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ESTUDOS EM MATEUS

OS QUATRO EVANGELHOS DO NOVO TESTAMENTO

São Quatro Evangelhos do Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João.

1. Porque são quatro Evangelhos e não somente um? Todos quatro são sobre a mesma pessoa (Jesus Cristo), então porque são quatro?

Esta pessoa (Jesus Cristo) tem importância suprema e só um Evangelho não dá para contar a Sua excelência, grandeza e magnificência. Também mostra a inspiração divina da Palavra de Deus porque tudo combina e concorda. Outros homens (descrentes e crentes, judeus e gentios) escreveram sobre a vida de Cristo, mas Deus somente inspirou divinamente estes quatro para relatar a vida de Cristo (Lucas 1:1-4). Estes quatro livros são cem por cento verdade e de confiança, o único relato da vida dEle que é, porque são inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro 1:20-21). Os quatro Evangelhos tem diferenças, semelhanças e informação adicional e suplementar; mas, todos estão contando a mesma história da mesma pessoa (Jesus Cristo). Cada um fala de Cristo segundo ao seu próprio tema. Assim temos um retrato mais completo do nosso Salvador maravilhoso.

2. Os Temas e As Datas dos Evangelhos.

Mateus. 40-55 d. C. O Messias como o Rei de Israel (autoridade). 1:1. 16:16-19. 28:18-20.

Marcos. 57-63 d. C. Cristo como o Servo de Deus. 10:45.

Lucas. 63 d. C. Cristo como o Filho do Homem. A frase chave; "Filho do Homem." 19:10.

João. 90 d. C. Cristo como Deus e o Filho de Deus. 1:1-4. 20:31.

3. A Ordem dos Evangelhos. É só por acaso que foram escritos nesta ordem certa e fixa de Mateus, Marcos, Lucas e João? A ordem escrita dos Evangelhos é divina e tem propósito e desenho divinos.

Mateus faz conexão com o Velho Testamento (as Escrituras Hebraicas). Mateus revela o Messias-Rei prometido do Velho Testamento aos Judeus. O Novo Testamento é o cumprimento do Velho - nota logo no começo do Novo Testamento que diz (Mateus 1:22). O primeiro livro do Novo Testamento manifesta o Messias-Rei prometido do Velho Testamento. É por isso Deus diz em Mateus: "Este é o meu amado Filho em quem me comprazo: escutai-o" (17:5).

Marcos representa o Messias como o Servo Fiel e Obediente de Deus. Marcos é um Judeu-Gentio (João Marcos) que faz conexão com o judeu e o gentio.

Lucas diz que o Messias é o Filho do Homem. Lucas era um médico e um gentio.

João declara que o Messias é o Filho de Deus eterno.

Dá para ver que a verdade falada nos quatro Evangelhos é progressiva, metódica e ordenada. Pode ser outra ordem dos Evangelhos do Novo Testamento? Não, somente esta dá.

4. Os Evangelhos Sinópticos e João.

Mateus, Marcos e Lucas são chamados os Evangelhos Sinópticos porque falam mais ou menos os mesmos acontecimentos da vida de Cristo.

João foi escrito alguns anos depois dos outros e relata matéria que os outros não relatam. Observa as seguintes coisas:

Os Evangelhos Sinópticos - O Evangelho de João

Os Fatos Públicos da Vida de Cristo - Os Fatos Íntimos da Vida de Cristo

Os Aspectos Humanos da Vida de Cristo - Os Aspectos Divinos da Vida de Cristo

Os Discursos Públicos da Vida de Cristo - Os Discursos Particulares da Vida de Cristo

O Ministério Galileu de Cristo - O Ministério Judeu de Cristo

5. Outra Diferença que combina com o tema de cada um dos Evangelhos; as Genealogias.

Mateus - O Evangelho do Messias-Rei de Israel começa com Abraão e faz conexão com Davi o rei e termina com José. Esta genealogia é através de José. Mostra que Jesus é o Messias prometido dos Judeus que assentará-se no trono de Davi como o Rei dos reis da terra no fim.

Marcos - Não tem genealogia porque não é necessário dar os antepassados de um servo, mas só de um rei.

Lucas - Esta genealogia é através de Maria. Começa com o sogro de José (e passa logo para a genealogia de Maria), e termina com Adão, porque Ele é representado em Lucas como o Filho do Homem.

João começa logo dizendo que Jesus Cristo é Deus (Jeová), o Filho Eterno de Deus conforme ao seu tema.

6. Os Começos e Os Fins dos Evangelhos.

Mateus - O Evangelho do Messias-Rei começa dizendo que Ele é o Messias prometido a Abraão que assentará-se no trono de Davi: e termina com a Sua ressurreição, a prova certa e absoluta de tudo isto.

Marcos - O Evangelho do Servo Fiel e Obediente de Deus começa contar logo a história do serviço da vida do Servo fiel, obediente e divino: e termina com este Servo exaltado no céu.

Lucas - O Evangelho do Filho do Homem começa contando a história do homem perfeito chamado Jesus: e termina com este Homem subindo para Deus nos céus.

João - O Evangelho do Filho de Deus começa com o fato que Ele é Deus: e termina com a promessa da Sua vinda gloriosa e poderosa.

 

 

ESTUDOS EM MATEUS

Autor - Mateus o Publicano (9:9), Apóstolo e Testemunha Ocular da vida de Cristo.

Data - 40 - 55 d. C. O primeiro Evangelho para ser escrito, poucos anos depois da crucificação do Senhor Jesus Cristo.

Esboço do Livro de Mateus.

I. Introdução - Nascimento e Infância de Cristo. Capítulos 1-2.

II. Ministério de Cristo na Galiléia. Capítulos 3-18.

III. Ministério de Cristo no Caminho (Judéia) para Jerusalém. Capítulos 19-20.

IV. Ministério Final de Cristo em Jerusalém. Capítilos 21-25.

V. A Crucificação e A Ressurreição de Cristo. Capítulos 26-28.

Outro Esboço.

Mateus diz em 4:12 que "Jesus voltou para Galiléia", e em 19:1 diz que "saiu da Galiléia". Com estes dois versículos podemos marcar o começo e o fim do seu ministério da Galiléia. A maior parte do livro de Mateus fala sobre o Ministério da Galiléia de Cristo. Antes do versículo 4:12 e depois do versículo 19:1 Jesus está na Judéia, sem contar a sua infância em Nazaré da Galiléia. Então, é que Jesus Cristo deixou a sua terra de Nazaré da Galiléia para ser batizado, começar seu ministério público, ser tentado por Satanás; e logo depois voltou para Galiléia e ficou até 19:1 quando saiu para Jerusalém e a morte. Então, este esboço é assim.

I. A Vinda do Messias até a Preparação do Ministério Público. Capítulos 1:1 - 4:11.

II. O Ministério do Messias da Galiléia. Capítulos 4:12 - 18:35.

III. O Ministério do Messias de Jerusalém. Capítulos 19:1 - 28:20.

O Propósito ou Tema do Livro.

Revelar Jesus Cristo como o Messias dos Judeus e o Rei de Israel. Mostrar que Jesus Cristo é o Messias prometido que cumpriu as profecias do Velho Testamento: e que um dia estabelecerá seu reino e reinará sobre o trono de Davi como o Rei dos reis. Este livro faz conexão com o Velho Testamento para revelar ao Judeu que Jesus Cristo é o Messias-Rei profetizado do Velho Testamento.
 

A PRIMEIRA DIVISÃO DO LIVRO - MATEUS 1:1 - 4:11

A VINDA DO MESSIAS ATÉ A PREPARAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO.

A Linhagem do Messias-Rei. 1:1-17.

É a linhagem de Jesus Cristo, o herdeiro das promessas (alianças ou pactos) feitas para Abraão e Davi. É a linhagem (genealogia) do Rei dos reis. Jesus era da família de Abraão e Davi como prometido e o Judeu sabia. Mateus dá a linhagem através de José fazendo conexão com Abraão e Davi. Lucas dá a Sua linhagem através de Maria ( sua mãe) terminando com Adão. Mateus começa com Abraão indo por Davi e terminando com José, o marido de Maria.

O nome "Jesus" significa Jeová é salvação ou Jeová salva. Este é o nome próprio dEle dado à sua circuncisão (Lucas2:21). O nome "Cristo" é a tradução grega da palavra hebraica "Messias" que significa "O Ungido". Este é o título do ofício dEle como "O Cristo" (Messias). O nome completo "Jesus Cristo" foi usado mais depois da Ascensão dEle.

O Nascimento de Jesus Cristo. 1:18-25.

Maria ficou grávida pelo poder do Espírito Santo. Não aconteceu nenhum tipo de imoralidade da parte de Maria. Era virgem quando concebeu Jesus, e ficou virgem até depois do nascimento dEle. José não conheceu Maria sexualmente até depois que Jesus nasceu. O contrato (noivado) de casamento (desposar) naqueles dias era igual ao casamento. Para desfazer o contrato de casamento, tinha que dar divórcio. José pensou em dar para Maria um divórcio secreto porque era homem decente e não queria deixar Maria envergonhada na frente dos outros, mas o Espírito Santo revelou tudo para ele e não fez porque era homem temente a Deus. O nome Emanuel diz tudo: "Deus conosco".

O Messias-Rei nasceu para salvar o Seu povo dos seus pecados de uma virgem como foi profetizado no V.T. Foi um milagre de Deus. Jesus Cristo nasceu neste mundo como o Deus-Homem, sem pai terrestre e a natureza pecaminosa.

A Visita dos Magos, A Fuga para o Egito, A Matança das Crianças e A Volta para Nazaré. 2:1-23.

Jesus nasceu em Belém da Judéia. Belém fica um pouco mais do que oito quilômetros de Jerusalém. Foi profetizado que o Messias ia nascer em Belém (Miquéias 5:2). Belém era a cidade de Rute e Boaz.

Herodes o rei (Herodes o Grande) estava reinando em Judéia nesta época. É por isso que fugiram para o Egito depois. Herodes era homem inseguro e cheio de inveja de qualquer pessoa que ele achou que podia tomar o seu trono. Ele matou sua esposa preferida, cinco irmãos e cinco dias antes da morte dele mandou matar um dos seus filhos. Ele ficou com inveja quando os magos chegaram procurando "O Rei dos Judeus". Logo queria matar esta criança que ele achou que podia tomar o seu trono. Ele tentou mesmo matar Jesus quando mandou matar todos os meninos em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo. Observa a profecia de Jeremias; 2:17-18, Jeremias 31:15). Nota as palavras enganosas de Herodes no v. 8. Nem todo mundo que diz que adora nosso Salvador deve ser crido. As vezes é uma tentativa para destruir e nada mais. Em vez de amor, Herodes tinha ódio e assassínio no coração.

Os magos eram homens sábios de Babilônia ou Pérsia. Provavelmente eles aprenderam sobre o Messias dos judeus que estavam lá depois do cativeiro. A Bíblia não diz que eram três magos, somente que eram mais de um. Eles viram a estrela do Rei, e queriam ver também o Rei. Foi uma estrela especialmente preparada por Deus para identificar o Messias (Números 24:17). Eles vieram para adorar o Rei, homens sábios mesmos. Eles não sabiam exatamente onde ia nascer o Messias, mas os príncipes e escribas dos judeus responderam, "Em Belém de Judéia". Eles viajaram a noite e acharam Jesus em Belém na sua própria casa (não mais na manjedoura da estalagem), e Jesus não era mais criancinha de peito. Jesus já tinha mais ou menos dois anos de idade (2:16). Eles trouxeram presentes para o Rei dos reis. Deus providenciou assim o ouro para a viagem para o Egito. Eles voltaram para a terra deles por outro caminho, porque foram avisados pelo anjo de Deus para não falar mais com Herodes, e nós sabemos porque.

Herodes morreu com 70 anos de idade depois de reinar durante 34 anos. Ele morreu de úlceras intestinais. Ele tinha convulsões em toda a parte do corpo e sofreu o apodrecimento dos órgãos sexuais por causa de uma vida inteira de imoralidade. Depois da morte de Herodes José, Maria e Jesus voltaram para Nazaré da Galiléia onde Jesus era crido, por isso foi chamado o Nazareno. Nazaré era a terra de José (Lucas 2:1-6) e Maria (Lucas 1:26).

Nota os seguintes tipos de homens: homens sábios que procuram a verdade à fonte certa e pela liderança divina (os magos), aqueles homens que tem conhecimento da Palavra de Deus na cabeça e nada no coração (os príncipes e escribas), aqueles homens que ficam assustados pela verdade (Herodes), e aqueles que são os guardadores fiéis da verdade (José e Maria). O Ministério de João O Batista e o Batismo do Messias. 3:1-17.

Nos dias em que Jesus ainda estava em Nazaré (Naqueles Dias) João O Batista apareceu pregando no deserto da Judéia, entre Jerusalém e o Rio Jordão. Observa que o nome dele é João e o título do ofício dele é Batista. Ele era chamado O Batista antes de batizar alguém. Também na língua grega tem o artigo definido "O" com o nome dele, João "O" Batista. Ele era chamado O Batista porque era batista mesmo.

João O Batista era o homem profetizado por Isaías (40:3) como o precursor do Messias. Ele veio "pregando" o arrependimento, confessar os pecados e fé no Messias de Deus. Ele somente batizou as pessoas assim. Ele recusou batizar os fariseus e saduceus porque não tinham a evidência (frutos dignos de arrependimento) da salvação (doutrina, arrependimento e fé). Por isso sabemos que não batizou criancinhas. Não somente recusou batizá-los, mais também condenou-os severamente por causa da sua rebelião e rejeição da verdade. João O Batista não era aceitado pelo mundo religioso. João O Batista veio preparar o povo para Jesus Cristo. E preparou-o mesmo, porque Jesus Cristo usou este povo que João O Batista preparou para fazer a Sua primeira igreja aqui no mundo. Este é o único batismo reconhecido por Deus como autêntico. Foi este batismo que Jesus recebeu e deu para a Sua igreja. É "só" a igreja dEle (batista) que tem o batismo certo.

João O Batista era somente uma voz por Deus proclamando o Messias. A mensagem é mais importante do que o mensageiro. Ele tinha roupa e comida bem diferente. O crente deve ser diferente do que o mundo. João O Batista pregou arrependimento, fé, separação, castigo (inferno), predestinação, batismo certo e que Jesus Cristo é o Preeminente.

Devemos observar cuidadosamente como ficou o "Batismo do Senhor Jesus Cristo". Porque Jesus nos deixou o exemplo do batismo do seu povo para sempre.

1. Jesus andou mais ou menos 100 quilômetros (da Galiléia para o Jordão) para receber o batismo de João. Porque não pediu outro crente batizá-lO? Porque a autoridade no batismo é indispensável. Somente João era autorizado por Deus para batizar e nenhuma outra pessoa da terra tinha esta autorização. Jesus recebeu este batismo e o deu para a Sua igreja, e é só ela agora que tem a autoridade de administrar este batismo reconhecido por Deus e recebido de João O Batista por Jesus Cristo.

2. Jesus Cristo foi batizado pela imersão. Tem que ser que foi pela imersão, porque "Jesus sendo batizado, saiu logo da água"

3. O batismo de Jesus Cristo foi para simbolizar o que ia fazer para cumprir toda a justiça. Como é que Jesus cumpriu toda a justiça? Quando morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. Batismo simboliza o Evangelho.

4. O batismo certo não é para descrente! Jesus não Se batizou para ser salvo, porque Ele é o Salvador. Batismo é para uma pessoa já salva.

A Trindade se manifestou ao batismo de Jesus Cristo. Porque? Entre outras coisas a obra da salvação é a obra do Deus Triúno. O Pai elegeu, O Filho remiu os eleitos do Pai, e O Espírito Santo chama e regenera os eleitos do Pai e os remidos do Filho. Também o fato que Jesus Cristo é Deus está claramente declarado. Vemos no versículo 17 o que Deus o Pai acha do Seu Filho Jesus Cristo. Se acharmos menos do que isto dEle, já não somos dEle.

A Tentação do Messias. 4:1-11.

"Logo depois" do seu batismo Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Onde fica este deserto não é conhecido com "toda certeza". Alguns dizem que fica ao oeste de Jericó, entre Jerusalém e Jericó.

A palavra tentado significa ser "testado ou provado". Foi possível que Jesus podia ter pecado no deserto? Em tudo, Ele foi tentado, mas sem pecado (Heb. 4:15). Se Ele pudesse ter pecado, a salvação ficaria na dúvida até depois da tentação dEle.. É impossível que Jesus Cristo, o Deus eterno, podia ter pecado. Ele é o que nós não somos. Por isto damos graças a Deus.

Porque o Messias foi tentado pelo diabo? Para provar que Ele é "o cordeiro imaculado e incontaminado". Mostrar que pela "Palavra e o Espírito" o homem pode vencer o diabo. Para que ele possa ser "o sumo sacerdote que possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado". Para provar a sua humanidade e mostrar que Satanás não pôde vencer o Salvador.

O ataque (estas três tentações) de Satanás veio a Jesus quando Ele estava o mais fraco fisicamente. Satanás nos ataca quando estamos o mais fraco. Não há nem cheiro desta coisa chamada de "Quaresma" nesta história toda da tentação do Senhor Jesus Cristo.

O Messias sofreu três ataques fortes por Satanás. Tudo isto é achado em I João 2:16: A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida.

1.A Primeira Tentação (concupiscência da carne) era para suprir as necessidades físicas e legítimas que todo mundo tem numa maneira errada. A arma de Cristo contra o diabo era a Palavra de Deus e a Sua força o Espírito Santo.

2. A Segunda Tentação (soberba da vida) era para abusar o poder de Deus na proteção. Isto provavelmente acontecesse ao muro do templo que ficou ao leste (acima do Ribeiro de Cedrom), onde a altura chegou para ser entre 150 e 185 metros. Deus protege no meio do perigo, mas não é para criar um perigo somente para testar seu poder. Isto seria um abuso do poder do nosso Deus Todo-Poderoso. Jesus não quis tentar o seu Pai. Observa que Satanás citou a Bíblia erradamente de propósito só para derrotar Jesus (Sl. 91:11).

3. A Terceira Tentação (concupiscência dos olhos) era para praticar idolatria em troca de riqueza, honra, prazer, poder e glória. Mas, o Criador não pôde adorar a criatura. Tudo isto já pertence ao Salvador e um dia será dEle publicamente no Seu milênio. Satanás ofereceu ao Messias-Rei um caminho mais curto para o Seu milênio, mas sem ir ao calvário. "O diabo o deixou", mas ele voltou ao Getsêmani e à cruz.

 

A SEGUNDA DIVISÃO DO LIVRO - MATEUS 4:12 - 18:35

O MINISTÉRIO DO MESSIAS DA GALILÉIA

Mateus não está escrevendo uma história cronológica da vida de Cristo, mas ele selecionou os aspectos da Sua vida pelos quais mostra que Ele é o Messias-Rei de Israel.

A Prisão de João O Batista e O Ministério do Messias Começado. 4:12 - 25.

A prisão de João O Batista aconteceu, mais ou menos, um ano depois do batismo de Jesus. O ministério de João foi durante, mais ou menos, um ano e meio. João ficou mais ou menos um ano na prisão antes de morrer. Jesus voltou para a Galiléia para escapar o perigo e cumprir a predestinação. Também Jesus mudou-se de Nazaré para habitar em Capernaum (v. 13). A profecia de Isaías era cumprida (v. 14-16).

Jesus já tinha começado o Seu ministério público. Pregou o que? (v. 17). Jesus chamou logo quatro discípulos para seguí-lO. Eles obedeceram a Sua chamada eficaz sem reserva nem vacilação. Eles deixaram tudo para seguir Jesus (as redes) e se tornar pescadores de homens pelo poder de Deus. É Jesus que nos faz pescadores de homens, e não nós mesmos. Jesus disse; "eu vos farei pescadores de homens".

Nos versículos 23 - 25 temos o resumo do ministério de Cristo da Galiléia. Por causa do Seu trabalho maravilhoso Jesus Cristo ficou muito famoso e gente de outras regiões vieram para seguí-lO.

O Sermão da Montanha. 5 - 7.

É aceitado que este sermão foi pregado por Jesus Cristo num monte muito bonito olhando de cima do Mar da Galiléia não muito longe de Capernaum. Este sermão nos dá o caráter e conduta dos que são salvos pela graça de Deus. Não são coisas que o homem pode criar em si mesmo, porque é impossível que o homem perdido, morto em pecado e ofensas, depravado e inabilidade pelo pecado cria-se de novo com estas coisas no coração. É só Deus que faz isto no pecador pela sua graça e poder. Neste sermão, Jesus Cristo dá o resultado da obra regeneradora de Deus nos seus filhos escolhidos. Eles estão abençoados mesmo por Deus porque tem a salvação que vem de Deus pela graça.

1. As bem-aventuranças. 5:1-12.

Os pobres de espírito são aqueles que sabem que não tem nada para oferecer a Deus que pode merecer a salvação. São salvos puramente pela graça.

Os que choram são aqueles que estão chorando por causa dos seus pecados. É o arrependimento, outra obra (graça) feita por Deus no pecador.

Os mansos são aqueles que são humilhados perante de Deus por causa do seu conhecimento de ser pecadores salvos pela graça e que Deus é santo.

Os que tem fome e sede são aqueles que tem fome e sede para conhecer e praticar a justiça de Deus na vida. É o resultado de ser convertido verdadeiramente.

Os misericordiosos são aqueles que tem uma disposição para mostrar compaixão e misericórdia para com os culpados, necessitados e sofredores. Porque? Os perdoados tem a disposição divina para perdoar.

Os limpos de coração são aqueles que tem singeleza de coração, honestidade sem hipocrisia, sem interesse egoísta e pureza que vem de dentro para fora para com Deus. Porque? Porque são novas criaturas.

Os pacificadores são aqueles que tentam fazer a paz entre as pessoas do mundo, e especialmente a paz que vem pelo conhecer Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Eles pregam a reconciliação por Cristo Jesus. São os embaixadores da parte de Cristo rogando o mundo para reconciliar-se com Deus por Jesus Cristo. II Cor. 5:18-21.

Os que sofrem a perseguição são aqueles que estão zombados, escarnecidos, odiados, desprezados e abusados por causa de Cristo pelo mundo. É uma honra sofrer por Cristo sabendo tudo que Ele sofreu para nos salvar dos nossos pecados!

2. A Influência dos Salvos no Mundo. 5:13-16.

Os salvos são como o sal da terra. Sal preserva e detém corrupção (decomposição). Os salvos são uma ação de deter a corrupção moral do mundo. Os salvos espalhados no meio do mundo estão tornando mais lento a corrupção moral do mundo. Também o sal dá sabor à comida. O mundo não é um lugar agradável morar; mas, os salvos devem fazer do mundo um lugar mais feliz (mais gostoso) onde morar. Sal também dá sede. Os salvos devem dar uma sede para as coisas de Deus no meio do mundo que está sem a água da vida. Pode salgar carne, mas não pode salgar sal! Sal que fica insípido, presta para nada. O crente (salvo) infiel também presta para nada no serviço de Deus..

Os salvos são a luz do mundo. Jesus Cristo é a luz do mundo e a nossa luz vem dEle (Efésios 5:8). Mas, Jesus está ausente e Ele nos deixou aqui para dar a sua luz neste mundo de trevas (Filipenses 2:15). Cristo Jesus nos deu a luz do Evangelho para que possamos dar a luz dEle aqui no mundo. Como uma cidade edificada sobre um monte que ilumina o caminho de chegar lá; nós (os salvos) damos a luz ao mundo para saber o caminho para Deus. Estamos refletindo (como a lua) a luz De Cristo (o Sol da Justiça) na noite. O propósito de uma luz é brilhar. Devemos brilhar por Cristo o melhor possível (Mateus 25:1-13). Não devemos esconder a nossa luz por Cristo. A melhor maneira de brilhar por Cristo, deixar o mundo ver as nossas boas obras e para que o mundo possa glorificar Deus é colocar a nossa luz no velador (castiçal, Apocalipse 1:20), que é na Igreja do Senhor Jesus Cristo.

3. A Relação da Lei de Moisés com a Missão do Messias. 5:17-20.

Jesus Cristo, o Messias-Rei de Israel, veio para cumprir o Velho Testamento (a lei e os profetas), não para destruir nem anulá-lo. O Mesisas-Rei cumpriu a lei de Deus perfeitamente. Ele cumpriu a lei cerimonial e civil e todos os símbolos dela como o Cordeiro de Deus perfeito pelo pecado. Ele cumpriu a lei moral pelo viver uma vida perfeita de justiça. Ele pagou a pena da lei de Deus como o substituto pelos eleitos de Deus. O Messias de Deus é o cumprimento da lei de Deus.

Por isso, podemos dizer que o Messias-Rei honrou e não desprezou a lei e os profetas. Ele cumpriu-a perfeitamente, uma coisa que o judeu (fariseu) só fingiu fazer pela sua lei pervertida da lei de Deus verdadeira. Jesus honrou até o jota (cruzamento de um t) e o til (o ponto de um i) da lei de Deus. Jesus condenou a pessoa que anulou e desprezou a lei de Deus. Nosso Salvador diz para nós, os salvos, a importância de viver pela observação dos mandamentos da Sua Palavra. Este tipo de justiça somente vem pelo novo nascimento.

4. Algumas Perversões da Lei de Deus pelos Judeus Corrigidas pelo Messias. 5:21-48.

Agora o Messias-Rei examina, corrige, explica e condena as interpretações pervertidas da lei do Velho Testamento pelos judeus. Observa a frase: "Ouviste que foi dito, Eu, porém vos digo" (versículos 21-22, 27-28, 31-32, 33-34, 38-39, 42-43). Eles fizeram da lei de Deus o que quiseram para que pudessem observá-la do jeito que eles queriam. Agora a voz de Deus fala. Ou podemos dizer que Deus mesmo fala.

O pecado de se irar injustamente. v. 21-26. O mandamento sexto está explicado pelo Messias-Rei. Este mandamento não somente proíbe assassinato, mas também a ira errada, maligna, excessiva e as manifestações verbais dela. Nota que Jesus não proibiu a pena da morte, a guerra, o direito de se proteger, nem se irar justamente na maneira certa (Romanos 13:1-7, Efésios 4:26-27).

Há uma necessidade de se reconciliar com aquele que "está ofendido conosco". Devemos fazer o máximo para estar reconciliados com todos. A falha de fazer isto impede a nossa adoração de Deus. Como é que possamos ter comunhão com Deus quando não temos comunhão com os irmãos? Há necessidade de perdoar e tentar entender e fazer um acordo sem envolver o mundo nos negócios entre os irmãos e até com o mundo se for possível.

O pecado de lascívia, concupiscência e imoralidade. v. 27-30. O mandamento sétimo está explicado pelo Messias-Rei. Este mandamento não somente proíbe todo tipo de imoralidade, mas desejar, contemplar, cobiçar e até olhar para uma mulher com esta intenção. Auto-negação é a única maneira de evitar este pecado. Porque há adultério de coração.

O divórcio explicado pelo Messias-Rei. v. 30-32. O fariseu ensinou que podia dar um divórcio por "qualquer razão". Ele ensinou que não tinha nenhuma limitação. Uma mulher podia divorciar seu marido também (Marcos 10:12). Jesus deu a razão certa para divórcio: prostituição. A pessoa inocente divorciada por isto tem direito para se casar novamente. Nota outra razão aceitável que o Apóstolo Paulo dá (I Coríntios 7:10-15). O homem não tem direito para mudar a lei de Deus sobre o divórcio. A lei de Deus conduz para uma moralidade santa, pura e boa.

O assunto de juramentos. v. 33-37. Os escribas disseram que um juramento que não falou o nome de Deus, não era pecado nem obrigatório para guardar. Mas, o Messias-Rei disse o contrário! Jesus disse que é melhor não jurar sem necessidade. Devemos ser pessoas de palavra sem necessitar jurar para dizer a verdade. O mentiroso não é crível até quando está jurando que diz a verdade. Mas, o homem de palavra vai dizer a verdade até sem juramento. É para dizer a verdade toda hora e em todo lugar.

A lei de retaliação. v. 38-42. É uma condenação de se vingar pessoalmente. Essa é uma coisa que o governo deve cuidar. O governo deve dar um castigo que é cabível ao crime. Mas, isto deve ser deixado na mão do governo para cuidar e executar. Devemos agüentar mal tratamento se for necessário e/ou inevitável. Observa João 18:22-23 e Atos 23:2-3. Temos que sofrer com paciência e sem procurar nos vingar depois, mas não significa que temos que sofrer tudo que a gente faz contra nós e ficar sem jeito. Se formos obrigados pela lei fazer até uma coisa injusta ou sofrer a perda de nosso bem, devemos fazer até mais do que estamos pedidos. Tudo tem que ser feito em acordo com a Bíblia (I Timóteo 5:8. II Tessalonicenses 3:10). Não devemos apoiar pecado, preguiça, ajudar o malvado, nem deixar a família passar necessidade. Mas, fazer tudo com respeito, amor sofredor, compaixão e paciência; como Jesus Cristo nosso Salvador agüentou.

Amar nossos inimigos. v. 43-48. O fariseu disse que um inimigo não era seu próximo. Assim ele podia evitar o mandamento claro da Palavra de Deus (Levítico 19:18). Jesus disse o contrário. Não devemos procurar nos vingar não; mas, sim devemos procurar fazer bem por nossos inimigos. É assim que Deus faz (v. 45). Dar misericórdia por um amigo é do homem (hipócritas), mas dar misericórdia pelos inimigos é de Deus. Devemos procurar fazer mais que o mundo faz.

5. A Piedade Falsa e Verdadeira. 6:1-18.

O Messias-Rei agora contrasta a piedade verdadeira da Palavra de Deus com a piedade hipócrita dos escribas e fariseus. Aquele que está caracterizado da piedade verdadeira se ocupa mais com sua relação para com Deus e a Sua aprovação do que o aplauso e louvor dos homens. Cristo considera as três coisas principais da vida de um judeu: fazer a esmola, orar e jejuar.

Fazer a esmola. v. 1-4. Fazer a esmola significa fazer as boas obras ou os bons atos. As boas obras podem ser feitas de motivo errado. Está certo fazer as obras para o Senhor, e isto não é condenado. Mas, não devem ser feitas para chamar a atenção a si mesmo, para se mostrar nem para receber o aplauso dos homens e ser glorificados por eles. Assim faz o hipócrita; ele finge ser o que não é só para si mostrar. A sua religião é externa e falsa, é somente uma tentativa de buscar o louvor dos homens, mas não de Deus. Devemos fazer as nossas boas obras quietamente e sem chamar atenção. Se ninguém souber ou ver a nossa obra; se a gente não for grata? Não importa, porque estamos fazendo para Deus por amor, não para os homens. Deus sabe e Ele vai abençoar. O galardão de Deus vem depois, e Deus não dá galardão para o homem que faz pelo aplauso do homem, porque esse já recebeu seu galardão (o aplauso dos homens). A aprovação de Deus é bastante!

Oração. v. 5-15. Não é uma condenação de orar publicamente nem de orar em pé. A posição física da pessoa não é muito importante. Mas, a razão e maneira de orar é importante demais. Não é para ser visto pelos homens e por isto glorificados por eles. O hipócrita ora assim para se mostrar, não para falar com Deus intimamente. É melhor ficar num lugar calmo e oculto; e assim pode orar a Deus com toda sinceridade, franqueza, dedicação e amor. Não há nenhuma virtude em falar demais (usar de vãs repetições) como os pagões fazem. A oração cumprida não é condenada, mas repetir a mesma coisa muitas vezes que não tem sentido é. Pedir o perdão de pecado do Senhor em oração sem perdoar os outros dos seus pecados contra nós, é pedir em vão. Depois Jesus nos ensina como orar (v. 9-13).

Jejum. v. 16-18. Jejuar é se negar voluntariamente de comida por um período de tempo para ficar mais perto do Senhor e se dedicar a Deus sem a preocupação de fazer os cuidados de vida. É coisa boa fazer; Jesus e a Sua igreja primitiva fizeram. Deve ser feito de uma maneira que ninguém sabe, sem chamar atenção para si mesmo. Os fariseus e escribas (chamados hipócritas por Jesus) desfiguraram as suas caras, não tomaram banho, nem ajeitaram o cabelo para aparecer que estavam jejuando. Se jejuar, deve aparecer como normalmente aparece; lava o rosto, toma banho, ajeita o cabelo e sem dar evidência que está jejuando. Porque? Porque faz para Deus e Ele vê o coração, não para os homens. É assim que devemos fazer as nossas boas obras para Deus.

6. As Coisas Materiais e Os Cuidados de Vida. 6:19-34.

A perspectiva certa das coisas materiais. v. 16-24. O homem inclina-se para procurar a sua segurança e felicidade nas coisas materiais em vez de Deus. Mas, para o justo, Jesus disse, deve ser em Deus só. Vamos para o céu ficar com nosso Salvador, então vamos nos preocupar com ajuntar tesouro lá, e não aqui na terra. Como é que possamos ajuntar tesouro lá no céu estando nós ainda aqui na terra? Gastando a nossa vida e coisas materiais no seu serviço fielmente. Assim estamos mandando lá um tesouro que fica bem guardado e seguro demais. Este mundo não é nosso lar (casa, somos aqui somente forasteiros e peregrinos), mas vamos para nosso lar eterno depois e lá vamos gozar no nosso tesouro bem guardado e seguro eternamente. Não faz sentido fazer isto aqui, porque vamos deixar este mundo e tudo que nele tem afinal. Somos os servos de Deus e da sua vontade, não os escravos do pecado, deste mundo nem das suas coisas materiais. Nosso coração fica lá no céu enquanto os nossos corpos estão ainda aqui na terra. Devemos olhar para as coisas deste mundo através desta perspectiva divina.

É servir Deus de todo coração e confiar nEle para suprir as nossas necessidades. É lembrar que a nossa vida é mais do que só comida e roupa. A nossa vida é de Cristo e para ser usada no seu serviço. Ele já nos deu a maior bênção, salvação e vida eterna, Ele nos dará também as necessidades de vida para que possamos servir nosso Salvador fielmente neste mundo. Deus não supre a comida para as suas criaturas, e lhes veste belamente? Ó homens de pouca fé que somos nós. Vamos buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e Deus vai providenciar as coisas materiais certas para serví-lO fielmente aqui até chegarmos no nosso lar celestial. Preocupação sobre estas coisas é pecado. Todo dia tem bastante dificuldade sem aumentá-la com a nossa preocupação. Preocupação pode criar doença e até morte numa pessoa. Queremos menos ansiedade, angústia, e preocupação na vida? Preocupar não muda a nossa situação. Então, temos que confiar em Deus e a sua provisão! Ele sabe o que precisamos e Ele não vai nos abandonar nunca. Ele não nos salvou e deu esta esperança do céu para nos abandonar aqui na terra. Pouca fé é uma grande falha. Não é uma desculpa para ficar irresponsáveis; mas, sim para servir o Senhor com toda fidelidade e guardar todos os seus mandamentos; e deixar o resto com Ele. Ele é fiel em tudo! Deus nos ajuda ficar fiéis no seu serviço.

7. Juízo Errado e Proibido. 7:1-6.

Julgar (v.1) as vezes significa condenar. A palavra "julgar" aqui sugere a idéia de julgar severamente, injustamente, grosseiramente, cruelmente, insensivelmente, duramente, à crítica rigorosa ou de maneira de pouco amor. É este tipo de juízo que Jesus proibiu. É o tipo de juízo dos fariseus. Jesus não proibiu formar opinião acerca da conduta e doutrina dos outros baseada na verdade e santidade da Palavra de Deus (João 7:24. Mateus 7:15-20), mas sim Ele deu para nós a responsabilidade de fazer isto fielmente. Mas, Jesus falou para não fazer juízo injusto, grosseiro, não estabelecido, sem razão, e duro demais. Podemos julgar as ações das pessoas, mas não seus motivos. Estas coisas devemos deixar para Deus julgar. O perigo em julgar os outros é julgar injusta e incorretamente.

Para julgar (v.2) os outros, temos que nos julgar primeiramente com toda franqueza. Muitos estão ocupados em achar os pecados e falhas nos outros enquanto estão passando por cima dos seus pecados e infidelidades com muita negligência. Devemos nos julgar severamente, e julgar os outros suavemente. É bom também procurar as boas qualidades na vida dos outros, e não só as falhas.

O hipócrita (v. 3-5) faz exatamente o contrário; ele fica procurando a coisa mínima errada (argueiro) nos outros, e deixa na sua própria vida uma falha bem grande (trave). O hipócrita inquieta-se sobre as coisas mínimas, e nem liga com as coisas importantes mesmas (como os fariseus). Deus nos ajude nos julgar primeiro e depois os outros com amor.

Os santos (salvos) não devem julgar injustamente, nem devem ser bobos (v. 6). Cachorros e porcos eram considerados animais sujos e mal-educados pelos judeus. Aqui significam as pessoas que ficam do mesmo jeito a respeito da Palavra de Deus. Não faz bom senso para dar a Palavra de Deus para as pessoas que ficam como os cachorros e porcos a respeito de ouvir a Palavra de Deus. Porque eles já mostraram para nós que só tem desprezo e ódio para a Palavra de Deus durante algum tempo. A sabedoria de fazer isto vem de Deus e pelo conhecimento da Palavra de Deus.

8. A Exortação para Orar. 7:7-12.

Jesus Cristo exortou seus discípulos a orar a Deus pedindo as suas necessidades. Mas, temos que lembrar de que tem que ser feito com um motivo certo e segundo a vontade de Deus (Tiago 4:3. I João 5:14). O pai bom não recusa o seu filho quando pede certamente para a coisa boa. Mas, o pai dá para seu filho a coisa certa na hora certa. Não dá uma coisa inútil (pedra), nem coisa prejudicial (serpente). O nosso Pai celestial é sábio demais para errar assim e ser insensível e desamável.

Esta regra (v. 12) foi dada aos salvos. Devemos tratar os outros como queríamos ser tratados por eles, ou como queríamos para nosso Pai celestial nos tratar. Isto acabaria com todo tipo de mal-tratamento.

9. Os Dois Caminhos. 7:13-14.

Jesus falou de dois caminhos: um conduz à vida eterna, e o outro à perdição. A porta do caminho de perdição é larga e seu caminho espaçoso. Este caminho é viajado pela maioria das pessoas porque é o caminho do mundo. Para entrar por esta porta e andar neste caminho, não tem que deixar nada lá fora, porque a porta é larga e o caminho espaçoso. Neste caminho pode levar todas as coisas da vida e andar com muita gente. Por isso, parece ser o caminho certo, mas o fim dele é perdição. O caminho apertado tem uma porta bem estreita. Não dá para levar todas as coisas da vida velha, porque a porta é estreita, só dá para a pessoa passar por ela mesma. A pessoa que vai seguir Cristo tem que deixar a vida velha (arrependimento) e entrar pela porta (fé em Cristo como o Salvador). O andar neste caminho com Cristo é apertado, quer dizer que o crente anda com Cristo aqui neste mundo cumprindo a sua vontade (que é estreita e cuidadosa) na vida, não a vontade do mundo que é liberal demais. Mas, o fim dele é vida eterna. Sabemos como achamos a porta deste caminho, o Senhor a mostrou para nós pela graça.

10. Aviso Contra Os Falsos Profetas. 7:15-20.

Os falsos profetas fazem difícil achar a porta estreita e o caminho apertado. Porque seu ensino tem uma "semelhança à verdade". É por isso que eles enganam muita gente, mas seu ensino é essencialmente uma mentira. Eles vem com sua mentira da sua própria conta para enganar, não são enviados por Deus. Parecem ovelhas por fora com seu ensino enganoso, mas são lobos (a natureza rebelde) de verdade com desejo para destruir todos com sua mentira maligna. Eles são ainda os presos de Satanás e da sua natureza pecaminosa. O lobo é o pior inimigo da ovelha, porque ele vem para devorar e espalhar as ovelhas. É isto que eles fazem no meio do povo de Deus. Os falsos profetas são conhecidos pelos seus frutos. Como podemos saber qual tipo de árvore é pelo fruto que ela produz. Podemos conhecer os falsos profetas por suas doutrinas e obras. A árvore que não produz bom fruto é cortado e lançado no fogo, da mesma forma o falso profeta será lançado no inferno. A doutrina falsa (v. 20) produz uma moralidade pervertida.

11. A Profissão Falsa. 7:21-23.

Nem todos que professam Jesus Cristo como seu Senhor e dizem que Deus é seu Pai celestial vão entrar no céu. Muitos dizem o nome de Cristo e proclamam que Jesus é deles. Muitos fazem boas obras no seu nome e até sinais e milagres. Outros que tem mesmo demônios neles, expulsam os demônios dos outros no nome de Jesus (como Judas Iscariotes). Eles dizem as palavras certas com a boca, mas no cumprir da vontade dEle na vida eles mostram que não tem arrependimento dos seus pecados nem fé em Cristo como o seu Salvador. Chamar Jesus o Senhor e ignorar a vontade dEle é negar Cristo. A pessoa salva não somente reconhece Cristo como o seu Salvador, mas também como o seu Senhor de verdade. Jesus Cristo vai responder a eles no dia do seu juízo; "Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade". O que eles chamaram boas obras, Jesus chamou iniquidade. Nem fazer algumas coisas boas nem aceitar mentalmente uma crença certa conseguem a salvação, mas só pela graça de Deus é que somos salvos!

12. O Homem Prudente e O Homem Insensato. 7:24-29.

O homem prudente é aquele que edifica a sua casa sobre a rocha. Este é o homem que ouve de verdade a Palavra de Deus e pratica o que ouve da Palavra de Deus. É por isto que edifica a sua casa sobre a rocha. A rocha é o único alicerce para uma casa que é seguro, judicioso e sábio. O alicerce edificado sobre a rocha custa mas do que o alicerce de areia. Mas, a casa edificada sobre a rocha não cai quando a chuva e a tempestade vem. Este é o homem que baseia a sua salvação em Jesus Cristo, o único alicerce seguro, judicioso e sábio da salvação eterna (I Coríntios 3:11). Quando a ira de Deus sobre os homens vem (ou qualquer tipo de tribulação, dificuldade, angústia, aflição, ou problema de vida), a sua salvação fica, porque é baseada em Jesus Cristo, o perfeito Salvador. A salvação deste homem fica firme, sólida e segura porque está ancorada em Jesus Cristo.

O homem insensato edifica a sua casa sobre a areia. Ele é um tolo porque "trabalhou muito" para fazer a sua casa, mas fez sobre o alicerce de areia que para nada aproveita. Ele não ouve a instrução da Palavra de Deus, nem pratica-a. Mas, ele baseia a sua salvação nos seus próprios pensamentos, idéias e doutrinas. É por isso que ele não tem o alicerce para a sua casa que agüenta a tempestade da ira de Deus nem dos problemas de vida. Porque quando tudo isto vem (e com certeza vem um dia) a sua casa cai e a sua queda é grande. Só Jesus Cristo presta para ser o Salvador que segura a salvação do pecador eternamente.

Algumas observações: Jesus Cristo era um pregador doutrinal; Todos os homens estão baseando a sua vida sobre alguma coisa; Nem toda base de uma vida presta; A única base para uma vida que presta é Jesus Cristo. A multidão ficou admirada com a Palavra de Cristo; porque Ele falou com a autoridade divina da Palavra de Deus.

Alguns Milagres Do Senhor Jesus, O Messias-Rei. 8:1-34. (O Messias tem poder sobre a Sua criação).

1. A Purificação dum Leproso. 8:1-4.

Este homem leproso disse; "Se quiseres, podes tornar-me limpo": não disse; se puderes, torna-me limpo. Há uma diferença muito grande entre estas duas declarações. Uma mostra a sua adoração, fé, humildade, indignidade e dependência. A outra mostra tudo ao contrário. Pecado e o pecador são como a lepra e o leproso. Observa: não tem cura, fica destruindo a pessoa devagar, deixa a pessoa feia e imunda cada vez mais, a doença se manifesta de dentro para fora, a pessoa tinha que reconhecer a sua condição totalmente perdida (gritando, "imundo") e "a única cura" era de Deus mesmo (se Deus não curasse, não ficaria curado). A Graça de Deus é grande ao pecador que não pode se salvar da sua perdição incurável!

2. A Cura do Criado do Centurião. 8:5-13.

A palavra centurião significa que era o soldado oficial responsável para cem soldados inferiores. O seu criado estava doente e creu com muita fé que Jesus pôde curá-lo. Este homem mostrou também a sua fé, humildade e indignidade para com Jesus; "Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado". Era homem de muita autoridade e importância; mas reconheceu Jesus como seu Mestre e Senhor. Por isso, Jesus elogiou este homem aos outros. Este centurião reconheceu autoridade (porque tinha-a para mandar seus soldados), e que Jesus tinha a autoridade para mandar ir embora esta doença pelo seu poder e autoridade. E era gentio, mas tinha mais fé em Jesus do que os judeus presentes.

3. A Cura da Sogra de Pedro. 8:14-17.

Uma prova absoluta que Pedro era homem casado apesar do ensino da Igreja Católica Romana (I Coríntios 9:15). Pedro não era O Papa de nenhuma igreja, pelo menos da Igreja Católica Romana. A Bíblia diz claramente que era a sogra dele, não outra parente qualquer. Para a pessoa que aceita a Bíblia, é o fim do assunto.

Sendo salvo não significa que o crente nunca fica doente, nem que quando fica doente tem pecado na vida, nem que tem falta de fé. Jesus não indicou que ela tinha nada disto. Mas, Jesus deu para ela numa maneira tão carinhosa a sua saúde novamente. Para que? Para que ela pudesse serví-lo novamente. E foi isto mesmo que ela fez. Jesus curou muitos outros também mostrando o Seu Messiado pelo cumprimento das profecias messiânicas.

4. O Custo do Discipulado. 8:18-22.

Muitos acham que seguir Cristo é uma coisa tão fácil, sem tristeza e dificuldade. Por isso alguns fazem profissão de fé em Cristo prometendo seguir Jesus até o fim, mas quando a prova vem, a pessoa vai embora para não seguir Jesus mais. Seguir O Senhor Jesus Cristo significa deixar tudo para cumprir a sua vontade na vida, que seja que for.

5. Jesus Acalma O Mar. 8:23-27.

Jesus entrou num barco com os Seus discípulos para atravessar o Mar da Galiléia. O Mar da Galiléia é mais ou menos 13 quilômetros de um lado a lado. No meio do mar houve uma tempestade e todos ficaram com muito medo. A fé deles ficou fraca no meio da tempestade. A fé deles não faltou, somente ficou fraca. Eles pediram a ajuda do seu Senhor porque estavam perecendo. As tempestades da vida do crente em Jesus vem e as vezes nos deixam fracos, desanimados, medrosos e quase nos vencendo. Mas, a nossa fé não vai faltar, mas pode ficar fraca. É coisa ruim que a fé fica fraca, mas é coisa boa que ainda fica no Deus poderoso. Pouca fé no Deus poderoso faz muita coisa. Porque pouca fé em um Deus Todo-Poderoso? Ele vai nos ajudar!!

6. Os Demônios Expulsados. 8:28-34.

A província dos Gersegenos fica ao sudeste da praia do Mar da Galiléia. Encontraram Jesus dois endemoninhados ali (Marcos e Lucas só falam de um deles). Deve ser que aquele que deles falam era o mais vocal dos dois. Os demônios conhecem Jesus como o Filho de Deus (eles sabem mais do que as Testemunhas de Jeová), seu fim de tormento com certeza e tem medo dEle com toda razão, porque eles não podem enganar nosso Senhor. Graças a Deus!! Eles sabem também que não tem nada haver com Jesus, nem com a verdade da Palavra de Deus. Demônios são de verdade (anjos caídos) e ser possuído por eles uma realidade verdadeira. Jesus tem poder sobre eles e é só Ele que possa expulsá-los de uma pessoa. Nota onde eles pediram-Lhe entrar, na manada de porcos. Os demônios não tem nada haver com as ovelhas. Depois entraram nas águas, que é o abismo (observa o que Lucas diz, Lucas 8:31; e compara com Apocalipse 9:1 e 20:1-3). Eles preferiram e escolheram o inferno em vez de Jesus Cristo. A cidade toda pediu para Jesus ir embora e não ficar mais com eles. Eles escolheram ficar com as coisas materiais e rejeitar Jesus Cristo o Salvador. A maioria do mundo continua preferindo as coisas do mundo e rejeitando Cristo o Salvador. Um dia Jesus Cristo vai dizer para eles (como disse aqui para os demônios); Ide, e eles vão para o lago de fogo eternamente. Observa o endemoninhado salvo por Jesus Cristo. Ele queria ficar perto de Jesus Cristo e depois ficou missionário contando para todos o que Jesus tinha feito por ele.

Tudo isto mostra que Jesus Cristo é o Messias de Deus: Estes sinais e milagres mostram seu poder sobre a criação, que Ele é de Deus, que Ele é o Filho de Deus e que Ele é Deus mesmo. Mais prova vem ainda!

Mais Milagres e Ensinos do Messias-Rei de Israel. 9:1-38.

1. Jesus voltou para Capernaum. 9:1. Ele nasceu em Belém da Judéia, foi criado em Nazaré da Galiléia e fez a sua residência em Capernaum da Galiléia.

2. A Cura do Paralítico. 9:1-8. Marcos 2:3 diz que quatro homens trouxeram o paralítico. Jesus viu a fé deles (todos cinco) e curou o paralítico de corpo e alma: "perdoados te são os teus pecados". Esta palavra criou uma polêmica entre os escribas, até eles pensaram que era blasfêmia para dizer que pode perdoar pecado, porque é só Deus que pode fazer isto. Para dizer que Jesus Cristo nos perdoou de todo pecado de uma vez para sempre cria polêmica para muita gente ainda. E é a verdade, é só Deus que pode perdoar pecado, e Jesus Cristo, O Messias-Rei, é Deus; mas eles não acharam que Jesus era O Cristo nem Deus. Na língua original ('ele' blasfema) eles chamaram Jesus "um estranho", "uma pessoa arrogante" ou "João-ninguém". Nota a onisciência de Jesus quando Ele conheceu os seus pensamentos. Curar fisicamente e/ou salvar de pecado é a obra de Deus exclusivamente. Jesus tem tanto poder para curar a pessoa fisicamente quanto salvar a pessoa espiritualmente. O Filho do homem tem poder para fazer o que quiser. Jesus fez isto para mostrar que Ele é Deus e que é só Ele que pode perdoar pecado (v. 6-7). Mas o paralítico tinha a certeza que foi curado e salvo apesar da opinião dos descrentes em Jesus Cristo (v. 7).

3. A Vocação de Mateus. 9:9. Ele é chamado também Levi (Lucas 5:27). Ele era Publicano, cobrador de impostos pelo governo romano. É por isso que era odiado pelos judeus e especialmente pelos fariseus. Ele deixou seu passado uma vez para sempre para seguir Jesus Cristo. Ele era uma pessoa que aos olhos das pessoas do mundo podia se converter dificilmente a Jesus Cristo. Mas, quando Jesus chama pelo Seu poder, a pessoa se levanta para seguir Jesus Cristo eternamente. Ó que verdade gloriosa! Vamos pregar e esperar em Deus pelo resultado!

4. O Grande Banquete na Casa de Mateus. 9:10-13. É isto que Lucas 5:29 diz. Os fariseus reclamaram porque Jesus comeu com os publicanos e pecadores. O fariseu achou que qualquer pessoa que não era da sua opinião, leis e interpretações da lei e religião um pecador. Mas, ele não achou que ele mesmo era pecador, porque nos seus próprios olhos ele achou que era santo e justo diante de Deus porque observou e praticou o que para ele era a justiça que Deus aceitava. O fariseu se enganou demais, como muita gente ainda se engana quando acha que possa agradar Deus pelas leis feitas por homens. Jesus condenou estes religiosos com uma reprovação severa. Como a pessoa que não está doente não necessita de médico; a pessoa que se acha justa e santa, acha que não necessita do Salvador. Era o caso do fariseu, ele achou que era santo, e por isso que não necessitou do Salvador. Ó que engano terrível! Jesus veio para chamar os pecadores, não os que estão fingindo ser santos, ao arrependimento.

5. As Perguntas dos Discípulos de João.9:14-17. Eles fizeram uma pergunta sobre o jejum. Eles e os fariseus jejuaram toda semana durante alguns dias (alguns dizem que foi Segunda e Quinta-feira?). Jesus respondeu assim: Não faz sentido para os amigos do noivo irem ao casamento dele e ficarem em jejum na presença dele. Porque é um tempo de alegria, festividade e gozar na felicidade e presença do noivo. Jesus ainda estava na presença dos seus discípulos e eles estavam gozando na sua presença com muita alegria. Mas, depois Jesus foi tirado do meio deles e por isso eles jejuaram sentindo a falta dEle. Jejuar, neste sentido, mostra a tristeza e não a alegria do seu povo.

Jesus também mostrou para os discípulos de João que continuar observando e praticando as leis e regras dos fariseus não deu. Ele deu dois exemplos para mostrar isto. O primeiro é o de costurar um pedaço novo de tecido numa roupa velha que não presta mais. Além do fato que o tecido novo não combina com o tecido da roupa velha e estragada (a doutrina de Cristo não combina com a doutrina falsa); o pedaço novo de tecido costurado na roupa velha depois de ser lavado vai diminuir e deixar o rasgo pior. Tentar combinar a doutrina de Cristo com a falsidade somente vai resultar em rasgar a doutrina de Cristo. O segundo é o de botar o vinho novo no odre velho (a pele de um animal preservada, a pele usada comumente era a de cabra). Não dá para fazer isto porque o odre velho tem pedaços do ácido do suco velho de uva restando nele que já fizeram contato com o ar, e por isso fermentam o suco novo de uva e a pressão da fermentação do suco estoura (quebrar ou romper) o odre velho perdendo tudo. Para preservar o vinho novo (suco de uva) não fermentado, tem que colocá-lo num odre novo. Misturar a doutrina de Cristo com a heresia da falsidade resulta na corrupção da verdade do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Só pode preservar a verdade pura sem misturá-la com a corrupção da falsidade.

Muitos usam este ensino de Cristo sobre o vinho nos odres velhos para provar que não tinha a maneira de preservar o suco de uva puro e não fermentado naqueles dias. E por isso, dizem eles, só tinha o suco de uva fermentado (ou vinho fermentado) para beber. E por isso, Jesus e os discípulos tinham o costume de beber vinho dia a dia e também que Jesus instituiu a Ceia do Senhor da igreja com vinho fermentado como elemento líquido. Mas, este ensino de Cristo ensina exatamente o contrário. Tinha a maneira de preservar o suco de uva não fermentado e preservou-o muito mesmo assim. Sem dúvida foi este vinho novo (não fermentado) que Jesus e seus discípulos beberam e que Jesus usou para instituir a Ceia dEle. Observa que este suco de uva antes de ser fermentado era chamado vinho. A palavra vinho no Novo Testamento é uma palavra genérica para o suco de uva, não sempre significa vinho fermentado, também significa vinho não fermentado ou o suco de uva puro. Com certeza Jesus não ia usar uma bebida que é condenada severamente por Deus e que simboliza a sua ira, para simbolizar o seu sangue na sua Ceia. O seu sangue de Cristo traz paz e perdão ao crente nEle, não a culpa de pecado nem a ira de Deus. Observa estes versículos: Provérbios 20:1 e 23:29-35, Habacuque 2:15, Apocalipse 14:10, 20 e 16:19. Há um vinho que alegra o coração do homem (Salmo 104:15), tem que ser o vinho não fermentado (suco de uva) que simboliza o sangue de Cristo que traz alegria, paz e salvação ao pecador, não a ira de Deus.

6. Mais Milagres Feitos pelo Messias-Rei. 9:18-34. A filha de um chefe da sinagoga (um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, Marcos 5:22) estava doente e pronta para morrer, o pai dela veio adorando Jesus e pedindo-Lhe para curá-la. Enquanto estavam no caminho para a casa dele alguns do templo chegaram dizendo que ela tinha morrido. A filha dele tinha 12 anos de idade. Marcos e Lucas falaram mais detalhes desta história do que Mateus. Jairo era homem de grande fé em Jesus, o Cristo, e era chefe da sinagoga. Quando Jesus chegou na casa dele o funeral já tinha começado (nota os instrumentos e o povo em alvoroço, v. 23). Jesus foi para a casa dele e ressuscitou a sua filha. Jesus Cristo mostrou que Ele tem poder sobre a morte e a vida. Por isto Jesus ficou muito famoso naquele país.

Uma mulher no caminho para a casa de Jairo, que já tinha uma hemorragia enfraquecendo cada vez mais durante 12 anos, tocou a orla do seu vestido e foi curada logo da sua doença. Esta mulher também tinha grande fé em Jesus Cristo. Ela ficou salva e curada imediata e instantaneamente pela fé. É impossível ser salvo sem fé em Jesus Cristo. A salvação recebida pela fé em Jesus Cristo é imediata. Nota a roupa que Jesus usava. Era a roupa do judeu (Números 15:37-40, Deuteronômio 22:12). Isto era importante para o judeu, e Jesus estava Se mostrando como o Messias-Rei dos judeus.

Quando eles estavam partindo dali, seguiram-no dois homens cegos, clamando e pedindo para Jesus ter compaixão deles. Eles seguiram Jesus até à casa (era a casa provavelmente de Pedro em Capernaum). Eles confessaram a sua fé em Jesus como o Messias (v. 27). Quando chegaram em casa Jesus perguntou-lhes: "Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor". Eles foram curados segundo a sua fé que era grande em Jesus. Jesus disse para eles não falar o que tinha acontecido por Ele. Porque? Porque eles estavam dizendo que Jesus era o filho de Davi, o rei, e não tinha chegado a hora de ser coroado como o Rei da terra toda, isto vem mais tarde. Jesus veio a primeira vez para ser o Salvador; a segunda vez virá para ser o REI DOS REIS. Eles obedeceram? Não! Era desobediência? Sim!

Havendo-se eles retiraram, trouxeram-Lhe um homem mudo e endemoninhado. Provavelmente estava mudo por causa dos demônios. Jesus expulsou o demônio, e o homem falou. Nota que fala nada neste caso sobre a fé do homem. Jesus inicia e termina a salvação na pessoa, mais a fé é necessária para ser salvo. A fé em Jesus para a salvação vem pela graça. A multidão se maravilhou, mas os fariseus reclamaram dizendo: "Ele expulsa os demônios pelo príncipe (Satanás) dos demônios". Era o pecado imperdoável? (Mateus 12: 31-32). Na face da verdade, o poder do Espírito Santo e os milagres feitos; eles negaram e blasfemaram totalmente e disseram que esta obra do Espírito Santo era feita pelo poder do diabo.

7. Jesus Cristo o Missionário. 9:35-38. Jesus Cristo era um missionário exemplar para o povo de Deus para sempre. Devemos notar e lembrar esta verdade todo dia. Crer na eleição da graça de Deus não dá desculpa nem licença para não evangelizar, mas sim um motivo e obrigação para evangelizar com muito fervor. Jesus Cristo mesmo nos deixou o exemplo nisto e depois mandou a sua igreja evangelizar o mundo inteiro. Podemos ir para evangelizar com confiança sabendo que é a sua vontade e que tem um povo escolhido por aí. Esta é a maneira escolhida por Deus, a pregação do Evangelho a toda criatura, para salvar os seus escolhidos. Ninguém pode ser salvo sem ouvir o Evangelho (Romanos 10:17). Jesus Cristo pregou em todas as cidades e aldeias o Evangelho do Reino, sabendo que nem todos iam aceitá-lO. Nós não podemos fazer menos do que isto. "Pregai o evangelho a toda criatura".

Jesus Cristo teve grande compaixão do povo; "Porque andavam desgarrados e errantes, como ovelhas que não tem pastor". Devemos ter compaixão dos perdidos, porque: temos obrigação e dever, estão em grande perigo, presos de pecado, enganados por Satanás, não conhecem a paz nem o amor de Deus e nós éramos assim até alguém nos levou o Evangelho. É por isso que os pastores feitos pelos homens são inúteis, não tem compaixão dos perdidos. A compaixão divina faz o salvo obedecer a Deus e ensinar a verdade com muito cuidado. A compaixão que Jesus teve O fez pregar o Evangelho puro.

Ceifar é trabalho, e pode ser trabalho duro. Esta obra não é para o preguiçoso. É por isso que tem poucos ceifeiros as vezes? Jesus não disse que evangelizar é fácil. Muitos estão fingindo trabalhar, mais poucos estão trabalhando mesmo. Preguiçosos no campo de trabalhar tem demais, mas trabalhadores de verdade tem poucos demais. Se for fácil, muitos querem participar. Se for; deixar a família, casa, terra, sofrer, ser rejeitado, cansativo, ou incômodo; poucos querem participar. O problema não é a seara, porque é grande e garantida, porque é o Senhor que nos a dá, Ele é o Senhor da seara, v. 38. (I Coríntios 3: 6-8). O problema é a vontade para sair e trabalhar. O trabalho de Deus não falta, mas a pessoa com o desejo para trabalhar sim. A espiga pode apodrecer no chão e o preguiçoso só fica olhando. Vamos orar a Deus pedindo para Ele mandar ceifeiros a sua seara, lembrando com toda sinceridade que possa ser "eu".

A Comissão dos 12 Apóstolos e Alguns Ensinos de Cristo Sobre o Ministério. 10:1-42.

1. A Comissão dos doze discípulos. 10:1-4. Mateus não dá a seleção dos 12 Apóstolos como Marcos e Lucas (Mc. 3:13-19, Lc. 6:12-16).

A palavra apóstolo significa "alguém enviado" ou "emitido". No. v. 5 há o verbo enviar que é a forma verbal da palavra apóstolo. Jesus chamou os seus discípulos e enviou-os com o seu poder (autoridade).

Entre os 12 apóstolos tem dois Simão, dois Tiago e dois Judas. Há três pares de irmãos: Pedro e André; Tiago e João; e Tiago, filho de Alfeu, e Judas, o irmão de Tiago (Lc. 6:16).

Uma olhada abreviada de cada apóstolo. SIMÃO, CHAMADO PEDRO. Era de Betsaida da Galiléia, o nome do seu pai era Jonas (João 21:15-19), era pescador do mar da Galiléia e escreveu dois livros do Novo Testamento. ANDRÉ, IRMÃO DE PEDRO. Também pescador do mar da Galiléia, trouxe Pedro a Jesus (João 1:40-41), era um dos primeiros discípulos de Jesus (João 1:40), e era homem muito realista (João 6:6-8). TIAGO. Também era pescador (Lc. 5:10), o nome hebraico para Tiago é Jacó, filho de Zebedeu, muito amigo de Pedro e João, pediu ter o lugar exaltado entre os discípulos e o primeiro deles ser martirizado (Atos 12:2). JOÃO. Também pescador, irmão de Tiago, muito amigo de Jesus e de Tiago e Pedro, Jesus mandou-o cuidar a Sua mãe quando estava morrendo na cruz, envolvido na evangelização depois do dia de Pentecostes (Atos 3:1, Gál. 2:9), e escreveu 5 livros do Novo Testamento. FILIPE. Seu nome significa "aquele que ama cavalos", era de Betsaida (João 1:44), trouxe Natanael a Jesus (João 1:45), foi repreendido por Jesus (João 18:8-12). BARTOLOMEU. Também chamado Natanael (João 1:45-46), era de Caná da Galiléia. TOMÉ. Também chamado Dídimo (João 21:2) que significa gêmeo, zeloso por Jesus e duvidou (João 20:24-29). MATEUS. Publicano, chamado Levi, deu grande banquete para Jesus que mostrou sua condição boa financeira e escreveu um livro do Novo Testamento. TIAGO, FILHO DE ALFEU. Chamado o menor (Mc. 15:40) que significa ser mais novo, o nome da sua mãe era Maria (Mc. 16:1), e irmão de Judas. TADEU. Também chamado Lebeu e Judas (Lc.6:16, Atos 1:13). SIMÃO CANANITA. Cananita (ou Cananeu) significa ser zeloso pela lei de Deus e Zelador significa a mesma cosia, fez parte de um partido político que queria se livrar do governo romano e provavelmente terrorista contra o governo romano antes da sua conversão. JUDAS ISCARIOTES. Judas é o nome grego para o nome hebraico Judá, Iscariotes significa o homem de Queriote, ou habitante desta cidade (Queriote) da Judéia, parece que era o único entre os apóstolos que era da Judéia (e por isso arrogante), o nome do seu pai era Simão (João 6:71), foi chamado por Jesus um diabo (João 6:70), traiu Jesus e depois suicidou-se, era o primeiro tesoureiro (Joã0 12:6).

2. A Comissão Limitada deles. 10:5-15. Marcos 6:7 diz que Jesus mandou-os a dois em dois. O Evangelho era para ser pregado primeiramente aos judeus (Lc. 24:47, Atos 13:46-47, Rom. 1:16), mas Jesus avisou que isto não ia continuar assim (Mt. 8:11, 10:18, 21:43, 22:9, 24:14). Esta comissão não era válida depois da Grande Comissão que Jesus deu a sua igreja em Mateus 28:19-20 e Atos 1:8.

Jesus mandou-os anunciar que o reino dos céus está próximo. João O Batista pregou isto (Mt.3:1-2) e Jesus também (Mt. 4:17), e os setenta (Lc. 10:1). Eles foram mandados pregar aos judeus só. Observa que o reino e a igreja não são iguais, porque o reino era oferecido a Israel somente. O que Jesus os mandou fazer e também os proibiu fazer, não são as regras para nós hoje em dia. Por exemplo: pregar aos judeus só; curar os enfermos e leprosos, ressuscitar os mortos, expulsar os demônios, não possuir dinheiro no bolso nem troca de roupa e sapato. Mas, podemos aprender e aproveitar algumas lições boas dos ensinos de Cristo. A obra de Deus deve ser feita pela fé, sem egoísmo e ansiedade, podemos aceitar a ajuda do povo se oferecer e fazer a obra de Deus sem cobrar pelos serviços feitos. Se o povo nos recusar e rejeitar a Palavra de Deus, devemos ir embora e procurar outro lugar para pregar. Algumas pessoas não ouvirão os melhores pregadores. É terrível a conseqüência de rejeitar a Palavra de Deus (Mt. 10:15).

3. Avisos sobre a Perseguição. 10:16-23. O crente é um missionário enviado por Jesus para pregar a Palavra de Deus como ovelhas ao meio dos lobos. A ovelha está dependente e indefesa em si ao meio de lobos. Mostra a necessidade que temos de um bom pastor. O lobo representa os inimigos malvados, odiosos e maliciosos de Cristo e do seu povo. Devemos ser tanto amigáveis, carinhosos e calmos quanto as pombas e tanto rápido para discernir o perigo quanto as serpentes. Não devemos brigar com eles, mas tentar ganhá-los por Cristo sempre pregando e lutando pela verdade. Devemos ter cuidado com os homens, porque eles são capazes de nos entregar às autoridades.

Se formos chamados para sofrer este tipo de perseguição, Jesus disse que não devamos nos preocupar como e o que havemos de falar e responder, porque Deus dará a resposta certa na hora certa pelo Espírito Santo.

Jesus disse que até a própria família ficará contra o crente e que seremos odiados pelo mundo mesmo por causa de Cristo, da verdade e da moda santa de viver. Mas, é para continuar firme até o fim.

O crente não deve buscar (procurar) perseguição, mas sim fugir dela se puder. Se for necessário enfrentar a perseguição, é para agüentai-la com fidelidade, firmeza, paciência e sem reclamação. Porque a nossa obra de pregar continuará até que Jesus venha.

4. Encorajamento aos Perseguidos. 10:24-31. O salvo não é mais do que seu Salvador. Como o mundo tratou Jesus, nos tratará também. Belzebu é o deus-mosca dos filisteus. Todo tipo de maltratamento e nome feio não pode nos fazer mal, porque somos os servos e santos de Deus. Devemos falar a verdade do Senhor sem temer ninguém. Porque um dia Deus revelará a verdade sobre nossos inimigos e nos autenticará como seus servos verdadeiros. Não é para temer o homem que pode somente matar o corpo, mas sim Deus que pode lançar a pessoa no inferno eternamente.

Deus não deixa nada acontecer contra nós se não for a sua vontade. Deus nos cuida muito bem e sabe que acontece na vida do seu povo escolhido e amado. Para Ele, nós temos muito valor.

5. A Dedicação do Discípulo de Cristo. 10:32-39.

Confessar (v. 32-33) Cristo publicamente aqui na terra significa que Cristo nos confessará diante do Pai lá nos céus. Somente a pessoa salva pela graça pode confessar Jesus Cristo como Seu Salvador, e é só esta pessoa que vai. Confessar Cristo significa concordar com Deus sobre a salvação e a verdade da Palavra de Deus. Isto é muito mais do que só repetir algumas palavras certas e bonitas na frente do povo na igreja. Nossa confissão de fé é Jesus Cristo, Ele é nossa teologia. É uma grande ofensa, para Deus o Pai, negar Jesus Cristo. Negar Jesus Cristo significa não confessar Jesus Cristo como o Salvador e Filho de Deus. Negar Jesus assim é negar que Jesus é o Mediador entre Deus e os homens e um dia o descrente será negado por Jesus Cristo diante do Pai lá nos céus.

Nos versículos 34-36 Jesus disse que não veio para trazer a paz à terra, mas sim, a espada. A pregação do Evangelho do Príncipe da paz provoca a ira de Satanás e dos descrentes. Porque a verdade do Evangelho provoca a oposição, a inimizade e o ódio nos perdidos, mas nos escolhidos o desejo para confessar Cristo de verdade. A verdade do Evangelho pode dividir até famílias.

Mas, Cristo Jesus tem que ter a preeminência (ser mais importante) sobre nossa família (v. 37). Na vida dos que confessam Cristo verdadeiramente (crentes de verdade) Jesus Cristo tem o primeiro lugar. Para estes, Cristo Jesus não tem competidor, mas para os perdidos é o contrário.

Cristo tem que ser mais importante do que a nossa própria vida (v. 38-39). Confessar Cristo significa tomar a nossa cruz, que é o instrumento da morte. Tomar a cruz significa nos crucificar e sacrificar para seguir Jesus fielmente. O Apóstolo Paulo disse: "cada dia morro" ( I Cor. 15:31). Esta é a única maneira certa de confessar e seguir Cristo. Esta é a única maneira de achar a vida de verdade, é nos entregar a Jesus totalmente, se não, é uma perda total de vida eternamente.

6. Os Galardões dos Servos Fiéis. 10:40-42.

Aquele que aceita a mensagem da pregação do Evangelho da verdade, aceita o Salvador do Evangelho da verdade; mas aquele que rejeita a nossa mensagem do Evangelho, rejeita Jesus Cristo o Salvador. Jesus disse também que aquele que aceita-O como a verdade, com certeza aceitará os Seus servos verdadeiros (v. 40).

Qualquer serviço feito pelos salvos será galardoado apropriadamente. Jesus não está falando sobre a salvação, porque a salvação não é o resultado de boas obras, mas sim da graça de Deus. Jesus está falando sobre os galardões que os salvos vão receber por causa do seu serviço fiel a Jesus. Qualquer serviço, pequeno ou grande, será lembrado e galardoado por Jesus Cristo lá nos céus. O galardão será mais determinado pelo motivo do que pelo tamanho.

A Inquirição de João O Batista, O Louvor de Cristo de João e as Questões dos Judeus. 11:1-30.

1. A Inquirição de João O Batista. 11:1-6. João estava na prisão e de lá mandou dois discípulos dele para perguntar Jesus: "És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?" Porque ele mandou-os perguntar Jesus assim? Ele estava desanimado, desencorajado e/ou duvidando? Ou queria confirmar a fé dos seus discípulos? Ou queria para Jesus declarar o seu Messiado mais publicamente?

Jesus mandou por estes discípulos uma resposta para João. Qual foi? Que as suas obras eram uma prova infalível da sua identidade. Podemos entender que os seus milagres são provas do fato que era o Messias e Salvador, mas porque Jesus falou "aos pobres é anunciado o evangelho" como uma prova? Foi profetizado que o Messias ia pregar aos pobres (Is. 61:1 e observando Lc. 4:18). Jesus, o Messias verdadeiro cumpriu esta profecia. Além disto, os pobres sempre estavam negligenciados e esquecidos como não tendo importância pelos fariseus e as demais religiões do mundo. Mas, Jesus mesmo foi para pregar o Evangelho aos pobres sem fazer excepção de pessoas. Também Jesus mesmo era homem pobre e por isso desprezado pelos religiosos. Tem tanto poder nos milagres quando tem no Evangelho pregado aos pobres. O homem bem-aventurado é o homem que possa entender e aceitar isto.

2. A Elogia de João O Batista por Jesus Cristo. 11:7-15. Jesus disse que João não foi um homem inconstante, variável, instável, mutável e vacilante como a cana agitada pelo vento (v. 7). A roupa dele mostrou que a sua mensagem era espiritual, e que ele não estava tentando agradar nem lisonjear o mundo. Ele era o maior de todos os profetas. Porque? Porque João era mais do que só um profeta, era o precursor do Messias, mandado para preparar um povo para Jesus Cristo. João conheceu Jesus pessoalmente e até O batizou. E ele mesmo preparou (pelo batismo) um povo para Jesus, porque Jesus fez deste povo preparado por João a sua igreja.

O que significa que Jesus falou no versículo 11: "Mas aquele que é menor no reino dos céus é maior do que ele"? É que qualquer salvo por Jesus Cristo é maior do João, apesar da sua fidelidade e missão? Não pode ser, porque Jesus já tinha falado que ele é o maior entre os que tem nascido de mulher (v. 11). Alguns traduzem as palavras "o menor" como significando posterior, ou alguém que vem depois dele. Quem é que veio depois de João que era maior do que ele? JESUS CRISTO! Isto, para mim, faz perfeito sentido. Observa mesmo o que João falou (Mt. 3:11; João 1:15, 27; 3: 28-31).

O reino dos céus sofreu a violência do mundo, mas alguns estavam entrando nele com muita vontade apesar da violência do mundo (v. 12).

A época do Evangelho começou com João O Batista (v. 13). A profecia falado por Malaquias 4:5 (v. 14), diz que João O Batista veio com o mesmo poder e espírito de Elias (Lc. 1:17). Mas João somente cumpriu uma parte desta profecia, depois ele cumprirá a outra parte sendo uma das duas testemunhas do livro de Apocalipse (Ap. 11:3-12).

3. A Reação do Povo para João e Jesus. 11:16-19. Jesus mesmo disse que o povo judaico daquela época era como crianças brincando uns aos outros na praça, tentando decidir qual brincadeira para fazer (v. 16-17). Algumas queriam brincar o casamento, mais as outras não aceitaram. Depois queriam brincar o funeral, mas também as outras não aceitaram. Sabe como é que fica a criança. Muita gente (como o povo daquele tempo) só quer brincar com as coisas de Deus e brincar ser de Deus e servos de Deus, como a criança. Não sabe o que quer, nem aceita fazer nada, mas fica totalmente egoísta e com raiva e fazendo beiço se for contra a sua própria vontade. Este povo inventaram muita coisa para acusar e desprezar Jesus e João. João foi criticado por eles porque, disseram eles, era homem separado e rígido demais (v.18). Mais criticaram Jesus (v.19) porque, disseram eles, era homem liberal demais porque ele comeu com publicanos e pecadores e bebeu vinho (vinho não fermentado) que João não fez porque era nazireu (Núm. 6:1-6,). Ó que povo inconstante! Ainda tem povo assim? E como tem! Mas o povo de Deus de verdade sabe discernir entre o mal e o bem, entre a doutrina certa e a falsidade, entre o Cristo verdadeiro e o falso, entre a justiça e a iniquidade.

4. A Condenação da Incredulidade do Povo. 11:20-24. Como é que fica a condenação do povo que tem ouvido e visto as coisas de Deus sem se arrepender e crer em Cristo o Salvador. Os homens são responsáveis pela maneira que ouve e aceita Jesus Cristo e a sua Palavra. O mais que ouve e vê da Palavra de Deus sem aceitar, o que culpado que fica e o mais severo ficará seu castigo. É um pecado muito grande para continuar na impenitência depois de ouvir a Palavra de Deus pregada. Porque muita gente não tem esta oportunidade e bênção. Jesus falou sobre algumas cidades em particular que iam ser julgadas severamente (Corazim, Betsaida e Capernaum). Jesus disse que receberão um grau de castigo mais severo do que Tiro e Sidom, e Sodoma e Gomorra. O homem será julgado à medida que ouviu e aceitou a Palavra de Deus pregada. Não foi falta de oportunidade, verdade, pregador nem ouvir; mas falta de aceitar a Palavra de Deus pregada. A culpa disto é grande demais. A responsabilidade do homem para ouvir e aceitar a Palavra de Deus pregada é imensa. O pior castigo e sofrimento do inferno está reservado para aqueles que ouviram e rejeitaram a Palavra de Deus.

5. A Gratidão e Convite de Jesus. 11:25-30. Jesus Cristo falou (v. 25-26) sua gratidão pela eleição da graça do Pai, e pela reprovação (condenação) dos maus às penas eternas por Deus. Deus é glorificado tanto pela salvação dos eleitos quanto pela condenação dos maus. Na salvação dos eleitos a sua graça é glorificada, na condenação dos maus a sua justiça é glorificada. Porque é assim que Deus decidiu salvar alguns e deixar outros perecer para sua glória? "Sim, ó Pai, porque assim te aprouve", (v. 26). E Deus faz isto pela sua própria vontade (v. 27).

Observa que Jesus deu um convite aos perdidos para vir e receber a salvação de graça. É o convite geral que Deus dá para todos os pecadores. O convite ao mundo é para vir deixando seu pecado e escravidão e receber a salvação e liberdade em Cristo. É o convite para todos vir a Cristo. O jugo fala sobre andar com Cristo em comunhão como dois bois trabalhando juntos no campo em harmonia e acordo. O andar com Cristo (ser salvo e dedicado a Ele) é a única maneira de achar paz, alívio, tranqüilidade, comunhão com Deus, satisfação e felicidade nesta vida. Sabemos que somente o pecador chamado eficazmente pelo Espírito Santo virá para Cristo, mas o convite geral é sincero. Jesus diz: "vinde a mim, todos". Mas, o pecador depravado e escravizado não vem, como Ele já mostrou para nós em versículos 20-24. Graças a Deus que Ele nos chamou eficazmente, e que Ele Si revelou a nós pela graça!

A Questão do Sábado, A Evitação de Publicidade, A Blasfêmia Contra o Espírito Santo, o Sinal de Jonas, a Condenação da Nação Judaica e a Família Nova de Jesus. 12:1-50.

1. A Questão do Sábado. 12:1-13. A lei dos fariseus criou uma polêmica muito grande na vida de Jesus. Quando os discípulos de Jesus estavam colhendo e comendo as espigas, estavam fazendo uma coisa permitida pela lei do Velho Testamento (Deut. 23:25). Os fariseus reclamaram dizendo que era coisa proibida, porque era uma forma de trabalhar e por isso proibido no sábado. Jesus mostrou que foi uma perversão deles da lei de Moisés. Como? Jesus deu dois exemplos para mostrar isto: Davi que comeu os pães da proposição no sábado (v. 3-4), e os sacerdotes do Velho testamento que tinham que trabalhar no templo todo sábado (v. 5). Davi e seus soldados fizeram porque era uma necessidade. Eles comeram os pães porque estavam morrendo de fome. O propósito da lei do sábado não foi para deixar o homem morrer de fome que está necessitado. Também os sacerdotes do Velho Testamento tinham que trabalhar todo sábado porque era a responsabilidade deles para servir o Senhor no tabernáculo e no templo. As obras da piedade são lícitas no sábado. Além de tudo isto, Jesus falou que Ele era maior do que o templo (v. 6). Os judeus acreditaram que o templo tinha a presença de Deus (no Velho Testamento foi assim, II Crn. 7:1-2), mas Jesus Cristo era Deus encarnado no meio deles e eles nem reconheceram esta verdade. Os fariseus não estavam entendendo nem aceitando nada disto, porque as suas próprias interpretações falsas da lei de Moisés estavam negando e anulando a verdade clara da Palavra de Deus e os cegando para não ver que Jesus Cristo era o Messias de Deus. Os fariseus não entenderam a verdade apresentada no versículo 7 que diz que Deus deseja um coração certo, puro, reto e justo para com Ele mais do que o formalismo e as cerimônias de religião (Oséias 6:6). O sábado é para honrar o Senhor Jesus Cristo que o fez, e não as leis feitas pelo homem (v. 8).

Logo depois desta conversa Jesus curou o homem com uma mão mirrada no dia de sábado na presença de todos no templo. Jesus fez isto sabendo que os fariseus não aceitaram. As opiniões dos outros não fizeram Jesus abandonar a sua obra divina. Ó homem de muita coragem! Jesus mostrou a verdade publicamente que tinha falado antes nos versículos 3-8. Está certo para fazer as obras de Deus e as obras de misericórdia no dia de sábado (v. 11-12). Pode incluir hospitais, polícia e etc. também? Parece que sim. Podemos aplicar esta verdade agora para o dia do Senhor (domingo). Deus fez este dia para fazer a sua obra e fazer as coisas necessárias para o cumprimento desta obra divina.

2. A Evitação de Jesus de Publicidade. 12:14-21. Depois disto os fariseus formaram conselho contra Jesus, para determinar como matá-Lo (v. 14). O ódio deles está aumentando por Jesus e vai aumentar até crucificá-Lo. Jesus saiu de lá para evitar a intenção maligna deles com uma multidão O seguindo. Jesus continuou fazendo a obra de Deus e curando todos os enfermos (v. 15). Jesus mandou o povo para não O descobrir (v. 16). Jesus não estava interessado em fazer um show (como muitos hoje em dia, igreja universal), nem estava na hora certa nem a maneira certa para morrer ainda. Além disto Jesus precisou mais tempo para ensinar os seus discípulos e os preparar para a sua partida depois. Jesus Cristo cumpriu as profecias de Isaías (42:1-4) como o Messias que cumpriu a vontade de Deus em ser o Salvador numa maneira não-violenta. Jesus veio a primeira vez para ser o cordeiro manso e gentil de Deus. Ele veio a primeira vez para sofrer e ser o Salvador. Nisto Ele foi vitorioso: "Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca: como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca", (Isaías 53:7). Mateus mostra no versículo 21 que Jesus ia salvar e usar no seu serviço os gentios.

3. A Blasfêmia Contra O Espírito Santo. 12:22-37. Jesus depois disto curou o endemoninhado cego e mudo e o povo admirava e dizia: "Não é este o filho de Davi"? (v. 22-23). Esta pergunta implica uma dúvida sobre a identidade de Jesus. O povo estava perguntando assim: "Este é o filho de Davi"? Os fariseus fizeram pior. Eles disseram que Jesus fez este milagre pelo poder de Satanás ou de Belzebu. Belzebu era o deus-mosca dos filisteus (II Reis 1:1-2, 6). Jesus conheceu seus pensamentos e disse que Satanás não estava lutando contra si mesmo, nem estava desfazendo a sua própria obra de endemoninhar e escravizar os homens. Jesus jogou a mesma pergunta na cara deles (v.27). Mas Jesus fez seus milagres pelo poder do Espírito Santo (v. 28) e isto provou que Jesus era o Messias de Deus prometido no Velho Testamento (v.28). Satanás tem muito poder, mas Jesus tem mais e isto foi provado quando Ele expulsou os demônios dos homens e Satanás não podia fazer nada para impedi-Lo (v. 29). Jesus enfrentou os fariseus com uma grande verdade no versículo 30: A pessoa tem que decidir se Jesus é de Deus e o Messias ou não de uma vez para sempre (v. 30). Não há nenhum lugar neutro, não aceitar Jesus como o Messias e Salvador de Deus, significa que está negando e contra Jesus. Estar indeciso significa estar receitando-O.

Agora Jesus fala sobre o pecado imperdoável, que é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Todo pecado do homem pode ser perdoado menos um; a blasfêmia contra o Espírito Santo. Jesus não morreu para perdoar todo pecado, porque não morreu pelo pecado imperdoável. A pessoa que faz este pecado não tem perdão agora neste mundo nem no mundo futuro (v. 32). Este pecado foi feito vendo o poder milagroso do Espírito Santo, e Jesus Cristo na carne pessoalmente. Este pecado pode ser cometido hoje em dia? É muito duvidoso, porque Jesus não está mais aqui na terra pessoalmente fazendo milagres pelo poder do Espírito Santo. Alguns dizem que o pecado imperdoável é quando o incrédulo continua na sua incredulidade até a morte perecendo assim. Mas não pode ser a incredulidade em Cristo, porque se fosse, ninguém podia ser salvo, porque todos já viviam na incredulidade antes da sua conversão e por isso são culpados do pecado de incredulidade. O pecado imperdoável é atribuir a Satanás o poder e a obra milagrosa de Deus vendo pessoalmente Jesus Cristo fazê-lo.

Jesus também ensinou que o homem peca porque é pecador (v. 33-37). Ele faz o que o seu coração depravado manda, porque ele está preso da sua natureza pecaminosa e não pode se livrar dela. Então, como a árvore é conhecida pelo fruto que dá, o homem é conhecido como um pecador pelo pecado que pratica. Não pode tirar de uma caixa coisa boa tendo só coisa ruim, da mesma forma o coração depravado e perverso não pode dar a justiça de Deus, porque não tem. É por isso que o homem perdido tem que nascer de novo para poder agradar Deus e produzir a justiça de Deus na vida. O homem prestará contas a Deus por tudo que faz nesta vida, e por isto será condenado. O salvo será justificado porque está transformado pela graça de Deus e pode agradar a Deus porque nasceu de novo pelo Espírito Santo e tem a natureza divina morando nele.

4. O Sinal do Profeta Jonas. 12:38-42. Os escribas e fariseus pediram um sinal de Jesus que Ele era mesmo o Messias. Eles não tinham vistos muitos sinais e milagres já que provaram que Jesus era o Messias sem acreditar nEle? Sim, mas eles não estavam sendo sinceros com Ele, mas continuando firmemente na sua incredulidade. Por isso Jesus os condenou e disse que só uma geração má e adúltera pede um sinal assim depois de ver muitos. Mais um sinal não fazia nenhuma diferença para eles. Mas, Jesus disse que ia dar somente um sinal para eles; o sinal do profeta Jonas, que é o maior sinal (prova) que Jesus Cristo já fez para provar que Ele é o Messias, o Filho de Deus e o Salvador; este é a sua ressurreição. Jonas que passou três dias e três noites na barriga da baleia é simbólico da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. Esta é a maior prova que Jesus é o Messias-Salvador. Como Jonas ficou mesmo três dias e três noites no ventre da baleia e depois saiu, Jesus ficou três dias e três noites no sepulcro e depois ressuscitou-Se. A pessoa que não aceita esta prova que Jesus é o Salvador, não aceitará qualquer outra, porque esta é a maior. Como é que fica a condenação do povo que viu e ouviu o Salvador mesmo pregando, fazendo a Sua obra e ressuscitando dos mortos sem crer nEle? Nota mais uma vez que Jesus mostra que o grau da condenação do pecador será segundo o grau do seu conhecimento e privilégio. Como é que fica a condenação daqueles que tem ouvido?

5. A Condenação da Nação Judaica. 12:43-45. Jesus deu nesta passagem uma descrição da religião judaica. Ela tinha abandonado e acabado com a idolatria na sua religião, mas a religião judaica ficou vazia da coisa principal, Jesus Cristo. Por isso ficou pior do que antes, porque depois ficou arrogante e suficiente em si. Satanás está em favor de auto-reformação sem Jesus Cristo no meio. Porque ele sabe que a pessoa auto-reformada ainda está na escravidão dele. É perigoso e inútil para uma pessoa ou religião se ajeitar sem dar lugar para Jesus Cristo. Porque depois fica achando que tudo está certo, mas sem Jesus Cristo no meio não pode ser pior.

6. A Família De Jesus Cristo. 12:46-50. Jesus não deixou a sua família impedir o seu ministério nem a sua missão. Nem devemos nós. A família espiritual de Jesus ficou mais importante do que a terrestre. Ó que coisa preciosa para nós.

As Parábolas do Reino dos Céus. 13:1-53. Jesus deu este sermão ao lado do mar da Galiléia. Foi entregado na praia e no ar livre. Um barco era o seu púlpito e o céu azul o seu teto. O pregador ficou sentado e o povo ficou em pé. Assim Jesus ensinou o povo sobre o reino dos céus. (v. 1-2).

1. A Parábola do Semeador. 13:3-9 e 18-23. Jesus deu esta parábola nos versículos 3-9 e depois deu a interpretação dela nos versículos 18-23. Assim Jesus nos ensinou como interpretar estas parábolas todas corretamente.

O semeador saiu para semear no campo. O semeador é Jesus Cristo que desceu do céu e deixou o céu para semear o Evangelho aqui neste mundo. Também pode significar o seu povo comissionado para pregar o Evangelho a toda criatura (v. 3). O mandamento é para pregar o Evangelho a toda criatura e em todo lugar. Não somos comissionados para pregar a Palavra de Deus aos eleitos só, mas aos todos. Observa o semeador, a semente, o semear e o campo.

1. Uma parte da semente caiu ao pé do caminho e as aves vieram para comê-la toda (v. 4 e 19). Este é aquele que ouve a palavra pregada de um coração duro (caminho que fica duro por causa das pegadas das pessoas). Este é o coração que não entende a Palavra pregada, nem responde à pregação e nem aceita a pregação. Esta pessoa não quer a Palavra de Deus e por isso Satanás vem para tirá-la logo com muito prazer, violência e malícia. O problema não é o semeador, nem a semente, mas a pessoa dura de coração.

2. Outra parte caiu em pedregais onde ficou aparecendo que foi recebida, mas logo depois acabou-se a Palavra de Deus no coração (v. 5-6 e 20-21). Esta é a pessoa que é a hipócrita religiosa. O semeador e a semente são os mesmos da primeira parábola, mas o resultado é diferente. Mais uma vez o problema não é o semeador nem a semente. Esta pessoa professou Cristo com gozo, mas não tinha nada da verdade no coração. Ela não agüentou porque não considerou antes as dificuldades e o custo de ser crente. A verdade não pegou no coração mesmo, porque era somente uma coisa superficial. Esta pessoa se sentiu muita emoção, mas sem uma convicção divina de pecado e verdade. Por isso, durou pouco tempo, porque quando veio a angústia e a perseguição por causa da verdade, ficou logo ofendido e foi em embora para não voltar mais. Tem pessoas assim ainda hoje em dia?

3. Outra parte caiu entre espinhos, mas os prazeres do mundo sufocaram a Palavra (v. 7 e 22). Primeiramente Jesus falou sobre a dureza do coração humano depravado (ao pé do caminho). Segundamente Jesus falou sobre a superficialidade da carne humana. Terceiramente Ele falou sobre a atração das coisas do mundo tem para o coração prendido pelo pecado. Marcos (4:18-19) diz: "os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas"; Lucas (8:14) diz: "os cuidados, riquezas e deleites da vida". Esta pessoa ainda está na escravidão do pecado e por isso vai atrás os desejos da carne e deixando a Palavra de Deus.

4. Outra parte caiu em terra boa e deu fruto (v. 8 e 23). Esta é a pessoa que ouve e entende de verdade a Palavra de Deus pela sua graça e produz na vida a evidência disso. Nota que diz esta terra está boa e pronta para receber a semente. Esta terra não está dura nem cheia de espinhos e pedras. Porque? Porque o Senhor preparou esta terra, arrancou os espinhos e tirou as pedras para receber a Palavra pregada pela sua graça. Esta pessoa "ouviu" e entendeu" a Palavra de Deus pregada de verdade pelo poder do Espírito Santo. Esta é a pessoa nascida de novo com as evidências do Novo Nascimento na vida. Observa que diz que deu fruto em várias quantidades; "um produz cem, outro sessenta, e outro trinta". Os crentes em Jesus Cristo não são iguais no fruto que produzem por Deus, mas cada um tem.

2. A Parábola do Trigo e do Joio. 13:24-30 e 36-43. Jesus deu esta parábola nos versículos 24-30, e a interpretação dela nos versículos 36-43. Jesus somente deu a interpretação de duas das parábolas em Mateus 13: a do Semeador, e a do Trigo e do Joio. Mas, é bastante para nos ensinar como interpretar estas parábolas todas.

Jesus Cristo veio para semear no reino dos céus a Palavra de Deus. Depois Ele voltou para a sua casa celestial e deixou a sua obra com os seus servos para continuar, cuidar e fazer. Vamos observar as verdades que Jesus nos ensinou nesta parábola.

1. Os servos do Senhor Jesus Cristo estão inclinados e fracos para dormir. Eles dormem as vezes quando devem estar vigiando. Mostra também que a obra de Deus não é fácil, mas cansativa. A obra de vigiar contra heresia, falsidade e mentira é constante. Não podemos relaxar por um instante só na obra de Deus.

2. Satanás não dorme, nem relaxa na obra dele. Ele trabalha a noite; quando os outros estão dormindo e relaxando. Ele trabalha na escuridão, porque ele odeia a luz da Palavra de Deus. Ele é o inimigo da verdade e de Cristo e seu povo.

3. Satanás mente e falsifica a verdade da Palavra de Deus. Ele não semeou espinhos, nem cardo, nem mato; mas o joio que é o trigo bastardo. O joio aparece igual ao trigo. Não dá para notar a diferença entre o trigo e o joio quando os dois estão crescendo juntos no campo. Não até a ceifa é que pode notar a diferença entre os dois.

4. Satanás procura destruir a cristandade verdadeira pela introdução no mundo de uma cristandade falsificada e aparentemente certa. A cristandade de Satanás é uma imitação esperta, enganosa, fraudulenta e astuta da religião verdadeira do Senhor Jesus Cristo. Parece certa, mas essencialmente é uma mentira maligna.

5. Satanás trabalha por dentro do campo religioso para enganar e falsificar a verdade. Ele trabalha nos púlpitos, nas igrejas, nos colégios e escolas, e nos seminários. A Bíblia diz que Satanás "semeou o joio no meio do trigo".

6. A presença do joio no campo assustou os servos do pai (v. 27). Era a presença dos hipócritas (joio) que assuntaram os servos verdadeiros do Pai celestial. O joio provavelmente ocupasse a maior parte do campo, como hoje em dia os servos de Satanás ocupam a maior parte do campo religioso.

7. Como isto podia acontecer? Foi o inimigo (Diabo) que fez isto. Os servos ficaram zelosos e ansiosos para ajeitar isto logo (v. 28). Mas, o Pai disse para não fazer isto por enquanto, porque podia também prejudicar o trigo (v. 28). É melhor deixar Deus resolver isto no juízo no fim do mundo. Deus revelará finalmente o seu povo verdadeiro. O campo é o mundo religioso (campo religioso do mundo) e não a igreja verdadeira do Senhor Jesus Cristo, porque os maus e perdidos devem ser disciplinados da igreja dEle. Nós devemos pregar a verdade cada vez mais e deixar Deus resolver o mundo religioso afinal (v. 29).

8. Afinal Deus lançará o joio (os hipócritas) no fogo (inferno). Mas, o trigo (os filhos verdadeiros de Deus) entrarão no céu para ficar com Deus eternamente (v. 30, 40-43).

9. Algumas observações. Esta parábola nos ensina que na cristandade há crentes verdadeiros e aqueles que se chamam crentes que tem a aparência religiosa por fora, mas por dentro tem nada de Deus nem da verdade. No mundo religioso há hipócritas. O mundo todo não será convertido. O joio (reprovados) nunca se tornará trigo (eleitos).

3. A Parábola do Grão de Mostarda. 13:31-32. Jesus não interpretou esta parábola. Mas, podemos saber a interpretação correta pela maneira que Jesus interpretou as outras duas e os símbolos delas.

1. O reino dos céus é comparado ao grão de mostarda nesta parábola. O grão de mostarda é muito pequeno, preto e produz uma planta do tamanho de uma árvore entre quatro e cinco metros de altura. Este grão de mostarda nesta parábola simboliza tudo que o mundo chama cristandade. Um reino é comparado algumas vezes na Bíblia a uma árvore (Dan. 4, Ez. 31:4). A cristandade mundana inclui toda religião que usa o nome de Cristo, mas não significa que prega a verdade sobre Jesus nem a Bíblia. O grão de mostarda não é a igreja verdadeira de Jesus Cristo. O crescimento do grão de mostarda fala do desenvolvimento e crescimento da cristandade para ser um poder religioso mundial falso.

2. Esta planta se tornou alguma coisa que não é conforme a sua natureza. Porque uma semente tão pequena assim não deve se tornar uma coisa tão grande assim. Este grão pequeno de mostarda se tornou uma coisa que ficou contra a sua própria natureza e formação. Assim esta planta monstruosa e disforme simboliza a cristandade corrupta, que ficou corrupta pelos não salvos e não regenerados, mas continuou usando o nome de Cristo ainda. Esta religião corrupta e pervertida que se chama cristandade tem riqueza, poder, popularidade, e é o lar de todo tipo de ave, que na Bíblia representa Satanás e demônios (Mt. 13:4 e 19, Ef. 2:2). Satanás e seus mensageiros habitam na cristandade mundana para melhor enganar e pregar a mentira. Podemos saber também que eles sujam e cobrem com imundície tudo pela sua presença, como as aves que pousam na mesma árvore toda noite.

3. Aquele rebanho do primeiro século de Cristo e sua religião simples, pura e verdadeira foi corrupta e pervertida para se tornar depois uma coisa que não fica conforme a sua natureza. Observa como Satanás faz a sua obra; com o joio no meio do trigo e as aves nos ramos. Mas, graças a Deus, apesar do fato que esta tal chamada cristandade corrompeu, perverteu e sujou a verdade da Palavra de Deus, a igreja do Senhor Jesus Cristo continua e continuará pregando a verdade pura até o fim pela promessa de Cristo (Mt. 16:18).

4. A Parábola do Fermento. 13:33. Esta parábola tem três símbolos principais: o fermento, uma mulher e as três medidas de farinha.

1. Fermento na Bíblia simboliza heresia e pecado (Mt. 16:6 e 12, I Cor. 5:6-8). Um pouco de fermento pode levedar a massa toda de heresia e pecado.

2. Uma mulher tomou e introduziu o fermento nas três medidas de farinha. A palavra "introduzir" nesta passagem significa "esconder" ou "fazer uma coisa secretamente". Esta mulher está fazendo uma coisa errada, não uma coisa boa. O que foi que ela fez? Ela escondeu malignamente pecado e heresia na farinha. O que significa a farinha? A farinha representa a "doutrina verdadeira de Cristo". Então, podemos ver o ensino desta parábola. A mulher eclesiástica (igreja falsa com suas filhas e heresias, A Grande Prostituta e suas filhas, Igreja Católica e suas filhas) introduziu a sua heresia na doutrina de Cristo para pervertí-la. Observa que o fermento (heresia) introduzido pela mulher (igreja falsa) começou levedar a farinha (doutrina de Cristo), mas não levedou-a logo de uma vez para sempre, mas levou um tempo para levedar a doutrina de Cristo toda. Porque diz: "até que tudo esteja levedado". Diz que tudo será levedado, mas não diz quando. Enquanto o povo de Deus e as igrejas de Jesus Cristo estão ainda no mundo isto não pode acontecer. Mas depois de ser arrebatado o povo de Deus e as igrejas de Cristo do mundo, o todo será levedado (II Ts. 2:7).

5. A Parábola do Tesouro escondido. 13:44. As quatro primeiras parábolas falam do reino dos céus segundo a vista humana (o número 4 é o número da terra na Bíblia), as três últimas parábolas falam do reino dos céus segundo a vista divina (o número 3 é o número da Trindade na Bíblia). Agora Deus mostra o jeito que Ele vê as coisas.

1. O tesouro é Israel (Êx. 19:5, Deut. 14:2; 32:10; Sal. 135:4). Israel é o tesouro peculiar de Deus na terra. A palavra tesouro não é usado no Novo Testamento referente a igreja de Jesus Cristo.

2. O tesouro foi escondido num campo. Versículo 38 diz que o campo é o mundo. Então, esta parábola ensina que Israel ficou escondido na terra. O homem que achou este tesouro e depois escondeu-o na terra é Cristo, o Messias. Depois diz que este homem (Cristo) foi vender tudo quanto tinha para comprar aquele campo. Jesus Cristo achou Israel na terra durante o seu ministério público e terrestre, mas depois Ele escondeu-o na terra por causa da sua rejeição do Messias, foi o juízo de Cristo sobre Israel (Mt. 23). E agora Jesus está trabalhando com os gentios principalmente.

3. Depois da época de Cristo Israel ficou espalhado e escondido sobre a face de toda a terra; sem a sua terra, nação, lugar certo, templo, etc. Até hoje em dia os judeus não aceitam Jesus Cristo como o seu Messias. Por isso, esta nação não recebeu ainda a bênção prometida no Velho Testamento de reinar com Jesus Cristo sobre toda a terra. Mas, isto não continuará assim para sempre. Porque Cristo comprou esta nação na cruz (João 11:5-51), e por isso a bênção prometida a ela está garantida. Também diz que comprou o campo, não todo povo do campo, mas o campo onde estava escondido o tesouro, que é a terra. Assim Jesus garantiu a bênção prometida a Israel durante o milênio (Mateus 19:28). A Bíblia diz que Jesus morreu também para livrar a terra (o campo, ou a criação) da maldição da lei (Rom. 8:19-23).

4. Quando Jesus Cristo vier na Sua glória para Si manifestar como o Rei dos reis, esta promessa feita a Israel será cumprida, e Israel reinará com Cristo, seu Messias, durante o milênio (1000 anos) sobre a face de toda a terra.

6. A Parábola da Pérola de Grande Valor. 13:45-46. Esta parábola é muito mal interpretada pelo mundo religioso. Diz que a pérola de grande valor é Cristo, e que o pecador vende tudo que tem para comprar Cristo O Salvador. Não pode ser assim, porque esta interpretação errada ensina que a salvação vem pelas boas obras. As boas obras do pecador estão contaminadas pelo pecado e inaceitáveis e insuficientes para ganhar a salvação (Isa. 64:6). A salvação não pode ser comprada pelo homem (Isa. 55:1, Rom. 6:23). A Bíblia diz em toda parte que a salvação é pela graça )favor imerecido) de Deus (Ef. 2:8-10). Também esta interpretação errada diz que o pecador busca Deus na salvação e depois deixa tudo para ganhar a salvação. Mas a Bíblia diz o contrário, é Deus que busca o pecador na salvação e depois o pecador recebe Jesus Cristo como seu Salvador porque Deus operou no seu coração a obra da salvação pela graça (Rom. 3:11, Fil. 2:13).

1. O negociante é Cristo, o mesmo homem que saiu para semear na primeira parábola (v. 24, 37). É Jesus Cristo que veio ao mundo para tratar dos negócios do seu Pai. O negociante (Jesus) determinou amar pela graça os seus eleitos (as boas pérolas) desde a eternidade. Nota que Jesus Cristo buscou boas pérolas, não só uma pérola. As boas pérolas são os seus eleitos de todas as épocas (Lc. 19:10). Foi ordenado desde a eternidade que Ele ia fazer isto. Entre todas as boas pérolas de Cristo há uma pérola de grande valor. Esta é a sua noiva, a sua igreja verdadeira. Jesus Cristo deixou tudo para salvar os seus eleitos todos pela graça. Mas, de uma maneira especial Jesus Cristo veio para buscar esta pérola de grande valor, a sua noiva (Atos 20:28). Ele comprou a pérola de grande valor (como todos os escolhidos) quando Ele morreu na cruz derramando seu sangue por eles (I Pe. 1:18-20, Ef. 1:14). Então, esta parábola ensina que Jesus Cristo tem no mundo entre todos os seus eleitos (as boas pérolas) uma pérola de grande valor que é a sua noiva (a sua igreja verdadeira).

2. A pérola é uma unidade que não pode ser dividida. Ouro, prata, diamantes, e outras pedras preciosas podem ser divididos, mas se dividir a pérola, está destruída. Todos os eleitos são um em Cristo e todos serão salvos e estarão com Ele um dia (João 10:14-16, 27-30). Se só um dos eleitos não for salvo, o plano da salvação toda seria destruída. A pérola é o fruto de sofrimento. Quando um pedaço de sujeira entra na ostra e fica ferindo-a, a ostra segreda um mineral chamado "madrepérola" para cobrir a sujeira. A ostra fica cobrindo o pedaço de sujeira com muitas camadas de madrepérola até uma pérola de muita beleza está formada. A ostra mora na sujeira e escuridão das profundezas do mar quando faz isto. Originalmente a pérola morava na sujeira e escuridão das profundezas do mar. Ó que retrato bom da salvação dos eleitos pela graça. Jesus Cristo desceu do céu deixando a sua glória para ficar no mundo imundo e escuro para salvar os eleitos imundos e cegos dos seus pecados pelo derramamento do seu sangue. Ele fez dos depravados uma coisa de beleza pela graça. O nosso pecado está coberto com o sangue do Filho de Deus. E no fim vamos ficar unidos com Cristo eternamente!

7. A Parábola da Rede. 13:47-50. A rede é o que é chamado hoje em dia a cristandade como está falado na parábola do Trigo e do Joio. O mar é a humanidade no fim do mundo. A cristandade de hoje em dia pega todo tipo de pessoa que se chama cristão, mas não significa que são salvos de verdade, porque a maioria são hipócritas. Fala sobre a separação que Deus vai fazer através dos seus anjos quando Cristo vier para estabelecer o seu milênio. Também fala do julgamento divino das pessoas da terra afinal. Deus vai separar os crentes dos descrentes. Ele vai lançar os perdidos no lago de fogo e enxofre e receber os crentes no céu para ficar com Ele eternamente.

8. A Conclusão do Discurso das Parábolas. 13:51-58. Jesus perguntou se os discípulos entendessem todas estas coisas, e eles disseram, sim. Nós podemos dizer que entendamos estas parábolas? Somos como o escriba que está instruído nas coisas de Deus, somos responsáveis para instruir os outros o que aprendemos. Vamos aprender e depois ensinar os outros o que aprendemos?!

Depois destas coisas Jesus saiu daquela região para voltar a Nazaré (v. 54). Todos maravilharam-se por causa dos milagres e sabedoria dEle. De onde veio esta sabedoria, eles perguntaram? Não de Nazaré, nem de Jerusalém, nem de outros lugares, nem dos fariseus e escribas, mas sim de Deus.

Observa que Jesus teve irmãos e irmãs. Estes são os filhos que José e Maria tiveram depois do nascimento de Jesus. Então, as doutrinas da virgindade perpétua e da concepção imaculada da igreja católica são mentiras de Satanás. Os irmãos de Jesus na carne não aceitaram-O como o Messias até depois da sua ressurreição. O povo escandalizou-se nEle e não creu nEle. Como é que a incredulidade em Jesus Cristo é uma coisa terrível. Jesus ficou sem honra na sua própria terra. Não é maravilha, ainda continua sendo a verdade. Mas, Jesus não ficou desanimado com isto, Ele deixou aquele lugar para outro.

A Morte de João O Batista, Alimentação da Multidão e Alguns Milagres. 14:1-36.

1. Herodes Antipas, 14:1-2. Era o filho de Herodes O Grande e Governador de Galiléia e Peréia. Ele ficou pensando que Jesus era João O Batista ressuscitado dos mortos. Ele pensou assim porque tinha assassinado-o, e depois a sua consciência ficou pesando por causa do seu pecado.

2. A História do Encarceramento e Morte de João O Batista. 14:3-14. Herodes era um homem perverso e sem vergonha. Enquanto ainda estava casado com outra mulher, ele se casou com Herodias, a esposa do seu irmão Filipe. João O Batista falou com Herodes que era errado e pecaminoso para ficar com Herodias. Herodes queria para João O Batista aprovar o seu segundo casamento, mas ficou enganado, porque em vez de aprová-lo, João condenou-o. Herodes quis matar João, mas não fez porque o povo tinha João como profeta. Herodes jogou João na prisão em vez de matá-lo. Parece também que Herodias não gostou nem um pouco a palavra de João pela maneira que se agiu depois.

No dia do seu aniversário, Herodes fez uma grande festa com muita bebida e perversidade e a filha de Herodias dançou diante de Herodes, e agradou-o muito. Podemos imaginar a maneira perversa e indecente que ela dançou diante dele. Ela agradou Herodes, mas agradou Deus de jeito nenhum. Herodes prometeu dar a ela tudo que pedisse, e Herodias instruiu a sua filha para pedir a cabeça de João O Batista num prato. Herodes se afligiu, mas por causa da sua promessa pecaminosa, do seu voto estúpido, e de ser dominado por uma mulher malvada, ele mandou cortar a cabeça de João na prisão. Então, a obra de João ficou terminada e ele deixou a prisão para ficar no paraíso. A verdade custou João a sua cabeça, mas ele ganhou a vida eterna pela graça de Deus. Cadê Herodes, Herodias e sua filha agora? Infelizmente, estão no inferno.

Depois disso, Jesus saiu daquele lugar para evitar o perigo de Herodes (a Sua hora não tinha chegada para morrer) e descansar um pouco. Marcos 6:31 diz que Jesus nem tinha tempo para comer. Jesus foi para Betsaida (Lc. 9:10), que fica ao lado do Mar da Galiléia. Mas, a multidão seguiu Jesus até lá também. Jesus curou os enfermos.

3. A Multiplicação dos Pães. 14:15-21. A multiplicação dos pães é o único milagre que Jesus fez que é falado em todos quatro Evangelhos.

Quando chegou a tarde (depois das três horas da tarde) os discípulos queriam mandar a multidão embora (quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças). Jesus disse não, mas para os discípulos dar comida a eles (v. 16). Nós temos a responsabilidade de alimentar a multidão das pessoas do mundo com a Palavra de Deus. Nossa condição espiritual pode ser pouca (v. 17), mas quando Cristo está conosco (v. 18), vai dar certo. Jesus mandou trazer a pouca provisão deles a Ele (v. 18). Quando entregarmos a Ele o pouco talento que temos com muito prazer, vontade e fé, Ele pode aumentar a nossa capacidade para que possamos fazer o que Ele deseja. Sem entregar nosso talento a Ele para ser usado no seu serviço, nada está feito.

Jesus mandou a multidão se assentar na grama, Ele abençoou (dar graças antes de comer é bom) a provisão que depois seus discípulos deram a multidão. Ele dá a bênção sobre a Palavra de Deus, nós somos responsáveis para entregá-la. É um grande privilégio ser usado no serviço de Deus para dar o pão da vida (Jesus Cristo) à multidão que está perecendo por causa de uma fome espiritual tão grande. É um grande privilégio ouvir a Palavra do Salvador. Ninguém ficou com fome, mas todos saciaram-se e ainda restou muita coisa. A pessoa que tem uma fome espiritual de verdade será mais do que saciada por Cristo. Ó que possamos nos entregar a Ele para ser usado no Seu serviço! Ó que possamos ficar assentados aos pés dEle para ouvir a Sua palavra! Ó que possamos ver que a nossa capacidade para fazer a Sua obra vem dEle! Ó que possamos entender que é só Jesus que possa abençoar a Palavra que pregamos aos corações das pessoas!

4. Os Milagres de Cristo sobre o Mar. 14:22-33. Jesus mandou seus discípulos entrar num barco e ir ao outro lado do mar da Galiléia, mas Ele não foi com eles (v.22). Depois Jesus subiu a um monte para orar só. Mostra a necessidade de oração. Jesus o Salvador perfeito em todas as maneiras reconheceu a necessidade dela, tanto quanto nós os pecadores.

Enquanto os discípulos estavam no meio do mar houve uma tempestade. As tempestades de vida vem para todo crente. Jesus estava em terra orando e vendo Seus discípulos sofrendo na tempestade. É isto que Marcos 6:48 indica, que Jesus soube de longe o que estava acontecendo com Seus discípulos no meio do mar. Jesus está no céu agora vendo tudo que acontece na vida dos Seus e está fazendo oração por eles, na hora certa Ele vem para socorrer os Seus filhos e acalmar a tempestade. Observa que foi Jesus que mandou eles para a tempestade. Porque? Para ensiná-los mais uma lição preciosa de vida. Quando os Seus discípulos estavam lá no meio da tempestade, eles estavam bem no meio da vontade do seu Salvador. Quando o salvo sofre dificuldades e provas na vida não significa que está fora da vontade de Deus, porque pode estar mesmo bem no meio da vontade dEle. Nosso Salvador está ensinando alguma coisa, preste bem atenção, porque é para nosso bem. Jesus vai nos mostrar que é só Ele que pode guiar as nossas vidas e que tem o poder para andar em cima de qualquer tempestade de vida e acalmá-la. Jesus não veio logo para socorrê-los, mas veio exatamente na hora certa (a quarta vigília da noite, depois da três horas da madrugada). Todos ficaram assustados quando Ele veio andando por cima do mar. Não devemos ficar assustados da Sua prova, mas esperando nEle com fé e segurança. Porque Jesus mesmo pode acalmar a tempestade. Não temos nada para temer, porque Ele está conosco para nos socorrer.

Pedro queria andar por cima do mar também. Jesus lhe deu este poder para vencer as águas, o poder para vencer as tempestades de vida só vem dEle. Pedro andou por cima das águas pelo poder de Cristo. Tudo estava indo bem até o instante que começou sentir o vento forte da tempestade e temer e faltar fé, desde então Pedro começou afundar-se. No meio da tempestade de vida os crentes em Jesus Cristo tem que olhar para o Salvador confiando nEle muito, não deixando o vento forte das dificuldades e provas nos assustar. O instante que começamos olhar para as dificuldades e provas tão grandes e fortes, a nossa fé vai começar faltar e vamos começar afundar-nos nelas. Temos que olhar para Ele no meio delas, porque Ele é a fonte do poder para vencer as tempestades de vida. Pedro tinha pouca fé naquela hora, mas a fé dele não faltou completamente (Jesus disse, homem de pouca fé), porque ele olhou para Jesus para a salvação da tempestade. Confiar em Jesus nos dá força, duvidar é entrar em grande perigo. Quando Jesus pegou na mão dele, ele ficou seguro e andando por cima das águas. Podemos vencer as dificuldades e provas de vida quando Jesus está segurando a nossa mão. O instante que Jesus entrou no barco a tempestade cessou e todos chegaram a terra. De verdade este é o Filho de Deus.

5. Os Milagres em Genezaré. 14:34-36. Lá na terra Jesus curou muita gente das suas doenças. O poder de Jesus Cristo é grande no mar e também na terra!

O Messias Lutando Contra Os Escribas e Fariseus. 15:1-39.

1. Um grupo de escribas e fariseus chegaram de Jerusalém para falar com Jesus.15:1-20. Isto aconteceu na região de Genezaré e provavelmente em Capernaum. O assunto da discussão foi a tradição dos anciãos (v.2). Os escribas e fariseus queriam saber porque os discípulos transgridam a tradição deles em não lavar as mãos antes de comer pão. Lavar as mãos é coisa boa, mas não deve ser uma lei religiosa. A lei de Moisés não falou para fazer isto, nem fez parte da lei judaica do Velho Testamento. Era puramente uma invenção dos escribas e fariseus.

Jesus respondeu a pergunta deles com a pergunta dEle: "Porque transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?" (v. 3). Uma tradição comparada ao mandamento de Deus é nada, porque o mandamento bíblico é falado por Deus e tem mais importância do que a tradição do homem. O mandamento de Deus é uma obrigação para fazer, mas a tradição do homem não é. Além disto, a tradição do homem pode transgredir e tentar desfazer e invalidar o mandamento de Deus. Foi o caso dos escribas e fariseus. Jesus citou um caso assim como os escribas e fariseus tentaram desfazer e invalidar o mandamento de Deus com a sua tradição; o dever dos filhos é para honrar e cuidar os seus pais (Êx. 20:12; 21:17). Os escribas e fariseus inventaram uma lei para invalidar este dever dado por Deus aos filhos. Como? Eles disseram que foi necessário para o filho somente dizer que todos os seus bens eram dedicados a Deus e assim ficou livre da sua obrigação de cuidar os seus pais (Mc. 7:11). Mas, o filho podia continuar para ficar com os seus bens e usá-los normalmente. Jesus disse que assim eles invalidaram o mandamento de Deus. Eles tinham muita tradição que fez a mesma coisa.

Eles reclamaram por causa de comer sem lavar as mãos, mas eles colocaram as suas mãos sujas e depravadas nos mandamentos de Deus tentando invalidá-los. Por isso, Jesus os condenou severamente. Eles eram hipócritas, porque disseram com a boca que eram os servos de Deus porque estavam guardando as suas próprias tradições da lei, mas na realidade o coração deles ficou rebelde como sempre. Eles estavam adorando Deus assim em vão, porque Deus pode ser adorado somente e verdadeiramente segundo a Sua Palavra. O povo religioso hoje em dia faz a mesma coisa. Tem tanta tradição religiosa que guarda com fidelidade, mas está adorando Deus em vão, porque a sua tradição está contra e invalidando a Bíblia em vez de honrar a Palavra de Deus (v. 7-9).

Jesus chamou a Si a multidão e ensinou-lhes a verdade sobre a religião do Deus verdadeiro. A religião que agrada Deus não consiste nas coisas que come e bebe (as cerimônias e rituais), mas em reconhecer e fazer a Palavra de Deus. O que contamina o homem, não é o que come e bebe, mas é o coração que é depravado e deseja satisfazer os desejos da carne. O que justifica o pecador não é fazer e guardar as tradições religiosas, mas Jesus Cristo O Salvador (v. 10-11).

Os discípulos de Jesus ficaram preocupados depois porque os escribas e fariseus ficaram ofendidos com a Palavra do Senhor Jesus Cristo. Jesus explicou que é pior ofender Deus do que os homens. Porque um dia toda tradição humana, ensino falso, religião vã e religioso hipócrita serão arrancados e jogados fora como o mato que fica numa horta. Porque tudo que não conforme à Palavra de Deus não presta para adorar Deus. Jesus disse para deixar-os, porque são "condutores cegos". Os cegos religiosos tentando conduzir os outros cegos religiosos nas coisas religiosas. Os que rejeitam a verdade da Palavra de Deus assim devemos deixar para Deus cuidar. Podemos, e devemos, pregar a verdade a eles, mas não podemos mudar os corações deles para ver o seu erro, o perigo do inferno bem na sua frente, nem a necessidade de ser salvo por Jesus O Salvador. É só Deus que possa fazer isto pela operação da graça dEle nos corações deles (v. 12-20).

2. A filha da mulher cananéia curada. 15:21-30. Jesus agora retirou-se desta região para as partes de Tiro e Sidom. Porque? Parece que quisesse ficar livre da inveja de Herodes (14:1), da hostilidade dos fariseus (15:12) e das opiniões fanáticas da multidão (João 6:15). Porque a Sua hora de morrer não tinha chegada.

Uma mulher gentia encontrou-os (13 homens caminhando, Jesus e seus discípulos) no caminho pedindo para Jesus (não os discípulos dEle) curar a sua filha. Jesus não respondeu nada a ela, Jesus estava testando e fortificando a fé dela. Os discípulos queriam para Jesus mandar ela embora (porque? eram embaraçados?), mas ela insistiu. Jesus respondeu a ela que não foi enviado senão às ovelhas da casa de Israel. Ainda ela insistiu, até adorando Jesus e pedindo Seu socorro. Ela sabia pouca coisa, mas sabia a coisa principal, que não era digna, até se chamou cachorro, e que somente queria o pão que caiu no chão da mesa do Senhor. Ó que grande fé nEle e humildade perante dEle. A fé e a humildade sempre vão juntas. Jesus elogiou a fé dela, não a paciência, nem a perseverança dela, porque isto foi o resultado da fé dela. A graça de Deus faz o pecador assumir o seu lugar de ser um cachorro perante Deus, merecendo nada, mas somente recebendo pela graça a salvação do Senhor. Ela recebeu, a sua filha foi curada na mesma hora. Não como os fariseus que ficaram arrogantes e cheios de orgulho e de se mesmos perante Deus.

3. A Segunda Multiplicação dos Pães. 15:29-39. De novo Jesus viajou, esta vez Ele foi para o Mar da Galiléia, pelos confins de Decápolis (Mc. 31), ainda evitando a província de Herodes. Muitos seguiram Jesus, e Jesus curou muitos; coxos, cegos, mudos e surdos, aleijados e outros.

Este povo tinha seguido Jesus durante três dias. Depois de pregar e ensinar Jesus disse que seria bom para alimentar o povo todo (4000 homens, mais as mulheres e crianças). Mais os discípulos disseram que não tinham tanta comida assim. Eles esqueceram já que Jesus tinha feito na primeira vez? O povo de Deus esquece tão rápido o poder e capacidade de Deus. Mais uma vez Jesus mostrou que pouco (sete pães e poucos peixes) abençoado por Ele, se torna muito (bastante para uma multidão). O crente esquece logo muitas vezes que o pouco talento que tem, na mão de Deus pode abençoar muita "gente". Ó como somos crentes de pouca fé.

Logo depois Jesus despediu a multidão, entrou num barco, e foi ao território de Magdala. Onde ficou Magdala está desconhecido com toda certeza. Mas, provavelmente ficasse ao lado oeste do Mar da Galiléia.

O Messias Ensinando a Palavra de Deus. 16:1-28.

1. Os Fariseus e Saduceus pediram um sinal, tentando Jesus. 16:1-4. Não é a primeira vez que eles pediram um sinal de Jesus para provar que era o Messias de verdade. Isto mostra a incredulidade deles, porque eles não estavam querendo saber com certeza, mas somente querendo tentar Jesus e achar erro nEle. Se fosse um sinal para provar isto que estavam querendo, eles aceitariam para este fim os muitos milagres que Ele tinha feito, e as profecias cumpridas do Velho Testamento.

Jesus observou que eles podiam prever o tempo de amanhã, mas não podiam ver os sinais da vinda do Messias. Como é grande a cegueira espiritual de muita gente. Somente um povo rebelde e cego mesmo pede sinal da sua vinda depois de ver todos estes sinais já feitos de ser o Messias. Muitos hoje em dia não estão vendo os sinais da sua Segunda Vinda. Jesus deu somente para eles o sinal do profeta Jonas. Observa a explicação disto em Mateus 12:38-42.

2. O Fermento dos Fariseus e dos Saduceus. 16:5-12. Os discípulos de Jesus esqueceram levar pão para comer. Jesus aproveitou esta oportunidade para ensinar os Seus discípulos contra o fermento dos fariseus e dos saduceus. Primeiramente eles acharam que Jesus falou sobre o fato que eles tinham esquecidos fornecer de pão. Jesus sabia isto, e por isso Ele explicou isto para eles. Jesus repreendeu-os porque Ele já tinha mostrado duas vezes o poder dEle para suprir as necessidades do seu povo. Eles estavam preocupados com a provisão de pão, e faltando a fé na provisão dEle. Eles estavam mais preocupados com as coisas de vida do que com a Palavra de Deus. Ó que grande vergonha, porque nós ficamos do mesmo jeito muitas vezes.

O fermento dos fariseus e dos saduceus representa a heresia deles. Fermento na Bíblia sempre representa heresia. Devemos ficar sempre vigiando para não deixar o fermento da heresia estragar o pão da verdade da Palavra de Deus. É um perigo sempre presente que a heresia da religião falsa, as tradições humanas e pensamentos carnais podem entrar na verdade da Palavra de Deus para corrompê-la. A heresia de qualquer tipo é o inimigo da verdade.

3. A Confissão de Pedro e a Resposta de Jesus. 16:13-20. Jesus fez uma pergunta: "Quem dizem os homens ser o Filho do homem"? (v. 13). Ele recebeu algumas respostas: João Batista, Elias, Jeremias e um dos profetas. Jesus fez uma segunda pergunta: "E vós, quem dizeis que eu sou"? Esta vez Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo".

Pedro disse que Jesus era o Messias e que Jesus era o Filho de Deus vivo. Jesus disse que Pedro era homem abençoado por Deus, porque Deus revelou isto para ele. Ele não tinha recebido esta verdade segundo a sabedoria humana, mas pela revelação de Deus. Pedro sabia uma coisa pela revelação do Pai, que muita gente não sabe hoje em dia, Jesus é Deus!

Jesus aproveitou esta oportunidade para ensinar sobre a Sua igreja. Alguns dizem (a Igreja Católica e Igrejas Protestantes) que Jesus edificou a Sua igreja sobre Pedro, que Jesus deu para ele a posição de ser o primeiro Papa ou Líder e Cabeça da igreja toda, e que esta posição passou para os seus sucessores perpetuamente até o Papa presente. Tem nada disto na Bíblia. Não existe evidência que Pedro esteve em Roma nenhuma vez, nem que era o Bispo de Roma, nem o Chefe das igrejas todas. Ele foi reconhecido como sendo co-pastor com os outros (I Pedro 5:1) e até mandado pelos Apóstolos (At. 11:1-18). Cristo é o único cabeça da sua igreja e está presente com ela até o fim (Mt. 28:20; Ef. 1:20-23; Cl. 2:18-19).

Outros dizem que Jesus edificou a sua igreja sobre a confissão de fé de Pedro. Era o ponto de vista de Lutero e a maioria dos protestantes. Depois quando Pedro negou o Senhor Jesus Cristo, a igreja caiu e cessou de existir? Isto não pode ser a verdade por causa da promessa que Jesus deu logo depois no versículo 18.

A interpretação correta é que Jesus edificou a sua igreja sobre Si mesmo e Ele é o cabeça dela. Jesus falou isto no versículo 18 assim: "Tu és Pedro (Petros, uma palavra masculina, que é um pedaço de uma rocha grande), e sobre esta pedra (uma palavra feminina, que significa uma rocha muito grande) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno (Hades, os poderes da região infernal) não prevalecerão contra ela". Jesus Cristo edificou a igreja sobre Si mesmo (I Pedro 2:4-8; I Cr. 3:11). Pedro (Petros) é um pedaço da rocha em que Jesus Cristo edificou a igreja, que é Jesus mesmo. A igreja verdadeira foi edificada sobre Jesus Cristo e Ele só. Os Apóstolos e Profetas (que significam O Velho E Novo Testamentos) são a primeira fiada que fica sobre Jesus Cristo, a pedra principal (Ef. 2:20).

Alguns dizem porque Jesus falou edificarei, tempo futuro, se referiu ao dia de Pentecostes. Quando, segundo eles, a igreja ia começar. Mas, quando Jesus deu as regras da disciplina da igreja em Mateus 18, Ele falou no tempo presente, mostrando que a igreja já tinha começado e foi antes do dia de Pentecostes. A igreja dEle não começou em Mateus 16:18, porque já tinha começado antes quando Ele chamou os seus discípulos para Si (Lc. 6:12-16), e depois escolheu doze deles para ser a Sua primeira igreja (I Cr. 12:28). A palavra edificar pode significar "erigir e desenvolver". Neste sentido Jesus estava edificando a sua igreja naqueles dias e ainda está a edificando e edificará futuramente.

Jesus usou a palavra "igreja que é a palavra "ecclesia" na língua grega. Nos dias do Senhor Jesus Cristo esta palavra "ecclesia, igreja" significou uma assembléia, ajuntamento e congregação. Podemos ver este significado da palavra em Atos 19:32, 39 e 41. Nestes versículos é a mesma palavra "ecclesia" traduzida "igreja" no resto do Novo Testamento. Necessariamente alguma coisa chamada igreja que não possa reunir-se, ajuntar-se e congregar-se num lugar local e visível não é a igreja dEle. A igreja universal e invisível dos protestantes não é a igreja dEle, porque a sua igreja é local e visível, pode reunir-se. Jesus falou sobre "minha igreja", mostrando tudo que se chama a igreja dEle não é. Uma igreja que começou depois do ministério público dEle, não é a igreja dEle. Uma igreja que não tem Jesus Cristo como o seu cabeça, não é dEle, porque foi começada depois da sua ascensão por um homem. Jesus Cristo é o fundador, organizador e cabeça da sua igreja.

Jesus Cristo prometeu para a sua igreja perpetuidade (uma existência contínua) no versículo 18. Isto significa que o tipo de igreja dEle estará no mundo em todos os séculos até a consumação dos séculos (observa Mt. 28:20 também). A igreja dEle tem estado no mundo em todo minuto desde a sua organização e continuará estar até que Ele venha. A igreja dEle não cessou durante os séculos como os protestantes ensinam. Temos a promessa dEle para confirmar esta verdade, não precisamos mais do que isto para saber que esta verdade é a verdade.

Jesus Cristo deu para a sua igreja (não para Pedro, nem para o Papa) as chaves do reino dos céus. A chave é símbolo de autoridade. Nota que diz as chaves do reino dos céus, não da igreja. Pela pregação do Evangelho a igreja está abrindo o reino dos céus para as pessoas que crêem. Jesus entregou para a sua igreja a responsabilidade para pregar todo o conselho dEle com a autoridade dEle. Quando uma igreja dEle está pregando a verdade como Ele a entregou a ela, Ele dá a sua aprovação total. Nesta maneira ela está ligando e desligando, porque ela fala com a autoridade de Deus.

Jesus mandou os seus discípulos para não dizer a ninguém que Ele era o Messias (v. 20). Porque? Sendo que Jesus começou explicar no versículo 21 para os seus discípulos que Ele ia sofrer, morrer e ressuscitar em Jerusalém, Jesus não queria chamar mais publicidade e a atenção dos fariseus e escribas para Si, porque a sua hora de morrer não tinha chegado ainda.

4. Jesus Anunciou a Sua Morte e ressurreição aos Seus Discípulos. 16:21-28. Quando Jesus anunciou a morte e ressurreição dEle aos seus discípulos, Pedro repreendeu-O, dizendo que ele não ia deixar isto acontecer. Ele viu as coisas somente pela vista humana e estava confiando na carne dele. Jesus mostrou a ele a fraqueza de ver e agir assim. Os homens de Deus as vezes agem pela força da carne, e isto é perigoso demais. Podemos ver esta verdade na queda de Pedro depois. Pedro estava querendo impedir a vontade de Deus sem saber.

Jesus ensinou os seus discípulos sobre o discipulado verdadeiro (v. 24-27). A única maneira de servir o Senhor de verdade é colocar Deus no primeiro lugar da vida e negar si mesmo. A pessoa pode ganhar tudo que o mundo oferece, mas se perder a sua alma no fim, nada adiantou. Jesus mencionou pela primeira vez a sua segunda vinda no versículo 27. Porque? Porque cabe bem com a verdade que falou sobre o valor verdadeiro da vida. Devemos viver lembrando sempre que o Senhor Jesus Cristo virá para dar a cada um segundo as suas obras, tanto crente quanto descrente. No versículo 28 Jesus deu uma profecia do reino do Filho do homem futuramente (seu milênio). Uma pequena prevista do milênio foi dado para alguns deles na sua transfiguração ("alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino"). Quais deles foram que viram depois Jesus na sua glória no monte da transfiguração? Pedro, Tiago e João (Mt. 17).

A Transfiguração e Algumas Profecias. 17:1-27.

1. A Transfiguração de Jesus. 17:1-13. Jesus subiu a orar provavelmente no Monte Hermom em Cesaréia de Filipe que fica perto de Damasco (16:13). Enquanto Jesus estava orando Ele se transfigurou, que significa que a sua aparência ficou transformada ou mudada. Foi uma mudança que veio de dentro dEle que venceu a carne que estava cobrindo a sua glória divina como um véu. O Seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas com a luz da sua glória divina. Moisés e Elias apareceram para falar com Jesus. Como é que Pedro, Tiago e João reconheceram Moisés e Elias que viveram muitos séculos antes deles? O que tudo isto significa? Vamos ver.

1.Deus deu aqui uma prevista do Milênio quando Jesus será manifestado na sua glória toda na terra (16:28). O Cristo que foi mal tratado, zombado, ferido, crucificado, sepultado e ressuscitado um dia será o Rei dos reis da terra na sua glória como o Filho de Deus.

2. Moisés e Elias falaram com Jesus sobre a sua obra da redenção (Lc. 9:30-31). A obra da redenção tinha que ser antes da sua glória manifestada do Milênio.

3. Moisés representa os salvos que morrem fisicamente que serão ressuscitados na sua vinda (I Ts. 4:15-16).

4. Elias representa os salvos que serão arrebatados sem morrer na sua vinda (I Ts. 4:17).

5. Pedro, Tiago e João representam o remanescente dos judeus salvos na terra quando Jesus vier para estabelecer o seu Milênio (Rm. 11:25-29). Observa que Pedro, Tiago e João não estavam glorificados como os outros presentes. Este remanescente dos judeus serão salvos mais ainda nos seus corpos literais no Milênio.

6. A vinda de Elias (v. 10) fala sobre João O Batista que veio antes do Messias no poder e espírito de Elias (Mal. 4:5; Lc. 1:17).

2. Jesus curou o rapaz lunático. 17:14-21. Um demônio deixou este rapaz surdo, mudo e com convulsões semelhantes a epilepsia. Os discípulos não podiam curá-lo. Vamos ver algumas coisas sobre isto.

1. Enquanto alguns estavam lá em cima do monte gozando na glória de Deus, outros estavam lá em baixo lutando contra o inimigo e falhando por causa da sua fraqueza.

2. Os melhores crentes as vezes falham.

3. Os crentes que tentam ganhar almas vão enfrentar alguns casos que não sabem nem podem tratar.

4. O problema foi a pouca fé deles. Pouca fé limita a utilidade do crente na obra de Deus.

5. Quando falhamos, devemos fazer a mesma coisa que eles fizeram, levar o problema para Jesus resolver, porque Ele pode muito bem.

6. Quando falhamos, devemos admitir que falhamos como os discípulos admitiram (v. 19).

7. Jesus disse que com Deus tudo é possível; devemos olhar para Ele, e não para nossa própria força.

8. A obra de Deus tem que ser feita com muita oração e abnegação. O jejum é se negar para fazer a vontade de Deus. Fé sem se negar não adianta nada.

3. O Segundo Anúncio da Sua Morte. 17:22-23. Podemos observar que um tempo passou entre versículos 21 e 22, porque agora Jesus está de novo na Galiléia (Mc. 9:30-32; Lc. 9:43-45). Esta vez Jesus aumentou que seria "traído" e depois crucificado. Os discípulos se entristeceram muito. Porque? Parece que eles achavam que Jesus O Messias veio para reinar comum rei, não para servir e morrer. O reino dEle vem depois.

4. Os Tributos do Templo. 17:24-27. Jesus e seus discípulos estavam indo para Cafarnaum (Caparnaum) e chegaram a eles aqueles que cobravam o tributo (imposto) do Templo querendo para eles pagá-lo. Jesus fez uma pergunta a Pedro já sabendo o que ele estava pensando (a onisciência dEle): "Os reis cobram dos seus próprios filhos os tributos?" A resposta é não; os filhos do rei não pagam tributos. Então, Jesus Cristo que é o Filho de Deus (o Deus do Templo) não tinha obrigação para pagar estes tributos; mas sendo o Filho dEle, deve estar isento. Mas, Jesus não querendo criar um escândalo e evitar a acusação dos fariseus, pagou os tributos. As vezes temos que fazer uma coisa não necessária para deixar nosso testemunho limpo. Observa a pobreza do Salvador; não tinha este dinheiro. Como um homem Jesus pagou os tributos: como Deus Ele mandou o peixe trazer o dinheiro para Ele. Observa: 1. O peixe veio. 2. O peixe se entregou logo a Ele. 3. O dinheiro estava nele. 4. O dinheiro estava no primeiro peixe. 5. O dinheiro era a quantia exata que precisou. 6. O dinheiro ficou na boca do peixe, não tinha o engolido. Este é o Filho de Deus! Ele pode nos cuidar?

O Maior no Reino dos Céus. 18:1-35.

1. A Questão de Qual dos Discípulos Seria o Maior no Reino dos Céus. 18:1-5. Eles estavam provavelmente na casa de Pedro em Capernaum, e o menino podia ser de Pedro também. Os discípulos abriram o assunto de quem seria o maior no reino dos céus. Hoje em dia nós discutimos "quem é o melhor pregador" ou "cantor". Tudo isto mostra a falta do crescimento espiritual. Mas, Jesus mostrou para eles que o servo fiel é como uma criança perante dEle. Observa algumas coisas que Jesus ensinou sobre o servo dEle que será o maior nos céus.

1. Como uma criança, o discípulo de Cristo só tem seu amor e confiança para oferecer.2. Uma criança não tem desejo para ser muito importante, ele se entrega para fazer os mandamentos dos seus pais.

3. Para ser grande no reino dos céus, temos que assumir o lugar de humildade e baixeza, como a criança.

4. Um discípulo (salvo) fiel e útil para Cristo tem que ser convertido (se virar) das suas ambições e inveja pecaminosas.

5. Ganhar grandeza no serviço de Deus é por se humilhar e se negar, não por se exaltar.

6. Orgulho, egoísmo, presunção e auto-exaltação são infidelidade, pecado e vergonha no serviço de Cristo.

7. Porque? Porque somos somente os servos dEle salvos pela graça.

2. O Aviso Contra Ofender Os Servos Humildes de Deus. 18:6-14. Ofender um dos filhos humildes e pequenos de Deus é uma ofensa muito grande. Esse prestará contas a Deus por isso, e o castigo será severo. Seria melhor para esta pessoa ter uma mó de azenha pendurada ao seu pescoço e se afundar no mar para nunca mais subir do que ofender um dos filhos humildes de Deus e depois enfrentar Deus com este pecado. Jesus disse que este tipo de ofensa feita pelo mundo vem com certeza, mas ai daquele que faz! Observa que há um inferno e Jesus disse que tem fogo eterno nele.

No versículo 10 Jesus disse até para ter cuidado para não ofender nem desprezar uma das suas ovelhas desgarradas (desviadas). Apesar do fato que está desviada e andando no caminho errado, ainda são filhos amados por Ele, e Ele manda os seus anjos para zelar por eles. Cuidado para não maltratar os filhos de Deus, Deus dá aviso!

No versículo 11 Jesus deu outra razão para não ofender nem desprezar os seus filhos. Porque Deus O Pai mandou seu Filho para salvá-los da sua perdição. Deus mandou seu Filho para buscar seus eleitos que estavam perdidos e remí-los, e agora Ele vai agüentar alguém mal tratar, ofender ou desprezá-los? De maneira nenhuma.

Nos versículos 12-14 Deus dá mais sobre este assunto. Outra razão para não desprezar um dos pequeninos de Deus. Porque Deus tem maior prazer em achar uma das suas ovelhas (eleitos) e Ele não vai deixar nenhuma delas perecer nunca! Porque Ele ama eternamente os seus filhos. Cuidado na maneira que trate os filhos dEle!

3. O Tentativo para Ganhar de Volta um Irmão que Peca (ou a Disciplina da Igreja). 18:15-20. Logo depois que Jesus falou sobre desprezar um dos pequeninos de Deus, Ele falou sobre a maneira de tratar um irmão que peca. PRESTE BEM ATENÇÃO para que não despreze um dos seus filhos. Jesus nos avisou para tratar este assunto com muito cuidado. Porque estamos disciplinando os seus filhos amados e preciosos, e Ele não está brincando! Tem que ser do jeito que Ele manda, porque são os filhos dEle remidos por Seu Filho Jesus Cristo. Observa o que Deus diz! O assunto da disciplina aqui é uma ofensa pessoal.

1. Deve ir falar com o irmão tentando resolver o problema e ganhar o irmão. Deve ser entre os dois só primeiramente, sem falar o problema para ninguém mais nem menos do que ele. Tem que ser uma ofensa pessoal de verdade, não um menosprezo para um irmão sensível demais. O ofendido tem obrigação de ir e falar com o irmão que o ofendeu, não deve ficar esperando para ele fazer, porque ele pode estar inconsciente da sua ofensa. Deve ser feito com respeito, amor, compaixão e consideração. Se ouvir, está resolvido, e ninguém mais deve saber.

2. Se não ouvir, deve levar um ou dois irmãos (estes irmãos devem estar dispostos para fazer) para falar com ele novamente (Gl. 6:1). Observa que ainda a conversa deve ficar somente entre estes irmãos. O ofendido deve perseverar em busca de paz. Agora é para estabelecer tudo com testemunha para evitar depois confusão e mentira. Se ouvir, está tudo resolvido, e ninguém além destes irmãos deve saber.

3. Se não ouvir estes irmãos, devem falar com a igreja. Se o ofensor ouvir a igreja, está resolvido e não tem que fazer nada mais. Se não ouvir a igreja, a igreja deve disciplinar o ofensor. A igreja não está julgando o coração nem o motivo da pessoa, mas sim as palavras e atos inaceitáveis da pessoa. Depois a única maneira para isto ser resolvido é para a pessoa se arrepender da sua ofensa e ser restaurada assim.

A igreja tem a autoridade dada por Deus para praticar a disciplina segundo a sua vontade. Uma igreja não deve negligenciar a disciplina, nem fazer mais do que mandou. Quando a disciplina está feita segundo a vontade de Deus, Deus reconhece-a como sendo certa (v. 18).

Versículos 19-20 mostram a necessidade para uma igreja fazer tudo com oração, em comunhão com Ele e com Jesus e a sua Palavra no meio. Tudo deve ser feito no nome do Salvador, com a aprovação dEle e segundo a sua vontade. Só assim pode ser aceitável a Deus.

4. A Prontidão para Perdoar um Irmão que nos Ofendeu. 18:21-35. Logo depois que Jesus falou sobre a humildade do seu povo, ofender os seus filhos, a disciplina dos seus filhos, Ele fala sobre perdoar um irmão que pecou contra nós que depois se arrependeu da sua ofensa (Lc. 17:3-4). Devemos perdoar o irmão que peca contra nós, se ele se arrepender da sua ofensa. Pedro fez a pergunta (v. 21): "Até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?" Os fariseus disseram só até três vezes. Jesus disse até 490 vezes; significa que devemos perdoar nossos irmãos arrependidos sem limite. Porque Deus não cessa de perdoar os seus filhos que pecam, devemos fazer nada menos do que Ele.

Observa que Jesus deu uma parábola para mostrar esta verdade bem claramente (v. 23-35). É a parábola do credor incompassivo. Nesta parábola o rei é Cristo e os servos do rei são os crentes em Cristo. O rei perdoou a dívida de um dos seus servos que estava devendo dez mil talentos (que é mais ou menos 12 milhões reais), mas o servo não tinha nenhum centavo para pagar. Esta é a condição do pecador diante de Deus, está devendo uma conta de pecado que jamais pode pagar, e ia perder tudo para sempre. Mas, o pobre servo se humilhou diante do rei pedindo lhe perdão, e o rei pela sua graça, misericórdia e generosidade perdoou a sua dívida toda. Irmãos, é o que o Senhor fez por nós, Ele perdoou a nossa conta grandíssima de pecado pela graça. Mas, nota o que este servo perdoado pelo rei depois fez para com um dos seus conservos, que era uma grande vergonha e injustiça. Um dos seus conservos estava lhe devendo mais ou menos 17 reais. O que fez com ele, até quando estava pedindo seu perdão? Não quis perdoá-lo, e até jogou na prisão até que pagasse a dívida toda. Ó que coisa triste e vergonhosa, como deixou todos os outros conservos tristes, uma coisa dessa entre nós deve nos deixar triste demais. Porque o servo que recebeu o perdão de uma dívida grandíssima nem podia perdoar uma dívida tão e insignificante de um dos seus conservos. E nós irmãos, podemos perdoar as ofensas pequeninas dos nossos irmãos depois de receber o perdão dos nossos pecados tão grandes?? O que o senhor daquele servo fez com ele? Entregou-o para ser castigado e corrigido severamente! Isto não é o inferno, nem o purgatório, mas é a correção que o Senhor dá para os seus filhos que receberam perdão mas não dão perdão depois para os seus irmãos em Cristo (os filhos de Deus, os seus pequeninos). Os crentes podem não levar isto sério, mas nosso Pai.
 

A TERCEIRA DIVISÃO DO LIVRO - MATEUS 19:1 - 28:20

O MINISTÉRIO DO MESSIAS DE JERUSALÉM

Agora Jesus deixou a Galiléia e voltou aos confins da Judéia com uma multidão O seguindo, e Jesus curou muitos (19:1-2). A crucificação de Jesus estava se aproximando. Agora é só uns meses até a crucificação.

Jesus e Divórcio, Crianças, Mancebo Rico e Posição dos Apóstolos no Milênio. 19:1-30.

1. Jesus e Divórcio. 19:3-12. De novo os fariseus chegaram para tentar fazer Jesus errar nalguma coisa. Esta vez é uma questão de que a Bíblia (Velho Testamento) ensinou sobre o divórcio. Os fariseus permitiram divórcio por qualquer coisa. Observa o que Jesus ensinou sobre este assunto (v.4-12).

1. Jesus voltou para ver a regra original que Deus deu em Gênesis 1:27 e 2:24.2. Desde o princípio Deus criou o homem e a mulher para casamento.

3.A esposa deve ser amada mais do que os pais, e o marido deve deixar todos para ficar com ela.

4. O marido e sua esposa são uma carne só; no ato sexual e no nascimento de filhos.

5. Desde o princípio Deus planejou para o casamento ser para a vida inteira. Um crente não deve destruir seu casamento com pecado.

6. Deus acha por isto que o divórcio deve ser desnecessário. Mas, porque o homem é pecador, o divórcio se tornou necessário depois.

7. Jesus deu a razão certa para o divórcio; adultério ou prostituição. Depois Paulo deu outra razão que faz parte da razão que Jesus deu (I Cor. 7:15). A pessoa inocente de um divórcio tem o direito para se casar novamente, mas a pessoa culpada não tem.

8. O ensino de Jesus sobre o casamento mostra a seriedade dele.

9. Casamento não é pecado, nem ficar solteiro. Mas prostituição é. Observa I Cor. 7: 9.

2. As Crianças Abençoadas por Cristo. 19:13-15. Estas são as crianças novas demais que não podem ter fé em Cristo como o seu Salvador, que os discípulos dEle acharam sem importância. Mas, Jesus disse o contrário, elas tem muita importância. Está certo para os pais buscar a bênção de Jesus sobre os seus filhos. Como? Pelo batismo? Não, porque Jesus não batizou nenhuma delas. Como? Deixando as crianças ficar aos pés de Jesus, aprendendo sobre Ele. Esta é a maneira certa de abençoar as crianças espiritualmente. Ensina-as na igreja, na escola dominical e em casa a Palavra de Jesus!

3. O Mancebo Rico. 19:16-22. Depois que saiu Jesus daquela casa, veio um mancebo rico para falar com Ele. Este mancebo era um jovem muito religioso, legalista, enganado e perdido. Ele achou que podia ganhar a salvação pelas boas obras. Jesus respondeu a este jovem numa maneira que Ele sabia que ia condená-lo. Como? 1. Mostrou para ele que Ele mesmo era muito mais do que só um homem bom, mas era Deus e o Salvador. 2. Mandou-o guardar a lei, sabendo que era impossível e que isto seria a sua condenação. 3. Para amar Jesus mais do que qualquer outra coisa, Jesus tem que ser o único Senhor, Mestre e Salvador da pessoa. No caso dele, o seu dinheiro era o seu deus. Qual é o seu Mestre?

4. O Perigo da Riqueza. 19:23-26. Jesus disse que é difícil para o rico ser salvo. Riqueza impede a salvação do rico mais do que facilita. Para ser salvo o rico tem que se tornar pobre de espírito. A verdade é que isto é uma impossibilidade para ele; observa o exemplo desta impossibilidade que Jesus deu no versículo 24. Os judeus pensaram que era mais fácil para o rico ser salvo. Eles pensaram também que o rico tinha o favor de Deus porque era rico. Por isso Jesus falou esta verdade. Porque nem riqueza, nem a falta de riqueza, tem alguma coisa a ver com ganhar o favor de Deus. A verdade que Jesus estava ensinando é que para o homem ser salvo pelo poder humano é uma impossibilidade. Podemos ver esta verdade na maneira que Jesus respondeu à pergunta dos discípulos no versículos 25-26. A resposta da pergunta feita por eles: "Quem poderá salvar-se"?, é ninguém falando humanamente. Jesus mesmo disse (v. 26): "Aos homens é isso impossível". Mas, também disse (v. 26): "Mas a Deus tudo é possível". A salvação e conversão do pecador é a obra da graça de Deus operando no coração do pecador a vontade e habilidade para ser salvo pela fé. É impossível para o homem se salvar. Entrar no reino dos céus sem o poder de Deus habilitando o pecador é uma impossibilidade (João 3:3-7). A salvação é do Senhor.

5. O Galardão Prometido aos Fiéis (aqueles que deixam tudo para seguir Jesus. 19:27-30. Pedro fez uma pergunta: "Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que recebemos"? Pela maneira que Jesus respondeu; parece que era uma pergunta legítima. Porque Jesus não repreendeu-o, nem corrigiu-o. Os discípulos tinham deixado tudo mesmo para seguir Jesus pela fé (profissão, emprego, pais, família e terra). Jesus disse em Marcos 10:29 que tinham feito tudo isto por amor de Jesus e do Evangelho. Jesus respondeu com muito amor e consideração. Observa a resposta dEle.

Jesus deu para eles uma promessa especial e depois para todos os crentes que deixam tudo para seguir Jesus. A regeneração (v. 28) fala sobre o milênio do Messias quando vier para estabelecer o seu reino como o Rei dos reis e fazer da terra tudo nova. Jesus disse os doze vão se assentar sobre doze tronos julgando as doze tribos de Israel. Do jeito que Jesus falou isto será uma coisa literal. Isto mostra para nós que Jesus vai galardoar os seus filhos no seu milênio segundo a fidelidade que tem na vida agora na terra. No versículo 29 Jesus aumentou isto para incluir todos os crentes também. Então, o mais fiel que o crente seja na sua vida, a mais alta posição receberá no milênio. O crente deve ter isto sempre na sua frente no serviço do Senhor. Em Marcos 10:30 Jesus deu a promessa da provisão dEle no serviço dEle agora na terra. Quando o crente está mesmo servindo Jesus por amor dEle e do Evangelho, ele tem a promessa da bênção divina na terra, galardão depois e no fim a vida eterna pela graça. Amor por Cristo e o Evangelho faz deixar tudo para seguir Cristo fácil. Devemos ser felizes para deixar tudo agora por Cristo e seguí-lO, porque daqui a pouco vamos ganhar tudo com Ele eternamente!

Observa a verdade que Jesus falou no versículo 30. Este versículo é a introdução da parábola que Jesus deu depois em 20:1-16. Os galardões que os crentes receberão depois serão segundo a soberania de Deus. Porque é Deus que determina qual será nosso serviço, as datas da nossa vida e a quantia dos anos do nosso serviço. O nosso negócio é servir o Senhor com toda fidelidade no serviço que Ele determinou para nós e durante os anos todos que Ele nos dá pela graça.

Os Servos de Cristo e a Sua Aceitação e Fidelidade no Lugar Escolhido por Deus de Serviço. 20:1-34.

A Parábola dos Trabalhadores e das Diversas Horas do Trabalho. 20:1-16. Jesus falou esta parábola para mostrar que todo crente será galardoado ricamente segundo as suas obras, mas também que será com uma justiça para todos os crentes de todos os séculos, considerando seus dons e talentos, a data da sua vida e a sua "vocação dada" por Deus. Observa algumas coisas sobre este assunto.

1. O homem e pai de família é o Senhor Jesus Cristo, e os trabalhadores são os salvos.

2. O salário de um dia de trabalho era um dinheiro (um denário que é um centavo).

3. O pai de família ajustou com alguns trabalhadores bem de madrugada para trabalhar na sua vinha.

4. Depois ele saiu a hora terceira (as nove horas da manhã) para ajustar mais trabalhadores e mandou-os para trabalhar na sua vinha.

5. De novo ele saiu para fazer o mesmo as horas sexta, nona e undécima (ao meio dia, as quinze e dezessete horas).

6. A hora de dar o pagamento veio e o homem deu para todos os trabalhadores o mesmo dinheiro. Por isso, os primeiros trabalhadores reclamavam, porque achavam que deviam ter recebidos mais do que os outros, porque tinham trabalhado mais tempo na vinha.

7. O pai de família respondeu que o dinheiro era dele e tinha o direito para dar a cada um o quanto que quisesse.

8. Não é errado para ser bom demais, como este pai de família (v. 15).

Observa algumas lições sobre esta parábola.

1. Esta parábola nos ensina que cada salvo receberá depois o seu galardão do Senhor Jesus Cristo. O galardão não é a salvação, porque a salvação é pela graça. O galardão é a recompensa que o Senhor Jesus Cristo dará aos seus filhos pelo serviço fiel que fazem.

2. O galardão é segundo a fidelidade do crente no serviço dEle. Somos responsáveis para fazer o serviço que o Senhor "nos dá" com toda fidelidade.

3. O galardão não depende do século em que moramos, nem se for cedo na vida, tarde na vida ou a vida toda que servimos o nosso Salvador. Depende da fidelidade que temos em serví-lO (v. 19:30, 20:16).

4. Porque é Deus quem chama os seus eleitos para a salvação, as vezes é quando são jovens para que possam servir o Senhor a vida inteira, outras vezes é quando são velhos já e tem pouco tempo restando na vida para servir o Salvador. Jesus Cristo chama os seus eleitos para a salvação de toda idade. A hora da salvação dos eleitos de Deus depende da chamada eficaz do Espírito Santo para ser salvo e por isso seguir o Salvador.

5. Também é o Senhor quem determina a época da vida dos seus eleitos pela Sua vontade soberana. Os eleitos não podem escolher a época das suas vidas, nem a hora do nascimento nem a da morte, é o Senhor que faz isto pela Sua própria vontade.

6. Além disto ainda é o Senhor quem determina a vocação do crente, o seu lugar de serviço e os talentos e dons para fazer a sua obra. Tudo vem dEle! É o Senhor que determina a vida dos seus eleitos! O negócio do salvo é servir o Senhor "fielmente" segundo a "sua" vontade.

7. Todo crente tem que lembrar que somente somos os servos de Deus porque Deus nos chamou e nos dá a força para servir o Salvador pela graça. Assim não dá espaço para vanglória, reclamação nem discussão.

8. Por isso, o salvo mais humilde no serviço do Senhor pode receber o mesmo galardão do salvo mais exaltado no serviço do Senhor, se for que sirva o Senhor com fidelidade na sua posição dada por Deus. Vamos servir o Senhor como Ele merece, com toda fidelidade.

2. Jesus Anuncia Novamente seu Sofrimento, Morte e Ressurreição em Jerusalém. 20:17-19. Nota as outras vezes que Ele já fez isto antes (16:21 e 17:22-23). Jesus falou uma coisa que não tinha dado antes sobre este assunto. Os judeus iam entregar Jesus aos gentios para ser crucificado, que era uma maneira gentia para ser executado. Também que seria escarnecido e açoitado por eles. Nota que os discípulos não entenderam o que Jesus falou (Lc. 18:34).

3. O Pedido sem Entendimento. 20:20-28. Este pedido foi feito pela mãe de Tiago e João, mas eles estavam concordando com ela no pedido (Mc. 10:35). Observa que logo depois de ouvir sobre a parábola dos trabalhadores, ela fez esta pergunta. Será que eles entenderam o que Jesus tinha ensinado? Além disto, não entenderam o que Jesus falou sobre sua morte e ressurreição em Jerusalém. Eles ainda estavam esperando para Jesus estabelecer o seu milênio logo na terra. Mas sem o sofrimento de Jesus na cruz não teria depois a glória do seu milênio. Muitos querem a glória, mas sem o sofrimento. Tiago era o primeiro discípulo depois para morrer (At. 12:2). João foi banido a Ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo (Ap. 1:9). Foi Deus que determinou isto para eles. Observa.

1. Os crentes as vezes pedem com grande ignorância. Graças a Deus, Ele não dá todo pedido ignorante assim.

2. Reinar com Cristo significa sofrer com Cristo.

3. Eles estavam ignorantes do cálice do grande sofrimento e rejeição dEle. O batismo no versículo 22 fala sobre ser imergido no sofrimento do Calvário.

4. Jesus disse para eles que iam sofrer o mesmo tipo de sofrimento dEle antes de morrer.

5. Mas, para dar estes lugares assim a eles não estava certo, porque era determinado já pelo Pai tudo isto. Não foi deixado para determinar isto depois, nem pela chance ou sorte, mas Deus determinou isto pela sua própria vontade antemão.

6. Os pedidos do homem não podem alterar, modificar nem mudar a vontade de Deus.

7. Os outros dez discípulos ficaram com raiva dos dois. Pela resposta que Jesus deu depois (v. 26) todos os doze eram culpados da mesma coisa.

8. No mundo o homem que se exalta, que procura o primeiro lugar entre o povo e quer ser servido é um homem admirado e adorado (v. 25). Mas, isto não deve ser entre o povo de Deus (v. 26).

9. O reino de Deus é para ser governado pelo amor, gentileza e abnegação.

10. A maneira de ser grande no serviço do Rei é se humilhar e assumir a posição de ser o servo dos outros.

11. O Grande Exemplo disto é o Salvador Jesus Cristo (v. 28). O Senhor dos senhores e o Rei dos reis veio para se entregar, servir os outros e ser o Salvador de muitos. Mas, olhe do jeito que Deus exaltou seu Filho depois e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.

4. Os Dois Cegos de Jericó Curados. 20:29-34. Dois cegos clamavam para Jesus ter misericórdia deles. A multidão os repreendeu para que se calassem. Mas eles insistiram. Nada deve impedir os homens buscar Jesus Cristo. Jesus falou com eles, Ele sabia o que eles queriam, mas Ele queria para eles dizer o seu pedido. Jesus teve compaixão deles e deu para eles a sua visão gratuitamente. Os cegos espiritualmente podem receber a sua visão espiritual pelo poder de Cristo mesmo. Só um toquezinho da mão do Mestre dá para abrir os olhos cegos. Jesus ainda abre os olhos dos cegos espiritualmente.

A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, A Segunda Purificação do Templo, A Figueira Seca, O Batismo de João, A Parábola dos Dois Filhos e A Parábola dos Lavradores Maus. 21:1-46.

Jesus Cristo chegou para Betfagé, que fica entre Jerusalém e Betânia. Jesus veio para este lugar seis dias antes da páscoa (o dia da Sua crucificação, João 12:1). Jesus daqui a pouco ia ser crucificado como o Cordeiro de Deus.

1. A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém. 21:1-11. Jesus sabia porque estava naquele lugar e que ia morrer em poucos dias. Jesus mandou logo dois discípulos para ir e trazer a jumenta esperando para cumprir a profecia do Velho Testamento (Zac. 9:9).

1. Jesus sabe tudo e onde toda criatura dEle está e elas fazem a sua vontade quando Ele precisar.

2. Os discípulos obedeceram Jesus em tudo que Jesus mandou. Tudo crente em Jesus Cristo deve obedecê-lO em tudo também.

3. Foi o costume para os Reis andar de jumenta em tempo de paz (I Reis 1:33). A primeira vez Jesus veio para fazer paz, a segunda vez Ele vem andando de cavalo branco para fazer guerra.

4. O povo estava honrando o Rei e esperando que Ele ia trazer o seu reino (milênio) já.

5. A multidão clamava "Hosana ao Filho de Davi" (Salmo 118:25), que significa "Deus guarde o Rei".

6. É a mesma multidão que alguns dias depois clamava "crucifica-o". O mundo quer uma coisa espetacular, mais o Salvador e o Rei dos reis rejeita (v. 9).

7. Jerusalém ficou tudo incitada com a entrada dEle. Mas, foi uma incitação falsa.

8. A multidão aceitou Jesus como um profeta, mas não como o Salvador (v. 11). É isto mesmo que o mundo ainda faz com Jesus. Se o mundo aceitar Jesus como o Rei dos reis ou não, não muda o fato que Ele é o Rei Eterno. Jesus entrou em Jerusalém assim para mostrar que ia triunfar sobre todos os seus inimigos. Isto Ele fez na cruz, e fará na Sua segunda vinda completamente.

2. A Segunda Purificação do Templo. v. 21:12-17. Jesus chegou no Templo de Jerusalém somente seis dias antes da páscoa. Nesta época Jerusalém ficou cheia de judeus que chegaram cedo para a celebração da páscoa. Os judeus tinham que comprar os animais para ser sacrificados depois na páscoa. Os filhos de Anás, inclusive Caifás, o sumo sacerdote daquele ano, tinham barracas no templo para vender os animais pascais ao povo por um preço absurdo. Também tinham cambistas desonestos no templo que cobravam mais do que necessário para trocar o dinheiro estrangeiro para o dinheiro sagrado usado no templo para pagar os impostos do templo. Era por isso que Jesus falou: "A minha casa será chamada casa de oração -- mas vós a tendes convertido em covil de ladrões". Observa que Jesus falou a "minha" casa, se fazendo igual a Deus. Jesus é o Eterno Deus que mandou todos embora com uma ira santa e justa. Jesus fez tudo isto sozinho. Jesus foi um homem de força física. Foi uma prevista do juízo do Leão de Judá! Nota que ninguém tentou impedir Jesus de fazer isto. Nem os soldados romanos, nem a guarda do templo, nem os sacerdotes. Porque ninguém pode impedir o Deus santo e justo na sua ira.

Mas, os príncipes dos sacerdotes e os escribas não gostaram, ficaram com muita raiva, mas injusta e pecaminosa. Não é novidade, os religiosos ficam enfurecidos quando a verdade de Deus fica mexendo com a sua religião falsa e satânica. Até eles ficaram com muita raiva dos meninos que estavam louvando Jesus no templo. Os religiosos ficam do mesmo jeito com salvos em Jesus Cristo. Nota também a coragem do Senhor Jesus Cristo na cara dos inimigos. Como é que os crentes precisam coragem para enfrentar os inimigos do nosso Salvador. Depois disto Jesus voltou a Betânia que fica mais ou menos dois quilômetros de Jerusalém para passar a noite.

3. A Figueira Seca. 21:18-22. No dia seguinte Jesus voltou para Jerusalém. No caminho de Betânia para Jerusalém Jesus ficou com fome e viu uma figueira que não tinha figos. A figueira é diferente do que as outras árvores, produz primeiro o fruto e depois as folhas. Esta figueira tinha as folhas, mas não tinha os figos. As folhas estavam dizendo uma mentira; que a figueira tinha figos que na realidade não tinha. Esta é uma ilustração boa para nos ensinar que a profissão de fé em Cristo sem o fruto dela é inútil. No Velho Testamento Israel é comparado a uma figueira (Os. 2:12; 9:10,16; Mq. 7:1-6). A figueira que Jesus secou é a religião e a nação judaica que depois se secou totalmente por causa da sua incredulidade. É só isto que nós temos, folhas sem figos?

Depois Jesus falou sobre a grande fé (v. 21-22). Pela fé em Deus podemos fazer grandes obras por Deus. A fé verdadeira produz obras por Deus. Alguém chamou isto o Talão de Cheques do Banco Celestial de Fé. Todo pedido de oração feito com fé será cumprido por Deus. Lembrando que tem que ser uma coisa prometida na Bíblia e segundo a vontade de Deus.

4. A Questão da Autoridade de Jesus Cristo. 21:23-27. Neste dia Jesus voltou ao templo de novo e começou ensinar o povo. Foi o dia depois de ter purificado o templo. Enquanto estava ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos chegaram a Jesus querendo saber com que autoridade fez isto, e quem deu a Ele tal autoridade? Jesus respondeu-os por uma pergunta. A pergunta era esta: "O batismo de João donde era? Do céu, ou dos homens?" Esta pergunta deixou eles sem jeito. Eles sabiam a resposta certa, mas não a aceitaram. Os homens não querem saber o que não se agradam. Nenhum ensinamento religioso tem autoridade a não ser que venha de Deus. Então, eles fizeram o que toda pessoa faz quando não quer admitir a verdade, mentiram. Por isso Jesus não respondeu a pergunta deles. Orgulho, incredulidade e rebelião não merecem resposta. Jesus deu a resposta na pergunta que fez a eles; a fonte da autoridade dEle para fazer o que fez é a mesma do batismo de João O Batista, DEUS.

Observa que há um batismo que tem a autoridade de Deus, o batismo de João O Batista. Este batismo que Jesus recebeu e o deu para sua primeira igreja. Agora é só a igreja dEle que tem o batismo autorizado por Deus. Esta igreja é a igreja batista que continua na verdade sem dúvida nenhuma.

5. A Parábola dos Dois Filhos. 21:28-32. Esta parábola é bem interessante. Nesta o pai fala com seu filho. O Pai é Deus o Pai, e os filhos são o crente verdadeiro e falso (v. 28). Mostra a diferença entre os crentes de verdade e os religiosos (fariseus e escribas). Que coisa boa para seguir a purificação do templo e a questão sobre o batismo de João O Batista. Observa.

1. Um dos filhos do pai foi mandado para ir e trabalhar na vinha. Ele respondeu que não ia trabalhar na vinha, mas depois se arrependeu e foi trabalhar na vinha fielmente. Mostra que o arrependimento verdadeiro produz depois obediência (v. 29). Estes são os publicanos e as prostitutas que Jesus falou depois no versículo 31.

2. O outro filho também foi mandado ir e trabalhar na vinha e disse que ia trabalhar mesmo, mas depois não foi (v. 30). Mostra que muitos falam na hora certamente com a boca, mas não tem nada no coração que produz depois a obediência na vida. Estes são os fariseus e escribas que dizem com a boca e fazem nada de Deus na prática.

3. Fé sem as obras está morta (Tiago 2:17-20).

4. Como os fariseus e escribas, o religioso se condena com a sua própria vida de incredulidade.

6. A Parábola dos Lavradores Maus. 21:33-46. Esta parábola foi dada por Cristo para mostrar que a religião judaica estava sem jeito para aceitar a verdade, os filhos de Deus e o Filho de Deus Jesus Cristo. Pode ser aplicado para qualquer religião falsa e a gente que acredita nela.

1. O pai de família (Deus) plantou uma vinha (Israel), (Isa. 5:1-7).

2. Deus mandou seus servos para Israel (os lavradores), mas ela não aceitou-os e matou-os (v. 34).

3. Um dos servos de Deus enviado a Israel foi ferido mortalmente, outro assassinado, e outro apedrejado como um criminoso (v. 35).

4. Deus mandou os seus servos a Israel muitas vezes, e cada vez receberam o mesmo tratamento dela (v. 36).

5. Por último, Deus mandou o seu próprio Filho a ela (v. 37-39), mas recebeu o mesmo. Os judeus lançaram mão nEle em Getsêmani; os judeus arrastaram Jesus para fora de Jerusalém em Gólgota, lugar da caveira; e lá fora da cidade de Jerusalém crucificaram O Senhor Jesus Cristo no Calvário.

6. O que o Pai fará com o povo que fez isto? (v. 40-41). Ó que dia terrível será para eles!

7. Jesus foi rejeitado e desprezado, ainda continua assim, mas Ele se tornou a salvação dos seus eleitos, e é uma coisa maravilhosa aos nossos olhos. Aquele que foi rejeitado e desprezado, Deus fez o Salvador (v. 42).

8. Por causa da incredulidade de Israel Deus tirou o reino dela e o deu para os gentios (v. 43), que é O Israel verdadeiro e regenerado (Rm. 2:28-29, 11:13-25).

9. Cristo Jesus é uma de duas coisas para toda pessoa, pedra de salvação ou de condenação e destruição (v 44).

10. Os príncipes dos sacerdotes e os fariseus entenderam o que Jesus falou plenamente (v. 45-46). Entenderam que estava falando deles, e por isto odiaram Jesus até mais e pretenderam prender e matá-lO.

11. Pode aplicar esta verdade para todo incrédulo. Jesus é que para tu, Salvador ou Juiz?

O Casamento do Filho do Rei, a Questão dos Tributos, a Questão da Ressurreição, e a Questão do Grande Mandamento. 22:1-46.

1. O Casamento do Filho do Rei. 22:1-14. Esta parábola também é falada em Lucas 14:16-24. Ela nos dá a história do reino da primeira vinda de Jesus até o seu reino milenário. Nesta parábola o rei é Deus o Pai e o filho é Jesus Cristo o Filho de Deus. Vamos observar o que esta parábola ensina.

1. Deus o Pai decidiu celebrar as bodas do seu Filho Jesus Cristo.

2. Jesus Cristo é chamado na Bíblia o noivo. (Mt. 25:1, 9, 15; João 3:29).

3. O jantar preparado é o oferecimento do Evangelho aos judeus e o mundo. Somente aqueles que aceitam o convite podem gozar nas coisas deliciosas preparadas pelo rei. Tudo isto é feito para o gozo do Filho (Jesus) do Rei (Deus o Pai).

4. Primeiramente Deus o Pai mandou seus servos (os profetas do Velho Testamento) para convidar Israel para aceitar a salvação em Jesus Cristo seu Filho (v. 3).

5. Mas, Israel na maioria rejeitou Jesus Cristo como seu Salvador (João 5:40). Israel ficou desleal a Deus, odiou seu Filho e desprezou os seus servos.

6. Depois (v. 4) Deus mandou outros servos dEle para Israel aceitar o convite. Estes outros servos são apóstolos e discípulos de Cristo na época do Evangelho naquele tempo (Atos 2:22, 36, 39; 3:12; 13:46). Observa que entre versículos 3 e 4 é quando Jesus morreu na cruz.

7. De novo Israel rejeitou o convite do Evangelho do Grande Deus (v. 5). Aceitar o convite do Evangelho do Grande Rei era menos importante para eles do que os negócios de vida. Até não deu a menor importância para o convite.

8. Alguns de Israel ultrajaram e mataram os servos do Rei (v. 6).

9. Deus se irou contra eles por isso e mandou o seu exército para destruí-los e queimar a cidade deles. Esta é a destruição de Jerusalém em 70 a. D. pelos romanos através do general dos romanos Tito. É a verdade sobre toda nação que rejeita o Evangelho de Deus.

10. Deus deixou Israel por enquanto para trabalhar com os gentios (v. 8-9).

11. Agora os servos de Deus através da sua igreja estão pregando o Evangelho a toda criatura (10). Agora é para convidar todos para a salvação, não só os judeus.

12. As bodas do Filho do rei terão convidados para assistir o casamento do Noivo com a sua Noiva (v. 10-11).

13. O Rei veio para ver os convidados (v. 11). Naquele tempo o rei sempre providenciou as roupas certas aos convidados para ser usadas (a salvação, a justiça de Cristo imputada, providenciada por Deus para os eleitos).

14. O Rei achou homem sem a roupa certa (a salvação), perguntou-lhe como é que pensou que podia assistir as bodas do seu Filho dessa maneira? (. 11-12). O homem ficou sem nada para dizer, sem jeito, esperança e por isso condenado. O hipócrita não tem como se defender. O hipócrita (o não salvo) foi lançado fora da presença do Rei eternamente nas trevas e tormentos do inferno (v. 13). Muitos querem ser salvos sem a justiça de Cristo imputada, mas não dará certo.

15. Muitos são convidados (a chamada geral) pela pregação do Evangelho para a salvação, mas poucos são escolhidos para receber eficazmente o convite para a salvação. Devemos pregar o Evangelho para todos, Deus chamará os seus para a salvação eficazmente.

2. Os Fariseus e Herodianos Fazem Questão sobre os Tributos. 22:15-22. Os fariseus com a ajuda dos herodianos (judeus que ficaram em favor do Reino Romano e sabidos nas coisas e leis romanas) tentaram causar Jesus errar nalguma palavra. Inimigos se ajuntam para tentar Jesus. Eles entraram num assunto polêmico entre os judeus. Os judeus ficaram divididos sobre este assunto. "É lícito pagar o tributo a César, ou não?" (v. 17). Os fariseus disseram não, e os herodianos disseram sim. Jesus falou uma verdade aqui que devemos aprender com muito cuidado. "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Esta é a melhor declaração já falada sobre a separação do estado da igreja. Devemos obedecer as leis do estado. Também temos o direito dado por Deus para servir Deus como Ele diz na sua Palavra. O estado não tem direito para meter nisto. Nem a igreja deve meter nas coisas que pertencem ao estado. Estas duas coisas devem ficar separadas. Não devemos deixar o estado fazer de nós traidores a nosso Deus.

3. Os Saduceus fazem Questão sobre a Ressurreição. 22:23-33. Os saduceus disseram que não há ressurreição. Por isso eles lançaram uma pergunta a Jesus que acharam que não podia responder corretamente. Eles citaram o Velho Testamento para tentar causar Jesus errar. Mas, eles estavam falando com a Palavra de Deus viva. Ó homens ignorantes! A questão era sobre um homem que teve mais de uma esposa na terra e qual seria a sua esposa na ressurreição. Foi uma pergunta feita que escarneceu a ressurreição e que eles acharam que ia deixar Jesus sem jeito. Mais uma vez foi eles que ficaram sem jeito. Jesus mostrou para eles a sua grande ignorância das Escrituras quando citou que a Bíblia diz que os santos ressuscitados não se casam, mas ficam como os anjos. Também Ele provou que a ressurreição dos mortos é uma coisa de verdade (v. 31-32, Êx. 3:6). Assim Jesus fez emudecer-se os saduceus (v. 34).

4. Os Fariseus de novo Enfrentaram Jesus. 22:34-46. Ainda os fariseus queriam vencer Jesus, mas ninguém pode vencer nem derrotar o Deus Vivo. Pode testar Jesus Cristo em todas as maneiras, "não pode achar crime nele algum". Ele é a Palavra de Deus viva. Mas, os fariseus continuaram na rebelião contra o Messias de Israel. Como é que o homem cego espiritualmente é persistente na rebelião contra o Filho de Deus. Esta vez os fariseus deixaram um dos seus doutores da lei ficar na frente para causar Jesus errar. Ó que coisa insensata e inútil! O doutor da lei estava falando com o Doutor dos doutores. Este doutor da lei dos fariseus fez uma pergunta a Jesus. "Mestre, qual é o grande mandamento na lei?" Jesus deu a resposta certíssima desta pergunta. Ele deu a soma total da lei de Deus em dois mandamentos (v. 40). O primeiro é nosso amor e dever para com Deus (v. 37-38), e o segundo é nosso amor e dever para com o homem (v. 39).

Depois que Jesus calou as bocas deles, Ele fez uma pergunta para eles responderem (v. 41-45). Todos os judeus acharam que o Messias era o filho de Davi o rei e estavam certos. O Messias de Deus é o filho de Davi pela genealogia, mas Ele é muito mais do que somente um homem. Os judeus não estavam aceitando isto. Jesus disse então que o Messias é o filho de Davi e também o Senhor de Davi (Salmo 110:1). O Filho de Davi (o Messias) é muito mais do que só um homem, Ele é Deus mesmo. Ninguém respondeu, negou nem disse nada. Toda boca ficou calada (v. 46). Depois deste dia ninguém teve coragem nem ousadia para interrogar Jesus mais. Com certeza os judeus ficaram odiando Jesus mais do que nunca, porque Ele tinha os embaraçado assim publicamente. Eles iam matá-lO agora com certeza. Seria melhor aceitar a Palavra dEle, mas o mundo não quer nem pode fazer isto. O mundo prefere acabar com Ele. É impossível isto, Ele vive e virá depois para tomar a conta do seu reino eternamente. ALELUIA!

Jesus Censurou os Fariseus Severa e Justamente. 23:1-39.

1. Avisos Feitos por Jesus contra os Fariseus. 23:1-12. Jesus falou nesta passagem com a multidão e os discípulos (v. 1). Jesus disse que os fariseus tinham o lugar entre o povo como Moisés tinha, o lugar de ensinar o povo como um professor num seminário. Mas, as suas palavras e obras não eram iguais. Eles não praticaram o que pregaram. Jesus disse para a multidão que devia fazer tudo que eles pregaram segundo as Escrituras (Mt. 16:11-12). Mas, não era para fazer segundo as suas obras. Porque nisto eles eram hipócritas do pior tipo. O Senhor Jesus Cristo odiou hipocrisia demais. Então, deve ser uma coisa terrível! Observa o que Jesus falou sobre os fariseus.

1. Eles disseram sem fazer na prática (v. 3).

2. Eles deram as suas interpretações e tradições ao povo para fazer, mas eles mesmos nem ficaram interessados em fazer a vontade de Deus (v. 4).

3. Tudo que eles fizeram era somente para ser louvado e honrado pelos homens (v. 5-6).

4. Eles queriam ser reconhecidos como os grandes doutores e autoridades da lei (v. 7-10), e ser chamados pelos nomes exaltados. Jesus proibiu tudo que pode exaltar o homem e criar orgulho entre o povo de Deus. Nosso único Pai é Deus o Pai que está nos céus. Nosso Mestre é Jesus Cristo (Rabi significa mestre).

5. A grandeza ministerial não fica nas vestes, títulos, reconhecimento mundano nem nos amigos adoradores, mas no serviço humilde e fiel de Deus (v. 11-12).

2. A Condenação Divina e Justa dos Fariseus. 23:13-33. Vamos notar que Jesus disse "Ai de vós" oito vezes nestes versículos (13-36). Esta expressão é uma exclamação da culpa deles e o sofrimento futuro deles por causa da sua hipocrisia.

1. Primeira vez (v.13). Eles fecharam o reino dos céus aos homens por causa da sua heresia, hipocrisia e prática perversa. Os ensinadores falsos são impedimentos de achar a verdade em vez de ser ajudadores.

2. Segunda vez (v. 14). Eles roubaram e defraudaram as viúvas e depois fizeram oração pública e bem cumprida fingindo ser justos, quando eram ladrões. Há graus de castigo no inferno, e o hipócrita receberá o mais rigoroso castigo.

3. Terceira vez (v. 15). Eles fizeram tudo para fazer de um gentio (prosélito) um judeu. Mas, quando fizeram isto, o prosélito se tornou pior do que eles, porque ficaram enganados pelos enganados e por isso duas vezes mais os filhos do inferno do que eles mesmos. Ó que coisa terrível para fazer isto das outras pessoas.

4. Quarta vez (v. 16-22). Pelas suas interpretações pervertidas, tradições erradas, heresia, hipocrisia, orgulho, fanatismo e pecado; eles desculparam fazer juramentos insensatos para invalidar os mandamentos do Senhor e dar aparência de ser justos. Pode enganar o homem assim, mas Deus não é enganado nunca.

5. Quinta vez (v. 23-24). Eles estavam preocupados em fazer as coisas mínimas com uma meticulosidade incrível, mas esquecendo totalmente os grandes deveres divinos morais. Por isso, Jesus chamou-os: "Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um Camelo". Toda pessoa religiosa sem Cristo é assim.

6. Sexta vez (v. 25-26). Eles estavam preocupados com a pureza exterior, mas a pureza interior não tinha importância nenhuma. Jesus estava falando sobre as aparências de religião, como rituais, cerimônias e etc. É como a dona de casa que deixa a sua casa limpa, mas a sua própria vida está suja demais com todo tipo de mal, pecado, heresia, impureza, rebelião e desonestidade. Só as aparências de religião não são bastante, é preciso a justiça no coração.

7. Sétima vez (v. 27-28). Jesus disse que eles eram como os sepulcros caiados, ou sepulcros que estão pintados brancos por fora, mas por dentro tem todo tipo de corrupção e imundícia. Paulo chamou uma vez um hipócrita assim (Atos 23:3). Assim é a hipocrisia, bonito por fora, mas tão feio por dentro.

8. Oitava vez (v. 29-33). Jesus disse que eles eram semelhantes aos seus pais judaicos que tinham rejeitados e matados os profetas de Deus. Mas eles fingiram honrar os profetas e ser diferentes do que seus pais, mas na realidade eram iguais e provaram isto depois pela morte do Messias. Eles terminaram o que seus pais tinham começado, a morte do Messias. Jesus disse que eram da semente da serpente. Eram religiosos, mas perdidos e indo para o inferno. Jesus disse claramente que eles iam para o inferno sem jeito.

3. O Rei-Messias dá a Sua Despedida a Sua Capital Jerusalém. 23:34-39.

1. Nota a palavra portanto no versículo 34. Jesus ainda ia mandar os Seus servos para pregar o Evangelho a eles. Jesus fez isto depois da Sua ascensão no livro dos Atos dos Apóstolos e até agora. Ele sabia que os judeus não iam aceitá-los, mas iam matar, crucificar, açoitar e perseguí-los como sempre. Foi isto mesmo que aconteceu literalmente depois (Ats 9:2; 13:50).

2. Os homens aumentam a sua culpa, porque fazem novamente os mesmos pecados dos seus pais, como os judeus fizeram (v. 35, II Crn 24: 20-22).

3. Por isso Jesus profetizou o juízo daquela geração mesma de judeus que caia sobre eles depois (v. 36). Isto foi cumprido em d. C. 70 na destruição de Jerusalém por Tito, o general romano.

4. No versículo 37 Jesus lamentou a rejeição da nação judaica do seu messias. Ela não aceitou Jesus porque não quis o Salvador Jesus (João 5:40). Assim mostra a depravação total humana, poder para rejeitar Jesus, o mundo tem, mas poder para aceitar Jesus, não tem. Se for alguém salvo, será pela graça de Deus. Mas, se alguém perecer no inferno, a culpa será totalmente humana (Os.13:9).

5. Jesus disse no versículo 38 que Ele deixou a casa judaica deserta que significa abandonada. Quando Jesus falou sobre a casa deles, Ele estava falando sobre o templo dos judeus, a religião judaica e a nação judaica. Porque o povo judaico rejeitou o Messias, e por isso o Rei-Messias deixou este povo e mesmo a casa deles deserta. Depois deste dia Jesus, o Messias-Rei, nunca andou no templo dos judeus novamente. Ele deixou mesmo a casa deles.

6. Mas, não é o fim da história. Jesus falou uma profecia (v. 39) sobre Israel nos últimos dias. Quando Jesus Cristo vier no poder e glória da Sua vinda para reinar no mundo como o Rei dos reis, Israel vai O aceitar como o seu Messias-Rei e vai reinar com Ele durante mil anos na terra (Sal. 110:3; Zac. 12:10; 13:1).

O Sermão Profético que Jesus entregou depois de Sair do Templo quando Estava Assentado no Monte das Oliveiras sobre a Segunda Vinda dEle. 24: 1-51.

1. A Ocasião deste Sermão Profético. 24:1-3.Observa algumas coisas.

1. Quando saíram do templo, os discípulos chamaram a atenção de Jesus para a beleza, grandeza e majestade do templo (v. 1). O templo foi construído de pedras de 12 metros de cumprimento, 6 de largura e 4 de espessura. Algumas pedras eram 26 metros de cumprimento. Era um prédio muito bonito e grande.

2. Jesus disse (v. 2): "que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada". É uma profecia da destruição de Jerusalém e das coisas que acontecerão a Israel durante a Grande Tribulação.

3. Depois de falar isto, os discípulos fizeram uma pergunta tripla a Jesus. Quando serão essas coisas, que sinal haverá da tua vinda, e do fim do mundo (v. 3). Depois Jesus respondeu a esta pergunta. Mateus só dá as respostas para as últimas duas partes da pergunta dos discípulos. Lucas dá a resposta para a primeira parte da pergunta (Lc. 21:2-24). Mateus não fala sobre o cerco e a destruição de Jerusalém, nem sobre o povo judaico ser levado cativo e espalhado entre todas as nações que aconteceu poucos anos depois em 70 d. C. Mateus fala sobre os judeus nos dias da Grande Tribulação e a Segunda Vinda do Messias para reinar no mundo. É lógico que Mateus faz isto porque escreve sobre o Messias-Rei de Israel.

4. Jesus deu uma exposição abreviada de Apocalipse 6-19 e Daniel 9:27.

2. O Princípio de Dores. 24:4-14. Agora Jesus fala sobre os sinais da Sua Segunda Vinda. Estes sinais são para mostrar que a Sua Vinda está próxima, não para marcar um certo dia para a Sua Vinda. O mais perto que a Sua Vinda fica, o mais que estes sinais vão se aumentando. Observaremos estes sinais da Sua Vinda.

1. Cuidado para não ser enganado pelos homens (v. 4). O engano de Satanás ficará cada vez mais forte até que Jesus venha. Mas, devemos estar esperando a Sua Volta e não duvidando a Sua promessa de voltar. Devemos esperar um cumprimento literal da Sua Vinda. Devemos esperá-la com confiança e fé, apesar do fato que seja muito tempo e o mundo zombe dela.

2. Cristos falsos levantarão mais e mais até que Jesus venha (v. 5). Como é que isto é a verdade.

3. Guerras e os rumores de guerras acrescentarão até o fim (v. 6). O mundo sempre teve guerra em todas as épocas. Mas, isto vai aumentando mais e mais até o fim. Podemos ver este sinal acontecendo e aumentando todo dia. Toda parte da terra tem guerra. O homem tem agora a condição de destruir tudo se Deus deixava. Não devemos estar esperando paz na terra antes da vinda de Jesus, só guerra e cada vez mais guerra.

4. O sinal de fomes, doença e terremotos (v. 7). O mundo sempre teve tudo isto, mais não como agora. As fomes, doenças e terremotos nos últimos dias serão os piores de todas as épocas. A fome mundial está aumentando. As doenças estão piores, mais em número, e variação. Os terremotos estão acontecendo em toda parte do mundo, acontece dois ao mesmo tempo, nos últimos cem anos aconteceram mais terremotos do que no resto da história humana toda.

5. Tudo isto é o princípio de dores (v. 8). As piores ainda vem.

6. A perseguição e a morte dos crentes (v. 9). Os crentes sofreram muito no passado por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus, mas nos últimos dias será pior.

7. O pior tipo de perseguição será os irmãos traidores (v. 10).

8. O mundo sempre teve os falsos profetas, agora mesmo tem mais deles do que nunca, e isto piorará até chegar o pior de todos, o anti-Cristo e Seu Falso Profeta (v. 11).

9. Nos últimos dias a iniquidade se multiplicará (abundará) e parece que até entre os crentes, e por isto o amor dos crentes esfriará (v. 12). E entre os descrentes o ódio para a Palavra e do povo de Deus multiplicará também.

10. A fé verdadeira em Jesus Cristo perseverará até o fim. Não é uma condição de ser salvo, mas é resultado de ser salvo verdadeiramente (v. 13).

11. Antes de vir o fim, o Evangelho será pregado em toda parte do mundo (v. 14). Pode estar falando sobre as duas testemunhas de Apocalipse (11:3-12), e por isto não é uma condição necessária para acontecer antes da Sua vinda. Mas, além disto, o Evangelho já foi pregado em toda parte do mundo.

3. A Grande Aflição (Tribulação). 24:15-28. A Grande Aflição é um tempo de sete anos que virá de grande sofrimento para o mundo, e especialmente para Israel. Observa algumas coisas sobre esta Grande Aflição.

1. A aflição de Jerusalém (v. 15). Esta profecia foi prevista na destruição de Jerusalém no primeiro século pelo exército romano através do general romano Tito (d. C. 70). Mas, esta profecia será cumprida verdadeiramente durante a Grande Tribulação através do Anti-Cristo. Necessariamente o templo em Jerusalém tem que ser reconstruído para isto acontecer. O Anti-Cristo se proclamará Deus e se assentará no templo de Deus como Deus (II Ts. 2:4). Deus chama um ídolo assim uma abominação no Velho Testamento (Dt. 29:16-17, I Rs. 11:6-7). A palavra desolação fala do efeito produzido por esta abominação no templo de Deus.

2. Os judeus de Judéia (onde fica Jerusalém) fugirá do Anti-Cristo depois desta abominação de desolação estar no templo em Jerusalém (. 16-20). Será um tempo difícil para eles.

3. A Grande Tribulação será um tempo de sofrimento sem igual (v. 21-22). Será a pior aflição de todos os tempos. Nota a severidade dela (v. 22). Outras passagens que falam sobre ela: Dt. 4:30, Is. 26:20, Jr. 30:4-9, Dn. 12:1, Ap. 12:6 e 14. No versículo 22 fala sobre a vida física dos judeus que crerão em Jesus naquele tempo.

4. Na Grande Aflição levantarão Cristos e profetas falsos que poderão fazer milagres e sinais milagrosos pelo poder de Satanás para enganar (v. 23-26). Seu engano será muito forte que "fora possível, enganariam até os escolhidos".

5. Cristo virá como o relâmpago para reinar com o seu povo durante mil anos (v. 27). Como o relâmpago, a Sua vinda será repentina, rápida e visível.

6. Jesus virá para fazer guerra contra os Seus inimigos (v. 28). É uma referência de Armagedom (Ap. 19:17-19).

4. A Volta do Messias-Rei. 24:29-31. Observa que no versículo 29 Jesus disse logo depois da aflição daqueles dias". Esta é a mesma aflição falada no versículo 21, é os sete anos da Grande Tribulação. Esta Grande Aflição não pode ser a aflição que Jerusalém sofreu no 70 d. C., porque aquela não terminou com a volta de Jesus no Seu poder e glória. Aquela foi somente uma prevista desta grande.

1. Nota os sinais no universo que vão anunciar a volta do Rei dos reis. Estes sinais são literais que estarão menos em glória do que o Rei dos reis e o Filho de Deus.

2. Diz que Jesus Cristo voltará como o Rei dos reis logo depois da Grande Tribulação (v. 29-30). Esta é a volta no fim da Grande Tribulação quando Jesus fará a grande batalha de Armagedom e depois reinar fisicamente na terra por mil anos (Dn. 7:14).

3. As tribos da terra toda lamentarão e Israel lamentará quando Jesus (Seu Messias) aparecer porque tem O rejeitado horrível e vergonhosamente durante muitos anos (veja Zac. 12:10). Israel será convertido naquele dia.

4. Jesus Cristo, o Messias-Rei, virá "sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória". Pode ser que Jesus venha com a coluna de nuvem e a coluna de fogo que apareceu nos dias de Moisés no meio de Israel?

5. O versículo 31 fala sobre reajuntar os judeus na sua própria terra depois da volta de Jesus, o Messias-Rei. Este versículo não fala do arrebatamento dos salvos antes da Grande Aflição, mas da Revelação do Senhor Jesus Cristo depois da Grande Aflição para ajuntar Israel na sua terra e reinar com ela por mil anos.

5. A Parábola da Figueira. 24:32-35.

1. A figueira simboliza a nação de Israel (Jer. 24:1-10). Jesus deu aqui uma comparação entre Israel e a figueira. Em Mateus 21:18-20 Jesus secou a figueira (Israel) por causa da sua rebelião e incredulidade, e depois em Mateus 23:38-39 disse que ia ficar assim até o fim da época.

2. Agora Jesus deu uma profecia que a figueira (Israel) vai brotar e viver novamente. No dia 14 de Maio de 1948 Israel se tornou um pais novamente na sua própria terra. Agora ela está como a figueira nova que está começando brotar e crescer novamente. A figueira que começa brotar é o sinal que o verão está próximo, do mesmo jeito o renascimento de Israel indica que a volta do Messias-Rei de Israel está próxima.

3. A palavra geração no versículo 34 significa raça, família, e/ou espécie. Evidentemente Jesus falou sobre a raça Israelense, que ia ficar no mundo como uma raça, nacionalidade e nação até o fim da época e depois reinar com seu Messia-Rei. Durante os anos todos da história humana Satanás tem tentado acabar com ela, mas Israel não será aniquilada da terra pela promessa de Cristo. Porque Deus tem um futuro ainda para ela durante o milênio.

4. Jesus deu (v. 35) a certeza absoluta do cumprimento da profecia da Segunda Vinda, tudo será cumprido exatamente como foi prometido. A Palavra de Deus é eterna e infalível.

6. A Hora da Sua Vinda É Desconhecida. 24:36-51.

1. Embora que Jesus deu os sinais para mostrar que a Sua Vinda está próxima, Ele não deu a data dela. Por isso, ninguém sabe o dia nem a hora em que Jesus venha. O homem que diz que saiba é um herege e enganado. É tolice marcar o dia da Sua Vinda, porque é só Deus o Pai que sabe. O nosso negócio não é para saber a hora da Sua Vinda, mas é para ficar preparado para ela toda hora (v. 36).

2. A sua Vinda será repentina e sem aviso, como nos dias de Noé e o Dilúvio (v. 37).

3. Parece que nestes versículos Jesus falou sobre o arrebatamento dos crentes para ficar com Jesus. Pode notar que fala sobre uma vinda secreta e que deixará um e levará outro. Isto fala sobre arrebatar os crentes da terra e deixar os descrentes na terra. Assim não será quando Jesus vier como o Messias-Rei para reinar, porque Ele ficará para reinar visível e fisicamente e isto não será secretamente (v. 37-41).

4. Nota como o mundo estará despreparado para isto e continuando no seu pecado e rebelião (v. 38).

5. Jesus nos avisou para ficar vigiando e olhando para a Sua Vinda (v. 42). Pode ser qualquer hora, esta vinda é iminente.

6. A Vinda de Cristo será como o ladrão de noite (v. 43-44). Sem aviso, por isso temos que vigiar toda hora.

7. Quando Jesus vier para nos levar, deve nos achar como servos fiéis e prudentes em tudo que devemos estar fazendo por Ele na Sua ausência (v. 45-51).

A Continuação do Sermão Profético sobre a Segunda Vinda. 25:1-46.

1. A Parábola das Dez Virgens. 25:1-13. Esta parábola fala sobre os diferentes graus da fidelidade do povo de Deus na Vinda de Jesus Cristo. Nem todo crente tem o mesmo grau de fidelidade na sua vida; alguns não estão muitos fiéis, outros só mais ou menos, e outros estão fiéis mesmos no serviço do Rei. Vamos observar isto.

1. O assunto aqui é o casamento do Noivo (Jesus Cristo) com a sua Noiva (os fiéis das Suas igrejas).

2. As dez virgens são as damas da noiva no seu casamento. Todas são virgens; isto indica que todas dez são crentes (salvas). Nunca na Bíblia Deus chama os descrentes virgens, porque não são, estão impuros e sujos de pecado.

3. Todas as virgens estavam tosquenejando e/ou adormecendo.

4. Não está dito que a noiva dormiu enquanto estava esperando para o noivo chegar, porque ela não estava dormindo, mas esperando fielmente até a última hora para o seu noivo chegar. Porque foi a noiva que clamou a meia noite; "Aí vem o esposo".

5. As dez virgens estavam despreparadas para a vinda do noivo em graus variados. As cinco prudentes estavam mais preparadas do que as cincas loucas, mas ainda não estavam bem preparadas.

6. As prudentes levaram mais azeite para as suas lâmpadas, mas as cinco loucas não levaram mais azeite para as suas lâmpadas do que estava nas suas lâmpadas mesmas.

7. As lâmpadas falam sobre a Palavra de Deus e o testemunho delas através da Palavra de Deus (Sal. 119:105). Nota que as lâmpadas das cinco loucas estavam se apagando, não diz que se apagaram. Os seus testemunhos através da Palavra de Deus estavam ficando fracos. Mas, as lâmpadas das cinco prudentes estavam brilhando bem com azeite bastante para continuar assim sobrando. Mas, as cinco prudentes também estavam tosquenejando e dormindo, enquanto deviam estar bem acordadas e olhando para o noivo chegar.

8. Mas, a noiva do noivo estava vigiando fielmente em todas as maneiras para a vinda do seu noivo. Esta é a noiva do Senhor Jesus Cristo que Ele vai se casar um dia. Ela está fiel a Ele como uma virgem pura ao seu noivo.

9. Isto mostra que a noiva de Cristo é os fiéis das suas igrejas verdadeiras. Todos os crentes estarão com Jesus no céu, mas nem todos vão casar com Ele. Ele vai se casar uma noiva pura (II Cr. 11:2, Ap. 19:7-9). Tem outros crentes que vão somente assistir o casamento do Noivo e a sua Noiva (as cinco prudentes). E outros crentes que nem vão poder assistir o casamento dEle (as cinco loucas); elas serão salvas, arrebatadas com todos os crentes, e estarão no céu com Ele, mas sem assistir o casamento do Noivo com a sua Noiva.

10. As cinco prudentes são os crentes que são membros de uma das suas igrejas, mas não muitos fiéis que assistirão o casamento do Noivo sem fazer parte da noiva. As cinco loucas são os crentes que não são membros de uma das suas igrejas, que não tem muita fidelidade nas suas vidas, serão salvos mas sem poder assistir o casamento do Noiva com a sua noiva. Para servir Jesus Cristo na Sua igreja tem um galardão muito grande!

2. A Parábola dos Dez Talentos. 25:14-30. Jesus deu esta parábola logo depois a das dez virgens para mostrar a importância de servir o Senhor fielmente com ênfase.

1. Jesus é o homem que partiu para fora da terra. Isto aconteceu quando Ele subiu ao céu depois de terminar a nossa salvação.

2. Antes de subir, Jesus entregou para os Seus servos a responsabilidade de receber talentos de várias quantidades e usá-los para fazer a Sua obra. A Bíblia não fala se fosse talento de ouro ou de prata. Um talento de ouro vale $R 60.000, e um talento de prata vale $R 1.000.

3. Os servos eram dEle, e também os talentos. Os talentos que os crentes receberam do Senhor Jesus Cristo são; saúde, dons, riqueza, tempo, intelecto, conhecimento, privilégios, memória, etc.

4. Jesus deu para cada um dos Seus servos o que "Ele achou" certo para eles segundo a sua vontade e sabedoria. Cada um dos servos recebeu segundo a sua capacidade.

5. Ele mandou Seus servos para cuidar Seus negócios com os talentos recebidos com toda fidelidade. É a responsabilidade do crente para aumentar e aperfeiçoar os talentos recebidos do Senhor Jesus Cristo.

6. Os servos fiéis aumentaram e aperfeiçoaram os talentos do seu Senhor. Mas o servo infiel não usou o talento dado por seu Senhor a ele. Ele não fez nada para agradar o seu Senhor com o talento recebido para ser usado no seu serviço.

7. Este é o descrente que tem talento para usar no serviço do Senhor Jesus Cristo, mas em vez de fazer isto, ele usou o talento do Senhor nas coisas da terra só. Por isso, ele será jogado no inferno quando o Senhor Jesus Cristo voltar.

8. Mas, os crentes serão galardoados segundo o uso dos talentos dados quando Jesus voltar. O melhor que usamos os talentos recebidos de Cristo, o melhor será nosso galardão.

3. O Juízo das Nações Existentes na Terra Quando Jesus Cristo Voltar para Estabelecer o Seu Milênio. 25:31-46.

Nota que fala (v. 31) sobre a Vinda de Cristo na Sua Glória com os Seus anjos todos para se assentar no trono da sua glória como o rei da terra. Esta é a mesma vinda falada em 24:29-31. É isto que vai acontecer logo depois da Grande Aflição quando Jesus julgará as nações gentias pela maneira que recebeu a Palavra pregada do Evangelho (pelos dois testemunhas judeus) durante a Grande Tribulação e que tratou a nação de Israel. Este não é o juízo do grande trono branco, mas é o juízo das nações antes de começar o Seu Milênio. Os que receberam (as ovelhas) a pregação do Evangelho durante a Grande Tribulação vão entrar no milênio para reinar com Jesus Cristo, mas os que rejeitaram (os bodes) vão sofrer o tormento eterno e não vão entrar no Milênio para reinar com Jesus Cristo.

O Sofrimento da Cruz Está se Aproximando. 26:1-75.

Quando Jesus tinha terminado o sermão profético de Mateus 24-25, Ele falou que a páscoa ia ser em dois dias. Jesus foi crucificado na páscoa (João 1:1-2, I Cor. 5:7). Para ver a ordem cronológica dos dez últimos dias do Senhor Jesus Cristo antes da Sua ressurreição, veja o mapa "Dez Dias Cheios de Acontecimentos", por Carl Sadler. Agora vamos nos ocupar com os fatos que tem aqui sobre os eventos antes da crucificação do nosso Salvador.

1. A Morte de Jesus Planejada. 26:3-5. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas, e os anciãos se reuniram no palácio do sumo sacerdote (Caifás) para maquinar a morte de Jesus. Isto era o cumprimento de uma profecia do Velho Testamento (Salmo 2:2, Atos 4:26). O ódio e desprezo para Jesus pelos judeus está aumentando. Mostra também a única maneira que o mundo tem para resolver o que não aceita sobre Jesus e a Bíblia.

2. Jesus Ungido por Maria. 26:6-13. Maria de Betânia (a irmã de Marta e Lázaro) ungiu a cabeça e os pés de Jesus com um ungüento que valeu muito dinheiro (o salário para um servente de um ano). E depois enxugou os Seus pés com o seu cabelo. Ela fez isto por Jesus de um coração cheio de amor por Ele. Judas Iscariotes reclamou primeiramente dizendo que isto era um grande desperdício, e depois os outros discípulos concordaram dizendo a mesma coisa. Judas Iscariotes disse isso porque era ladrão, e os outros disseram por uma ignorância terrível. Mostra como é que a influência má pode pegar nos crentes. Mas, Jesus defendeu Maria e o seu amor por Ele. Além disto, Jesus falou que ela entendeu mais sobre a Sua morte do que todos eles. Ela ficou muito aos Seus pés aprendendo, e por isso entendeu mais. Ela entendeu que Jesus ia embora, e que ia morrer e ser sepultado (v. 11-12). Foi por isso que ela fez, "fê-lo preparando-me para o meu enterramento". Pela obra de amor e fé que Maria fez, Jesus deu para ela uma memória eterna (v. 13), o que ela fez por Jesus está escrito na Bíblia eternamente para todo mundo ver. Esta é uma grande bênção eterna que Jesus deu para ela.

3. Judas Iscariotes Combina com os Príncipes dos Sacerdotes para Trair Jesus Cristo. 26:14-16. Agora Judas Iscariotes mostra de verdade o que ele tem no seu coração por Jesus; desprezo, desdém e ódio. Ele era o hipócrita perfeito. Ele nunca tinha sido o amigo verdadeiro de Jesus, e agora está revelado (João 6:70-71). Ele traiu Jesus por trinta moedas de prata, que era o preço de comprar um escravo (mais ou menos $R 15). Observa o pouco valor que deram (Judas e os fariseus) para Jesus O Salvador. Muitos hoje em dia estão vendendo Jesus por muito menos. Como vai ser o sofrimento deles no inferno?! Como ficou o sofrimento de Judas no inferno?! (Mc. 14:21). Desde aquele dia que Judas combinou com os príncipes dos sacerdotes, ele procurou uma oportunidade para O trair. Quantos estão ainda procurando isto?

4. A Última Páscoa e A Instituição da Ceia do Senhor. 26:17-30. Observa que era o primeiro dia da festa dos pães asmos, esta festa dos pães asmos era de sete dias. Na tarde do dia antes da crucificação de Jesus os preparativos foram providenciados para a observação da páscoa (v. 17-19). Quando a noite chegou eles comeram a páscoa com Jesus. Isto aconteceu depois das seis horas da noite, portanto já era para o judeu o dia seguinte, ou o dia da crucificação, (Quarta-feira). Foi a noite antes da crucificação. Aqui deve ler João 13:2-30. Porque entre Mt. 26:20 e 26:21 tem algumas coisas que aconteceram que Mateus não relatou, mas que João relatou. Agora pensaremos nos eventos relatados em Mateus.

1. A Páscoa Celebrada por Jesus e Seus Discípulos. v. 20-25. Quando eles estavam comendo a páscoa Jesus anunciou que era um traidor no meio deles. Jesus anunciou que Judas Iscariotes ia traí-lo, mas os discípulos não estavam suspeitando Judas Iscariotes mais do que qualquer outro deles. Eles ficaram sem acreditar que era um deles e perguntaram Jesus se fosse um deles por si mesmo. Suspeitar-se é uma coisa boa para fazer! Jesus identificou o traidor quando Ele disse que era aquele que meteu a sua mão no prato com Ele. Judas Iscariotes perguntou Jesus; "Porventura sou eu, Rabi?" Jesus respondeu; você disse o que é a verdade. Mateus não falou que logo depois que Jesus falou isto e que Judas aceitou o bocado molhado da mão de Jesus, que Judas Iscariotes saiu para fazer a sua grande traição. Tudo isto está escrito em João 13:20-30. Judas Iscariotes não estava presente quando Jesus instituiu a primeira Ceia Memorial depois, porque Judas já tinha saído antes. A primeira ceia instituída pelo Senhor Jesus Cristo era restrita. A primeira ceia somente tinha presente os onze discípulos, que eram os membros da primeira igreja, Judas foi mandado embora por causa da sua infidelidade.

2. A Primeira Ceia Instituída por Jesus. v. 26-30. Quando eles estavam terminando comer a páscoa, Jesus tomou do pão asmo (pão não fermentado) que ainda estava na mesa restando da páscoa e o abençoou, o partiu, e o deu aos seus discípulos. Jesus mandou os seus discípulos para tomar e comer, dizendo que era o seu corpo. Não podia ser o corpo literal dEle, mas só simbolicamente, porque o corpo dEle ainda estava presente no meio deles. O pão simboliza o corpo de Jesus, que Jesus, o homem perfeito em todas as maneiras, se entregou para ser o cordeiro imaculado e incontaminado de Deus para salvar o seu povo dos seus pecados. Depois Jesus tomou do fruto da vide (vinho não fermentado, o suco da uva puro) que estava na mesa restando da páscoa e deu graças, e depois o deu aos seus discípulos, mandando-os para beber dele todos. Jesus disse que o cálice representa o seu sangue simbolicamente que foi derramado por muitos, para remissão dos pecados. A Ceia do Senhor é uma ordenança da igreja, e Jesus deu a ceia somente para os seus onze discípulos e para ninguém mais, nem alguém mais estava presente do que só eles. A Ceia do Senhor deve ser restrita, somente para os membros da igreja local. Nota também que Jesus disse que derramou o seu sangue por muitos, não por todos. Jesus morreu para salvar as suas ovelhas (eleitos) dos seus pecados (João 10:15). Versículo 29 fala sobre as bodas do Noivo Jesus e a sua noiva, quando Jesus vai se festejar com a sua noiva no seu casamento. Entre versículos 29 e 30 aconteceu o que está escrito em João 14:1-31. Depois de ter feito tudo isto, Jesus e os Seus discípulos cantaram um hino e saíram para o Monte das Oliveiras e depois para ser crucificado em poucas horas.

5. O Anúncio da Sua Morte e da Negação de Pedro. 26:31-35. Jesus anunciou novamente a sua morte e ressurreição, mas é só esta vez que marcou a data. Nota no versículo 31 que Ele disse "esta noite". Isto marcou os acontecimentos que iam começar naquela noite terminando com a sua morte no mesmo dia. Jesus deu o versículo (Zc. 13:7) que profetizou que Ele disse no versículo 31 sobre os discípulos sendo escandalizados e espalhados com medo depois naquela mesma noite, e o seu sofrimento e morte. Mas, também disse que ia se reunir com eles depois da sua ressurreição novamente na Galiléia. O Bom Pastor que deu a sua vida pelas suas ovelhas, e depois ressuscitou-se e reuniu-se com elas novamente. ALELUIA! Jesus Cristo (O Bom Pastor) não vai abandonar as suas ovelhas apesar das suas falhas grandes. Observa onde e quando foi que Jesus encontrou os seus discípulos depois da sua ressurreição na Galiléia (Mt. 28:16).

Jesus anunciou a eles que todos eles iam ficar escandalizados e espalhados por causa dEle naquela noite. Mas Pedro disse que isto nunca aconteceria com ele, os outros pode ser, mas com ele nunca. Pedro achou que sabia mais do que Jesus, porque Jesus já tinha dito que todos iam abandoná-lo. O irmão que acha que está mais forte do que seus irmãos, está o mais fraco. Confiança em si mesmo conduz a uma queda (I Cor. 10:12). Jesus avisou Pedro a segunda vez da sua negação de três vezes antes da manhã (antes da noite terminar, v. 34). Observa como Pedro estava se enganando acerca da sua fidelidade, força e invencibilidade. Pedro mentiu, jactou-se, achou-se mais forte e que amou Jesus mais do que os outros discípulos, até contestou a palavra de Jesus. Ó que homem que estava pronto para cair! Mas observa que Pedro não ficou sozinho nisto, somente foi o pior entre eles (v. 35).

6. A Agonia de Jesus no Jardim de Getsêmani. 26:36-46. Jesus e seus discípulos chegaram depois a um lugar chamado Getsêmani. Este lugar é um jardim de Oliveiras que fica ao oeste do Monte das Oliveiras. A palavra Getsêmani significa o lagar de óleo (azeite). Ainda hoje em dia tem oliveiras neste lugar. Jesus mandou oito discípulos para ficar enquanto Ele foi mais longe para orar com os discípulos mais íntimos dEle (Pedro, Tiago e João). Ali Jesus começou entristecer-se e angustiar-se muito. Jesus levou estes três discípulos não para orar com Ele, mas para guardar este tempo de oração dEle da intrusão dos outros e pelo apoio de alguns amigos bem íntimos e compassivos. Sempre foi o costume de Jesus para orar antes dos eventos grandes da sua vida. Que costume bom! Jesus orou três vezes neste lugar. Jesus disse que a sua alma ficou cheia de tristeza até a morte, e por isso Ele foi orar ao seu Pai. Mas porque? Há duas respostas dadas desta pergunta.

1. Que a natureza humana de Jesus tinha que ficar conformada para os sofrimentos bem na sua frente. Os sofrimentos estavam oprimindo a sua alma. Então, por isso orou a Deus, o Seu Pai.

2. Satanás tentou acabar com Jesus neste jardim antes da sua crucificação. Satanás tinha tentado matar Jesus desde o princípio. Se Satanás pudesse ter matado Jesus neste lugar, Jesus não poderia ser o Salvador de ninguém. Porque Ele tinha que morrer na cruz sofrendo como o cordeiro de Deus a ira de Deus em nossos lugares para ser o Salvador dos Seus escolhidos. Então, por isso orou a Deus, o Seu Pai.

Cada vez que Jesus orou a Deus, Ele disse: "não seja como eu quero, mas como tu queres". Nota a diferença na coisa que aconteceu no Jardim de Getsêmani e no Jardim de Éden. "Não seja como tu queres, mas como eu quero", transformou o paraíso em deserto; mas "Não seja como eu quero, mas como tu queres", transformou o deserto em paraíso.

7. O Prender de Jesus. 26:47-56. Nos versículos 45-46 Jesus falou que soube que a Sua hora para morrer tinha chegada. Por isso, Jesus foi encontrar voluntariamente os inimigos que iam prendê-lo e depois crucificá-Lo. Ó como é o amor e a graça do nosso Salvador por nós maravilhoso.

Enquanto Jesus estava falando mesmo sobre os Seus inimigos, chegaram para prendê-lo. Judas Iscariotes chegou trazendo uma grande multidão de pessoas. Eles chegaram com espadas e varapaus para prender Jesus. Eles (inclusive a guarda do templo e um grupo de soldados romanos) foram enviados pelos líderes judaicos do templo. Eles vieram como estavam prendendo um criminoso muito perigoso. Judas Iscariotes saudou Jesus com um beijo. Essa era a maneira comum e normal para saudar "amigos". Judas Iscariotes era hipócrita e traidor do pior tipo até o fim. O beijo que Judas deu a Jesus não foi de amizade, mas de traição. Todo mundo que nos abraça dizendo que é nosso amigo e irmão, não é, pode ser inimigo e traidor. Observa versículo 50 (Lc. 22:47-54), só Jesus mesmo podia ter feito isto, Se entregando na mão do traidor e inimigos voluntariamente para ser o Salvador do seu povo. Ninguém podia ter feito isso contra a sua vontade.

Foi aqui que os discípulos de Jesus queriam proteger Jesus dos seus inimigos (Lc. 22:49-50). Pedro puxou a sua espada e cortou a orelha do servo do sumo sacerdote. Jesus repreendeu Pedro porque não foi a hora para fazer isto, era a hora de se entregar na mão deles e ser crucificado como o cordeiro de Deus. A próxima vez que Jesus aparece na terra nenhum inimigo lançará mão nEle, mas é Ele que lançará a sua mão neles para jogá-los no inferno. Jesus não mandou Pedro jogar fora a sua espada, mas para metê-la no lugar certo. Tem lugar para a espada, mas não é na obra de Deus. Jesus podia ter escapado da mão dos seus inimigos, mas foi por isso mesmo que Ele veio ao mundo, para Se entregar para ser o Salvador (v. 53). Jesus protestou a maneira do seu prender justamente (v. 55), porque não tinha feito nada errado. Mas, pela sua própria vontade Jesus se entregou para cumprir as Escrituras e ser o Salvador. Nota que todos os discípulos fugiram exatamente como Jesus tinha dito (26:31).

8. Jesus Perante o Sinédrio. 26:57-68. João 18:12-14, 19-24 diz que Jesus foi levado primeiramente para Anás (o sumo sacerdote anterior) e depois para Caifás (o sumo sacerdote atual). Enquanto Jesus estava perante Anás o sinédrio (os líderes dos judeus) foi chamado e reunido na casa de Caifás e Jesus foi mandado por Anás para lá amarrado. Pedro e João seguiram Jesus até a casa de Caifás para ver o fim. Cadê os outros discípulos? Pedro negou Jesus aqui três vezes como Jesus tinha o avisado. Estava errado com certeza, mas pelo menos Pedro e João tiveram coragem para estar presentes. Observa o que aconteceu na casa de Caifás.

1. Buscaram falsos testemunhos contra Jesus. Acharam dois para perverter as palavras de Jesus (João 2:19 e v. 61).

2. Jesus não respondeu nada até o sumo sacerdote forçou Jesus responder sob juramento, se fosse o Messias, o Filho de Deus (v. 662-63).

3. Jesus afirmou abertamente que era o Messias e o Filho de Deus e até mais (v. 64). Jesus disse que ia julgá-los depois como Deus.

4. O sumo sacerdote ficou horrorizado com a Palavra de Jesus. Ele sabia que Jesus tinha dito que era Deus e o juiz deles. Ele acusou Jesus de blasfêmia (v. 65).

5. O sinédrio pediu para a morte dEle (v. 66). No Velho Testamento a pena blasfêmia era a morte.

6. Cuspiram-lhe no rosto e bateram nele e outros deram palmadas nEle. Todos zombaram Jesus pedindo para profetizar quem foi que bateu nele (v. 67-68).

9. A Negação de Pedro do Senhor Jesus Cristo. 26:69-75. Enquanto Jesus estava sendo examinado e condenado na casa de Caifás, Pedro estava lá no pátio da casa de Caifás negando seu Senhor.

1. A primeira negação (v. 69-70). Uma criada viu Pedro e disse também que Pedro estava com Jesus. Pedro negou Jesus simplesmente.

2. A segunda negação (v. 71-72). Então, Pedro retirou-se um pouco mais longe, ficou no vestíbulo (na saída para a rua). Ali outra criada viu ele e disse que ele estava com Jesus , o nazareno. Esta vez Pedro jurou que não conheceu Jesus.

3. A terceira negação (v. 73-75). Depois de um tempo os outros que estavam ali com Pedro disseram para ele: "Verdadeiramente tu é deles, pois a tua fala te denuncia". Pedro tinha o sotaque de Galiléia, que revelou que era um deles. Pedro negou Jesus esta vez ainda mais fortemente; negou jurando com profanidade que não conheceu Jesus. "E imediatamente o galo cantou". Foi agora que Jesus virou-se olhando para Pedro (Lc. 22:61). E Pedro lembrou-se das palavras de Jesus, e saiu dali com muita tristeza para chorar amargamente. Mostra a diferença entre o salvo e o não salvo (Judas Iscariotes e Pedro).

Jesus Cristo Entregado ao Presidente Pôncio Pilátos e depois Crucificado e Sepultado. 27:1-66.

Quando a manhã do dia em que Jesus foi crucificado chegou o sinédrio se reuniu novamente e condenou Jesus à morte oficialmente a segunda vez. A lei judaica disse que isto tinha que ser feito numa segunda reunião para ser válido. Esta segunda reunião foi feita para ratificar a primeira decisão feita na noite anterior. Isto sendo feito Jesus foi entregado aos oficiais romanos para ser examinado por eles. O governador romano atual sobre Judéia era Pôncio Pilátos. Pilátos era o romano colocado na Judéia pelo Império Romano para ser o governador dela.

1. O Suicídio de Judas Iscariotes. 27:3-10. A palavra arrepender no versículo 3 não é a mesma palavra "arrepender" quando fala sobre arrepender para a salvação. Esta palavra arrepender significa sentir-se remorso. Judas sentiu remorso por causa da sua conduta ruim, mas não se arrependeu e creu em Jesus Cristo como seu Salvador. Judas confessou que não achou em Jesus nenhuma coisa errada quando disse que "traiu o sangue inocente". Até os inimigos de Jesus tem que dizer que não podem achar em Jesus pecado algum. Judas não podia gozar no dinheiro que ganhou pela sua traição, por isso voltou com ele e o deu aos sacerdotes de novo. Eles recusaram o dinheiro com um desinteresse total e malvado demais. Judas jogou o dinheiro no chão do templo e foi se enforcar (v. 3-5). Atos diz (1:18) que quando Judas se enforcar que caiu lá em baixo e todas as suas estranhas derramaram. Os sacerdotes usaram o dinheiro ganho pela traição para comprar um lugar para sepultar Judas (lugar dos estrangeiros, v. 6-7). Este lugar foi chamado por isso, "Campo de sangue" (v. 8). Então, a profecia de Jeremias foi cumprida. Esta profecia está escrito em Zacarias 11:13. Porque Mateus disse Jeremias então? Provavelmente Jeremias e Zacarias disseram esta profecia, mas somente a profecia foi escrita na Bíblia no livro de Zacarias.

2. Jesus Perante Pilátos. 27:11-26. Nota a astúcia dos judeus perante Pilátos. Eles mudaram de acusação contra Jesus agora para traição contra o Império Romano. Porque? Porque eles sabiam que a blasfêmia contra Deus para os romanos não tinha nenhum valor. Por isso, os judeus inventaram outra mentira: que Jesus tinha dito que era um rei contra o governo romano. Mas Pilátos era um grande covarde. Pilátos sabia que Jesus era inocente, até a esposa dele avisou-o para não fazer nada contra Jesus (v.19). Mas o covarde queria se livrar de tudo isto de qualquer maneira. Pilátos tentou resolver isto de uma maneira tão covarde. Na época da páscoa tinha um costume de soltar um criminoso e Pilátos tinha prendido um famoso criminoso chamado Barrabás (ladrão e assassino) que ele sabia que o povo odiou. Mas Pilátos não sabia o tanto que o povo odiou Jesus mais do que Barrabás. Pilátos ofereceu livrar Jesus ou Barrabás para o povo, achando que o povo ia escolher Jesus e ele podia ficar livre desta situação facilmente. Mas, a multidão escolheu um ladrão e assassino em vez de Jesus o Salvador, e ainda está fazendo isto. A multidão ficou insistindo muito para crucificar Jesus, aceitando a culpa do seu sangue sobre eles e seus filhos. E ainda esta maldição fica sobre os judeus e ficará até Jesus Se revelar para eles na sua vinda. Pilátos estava mais interessado em agradar o povo do que soltar o sangue inocente.

Pilátos tentou mudar a culpa de se para o povo quando lavou as mãos na frente de todos dizendo: "Estou inocente do sangue deste justo: considerai isso". Mas, não deu, nota o que diz em Atos 4:25-27. Pilátos soltou Barrabás e depois açoitou Jesus e entregou-O ao povo para ser crucificado. A maneira de açoitar pelos romanos foi muito cruel. As costas da pessoa foram desnudadas e a pessoa amarrada a um poste e inclinada para a frente descobrindo as costas. O açoite tinha no fim das cordas pedaços de osso ou metal para cortar e arrancar a carne da pessoa. O homem que açoitou as pessoas era um mestre nisto.

3. Jesus Zombado pelos Soldados Romanos. 27:27-31. Agora com o sangue correndo e as suas costas doendo demais, os soldados tiraram a roupa dEle na frente de todos e colocaram nEle uma capa de cor escarlate (a cor dos reis), uma coroa de espinhos na sua cabeça (com força para ferir a sua cabeça) e uma cana na sua mão. Depois eles se ajoelharam diante dEle só para zombar o Cordeiro imaculado, incontaminado e precioso de Deus. Depois de brincar com Ele, tiraram toda esta roupa e colocaram nele novamente as suas vestes. Pode imaginar como é que isto doeu física e mentalmente? Agora O levaram para ser crucificado.

4. A Crucificação do Messias-Rei. 27:32-44. Um homem chamado Simão (de Cirene na África, perto de Líbia) levou a cruz até o lugar chamado Gólgota (que significa Caveira, porque este monte tinha a aparência de caveira). Jesus recusou a bebida preparada (vinho misturado com droga) para aliviar a agonia e sofrimento da cruz (v. 34). Ali Jesus foi crucificado no meio de dois criminosos como um outro criminoso também, o justo pelos injustos. A pessoa foi crucificada completamente nua e de uma maneira sem vergonha. Nota que os malvados lançaram sortes para ganhar a roupa do Salvador precioso (v. 35). O povo ficou olhando para Jesus assim na cruz, sem roupa e sofrendo para salvar os seus eleitos (v. 36). Ainda na cruz veio mais zombaria; a placa dizendo que era o Rei dos judeus e o povo passando e dizendo para sair da cruz se fosse o Filho de Deus e etc. (v. 37-40). Também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus passaram na frente dele dizendo e zombando da mesma maneira (v. 41-43). Os dois ladrões crucificados com Ele disseram a mesma coisa também, é só um deles se arrependeu e foi salvo depois pela graça de Deus. Eles zombaram Jesus dizendo para Ele descer da cruz. Jesus podia ter descido da cruz? Com toda certeza! Mas, Ele ficou para nos salvar eternamente dos nossos pecados. ALELUIA!!

5. A morte de Jesus Cristo. 27:45-56. Jesus foi crucificado as nove horas da manhã (Mc.15:24). Ao meio dia (Mt. 26:45) até as três horas da tarde houve trevas sobre toda a terra. Durante três horas Deus O Pai virou o seu rosto e deixou Jesus seu Filho sofrer o castigo total de todos os seus eleitos de todas as épocas. O símbolo que Jesus sofreu a ira de Deus no lugar dos seus era o vinagre que Ele bebeu no versículo 48. Foi um tipo de vinho amargo que simbolizou que Jesus tomou a ira de Deus e pagou-a totalmente para nos salvar da pena dos nossos pecados. Na Bíblia o vinho deste tipo simboliza a ira Deus (Ap. 14: 19-20). Jesus tomou a ira de Deus por nós. Ó que grande amor e graça são estes! As três horas da tarde (Mt. 26:45) Jesus inclinou a sua cabeça primeiro e despediu (entregou) o seu próprio espírito para morrer voluntariamente. Ninguém tirou a vida dele, Jesus deu a sua vida pelas ovelhas (João 10:17-18).

O véu do templo rasgou-se mostrando que o corpo de Jesus foi rasgado na cruz abrindo eternamente o caminho para Deus o Pai (v. 51, João 14:6). Os sepulcros dos santos (salvos) se abriram e ressuscitaram-os para a vida eterna (v. 51-53). Segundo versículo 53 isto aconteceu depois da sua ressurreição. Isto combinar com Ef. 4:8-10 A ressurreição de Jesus é a garantia da nossa. Observa as irmãs que estavam ali quando Jesus morreu (v. 55-56). Outros estavam presentes também (João 19:25-27).

6. O Sepultamento de Jesus. 27:57-66. Quando estava chegando para o fim da tarde, apareceram, José de Arimatéia e Nicodemos para pedir o corpo de Jesus para sepultá-lo. Pilátos deu-o para eles e eles sepultaram-no no sepulcro novo de José de Arimatéia. Nota que as irmãs viram tudo isto. Elas chegaram primeiramente e saíram ultimamente. O sepulcro foi fechado com uma grande pedra para não deixar animais entrarem. Os fariseus pediram para Pilátos colocar guardas ao sepulcro para não deixar os discípulos chegar secretamente e roubar o corpo dEle e depois dizer que Ele ressuscitou. Que coisa inútil!! Pilátos mandou segurar o sepulcro com a guarda e selando a pedra com o selo oficial do Império Romano. Quebrar este selo era um crime muito grande que recebeu a pena da morte. Não importava o que o homem fez, nada podia impedir Jesus ressuscitar dos mortos, nem Satanás mesmo!

O Dia da Ressurreição de Jesus Cristo. 28:1-20.

1. Jesus Cristo Ressuscitou dos Mortos! 28:1-10. Entre Mateus 28 e Mateus 27 há três dias e três noites. Versículo 1 diz no fim do sábado, que é quando o sétimo dia da semana estava terminando e primeiro dia da semana estava começando. As irmãs chegaram nesta hora e Jesus já tinha ressuscitado. A palavra sábado aqui é plural (sábados), indicando que nesta semana tinha dois sábados (a páscoa e o sábado semanal). Entre os dois tinha três dias e três noites. Então, Jesus foi crucificado Quarta-feira e ressuscitou quando o sábado (sétimo dia da semana) estava terminando e o primeiro dia da semana estava começando (as seis horas da noite).

Deus mandou um terremoto e um anjo para tirar a pedra do sepulcro mostrando que seu Filho tinha ressuscitado e que o sepulcro esvaziou-se do seu ocupante. Jesus Cristo ressuscitou dos mortos! Observa o aspecto do anjo de Deus (v. 3). Como será quando Jesus vier com todos os seus anjos na sua glória toda? Precisou muita coisa para assustar um soldado romano, mas os guardas ficaram como mortos de medo, e com toda razão. O anjo de Deus acalmou as irmãs e lhes anunciou que Jesus tinha ressuscitado. O anjo convidou-as para chegar e ver o lugar onde Jesus estava. O anjo disse para elas saber os fatos e depois ir dizer para os outros as boas novas. Ainda é o que o seu povo deve fazer, conhecer os fatos sobre Jesus e ir para contar aos outros imediatamente. O anjo disse que Jesus foi adiante deles para Galiléia e ali ia vê-los (26:32 e 28:16). Jesus já tinha marcado este encontro com eles antes da sua morte. Na saída elas encontraram Jesus e O adoraram. Jesus de novo mandou-as para dizer aos discípulos para ir a Galiléia e encontrá-lo lá. Eles foram para a Galiléia e encontraram Jesus lá (v. 16) e lá Jesus deu para eles a Grande Comissão.

2. A Mentira dos Guardas e dos Príncipes dos Sacerdotes. 28:11-15. Os guardas relataram para os príncipes tudo que tinha acontecido ao sepulcro. O sinédrio se reuniu para tentar resolver isto. Eles resolveram dar dinheiro aos guardas para mentir dizendo que os discípulos tinham roubados o corpo de Jesus enquanto estavam dormindo. Eles deram também a garantia de não deixar os guardas sofrer a pena da lei romana dada por dormir, que era a morte. Os guardas aceitaram o dinheiro e mentiram sobre a ressurreição de Cristo. É isto sempre que Satanás faz, perverte a verdade de Deus. Observa que é isto mesmo que muitas das seitas dizem sobre a ressurreição de Jesus hoje em dia.

3. A Grande Comissão. 28:16-20. Uma semana já tinha passada desde a ressurreição de Jesus (João 20:26). Ele tinha aparecido duas vezes em Jerusalém aos Seus discípulos antes deste encontro de Galiléia.

Observa que Jesus entregou a sua igreja esta Comissão de evangelizar toda a criatura. Cinco coisas para notar.

1. "Todo poder". Esta palavra significa autoridade. O Senhor Jesus Cristo, quem tem todo o poder; autorizou, comissionou e mandou a sua igreja para evangelizar toda criatura, batizar os convertidos, e ensinar todo o conselho de Deus a elas.

2. "Ensinai todas as nações". Esta é a parte missionária da Grande Comissão. A igreja do Senhor Jesus Cristo tem a responsabilidade para "fazer discípulos" pregando a Palavra de Deus.

3. "Batizando-as". A igreja do Senhor Jesus Cristo tem a responsabilidade de batizar os convertidos corretamente. Somente a igreja verdadeira dele tem esta autoridade para batizar. Ela também tem o dever de guardar o batismo puro até que Ele venha. O batismo é o primeiro dever do crente de obediência depois da sua salvação.

4. "Guardar todas as coisas". A igreja do Senhor Jesus Cristo tem a responsabilidade de ensinar os convertidos todo o conselho de Deus. Esta é a parte pastoral da Grande Comissão; doutrinar os salvos nas doutrinas da Palavra de Deus.

5. "Estou convosco todos os dias". O Senhor Jesus Cristo deu dois encorajamentos a sua igreja acerca da Grande Comissão; Todo o seu poder e a sua presença perpétua. A igreja dEle tem a promessa dEle de perpetuidade, poder, aguiamento e proteção. Cristo ainda está com a sua igreja para dar poder e segurança no trabalho dela até o fim. Ó que grande privilégio e responsabilidade é nosso. Esta é uma maneira boa de terminar este estudo, Ele está conosco sempre!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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