação muitos iam crer nele. Pode ser Pentecostes e até algumas pessoas no meio dele naquele dia, e todas as ovelhas inclusive nós? A Bíblia diz que muitos presentes naquele dia creram nele ouvindo estas coisas. Obviamente nem todos nem a maioria dos seus ouvintes creram nele (v. 44). Jesus deu uma Palavra a eles nos v. 31-32. Jesus aqui deu uma marca dos seus discípulos verdadeiros, a continuação na doutrina de Cristo. Não é uma condição da salvação, mas é uma manifestação da salvação (I João 2:19). Muitos falsos crentes tem seguido Jesus para somente depois abandonar a doutrina de Cristo totalmente. Observa que o conhecimento da verdade verdadeiramente pelo poder do Espírito Santo faz três coisas: continuação na doutrina de Cristo, conhecimento verdadeiro da verdade, e liberdade espiritual para servir Cristo de verdade. Pela graça o pecador recebe uma liberdade da escravidão do pecado, liberdade da cegueira espiritual, e poder espiritual para seguir Jesus Cristo como o Senhor, Salvador e Mestre.

4. A quarta vez os fariseus responderam, v. 33-38. "Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres"? Os fariseus estavam pensando humana, orgulhosa, e erradamente. Primeiro, pensaram somente fisicamente. Segundo, mostraram seu orgulho de ser superiores aos outros. Terceiro, ignoraram os fatos da sua própria história. Porque a nação israelita ficou escravizada algumas vezes no seu passado. Por exemplo; no Egito, várias vezes no livro de Juízes, na Assíria, na Babilônia, e mesmo quando os judeus falaram isto os romanos eram seus mestres. Mostra mesmo o que o homem faz para evitar a verdade, inventa coisas que não são a verdade como se fossem a verdade para ignorar a verdade. Um exemplo que cabe bem aqui é sobre a escravidão da natureza pecaminosa. Os judeus negaram a verdade sobre a escravidão do seu passado para evitar a verdade que Jesus falou sobre a liberdade em Cristo do pecado e cegueira espiritual. É a mesma coisa que muitos fazem hoje em dia sobre a vontade escravizada do pecador. Eles dizem que a vontade humana é totalmente "livre" para aceitar Jesus se quiser, e que Deus está fazendo tudo que pode para salvar o pecador e agora "só" depende da decisão do homem. Dizem eles que a salvação agora depende da decisão do pecador porque a vontade dele é livre para aceitar ou não aceitar a salvação, porque a sua vontade não é totalmente presa da sua natureza depravada e quando o homem caiu no pecado não perdeu esta capacidade de aceitar Jesus se quiser. Ou ainda pior que o homem perdido pode fazer boas obras para merecer a salvação. É só mais uma maneira de evitar a verdade da "DEPRAVAÇÃO TOTAL" do homem e que a salvação é absoluta e totalmente pela "GRAÇA"! Jesus explicou nestes versículos bem demais que o homem natural é o escravo do pecado que significa que é o escravo da sua natureza pecaminosa e é só o Filho que pode libertar o pecador desta escravidão horrível. A liberdade que ele dá é uma verdadeira liberdade do pecado. Somos livres da escravidão pecaminosa porque Jesus Cristo nos libertou pelo poder da sua graça.

5. A quinta vez os fariseus responderam, v. 39-41. "Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão". Porque eles disseram isto? Porque Jesus falou nos v. 37-38 que ele mesmo falou o que viu junto de seu Pai, mas a Palavra de Cristo não entrou neles porque eles fizeram o que viram junto de seu pai o diabo. A prova desta verdade era que queriam matar Jesus. Porque se fossem de Abraão mesmo faziam o que Abraão fez; crer em Deus e seu Messias. Mas, queriam fazer o contrário, matá-lo. Assassinar é o que Satanás faz, eles eram mesmo dele.

6. A sexta vez os fariseus responderam, v. 41-47. "Disseram-lhe pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um pai, que é Deus". Esta mentira ainda fica nas mentes de muitas pessoas hoje em dia. O mundo diz que uma pessoa pode negar a Bíblia, Jesus Cristo revelado na Bíblia, a verdade sobre a salvação; e ainda ser um filho de Deus Pai. Ó como este povo ficou enganado e ainda fica hoje em dia! Porque não eram filhos de Deus verdadeiros e ainda não são! Jesus disse o filho verdadeiro de Deus o Pai ama o seu Filho de verdade. Toda pessoa que nega o Filho de Deus não tem Deus como seu Pai. O pecador não entende isto porque não "pode" ouvir a Palavra de Cristo, v. 43. Porque não? Porque o pecador é do diabo e quer satisfazer os desejos do seu pai; ficar contra o Filho de Deus, querer acabar com Ele, não se firmar na verdade, preferir a mentira em vez da verdade, v. 44. Jesus fez uma pergunta ao pecador que ainda vale fazer hoje em dia; "E se vos digo a verdade, porque não credes"? Porque o pecador não crê em Jesus mesmo e na sua Palavra? PORQUE É DEPRAVADO E PRESO DA SUA NATUREZA PECAMINOSA E DO DIABO! A prova disto é o que Jesus falou no v. 47: "Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus". Compare 10:26-30.

7. A sétima vez os fariseus responderam, v. 48-51. "Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio"? Isto mostra que os fariseus não podiam mais responder a Palavra de Jesus. Jesus tinha pregado deixando eles sem uma saída. Sempre isto acontece quando o pecador está enfrentado com a verdade e não tem como evitá-la. Não pode aceitar a verdade, mas também não tem como provar que tem razão pela Palavra de Deus. O único recurso que resta é zombar e insultar. Deve notar a severidade dos insultos deles contra Jesus: samaritano, uma pessoa muito desprezada por eles, e de Satanás. Isto veio de onde? Do diabo, o pai deles! Isto mostra mesmo a verdade que Jesus tinha falado. A luz estava brilhando, mas os cegos não a viram. Graças a Deus que ele nos deu a visão para ver a verdade!

Jesus ignorou a parte sobre ser Samaritano e respondeu a segunda parte da resposta deles. Disse que não tinha demônio, ao contrário ele honrou o Pai e buscou a sua glória. Não como eles que desonraram o Pai e buscaram a sua própria glória. Jesus também disse que "se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte". Porque isto evidencia que tem vida eterna, v. 31.

8. A oitava vez os fariseus responderam, v. 52-56. "Agora conhecemos que tens demônio. Morreu Abraão e os profetas; e tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, nunca provará a morte. És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem te fazes tu ser"? Jesus disse algumas coisas agora bem claras a eles; que o Pai glorificou-o, eles disseram que o Pai era seu Deus mas não era a verdade, nem conheceram o Pai, mas o Filho conhece o Pai, para negar isto Jesus seria mentiroso como eles, que ele guardou a sua Palavra, e que Abraão exultou por ver o seu dia, e viu-o, e alegrou-se. Jesus pregou aqui claramente sua divindade e existência eterna. Se fez igual a Deus.

9. A nona vez os fariseus responderam, v. 57-58. "Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão"? Jesus respondeu clara, aberta e honestamente a verdade. Ele afirmou que Ele é Jeová, o Deus eterno. Os fariseus entenderam mesmo.

10. A décima vez os fariseus responderam, v. 59. Esta vez responderam sem palavras. Eles não podiam agüentar mais da verdade que ficou contra o seu sistema de doutrina diabólica. Eles responderam na maneira que o mundo sempre responde afinal, matar! Nota que aqueles que tentaram apedrejar Jesus eram pessoas "religiosas" demais e "devotadas" a sua religião. Muitas vezes o ódio do descrente não se manifesta até está enfrentado com a luz inevitável e clara da Palavra de Deus. Se Jesus pregasse esta mensagem hoje em dia nas igrejas falsas que pregou naquele dia, Ele encontraria a mesma reação que encontrou naquele dia, ódio, hostilidade e desejo para matá-lo. Mas Jesus se escondeu deles, e ainda se esconde dos hipócritas e dos religiosos farisaicos. Graças a Deus ele se revelou a nós pela graça maravilhosa.

A cura do homem cego de nascença. 9:1-41. É bom observar onde fica esta história da cura do homem cego de nascença no livro de João. Fica logo depois da verdade que Jesus é a luz do mundo. Jesus deu a visão para o homem cego de nascença mostrando mesmo a verdade que ensinou. Jesus Cristo é luz e a fonte de toda luz.

1. O homem cego de nascença. 9:1-7.

1. Jesus viu o homem cego de nascença, v.1. Mais uma vez vemos a verdade que Jesus na sua graça soberana alcançou mais uma pessoa. Jesus viu ele, mas ele não viu Jesus passando. Este homem nasceu cego, nunca tinha visto alguma coisa. Este cego viveu sempre nas trevas tão escuras toda hora da sua vida, nem sabia o que era a luz. O sol estava brilhando, é só que não podia vê-lo. Era uma coisa que o cego mesmo não podia mudar. Era uma coisa muito triste. É um grande retrato do pecador na sua depravação terrível. O homem natural nasceu cego espiritualmente, nunca tem visto alguma coisa espiritualmente. O pecador na sua natureza vive sempre nas trevas tão escuras que ele nem sabe o que é a luz do Evangelho nem de Cristo mesmo. Como o cego que nem viu Jesus o Salvador tão maravilhoso passando, o pecador cego espiritualmente não vê que Jesus é o Salvador cheio de glória e de verdade. O pecador é tão cego que nem pode ver a sua condição tão perdida. O pecador não pode fazer alguma coisa para mudar a sua cegueira espiritual. O pecador cego não pode ver que está brincando na beira do inferno e qualquer momento pode cair nas chamas dele. Sem o discernimento que vem do Senhor nunca vai entender que não vê as coisas de Deus de maneira nenhuma. O pecador precisa mais do que só a luz da verdade da Palavra de Deus brilhando, ele precisa a capacidade para ver a luz. Jesus Cristo é a luz do mundo, mas o mundo não a vê, porque precisa da visão espiritual para ver a luz do Evangelho. I Cor. 2:14.

2. A pergunta dos discípulos, v. 2. Eram três idéias filosóficas populares naquela época sobre a questão da culpa de uma pessoa que nasce com um defeito assim. Os gregos acreditaram na reencarnação. Os doutores da lei judaica acreditaram que era a culpa dos pais. Os fariseus acreditaram que era a culpa da pessoa mesma. Observa que os discípulos estavam confusos e sendo influenciados pelas doutrinas das várias opiniões do mundo. Precisamos ter muito cuidado com este tipo de coisa, porque pode nos efetuar muito. Cuidado para não julgar injustamente. Observa a resposta de Jesus.

3. A resposta de Jesus, v. 3-5. Jesus disse que era nenhuma destas coisas, "mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus". Deus deixou este homem nascer cego para manifestar as obras gloriosas do Salvador que é a luz do mundo. Dar visão para o pecador cego espiritualmente dá glória a Deus. Mostra que Jesus é a luz do mundo. Jesus falou sobre aproveitar as oportunidades para fazer a sua obra. Jesus aproveitou esta oportunidade predestinada por Deus. Jesus é a luz do mundo, e logo ele mostrou esta verdade publicamente quando deu visão ao cego de nascença.

4. Jesus untou os olhos do cego, v. 6-7. Foi necessário para Jesus curar este homem do jeito que curou-o? Não podia ter falado só para curá-lo? Claro que sim, porque fez isto antes. Jesus fez desta maneira para nos ensinar uma verdade. O lodo representa Cristo como os homens perdidos estão o vendo. O homem cego espiritualmente só vê Jesus como homem mesmo, da terra mesma, mas não divino nem do céu. Sem a visão espiritual o homem cego espiritualmente não vê Cristo claramente como está revelado na Bíblia. A única maneira para o pecador cego ver Cristo mesmo espiritualmente é para seus olhos ser lavados na água do Enviado, v.7. O que é? Os olhos cegos do pecador perdido tem que ser lavados na Palavra do Enviado (Jesus Cristo) pelo poder do Espírito Santo para receber a visão espiritual e ver o Salvador glorioso de verdade. Só Jesus Cristo pode dar a visão espiritual ao homem cego espiritual, porque ELE É A LUZ DO MUNDO!

2. A dúvida, zombaria e ridículo do mundo. 9:8-23.

1. A incerteza dos vizinhos. v. 8-10. A reação do mundo ao trabalho de Deus na vida de uma pessoa é variada. Vemos aqui as experiências do cego depois de receber a sua visão. Podemos ver que a reação dos outros que o cego enfrentou depois de receber a sua visão é a mesma reação que o perdido enfrenta pelo mundo depois de receber a salvação pela graça. Aqui vemos a reação dos vizinhos à cura feita por Jesus Cristo. Os vizinhos ficaram na dúvida e incerteza sobre o que tinha acontecido ao homem cego de nascença. Nota que a salvação operada no perdido pela graça de Deus não pode ficar escondida. Os vizinhos e conhecidos verão a diferença feita pela graça de Deus no pecador, como os vizinhos notaram a diferença no cego de nascença depois de receber a sua visão, porque a diferença que a salvação faz no pecador depois é notável. Eles vão discutir que foi que aconteceu e porque, porque a diferença é inegável. Mas a curiosidade e a especulação deles não podem explicar que aconteceu. Porque a gente está duvidosa sobre a obra de Deus tão maravilhosa, radical e transformadora da salvação no pecador. Não podem negar que houve diferença, mas não podem explicá-la, nem sabe dizer a natureza da mudança feita pela graça. Eles não podem entender que houve a diferença porque Jesus Cristo e o Espírito Santo efetuaram no pecador uma grande obra de graça e agora estão habitando no pecador salvo pela graça. Porque? Porque eles ainda estão na perdição, escravidão e cegueira do pecado. Para o salvo esta ignorância deles sobre a graça de Deus na vida é uma boa oportunidade para pregar o Evangelho.

2. A resposta do cego. v. 11-12. No . 10 Os seus amigos perguntaram: "Como se te abriram os olhos"? Ele não sabia dizer muito, mas o que sabia dizer, ele disse. A resposta foi bem simples e honesta, ele não tinha muito conhecimento, mas falou o que sabia dizer. O que Deus quer mais do que isto crente em Jesus? O homem curado falou que foi "Jesus" que fez, não "ele" mesmo; e foi a "obra" de Cristo, não uma coisa que "ele tinha feito". Isto ele confessou abertamente até na frente daqueles que odiaram Jesus. O novo convertido não sabe muita coisa e isto admite logo (v. 12); mas pelo menos sabe que foi Jesus que o salvou pela obra que fez na cruz, e isto não tem medo para confessar. Como este homem que foi aprendendo mais depois sobre Jesus, também o novo convertido vai aprendendo mais sempre sobre o Salvador.

3. Os fariseus e o sábado. v. 13-17. O novo convertido em Cristo enfrentará a incredulidade dos religiosos. Os religiosos (fariseus) queriam negar e desacreditar a obra de Deus na vida dele. Em vez de procurar Jesus, eles zombaram a obra feita por Ele e Ele mesmo. Porque Jesus tinha desobedecido a lei dos fariseus. Os religiosos não são sempre assim quando estão enfrentados pela salvação de um pecador?? Os religiosos não podem aceitar uma coisa que não é segundo a sua lei religiosa. Para eles é só bobagem e ridicularia. O novo convertido tem que enfrentar estes religiosos farisaicos ainda hoje em dia. A sua raça não se acabou! Eles vão zombar, negar, dizer que não é preciso ser salvo pela graça porque já são salvos pela sua lei religiosa, e intimidar o convertido. Eles vão desafiar e tentar vencer a fé do novo convertido (v. 15-16). O diabo e seus servos querem confundir o novo convertido. O homem curado ficou respondendo fielmente o que sabia. Este homem já cresceu, agora aumentou que Jesus era profeta, que falou a Palavra verdadeira de Deus v. 17.

4. O cepticismo dos fariseus. v. 18. Mostra a sua falta total de fé em Jesus Cristo e a Palavra dele. Eram homens não regenerados e por isso sem nenhum discernimento espiritual. Era um cepticismo depravado. Nota que isto ficou até na cara do milagre de Jesus inegável. Não é nada que pode mudar o coração humano menos do que a graça divina.

5. Os pais do mendigo curado interrogados. v. 19-23. Porque os fariseus interrogaram os pais dele? Porque não podiam responder o que tinha acontecido nem intimidar o mendigo, então desesperadamente eles queriam para os pais dele dizer que não nasceu cego, e assim anular o milagre. Os fariseus estavam usando a família para testificar contra o mendigo. Ainda Satanás faz isto? E como! Satanás usa até a própria família para tentar desacreditar e ruinar a conversão e a credulidade da profissão do novo convertido. Observa que os pais dele não tinham discernimento espiritual, nem fé em Cristo, mas sim medo depravado dos fariseus. Mas, os pais tinham que dizer que nasceu cego e agora viu. Observa a lição para o novo convertido; não adianta olhar aos homens para nos ajudar, olha para Jesus, Ele é nossa ajuda.

3. O mendigo desafiado. 9:24-41. Temos aqui o tentativo persistente e forte dos Fariseus para tentar vencer a fé e o testemunho dele. Satanás é constante e persistente em tentar vencer e derrubar a fé dos salvos.

1. O desafio dos fariseus e a resposta do mendigo. v. 24-25. Os fariseus fingiram saber uma prova que Jesus era pecador para enganá-lo. Satanás é o grande enganador. Ele tenta enganar o novo convertido. O mendigo disse que ele achou que Jesus não era pecador. Mas o mendigo disse o que sabia; "havendo eu sido cego, agora vejo".

2. Persistência dos fariseus. v. 26-27. Satanás é persistente na sua obra de vencer e destruir o crente dizendo a mesma coisa muitas vezes. O mendigo revelou o ódio deles por Cristo. O mundo religioso continua do mesmo jeito.

3. O mendigo injuriado e insultado. v. 27-28. Quando o mundo não sabe dizer mais, sempre vem injúria e insulto. Nota que eles disseram que já tinham a verdade, mas que o mendigo serviu alguém incerto.

4. O mendigo derrotou os seus inimigos. v. 29-33. Pouca fé e conhecimento dão para responder aos inimigos de Jesus. Porque era evidente que Jesus veio de Deus pelos milagres que fez. Na história toda do Velho Testamento ninguém tinha dado a visão a um cego, pelo menos um cego de nascença. Só Cristo fez isto. A incredulidade humana é cega.

5. O mendigo expulsado pelos fariseus. v. 34-35. O mundo acha os crentes tão ignorantes e incapazes de ensiná-lo nas coisas de Deus. Quem mais pode senão aqueles ensinados pelo Senhor? Sempre foi e ainda continua sendo que o mundo somente dá para o crente em Jesus perseguição, censura, prisão, tortura, e morte por causa de Cristo. O mundo fez isto com o mendigo, mas Jesus Cristo não fez com ele. Jesus foi a ele para confortar e encorajá-lo. Que coisa preciosa.

6. O mendigo adorou Cristo. v. 36-38. Jesus se revelou mais perfeitamente a este homem. O salvo pela graça de Deus vai aprendendo cada vez mais enquanto segue Cristo fielmente. Jesus não se revela assim para os crentes que não estão sendo fiéis na sua obra e aproveitando fazer o que podem. Este homem recebeu mais quanto se afastou da religião falsa.

7. A condenação de Cristo dos fariseus. v. 39-41. A pessoa, a vida, a pregação, a sua morte na cruz, tudo que Jesus fez condena o pecador terrivelmente. O incrédulo que acha que vê a verdade se condena porque está cego para as coisas de Deus e rejeita Jesus Cristo por isso. Mas, o pecador que pela fé crê em Jesus Cristo como seu Salvador está vendo mais e mais as coisas de Deus perfeitamente. Os fariseus estavam cegos espiritualmente, mas acharam que viram as coisas de Deus claramente, v. 40. Jesus disse no v. 41 que eles não estavam cegos física nem mentalmente, mas sim espiritualmente.

Jesus Cristo, o bom pastor. 10:1-42. Este capítulo revela Cristo como o bom Pastor das suas ovelhas.

1. Jesus Cristo, a porta das ovelhas. 10:1-10. Nesta passagem temos um contraste entre Jesus o verdadeiro messias e os fariseus, entre a religião verdadeira e falsa. Para entender melhor o contraste, temos que entender como foi naqueles dias o curral, os pastores e as ovelhas. A Palestina estava cheia de animais ferozes e ladrões. Por isso toda aldeia tinha um curral onde os pastores botaram as suas ovelhas para passar a noite com segurança. Todos os rebanhos ficaram juntos no mesmo curral a noite toda. O curral tinha muros de 3 a 4 metros de altura. O curral só tinha uma porta, que serviu de entrada e saída. O porteiro passou a noite toda na porta do curral para garantir a segurança das ovelhas. Pela manhã o porteiro só deixou entrar no curral os pastores das ovelhas. Cada pastor começou chamar as suas ovelhas, e as suas ovelhas se separaram das outras para seguir o seu pastor. As ovelhas de cada rebanho seguiram só o seu pastor, porque conheceram a voz dele. As ovelhas não seguiram a voz do pastor estranho, mas só a do seu pastor. O pastor foi na frente do seu rebanho chamando as suas ovelhas e as suas ovelhas foram seguindo seu pastor. Versículo 6 diz que o que Jesus falou nesta passagem é uma parábola, então é para nos ensinar sobre as coisas de Deus.

1. A porta do curral. v. 1-2. Tinha duas maneiras para entrar no curral; pela porta ou pelo subir do muro. O ladrão e salteador fez o último. Mas, o verdadeiro pastor entrou pela porta. O curral simboliza a religião judaica que tinha muitos pastores. Os fariseus eram os pastores dos judeus, mas eram pastores falsos, enganadores e mercenários. Estes são os pastores que entraram no curral pelo subir do muro, eram ladrões e salteadores. Aquele que entrou pela porta é Jesus Cristo o verdadeiro pastor. Jesus entrou certamente (pela porta, segundo as Escrituras) no curral (judaísmo) para chamar as suas ovelhas (eleitos) para seguí-lo. Nem toda pessoa do judaísmo era a ovelha dele, estas pessoas não seguiram o Bom Pastor, porque não conheceram a sua voz, porque não eram as ovelhas dele, mas seguiram os pastores estranhos.

2. O Bom Pastor concebido acesso as suas ovelhas pelo porteiro. v. 3. O porteiro tem que ser o Espírito Santo que abre a porta para dar o Bom Pastor acesso para as suas ovelhas. Por isso as ovelhas do Bom Pastor ouvem a sua voz quando ele chama-as. O Bom Pastor chama as suas ovelhas e elas vão saindo com ele do curral para seguí-lo.

3. O Bom Pastor guia as suas ovelhas. v. 3-5. O Bom pastor guia as suas ovelhas para fora e vai na frente delas, e as ovelhas vão seguindo-o porque conhecem a sua voz. Observa que o Bom Pastor chama as suas ovelhas "pelo nome", porque ele conhece as suas, e também elas conhecem a sua voz quando chama-as. Nota também que as ovelhas dele não seguirão a voz do estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz do estranho. Veja as doutrinas que tem aqui: eleição, chamada eficaz, graça irresistível e a perseverança e preservação dos eleitos.

4. A parábola não entendida por eles. v. 6. Mostra a verdade mesma explicada aqui. Nota v. 26. Depravação Total.

5. O Bom Pastor e os falsos pastores comparados. v. 7-10. Aqui Jesus disse que ele é a porta das ovelhas, não do curral. Aqui revela que ele é a porta ao Pai e à salvação. Os pastores falsos nem sabem o caminho da salvação, nem que Jesus Cristo é a porta do céu. Os pastores falsos são egoístas, mentirosos e impostores. Jesus Cristo é única porta do céu!

2. Jesus Cristo, o Bom Pastor. 10:11-21. Jesus Cristo é muito mais do que só outro pastor qualquer. Vamos ver.

1. O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. v. 11. Veja o ensino da "Expiação particular". Morreu pelas ovelhas.

2. O caráter e procedimento dos mercenários. v. 12-13. Não estão interessados nas suas ovelhas. O instante que o lobo vem para devorar as ovelhas, ele vai correndo. Porque? Está interessado só no seu cuidado. Jesus não é assim.

3. A intimidade e amor entre o Bom Pastor e as suas ovelhas, e o Filho e o Pai. v. 14-15. A intimidade e o amor entre as ovelhas e o Bom Pastor é como a intimidade e o amor entre o Filho e o Pai. Ele é o substituto delas.

4. As outras ovelhas que não são deste aprisco. v. 16. São os eleitos gentios. Diz que os trarão com certeza.

5. O Bom Pastor cumpriu a vontade do Pai. v. 17-18. Para cumprir a vontade do Pai em eleger um povo para o Filho salvar. Jesus cumpriu voluntariamente, Ele se humilhou, morreu, e ressuscitou pela sua própria vontade para salvá-las.

6. A divisão entre os judeus. v. 19-21. Estas doutrinas sempre criam divisão entre o povo de toda época.

3. Jesus Cristo e o Pai são um. 10:22-42.

1. Jesus no alpendre de Salmão na festa da dedicação no inverno. v. 22-23. Esta festa começou entre o Velho e o Novo Testamentos na época dos Macabeus.

2. Os judeus exigem saber se és o Cristo. v. 24-26. Jesus respondeu que já tinha dito, mas eles não aceitaram. Porque? Veja v. 26.

3. A Preservação e Perseverança Eterna das ovelhas proclamada. v. 27-30. Ela são protegidas e guardadas pelo poder de Deus.

4. Os judeus desejaram apedrejá-lo. v. 31-33. Porque? Porque si fez igual a Deus. Acusaram-o de blasfêmia.

5. Jesus defendeu a sua divindade. v. 34-38. Mas, os religiosos não queriam ouvir a verdade.

6. Jesus retirou-se de Jerusalém para além do Jordão. . 39-41. Jesus foi lá para escapar da mão deles e não apareceu de novo em Jerusalém até os últimos dias da sua vida.

Jesus Cristo Ressuscitou Lázaro. 11:1-57. Este capítulo fala que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, v. 25.

1. Jesus Cristo ressuscitou Lázaro. 11:1-10.

1. Lázaro e suas irmãs, Marta e Maria. v. 1-2. Estes irmãos eram da cidade (uma aldeia) chamada Betânia, que significa "Casa de Figos" ou "Casa de Aflição". Marta era a irmã em Lucas 10:38-42 que ficou distraída em muitos serviços e reclamou a Jesus para que ele falasse a Maria para ajudá-la servir. Porque Maria ficou assentada aos pés de Jesus ouvindo a sua palavra. Jesus disse a ela que Maria escolheu a boa parte, a qual não seria tirada. Vamos ver aqui que Marta ainda continuou ansiosa e com pouco entendimento porque não gastou tempo assentada aos pés de Jesus aprendendo como a sua irmã Maria. O que Marta podia ter aprendida antes que precisou nesta hora da morte do irmão dela, não aprendeu porque não se deu para ficar assentada aos pés de Jesus, e por isso ficou a mais fraca das duas irmãs. Maria tinha o costume de ficar aos pés de Jesus e por isso ficou a mais forte das duas irmãs, Lc. 10:39, João 11:2 e 32. O que aprendemos hoje, vamos precisar futuramente para os problemas da vida. Aquele que não ficar aos pés de Jesus agora, não vai agüentar bem os problemas da vida nem ter entendimento bem na hora precisa. Aproveite o agora!

2. O apelo das duas irmãs. v. 3. Elas mandaram para dizer a Jesus que Lázaro (aquele que tu amas) estava doente. Isto mostrou a fé delas em Jesus. Elas não mandaram Jesus fazer alguma coisa, só informaram-o do fato e deixaram para ele decidir o que era para fazer. Elas chamaram Jesus o Senhor mostrando a sua humildade e a divindade e autoridade dele. Elas reconheceram o amor dele constante e perfeito por seus. Jesus ama até os seus filhos doentes, e isto nega a doutrina pentecostal que diz que doença é resultado de pecado e/ou do diabo. As vezes é para a glória de Deus.

3. O propósito de Deus na doença de Lázaro. v. 4-6. Quando Jesus recebeu a notícia da doença dele disse que não era para a morte, mas para a glória de Deus. Mostra que Jesus já sabia sobre a doença dele e até o fim da doença dele não era para a morte. Mas, alguém diz que Lázaro morreu. E certamente ele morreu. Mas depois também ele viveu, porque Jesus o ressuscitou, então a doença dele não foi para a morte, mas para vida. Esta doença era para a glória de Deus, e mesmo serviu para este fim, porque Jesus recebeu mais glória através dela do que se fosse que Lázaro não teria morrido. É por isso que Jesus demorou quatro dias em chegar lá, porque ele sabia que ia acontecer e que foi a vontade de Deus para Lázaro morrer e ser ressuscitado e mostrar a sua glória por ela. As vezes a doença do crente é para mostrar a glória de Deus. (cadê o pentecostal?). A demora de Jesus em chegar lá era demora de amor, v. 5. Jesus estava ensinando seus filhos.

4. Cristo provou seus discípulos e a reação alarmante deles. v. 7-8. Jesus anunciou para seus discípulos "Vamos outra vez para a Judéia". Ele anunciou isto para provar seus discípulos. Observa que o caminho do crente não é sempre fácil e cômodo. O Senhor nos dirige para estes caminhos para nos ensinar que precisamos para o futuro, como ele fez aqui com seus discípulos, Marta, Maria e Lázaro. A carne humana recua disto, mas é para nosso bem, e o Senhor sabe disto. Veja a reação alarmante dos discípulos no v. 8. Voltar para onde a gente quer nos matar? Sim, porque o Senhor Jesus disse "vamos". Muitas vezes temos que seguir o Senhor pela fé confiando só na sua palavra e provisão. Veja Pr. 3:5-6.

5. A confiança e certeza restabelecidas do Senhor para seus discípulos. v. 9-10. Porque Jesus falou sobre haver doze horas no dia e etc." Como todo dia tem uma certa quantia de horas, Jesus ensinou seus discípulos que tudo tem o seu tempo certo, e que este tempo fica na mão de Deus. A nossa vida fica na mão de Deus e tudo que acontece nela, por isso não há nada para temer. Porque o Senhor está no controle, e tudo tem a sua hora certa e nada pode mudar isto. Quando estamos andando com o Senhor pela fé, estamos sob o controle dele. Porque vamos andar na luz do seu conselho e proteção. Veja Lc. 13:32. Até a hora que Deus quer, ninguém pode tocar em nós. Mas, aquele que deixa o caminho de Deus para andar no "seu caminho" não tem esta promessa nem garantia, v. 10. Assim tropeçar é inevitável.

2. Jesus anunciou a morte de Lázaro. 11:11-27.

1. Lázaro dorme. v. 11-13. Quem disse para Jesus que Lázaro morreu? Ninguém, Ele soube porque é Deus. Veja também que Jesus disse que estava dormindo em vez de morrer. Porque? Porque o crente não morre como os perdidos, o corpo dele está deitado no chão esperando se levantar no tocar da última trombeta, mas o espírito dele está com o Senhor já. O corpo está somente dormindo até a hora certa. Veja I Ts. 4:13-18, 5:10. O dormir do crente é o seguinte.

1. Dormir não faz mal, não é inimigo, é amigo do cansado.

2. Dormir é alívio depois da tristeza e trabalho do dia.

3. No dormir deitamos para nos levantar de novo.

4. Dormir é um descanso doce no fim do dia.

5. No dormir toda tristeza, sofrimento, angústia e aflição é esquecido.

6. Para o Senhor ressuscitar seus filhos da morte é mais fácil do que acordar a pessoa que dorme.

7. No dormir o corpo está preparado para o próximo dia, como o crente morto vai se acordar com o corpo glorificado para a vida eterna.

Nota que os discípulos mal-entenderam que Jesus tinha falado. Como é que somos devagar para aprender.

2. Jesus folgou porque não estava presente quando Lázaro morreu. v. 14-15. Porque? Para que os discípulos, Marta e Maria pudessem ver uma manifestação maravilhosa da sua glória que não poderiam ver noutra maneira. Não foi isto que Maria e Marta queriam, mas foi a vontade de Deus para as ensinar mais perfeitamente. Jesus disse: "Vamos ter com ele", v. 15. "Nem a morta, nem a vida, podem nos separar do amor de Cristo", Rm. 8:35-39.

3. A palavra de Tomé. v. 16. Tomé era homem pessimista e desanimado, mas fiel a Jesus. Ele preferiu morrer com Jesus do que deixá-lo. Podemos ver que todo crente é diferente e tem a sua própria personalidade e fraquezas. Pedro, João, Marta e Maria eram todos diferentes, mas todos eles tinham uma coisa em comum, amaram Jesus muito.

4. Lázaro estava morto há quatro dias. v. 17. Lázaro estava morto e depois de quatro dias uma massa de corrupção mal cheirosa. É um retrato do pecador morto em ofensas e pecados, sem vida espiritual e corrupto terrivelmente.

5. Betânia ficou pertinho de Jerusalém. v. 18-19. Somente ficou mais ou menos 3 quilômetros de Jerusalém. Por isso muitos judeus foram consolar Maria e Marta. A morte de Lázaro era bem conhecida e que Jesus tinha chegado lá até em Jerusalém. Veja o que uns judeus disseram no v. 37. Então este milagre de ressuscitar Lázaro dos mortos chegou até lá em Jerusalém e deixou os fariseus com mais raiva e com menos desculpa pela incredulidade.

6. A conversa entre Marta e Jesus. v. 20-27. Veja a diferença entre Marta e Maria. Marta nem esperou para Jesus chegar à aldeia de Betânia (v. 20 e 30), mas foi para encontrar Jesus no caminho. Mas Maria ficou assentada em casa. Marta continuou ser impaciente, distraída, impulsiva e inquieta. Maria continuou ser quieta, paciente, pensativa, mansa e concentrada. Marta foi encontrar Jesus sem Jesus mandar chamá-la, mas Maria esperou até Jesus chamou-a. Marta disse (v.20) a mesma coisa que Maria depois disse (v. 32) com esta diferença, quando Jesus ia ressuscitar Lázaro, ela não entendeu o que estava fazendo. Depois quando Maria foi encontrar Jesus, Jesus nem explicou nada para ela. Porque a diferença? Porque Maria já tinha ficado assentada aos pés de Jesus e por isso não precisou instrução, porque tinha um entendimento. Marta não tinha feito, por isso não entendeu. Ó com é importante ficar aos pés dele agora, para entender depois na hora precisa. Jesus explicou para Marta que era a ressurreição e a vida, e que todo aquele que crê nele, ainda que esteja morto, viverá. Marta confessou a sua fé em Cristo, somente era uma crente que não cresceu bem nesta fé. Veja que Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, não só para o morto fisicamente, mas para o morto espiritualmente. A salvação é uma ressurreição espiritual para a vida eterna. Marta era crente em Jesus Cristo com certeza (v. 27), mas não entendeu que Jesus estava falando sobre não só ser o Salvador que dá vida eterna aos crentes, mas também ressuscitar Lázaro dos mortos, veja v. 39. Nota que quando Jesus mandou tirar a pedra do sepulcro que Maria não disse nada, ela entendeu.

3. Jesus Cristo e Maria. 11:28-44.

1. Maria foi falar com Jesus depois de ser chamada. v. 28-32. Quando soube que Jesus estava a chamando para falar com ela, ela foi correndo para Jesus. Nota o que Maria fez quando encontrou Jesus, "lançou-se aos seus pés". Sempre Maria ficou aos pés de Jesus. Por isso ela tinha um entendimento, comunhão e paz que Marta não tinha. Era entre os dois uma comunhão especial. Onde estava Marta quando Maria estava aos pés dele? Ainda correndo para lá e para cá, distraída. Veja as três vezes que a Bíblia diz que Maria ficou aos pés de Jesus: 1. Lc.10:38-42 para aprender; 2. João 11:32 para receber consolação; 3. João 12:3 para adorar. Mas nota que em João 12:2 Marta ainda estava distraída.

2. Jesus chorou. v. 33-35. Porque foi que Jesus se moveu e chorou. Porque viu Maria e os outros chorando por causa do resultado de pecado - morte. Mostra a verdade falada em Mt. 8:17 e Hb. 4:15. Até perguntou: "Onde o pusestes?" Porque? Não sabia já? Claro que sim. Estava mostrando a sua compaixão para o seu povo na sua tristeza. Veja Is. 53:3. Graças a Deus que nosso Salvador entende a tristeza do seu povo. Também sentiu a falta da fé de Marta?

3. O comentário dos judeus. v. 36-38. As lágrimas de Cristo mostraram para todos o quanto que amou os seus discípulos. Jesus pode consolar o seu povo como nenhuma outra pessoa, porque ele entende. Vamos ficar aos pés dele para receber o conforto dele? Observa no v. 37 a incredulidade dos judeus que vieram para ficar com as duas irmãs. Eles continuaram do mesmo jeito, zombando e duvidando. Jesus se moveu outra vez muito em si mesmo no v. 38. Mas esta vez foi por causa da incredulidade perversa dos judeus. Ele sentiu a hostilidade e oposição dos judeus. Por isso ele entende o que nós sofremos pelas mãos dos inimigos do Evangelho. Ó que Salvador perfeito!

4. A falta de fé de Marta e a repreensão dela por Jesus. v. 39-40. Jesus mandou tirar a pedra do sepulcro. Nota que ele usou o auxílio humano para cumprir a sua vontade, o poder para ressuscitar veio dele, mas mandou os homens tirar a pedra. Jesus Cristo dá a vida eterna aos pecadores pelo seu poder, mas ele mandou a sua igreja pregar o Evangelho. Observa a falta de fé e mal entendimento de Maria no v. 39, disse que já cheira mal, como se fosse tarde demais para fazer uma coisa. Ó como é ignorante o crente que não fica aos pés de Jesus. Ela nem aprendeu pelo recado que Jesus mandou a elas só poucos dias atrás no v. 4. E por isso Jesus a repreendeu.

5. Jesus Cristo ressuscitou Lázaro. v. 41-44. Tiraram a pedra de onde Lázaro estava deitado morto. Jesus levantou os seus olhos para cima e orou ao seu Pai, e deu graças pelo fato que o Pai sempre ouve o Filho. Jesus era acusado de fazer seus milagres pelo poder do diabo, agora deixou bem claro que foi pelo poder do Pai eterno. Agora na frente de muitos Ele fez o milagre mais significante até aquele dia. ele "clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu". É isso mesmo que acontecerá na ressurreição dos mortos em Cristo à última trombeta. Mostra também a salvação do eleito de Deus morto em ofensas e pecados pelo poder do Salvador na sua graça maravilhosa. Ele chama os seus eleitos pelo nome para a vida eterna. Esta é a regeneração do eleito de Deus para a vida espiritual. Nota que isto aconteceu pela "Palavra de Cristo". Veja I Pd. 1:23. Pela chamada eficaz de Cristo o defunto viveu. Mas, observa que Lázaro saiu com as mãos e os pés ligados com faixas e o seu rosto envolto num lenço, e Jesus mandou para desligar e deixá-lo ir. O eleito de Deus novo nascido ainda tem a natureza velha e os sinais da sua morte sobre ele. Mas, o eleito vai tirando tudo isto para servir Cristo mais e mais até o dia que será santificado e glorificado perfeitamente com Cristo na sua vinda. Rm. 7:15-25.

4. Cristo temido pelos fariseus. 11:45-57.

Esta passagem dá os efeitos do milagre de Jesus em ressuscitar Lázaro.

1. Alguns creram e outros não. v. 45-46. Nem todos crerão em Cristo Jesus.

2. O conselho e seu medo de perder a sua popularidade. v. 47-48. Era egoísmo puro da parte dos fariseus.

3. O sumo sacerdote Caifás e a solução dele. v. 49-50. Qual foi? Matar Jesus Cristo em sangue frio. Esta solução já deixou um Rasto de Sangue desde os dias de Cristo até agora dos crentes em Cristo.

4. A profecia feita por Caifás inconscientemente. v. 51-52. Deus pode usar o inimigo para cumprir a sua vontade se quiser. Nota que foi que Caifás profetizou. A morte de Jesus era um crime e a vontade de Deus.

5. A decisão dos judeus e a resposta de Jesus. v. 53-54. Jesus não andou mais no meio deles, porque foi planejado por Deus para Jesus morrer na Páscoa. Jesus morreu na hora e na maneira certa, graças a Deus.

6. A páscoa perto e a determinação dos judeus para matá-lO. v. 55-57. A morte de Jesus Cristo estava se aproximando. Mas não até o dia certo.

Jesus foi a Betânia. 12:1-50. No v. 1 diz que Jesus foi a Betânia seis dias antes da páscoa. Daqui para seis dias ia morrer na cruz. Podemos ver duas coisas sobre Jesus Cristo neste capítulo.

1. O amor dos discípulos por Jesus Cristo tornando-se mais profundo.

2. O endurecer constante da incredulidade e o aumentar da hostilidade para Jesus Cristo dos seus inimigos.

No primeiro caso, o amor dos discípulos por Jesus Cristo os inflamou para servir e mostrar seu amor por ele, v. 1-3.

No segundo caso o ódio dos seus inimigos os inflamou para matá-lo. Este ódio até penetrou no meio dos seus discípulos (Judas Iscariotes). Este ódio chegou para tocar até nos escolhidos de Jesus Cristo (Lázaro), v. 10-11. Foi assim: um quis dar o melhor que tinha para Jesus e assim honrá-lo (Maria); outro quis roubar o melhor e guardar para si mesmo e traí-lo (Judas Iscariotes). Ainda continua do mesmo jeito: os eleitos o amam mais, e o mundo o odeia mais.

1. Jesus Cristo ungido em Betânia. 12:1-11. Brevemente Jesus ia ser o "Cordeiro" da páscoa.

1. Jesus Cristo chegou em Betânia. v. 1. Esta é a maravilha da graça de Deus. Porque Jesus chegou em Betânia sabendo que ia dar a sua vida pelas ovelhas (10:11, 17-18). Jesus não chegou em Betânia assustado, nervoso nem procurando uma maneira de evitar isto. Mas ele veio a Betânia pronto para dar a sua vida pelas ovelhas.

2. A ceia feita para Jesus. v. 2. Os outros Evangelhos dizem que a ceia aconteceu na casa de Simão, o leproso (Mt. 26:6). A ceia foi feita na honra de Jesus Cristo para mostrar o seu gratidão pela ressurreição de Lázaro. Nesta ceia a gente gozou na comunhão do Salvador. Marta ainda estava servindo e Maria ainda estava aos pés de Jesus. Mas parece que agora Marta tinha melhorado, porque não diz que estava distraída esta vez. Servir é coisa boa, mas tem que ser na hora certa e na maneira certa.

O fato que Lázaro ficou à mesa com Jesus nos ensina uma coisa preciosa. A ressurreição de Lázaro dos mortos fala sobre a salvação do eleito de Deus figurativamente. Na salvação o eleito de Deus passa da morte para a vida. A salvação é uma ressurreição espiritual para a vida espiritual e eterna. O resultado de receber esta vida espiritual é Lázaro que ficou à mesa com Jesus em plena comunhão simbolicamente. Leia Ef. 2:13 para ver esta verdade mostrada. Este é o resultado da graça de Deus (Ef. 2:1-10) operando no pecador eleito para a salvação. Temos comunhão com Jesus Cristo "agora nesta vida" e "depois no reino celestial" perfeitamente. Esta é a maravilha da graça de Deus que dá vida espiritual. O pecador que ficou longe de Deus pela sua culpa, inimizade e hostilidade, depois de receber a salvação e vida espiritual pelo sangue de Cristo chega perto de Cristo em comunhão como amigo, perdoado, salvo e adorador verdadeiro.

3. A devoção de Maria. v. 3. Maria deu o melhor que tinha para Jesus Cristo. Se fosse que tinha melhor, ela daria a Jesus Cristo. O valor do ungüento que ela usou para ungir os pés de Jesus era de trezentos dinheiros (12:5). Para melhor entender isto, Mateus diz (20:2) que um dinheiro era o salário de um dia de serviço para um trabalhador. Então, o que Maria fez tinha o valor do salário de um ano de serviço para um trabalhador. Nota que diz no v. 7 que Maria guardou reservado este tesouro para isto mesmo. Não foi uma coisa que Maria fez só impulsivamente na hora, mas ela tinha guardado e reservado este ungüento para Jesus Cristo mesmo. Assim Maria expressou seu muito amor por Jesus Cristo e seu inestimável valor. Jesus disse que ela fez isto para o dia do seu sepultamento (v. 7). Ela ungiu Jesus para ser sepultado. Maria não só entendeu que Jesus ia morrer, mas também sabia porque ia morrer, para salvar o seu povo. Como é que ela soube? Porque ficou aos pés dele para ouvir. A Bíblia diz que ela enxugou-lhe os pés dele com os seus cabelos; ela enxugou-lhe os seus pés com a glória dela (I Cor. 11:15) para a glória dele. Também a Bíblia diz que encheu-se a casa do cheiro do ungüento. Tudo feito para a glória de Cristo dá um cheiro suave para todos os crentes e Deus.

4. A censura de Judas. v. 4-6. O que Maria achou digno de Cristo, o traidor achou uma perda total. Judas fingiu ser interessado nos pobres, mas era uma mentira total, porque era ladrão e tinha o costume de tirar da bolsa dinheiro, ele estava puramente só interessado em si. Veja o contraste; o amor e devoção de Maria, e o ódio e desprezo de Judas. Judas falou de um coração depravado, perverso, cobiçoso e vazio de amor por Jesus Cristo. Porque o amor, generosidade e adoração dados a Jesus Cristo nunca ficam desperdiçados. Além disto o amor verdadeiro por Jesus Cristo dá de boa vontade, não de má vontade. Mt. 26:8 diz que os outros discípulos concordaram com Judas, sabemos quem foi que iniciou isto e porque. Irmãos, muito cuidado com ser influenciados com a rebelião e pecado dos descrentes e maldizentes.

5. Aceitação de Jesus Cristo da adoração de Maria. v. 7-8. Judas condenou Maria, mas Jesus aprovou Maria. É o Bom Pastor defendendo a sua ovelha, é o Bom Pastor contra o lobo. O mundo não aceita nem entende o que os crentes fazem por Cristo, mas o Salvador aprova, aceita e conhece o motivo deles e por isso dá seu louvor. Versículo 8 fala sobre as oportunidades que temos para servir Cristo nesta vida. Maria tinha uma oportunidade e aproveitou-a. Ó como é importante aproveitá-las enquanto temos, porque elas vão passando e não podemos chamá-las de volta. Sempre temos as oportunidades para servir os pobres do mundo, porque sempre estão presentes, mas uma vez que a oportunidade se apresenta para mostrar nosso amor por Cristo numa maneira especial e não a aproveitamos, está perdido para sempre.

6. A curiosidade do povo. v. 9. O povo veio não para ver Jesus principalmente, mas Lázaro que foi ressuscitado por Jesus Cristo. O homem quer ver uma coisa diferente e sensacional. Curiosidade é um motivo humano muito forte.

7. A inimizade dos sacerdotes. v. 10-11. Porque os príncipes dos judeus ficaram contra Jesus e até Lázaro muito assim? Muitos dos príncipes dos sacerdotes eram saduceus e rejeitaram a ressurreição (At. 23:8). Quando Jesus ressuscitou Lázaro era um grande testemunho contra eles. Outro motivo era inveja. Porque muitos deixaram judaísmo para seguir Jesus Cristo. Fica do mesmo jeito hoje em dia. Muita igreja falsa não pode aceitar que o seu povo sai para seguir Jesus Cristo e a verdade. A igreja católica reclama muito por isso. Este povo fica com muita raiva até para matar os crentes. Veja o Rasto de Sangue. Não é maravilha, porque matou o Senhor Jesus Cristo!

2. A Entrada Triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém. 12:12-19. Este acontecimento na vida de Jesus Cristo era um cumprimento da profecia do Velho Testamento (Sl. 118:25-26). Jesus Cristo se apresentou como o Rei de Israel que foi rejeitado por eles. Porque daqui para poucos dias a mesma multidão crucificou o Rei da glória. Ó que povo instável.

1. Observe a aceitação superficial e falsa da multidão do Senhor Jesus Cristo. v. 12-13. O mundo religioso quer aceitar Jesus Cristo como alguém espetacular e que dá uma aparência religiosa, mas como o Salvador que condena pecado, expôs a religião falsa e que exige santidade na vida nunca! Veja isto depois em 19:14-15.

2. O Rei se assentou sobre um jumentinho. v. 14-15. Foi o costume para o rei no Velho Testamento andar sobre o jumento no tempo de paz, e sobre cavalo no tempo de guerra. Jesus Cristo veio a primeira vez para fazer paz, na segunda vez sobre um cavalo para fazer guerra (Ap. 19:11-21). Marcos e Lucas dizem que foi um jumento em que nenhum homem ainda montou Mc. 11:2, Lc. 19:30). No Velho Testamento somente o animal que nunca tinha sido posto jugo foi usado para sacrifício (Nm. 19:2, Dt. 21:3). Jesus Cristo nasceu como ninguém nasceu, duma virgem, Mt. 1:23; Jesus foi sepultado num sepulcro novo em que ainda ninguém havia sido posto, João 19:41; e quando ele manifestou a sua majestade como o Rei, ele escolheu um jumentinho em que nenhum homem ainda tinha montado. Isto mostra a sua majestade e dignidade.

3. A falta de entendimento dos discípulos. v. 16. Não diz que não creram nestas coisas, só que não entenderam. Há uma grande diferença nos dois. Eles entenderam só depois da glorificação dele. Por causa do seu preconceito sobre o reino de Jesus, eles não podiam entender que antes da glória do Rei, tinha que vir o sofrimento do Salvador. Como é que os crentes muitas vezes estão devagar para entender a Palavra de Deus até na cara das profecias dela.

4. A razão verdadeira porque a multidão buscou Jesus Cristo. v. 17-18. Só por causa de uma coisa que impressionou o povo. Por causa da espectaculosidade, egoísmo, fanatismo religioso, e paixão passageira e louca. É o mundo religioso ainda?

5. A atitude dos fariseus. v. 19. É um retrato bom da atitude do mundo religioso sobre Jesus Cristo. Este mundo religioso está contra Jesus Cristo, só dá para ele a forma religiosa, mas o coração continua longe e contra ele. O mundo religioso aceitaria-o se fosse de maneira que não tinha que deixar a sua religião falsa. Mas, seguir Cristo de verdade, nunca!

3. Os Gregos Buscaram Jesus Cristo. 12:20-36.

1. Os gregos buscaram Jesus Cristo. v. 20-23. É interessante que esta passagem fica aqui em João. Os judeus rejeitaram Jesus como o Messias, mas os gregos vieram buscar Jesus. Mostra que Deus deixou ao lado Israel por enquanto para trabalhar com os gentios agora. Os gregos procuraram Filipe para chegar a Jesus, porque Filipe era duma cidade perto da terra deles. Filipe falou com André, e os dois foram falar com Jesus. Jesus falou com os gregos? Não sabemos com certeza. Jesus falou que a sua hora tinha chegada para ser glorificado (crucificado). Mas, para quem falou isto?

2. O grão de trigo. v. 24-26. Jesus falou estas palavras para quem, os discípulos só, ou também os gregos? O grão de trigo que caiu no chão e morreu, mas que brotou e deu vida fala sobre Jesus que morreu, mas ressuscitou dos mortos dando e garantindo a vida eterna aos eleitos. Esta verdade pode ser aplicada para a evangelização da Palavra de Deus (a semente) que produz vida no pecador. Também esta verdade mostra que Jesus mostrou pela sua vida totalmente dada a Deus; "Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna".

3. A oração do Filho e a resposta do Pai. v. 27-28. Jesus Cristo sofreu pensando no sofrimento que ia levar para nos salvar, mas não procurou evitá-lo, aceitou o sofrimento da cruz sem vacilar e querer fugir. Ele soube que era por isso que veio ao mundo e o propósito de Deus na sua vida não ficou indeciso. Quis glorificar o Pai e o Pai aceitou-o de alta voz.

4. O povo não entendeu a voz do Pai. v. 29-30. Mostra a natureza humana morta para as coisas espirituais. Compare At. 9:4. Jesus disse que a voz do Pai veio não por causa dele, mas por causa do povo. Para fortificar a fé dos discípulos e deixar os incrédulos sem desculpa. O Pai falou três vezes de alta voz: no princípio do seu ministério (batismo, a voz ouvida só por João Batista); no meio do seu ministério (transfiguração, a voz ouvida só por três discípulos); no fim do seu ministério (a voz ouvida pela gente congregada no templo).

5. A predição de Cristo e a resposta do povo. v. 31-34. Jesus falou aqui sobre a sua morte na cruz e que seria vencido Satanás por ela. Identificou a maneira da sua morte antemão (ser levantado significa ser crucificado). Jesus Cristo saiu do sepulcro vitorioso sobre o sepulcro, morte, pecado e o diabo. Por isso ele atrairá a ele todos os eleitos. Compare João 6:37, 44. O povo no v. 34 não entendeu bem as profecias do Velho Testamento (Is. 53, Dn. 9:26, Zc. 13:7).

6. O aviso de Jesus Cristo para este povo. v. 35-36. A resposta de Jesus para este povo mostrou que não quis a verdade e ele sabia. Que aviso aos perdidos; aproveite enquanto pode! Jesus se escondeu deles, eles sentiram a sua falta?

4. Uma revisão do seu ministério do Senhor Jesus Cristo. 12:37-50.

1. A reação de Israel para o ministério de Jesus Cristo. v. 37. Era negativa e rebelde.

2. A profecia de Isaías sobre Israel a respeito do Messias Jesus Cristo. v. 38-41. Is. 6:1, 10.

3. A atitude de alguns judeus sobre Jesus Cristo. v. 42-43. Estes não ficaram tão duros contra Jesus como os outros, mas impressionados com ele, mas perdidos ainda. Porque quiseram o aplauso dos homens mais do que o Senhor Jesus Cristo de verdade. Tem muitos ainda hoje em dia do mesmo jeito.

4. O relacionamento entre o Pai e o Filho. v. 44-45. João deu uma recapitulação sobre os ensinos de Cristo até o fim deste capítulo. Jesus ensinou que aceitar o Filho significa aceitar o Pai e vice versa. Os dois são um.

5. O propósito do ministério de Jesus Cristo. v. 46-47. A primeira vez Jesus veio para ser o servo de Deus e o Salvador do seu povo, a segunda vez ele virá para ser o Soberano e Juiz.

6. A condenação de todos os incrédulos. v. 48-49. Tem que ser um fim de tudo, há um juízo afinal, e será a Palavra dele que julga todos.

7. A vida eterna. v. 50. Deus manda os pecadores crer no seu Filho para ter vida eterna. Esta é a coisa certa. Já creu em Jesus Cristo como seu Salvador. I João 3:23.
 

A TERCEIRA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 13:1 - 17:26

O MINISTÉRIO PESSOAL DE JESUS CRISTO PARA OS SEUS DISCÍPULOS

Jesus Cristo no Meio dos Seus Discípulos. 13:1-38.

Estudaremos agora uma das passagens mais preciosas da Bíblia para o crente. Muitos crentes em Jesus Cristo dizem que esta passagem é a mais preciosa do livro de João. Em João 13-17 Jesus Cristo ficou bem perto da sua morte, e por isso ele ficou mais separado dos outros e mais perto dos seus para os ensinar e preparar para os eventos futuros. Em 12:36 diz que Jesus se escondeu dos outros, mas em 13-17 Jesus ficou na comunhão íntima dos seus. Logo depois Jesus viajou para o céu, mas não deixou os seus sem se sentir a sua presença, saber que o seu amor por eles era eterno e que a obra dele continuaria. Ele está no céu, mas a sua presença com seus, seu amor por eles e a sua obra continuam.

1. Jesus lavou os pés dos seus discípulos. 13:1-11. Note um contraste. Em João 12 vemos os pés de Jesus e em João 13 vemos os pés dos discípulos. Os pés de Jesus foram ungidos, os pés dos discípulos foram lavados. O Salvador andou neste mundo pecaminoso sem se sujar com o pecado dele. Ele saiu do mundo do mesmo jeito que entrou; santo, inocente, imaculado e separado dos pecadores. Os pés dEle ungidos com o ungüento bem cheiroso mostram que a vida dele sempre foi um cheiro suave ao Senhor Deus. Mas, os seus discípulos ficaram sujos com o pecado e as coisas do mundo e precisaram lavar os seus pés da sujeira do mundo (I João 1:3-2:1).

1. O amor imutável de Jesus Cristo para os seus. v. 1. A páscoa estava perto, quando Jesus ia morrer pelos seus. Jesus sabia que ia morrer para salvar os seus eleitos, e por isto mesmo morreu, por amor deles. Note como é que fica o amor de Jesus por seus, ETERNO. Nisto podemos ver as seguintes doutrinas: a eleição do Pai, os eleitos de Deus são amados eternamente, Jesus morreu por amor deles para os salvar dos seus pecados, o Espírito Santo chama os eleitos para conhecer este amor eterno de Deus. A Palavra de Deus diz que "amou-os até o fim". O que significa o fim?: até o fim da eternidade, até o limite da nossa necessidade espiritual (salvação, perdão, purificação, provisão, cuidado), apesar das nossas falhas. Ó que grande amor inestimável, inefável e incomparável!

2. O ódio fixado e terrível de Judas Iscariotes o traidor. v. 2. Ó que contraste; o amor maravilhoso do Salvador para com os seus e o ódio traidor de Judas Iscariotes para com Jesus Cristo.

3. A volta do Salvador para o seu Pai. v.3. Jesus veio do Pai e voltou para o Pai depois de consumir a obra da Salvação para os seus. O falar da sua origem, autoridade, e glória vindoura; mostra como é que Jesus se humilhou para fazer depois a obra do escravo em lavar os pés dos seus discípulos.

4. Jesus Cristo fazendo a obra do escravo. v. 4-5. Fazer o que Jesus fez naquele dia era a obra de um escravo naquela época. Vamos ver o que isto nos ensina. 1. Jesus deixou a sua glória celestial para vir ao mundo para ser um servo. 2. Não seria uma grande coisa para um pescador fazer isto, mas para o Rei dos reis, Senhor dos senhores, o Filho eterno de Deus, o Soberano do universo, era uma condescendência sem igual.

5. Pedro discutiu com o Senhor. v. 6-9. Jesus chegou para lavar os pés de Pedro e Pedro não quis deixar. Em vez de discutir e duvidar que o Salvador fez, Pedro devia ter aceitado pela fé sem dizer nada, porque o Salvador sempre faz tudo perfeito. Ó crente em Cristo, está ouvindo? Não é necessário saber tudo e porque nosso Salvador faz as coisas que faz, só aceitar e confiar nele, porque sabemos que ele faz tudo certo sempre. Os pensamentos e feitos de Deus não são segundo os nossos. Jesus explicou para Pedro dizendo que foi simbolicamente que ia fazer depois da sua ressurreição e ascensão lá no céu como nosso Intercessor e Advogado (I João 1:9-2:1). Ainda Pedro não quis deixar. Jesus disse a ele: "Se eu te não lavar, não tens parte comigo". O assunto aqui não é salvação, mas sim comunhão, a comunhão que o salvo tem com seu Salvador agora nesta vida. Sem ser lavado dos nossos pecados diários, a comunhão do crente com o Salvador fica interrompida e/ou suspendida. Agora Pedro correu para o outro extremo, disse para Jesus lavar a cabeça e as mãos.

6. Tomar banho e lavar. v. 10. Quando Jesus falou "aquele que está lavado", Ele disse aquele que tomou "banho" na língua grega. Tomar banho e lavar os pés só, não são iguais. Então, Jesus disse, "aquele que tomou banho não necessita lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo". A pessoa que tomou um banho no corpo todo, se sujar os pés, só precisa lavar os pés. O salvo por Jesus Cristo já está totalmente limpo dos seus pecados eternamente, só precisa ser depois purificado da sujeira diária do mundo pecaminoso.

7. O traidor conhecido. v. 10-11. Jesus disse que nem todos os discípulos eram limpos no sentido de ser salvo. Jesus conheceu o traidor e que nunca foi salvo dos seus pecados e transformado. Judas Iscariotes sabia que Jesus falava dele?

2. Jesus Cristo, nosso exemplo. 13:12-20. Jesus Cristo lavou os pés dos discípulos para os ensinar uma coisa em particular. Veja a pergunta que fez a eles no v. 12: "Entendeis o que vos tenho feito?" Você entende o que fez?

1. Jesus é o Mestre e Senhor. v.13. Ele afirmou isto mesmo. Porque neste versículo agora? Porque o Mestre e Senhor tinha feito uma coisa tão humilde. Nenhum dos discípulos nem ofereceu ajudá-lo neste feito. Jesus falou esta verdade porque os discípulos acharam que alguém de posição não pôde fazer isto? Observe que a contenda entre eles sobre qual deles parecia o maior tinha acontecido logo antes disto (Lc 22:24). "O maior dentre vós será vosso servo", Mt.23:11.

2. O exemplo do Senhor Jesus para nós. v. 14-15. Jesus Cristo falou para eles fazer o que ele tinha feito. Literalmente lavar os pés um ao outro? Obviamente não é isto, porque depois no Novo Testamento não vemos nenhuma vez que eles fizeram isto. Jesus ensinou-os para assumir a posição de servo, não de fariseu. Mostra também que quando os irmãos se sujam de pecado, devemos ajudá-los resolver, não tratá-los com indiferença e desinteresse farisaicos.

3. O aviso contra orgulho. v. 16. O maior líder entre o povo de Deus, é aquele que assume a posição de servo. Este assunto é importante demais, porque introduziu-o com as palavras "na verdade, na verdade". As igrejas não precisam dos "Diótrefes", mas dos "Gaios" e "Demétrios", (III João). "Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho", I Pd. 5:3. Orgulho não tem lugar na obra de Deus, mas a humildade sim.

4. O fazer disto é louvado. v. 17. A bem-aventurança vem através do fazer, não do saber (Mt. 7:24). Só saber sem fazer não é bem-aventurado. Jesus nem disse que a bem-aventurança vem através de "deixar alguém fazer" isto a nós, mas através do "fazer aos outros". Nenhum homem "sabe" mais do que o diabo, mas ninguém faz mais mal do que ele.

5. O Senhor Jesus fala do traidor. v. 18-19. Judas Iscariotes é o exemplo disto mesmo. Ele "soube" o que Jesus tinha feito, mas não "fez". Jesus Cristo escolheu Judas ao apostolado (não para a salvação) e soube que era do diabo. Porque? Para que se cumpra a Escritura (Sl. 41:9). Jesus Cristo deixou Judas cumprir as Escrituras e depois mandou embora (v. 27). Jesus Cristo anunciou que isto ia acontecer para os discípulos não tropeçar depois por isso. As vezes tem traidores entre os crentes. Jesus Cristo já mostrou isto para nós, cuidado para não tropeçar quando eles se manifestam.

6. Encorajamento de Jesus Cristo aos seus discípulos. v. 20. Jesus Cristo tinha exortado os discípulos para seguir o seu exemplo com a promessa que é uma coisa bem-aventurada. Depois anunciou a traição de Judas Iscariotes. Agora ele falou para eles que a sua vocação e fidelidade não foram efetuadas pela defecção e deserção do traidor. O Senhor Jesus aqui confirmou os fiéis na sua salvação e eleição. A nossa confiança deve estar no Senhor Jesus Cristo e não nos homens. Se olharmos aos homens a nossa fé vai vacilar. Vamos olhar para nosso Salvador e aceitar os enviados por ele, porque vem trazendo a Palavra dele. Rejeitar os enviados pelo Salvador é rejeitar o Salvador. Cuidado com extremismo!

3. O aviso dado do traidor pelo Salvador. 13:21-35.

1. O aviso do Salvador aos discípulos da presença de um traidor entre eles. v. 21-26.

Jesus turbou-se pela presença do traidor entre seus filhos amados, v. 21. O traidor ficou entre seus amigos e seguidores. A presença do traidor entre os crentes deve nos turbar. Notem três coisas sobre o anúncio do Salvador da presença de um traidor entre eles, v. 22. Primeiro, todos os discípulos duvidaram de quem ele falava. Até suspeitou-se a si mesmo. Segundo, Judas Iscariotes tinha conseguido esconder a sua hipocrisia. Judas Iscariotes era um hipócrita perfeito e nem suspeitado de traição. Terceiro, mostra a longanimidade do Salvador com que Jesus agüentou o filho da perdição. Jesus tratou Judas Iscariotes do mesmo jeito que tratou os outros, porque ninguém suspeitou-o.

Pedro fez um sinal para João, que estava inclinado no seio de Jesus, para perguntá-lo quem era o traidor, e por isso João fez a pergunta a Jesus, v. 23-26. Porque Pedro não perguntou o Senhor? Já estava se afastando um pouco? João tinha uma comunhão com o Senhor que deixou-o fazer qualquer pergunta a ele. Ó para ter esta intimidade com ele! Jesus respondeu que era aquele a quem deu o bocado molhado. Jesus agora identificou claramente o traidor que ele sabia que era traidor desde o princípio, mas que os outros nem suspeitaram. Não pode esconder nem mascarar o coração do Senhor.

2. A partida de Judas Iscariotes. v. 27-30. Judas recebeu o sinal de amizade, mas não se arrependeu, mas ficou confirmado na sua traição. Foi nesta hora que Satanás entrou nele para tomar a possessão total da sua vítima que se entregou a ele. Agora veio as Palavras do Senhor, "O que fazes, faze-o depressa". O fim eterno de Judas foi anunciado. Para Jesus, foi o anúncio de se entregar para ser traído, mal tratado, condenado, crucificado e morto. Ó como é grande a graça de Deus! Os discípulos não entenderam o significado das palavras de Jesus. Pode bem ser que eles soubessem que Judas era o traidor, mas sem entender como seria a natureza da sua traição e a hora. Os discípulos acharam que Jesus tinha mandado Judas comprar as coisas para a páscoa ou dar uma coisa aos pobres que era costume da páscoa para os judeus. Judas saiu logo para trair Jesus. Note que Judas saiu antes da instituição da Ceia pelo Salvador, Mt. 26:20-26 com João 13:30. Note também que era noite. Esta é a noite antes da crucificação do Salvador.

3. O anúncio da sua morte e o novo mandamento. v. 31-35.

O Salvador chamou a sua morte a sua glorificação, v. 31-32. Como é que fica isto? Jesus disse que o Filho do homem foi glorificado. Jesus Cristo como Deus que se fez carne morreu para salvar o pecador. O homem Jesus desfez e ganhou o que o primeiro homem fez e perdeu. Como é que fez? Pelo sacrifício de se mesmo pelo pecado. Não é só a base da nossa salvação e a glorificação do Filho do homem mesmo, mas também é a glorificação da glória de Deus o Pai. Porque os atributos de Deus foram glorificados na cruz; seu poder (João 10:18), sua justiça (I Pd. 3:18, Ez. 18:4 e I Cor. 15:1-3), sua santidade (Hab. 1:13 e Mt. 27:46), e seu amor (João 3:16).

O novo mandamento que Jesus deu foi para os salvos amar uns aos outros como Cristo nos amou. Este é o sinal supremo (não é conhecimento nem ortodoxia) que somos de Deus. A falta deste amor mostra que não é de Cristo.

4. O aviso dado a Pedro pelo Salvador. 13:36-38. Pedro perguntou para onde Jesus ia e porque ele não podia ir com ele também (note v. 33). Pedro era salvo e amava o Senhor muito, isto não é duvidoso. Mas, Pedro era homem de pouca paciência e compaixão para com os outros. Pedro tinha uma idéia exagerada e errada da sua própria fidelidade, v. 37. Ele tinha uma confiança orgulhosa em si que o deixou no perigo muito grande de cair, e caiu. O crente assim cai no pecado mais vezes do que os outros crentes, porque é convencido da sua fidelidade e da impossibilidade de cair, e por isso não aceita o aviso do perigo de cair e cai mesmo, como Pedro caiu. O crente duro demais com os outros e sem paciência e compaixão para os irmãos que caem no pecado, e com uma confiança orgulhosa em si cai mais no pecado do que os outros. Leia Lc. 22:31-34. Jesus Cristo deixou Satanás tocar em Pedro para que ele pudesse aprender a sua própria fraqueza, confiar no Senhor, ter compaixão dos outros e deixar o seu orgulho. Jesus orou para que a sua fé não faltasse, mas deixou Satanás tocar nele para o seu bem. Tem crente que só pode aprender assim. Quem tem ouvidos, ouça!

Jesus Cristo no Cenáculo da Páscoa com os Seus Discípulos. 14:1-31.

Jesus Cristo e seus discípulos continuaram no mesmo lugar depois de comer a Páscoa, lavar os seus pés e instituir a Ceia, e depois ele começou ensiná-los. Veja Mt. 26:17-29. Note que em João 14:31 diz que Jesus disse: "Levantai-vos, vamo-nos daqui". Isto combina com Mt. 26:30. Jesus Cristo ensinou os seus discípulos a palavra de João 14 antes de sair do cenáculo para o Monte de Oliveiras. Ele deu um conforto aos seus discípulos antes da sua morte. Judas Iscariotes já tinha saído para trair o Senhor Jesus Cristo e os discípulos ficaram com Jesus para ouvir a sua Palavra. Esta é a noite antes da morte do Senhor Jesus Cristo. Diz em João 13:30 que já era noite. Jesus deu estas palavras para seus discípulos depois de ouvir pela boca mesma dele que Judas Iscariotes ia traí-lo e que Pedro ia negá-lo. Jesus tinha anunciado também que ia morrer em breve e por isso ia continuar com eles pessoalmente pouco tempo, e seu sofrimento estava bem na sua frente. O mundo e os judeus estavam contra ele e queriam matá-lo. O Senhor Jesus Cristo sabia o que estava passando na mente dos seus discípulos e que eles estavam turbados pelas coisas que ele tinha falado e anunciado a eles. Apesar do fato que Jesus sabia que no dia seguinte ia sofrer e morrer de uma maneira que ninguém pode entender nem fazer como Ele fez, Jesus Cristo ainda estava pensando nos seus discípulos e nas suas necessidades. Por isso entendemos que temos um Salvador que "pode compadecer-se das nossas fraquezas".

1. Jesus Cristo Confortando Seus Discípulos. 14:1-11.

1. Jesus Cristo chamou-os para confiar em Deus. v. 1. Apesar da aparência das coisas Deus sabe o que faz e devemos confiar nele. Deus tinha falado no Velho Testamento que o Messias ia sofrer e morrer, Jesus Cristo o Messias tinha anunciado a mesma coisa, mas os discípulos estavam tendo dificuldade em aceitar que Jesus Cristo ia deixá-los assim. Todos os crentes as vezes tem dificuldade em confiar no Senhor pelo futuro. Creia irmãos, porque Deus sabe que faz.

2. Jesus Cristo ensinou sobre o céu. v. 2. Na casa do Pai do Senhor Jesus Cristo (onde Deus habita numa maneira especial, lá no céu) há muitas moradas, estas moradas serão o lar celestial e eterno dos santos de Deus. É o lugar onde ficaremos com nosso Pai e família quem nos ama eternamente, não no meio de estranhos e inimigos como aqui na terra. Podemos confiar nesta promessa, porque Jesus nunca mentiu para nós, sempre falou a verdade. O Salvador subiu lá para preparar lugar para nós. É um lugar reservado e garantido, pronto para nos receber, e perfeito em todas as maneiras.

3. A promessa da sua vinda. v. 3-4. Jesus foi lá para preparar lugar para nós e depois vem para nos buscar para ficar lá com ele para sempre. Ele prometeu voltar e nos buscar e nos levar para ficar com ele. Ó que promessa boa para os discípulos preocupados com a sua partida em breve. E para nós também. João 13:36 diz; "depois me seguirás". Encoraja??

4. A pergunta de Tomé. v. 5. Jesus tinha explicado isto mesmo agora e ainda Tomé não pegou. Até os discípulos estão devagar para aprender. Isto mostra para nós a fraqueza do homem para entender as coisas de Deus.

5. Jesus Cristo É o Salvador Suficiente. v. 6-7. No Jardim do Éden o homem perdeu o direito de estar na presença de Deus, a capacidade de entender a verdade, e a vida espiritual. Agora pelo pecado humano, o homem está separado de Deus, cego acerca da verdade, e morto nas suas ofensas e pecados. Mas Jesus Cristo pela graça de Deus abriu o caminho para o céu, dá a habilidade para entender a verdade pelo poder do Espírito Santo, e a vida espiritual na regeneração. Jesus Cristo fez isto pela sua morte, sepultamento e ressurreição. A salvação desta morte espiritual é por Jesus só.

6. A pergunta de Filipe. v. 8. Outra vez vemos que até o salvo não entende muita coisa óbvia. Porque? Falta de confiança na sabedoria divina em vez da humana. Preconceitos. Falta de atenção. Pode ser muita coisa.

7. A repreensão de Cristo. v. 9-11. Jesus falou diretamente com ele para repreendê-lo. Jesus falou o seguinte: Ele é Deus, Ele é igual ao Pai, Ele e o Pai são um, Jesus era Deus que se fez carne, Jesus e o Pai tem uma união, harmonia e comunhão perfeita em tudo, as Palavras de Cristo são as palavras do Pai, as suas obras provaram a sua divindade.

2. Jesus Cristo Voltou para o Pai. 14:12-20. Jesus Cristo começou ensinar os seus discípulos sobre a sua volta para o Pai e da vida deles depois da volta dele para o Pai. Jesus continuou dar para os seus discípulos mais razões para não deixar os seus corações ficar turbados. Vamos examinar estas outras razões de encorajamento por Cristo.

1. A sua obra continuou depois da sua volta para o Pai. v. 12. Jesus disse que "aquele que crê em mim fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas". Jesus falou estas palavras com os seus apóstolos em particular. Alguns dizem que esta promessa foi dada para todos os crentes genuínos de todas as épocas. Mas, hoje em dia não há ninguém que faz os mesmos milagres e obras que Jesus fez, nem mesmo desde os dias dos apóstolos algum crente tem feito, sem mesmo dizer que fizeram obras maiores que ele. Quem tem curado as lepras, dado visão aos cegos desde a nascença, feito o coxo andar, e ressuscitado os mortos? Quem tem feito obras maiores do que estas? É óbvio que Jesus falou estas coisas com as pessoas daquele século e principalmente as da sua igreja do primeiro século. Observe uns versículos: Mc, 16:17-18, At.2:1-13, 3:1-11, 9:32-43, 16:16-18, 19:11-12, 28:1-10. Veja que Paulo disse em I Cor. 13:8-10. Jesus prometeu estas obras especiais para os crentes da sua primeira igreja até o Novo Testamento foi completo. Veja João 16:12-15. Cristo prometeu para eles a inspiração do Novo Testamento de antemão. Estas obras especiais por isso cessaram. Grande encorajamento!

2. O conforto de oração. v. 13-14. Jesus tinha anunciado a sua viagem para o Pai e por isso a distância entre eles ia ser grande, mas só fisicamente. Este conhecimento dá confiança para o seu povo. Pela oração a distância desaparece, porque o crente em Cristo pode entrar na sua presença a qualquer hora. O que significa pedir no nome de Cristo? Só aumentar o nome dele no fim da oração? Claro que não! Tem que ser o seguinte: pessoa salva (identificada com Cristo), que pedimos pelos méritos do Filho ao Pai, pedimos tudo conforme a vontade dele (conforme a Bíblia e a vontade dele para nossa vida individual, e para a glória dele). Assim ele diz: "Eu o farei". Ó que grande encorajamento.

3. O amor evidenciado pela obediência. v. 15. Jesus Cristo ia deixar os seus discípulos em breve e por isso falou da maneira de mostrar e evidenciar seu amor por ele na sua ausência. Muitas vezes no mundo quando a pessoa não está presente, o amor enfraquece e a gente acha que a ausência da outra pessoa dá licença para infidelidade. Porque? Porque o amor mundano é egoísta, falso e muitas vezes insincero. O amor sem obediência e fidelidade é hipocrisia. Cristo disse aos seus discípulos provar o seu amor por ele pela obediência na sua ausência. Esta é a grande prova do amor por ele.

4. A promessa do Consolador. v. 16-18. Nestes versículos Jesus Cristo revelou o seu amor por seus discípulos. Jesus deixou os seus discípulos, mas não os deixou sem um Consolador. O Espírito Santo vai com o povo de Deus numa maneira especial aqui no mundo. O Espírito Santo é chamado o Espírito de verdade, porque é ele que revela a verdade para os eleitos de Deus. Note que Jesus disse que o mundo "não pode receber" o Espírito Santo. Isto mostra a depravação total do homem, não tem a capacidade espiritual para receber o Espírito Santo, isto vem pela graça poderosa de Deus. O mundo não crê porque não vê nem o conhece, isto mostra a cegueira espiritual do mundo. Mas, os salvos tem tudo isto pela graça de Deus, porque o Espírito Santo habita em nós, e estará conosco para sempre. Jesus Cristo disse que (no v. 18) não deixou o seu povo aqui no mundo órfãos (abandonados ou desamparados, Hb. 13:5-6), mas o Espírito Santo está conosco e até "Jesus Cristo mesmo está conosco". Jesus disse para os seus discípulos, "voltarei para vós", v. 18. Jesus voltou para andar com os seus espiritualmente depois, e um dia voltará visível e fisicamente para estar com os seus. Mais encorajamento!

5. A promessa da vida eterna. v. 19. Jesus subiu ao céu e o mundo não está o vendo mais agora. Mas, os salvos estão vendo Jesus Cristo pela graça de Deus através da Palavra de Deus pela fé, Hb.2:9; e um dia veremos nosso Salvador face a face, I João 3:1-2, Ap. 22:4. Este é um grande encorajamento que deve nos sustentar e confortar toda a hora!

5. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. 14:21-31. Jesus Cristo aumentou mais para encorajar e confortar os seus discípulos. É evidente pelo v. 27 que os discípulos estavam preocupados e apreensivos pelos eventos futuros.

1. Cristo manifestado aos salvos. v. 21. Jesus Cristo prometeu se manifestar aos crentes. Como é que Cristo faz isto agora na sua ausência? Corporalmente? Pelas visões? Não, o significado tem que ser espiritualmente. Jesus Cristo se revela agora aos crentes através da sua Palavra pelo poder do Espírito Santo. Jesus deu neste versículo a maneira certa de receber mais da manifestação de Cristo através da Bíblia; pela obediência a sua Palavra. O salvo que vive guardando os mandamentos de Deus, receberá do Senhor mais e mais da manifestação de Cristo através da Bíblia.

2. A pergunta de Judas (não o traidor). v. 22. Judas queria saber como é que Jesus podia se revelar a eles e não ao mundo, porque estavam no mundo no meio do povo. Ele estava pensando fisicamente. Jesus falou sobre uma manifestação espiritual. Há uma grande diferença. Nós entendemos que estamos vendo muita coisa que o mundo nunca viu ainda, e nunca verá por causa

da sua cegueira espiritual sem a graça de Deus operando no seu coração a visão espiritual.

3. Jesus respondeu. v. 23-25. O que Jesus falou deve ser para nós óbvio. O mundo não obedece a Palavra de Deus, nem pode vê-la, nem ama Jesus Cristo, e por isso não entende nada sobre Jesus Cristo de verdade. Mas, o amor verdadeiro por Cristo se manifesta pela obediência, e pelo arrependimento pelas ofensas que cometemos. Veja a resposta de Pedro em 21:17. O amor verdadeiro por Cristo não fica perguntando se puder fazer uma coisa errada ou se for necessário para fazer mesmo o que Deus manda, mas tem prazer em obedecer e deixar a desobediência. Este é o desejo do convertido que se manifesta na sua vida. Jesus disse que nesta pessoa o Pai e o Filho farão morada. Isto fala de comunhão com Deus, não de salvação. O mais que o crente anda segundo a Bíblia, a mais comunhão que tem com Deus. Jesus falou isto com eles para que pudessem lembrar isto depois da sua partida. Note a diferença entre o mundo e o salvo.

4. A obra do Espírito Santo. v. 26. Jesus deu esta promessa a eles de ser ensinados e lembrados de tudo quanto que os ensinou. Exemplos disto: 12:16 e 22:22. Os discípulos precisaram da promessa? E como! Porque tinham muita coisa ainda que não entenderam, e que iam precisar aprender. Jesus Cristo cumpriu a sua promessa na hora certa com a verdade certa da sua Palavra. Ó irmãos, como é que esta promessa é uma grande bênção para os salvos até na ausência do Salvador. Jesus Cristo não estar aqui para responder as nossas perguntas, mas não se preocupe, porque na hora certa ele vai nos ensinar a verdade certa que precisamos, e/ou nos fazer lembrar da verdade que já aprendemos para nos ajudar na hora exata. Veja que precisamos estar sempre na sua Palavra para isto acontecer. Porque não pode nos ensinar alguma coisa da sua Palavra sem ouvir e ler a sua Palavra, nem fazer nos lembrar de uma coisa que não aprendemos já.

5. A paz perfeita de Jesus Cristo. v. 27. Esta paz que Jesus Cristo nos dá é inefável. Como é que os discípulos precisaram e os salvos de todas as épocas precisam dessa promessa. No mundo temos aflições, 16:33; mas em Cristo temos a paz que excede todo entendimento, Fl 4:7. Nota do jeito que Jesus falou isto: "deixo-vos a paz, e dou a paz". É uma coisa dada que continua dando. Primeiro, temos "paz com Deus" por causa da expiação de Cristo na cruz por nós, Rm 5:1. Segundo, temos a "paz de Deus" em nós pelo Espírito Santo que habita em nós, Fl. 4:7.

6. A prova do amor dos discípulos. v. 28-29. Cristo falou do amor deles revelando que não era perfeito ainda. Ainda estava faltando para ser perfeito. Irmãos em Cristo, amamos Jesus Cristo com toda certeza, mas nosso amor ainda não está perfeito. Jesus nos ama perfeitamente, e Ele merece ser amado perfeitamente também. Versículo 29 é um preferido para as testemunhas falsas de Jeová. Jesus negou que falou noutros lugares, 14:3-12, 17:1-5? Fala de sujeição, do Filho ao Pai.

7. Satanás e Jesus Cristo. v. 30-31. Vemos nestas palavras Gn. 3:15. Satanás feriu o alcanhar de Cristo, mas Cristo feriu a sua cabeça mortalmente. Satanás procurou em Jesus uma coisa errada, tentou causar Jesus pecar, tentou matar Jesus, mas nada teve em Jesus Cristo. Era palavras de conforto aos discípulos também. Não teve dúvida sobre a vitória da cruz do Calvário. Jesus é o Salvador perfeito em todas as maneiras. Ele deixou Satanás tocar nele para nos salvar eternamente. Por isso, a vitória é nossa! Logo ele disse, "Levantai-vos, vamo-nos daqui". Saiu ao encontra e venceu!

Jesus Cristo, A Videira Verdadeira. 15:1-27.

Jesus Cristo falou estas palavras com os seus discípulos, os onze apóstolos. Estas palavras não foram faladas para os perdidos, nem para uma multidão misturada de pessoas perdidas e salvas, mas aos crentes só. O assunto deste capítulo é comunhão com Cristo e dar fruto. A palavra "fruto" é falada oito vezes neste capítulo. As palavras "estar em mim" e "permanecer" aparecem algumas quinzes vezes nos primeiros dez versículos. Jesus Cristo é a videira (v. 1 e 5), e nós somos as varas (v. 5). Jesus Cristo é a nossa vida espiritual (a videira), somos ligados a videira como as varas estão ligadas a videira para receber a vida. O propósito disto é dar fruto, se não der, o lavrador (Deus o Pai, v. 1) tem que ajeitar isto.

1. A Videira Verdadeira e o Lavrador. 15:1-6.

1. A videira verdadeira e o lavrador identificados. v. 1. Jesus já falou que é a luz verdadeira (1:9), o verdadeiro pão (6:32), e agora diz que é a videira verdadeira. Como Jesus é a luz verdadeira do seu povo que ilumina o seu caminho e nos revela a verdade, e o verdadeiro pão que dá vida eterna e que é a alimentação diária que nos dá força para a obra dele, ele é a videira verdadeira que faz o seu povo frutificar na obra dele ricamente. Esta palavra "verdadeira" mostra que Cristo é a videira perfeita, essencial e uma realidade permanente na vida do salvo que produz fruto nas varas.

Jesus disse que Deus o Pai é o lavrador. Com certeza isto fala do cuidado que Deus o Pai tem da videira e das varas da videira. Veja o que diz em de Isaías 53:2; "Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca". Deus o Pai cuidou o seu Filho amado desde o seu nascimento até o fim da sua vida terrestre maravilhosamente. É uma prova muito bonita do cuidado do lavrador (o Pai) da videira verdadeira (Seu Filho Jesus Cristo). Deus o Pai tem o mesmo cuidado maravilhoso também das varas. Ele sempre fica de olho nas varas para as cuidar e tratar numa maneira especial. Ele observa tudo na vida dos seus para cuidá-los certamente para que possam dar fruto no seu serviço.

2. As varas frutíferas e as varas infrutíferas. v. 2-3. É óbvio que Jesus não está falando sobre a salvação, porque se fosse, estaria dizendo que o crente tinha a salvação e a perdeu. Mas, a Palavra de Deus toda ensina que isto é uma impossibilidade. Não diz que as varas infrutíferas nunca deram fruto nem que estão mortas, mas literalmente diz que não estão dando fruto. Isto é uma possibilidade sempre nas vidas dos salvos, que podem se tornar infrutíferos depois de dar fruto para Cristo mesmo. Veja estes versículos; II Pd. 1:5-8, Tto 3:14. O salvo mesmo pode se tornar infrutífero depois de dar até muito fruto para Cristo na sua vida. Como? Pela negligência das coisas de Deus na vida (I Pd. 1:8). Neste caso, o lavrador (Deus o Pai) levanta a vara para que não fique no chão e possa ser tratada para dar fruto de novo. A palavra "tira" significa "levanta" na língua grega. Veja João 11:41 e Ap. 10:5 para ver a mesma palavra tirar traduzida levantar.

Também fala que "limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto". O lavrador cuida bem também as varas (salvos) que estão frutificando. Como? Limpando os insetos, folhas velhas, doença e etc. É isto mesmo que Deus o Pai faz com os crentes que estão frutificando para que eles dêem mais e mais fruto.

Os salvos estão limpos pelo sangue de Jesus Cristo derramado na cruz. Versículo 3 fala sobre a salvação que temos em Cristo e o perdão de todo pecado por ele. Isto aconteceu pela pregação da Palavra de Deus que nos anunciou a salvação em Cristo Jesus e que recebemos pelo poder do Espírito Santo. Veja I Pd. 1:22-23. Somos limpos pelo sangue do Senhor Jesus Cristo eternamente, mas não estamos ainda limpos perfeitamente na prática, e é por isso que Jesus falou isto aqui. Para mostrar que os crentes são salvos por Cristo, e que temos que nos purificar para dar mais e mais fruto para a glória de Deus. Se o salvo não fizer, o lavrador vai ajeitar isto com certeza.

3. As condições de frutificar. v. 4. Estar em Cristo, e Cristo estar em nós. Este versículo fala sobre a necessidade de manter a nossa comunhão com Cristo para continuar sempre frutificando bem na obra dele. É fazer isto com toda fidelidade e diligência para que demos fruto continuamente. Porque sem esta comunhão intata é impossível dar fruto.

4. A dependência absoluta do salvo. v. 5. Como a videira dá a força para as varas frutificarem, a Videira Verdadeira (Jesus Cristo) dá a força para as varas (os salvos) frutificar. Vemos a necessidade de manter a comunhão com Cristo boa e certa, porque nós somos as varas e ele é a videira, recebemos a força para dar fruto da videira. Sem esta força que vem da videira não podemos fazer nada, quer dizer nenhum fruto podemos produzir. A nossa capacidade de produzir fruto depende da videira (Jesus Cristo) absolutamente. Este aviso é preciso entre os salvos, porque há uma necessidade de manter a comunhão certa, porque sem Cristo nada podemos fazer.

5. As conseqüências de não manter a comunhão certa com Cristo. v. 6. Aquele que lança fora a vara (o salvo infrutífero) é o lavrador (Deus o Pai). Isto fala sobre o fato que Deus o Pai pode deixar para não usar mais no seu serviço. Veja I Cor. 9:27. Ló é exemplo disto. Por isso as obras todas de alguns crentes serão queimadas. I Cor. 3:15. II João 8.

2. Jesus Cristo A Videira Verdadeira.15:7-16.

1.Comunhão e Oração. v. 7. Jesus deu o aviso da conseqüência de não manter a comunhão com Cristo no v. 6. Agora ele começa falar sobre os resultados de manter a comunhão com Cristo Jesus certa e fielmente. Jesus deu três resultados: a oração respondida, a glorificação do Pai, e um testemunho bom e claro de ser os filhos de Deus. Jesus deu duas condições para oração ser respondida por Deus.

1. Estar nele que significa manter a condição do nosso coração para com Cristo puro e doce. Quer dizer que o coração tem que estar ocupado com Jesus Cristo mesmo.

2. A Palavra dele estar em nós. Isto quer dizer que a nossa vida tem que ser governada e controlada pela Palavra de Deus. O crente que acha que estar mantendo comunhão com Cristo fielmente sem deixar a Palavra de Deus controlar a vida, está se enganando, e por isso a sua oração será impedida. Mas, quando tudo isto é a verdade da vida, o crente tem esta promessa de pedir tudo o que quiser, e vos será feito. Veja que temos que lembrar também de I João 5:14.

2. O Pai é glorificado pelo dar de muito fruto. v. 8. Jesus nos mostra o valor de dar muito fruto, a glorificação do Pai. Então, devemos nos ocupar com a glorificação do Pai. Para glorificar o Pai, temos que manter a nossa comunhão com o Filho e deixar a sua Palavra governar a nossa vida. Porque uma vara infrutífera não glorifica o Pai. É um grande motivo para manter comunhão com Cristo e a sua Palavra na vida. Podemos ver este fruto mais perfeitamente na vida do Senhor Jesus Cristo, porque ele sempre glorificou o Pai. Porque ele tinha uma comunhão perfeitíssima com o seu Pai, e por isso muitíssimo fruto que glorificou o seu Pai perfeitamente. Observa o fruto do Espírito Santo em Gl. 5:22-24. Veja no v. 24 desta passagem que isto é o resultado de "crucificar a carne com suas paixões e concupiscências". Porque é só assim que Cristo dará ao seu povo a força para produzir muito fruto e por isso glorificar o Pai. A capacidade depende da força de Cristo, não da nossa, porque não podemos produzir fruto da nossa própria força. Jesus disse: "sem mim nada podeis fazer". A vara produz fruto por causa da força da videira.

3. O gozo ou a alegria do seu amor. v. 9-10. João continua falando sobre a mesma coisa, o resultado da comunhão com Cristo. Agora o que é? O gozo ou a alegria do amor dele. O amor do Senhor Jesus Cristo para o seu povo é imutável para sempre. Não é uma questão do amor dele por nós, porque este amor não muda, mas é o gozo ou alegria que temos no amor dele. O gozo e alegria que temos no amor dele depende da maneira que obedecemos os seus mandamentos. Sem obedecer os seus mandamentos não estamos mantendo a nossa comunhão com ele, e por isso o gozo e alegria que temos no seu amor vai sofrer. Observa o que Davi o rei disse no Sl. 51:12. Jesus Cristo gozou e alegrou no amor do seu Pai perfeitamente porque obedeceu os seus mandamentos perfeitamente. O prazer da vida dele foi fazer sempre a vontade do seu Pai. Esta é a única maneira de ter sempre o gozo e alegria do seu amor.

4. O gozo completo. v. 11. Note que Jesus falou que o resultado de tudo que tinha falado nos v. 1-10 é que o crente vai permanecer no gozo e alegria do seu amor e que este gozo será completo. A base do nosso gozo e alegria não está em nós, mas no nosso Salvador. Irmãos, queremos deixar o canal do gozo do seu amor sempre aberto para nós, somente podemos manter aberto por uma comunhão certa para com o Salvador. Foi por isso que Jesus falou estas coisas para o seu povo, para que possamos gozar e alegrar sempre no seu amor imutável. Queremos só um pouquinho deste gozo e alegria, ou completo? Assim podemos gozar e alegrar no seu amor em qualquer circunstância, até na prisão, At. 16:25.

5. Amar um ao outro. v. 12. Jesus Cristo ama o seu povo perfeita e eternamente. O amor dele por nós é imutável. Este amor deve se mostrar nas vidas dos filhos de Deus uns aos outros. O amor verdadeiro fica sem egoísmo e malignidade para com os irmãos em Cristo. I Cor. 13. É claro que está falando de todo irmão que dá evidência de ser o filho de Deus. Jesus nos mandou amar os nossos irmãos em Cristo. Mas, temos que lembrar também que o grau do gozo deste amor pode depender da comunhão que temos um ao outro.

6. As provas do amor de Jesus Cristo pelo seu povo. v. 13-15. Primeiramente, ele mostrou o seu amor pelos eleitos quando deu a sua vida para os salvar, v. 13. Jesus fez isto voluntariamente por amor deles. Note que ele chamou os eleitos, os seus amigos. Esta é a graça de Deus, porque éramos os inimigos de Deus. Segundamente, Jesus tratou os seus como os seus amigos mais íntimos. Podemos gozar na comunhão mais íntima dele. Esta é uma maravilha. Hb. 2:11. Ele é nosso amigo, mas nós somos os amigos dele? Observe bem o v. 14. Terceiramente, Jesus nos chamou os seus amigos, v. 15. Neste versículo ele mostrou que somos os amigos dele pelo fato que nos revela a vontade do Pai. Ele não faz isto com todos, mas só com os seus amigos.

7. O propósito do amor de Cristo por nós. v. 16. Note que somos os amigos dele pelo propósito dele. Foi ele que nos escolheu para ser os seus amigos, e não vice versa. Esta é a eleição da graça de Deus em fazer de nós os seus amigos. O propósito desta escolha dele é para que possamos dar fruto, que o nosso fruto permaneça, e que todo pedido de oração seja concedida. Tudo isto é o resultado da graça de Deus.

3. Jesus Cristo Fortificando os Seus Discípulos. 15:17-27.

1. Amar um ao outro. v. 17. Jesus mandou para os seus discípulos amar uns aos outros. Porque é coisa que é contra a natureza do mundo e da carne humana. Sabia que os crentes teriam problema com isto? Esta qualidade nos identifica como os seus.

2. Aviso contra o ódio do mundo. v. 18. Jesus avisou os discípulos que iam sofrer o ódio deste mundo do mesmo jeito que ele o sofreu. Irmãos faz parte de ser filhos dEle, Ele sofreu este ódio, e vamos também. Não sejam espantados.

3. A razão do ódio do mundo por nós. v. 19-21. Não somos mais do mundo, Deus nos separou dele pela graça. Este fato condena o mundo e o mundo por isso nos odeia. Somos os escolhidos de Deus. Não há nada que enfurece o mundo mais do que ouvir que Deus escolheu alguns para ser seus filhos e deixou os outros para perecer. Por isso nos odeia. O mundo não odeia os religiosos assim, mas sim os escolhidos e separados pela graça de Deus. O servo de Cristo não é maior do que seu Senhor, o mundo perseguiu Jesus, perseguirá os seus servos também. Mas alguns ouvirão pela graça também.

4. A grandeza da culpa do mundo. v. 22-24. A culpa do mundo é grande porque Cristo veio para falar e revelar a Palavra do Pai , expor pecado, mostrar o Pai e providenciar a salvação, mas o mundo viu e ouviu e ainda rejeitou tudo, inclusivo o Filho e o Pai. O mundo daquela época recebeu muito e rejeitou tudo, por isso a culpa é grande demais. Leia Lc. 10:12, 12:48. Hb. 10:28-29. Esta é a verdade do povo de todo tempo.

5. O cumprimento da Palavra. v. 25. Ó como é que fica a abominação deste pecado. Cristo não fez nada para provocar este ódio, e esta é a grande condenação do mundo. Deus já tinha profetizado isto, Sl. 35:19, 69:4.

6. O crente e o Espírito Santo. v. 26-27. Jesus deu uma promessa da testemunha do Espírito Santo através dos eleitos de Deus do Filho de Deus Jesus Cristo. A obra do Espírito Santo neste mundo que odeia o Salvador e os servos dele é dar testemunho do Filho de Deus através dos escolhidos de Deus. Este testemunho é um só; o Espírito Santo testemunhando pelos eleitos. Esta é a graça de Deus que opera nos filhos da ira para testemunhar de Cristo!!

Jesus Cristo e o Espírito Santo 16:1-33.

Os v. 1-11 deste capítulo são a continuação do assunto que Jesus começou falar em 15:18 sobre o ódio do mundo por Jesus Cristo e os seus filhos. Em 15:26-27 Jesus deu uma consolação aos seus discípulos quando falou sobre o Espírito Santo estar com eles para dar a força para cumprir a vontade de Deus aqui no mundo. Jesus falou isto a eles por causa do fato que o mundo odeia os salvos e era um grande encorajamento saber que o Espírito Santo está com os filhos de Deus para consolar, ajudar e fortalecer na obra de Deus. Agora Jesus explicou mais perfeitamente o que o mundo ia fazer contra os seus filhos no mundo. Jesus fez uma coisa que os falsos profetas não fazem, ele falou que os "seus filhos" iam sofrer por causa de Cristo, em vez de prometer sempre ter na vida a falta de problemas, dificuldades, aflições e perseguição. Devemos observar também que quando Jesus falou do mundo, ele falou de uma coisa muito maior do que muita gente pensa hoje em dia. Quando Jesus falou do mundo, ele falou de tudo que não é dele, da sua Palavra, do seu povo verdadeiramente salvo, e que não é da sua religião verdadeira. Isto é muito mais evidente no mundo religioso do que em qualquer outro lugar, porque a religião falsa toda odeia as coisas "de Cristo" mesmo.

1. A Inimizade do Mundo Contra Deus Explicada. 16:1-11.

1. A razão pelo aviso. v. 1. Jesus avisou os seus discípulos do ódio do mundo para que eles não ficassem ofendidos, chocados, tropeçando e escandalizados depois. Porque ser avisado de antemão, é ser preparado e armado de antemão. Jesus estava preparando os seus para o futuro que ia trazer a perseguição e o ódio do mundo sobre eles.

2. O sofrimento deles detalhado por Jesus Cristo. v.2. Observe que esta perseguição vem do mundo religioso. Não há nenhum tipo de ódio pior do que o ódio religioso. Veja que esta perseguição é da mente (expulsar das sinagogas), e do corpo (matar). Jesus claramente identificou os religiosos com "o mundo", que é de Satanás. Ser expulsado da sinagoga era muito mais do que só estar proibido assistir o templo e as sinagogas. Era ser evitado e desprezado pelo seu próprio povo e até família. Era ser marcado como alguém para ser denunciado e por isso evitado completamente. Esta pessoa se tornou rejeitada e banida pelo seu próprio povo e família. Ó irmãos, como é que isto pode mexer com a mente e o coração do filho de Deus. Não é só isso, há mais ainda, a morta física. Veja este ódio no livro de Atos, 23:12-13. Esta é a história dos batistas desde os dias do Senhor Jesus Cristo até hoje em dia. A nossa história está escrita de sangue. Se lembra de Saulo de Tarso? At. 26:9-10. Os inimigos de Cristo inventaram as maneiras mais cruéis para matar os remidos de Deus.

3. A razão da hostilidade do mundo para os remidos de Deus. v. 3. Jesus descobriu a fonte deste ódio, inimizade e hostilidade do mundo para os salvos. Porque é? Porque não conhece Deus o Pai, nem o seu Filho Jesus Cristo. Isto mostra a depravação e cegueira espiritual do mundo. O mundo diz que tem Deus e seu Filho, mas a prova mostra que não é!

4. Uma palavra de conforto e segurança. v. 4. Não houve necessidade para Jesus dizer isto para eles antes, porque ele estava com eles. Mas, agora ia viajar e deixar eles só, e eles precisaram saber tudo isto para que eles pudessem ser preparados para o futuro. Jesus revela para nós que precisamos na hora certa para a coisa certa.

5. Os discípulos entristecidos. v. 5-6. Veja que os discípulos estavam tão entristecidos com estas palavras de Jesus que eles somente pensaram em si mesmo e nem pensaram em perguntar para onde ele ia. Ó irmãos, como é fácil para o salvo deixar este tipo de coisa tomar a conta da vida e impedir a nossa visão espiritual! Só pensando nas coisas assim, deixa o salvo perder a bênção que estas coisas podem trazer. Mas, isto não continuou assim, porque depois da ressurreição, eles andaram na comunhão de Jesus durante quarenta dias e depois ficaram encorajados e fortes. Leia Lc. 24:49-53. Veja o que a comunhão com Cristo faz na vida. Se lembra de João 15 e a comunhão com Cristo?

6. A promessa do Espírito Santo, que é o Consolador. v. 7. Jesus disse: "convém que eu vá", mas porque? Era para o bem deles que Jesus ia para o Pai, porque o caminho dele para chegar lá, era pela cruz. Como é que era necessário para eles e para nós que Jesus morreu na cruz para nos salvar dos nossos pecados. A morte, sepultamento e ressurreição de Cristo era tão importante, que sem fazer, nada estaria feito acerca da nossa salvação e vida cristã. Tudo dependeu da obra de Jesus Cristo na cruz para a bênção de Deus sobre nós. Além disto, quando Jesus subiu ao Pai de novo o Espírito Santo veio numa maneira especial para dar poder ao povo de Deus, e especialmente a igreja (At. 2), para fazer a obra de Deus.

7. A vindicação (justificação) de Jesus Cristo pelo Espírito Santo. v. 8-11. Estes versículos são uns dos versículos mais mal-entendidos e mal-interpretados da Bíblia toda. Muitos dizem que o Espírito Santo dá convicção de pecado e a chamada eficaz para todos os pecadores e eles tem que aceitar ou rejeitar segundo a sua própria vontade. Mas, isto não combina com o que Jesus ensinou antes em João (3:20, 5:40, 14:17). O que significa então?

A presença do Espírito Santo no mundo mostra a condição depravada e perdida dele. Porque o mundo rejeitou o Salvador e sem a operação do Espírito Santo no homem é impossível para o homem entender, se arrepender, crer, e viver pela Palavra de Deus. Este fato é uma grande condenação do mundo que mostra a sua culpa terrível. Jesus disse que o Espírito Santo mostra isto em três coisas que são as conseqüências da presença dele no mundo. 1. "Do pecado, porque não crêem em mim". O Espírito Santo dá testemunho do Senhor Jesus, mas o mundo mostra o seu ódio por ele, e por isso seu pecado, porque não crê nele. 2. "Da justiça, porque vou para o meu Pai, e não me vereis mais". O Espírito Santo mostra que Jesus Cristo é santo, puro, perfeito, justo, imaculado e incontaminado pelo fato que Jesus foi recebido lá no céu pelo Pai depois de fazer a salvação. 3. "Do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado". Agora a única coisa que está esperando para o mundo é juízo afinal. A prova disto é o fato que Satanás foi vencido e julgado pela obra do Senhor Jesus Cristo na cruz. Graças a Deus não somos do mundo, mas dos eleitos do Pai, remidos do Filho e chamados do Espírito Santo.

2. Cristo Glorificado pelo Espírito Santo. 16:12-22. (ou a Pré-Autenticação do Novo Testamento).

1. A Necessidade da obra do Espírito Santo. v. 12. Jesus não falou tudo que os seus discípulos precisaram ouvir, mas deu a promessa de dar depois pelo Espírito Santo. Jesus não falou estas coisas porque os discípulos não estavam prontos para ouvir e receber até depois. Mas o Espírito Santo ia revelar tudo isto a eles depois.

2. A promessa de receber toda a verdade. v. 13. Como é que o Espírito Santo fez isto? Pela inspiração do Novo Testamento. O Espírito Santo deu aos homens santos daquela época toda a verdade que o povo de Deus precisa saber para fazer a obra dele pela inspiração do Novo Testamento. II Tm. 3:16-17. II Pd. 1:19-21. A Palavra de Deus está completa, santa e infalível, e por isso tudo que precisamos saber agora na obra dele. Não há revelação dada agora. Judas 3.

3. O Espírito Santo glorifica O Senhor Jesus Cristo. v. 14. É o que o Espírito Santo faz no mundo, glorifica Jesus Cristo. Qualquer espírito que diz que é de Deus, mas não glorifica Jesus Cristo na sua santidade, é mentiroso e não de Deus nem da verdade. Veja alguns versículos. I João 2:21-23, 4:1-3. II João 7-11. II Cor. 4:6.

4. A harmonia da Trindade. v. 15. Jesus Cristo veio para glorificar o seu Pai e fez isto sempre. O Pai glorificou o seu Filho na terra pela sua morte, sepultamento e ressurreição e depois recebeu o seu Filho lá no céu para a mesma glória que tinha antes que o mundo existisse, João 17:1-5. O Espírito Santo está glorificando Jesus Cristo na terra através do seu testemunho pela pregação da Palavra de Deus.

5. Os discípulos desejaram entender. v. 16-19. Quando Jesus falou "um pouco e não me vereis", ele significou que em pouco tempo ia ser traído e prendido para ser condenado e crucificado. Era uma questão de poucas horas (talvez duas ou três). Agora os discípulos começaram pegar o que Jesus falou e começaram fazer perguntas. Note a onisciência do Senhor Jesus pela maneira tão maravilhosa que ele explicou tudo com uma paciência divina.

6. A tristeza transformou-se em alegria. 20-22. Esta é uma verdade de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Porque os discípulos ficaram com tristeza quando Jesus foi crucificado, mas o mundo ficou com alegria. Leia Mc. 16:10 e Lc. 24:17. Enquanto os discípulos estavam lamentando, o mundo estava se alegrando porque achou que tinha ganho a vitória sobre Jesus Cristo. Mas observa que esta tristeza se transformou em alegria muito grande depois da ressurreição. Leia Mt. 28:8, Lc. 24:22, João 20:22. Mas a alegria do mundo acerca da crucificação de Cristo não se transformou e tristeza, mas continua no mesmo ódio do Salvador. Jesus morreu, foi sepultado e ressuscitou por nós irmãos, ó que grande alegria!

Depois Jesus deu um exemplo da coisa que falou, v. 21-22. O exemplo da mulher que dá à luz a um filho, ela sente dor e tristeza, mas depois muita alegria por causa do filho que nasceu. A alegria que os crentes tem na salvação que Cristo ganhou para nós passa todo entendimento, e também não se acaba por causa de nenhuma razão eternamente.

3. As Consolações Últimas de Cristo. 16:23-33. (as Bênçãos e Privilégios dos Salvos).

1. Pedir ao Pai no nome do Filho. v. 23-24. Jesus ia morrer e subir ao Pai, e depois Jesus não ia estar fisicamente com eles para perguntar nem pedir nada pessoalmente dele. Parece que os discípulos oraram a Deus sim, mas não no nome de Jesus, porque ele ainda estava presente com eles. Mas depois da sua ascensão eles oraram ao Pai no nome do Filho, porque tinha subido ao Pai. Jesus encorajou os seus discípulos orar e pedir ao Pai no nome do Filho com a esperança e confiança de receber, para que o gozo se cumpra. Veja que oração e gozo vão juntos. Gozo sem oração é impossível.

2. A promessa de revelar o Pai claramente. v. 25. Podemos procurar uma parábola nas Epístolas sem achar. Leia II Cor. 3:12. Veja que Jesus começou fazer (revelar claramente) isto em Lc. 24:27 e 45. Mas o cumprimento desta promessa foi mais claramente feito quando o Espírito Santo deu o Novo Testamento. Depois da ascensão de Cristo ao Pai, o Espírito Santo revelou mais perfeitamente os mistérios do Evangelho. É grande privilégio e bênção que temos.

3. O amor do Pai para os remidos do Filho. v. 26-28. De novo Jesus fala que os salvos pedem no nome do Filho ao Pai. Temos este direito porque somos do Filho, ele nos lavou de todo pecado e por isso podemos aproximar-nos ao Pai por causa do Filho. Ó que grande motivo para orar ao Pai! Temos a segurança e certeza que o Pai nos ama, porque somos do seu Filho amado, e que amamos o seu Filho e cremos nele como seu Filho e Salvador. O amor do Pai por nós é seguro.

4. A confissão dos Apóstolos. v. 29-30. As palavras de Cristo consolaram os discípulos. Porque? Porque responderam as suas perguntas sem eles perguntar (onisciência). Jesus deu a eles a certeza do amor do Pai por eles, e falou que sabia que eles amaram e creram no Salvador com certeza. É uma consolação sem igual para crente saber que Jesus sabe que amamos ele e que o Pai nos ama eternamente.

5. Jesus provou a fé deles. v. 31. Jesus Cristo sabia que a fé deles era genuína, sincera e verdadeira, mas provou esta fé deles. A fé deles ia ser provada severamente em poucas horas pela sua crucificação. Mas Jesus sabia que a fé deles não ia falhar, e não falhou mesmo. Jesus sabia o que estava no futuro deles, que a fé deles ia ser provada mesmo. A fé deles enfraqueceu, mas não falhou. A fé deles estava mais fraca do que eles pensavam, e Jesus sabia. Todos iam ser ofendidos e espalhados em poucas horas. Ó irmãos devemos orar a Deus: "Sustenta-me, e serei salvo", Sl. 119:17.

6. O aviso de Jesus Cristo. v. 32. Jesus deu aviso da prova que vinha e também da fraqueza deles. Em poucas horas eles iam fugir para se proteger e deixar Jesus só, Mt. 26:31, Zc. 13:7. Mas, Jesus Cristo enfrentou o sofrimento da ira de Deus para salvar os seus eleitos. E o Pai ficou com ele apesar do fato que todos deixaram o Salvador. Leia Is. 50:7.

7. A vitória afinal. v. 33. Jesus falou que a hora tinha chegada para sofrer e salvar os eleitos da sua condenação para sempre e que os seus discípulos iam ser ofendidos e espalhados. Também falou que o seu povo terá sempre aflições no mundo. A vida toda do salvo está cheia de tentação, prova, problema, dificuldade, perseguição, fraqueza, fadiga, sofrimento e zombaria. Mas, no meio de tudo isto temos paz com o nosso Salvador que o mundo nem entende. É uma paz maravilhosa que o mundo não pode tirar. Jesus falou isto para que eles pudessem gozar na paz dele que temos com Jesus pela comunhão íntima com ele feita pelo sangue. O mundo é horrivelmente contra Jesus e seu povo, mas em Cristo temos a vitória! Como? Pela vitória da cruz que ele ganhou em poucas horas depois destas palavras. Ó que grande vitória!

A Oração Intercessora do Senhor Jesus Cristo. 17:1-26.

Este capítulo tem a oração mais cumprida do ministério do Senhor Jesus Cristo e também do Novo Testamento todo. É um exemplo do Intercessor Eterno orando. Esta oração tem sido chamada a oração do Grande Sumo Sacerdote. Jesus Cristo fez esta oração na presença dos seus discípulos logo depois da instituição da Ceia do Senhor e do discurso dado em João 14-16. Para nós que somos eleitos e salvos é uma coisa muito preciosa.

1. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. 17:1-5. É bom observar como é que ficou a postura física do Senhor Jesus Cristo quando ele fez esta oração, v. 1. Não diz se fosse em pé ou sentado. Mas diz sim que levantou os olhos ao céu e orou a Deus. Ele fechou os olhos ou ficou com os olhos abertos? Esta postura física mostrou que tirou os pensamentos das coisas da terra para falar com Deus, seu amor pelo Pai, adoração profunda e a sua confiança santa no Pai. Devemos lembrar que Jesus as vezes pregou sentado, e outras vezes em pé. Jesus orou a Deus sentado, deitado e em pé. Jesus orou a Deus também com a cabeça e os olhos levantados ao céu e os olhos abertos. Não quer dizer que orar a Deus com a cabeça baixa e os olhos fechados é errado, mas também fazer como Jesus fez não é errado. Temos que ficar em pé para respeitar a Palavra de Deus? Podemos ficar sentados e respeitar a Palavra de Deus? Os fariseus que ficaram em pé para orar e ensinar respeitaram a Palavra de Deus? É bom fazer as coisas de Deus segundo a norma da nossa época, mas também não deixar isto se tornar uma tradição exigida, nem julgar a reverência da pessoa pela sua postura física.

1. A oração do Filho pela sua glória e a glória do seu Pai. v. 1. No fim do ensino que deu aos seus discípulos Jesus falou que a sua hora de morrer, ser sepultado e ressuscitar tinha chegada. O Intercessor Eterno começou a sua oração falando na sua hora de ser crucificado porque isto é a base de tudo que o Salvador pediu ao Pai. Ele pediu para o Pai glorificar o seu Filho, e o Pai fez isto pela morte, sepultamento, ressurreição e ascensão depois. E por esta glorificação do Filho, o Pai foi glorificado eternamente. Porque o Filho fez tudo que o Pai o mandou fazer para salvar os seus eleitos.

2. O propósito da glorificação do Filho. v. 2. Primeiramente a glorificação do Filho era para glorificar o Pai, mas também era para dar a vida eterna aos eleitos do Pai. Nisto o Pai é glorificado também, porque mandou o seu Filho para dar esta vida eterna aos seus eleitos. O Pai na eternidade passada (antes da fundação do mundo) elegeu alguns homens da humanidade toda para receber a vida eterna pela graça, e a obra de dá-los a vida eterna o Filho de Deus veio fazer. Para dar aos eleitos do Pai a vida eterna, o Filho foi glorificado pela expiação dos eleitos do Pai na cruz, pela ressurreição dos mortos, pela ascensão para ficar à destra do Pai na sua glória e poder todo. Sem o Pai glorificar o seu Filho assim, o Filho não poderia ser o Salvador dos eleitos dele. Porque o Pai tinha dado ao Filho os eleitos para glorificar também, e na glorificação dos eleitos o Pai é glorificado. O Pai é glorificado pela redenção dos eleitos pelo Filho.

3. Vida Eterna. v.3. A única maneira para os eleitos de Deus receber a vida eterna era pela glorificação do Filho. Sem isto, não há vida eterna para ninguém. Jesus Cristo morreu, foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu para ficar à destra do Pai na sua glória e poder todo, e por isso os eleitos recebem a vida eterna. Esta vida eterna resulta em conhecer o Pai de verdade. Este conhecimento é mais que intelectual, é espiritual, do Espírito Santo. Esta vida eterna dá o conhecimento que Deus é o único Deus verdadeiro e exclui a idolatria toda. Esta vida eterna dá o conhecimento que só tem uma maneira de ser salvo, pela obra que Jesus fez. Nota a palavra "e" entre o Deus verdadeiro e Jesus Cristo. Não pode conhecer Deus sem conhecer Jesus Cristo como o Filho dele e o Salvador. Esta é a única vez no Novo Testamento que Jesus se chamou "Jesus Cristo". Sem aceitar Jesus como o Deus-Homem e o Messias, não há vida eterna.

4. A perfeição do Filho. v. 4. Jesus Cristo fez tudo que o Pai o mandou fazer, glorificou o Pai pela sua vida de obediência na terra, pelos milagres, e pelas palavras. Leia: Hb. 10:7, Lc. 2:49, João 4:34, 19:30. O Filho pediu ao Pai para receber a sua glória lá no céu, e o Pai mesmo honrou seu pedido porque era seu Filho perfeitíssimo.

5. A sua glória restaurada. v. 5. Jesus Cristo se humilhou quando se fez carne e deixou a sua glória lá no céu para fazer a obra da salvação. Sua glória ficou escondida aos homens, mas depois voltou para o Pai e a sua glória sem igual.

2. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. (continuação). 17:6-12.

1. O propósito de Deus cumprido nos eleitos. v. 6. Jesus falou claramente que manifestou o Pai aos eleitos todos daquela época. Disse que os eleitos eram do Pai e o Pai os deu ao Filho para salvar e ser seus, e o Filho cumpriu. Não há dúvida nenhuma que todo eleito do Pai receberá a manifestação da verdade e a salvação do pecado. Estes eleitos guardaram a Palavra de Deus. Isto inclui a chamada para a salvação, e depois a sua fé mostrada na vida.

2. A resposta dos eleitos. v. 6-7. Jesus falou com o Pai que os eleitos tinham aceitado e guardado a sua Palavra. Mas Jesus não disse que os eleitos fizeram isto perfeitamente. Eles tinham fé em Jesus e sua Palavra, mas as vezes ficaram fracas e mal-entendidas. Mas, apesar de tudo eram homens de fé e confiança nele. Eles conheceram o Pai e o Filho de verdade. Esta é a verdade dos eleitos de todas as épocas, eles conhecem a verdade, o Pai e o Filho e guardam a Palavra.

3. A segurança dos eleitos. v. 8. Este versículo explica o "tudo" quanto me deste provém de ti do v. 7. Jesus entregou aos eleitos a Palavra do seu Pai e eles a receberam e creram nele como o Salvador mandado pelo Pai. Note a ordem disto: a Palavra dada, ouvida, recebida e crida. É isto que diz em Rm. 10:17. É a verdade de todo eleito de toda época. Ó que segurança que os eleitos de Deus tem de ouvir a Palavra mandada por Deus e ser convertidos pela graça de Deus.

4. O Intercessor Eterno orou pelos eleitos. v. 9-12. Aqui temos a garantia da salvação dos eleitos de Deus e que eles não são todas as pessoas do mundo. Porque Jesus falou claramente que não orou pelo mundo, isto mostra que os eleitos são um grupo de pessoas escolhidas do mundo pelo Pai para salvar pela graça. Jesus orou por estes e por isso sabemos que a salvação deles é garantida. Leia João 11:41-42. No v. 10 vemos que a vontade do Pai e do Filho é uma só. Os eleitos são os filhos do Pai, os remidos do Filho e os templos do Espírito Santo. Por isso Jesus Cristo é glorificado nos eleitos. Por isso também Jesus pediu ao Pai para guardar os eleitos na fé, porque Jesus ia deixá-los na terra e por isso orou pela sua preservação espiritual. Mostra também o valor que o Filho dá para "os seus". Jesus guardou todos os seus durante a sua jornada terrestre, mas agora ia deixá-los e por isso orou pela preservação deles. Esta oração deu a garantia da preservação dos eleitos eternamente. Observe que Jesus disse que Judas Iscariotes foi perdido, que era o filho da perdição e não um eleito de Deus. Porque nenhum eleito do Pai dado para o Filho pode ser perdido. Veja v. 24.

3. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. (continuação). 17:13-19.

1. O Intercessor Eterno orou pela alegria dos eleitos. v. 13. O Salvador não somente orou pela preservação dos eleitos até chegar lá no céu, mas também pelo gozo deles aqui na terra. Note que orou isto publicamente de voz alta na frente dos seus discípulos para que eles pudessem ouvir o amor que ele tem pelos seus. Entendam irmãos que o Salvador ama os eleitos e quer o melhor para eles em tudo. Qual alegria é essa que o Salvador pediu ao Pai pelos eleitos? Deve ser a alegria de conhecer o Salvador que se deu para salvar os eleitos pela sua redenção, ressurreição, ascensão e intercessão.

2. O ódio do mundo pelos eleitos e a causa deste ódio. v. 14. É importante observar que logo depois de orar pelo gozo do seu povo, Jesus falou este versículo com o Pai. O mundo não dá gozo para o eleito de Deus, o gozo dele está no Senhor Jesus Cristo. A razão deste ódio é que os eleitos não são deste mundo nem do maligno. O mundo tem inimizade contra eles porque é do seu pai o diabo que odeia nosso Salvador e todos que são dele.

3. O Intercessor Eterno orou pela perseverança dos eleitos. v. 15. Jesus não orou para o Pai tirá-los do mundo, mas para que possam ficar livres do mal no mundo. É a vontade de Deus para os eleitos estar no mundo para fazer a sua obra. Observe que Jesus orou pela preservação dos eleitos do poder do pecado na vida (perseverança). Ele já orou pela salvação da pena do pecado, depois pela salvação da presença do pecado (v. 24), e aqui pela salvação do poder do pecado.

4. Os discípulos identificados com Cristo na sua separação do mundo. v. 16. Esta é a razão de Cristo pela preservação dos seus deste mundo, porque não são do mundo como ele não foi do mundo. Não é só que não devemos ser do mundo, não somos do mundo, porque Cristo nos separou dele para ser seus e usados no seu serviço. Ele fez isto quando nos comprou pelo seu sangue, pela santificação do Espírito Santo e da Palavra de Deus. I Cor. 19-20, II Ts. 2:13. I Pd. 1:23.

5. O Intercessor Eterno orou pela santificação dos eleitos. v. 17. A palavra santificar significa separar. Jesus orou pela separação do seu povo do mal deste mundo pela santificação da Palavra de Deus. O instrumento de Deus para santificar o seu povo neste mundo é a verdade da Palavra de Deus. Jesus chamou esta Palavra a verdade.

6. Os salvos enviados ao mundo como Jesus foi enviado ao mundo. v. 18. Deus o Pai enviou o seu Pai a este mundo para fazer a sua vontade. Jesus foi comissionado para representar o Pai neste mundo vil e estranho. Do mesmo jeito Jesus mandou os seus para representá-lo no mundo. Somos separados do mundo para ser enviados ao mundo para mostrar a verdade pela boca e pela vida. Como Cristo glorificou o Pai no mundo, também os eleitos estão enviados para isto.

7. A provisão de Cristo pela santificação dos seus. v. 19. A única maneira que os eleitos de Deus podiam ser separados do mundo para ser os servos de Deus no mundo foi pela separação de Jesus Cristo. Jesus se santificou para ser o Salvador deles e os fazer dignos pelo seu sangue de ser os servos de Deus. Os eleitos de Deus somente podem ser separados deste mundo para ser os filhos de Deus porque Jesus se separou para ser o Salvador deles.

4. O Senhor Jesus Cristo intercedendo. (continuação). 17:20-26.

1. O Intercessor Eterno orou pelos eleitos não salvos. v. 20. Jesus Cristo revelou para nós que orou pelos eleitos todos de todas as épocas que serão salvos depois (inclusive nós). Primeiro, isto dá a garantia da salvação de todos os eleitos de todos os tempos. Segundo, veja que Jesus disse estes eleitos crerão nele. Esta é a marca dos eleitos de Deus, eles crêem em Cristo. Terceiro note que eles crerão através da pregação da Palavra de Deus. Quarto, Jesus não orou pela salvação de todos os homens, mas pelos eleitos.

2. Cristo orou pela glorificação dos eleitos. v. 21-24. A santificação dos eleitos de Deus começou na eternidade passada, continua no presente, e continuará até chegarmos lá no céu para ser glorificados perfeitamente com Cristo nosso Salvador eternamente. Os eleitos são de Cristo porque o Pai os deu a ele antes da fundação do mundo, porque Cristo nos salvou pela sua obra de expiação, porque o Espírito Santo nos chamou pela pregação da Palavra de Deus, porque Deus preserva a nossa salvação segura, porque Deus opera a sua vontade nas vidas dos salvos, porque o amor de Deus pelos eleitos é imutável, e porque prometeu que os eleitos serão glorificados com Cristo no fim. Sabemos isto porque Deus honrou a oração do seu Filho acerca dos eleitos em tudo isto. A glorificação dos eleitos é garantida porque Jesus Cristo orou por ela. Os eleitos de Deus são predestinados para ver a glória do Filho eterno de Deus. "Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir", Sl. 139:6.

3. A segurança do amor de Deus pelos eleitos. v. 25-26. Jesus Cristo tinha feito o seu testamento e agora deu a certeza do cumprimento dele. Porque a maneira para os eleitos conhecer o amor de Deus e do Salvador foi providenciada, executada, garantida, prometida, e alcançada pelo Deus Triúno eternamente.

5. Conclusão. Há sete coisas que o Senhor Jesus Cristo pediu ao Pai neste capítulo.

Primeiro. Pela salvação e preservação dos eleitos de Deus. v. 11.

Segundo. Pela alegria ou gozo dos eleitos. v. 13.

Terceiro. Pela libertação do mal dos eleitos. v. 15.

Quarto. Pela santificação dos eleitos. v. 17.

Quinto. Pela união dos eleitos. v. 21.

Sexto. Pela reunião dos eleitos com Cristo. v. 24.

Sétimo. Pela glorificação dos eleitos. v. 24.
 

A QUARTA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 18:1 - 20:31.

O CLÍMAX SOFREDOR E TRIUNFAL DO SENHOR JESUS CRISTO

O Senhor Jesus Cristo Prendido. 18:1-40

1. O Senhor Jesus Cristo no Jardim de Getsêmani. 18:1-11.

1. Jesus Cristo e seus discípulos saíram para além do ribeiro de Cedrom e lá entraram no Jardim de Getsêmani. Foi aqui onde Jesus orou a Deus três vezes em Mt. 26:36-46. O livro de João não relata esta parte, nem o nome do jardim, somente que foi aqui que Jesus foi prendido e levado para ser crucificado. Mt. 26:46 e João 18:4 indicam que Jesus se entregou para ser prendido na hora certa, porque foi para o lugar certo no jardim de Getsêmani onde ele sabia Judas Iscariotes ia trazer os outros para prendê-lo. Os discípulos estavam presentes para assistir tudo que aconteceu nesta hora, e era de propósito para isto acontecer. Porque assim os discípulos souberam que Jesus se entregou e não foi levado a força.

2. O lugar conhecido pelo traidor. v. 2. Jesus Cristo soube que Judas Iscariotes ia trazer os seus inimigos para prendê-lo e que era o lugar certo e a hora certa, predestinados pelo Pai eterno. Por isso Jesus foi ao encontro como um valente do Senhor e não como um covarde do diabo. Ó como é o Salvador que temos maravilhoso. Mas, isto não diminui a culpa da traição de Judas Iscariotes. Porque ele trouxe os inimigos de Jesus para o lugar onde Jesus e os discípulos sempre retiraram-se para relaxar e orar. Judas Iscariotes era um traidor sem vergonha.

3. O traidor veio com os inimigos. v. 3. Judas Iscariotes veio com uma banda de soldados romanos mandados pelos oficiais dos principais sacerdotes e fariseus. Uma coorte era mais ou menos a décima parte de uma legião (mil) de soldados romanos, então é mais ou menos 400 a 600 soldados que Judas Iscariotes trouxe para prender Jesus Cristo. Mt. 26:47 diz que era uma grande multidão. Também vieram com lanternas, archotes e armas. Então era a noite do dia que Jesus foi crucificado. Ó que coisa que mostra a depravação humana, veio com armas "contra" o Salvador que veio salvar, e com lanternas e archotes para iluminar a "Luz do Mundo"? As armas carnais e a luz do homem contra o Senhor Jesus Cristo?

4. A pergunta de Jesus e a resposta deles. v. 4-5. Jesus falou primeiro e não esperou para eles agir. Isto mostra a sua prontidão para cumprir a vontade de Deus em salvar os eleitos dele. Jesus sabia exatamente porque eles vieram e para quem. Quando o mundo queria fazer dele um rei (6:15), Jesus fugiu deles porque sabia a insinceridade deles, mas agora Jesus se entregou voluntariamente na mão deles para ser o Salvador. Note que a Bíblia diz que Judas Iscariotes estava no meio dos inimigos de Jesus, o mesmo homem que ficou no meio de Jesus e seus discípulos só poucas horas atrás. Nos outros Evangelhos diz que Judas Iscariotes beijou Jesus identificando-o como o sinal da pessoa certa para prender. Todo sinal de amizade não é verdadeiro, as vezes é o beijo da morte. Ó que traição!

5. Jesus Cristo mostrou a sua supremacia e exigiu a sujeição deles. v. 6-7. Quando Jesus se identificou como sendo Jeová (Sou eu ou "Eu Sou", que é o nome de Deus, Jeová, Êx. 3:14), todos recuaram e caíram por terra. Isto significa que eles caíram para atrás no chão. Eles vieram para avançar e levar Jesus, em vez disto eles recuaram e caíram por terra. Note que não caíram para frente em adoração, mas para atrás em pavor. O Deus-Homem deu uma pequena manifestação da sua glória, poder e majestade, e isto foi bastante para dominá-los completamente. Isto mostrou que ele era muito mais do que só o homem Jesus de Nazaré, Ele é Deus que se fez carne. Jesus não foi prendido por eles, ele se sujeitou a eles. Jesus perguntou a segunda vez, "A quem buscais?" Eles continuaram chamar Jesus o homem Jesus de Nazaré, não o Salvador, nem o Cristo e Deus. Ó homens depravados e cegos! Nem isto deu para convertê-los, só graça mesmo faz.

6. Jesus Cristo cuidando os seus. v. 8-9. Jesus disse de novo que era o homem a quem eles buscaram e pediu para deixar ir os seus discípulos. Este é o Bom Pastor dando a sua vida pelas ovelhas. Jesus se entregou na mão dos seus inimigos para salvar os seus eleitos. O fato que ele deixou os seus ir para não fazer parte disso mostra que deu a promessa aos eleitos de Deus para ser salvos da pena da lei. Foi Jesus Cristo que sofreu no lugar dos eleitos para salvá-los da pena da lei de Deus. Versículo 9 confirma esta interpretação.

7. A imprudência e interferência de Pedro e a repreensão dele por Cristo. v. 10-11. Pedro mostrou um zelo não acertado pelo conhecimento. Por isso Pedro foi repreendido por Cristo. Pedro agiu e assim tentou impedir mesmo o propósito de Deus, mas não deu porque ninguém pode fazer isto. Cuidado para não interferir nas coisas de Deus. Pedro cortou a orelha deste homem e Jesus tocou-lhe a orelha, e o curou (Lc. 22:51). O fato que Jesus curou este homem deixou seus inimigos mais culpados ainda, porque deixou pior seu pecado. Este é o último milagre que Jesus fez antes de morrer. Depois falou que era a vontade de Deus para ele beber o cálice da ira de Deus no lugar das suas ovelhas.

2. O Senhor Jesus Cristo perante Anás e Caifás. 18:12 27.

1. Jesus Cristo prendido e conduzido a Anás. v. 12-14. Em João diz que Jesus foi levado a Anás, mas nos outros Evangelhos diz que Jesus foi levado a Caifás. Porque a diferença? Isto acontece muito nos Evangelhos, um conta uma coisa e outro conta o complemento da história, mas ajuntando todos os Evangelhos podemos ver a história completa da vida de Cristo. Então, neste caso podemos ver que Jesus foi levado a Anás primeiro, e depois Anás mandou Jesus maniatado a Caifás (v. 24). Anás era o sogro de Caifás, e Caifás era o sumo sacerdote daquele ano.

Observe que os inimigos do Salvador prenderam e maniataram Jesus para conduzir a Anás. Porque maniataram-no? Eles tinham visto o milagre que fez com a orelha do homem e a manifestação da sua glória, poder e majestade. Tudo isto não deu para a gente ver que prender e maniatá-lo era inútil? Jesus foi com eles voluntariamente. A maldade, depravação e cegueira do coração humano são horríveis demais. Além disto Judas Iscariotes deu ordem para prendê-lo, Mt. 26:48. Porque Judas mandou fazer isto? Ele lembrou das vezes que o povo queria matar Jesus, mas Jesus passou pelo meio do povo para escapar, Lc. 4:29-30 e João 8:59? Também mostra que o povo achou Jesus nada mais do que um criminoso e por isso tratou-o assim. Se lembra do fato que foi crucificado entre dois criminosos? Nisto tem uma lição espiritual para nós os salvos e eleitos. Para nos salvar da escravidão do nosso pecado, Jesus foi levado preso para sofrer e morrer no lugar dos eleitos que eram os presos do pecado. Jesus ficou preso para que nós possamos ser livres do pecado eternamente. "Como um cordeiro foi levado ao matadouro", Is. 53:7. Aleluia!

2. Pedro e um outro seguiram Jesus, entraram na sala com Jesus, e Pedro negou Jesus pela primeira vez. v. 15-18. Quem foi este outro discípulo? João o apóstolo, Nicodemos, ou José de Arimatéia? Não sabemos com toda certeza. Mas, este outro discípulo falou com a porteira para deixar Pedro entrar. Pedro entrou e a moça sabia logo que Pedro era galileu e um dos discípulos de Jesus e perguntou mesmo isto. O fato que era uma moça deixou claro a fraqueza de Pedro, e isto era a providência de Deus. Pedro negou o Salvador mentindo pela primeira vez. Note aonde Pedro ficou no v. 18. A Bíblia diz também que Judas ficou com eles, agora Pedro estava no meio deles. Ó irmãos crentes aprendam o perigo disto.

3. A interrogação de Anás e a resposta de Jesus. v. 19-21. Anás mostrou a sua injustiça e ódio por Jesus pela maneira que interrogou-o. Em vez de dizer a acusação contra Jesus e produzir testemunhas para prová-la, e deixar alguém dar testemunho em favor dele, ele agiu como um padre da inquisição. Esta é a maneira que um covarde agiu contra o Filho de Deus. Anás interrogou Jesus sobre seus discípulos. Porque? Era uma maneira de zombá-lo, porque eles fugiram e deixaram-o, e apareceu que tudo que Jesus fez caiu e falhou. Mas, graças a Deus tudo estava correndo perfeitamente bem! Anás interrogou Jesus sobre a sua doutrina também. Mas Anás não mostrou que a doutrina de Jesus estava errada, porque isso era uma impossibilidade. Tudo isto mostrou que eles estavam sem nenhuma maneira de acusar e condenar Jesus justamente. Por isso depois acusaram Jesus de ser culpado de revolta contra o reino romano e blasfêmia contra a religião judaica, Lc. 23:1-5. Jesus respondeu que tudo que fez e ensinou foi feito publicamente e não ocultamente e por isso muito conhecido. Era só necessário perguntar o povo, e além disto Anás estava fingindo ser ignorante das coisas e dos ensinos que Jesus fez, porque era conhecido por todos. Jesus sabia que Anás mesmo tinha muitas oportunidades para ouvir os ensinos dele e era responsável pelo expulso de Jesus e seus do templo por causa da verdade que pregou. Jesus expôs assim a hipocrisia de Anás e deixou-o sem jeito.

4. Jesus Cristo repreendido e batido. v. 22-23. A inimizade do homem contra Jesus Cristo e a sua Palavra está mostrado nisto. Sempre é assim, a Palavra de Deus falada sincera e puramente recebeu uma pancada cruel e covarde. Parece que recebeu uma pancada no rosto de uma vara, Mq. 5:1. Foi a primeira de muitas que Jesus sofreu por nós.

5. Anás mandou Jesus a Caifás. v. 24. Anás ficou sem jeito e por isso mandou Jesus a Caifás ainda maniatado.

6. Pedro negou Jesus pela segunda e terceira vez. v. 25-27. Um tempo tinha passado e Pedro estava no meio dos inimigos do Salvador e alguém perguntou: "Não és também tu um dos seus discípulos?" Note o perigo de estar no meio dos inimigos de Cristo, I Cor. 15:33. E Pedro negou Jesus pela segunda vez. Depois um parente do rapais que Pedro cortou a orelha que estava presente quando Pedro fez, o reconheceu e perguntou: "Não ti vi eu no horto com ele?" Pedro negou pela terceira vez. Mt. 26:74 diz que negou com palavrão e juramento. Logo o galo cantou. Veja que diz em Lc. 22:61.

3. O Senhor Jesus Cristo perante Pilatos. 18:28-40.

1. Jesus levado a Pilatos. v. 28. Depois de aparecer perante Caifás, Jesus foi levado maniatado a Pilatos, Mt. 27:2.

2. Pilatos exigiu saber a acusação contra Jesus. v. 29-30. O preso, segundo a lei romana, tinha o direito para três coisas: ser acusado especificamente, ver os seus acusadores face a face, e defender-se da acusação. Por isso Pilatos exigiu saber logo qual foi o crime que Jesus foi acusado. Nisto Pilatos agiu segundo a lei romana. Mas os judeus ficaram irritados por esta pergunta, porque eles não tinham um crime com que acusar Jesus que podiam provar. Os judeus disseram com muita arrogância que se Jesus não fosse culpado, não teriam trazido Jesus perante ele, mas não ofereceram nenhuma prova. Os judeus foram forçados por Pilatos, por isso acusaram Jesus erradamente.

3. Pilatos tentou evitar a sua responsabilidade. v. 31-32. A responsabilidade de condenar ou livrar Jesus ficou na mão de Pilatos. Pilatos tentou evitar isto mandando os judeus resolver isto entre eles, porque ele sabia que era uma coisa inventada pelos judeus, mas ele não teve coragem para soltar Jesus segundo a justiça. Pilatos era homem covarde e interessado só em si. Agora os judeus mostraram seu motivo verdadeiro, queriam para Jesus morrer. Pilatos tinha que fazer alguma coisa, porque só ele teve a autoridade para condenar Jesus a morte segundo a lei romana.

4. Pilatos interrogou Jesus. v. 33-37. Porque Pilatos não tinha maneira para evitar isto, ele chamou Jesus para responder a acusação de ser um rei. Jesus enfrentou a consciência de Pilatos para mostrar a sua insinceridade no v. 34. Pilatos mostrou mais uma vez a sua covardia e hipocrisia com a pergunta: "Porventura sou eu judeu?" Esta pergunta mostrou a sua arrogância, desdém e desprezo. E disse mais que os judeus trouxeram-o para ele e perguntou: "Que fizeste?" Pilatos ficou impaciente e queria resolver isto logo para livrar-se da situação. Jesus respondeu que seu reino não era deste mundo. Observe que Jesus não disse que não era um rei, mas que seu reino "agora" não é daqui. Agora seu reino é espiritual, mas um dia será visível e literal. Jesus disse mais que nasceu para ser rei e todo aquele que é da verdade ouve a voz dele.

5. "Não acho nele crime algum. v. 38-40. O Evangelho de João não relata que Pilatos mandou Jesus a Herodes quando ele ouviu que Jesus era Galileu, porque Herodes era tetrarca de Galiléia, Lc. 23:6-12. Quando Pilatos ouviu Jesus falar sobre "verdade", ele fez uma pergunta que mostrou que ele achou que era impossível saber verdade e que não é verdade absoluta, como muitos ainda. Logo depois Pilatos saiu para dizer aos judeus que "não achou em Jesus crime algum". E até hoje em dia ninguém tem achado, porque não há nele. Tinham costume de soltar um criminoso na páscoa, e Pilatos achou que podia escapar desta situação oferecendo soltar Jesus ou Barrabás, mas o mundo aceitou um assassino e rejeitou o Salvador perfeito.

O Senhor Jesus Cristo Crucificado. 19:1-42.

1. O Senhor Jesus Cristo perante Pilatos continuado. 19:1-15. Neste capítulo a história continua com Jesus perante Pilatos. Pilatos estava convencido da inocência de Jesus Cristo, porque ele disse algumas sete vezes, "não acho nele crime algum". Também diz que Pilatos queria e procurava soltar Jesus, Lc. 23:20, João 19:12, At. 3:13. Pilatos foi aconselhado pela sua esposa soltar Jesus também, Mt. 27:19. Pilatos tentou soltar e se livrar desta situação quando mandou Jesus para Herodes, Lc. 23:7, não deu porque Herodes mandou de volta; quando recomendou para os judeus resolver isto entre eles, João 18:31; quando tentou incitar os judeus escolher Jesus para soltar em vez de Barrabás; mas apesar de tudo isto no fim Pilatos deu a ordem para Jesus ser crucificado, João 19:13-16. Podemos ver duas razões porque ficou assim; primeiro porque Pilatos era covarde e queria agradar o povo em vez de fazer a justiça, segundo porque era o determinado conselho e presciência de Deus, At. 2:23, 4:27-28. O mundo está culpado de assassinar o Senhor Jesus Cristo e é um grande crime e pecado, mas também Deus cumpriu a sua vontade em providenciar a salvação dos eleitos dele.

1. Jesus Cristo açoitado, coroado, e zombado. v. 1-3. A maneira romana de açoitar um criminoso era muito cruel. Muitos vezes a pessoa morreu pelo açoite antes de ser crucificado. As vezes o açoite foi com cordas e outras vezes com varas. A pessoa ficou amarrada e estendida numa armação e depois açoitada sem pena, e também torturada. Depois de ser açoitado a gente fez uma coroa de espinhos e pôs na cabeça de Jesus. Também colocou nele uma roupa de púrpura (escarlate, cor real) e ficou zombando Jesus como um rei. O povo bateu em Jesus ainda piorando a indignidade e a dor. Pode imaginar ser batido depois de ser açoitado desta maneira? Ó que grande Salvador é nosso que sofreu por nós assim! Assim é o Evangelho da nossa salvação: Jesus foi açoitado para que possamos ser livres; Jesus foi coroado de espinhos para que possamos ser reis e coroados de bênção e glória; Jesus foi vestido da roupa de vergonha, desdém, desprezo e desonra para que possamos ser vestidos da roupa da sua justiça perfeita imputada; Jesus foi rejeitado como o rei para que possamos ser os reis do Deus vivo; Jesus sofreu para que possamos ser salvos da ira e da pena da justiça da lei de Deus.

2. A inocência de Jesus Cristo falada novamente por Pilatos. v. 4. "Não acho nele crime algum". Como é que Pilatos falou a verdade sem mesmo saber que estava dizendo. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus imaculado e incontaminado que morreu para salvar-nos eternamente. Observe as pessoas que testificaram que Jesus estava sem crime algum: Judas Iscariotes, Mt. 27:4; Pilatos, João 18:4; Herodes, Lc. 23:15; a esposa de Pilatos, Mt. 27:19; o ladrão da cruz, Lc. 23;41; o centurião, Lc. 23:47; e os que estavam com o centurião, Mt. 27:54. "Verdadeiramente este era o Filho de Deus".

3. "Eis aqui o homem". v. 5. Ó que grande coisa para fazer! Está vendo ele? Quem é? O que está fazendo? Porque faz? Como é que fica a sua aparência? Como é que fica o povo que está contemplando ele? Pilatos achou que o povo vendo ele ia ter pena dele e dizer para deixá-lo ir. Por isso ele disse: "Eis aqui o homem"! Este povo zombador, insultador, sanguinolento, cruel, e quem odiou-o sem causa, não teve pena do Filho de Deus de maneira nenhuma e somente estava satisfeito quando Jesus estava morto. Verdadeiramente este amor passa todo entendimento!!

4. O povo respondeu. v. 6-7. O povo não ficou satisfeito com nada menos do que a morte do Senhor Jesus Cristo. Este povo como animais que não tem sentimentos quis Jesus morto. Este era o povo religioso. Durante os séculos tem ficado do mesmo jeito, os piores perseguidores e assassinos do povo do Cordeiro de Deus tem sido os religiosos (o papa, cardinais, bispos, jesuítas, franciscanos, beneditinos, dominicanos) da igreja católica. Note que v. 7 diz que este povo queria Jesus morto por causa da lei da sua "religião". Eles aceitaram a "sua lei" e rejeitaram a "lei de Deus". Não é assim com a religião do mundo? Note as acusações feitas contra Jesus por eles: derrubar e reedificar o templo, Mt. 26:61; perverteu a nação, Lc. 23:2; proibiu dar tributo a César, Lc. 23:2; disse que é rei, Lc. 23:2; alvoroçou o povo, Lc. 23:5; ser malfeitor, João 18:30; se fez Filho de Deus, João 19:7.

5. O medo de Pilatos e sua jactância. v. 8-11. Veja que a Bíblia diz que Pilatos ficou "mais" atemorizado. Já estava atemorizado, mas porque ficou mais ainda? Porque Pilatos tinha visto que Jesus era diferente do que todos os presos que já ficou perante ele, a esposa tinha avisado, e depois ouviu que Jesus disse que era o Filho de Deus. Por isso Pilatos interrogou Jesus mais. Pilatos ficou pensando, será que Jesus é mais do que só um homem. Ele estava querendo saber de verdade alguma coisa de Deus? Claro que não! Porque a resposta de Pilatos mostra que não foi assim no v. 10. Era a culpa da consciência acusando-o e deixou-o nervoso. O fato que Jesus respondeu nada mostra a insinceridade dele. Pilatos não mereceu uma resposta por causa da covardia e injustiça que já tinha mostrado. Depois Pilatos repreendeu Jesus dizendo que tinha poder para crucificá-lo ou soltá-lo. Mas Jesus falou que era fraco demais para fazer isto sem Deus deixar. Jesus foi crucificado porque Deus o Pai deixou acontecer para salvar os seus, não porque Pilatos autorizou a morte dele.

6. Pilatos condenou Jesus para a morte. v. 12-14. Pilatos procurou soltar Jesus, mas os judeus insistiram e disseram que se Pilatos fizesse, não seria amigo de César, por isso Pilatos entregou Jesus nas mãos deles para ser crucificado. Mostra que ele quis agradar o povo e César, mas que Jesus Cristo era nada para ele. No v. 14 diz que era a preparação da páscoa e a hora sexta quando Jesus foi entregue para ser crucificado. Mc. 15:25 diz que era a hora terceira. Porque a diferença? Parece que Marcos deu a hora exata da crucificação de Jesus, a hora judaica que era a hora terceira da manhã ou as nove horas. Parece que João deu a hora romana que Pilatos entregou Jesus para ser crucificado. Porque tinha que preparar as coisas e chegar para onde Jesus foi crucificado que ficou um pouco distante e fora da cidade, por isso levou um tempo para Jesus chegar lá para ser crucificado. Veja v. 31 que diz que era grande o dia de sábado.

7. A rejeição do Senhor Jesus Cristo. v. 15. Pilatos perguntou pela última vez sobre Jesus ser morto e falou sobre a maneira muito cruel da morte dele, e o povo aceitou totalmente dizendo que não tinha rei senão César. A religião do mundo entregou Jesus para ser crucificado numa maneira muito cruel. O mundo não tem lugar para Jesus.

2. O Senhor Jesus Cristo crucificado. 19:16- 30.

1. A crucificação. v. 16-18. Note que diz que "tomaram" e "levaram" Jesus para ser crucificado, Jesus não foi forçado nem contra a vontade dele, Jesus foi com eles voluntariamente para ser crucificado, Is. 53:7. Jesus levou a sua própria cruz, como Isaque levou a madeira da sua morte muitos anos atrás no mesmo lugar, e lá fora da cidade morreu para salvar os seus escolhidos, Hb. 13:12. O fato que um homem cireneu foi "constrangido" a levar a cruz, Simão Mt. 27:32, mostra que ninguém teve compaixão nem pena de Jesus. Lá no Gólgota (nome hebraico para Calvário ou Caveira que é o nome gentio) foi crucificado entre dois criminosos como outro criminoso no meio deles. Veja as profecias em Sl. 22:16, Is. 53:7 e 53:12. Jesus foi crucificado entre dois ladrões que mostrou que Jesus era considerado como nada mais do que a escuma da terra.

2. A inscrição da cruz. v. 19-22. Os judeus não gostaram e pediram para Pilatos tirá-la porque eles consideram a inscrição um insulto deles. Mas, Pilatos não fez, porque Deus não permitiu, Jesus é o Rei dos reis apesar de tudo.

3. Os soldados e a roupa de Cristo. v. 23-24. A roupa do Senhor Jesus Cristo era dividida entre quatro soldados e pela túnica lançaram sortes. Veja Sl. 22:18. Dá para ver que Jesus foi crucificado completamente nu. Ó que coisa horrível que o Salvador sofreu por nós. Ele sofreu a vergonha da cruz para que possamos ser salvos da vergonha do pecado.

4. A mãe de Jesus e o discípulo amado. v. 25-27. Jesus falou para João o Apóstolo cuidar a sua mãe, e João levou-a para sua casa desde aquele dia. Cinco pessoas estavam junto à cruz para assistir tudo que Jesus sofreu. A mãe de Jesus Maria; a irmã da mãe de Jesus chamada Maria também, Maria Madalena de quem Jesus expulsou sete demônios; outra mulher estava segundo Mt. 27:56, a mãe dos filhos de Zebedeu; e João o Apóstolo.

Veja que há sete vezes que Jesus falou enquanto estava na cruz. 1. Lc. 23:34. 2. Lc. 23:42-43. 3. João 19:25-26. 4. Mt. 27:46. 5. João 19:28. 6. João 19:30. 7. Lc. 23:46.

5. "Tenho sede". v. 28-29. Por esta expressão podemos ver a humanidade de Cristo, mas também podemos ver a sua divindade porque ele soube que estava na hora para dizer, "Tenho sede". Temos que lembrar que Jesus já tinha estado na cruz seis horas e três horas destas seis foram de trevas, Mc. 15:24-37. Jesus já tinha sofrido a indignação da ira derramada de Deus sobre Ele. Esta exclamação nos diz a intensidade, severidade e violência do sofrimento do Senhor Jesus Cristo para salvar os eleitos de Deus dos seus pecados. Ó como é que Jesus sofreu para salvar-nos, os seus por amor. Mas, até nesta hora ele estava interessado em cumprir as Escrituras. Ó que lição para nós!

Temos que distinguir entre as duas vezes que Jesus foi oferecido vinagre na cruz. A primeira vez o Evangelho de João não fala. A primeira vez é falada em Mt. 27:34. Esta primeira vez o vinagre foi misturado com fel, e este vinagre Jesus rejeitou. Este tipo de vinagre era dado para os criminosos crucificados para drogá-los e por isso diminuir a dor e sofrimento da crucificação. Jesus rejeitou este, porque era para Jesus sofrer a ira de Deus pelos eleitos ao máximo. A segunda vez que o vinagre foi oferecido a ele, ele aceitou. Mas este vinagre não era o mesmo vinagre da primeira vez, era um tipo de vinho amargo. Esta vez Jesus aceitou para cumprir a profecia em Sl. 69:21. Também era para mostrar que tinha bebido o vinho da ira de Deus no lugar dos eleitos.

6. "Está consumado". v. 30. Quando Jesus tinha bebido este vinagre disse: "Está consumado". Note que foi depois de beber o vinho da ira de Deus no lugar dos seus que disse, "Está consumado". Porque? Porque Jesus tinha cumprido, terminado, feito, executado ou consumado tudo necessário para pagar os nossos pecados eternamente. A expiação pelo pecado está consumada para sempre. Depois disto Jesus inclinou a sua cabeça de propósito e entregou o seu espírito na mão de Deus pela sua própria vontade. De verdade Jesus "deu" a sua vida para salvar os escolhidos. Veja João 10:17-18.

3. O Senhor Jesus Cristo tirado da cruz e colocado no sepulcro. 19:31-42.

1. "Nenhum dos seus ossos será quebrado". v. 31-33. Porque era proibido pela lei judaica cuidar um corpo morto na páscoa, "era um grande dia de sábado", os judeus pediram Pilatos mandar quebrar os ossos dos crucificados e por isso adiantar a morte deles. Pilatos mandou os soldados fazer, mas não foi necessário quebrar os ossos de Jesus, porque já tinha morrido. Assim a profecia foi cumprida, Sl. 34:20. Os soldados são testemunhas que Jesus Cristo morreu de verdade, Ele não somente desmaiou, Ele morreu de verdade para ressuscitar depois de verdade.

2. O lado de Jesus Cristo furado. v. 34-37. Isto mostra que foi pecado que feriu o Salvador. Mostra a inimizade do homem contra Jesus, até depois da morte dele a animosidade e ódio do homem se mostraram com mais um maltratamento. Isto mostra, para os eleitos de Deus, a grandeza da graça de Deus. Podemos até nisto ver a fonte carmesim que tira todo pecado e a água da vida eterna correndo para nós. Também é outra prova que Jesus morreu de verdade.

3. José de Arimatéia e Nicodemos. v. 38-42. Dois salvos vieram para pedir o corpo de Jesus. José de Arimatéia que era um discípulo oculto por causa do medo dos judeus, não ficou com medo deles mais, mas foi pedir o corpo do Salvador com ousadia. O outro era Nicodemos que foi ter com Jesus a noite e não entendeu nada que Jesus falou, mas agora era um discípulo de Cristo porque a graça de Deus o alcançou e foi nascido de novo e agora não mais andou nas trevas. Os dois tiraram o corpo de Jesus da cruz e o prepararam para o sepulcro. Mt. 27:60 diz que era o sepulcro que José de Arimatéia tinha feito para si mesmo e em que ainda ninguém havia sido posto. Aquele que nasceu de uma virgem, foi colocado num sepulcro virgem também. Não tem dúvida que foi Jesus que ressuscitou dos mortos, porque ninguém mais havia sido posto neste, e quando deixou o sepulcro vazio só pode ser Jesus que saiu dele. José de Arimatéia era homem rico e por isso mais uma profecia ficou cumprida, Is. 53:9. Colocaram uma rocha na entrada do sepulcro com o selo do Império Romano. Os judeus pediram para Pilatos deixar seguro o sepulcro para que ninguém pudesse tirar seu corpo, porque souberam que disse que ia ressuscitar no terceiro dia. Tudo foi feito para não deixar acontecer, mas ELE RESSUSCITOU!

O Senhor Jesus Cristo Ressuscitou! 20:1-31.

A ressurreição do Senhor Jesus Cristo é uma das doutrinas principais da fé dos salvos. O Apóstolo Paulo disse que o Evangelho é que "Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras", I Cor. 15:1-4. Também o Apóstolo Paulo disse que "se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé", I Cor. 5:14. A verdade que Deus ressuscitou Jesus Cristo era a verdade central da pregação do Apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, At. 2:24-36. Os apóstolos pregaram a ressurreição no templo, At. 3:15, e também perante o sinédrio em At. 4:10 e 5:30. Depois pregaram aos gentios em At. 10:40 e 13:34. Podemos ver a ressurreição falada muitas vezes também nas Epístolas do Novo Testamento.

Capítulo 20 de João relata os aparecimentos que Jesus Cristo fez aos seus discípulos depois da sua ressurreição. Note que dizemos depois da sua ressurreição, porque ninguém viu mesmo Jesus Cristo ressuscitar dos mortos, senão Deus o Pai. Os discípulos viram Jesus Cristo depois da ressurreição, por isso temos muitas provas infalíveis da ressurreição, At. 1:3. Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e isso é um fato indiscutível, porque não aconteceu ocultamente, At. 26:26.

A ressurreição de Jesus Cristo foi realizada pelo poder do Deus Triúno. A Trindade criou o mundo, Gn. 1:1, 1:3, e João 1:3. A Trindade participou na encarnação de Jesus Cristo: o Pai, Hb. 10:5; o Filho, Fl. 2:7; o Espírito Santo, Lc. 1:35. A Trindade traz a salvação ao homem: o Pai, Ef. 1:3-6; o Filho, João 10:11; o Espírito Santo, II Ts. 2:13. Do mesmo jeito foi o Deus Triúno que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos: o Pai, Rm. 6:4; o Filho, João 10:17; o Espírito Santo, Rm. 8:11.

1. O Senhor Jesus Cristo Ressuscitado dos Mortos. 20:1-10.

1. A pedra tirada do sepulcro. v. 1. Maria Madalena no primeiro dia da semana foi ao sepulcro cedo de madrugada e ainda estava escuro. Observa que Jesus não estava mais no sepulcro quando ela chegou e viu a pedra tirada, porque Jesus já tinha ressuscitado antes deixando o sepulcro vazio. Quando foi que Jesus ressuscitou? Mateus diz: "No fim do sábado quando despontava o primeiro dia da semana", 28:1. O dia judaico termina as seis horas da noite, então Jesus ressuscitou quando o sábado estava terminando e o primeiro dia estava começando. Marcos 16:1-6 indica que quando as irmãs chegaram no sepulcro cedo ao nascer do sol Jesus não estava no sepulcro, porque já tinha ressuscitado. Lc. 24:1-6 também diz a mesma coisa. Um anjo de Deus tirou a pedra do sepulcro e Jesus ressuscitou pelo poder do Deus Triúno. É por isso que agora adoramos nosso Deus no primeiro dia da semana. No Velho Testamento o dia de sábado era o dia dado por Deus para descansar e adorar Deus por causa da sua obra terminada da criação, Gn. 2:3 e Êx. 20:11. Deus tinha falado sobre outro dia de adorar Deus futuramente no Velho Testamento. "Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele", Sl. 118:22-24. Era uma profecia do primeiro dia da semana do Novo Testamento. Adoramos Deus agora no primeiro dia da semana porque Jesus terminou a obra da salvação neste dia, e esta obra é maior do que a da criação. Desta obra de Cristo vem a nova criação. Veja Hb. 4:1-9.

2. Maria Madalena correu para contar a Pedro e João. v. 2. Maria Madalena viu a pedra tirada e correu para falar que viu aos outros. Ela encontrou Pedro e João e disse a eles: "Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram". Maria Madalena amou Jesus muito, mas a sua fé e entendimento estavam fracos.

3. A corrida ao sepulcro. v. 3-7. Quando Pedro e João ouviram o que Maria Madalena contou, eles foram correndo ao sepulcro para ver por se mesmos. Parece que Maria Madalena não olhou no sepulcro para ver se o corpo de Jesus estivesse ainda, por isso Pedro e João foram correndo para lá. Os dois correram juntos, mas João correu mais rápido do que Pedro e chegou primeiro. João se abaixou e viu no chão os lençóis, todavia não entrou no sepulcro. Nisto podemos ver a diferença nestes dois discípulos, João era tímido, mas Pedro de jeito nenhum. Pedro chegou depois e entrou logo para ver tudo. Depois que Pedro entrou, João também entrou. O que viram? Viram os lençóis no chão e o lenço, que estava sobre a cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. O que eles viram não foi o resultado da obra de um ladrão, nem de um amigo, mas a evidência da obra de Deus. Tudo foi feito decentemente e com ordem. Eles não viram o corpo de Jesus, só a evidência da vitória dele sobre a morte. Mostra que Jesus fez tudo isto com muita tranqüilidade, confiança e propósito, não com pressa, nem agitação e preocupação, porque estava sob o controle de Deus. A língua grega indica que Jesus ressuscitou deixando os lençóis no seu lugar original. Até o lenço estava enrolado e colocado num lugar à parte com toda deliberação. Jesus tinha entrado no reino de Satanás e morte, mas saiu vencedor eternamente. Era impossível para ele ficar preso da morte. Note que quando Lázaro saiu do sepulcro que saiu com os lençóis ainda sobre ele, porque ia precisar outra vez depois para morrer. Mas, Jesus saiu deixando os lençóis no sepulcro, porque saiu vencendo a morte para sempre. Ele ressuscitou para jamais morrer.

4. João viu e creu, Pedro viu e admirou consigo aquele caso. v. 8-9. João 20:8 diz que foi o que João fez, e Lc. 24:12 diz que foi o que Pedro fez. Quando João viu tudo isto, ele creu logo que Jesus tinha ressuscitado. Parece que quando Pedro viu tudo isto ele ficou querendo saber o que tinha acontecido. João percebeu com entendimento que tinha acontecido, Pedro só viu os fatos sem perceber que tinha acontecido. João creu que Jesus tinha ressuscitado e Pedro viu tudo sem perceber, mas os dois não sabiam a Escritura que falou da ressurreição dele. João creu porque "viu", não pela Escritura.

5. Os dois tornaram para casa. v. 10. Porque? Falar com Maria a mãe de Jesus? Ou não sabiam fazer outra coisa?

2. O Senhor Jesus Cristo começou aparecer aos seus. 20:11-23.

Jesus Cristo foi ferido no calcanhar por Satanás, mas ele feriu a cabeça dele quando ressuscitou dos mortos. "Para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo", Hb. 2:14. Os lençóis são testemunhas desta grande verdade. O Senhor Jesus apareceu aos seus depois se mostrando e depois subiu ao céu perante eles.

1. Maria Madalena. v. 11-18. Jesus apareceu primeiramente a Maria Madalena depois da sua ressurreição. Note isto, não foi para Pedro, nem João, nem homem qualquer, mas para Maria Madalena. Porque? Pelas palavras dela podemos ver que ela não tinha entendimento perfeito, nem uma fé tão forte, mas ela amou o Salvador tanto, e foi ela e algumas outras irmãs que foram primeiro ao sepulcro, e foi só Maria Madalena que voltou depois de avisar os outros que a pedra foi tirada. O amor de Maria Madalena a causou ficar perto do lugar dele. O chorar dela mostrou o seu muito amor, mas também a sua falta de fé. "Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão", Prov. 8:17.

O chorar de Maria Madalena impediu a sua visão espiritual. Ela nem ligou com os dois anjos no sepulcro, nem com Jesus quando ele falou com ela depois. O fato que o sepulcro estava vazio era razão de alegria, mas não entendeu isto. Se fosse que o corpo de Jesus ainda estava no sepulcro, isso daria uma grande razão para chorar. Infelizmente é isso mesmo que acontece com os crentes em Cristo muitas vezes. Nosso chorar nos deixa sem poder ver as coisas claramente e abatido. No caso de Maria Madalena, Jesus estava bem ao lado dela e ela nem percebeu que era ele. Ó como é que isso acontece muito com os crentes. A tristeza da vida nos mergulha e toma a conta nos deixando do mesmo jeito.

Jesus falou com ela e note do jeito que falou com ela. "Mulher, porque choras?" Jesus veio para limpar dos olhos dela toda lágrima, não deixar tudo pior. Veja a compaixão dele por ela. Nosso Salvador entende porque choramos. Também podemos ver nas palavras dele uma suave repreensão. Jesus disse mais, "Quem buscas?" Podemos ver nestas palavras uma verdade mais penetrante. Porque busca o vivo entre os mortos? Ela não se lembrou da promessa dEle nem percebeu que era ele falando com ela por causa da sua aflição e tristeza. Até ela pensou que Jesus era o jardineiro. Veja a sinceridade do amor dela por Jesus, ela queria saber onde ele estava para levá-lo. Agora Jesus se revelou a ela só falando o nome dela. O Salvador falou com a sua ovelha numa maneira muito íntima e especial. Com uma palavra só do Salvador a tristeza, aflição e angústia fugiram, e a paz do Salvador inundou o coração dela e a confiança e alegria voltaram. Quem pode duvidar que as ovelhas ouvem a voz do Bom Pastor? Maria Madalena era a primeira testemunha do Salvador ressuscitado. Parece que ela era mais dedicada a Jesus do que os doze. Jesus disse para ela ir e avisar os outros que ia subir ao Pai. O fato que ele ressuscitou dos mortos implicou na ascensão, porque a obra da salvação estava terminada e ia assumir novamente a sua glória lá nos céus. Veja que Jesus chamou-os "meus irmãos" pela primeira vez. Jesus Cristo é "o primogênito entre muitos irmãos", Rm. 8:29. "Não se envergonhe de lhes chamar irmãos", Hb. 2:11. Cristo disse que o Pai dele é nosso Pai, e o Deus dele é nosso Deus. Jesus deu uma palavra de grande conforto, alegria e segurança.

2. Jesus Cristo apareceu aos discípulos. v. 19-23. O Senhor Jesus Cristo apareceu aos discípulos naquele mesmo dia à tarde, o primeiro dia da semana, que apareceu a Maria Madalena. Começando neste dia e sempre depois no Novo Testamento Jesus Cristo se reuniu com o seu povo no primeiro dia da semana. Depois de oito dias ele mostrou esta verdade novamente, v. 26. Leia também I Cor. 16:2. Note que quando os discípulos estavam reunidos no primeiro dia da semana que Jesus apareceu no meio deles. Ele ainda faz isso porque é o dia aprovado pelo Senhor para o povo de Deus reunir-se para adorar. Veja que Jesus ficou no meio deles apesar de estar cerradas as portas. O corpo ressuscitado e glorificado não tem as mesmas limitações que o corpo mortal tem. Como ficou a saudação de Cristo para eles? Uma repreensão porque todos abandonaram-o e Pedro negou-o? Ou que daqui para frente não eram mais os amigos dEle? Não!! "Paz seja convosco". Porque? Porque ele ganhou esta paz pela sua morte, sepultamento e ressurreição. João 16:33.

Depois destas palavras maravilhosas de amizade, ele mostrou-lhes as suas mãos e o seu lado. A prova que era de verdade o Salvador; que era um corpo literal que ressuscitou, não um espírito (veja Lc. 24:39); e que ele fez tudo isto por eles. A base da paz dos salvos é a morte, sepultamento e ressurreição. "Paz seja convosco". Veja a paz nas mãos e no lado. "Os discípulos se alegraram vendo o Senhor". Jesus tinha cumprido a sua promessa em 16:22 a eles.

Jesus Cristo mandou os seus discípulos (os apóstolos) ao mundo como o Pai mandou ele ao mundo. Para fazer a obra especial de apóstolos depois, Jesus deu para eles o poder especial do Espírito Santo. Os apóstolos tinham dons especiais que cessaram com a morte deles. Isto não fala de perdoar pecado, porque é Deus só que faz isto, Mc 2:3-12. Isto fala do poder de perceber quem tem seus pecados perdoados por Deus, e quem não tem. Note alguns dons especiais dos apóstolos. 1. Tinham o poder de dar a Palavra de Deus sem erro (inspiração). 2. Tinham o poder de confirmar a Palavra com milagres. 3. Tinham o poder de discernir entre os espíritos. At. 8:23.

3. O Senhor Jesus Cristo apareceu oito dias depois a eles novamente. 20:24-29.

1. Tomé ausente. v. 24-25. A primeira vez que Jesus apareceu aos apóstolos reunidos Tomé não estava presente. Ó grande bênção que ele perdeu por não estar presente, Hb. 10:25. Os outros disseram-lhe que viram o Senhor. Os outros não ficaram pensando que a culpa é totalmente dele, se estivesse presente isso não teria acontecido. Não! Os outros foram falar com ele, porque estavam interessados no seu irmão. Veja Gl. 6:1. Tomé ficou duvidoso e disse que somente cria se tocasse em Jesus pessoalmente. Ó como é que a fé dos crentes fica fraca as vezes.

2. A confissão de Tomé. v. 26-28. Oito dias depois (no próximo domingo) Jesus apareceu novamente aos seus discípulos e esta vez Tomé estava presente. De novo as portas estavam cerradas e era o mesmo lugar do primeiro. Jesus falou novamente "Paz seja convosco". Jesus apareceu esta vez especialmente para falar com Tomé, v. 27. Porque Jesus falou logo com ele, "Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente". Jesus fez por Tomé o que tinha feito pelos outros. O Senhor tratou Tomé com compaixão, consideração e amor, apesar do fato que sua fé estava fraca e seu amor frio. Devemos aprender disto. Veja que quando Tomé viu as mãos e o lado do seu Salvador, ele afirmou logo que Jesus era seu Senhor e seu Deus. Quando um crente em Cristo fica frio, afastado e fraco, só tem uma coisa que possa causar o crente voltar a Cristo. O que é? A mesma coisa que nos ganhou primeiramente, Jesus morreu por mim (as mãos, os pés e o seu lado), Ele é o meu Salvador, meu Senhor e meu Deus. Jesus aceitou a sua confissão, mas disse que é ainda mais abençoado crer sem as provas físicas. A Palavra de Deus é bastante.

4. A Conclusão. 20:30-31.

1. Os outros sinais. v. 30. Quando foram feitos estes outros sinais, durante o ministério todo de Jesus, ou só depois da sua ressurreição? A frase "em presença de seus discípulos" significa que são os sinais feitos depois da sua ressurreição, porque a maioria dos outros foram feitos publicamente perante muitos? Alguns sinais que Jesus fez estão escritos nos outros Evangelhos que João não escreveu, e outros nunca foram escritos em livro nenhum (João 21:25).

2. O propósito deste Evangelho. v. 31. o Apóstolo João escreveu tudo isto não somente para ser uma história da vida do Senhor Jesus Cristo, mas para que os homens possam crer em Jesus Cristo como o Cristo (messias) mandado pelo Pai para ser o Salvador, como o Filho de Deus, e crendo nele tenha vida eterna no seu nome. Já creu em Jesus Cristo como seu Salvador? Não só uma aceitação dos fatos relatados neste livro, mas em Cristo Jesus como aquele que morreu, foi sepultado e ressuscitou para salvá-lo dos seus pecados eternamente? Se é a verdade. Ó que grande salvação é sua!

 

A QUINTA DIVISÃO DO LIVRO - JOÃO - 21:1-25.

EPÍLOGO: OS ÚLTIMOS CONSELHOS DE JESUS CRISTO ATÉ QUE VENHA.

O Senhor Jesus Cristo Apareceu Junto ao Mar de Tiberíades. 21:1-25.

1. A Terceira vez que o Senhor Jesus Cristo apareceu aos seus discípulos. 21:1-14.

Versículo 14 diz que esta é a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos depois da sua ressurreição. Isto não quer dizer que Jesus só apareceu três vezes aos seus discípulos entre a ressurreição e a ascensão, porque At. 1:3 diz que "se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias". Em João 21 há o último milagre que Jesus Cristo fez antes da sua ascensão. O último milagre, como o primeiro, foi feito na Galiléia.

1. O mar de Tiberíades. v. 1-3. Este é o mar da Galiléia, em João 6:1 diz que é o mesmo mar. Galiléia é o nome judaico deste mar, e Tiberíades é o nome romano deste mar. Jesus tinha falado em Mt. 28:10 às mulheres para ir e contar aos discípulos para ir e ver Jesus na Galiléia. Isto explica porque os discípulos estavam na Galiléia. Mt. 28:16 diz que Jesus mandou-os encontrá-lo no monte que tinha designado. Veja que segundo João 21:2 foram sete dos 11 discípulos na Galiléia esperando os outros chegar. Estes sete discípulos enquanto estavam esperando os outros chegarem, decidiram ir pescar. Veja no v. 3 que Pedro disse: "Vou pescar", e os outros disseram "Também nós vamos contigo". Pelo v. 12 parece que estavam tentando providenciar alguma coisa para comer. Com certeza Jesus criou esta circunstância para os ensinar uma verdade sobre a obra de Deus. Porque naquela noite toda pegaram nenhum peixe. Vamos ver que Jesus fez.

2. Jesus apareceu depois da noite de pescar sem pegar nada. v. 4-6. Pela manhã Jesus Cristo se apresentou na praia e os discípulos ainda estavam no barco mais ou menos 90 metros (duzentos côvados, v. 8) da praia. Os discípulos não conheceram que era Jesus na praia. Isto mostra que eles estavam ainda fracos de fé e de entendimento espiritual? E que talvez estivessem fazendo uma coisa pela carne só? É bem provável. Foi a mesma coisa que aconteceu com Maria Madalena, 20:14. Eles amaram Jesus muito, mas estavam ainda fracos e confusos sobre tudo que tinha acontecido. Devemos aprender destas coisas, porque a mesma coisa pode acontecer nas nossas vidas também.

Jesus perguntou-lhes: "Filhos, tendes alguma coisa de comer?" Eles responderam: "Não". Jesus já sabia que não pegaram peixe nenhum. Porque então perguntou-lhes assim? Note algumas coisas sobre este acontecimento.

1. Jesus estava na praia, e eles estavam no barco no meio do mar. Isto aconteceu depois da ressurreição e era um retrato da obra de Deus agora no presente, Jesus está lá no céu e seus servos estão na terra pescando pelos homens. Jesus ia subir ao Pai e deixar os seus no meio do mundo por enquanto para fazer a sua obra.

2. Ele está lá no céu agora um pouco distante de nós guiando a sua obra de lá, mas vendo tudo que acontece e falando de longe conosco pela sua Palavra. Ele está longe de nós, mas podemos ouvir a sua voz claramente através da sua Palavra.

3. É ele que dá a ceifa, nós pregamos (pescar pelos homens) o Evangelho, mas é ele que nos guia na obra dele (até onde pregar) e dá a ceifa (os peixes).

4. Isto mostra a soberania do Salvador na obra dele, ele faz a sua vontade onde quer e quando quer.

5. O povo de Deus tem que conhecer que sem ele nada podemos fazer.

6. O Salvador dá a ceifa na hora certa e com certeza.

7. A obra de Deus não é fácil, mas abençoada sim.

8. Mostra que devemos obedecê-lO, até quando não entendemos, como os discípulos obedeceram-O e lançaram a rede "onde ele mandou".

3. Jesus Cristo reconhecido. v. 7-8. O primeiro discípulo para saber que era Jesus lá na praia era João. Porque ele? Porque foi ele que teve o discernimento espiritual melhor deles. João estava o mais perto do Salvador. Podemos ver isto nos fatos que ele chegou até a cruz, que Jesus entregou Maria na mão dele, e ele foi o primeiro para perceber que Jesus tinha ressuscitado. O mais perto do Salvador que fica, o mais perfeito conhecimento dele que tem. Também devemos fazer o que João fez depois de ter sucesso na obra dele; "É o Senhor". É o Senhor que nos dá sucesso na obra dele!

Note que o único discípulo que lançou-se ao mar para ir ao encontro de Jesus era Pedro. Nisto podemos ver de novo a diferença nas personalidades dos discípulos. Pedro não fez isto sem pensar, porque diz que cingiu-se com a túnica de propósito de ir ao encontro de Jesus. Pedro amou Jesus muito e era devotado a ele e ansioso para falar com ele novamente. Apesar do fato que tinha negado Jesus três vezes, também tinha ouvido seu Salvador dizer: "Paz seja convosco". Logo os outros discípulos foram ao encontro de Jesus, mas eles foram de barco. Eles amaram Jesus também, mas nem todo discípulo de Cristo é igual no seu temperamento.

4. As boas-vindas do Salvador. v. 9-13. É o mesmo Jesus que andou com eles durante 3 anos e meio que agora é ressuscitado e glorificado. "Ele é o mesmo, ontem, hoje e eternamente". Ele supriu a necessidade deles sempre no passado, naquele dia e sempre depois. Ainda ele supre as necessidades do seu povo ainda sendo que está lá no céu. Os discípulos se lembraram da alimentação da multidão com os pães e os peixes? Sem dúvida! Ele é o dono de tudo, pode suprir as nossas necessidades. Como será quando chegamos onde ele está, lá na praia celestial?

Jesus mandou-os trazer do peixe que pegaram. Porque? Já tinha peixe na brasa e pão para comer. Era pouco? É duvidoso que era pouco. Pode ser que Jesus queria para eles entender e lembrar sempre que era ele que deu a ceifa e que o sucesso na obra dele depende dele. Queremos sucesso na obra de Deus? O segredo do sucesso na obra de Deus é fazer tudo conforme a Palavra dele como os discípulos fizeram naquele dia. Jesus mandou-os puxar a rede cheia de peixe dando uma lembrança da bênção de obedecer a Palavra do Salvador. Este é o sucesso divino, obedecer e esperar nele.

Observe que a rede não se rompeu apesar da quantidade do peixe. Nenhum que o Senhor chama para se mesmo será perdido. A salvação deles é garantida pelo Salvador Soberano.

Podemos ver no v. 12 que há no mundo presente uma comunhão especial com o Salvador na obra dele. Jesus convidou os seus discípulos chegar perto dele e gozar na comunhão dele. Ele nos convida também irmãos. Heb. 10:22. Nosso Salvador tem o maior prazer em ter comunhão conosco, como naquele dia que comeram peixe com eles.

2. O Senhor Jesus Cristo e seu filho Pedro. 21:15-23.

Depois de ter tomado o café da manhã (era de manhã e é isto que a palavra jantado significa) Jesus iniciou uma conversa com Pedro. Agora ele ia terminar o assunto que antes falou com ele, João 13:36-38 e Lc. 22:31-34.

1. A pergunta e resposta tripla. v. 15-17. Jesus perguntou três vezes: "Amas-me?" Note que cada vez que Jesus perguntou-o assim era um pouco diferente. Veja também que Jesus chamou Pedro não pelo nome Pedro, mas pelo nome Simão, filho de Jonas, seu nome humano. Jesus fez para que lembre-se da sua falha como "um homem fraco e dependente".

Primeira pergunta. "Amas-me mais do que estes?" Jesus perguntou Pedro: amas-me mais do que estes outros discípulos? Porque Pedro tinha dito: "ainda que todos se escandalizarem em ti, eu nunca me escandalizarei", Mt. 26:33. Agora Jesus fez Pedro lembrar-se da coisa imprudente que falou e da realidade da sua fraqueza espiritual. Pedro tinha uma idéia de si muito errado e agora Jesus trouxe este fato perante Pedro. Pedro respondeu: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo". Mas, esta vez não disse "mais do que eles". Pedro tinha aprendido esta verdade pela sua queda. Também disse: "tu sabes". Ele deixou o Senhor examinar o coração dele honestamente. Além disto Pedro não falou a mesma palavra para amar que Jesus falou. Jesus falou a palavra "ágape", e Pedro falou a palavra "fileo". Qual é a diferença nestas duas palavras? "Ágape" fala do amor de grau melhor e mais forte, como o amor divino. "Fileo" fala do amor entre dois amigos, o amor humano, quer dizer "tenho afeição por você, ou eu gosto de você". Pedro reconheceu seu erro, que seu amor era menos do que pensava e que Jesus mereceu, a sua fraqueza, mas sim de verdade amou Jesus e que ele sabia. Mas, Pedro teve muito cuidado para não jactar-se de novo da sua fidelidade e de seu grande amor por ele.

Segunda pergunta. "Amas-me?" Esta vez Jesus deixou a parte "mais do que estes", mas continuou falando a palavra "ágape". Agora Jesus limitou a pergunta para o amor dele mesmo. Não porque Jesus duvidou-o, porque ele sabe o que todo coração tem, mas para mostrar a Pedro que estava mais fraco do que pensava, Jesus colocou em questão até seu amor. Pedro respondeu novamente: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo (fileo)". Pedro disse o que dizemos mais ou menos hoje em dia: Eu gosto de ti. Pedro não amou (ágape) Jesus não? Sim com certeza, mas não ia errar mas como errou no passado. Pedro aprendeu pela disciplina que Jesus deu para ele. Agora era homem e servo dele diferente.

Terceira pergunta. "Amas-me?" Esta vez Jesus falou (fileo), a mesma palavra que Pedro falou. Jesus perguntou: "Simão, gosta de mim?" Ó como é que isto doeu no coração de Pedro! Jesus perguntou três vezes porque Pedro tinha negado Jesus três vezes. O Salvador disciplinou e repreendeu a sua ovelha e doeu, mas era necessário para Pedro enfrentar o seu erro e ser restaurado. Pedro falou de novo: "Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo (fileo)". Pedro aprendeu! Pedro amou seu Salvador com certeza, mas agora reconheceu a fraqueza deste amor por ele. Nós reconhecemos isto?

Cada vez Jesus disse a Pedro: "Apascenta os meus cordeiros", a primeira vez; ou "Apascenta as minhas ovelhas", a segunda e terceira vez. Porque? Só o servo de Deus humilde, dependente e que conhece a fraqueza do seu amor por Cristo, é capaz de apascentar os cordeiros (os crentes novos e fracos na fé), e as ovelhas (os crentes mais crescidos na fé). Veja o que Pedro depois escreveu em I Pd. 5:1-11.

2. O Salvador anunciou o cumprimento da palavra de Pedro em Lc. 22:33. v. 18-19. Jesus deu a promessa a ele de ser fiel até a morte. Pedro estava pronto para isto, porque se humilhou para servir o Senhor dependente dele. Como é que Pedro morreu? Crucificado de cabeça para baixo pelo pedido dele, porque não achou digno de ser crucificado como Jesus.

3. Pedro, voltando-se. v. 20-23. Pedro ficou restaurado e em comunhão com seu Salvador e pronto para serví-lo fielmente. Mas, veja o perigo de tirar os olhos do Salvador e olhar para os homens (neste caso João). Isto mostra para nós, irmãos, que a nossa carne sempre está presente conosco para tirar os nossos olhos do Salvador. A última palavra do Salvador a Pedro era: "Segue-me", não olhar para os outros e ficar preocupado com a obra que o Senhor deu a eles para cumprir. Jesus falou a Pedro, não é seu negócio o que eu tenho para João fazer, "SEGUE-ME, TU".

3. As outras coisas que Jesus fez. 21:24-25.

João testificou que o seu testemunho é verdadeiro. Sabemos que é, porque veio de Senhor. Mas, não é tudo que Jesus fez e falou. Porque seria impossível contar tudo que Jesus fez, nem necessário. Deus nos deu na sua Palavra tudo que precisamos saber sobre ele e a sua obra. Jesus é mais maravilhoso do que a língua pode dizer!!!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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