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HAMARTIOLOGIA: O ENSINAMENTO SOBRE O PECADO
Abordaremos
nesse estudo uns dos assuntos mais relevante para a vida do verdadeiro
cristão, o Pecado. Por qual motivo dizemos importante? Pelo fato de que,
o Pecado torno-se tão banal na vida de muitos que, já não pensam que o
pecado é realmente Pecado. Muitos o chamam de doença, outros de uma
eventualidade, mas a Bíblia o classifica e o chama pelo nome, Pecado!
Nossas
igrejas hoje, já o adotou, quer ver uma prova disso? E como ele até já
mudou de nome em muitas igrejas, vejamos: Na minha época de catecúmeno,
logo que comecei a servir ao Senhor Jesus , as igrejas eram bastante
inexoráveis com seus ensinamentos, denominações hoje, consideradas
tradicionais eram as mais exigentes, igrejas de renome, conhecidas por
suas "doutrinas" rígidas e até mesmo ortodoxias, hoje caíram no
esquecimento. O namoro nas igrejas já não é mais o mesmo. Pessoas vão à
igreja com roupas que parece que estão na praia. Outras disputam quem se
veste melhor, ou seja, roupas mais estravagantes possíveis na igreja.
Os
jovens são levados aos famigerados "Show Gospel", onde muitos que dizem
estar, "louvando a Deus", não passam de divorciados de seu reino.
Existe alguma coisa que difere muitos Shows Gospel de Shows mundanos?
Claro que não! Pastores, cantores, evangelistas nos cobram uma fortuna
para ministrar em nossas igrejas! Em tempo de eleição então, quando são
chamados para louvar a "Deus", saem com o "bolso gordo", cobram em
média, 5, 10, 15, 20 mil reais para louvar nos chamados, não comícios,
mas "showmícios", onde afirmam até sem conhecer o candidato que, o mesmo
é honesto, confiável etc. E pregar em igrejas então só com dinheiro
adiantado. Isso é a Comercialização do Evangelho. Mas o obreiro não é
digno de seu salário? Sim! Mas a avareza, a cobiça, o ajuntamento de
bens e o enriquecimento baseado na exploração da fé de outros é
condenado nas Escrituras! (Ez 22:12; Jr 6:13; Cl 3:5, 6), sem mensionar
as Leis existentes no país.
Mas
para mudar esse nome colocaram um apodo, no pecado; agora quando vocês o
ouvirem por aí, saibam que é a mesma coisa, pois o nome dele agora é:
"Não Tem Nada a Ver", para os jovens no namoro é "Ficar", para outros é
"Faz Parte", para os mais intelectuais é "A Evolução do Mundo, estamos
no século XXI", mas para Paulo, o apóstolo, é Rm 12:2, para João é I Jo
2:15.
DEFINIÇÃO:
Pecado
no grego é "AMARTIA". Esse termo é derivado de uma raiz que indica
"errar o alvo", "fracassar". Trata-se do fracasso em não atingir um
padrão conhecido, mas antes, desviando-se do mesmo. Essa palavra, porém
veio a ter também um significado geral, indicando o princípio e as
manifestações de pecado, sem dar qualquer atenção a seu significado
original. O trecho de I João 3:4 usa o vocábulo anomia, "desregramento",
desvia da verdade conhecida, da retidão moral. O pecado tanto é um ato
como é uma condição.
É
o "estado" dos homens sem regeneração, que se manifesta na forma de
numerosos e perversos atos. Pecar é afastar-se daquilo que Deus
considera a "conduta ideal", do homem ideal, exemplificado em Jesus
Cristo. Isso conduz à "impiedade" (asebeia; II Pe 2:6), que consiste na
oposição a Deus e a seus princípios, em autentica rebelião da alma. E
isso leva a "parabasis", "Transgressão" (Mt 6:14; Tg 2:11) contra
princípios piedosos reconhecidos. Isso leva o indivíduo à "paranomia", a
"quebra da Lei", o "afastamento da lei moral" (Atos 23:3 e II Pe 2:16).
Nossos pecados também são "passos em falso", isto é, "paraptoma", no
grego (ver Mt 6:14 e Ef 2:1). Propositadamente "caímos para um lado",
"desviamo-nos pela tangente", apesar de estarmos instruídos o bastante
para não fazê-lo.
Desse
modo, o N.T descreve o pecado sob boa variedade de modos, cada um deles
com uso de um quadro falado sobre o que isso significa. Cristo Jesus é a
cura de cada uma dessas manifestações do pecado, pois a sua expiação
apaga a divida; e a santificação em Cristo transforma o pecador, para
que seja um ser santo e celestial. E Deus é fiel e justo, conferindo
esse imenso benefício aos homens que se submetem a ele, isto é, que
exercem fé em Cristo e ao seu mundo eterno (Hb 11:1).
1. PECADO (I)
No
Antigo Testamento. As concepções do A.T acerca do pecado é, por assim
dizer, o verso das concepções sobre Deus. Geralmente o pecado é no A.T
antes uma noção religiosa do que moral; é uma transgressão da vontade de
Deus, e até (embora nem sempre com a mesma clareza) uma ofensa pessoal
do sacrossanto Aliado; o A.T não presta muita atenção aos fatores
psicológicos que condicionam o pecado (Gn 1:11; Sl 32; 51; 130; 143).
(A)
A Natureza do Pecado (1). Em algumas narrativas populares antigas
percebem-se ainda, sem dúvida, vestígios de uma concepção mecânica,
material, do pecado: o pecado é pintado como uma violação (às vezes
puramente material) da esfera sagrada, que faz do homem um pecador,
objeto da ira (orge) de Deus; não se mostra suficientemente que as
exigências de Deus correspondem tanto à sua soberania como ao seu poder;
são estigmatizadas como pecado certas ações que só atingem o Senhor
transcendente através de um objeto ou de um rito (p. ex., I Sm 14:24-30;
26:9-11; II Sm 6:7; 24:10; o pecado e a impureza são indicados por
termos até certo ponto análogos; cf., ainda o termo mais tardio de Lv
12).
Mesmo nessas narrativas populares, entretanto, exprime-se, junto
com essa concepção quase mecânica do pecado do pecado, uma noção de
Deus muito sublime: o santo temor diante da esfera divina coincide com o
medo de ofender o misterioso Aliado de Israel (II Sm 24; tem-se "amor"
para com Yavé, cujas qualidades morais repetidas vezes são acentuadas: I
Sm 16:7; II Sm 7:17; 11:27; 16:10ss), embora a antiga terminologia
ainda apareça aqui e acolá (p. ex., em certa Leis de pureza e sobre as
comidas e no ritual que por natureza é conservador Lv 12), podemos dizer
que o A.T como todo protesta contra a concepção mecânica do pecado,
espalhado pelo Oriente Antigo (cf., sobretudo a pregação profética: Is
1:11; 58:5ss; 59:1ss; Sl 49:9ss; 51:6).
(2)
O pecado como ofensa pessoal de Deus. (a) A concepção do pecado na
história primitiva já vista (Gn 2:11). Gêneses 3 deu ao pecado do
primeiro casal humano a estrutura básica de todo e qualquer pecado. É um
ato dirigido "contra" Deus, mas que assim mesmo deve ser considerado
como rebelião (Pv 8:36; Dt 6:24; 10:13). Não é apenas uma noção externa
de desobediência, mas também uma manifestação do desejo do homem de ser
autônomo, de não ser mais filho de Deus, de se erguer em rival de Deus
(cf., mais tarde Is 10:5ss; 14:4ss; Ez 28). Então ele não suporta mais a
presença de Deus (Gn 3:8), o acesso à árvore da vida lhe fica
interditado (como castigo) (Gn 3:22-24), e ele fica banido para longe de
tudo o que é bom e salutar. O que isso significa, vê-se nos cc. 4:11
que esboçam a grande linha da epopéia do pecado. O pecado revela-se como
poder que escraviza o homem, e do qual só Deus pode salva-lo (cf., a
história da salvação de Israel, que começa com a libertação do Egito, a
terra do pecado Ez 20:5ss).
(B)
O A.T não ensina apenas que o pecado é um ato contra Deus (Nm 27:14; II
Rs 17:9), mas também o apresenta até certo ponto como malum ipsius Dei,
(como ofensa pessoal de Deus), embora essa expressão (Vg: offendere e
formas derivadas) se encontre raramente com esse sentido técnico, seja
no A.T, seja no N.T.
O
próprio vocábulo do A.T (que é rico neste particular, mas não técnico:
os termos guardam ao lado de seu sentido moral-religioso também seu
sentido profano) não traz muita luz nesta questão. Os termos mais usados
são (Hãtã = falhar, desviar, não acertar seu fim), que apresenta o
pecado como uma falha (às vezes contra os homens, geralmente contra
Deus: Êx 9:27; 10:16; Js 7:20; I Sm 15:24); o aspecto moral do pecado
aparece no termo ''ãwõn'' (literalmente: ser torcido; ruindade) (revela o
estado da alma do pecador e sugere também o peso do pecado: Culpa), ao
passo que o aspecto religioso é mais indicado pela palavra ''pesa'' (o
pecado como revolta; desde Êx 23:21 para o pecado de Israel; sobretudo
os pecados graves).
Outro
caráter do pecado exprime-se melhor em textos que sugerem algum efeito
causado em Deus pelo pecado: o A.T diz repetidas vezes que o pecado
"entristece, aborrece, irrita" Deus (Dt 4:24; 9:18; 32:31; Jz 2:12; I Rs
14:9; 16:33; Jr 11:17; 32:29, 32; Ez 8:17; cf., porém Jr 7:18) ou que o
pecador "despreza, amargura" Deus, embora o contexto, muitas vezes,
sugira antes uma transgressão da vontade ou da lei de Deus (Dt 31:20; Is
5:24; Sl 107:11) e embora o respeito pela transcendência de Deus impeça
várias vezes afirmar que o pecado atinja a própria pessoa de Deus (cf.,
Jr 7:18; Jó 35:5-8).
Mesmo
assim, embora salvaguardando a Transcendência de Deus, esse último
pensamento exprime-se não poucas vezes, primeiro, onde um pecado contra
uma determinada pessoa (sobre a qual Deus vela como sobre algo próprio) é
descrito como uma ação que atinge a próprio Deus (cf., I Sm 12), depois
também onde o pecado de Israel é descrito como o rompimento da aliança
de amor entre Deus e seu povo (Os 1 - 3; Is 5:1; 54:6; 61:10), como uma
falta de fé em Yavé (idolatria), como um de esquecimento de sua bondade
(Jr 2:13, 32; 3:21), como um ato de rebeldia (Jr 2:20, 31; 5:3; 6:16ss),
como infidelidade e adultério (cf., supra Os 1 - 3), diante de que Deus
não pode ficar insensível, embora, apesar de triste na sua ternura (Is
5; Mq 6:3) não abandone sua esposa infiel: persegue-a com amor, a fim de
leva-la à conversão e a fim de restabelecer a comunhão de vida com ela,
quase como um homem que não pode mais viver sem esta mulher à qual deu
uma vez o seu amor. Concluindo com Israel essa aliança de amor, Deus
tornou-se, portanto, em certo sentido vulnerável pela fraqueza dos seus.
O mesmo pensamento exprime-se também no tema do ciúme de Deus (Is 9:6;
26:11; 63:15), que faz adivinhar com quanta veemência e paixão Yavé ama
os seus: o seu amor é tão exigente que não pode tolerar a infidelidade
dos seus, nem se conformar com os seus pecados.
(C)
Análise do Ato Pecaminoso. (1). O A.T (como também o N. T) coloca a
origem do mal no homem. De outro lado, o mal (também o pecado) é
relacionado diversas vezes diretamente com Deus (II Sl 24:1; Am 3:6; Is
45:7; Jr 6:21; Ez 3:20; Sf 1:3; cf. Deus que endurece o coração do
pecador: Êx 4:21; 7:3; Is 6:10); esse modo de falar explica-se pelo fato
de que o A.T não admite um antagonista irredutível entre Deus e o
mundo; não elimina o mistério da iniqüidade, mas também não apresenta o
mal como um ser absoluto, e não dissocia o mal do único Criador
(Eclesiastes 7:29).
(2)
Gênesis 3 mostra que Deus e o homem não são os únicos personagens no
drama do pecado: há fora do homem um poder que o alicia ao pecado e o
seduz por inveja (O Diabo). A Bíblia, porém, opõe-se a qualquer forma de
dualismo, e é provavelmente por causa disso que os livros posteriores
do A.T desenvolvem tão pouco esse elemento do processo do pecado (cf.,
entretanto Zc 3:1-9).
(3)
Alguns textos do A.T chamam a atenção sobre um poder que opera no
próprio homem e que, embora não sendo pecado em si, pode-se tornar para o
homem uma ocasião de pecado. É a concupiscência. No A.T, porém, essa
doutrina não chega a ser muito elaborada (Gn 3:6; talvez Gn 6:5; 8:21;
Jr 17:9).
(4)
O A.T, dizíamos, coloca geralmente a origem do pecado no homem.
Contudo, não presta muita atenção à análise psicológica dos atos
humanos; considera o homem, também de ponto de vista ético, como
inteiramente dependente de Deus (d''Ele o homem recebe o seu
conhecimento do bem e do mal). É por isso que se encontra no A.T (e
também no N.T, fora de Paulo e I Pedro) tão pouca coisa sobre a noção de
consciência, embora a mesma realidade se encontre no papel que o A.T
diversas vezes atribui ao coração. Para
o A.T, o homem, de ponto de vista moral, vale o que vale seu coração;
daí expressões como Pv 4:23; 21:2; Lv 26:41 etc. (a circuncisão do
coração); Sl 34:19; 51:19 (o coração contrito); Sl 51:12; Ez 11:19 (o
coração novo); Pv 4:23. O A.T, portanto, não conhece apenas a ação
pecaminosa, mas penetra também na disposição interna. Verdade é que o AT
nunca fala em pensamentos pecaminosos, no sentido estrito da palavra
(porque a psicologia israelita nunca desliga inteiramente o pensamento
da ação), mas de outro lado não ignora que os pensamentos precedem a
ação e condena, com a ação, também a mentalidade (a concupiscência
interna é o princípio do pecado: cf. Gn 4:5-7 com 4:9ss; I Sm 16:7 e os
textos a respeito do coração = consciência). Sobretudo a pregação
profética insistiu na importância das disposições internas que
acompanham a ação (p. ex., Dt 6:5; Is 29:13ss), mas também alguns textos
jurídicos do AT mostram claramente que se sabiam distinguir os atos de
acordo com os seus motivos (p. ex., Lv 4ss; Nm 15; Êx 21:19; Dt 4:42;
19:4). P.ex., o AT fala em pecados cometidos "com a mão levantada", de
propósito, brutalmente (Nm 15:30ss) e para os quais não existe expiação,
e de outro lado em pecados "por engano, sem mal intento"; mas a essa
última noção ainda falta a precisão jurídica (abrange também os pecados
de imprudência e fraqueza) e nunca se tornou uma regra jurídica de
aplicação geral.
(5)
O AT conhece a distinção entre pecados graves e pecados leves, mas na
classificação dos pecados nunca se serve de tal distinção (cf., os
"catálogos" de pecados em Is 33:15; Sl 15; Ez 18:5ss; 22:6; Jó 31). A
gravidade do pecado pode ser sugerida pela sansão com que se ameaça (p.
ex., a pena de morte por pecados de idolatria, feitiçaria, fornicação,
adultério, homicídio voluntário; ser expulso da comunidade do povo: Gn
17:14; Nm 9:13; maldição solene: Dt 27:15ss), pelo agrupamento das
faltas (p. ex., os três grandes pecados de Êx 20:13-15; Os 4:2; Jr 7:9),
pelas circunstâncias em que o pecado foi cometido (Êx 22:21-26; Dt
24:14-17; Lv 19:13; Is 1:17), pelo fato de que tal pecado pode ser
expiado por um sacrifício (Lv 4ss) ou pelo contexto (Sl 15; 25:7; Jó
13:26).
(6)
Pela sua transgressão o homem torna-se culpado diante de Deus (o termo
que corresponde melhor à nossa noção de culpa é ''ãwõn''; Culpa).
(7)
Alguns textos podem causar a impressão de que o pecado perturbou e
modificou também a ordem da natureza (Gn 1 comparado com Gn 3:17; Is
11:5-9; 55:13; 65:25); mas é provável que com esse modo de apresentar as
coisas o AT só quer nos fazer compreender qual é a mudança religiosa
que o pecado causou no homem; aliás, o AT alude várias vezes a
cosmologias que apresentam a origem do mundo de um modo diferente de Gn 1
(Jó 38:8-11; Pv 8:27-29; Sl 89:10-12; 104:5-9), e a aparente relação
direta que é estabelecida às vezes entre o pecado e a alteração da vida
vegetal ou animal pode-se dever ao fato de que as causas intermediárias
são deixadas fora de consideração. Por exemplo, enquanto Pv 24:31 e Is
5:6; 7:23; 32:13; Os 9:6 falam na preguiça do homem e no despovoamento,
Gn 3:18; Is 34:13; Sf 2:9; Jó 31:40 se referem logo ao pecado no
paraíso.
(D)
Em nenhum texto do AT fala-se num castigo que pesasse sobre todos os
homens em conseqüência de uma culpa comum (Pecado original), mas
diversas vezes é afirmado ou insinuado que todos os homens de fato são
pecadores (Dt 2:12; 32:5, 20; Nm 32:13; Is 6:5; Jr 5:1ss; 7:29; 13:23;
na literatura sapiencial Sl 14:3; 103:10; Pv 20:9; Ec 7:20) e aqui e
acolá alude-se a uma inclinação hereditária para o pecado (Sl 51:7;
58:4; Jó 14:4, na interpretação judaica posterior); a história primitiva
já vista (que, no entanto, não teve muita repercussão) sugere que essa
pecaminosidade geral teve seu ponto no pecado dos primeiros pais. A
tradição apresenta uma visão mais otimista, e também a literatura
sapiencial frisa não poucas vezes a inocência de determinadas pessoas
(Sl 18:21, 24; 26; 119:10ss; Pv 12:21; 13:9; 21ss; Jó 10:4-7). O fato de
as duas tendências se encontrarem uma ao lado da outra prova mais uma
vez que os orientais são pouco inclinados a formularem uma doutrina
sintética.
(E)
Nos LXX e no Judaísmo. Nos LXX constata-se uma tendência a conceber a
relação entre o pecador e Deus de forma mais jurídica, e a considerar
como o pecado torna o homem devedor de Deus (perigo de uma concepção
externa demais), neste sentido que Deus pode perdoar ou manter tal
dívida. Essa mentalidade exprime-se, sobretudo em um dos termos dos LXX
para o perdão do pecado, isto é, (perdoar o pecado ou a dívida), que é
usado diversas vezes como tradução de termos hebraicos que
originariamente um outro matriz (p. ex., sãlah: Lv 4:20; 5:10, 13; Nm
14:19; 15:25ss; Is 55:7; - em Lv 19:22 compara-se o texto hebraico com o
texto grego; nãsã Gn 4:13; Êx 32:22; Sl 25:18; Kipper: Is 22:14). Esse
aspecto jurídico do pecado é acentuado ainda mais no judaísmo, em
conexão com a sua doutrina sobre a retribuição (Hõbãh - o que se deve -
torna-se um dos termos clássicos para o pecado). O judaísmo frisa muito o
papel da concupiscência e estabelece também alguma relação entre a
maldade geral dos homens (que, no entanto não é afirmada em termos
gerais) e o pecado dos primeiros pais, sem que formule, propriamente,
uma doutrina sobre o pecado original. De outro lado acentua ainda mais a
liberdade do homem que, apesar de "má inclinação", é considerado
responsável pelos seus pecados, podendo pela conversão e pela
penitência, que sempre são possíveis, experimentar novamente a
misericórdia de Deus.
Mais de uma vez, porém, o judaísmo chega a uma
concepção por assim dizer quantitativas dos pecados: o homem deve se
esforçar para que o numero de suas observâncias da lei (que sempre estão
ao seu alcance) ultrapasse o número das transgressões. (Obs: esse foi
uns dos prismas atinentes ao pecado no AT, haveremos de falar um pouco
mais, mas é bom ressaltar que, estes prismas são muito deles de rabinos
que entendiam que existe diferença entre: Pecado de Ignorância e
Inadvertência; Pecado de Rebeldia e Atrevimento. O Talmude conhece Três
categorias de pecados: os que se perdoam neste mundo, os que se perdoam
no outro mundo e os imperdoáveis).
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